
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) declarou, nesta sexta-feira (4), que a corrida presidencial de 2026 terminou de forma “antecipada” porque, segundo ele, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “já acabou”. O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) afirmou ainda que “ninguém aguenta mais” a gestão petista.
Moro participou do lançamento da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), à Presidência da República, em Salvador (BA). Durante o evento, que ignorou a inelegibilidade do goiano, o senador defendeu uma aliança entre partidos de direita e centro para derrotar o PT nas próximas eleições.
“A gente precisa mudar o Brasil em 2026, ninguém aguenta mais o governo Lula. Tenho certeza que em 2026 os partidos de direita e de centro vão se unir pra derrotar o PT”, disse Moro. Ele acrescentou que “a moral do país foi destruída pelo governo Lula e aí não tem como o país dar certo”.
O senador também comentou a anulação das condenações do ex-ministro José Dirceu (PT) no âmbito da Operação Lava Jato, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro de 2023.
Dirceu havia sido condenado a 23 anos e três meses de prisão em 2016 por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em um processo conduzido por Moro enquanto ainda era juiz em Curitiba.
“O próprio José Dirceu devia estar banido da vida pública. Ele foi condenado pela Lava Jato, mas depois dessa reviravolta política, ele foi beneficiado, mas veja só, ele já tinha sido condenado pelo Mensalão. Um cidadão condenado corrupto falando em nome do PT e do governo Lula. Isso é uma vergonha. Por isso que a corrida presidencial acabou antecipada, porque o governo Lula já acabou”, afirmou Moro.
Caiado lança candidatura para presidente
O governador de Goiás oficializou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto nesta sexta-feira. Em entrevista à CNN na quinta-feira (3), Caiado se declarou “preparado para o debate” e comentou sobre a possível concorrência com outros nomes da direita, como os governadores Romeu Zema (MG), Ratinho Junior (PR) e Tarcísio de Freitas (SP).
“Todos nós vamos partir para uma disputa que será muito bem-vinda. Eu colocaria aí o governador Zema, o governador Ratinho, o governador Tarcísio, eu, todos nós temos esse direito. A opinião de A ou opinião de B neste momento, para mim, ela é acessória. O principal para mim é andar o Brasil. É isso o que eu tenho que fazer”, destacou Caiado.
Fonte: DCM
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