terça-feira, 1 de abril de 2025

Real tem melhor desempenho trimestral frente ao dólar desde 2022 e acumula alta de 7,27%

Valorização da moeda brasileira entre janeiro e março foi a quarta maior desde 2020 e reflete mudanças no cenário global e na percepção de risco

       Notas de real e dólar (Foto: Amanda Perobelli / Reuters)

O real iniciou o ano de 2025 com força renovada frente ao dólar, registrando seu melhor desempenho trimestral desde 2022. De acordo com levantamento da consultoria Elos Ayta, divulgado pelo Metrópoles, a moeda brasileira valorizou 7,27% no primeiro trimestre, fazendo com que a taxa de câmbio Ptax para venda, calculada pelo Banco Central, recuasse de R$ 6,192 no fim de 2024 para R$ 5,742 em 31 de março de 2025.

Esse resultado posiciona o período como o quarto de maior desvalorização do dólar em relação ao real desde 2020, quando se iniciou a série histórica analisada pela consultoria. A última vez que o dólar teve uma retração mais acentuada foi no primeiro trimestre de 2022, com queda de 15,1%. A valorização recente da moeda brasileira, segundo especialistas, é resultado de uma combinação de fatores internos e externos, como alterações na política monetária de países desenvolvidos e uma reavaliação dos riscos associados à economia brasileira.

Contexto histórico da taxa Ptax - Desde o início de 2020, quando a pandemia de Covid-19 começou a impactar os mercados globais, a taxa Ptax para venda do dólar apresentou variações significativas. Em nove dos 21 trimestres analisados, a moeda americana perdeu valor frente ao real. No entanto, momentos de forte valorização também marcaram esse período, como no primeiro trimestre de 2020 — auge da incerteza sanitária —, quando o dólar disparou 28,98%. Outro pico ocorreu no quarto trimestre de 2024, quando a moeda subiu 13,66%, em meio a tensões econômicas e incertezas políticas.

Efeitos no mercado e nas empresas - A recente valorização do real em relação ao dólar pode ter implicações relevantes para diversos setores da economia. Rivero destaca que empresas exportadoras tendem a ser impactadas negativamente, já que receitas em moeda estrangeira se traduzem em valores menores em reais. Por outro lado, companhias que dependem de insumos importados podem se beneficiar com a redução de custos de importação, melhorando suas margens de lucro.

No mercado financeiro, a queda do dólar reforça a percepção de estabilidade e pode influenciar positivamente a atração de investimentos externos, além de alterar expectativas quanto à condução da política monetária brasileira.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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