A estratégia do PL gera tensão dentro da própria base bolsonarista
O Partido dos Trabalhadores (PT) avalia que a promessa do Partido Liberal (PL) de obstruir a pauta da Câmara será colocada à prova nesta quarta-feira (2), com a votação do projeto de lei que prevê retaliação a medidas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou a imposição de novas tarifas a produtos brasileiros, o que gerou reação do governo brasileiro e do Congresso. O projeto em discussão na Câmara propõe a aplicação de medidas de retaliação para proteger setores prejudicados pelas barreiras comerciais impostas pelos EUA.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), desafiou o PL a manter sua promessa de obstrução, destacando o impacto que isso pode ter em setores aliados do partido, como o agronegócio. "Vão ter que fazer uma escolha. Se ficarem com o boné do Trump, trancando a pauta inconsequentemente, votarão contra o interesse do país, e ainda vão brigar com uma importante base deles, o agro", afirmou Lindbergh.
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou na terça-feira (1º) que pretende obstruir todas as votações na Câmara para pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a urgência do projeto de lei que prevê anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Pela redação atual do projeto, a medida poderia beneficiar diretamente Bolsonaro e aliados.
A estratégia do PL gera tensão dentro da própria base bolsonarista, especialmente entre representantes do agronegócio, que temem prejuízos caso o Brasil não reaja às sanções comerciais dos EUA.
Aliados do governo avaliam que a postura do PL pode criar um impasse: ao insistir na obstrução, o partido arrisca desgastar sua relação com setores econômicos importantes. O desfecho da votação nesta quarta-feira indicará se a promessa de paralisação das pautas será levada adiante ou se haverá divisão dentro da legenda.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo
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