quarta-feira, 2 de abril de 2025

Imposto de Renda: 59% concordam em taxar os mais ricos para isentar os mais pobres

Pesquisa Quaest mostra que, para 33% da população, reforma do Imposto de Renda trará uma “melhora importante” para as finanças pessoais

      Fernando Haddad e Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A maioria dos brasileiros apoia a proposta de reforma do Imposto de Renda apresentada pelo governo Lula (PT), que busca aliviar a carga tributária sobre os mais pobres e compensar a renúncia com taxação sobre as camadas mais ricas da população. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), 59% dos entrevistados disseram concordar com a cobrança de uma alíquota a partir de 2,5% sobre quem recebe mais de R$ 600 mil por ano para bancar a isenção de quem ganha até R$ 5 mil mensais.

Outros 31% declararam discordar da proposta, enquanto 8% não souberam ou preferiram não responder. O apoio à medida entre pessoas com renda de até dois salários mínimos é de 58%. Entre aqueles que recebem até cinco salários mínimos, o apoio é de 60%. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos por mês, a concordância é de 58%.

A proposta, que prevê isenção total do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês e redução progressiva para salários entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, é considerada positiva por grande parte dos brasileiros. Segundo o levantamento, 33% afirmam que a mudança vai trazer uma “melhora importante” para suas finanças pessoais. Outros 51% acreditam que a melhora será "pequena".

População se informa, mas muitos ainda têm dúvidas - A pesquisa também mostrou que 53% dos entrevistados já tinham ouvido falar da proposta de reforma do IR, enquanto 46% ficaram sabendo pela primeira vez ao serem questionados durante a entrevista. Apesar da ampla divulgação, apenas 66% dos que conhecem a medida dizem ter entendido completamente as novas regras. Outros 33% reconhecem ter dúvidas.

O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 31 de março de 2025 e ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Brasil 247

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