Estratégia bolsonarista visa forçar a inclusão imediata do pedido de urgência na pauta da Câmara para acelerar a análise do projeto
Jair Bolsonaro (PL) reuniu-se nesta terça-feira (1) com a cúpula do Partido Liberal para discutir estratégias de pressão pela tramitação urgente do chamado PL da Anistia, proposta busca isentar de responsabilidade penal os envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em invasões e depredações às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O encontro, segundo o Metrópoles, foi liderado pelo deputado federal Sanderson Zucco (PL-RS), atual líder da Oposição na Câmara, e contou com a participação do vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ), do líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), da líder da Minoria, Caroline De Toni (PL-SC), além do próprio Bolsonaro, que tem intensificado sua atuação nos bastidores políticos apesar de estar inelegível. O ex-mandatário, que se tornou réu por tentativa de golpe de Estado, seria um dos beneficiados diretos com uma anistia.
De acordo com integrantes da oposição ouvidos pela reportagem, ficou acertado que a bancada adotará uma estratégia de obstrução total dos trabalhos legislativos, tanto nas comissões permanentes quanto no plenário. O objetivo é forçar a inclusão imediata do pedido de urgência na pauta da Câmara para acelerar a análise do projeto.
“Estamos vivendo um estado de exceção no Brasil. E para momentos de anormalidade institucional, precisamos atuar de forma muito firme. Portanto, a orientação é para obstruir todas as pautas. Nada mais importante agora do que buscar reparação para as centenas de presos e refugiados políticos do Brasil”, afirmou Zucco, endossando a narrativa bolsonarista de perseguição judicial e vitimização dos acusados pelos atos de vandalismo.
A mobilização ganhará um novo capítulo nesta quarta-feira (2), quando parlamentares do PL realizarão uma coletiva de imprensa ao lado de familiares dos presos pelos ataques golpistas do 8 de janeiro. Na ocasião,de acordo com a reportagem, será apresentado um relatório elaborado pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (ASFAV), que, segundo o grupo, reúne denúncias de abusos e supostas violações de direitos humanos ocorridas durante as prisões e "ao longo de todo o processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF)".
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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