segunda-feira, 31 de março de 2025

"Breque nacional": entregadores se mobilizam em 60 cidades e exigem R$ 10 por corrida de iFood e apps

iFood disse nesta segunda que estuda um reajuste para este ano

          Greve de trabalhadores do iFood (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Entregadores de todo o Brasil deram início, nesta segunda-feira (31) ao “breque nacional”, uma paralisação organizada para pressionar plataformas de entrega como iFood, UberFlash e 99 Entrega por melhor remuneração. Segundo os organizadores do movimento, trabalhadores de ao menos 60 cidades estão mobilizados.

Entre as principais reivindicações está a fixação de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida. Os entregadores também exigem o reajuste do valor pago por quilômetro rodado, de R$ 1,50 para R$ 2,50; a limitação do raio de entregas feitas por bicicleta a no máximo 3 quilômetros e o pagamento integral por cada entrega, mesmo nos casos em que múltiplos pedidos são agrupados na mesma rota.

Em São Paulo, os entregadores realizam uma motociata que parte do estádio do Pacaembu em direção à sede do iFood, localizada em Osasco (SP). Já em Brasília, os protestos se concentram em frente ao Ministério do Trabalho e Previdência.

Na capital baiana, Salvador, trabalhadores bloquearam nesta manhã os pontos de retirada de pedidos em shoppings, impedindo a saída de mercadorias como forma de pressionar as empresas de entrega.

O presidente do Sindimoto, Luiz Carlos Galvão, diz que o objetivo é fechar um acordo coletivo de trabalho com cada empresa. Segundo ele, o sindicato quer que o Ministério do Trabalho e Emprego faça a mediação entre os trabalhadores e as empresas.

iFood se posiciona - "Estamos atentos ao cenário econômico e estudando a viabilidade de um reajuste para 2025", disse o iFood, em nota enviada à revista Veja nesta segunda.

A empresa informou que, entre 2022 e 2023, elevou a taxa mínima de entrega de R$ 5,31 para R$ 6,50, além de ter aumentado em 50% o valor pago por quilômetro rodado, que passou de R$ 1,00 para R$ 1,50. O iFood destacou ainda que o ganho bruto por hora trabalhada na plataforma é, segundo seus dados, quatro vezes superior ao valor do salário mínimo-hora vigente no país.

A companhia também ressaltou que oferece uma série de benefícios aos entregadores, como seguro pessoal gratuito para acidentes ocorridos durante as entregas, acesso a planos de saúde, programas educacionais e suporte jurídico e psicológico em situações de assédio ou discriminação.

Por fim, o iFood fez um apelo para que eventuais paralisações sejam realizadas de forma pacífica, sem afetar o funcionamento dos estabelecimentos parceiros e respeitando o direito de ir e vir da população.

Fonte: Brasil 247

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