quinta-feira, 28 de maio de 2026

Contas do governo registram superávit de R$ 25,2 bilhões em abril, melhor resultado desde 2022

Resultado das contas públicas em abril foi impulsionado pelo avanço da arrecadação e supera saldo positivo registrado no mesmo mês de 2025

Contas do governo registram superávit de R$ 25,2 bilhões em abril, melhor resultado desde 2022 (Foto: Agência Brasil )

As contas do governo federal fecharam o mês de abril com superávit primário de R$ 25,2 bilhões, no melhor resultado para o período em quatro anos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional e mostram avanço em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo positivo havia sido de R$ 19 bilhões, já corrigidos pela inflação.

O resultado também representa o melhor desempenho para meses de abril desde 2022, quando o superávit primário alcançou R$ 34,5 bilhões. O superávit ocorre quando as receitas obtidas com tributos e impostos superam as despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública.

Em nova fase da Carbono Oculto, Gaeco cumpre mandados em empresas no Paraná

Ação do Gaeco acontece em cinco estados e cumpre 55 mandados de busca e apreensão


Dois mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pelo Gaeco em empresas com sede no Paraná na operação Fluxo Oculto — um desdobramento da Carbono Oculto que investiga um sofisticado esquema de de lavagem de dinheiro ligado ao PCC dentro do mercado de combustíveis.

O Blog Politicamente apurou junto à uma fonte ligada à investigação que no Paraná os mandados estão sendo cumpridos na cidade de Cascavel e outro na região de Maringá.

Gleisi Hoffmann leva vitória da 6×1 para disputa do Senado



A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), pré-candidata ao Senado pelo Paraná, transformou nesta quinta-feira (28) a aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara em ativo político para a disputa de 2026, depois de uma votação que teve 25 votos favoráveis da bancada paranaense, nenhum voto contrário registrado e adesão até de adversários da direita.

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (27), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho no país e acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso. O texto segue agora para o Senado Federal.

O placar nacional foi amplo. No primeiro turno, a PEC passou por 472 votos a 22. No segundo turno, foi aprovada por 461 votos a 19. O texto fixa jornada de 40 horas semanais, cinco dias de trabalho, dois dias de descanso e manutenção dos salários.

A votação carrega a digital política de Gleisi porque a pauta entrou no centro da articulação do governo Lula quando ela ainda comandava a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta responsável pelo diálogo do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, partidos, estados e municípios.

Em janeiro, ainda como ministra das Relações Institucionais, Gleisi afirmou que o fim da escala 6×1 era prioridade do governo federal em 2026. Na mesma ocasião, disse que o presidente Lula (PT) estava determinado a tocar a proposta, apontou o impacto sobre as mulheres e afirmou que caberia ao governo “batalhar pela aprovação”.

João Fonseca exalta Djokovic antes de duelo histórico, mas diz que vai buscar a vitória

Sérvio afirma que brasileiro é “um jogador de grandes palcos”, elogia seu potencial e destaca atuações contra Sinner e Rublev

João Fonseca exalta Djokovic antes de duelo histórico, mas diz que vai buscar a vitória (Foto: Tennis TV / Dall-E)

O aguardado confronto entre João Fonseca e Novak Djokovic na terceira rodada de Roland Garros ganhou contornos ainda mais simbólicos após a troca pública de elogios entre o jovem brasileiro e o maior campeão da história do tênis masculino. Em entrevista após avançar no torneio em Paris, Fonseca revelou a admiração profunda que nutre pelo sérvio, mas deixou claro que entrará em quadra disposto a buscar uma vitória histórica.

“Para mim, é um grande prazer. Eu sempre dizia ao meu treinador: ‘quero cair na chave do Novak’. Porque sei que isso não vai durar muito tempo. Eu só queria ter essa experiência na minha vida”, afirmou João Fonseca.

O brasileiro destacou que disputar uma partida contra Djokovic em Roland Garros representa a realização de um sonho. “Estamos na terceira rodada de Roland Garros. Para mim, isso é um sonho. Vou aproveitar cada momento jogando contra um ídolo. O GOAT deste esporte”, disse. A sigla GOAT significa Greatest of All Time — expressão em inglês usada para definir “o maior de todos os tempos”.

Apesar da reverência ao sérvio, Fonseca enfatizou que seu objetivo é competir em alto nível e tentar surpreender um dos maiores nomes da história do esporte. “Claro que vou respeitá-lo, mas vou tentar fazer o meu melhor e vencer esta partida”, declarou.

“Raspa caneco”: relembre o VÍDEO citado por Erika Hilton em humilhação a André Fernandes


       Erika Hilton e André Fernandes. Foto: reprodução

A sessão da Câmara que votou o fim da escala 6×1 na noite de quarta-feira (27) foi marcada por um embate direto entre os deputados André Fernandes (PL-CE) e Erika Hilton (PSOL-SP). O parlamentar cearense subiu à tribuna e provocou: “Coloca lá o rosto dos teus colegas que te atropelaram, que não te respeitaram”. Erika Hilton acionou o direito de resposta.

A deputada rebateu: “É muito impressionante a cara de pau, a desonestidade intelectual e o teatro de biruta de aeroporto que a extrema direita está protagonizando”. Ela afirmou que a votação do modelo 5×2 ocorreu porque a oposição “obstruiu e impediu a votação do quatro por três”. “Levaram uma lambada da classe trabalhadora”, disse.

Ao final, Erika Hilton respondeu à provocação sobre humilhação, relembrando o episódio que deu o aplido de “André raspa caneco” ao bolsonarista: “Humilhante é se tornar deputado ensinando na internet fazer depilação íntima. Isso que é humilhante”. O momento viralizou nas redes sociais. A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada.

Operação Carbono Oculto: polícia mira fintechs e 'máfia do nafta' ligadas ao PCC

Nova fase da operação investiga lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e uso de fintechs em esquema ligado ao PCC

              Ilustração relaciona postos de combustíveis e fintechs ao PCC (Foto: Gerada por IA)

O grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (28) uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo fintechs, postos de combustíveis, adulteração de gasolina e estruturas ligadas ao PCC, com cumprimento de 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais, segundo o G1.

Batizada de Fluxo Oculto, a operação tem como principais alvos empresários, operadores logísticos e pessoas usadas como laranjas, apontados pela investigação como integrantes de uma rede que teria continuado em funcionamento mesmo depois de ofensivas policiais anteriores, como a própria Carbono Oculto e a Operação Tank.

Segundo a apuração, o grupo passou a reorganizar suas movimentações financeiras para tentar dificultar a fiscalização. Em um dos casos citados, operações de 56 postos de combustíveis teriam sido concentradas em uma única conta. Os investigadores também apontam que recursos foram transferidos entre diferentes fintechs nos últimos meses, enquanto novas empresas passaram a substituir estruturas já expostas.

Na Câmara, PL liderou votos contrários ao fim da escala 6x1

Votaram contra a PEC que dá mais tempo de descanso aos trabalhadores 11 deputados do PL; veja a lista

                  Julia Zanatta e Rosângela Moro (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC que dá mais tempo de descanso aos trabalhadores, reduz a jornada semanal e põe fim à escala 6x1. Entre os parlamentares que votaram contra a proposta, o PL foi o partido com maior presença na lista, com 11 deputados. Também votaram contra deputados do Novo, MDB, União Brasil, PSD, PP e Missão.

Brasil alcança pela primeira vez patamar de muito alto desenvolvimento humano, aponta PNUD


Brasil atinge marco histórico: IDHM chega a 0,805 em 2024, colocando o país pela primeira vez na faixa de muito alto desenvolvimento humano.

Apesar do progresso, desigualdades raciais, de gênero e regionais ainda reduzem significativamente o índice quando ajustado.

Por outro lado, políticas de inclusão e permanência escolar foram decisivas para o crescimento.

Legenda: Da esquerda para direita: Claudia Guimarães, coordenadora da Fundação João Pinheiro; Marcio Pochmann, presidente do IBGE; e Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil.
Foto: © PNUD Bras

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou, nesta terça-feira (26), novos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil referentes ao período de 2012 a 2024. Pela primeira vez na série histórica, o país alcançou o patamar de muito alto desenvolvimento humano, atingindo índice de 0,805 em 2024 — o melhor nível já registrado pelo Brasil.

Os dados fazem parte de uma nova edição do Radar IDHM, publicação que volta a ser divulgada após dez anos. O levantamento também marca os 30 anos do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano produzido no país e reforça a trajetória do PNUD na consolidação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento humano e à redução das desigualdades.

"Mais produtividade e mais dignidade", diz Haddad sobre fim da escala 6x1

Câmara aprovou a PEC que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, acabando com a escala 6x1

      Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/MF)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que o fim da escala 6x1 representa “mais qualidade de vida, mais produtividade e mais dignidade” para os trabalhadores. Em postagem feita na noite de quarta-feira (27), ele celebrou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da PEC que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias, com dois de descanso.

Na publicação, Haddad classificou a votação como uma “vitória histórica” e destacou que a proposta segue agora para análise do Senado Federal. “A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1”, escreveu o petista.

Estado de S. Paulo retrata Flávio Bolsonaro como mordomo de Trump

Editorial do jornal afirma que senador agiu de forma subserviente ao buscar foto na Casa Branca em meio ao escândalo Daniel Vorcaro

Estado de S. Paulo retrata Flávio Bolsonaro como mordomo de Trump (Foto: Brasil 247 / Dall-E)

O jornal O Estado de S. Paulo publicou um duro editorial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), retratando o parlamentar como um “mordomo da Casa Branca” após sua visita ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O texto afirma que a principal intenção do filho de Jair Bolsonaro era obter uma fotografia ao lado do líder norte-americano para tentar fortalecer sua imagem política junto à direita brasileira.

Efeito “Dark Horse”: Flávio Bolsonaro também perde para Haddad nos 1° e 2° turnos, diz Meio/Ideia


       Haddad e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também perde para Fernando Haddad (PT) nos cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O resultado ocorre em meio ao desgaste provocado pelo caso “Dark Horse” e pela relação do filho 01 de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

No cenário estimulado de primeiro turno sem Lula (PT), Haddad aparece numericamente à frente, com 36,5% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 32,7%, diferença de 3,8 pontos percentuais. A simulação consta no levantamento registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02918/2026-BRASIL.

Recessão de Milei leva dona de Brastemp e Consul a fechar fábrica na Argentina e transferir produção para o Brasil de Lula

Whirlpool encerrará operações industriais em Pilar e concentrará produção em Rio Claro, no interior de São Paulo

       Lula e Milei (Foto: Ricardo Stuckert / PR | Agustin Marcarian/Reuters)

A Whirlpool Brasil, dona das marcas Brastemp e Consul, decidiu transferir para sua fábrica em Rio Claro, no interior de São Paulo, a produção que era realizada na unidade de Pilar, na Argentina, em mais um sinal do impacto da crise econômica enfrentada pelo governo de Javier Milei. A medida ocorre em meio à forte recessão argentina e ao enfraquecimento da atividade industrial no país vizinho, enquanto o Brasil vive um cenário de crescimento econômico e recuperação produtiva sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A informação foi divulgada originalmente pela RT Brasil. Segundo comunicado da empresa ao mercado, o encerramento das atividades fabris em Pilar, operadas pela Whirlpool Argentina, já havia sido informado em novembro de 2025 e foi aprovado pelo Conselho de Administração da companhia como parte de uma reorganização operacional.

A Whirlpool afirmou que a mudança integra um processo de “revisão e aprimoramento” de sua estrutura produtiva, voltado à eficiência operacional, otimização da capacidade instalada e melhor alocação de recursos. Na prática, porém, a decisão evidencia o deslocamento de investimentos industriais para o Brasil em um momento de deterioração da economia argentina.

Paulo Pimenta ironiza 22 votos contrários à PEC do fim da escala 6x1: “Mais uma vez contra os trabalhadores”

Líder do governo Lula associa número de parlamentares contrários ao projeto ao símbolo eleitoral de Jair Bolsonaro

      Paulo Pimenta e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo do presidente Lula na Câmara dos Deputados, ironizou os 22 votos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução gradual da jornada de trabalho no Brasil. A declaração foi dada durante a votação em primeiro turno da matéria no plenário da Câmara, nesta quarta-feira (27). As informações foram publicadas originalmente pelo Metrópoles.

Ao comentar o resultado da votação, Pimenta associou o número de votos contrários ao número eleitoral utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados políticos. Em discurso no plenário, o parlamentar afirmou que os deputados que votaram contra a proposta se posicionaram “contra a classe trabalhadora”

“Presidente [Hugo Motta], 472 votos favoráveis e 22 contrários. Vinte e dois, senhor presidente. O número daqueles que, mais uma vez, votaram contra a classe trabalhadora. Vinte e dois: o número que expressa esse sentimento contra o povo brasileiro. A vitória da classe trabalhadora e o 22 derrotado mais uma vez no plenário desta Casa”, declarou Paulo Pimenta.

Com a bonança da era Lula, trabalhadores perdem o medo de ficar sem emprego


Datafolha aponta que 71% não temem perder o emprego; retomada da confiança é essencial para o bom desempenho da economia

27.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita para inspeção e lançamento de balsa financiada pelo BNDES, no Estaleiro Juruá. Iranduba - AM. Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O mercado de trabalho brasileiro vive um momento de forte recuperação e confiança. Pesquisa Datafolha mostra que 71% dos trabalhadores afirmam não acreditar que correm risco de demissão ou de ficar sem trabalho, no melhor resultado registrado desde 2013. O levantamento foi divulgado pela Folha de S.Paulo e reflete o cenário de desemprego historicamente baixo observado atualmente no País.

Os números indicam uma mudança profunda na percepção dos brasileiros sobre estabilidade econômica e segurança profissional, em um momento em que a taxa de desocupação caiu para cerca de 6%, depois de ter alcançado quase 15% durante a pandemia de Covid-19. O índice atual se aproxima dos melhores momentos do mercado de trabalho registrados durante os governos do presidente Lula e no primeiro mandato de Dilma Rousseff, antes do golpe de Estado contra Dilma e da recessão econômica que atingiu o País nos anos seguintes.

Segundo a pesquisa, apenas 9% dos entrevistados dizem enxergar alguma possibilidade de perder o trabalho, enquanto 19% avaliam existir grande risco. O Datafolha ouviu 1.312 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros, entre os dias 12 e 13 de maio. Participaram trabalhadores formais e informais, além de autônomos e empresários que integram a População Economicamente Ativa (PEA).

“Conquista histórica e civilizatória”, diz Lula sobre fim da escala 6x1

Presidente celebra aprovação da PEC da jornada de 40 horas e afirma que mudança representa avanço social para os trabalhadores brasileiros

27.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio da retomada de investimentos da Petrobras no Amazonas. Manaus - AM. Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como uma “conquista histórica e civilizatória” a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. A proposta foi aprovada em dois turnos e agora segue para análise do Senado Federal.

Ao comentar a votação, Lula afirmou que a mudança representa um marco nas relações de trabalho brasileiras e reforça o compromisso do país com melhores condições de vida para a população trabalhadora.

Câmara aprova em dois turnos fim da escala 6x1 com jornada máxima de 40 horas semanais

Proposta segue para o Senado Federal
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
       Plenário aprovou em dois turnos o fim da escala 6x1

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, acabando com a escala 6 X 1 (um dia de descanso e 44 horas semanais). O texto prevê uma transição e leis específicas para tratar de algumas carreiras.

A PEC 221/19 foi aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.

O texto que irá ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.

Lula dispara contra Flávio e vence em todos os cenários de 1° e 2° turno, diz Meio/Ideia


      Presidente Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quinta-feira (28), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O levantamento também indica aumento da vantagem do petista sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio à crise envolvendo o caso “Dark Horse” e a relação do filho 01 de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 38,5% das intenções de voto, contra 31,5% de Flávio. A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais. Na rodada anterior, divulgada em 6 de maio, Lula tinha 40%, enquanto Flávio marcava 36%.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5,5%. Na sequência estão Romeu Zema (Novo), com 2,4%, e Renan Santos (Missão), com 2,1%. Outros candidatos somam 4,4%. Brancos e nulos chegam a 5,1%, enquanto indecisos e eleitores que não souberam responder representam 10,5%.
Pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 28 de maio

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Lula lidera com 39% e Flávio tem 30% no 1º turno, diz Indexa Pesquisas


        O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

A primeira rodada nacional da pesquisa Indexa sobre a corrida presidencial aponta o presidente Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 30%. O levantamento evidencia a polarização entre lulismo e bolsonarismo, mostrando também a dificuldade de candidaturas alternativas em romper a disputa entre os dois principais campos políticos.

Entre os nomes que tentam se apresentar como alternativas, o governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, seguido por Romeu Zema (Novo) e Joaquim Barbosa (DC), cada um com 3%. Renan Santos (Missão) soma 2%, enquanto os demais candidatos testados não pontuaram no cenário principal.

O estudo foi realizado entre 22 e 24 de maio de 2026, com 2 mil entrevistas telefônicas distribuídas proporcionalmente em todo o país. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02154/2026.

Em simulação de segundo turno, a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro diminui. O presidente apresenta 46% das intenções de voto, e o senador 41%, indicando uma disputa mais equilibrada, embora Lula ainda mantenha leve vantagem na projeção de confronto direto.

Kassio dá 20 dias para PGR avaliar ação de Bolsonaro para derrubar condenação


      O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: EFE/Andre Borges

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, deu prazo de 20 dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro. O recurso tenta anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta ao ex-presidente pela Primeira Turma do Supremo no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

O prazo concedido por Kassio é maior do que o usual. O ministro citou a “complexidade” do processo para dar os 20 dias à PGR. Em geral, o Ministério Público Federal recebe de cinco a dez dias úteis para se manifestar em casos desse tipo.

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou a revisão criminal no início de maio e pediu que o caso fosse distribuído a ministros da Segunda Turma do Supremo, e não à Primeira Turma, responsável pela condenação. Os advogados alegam que essa redistribuição garantiria imparcialidade na análise, com julgamento final pelo plenário da Corte.

Itamaraty rebate ataque de Flávio Bolsonaro à embaixada nos EUA: “Inadmissível”


Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nesta terça (26), aliados do senador Flávio Bolsonaro divulgaram um comunicado reclamando da postura da Embaixada do Brasil em Washington, após suposta recusa em atender um pedido do parlamentar para organizar uma coletiva de imprensa. Segundo a pré-campanha, ele teria solicitado apoio da embaixada logo após se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A embaixada brasileira representa o Estado brasileiro e não interesses partidários do PT ou do governo Lula. É inadmissível que um espaço público, que pertence ao povo brasileiro, seja utilizado de forma seletiva para atender conveniências ideológicas”, afirmou a campanha de Flávio.

Argentina aprova jornada de 12h e corta direitos trabalhistas; entenda


                Manifestação contra a reforma trabalhista na Argentina. Foto: Divulgação

Enquanto o Brasil debate o fim da escala 6×1 para reduzir a jornada e ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, a Argentina caminha na direção oposta. Em fevereiro, o Congresso aprovou uma reforma trabalhista defendida pelo governo de Javier Milei como forma de “modernizar” as relações de trabalho, atrair investimentos e apoiar a recuperação econômica.

A Lei de Modernização do Trabalho gerou protestos de sindicatos e trabalhadores nas ruas, que consideram as alterações um retrocesso. Especialistas reconhecem a necessidade de atualizar normas do mercado de trabalho, mas questionam se os efeitos práticos serão tão positivos quanto afirma a Casa Rosada. A lei, apesar das contestações judiciais, está em vigor desde que um tribunal federal ratificou a reforma em maio.

Fim da escala 6×1: texto-base da PEC é aprovado por comissão da Câmara


Reunião da comissão especial que analisa PEC que acaba com a escala 6×1. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (27) o parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto-base foi aprovado por 34 votos a favor e 4 contra, após pedido de vista do deputado Maurício Marcon (PL-SP) ter adiado a análise na segunda (25).

O parecer estabelece uma transição de até 14 meses para a redução gradual da jornada, com diminuição de duas horas após dois meses da promulgação da PEC e as quatro horas restantes em até 12 meses. A proposta também prevê duas folgas semanais, sendo preferencialmente um domingo, com entrada em vigor 60 dias após a publicação oficial.

VÍDEO – Erika Hilton discute com repórter sobre banheiros trans: “Vai usar comigo?”

           A deputada Erika Hilton durante entrevista. Foto: Reprodução

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protagonizou uma discussão nesta terça-feira (26) ao ser questionada por um repórter sobre o uso de banheiros por pessoas trans. “É a favor de trans em banheiro feminino?”, perguntou o jornalista em vídeo divulgado pelo site Bnews. Ela demonstrou descontentamento e respondeu: “O que o senhor acha que eu sou, a favor ou contra? O senhor vai usar o banheiro comigo?”.

Diante da insistência, a parlamentar encerrou a discussão com a frase: “Você já sabe a minha resposta”. O caso ocorre pouco após Erika apresentar denúncia à Procuradoria-Geral da República contra a lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos em Campo Grande (MS).

Em publicação nas redes sociais, a deputada alertou que a legislação “só vai servir para que políticos e/ou pervertidos tentem fiscalizar os órgãos de mulheres e meninas nas portas de banheiros, ou para que pessoas odiosas se sintam autorizadas a violentar mulheres trans ou qualquer mulher que fuja do padrão de beleza”.

Lindbergh alerta contra “conexão explosiva” e cita Flávio Bolsonaro após operação sobre fraudes no INSS

Deputado cita ligação de Alexandre Caetano com administradora do escritório do senador e cobra avanço das investigações sobre fraudes no INSS

Lindbergh Farias, Flávio Bolsonaro e o INSS (Foto: Agência Câmara I Agência Senado I José Cruz/Agência Brasil)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) alertou nesta quarta-feira (27) para “mais uma conexão explosiva no esquema das fraudes do INSS”. Conforme destacou o parlamentar, Alexandre Caetano, alvo da operação da Polícia Federal (PF), “é irmão da sócia administradora do escritório de advocacia” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Escândalo atrás de escândalo. Alexandre era sócio do ‘careca do INSS’, tinha fundo em paraíso fiscal nas Ilhas Virgens Britânicas e conexões com o Banco Master”, escreveu o parlamentar na rede social X. Investigado pela PF,Caetano é irmão de Letícia Caetano, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro desde 2021.

O deputado do PT associou Alexandre Caetano ao chamado “careca do INSS” e mencionou vínculos com fundo no exterior e com o Banco Master. “Escândalo atrás de escândalo. Alexandre era sócio do ‘careca do INSS’, tinha fundo em paraíso fiscal nas Ilhas Virgens Britânicas e conexões com o Banco Master”, acrescentou.

PGR se posiciona a favor do fim das medidas cautelares contra Marcos do Val

Senador segue proibido de deixar o país por ordem do STF; PGR afirma que ele não apresenta risco de fuga

      Marcos do Val (Foto: Geraldo Magela - Agência Senado)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao fim das medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (Avante-ES) no âmbito das investigações sobre organização criminosa e incitação ao crime. Segundo o Metrópoles, o parecer foi assinado em 20 de maio pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em resposta a uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O magistrado havia suspendido parcialmente as restrições impostas ao parlamentar em agosto do ano passado. Na ocasião, Moraes retirou a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno, a proibição de deixar o Distrito Federal e o bloqueio das redes sociais do senador. Permaneceram em vigor a proibição de sair do país e a retenção dos passaportes, inclusive o diplomático.

Segundo Gonet, as medidas remanescentes não são mais necessárias porque o senador não demonstrou intenção de fugir durante o andamento das investigações. "A necessidade da manutenção das restrições foi, inclusive, reavaliada por vossa excelência em momento oportuno, mantendo-se, até o momento, apenas as providências pertinentes à permanência do investigado Marcos Ribeiro do Val no território nacional, considerada a necessidade de garantir a aplicação da lei penal enquanto não concluída a investigação em curso", escreveu o procurador-geral.

Jornalista do Intercept rebate Eduardo Bolsonaro após ataques e acusações sobre ligação com o PCC

Steven Monacelli nega ter invadido a residência de Bolsonaro no Texas, afirma que não há investigação policial sobre o episódio e cobra retratação pública

      Eduardo Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O jornalista Steven Monacelli, do Intercept, reagiu aos ataques feitos por Eduardo Bolsonaro após ir à residência do ex-deputado no Texas durante a apuração de reportagens sobre repasses milionários ligados a Daniel Vorcaro. A resposta ocorreu depois de o bolsonarista afirmar que pessoas "ligadas ao PCC" teriam ido até sua casa para constranger sua esposa e sua filha de 5 anos.

Em publicação nas redes sociais, Monacelli negou qualquer ligação com o PCC, afirmou que não invadiu a residência do parlamentar e cobrou uma retratação pública. "Não estou ligado ao PCC, não invadi sua casa, não falei com sua filha e o Departamento de Polícia de Southlake me disse que não há investigação aberta relacionada à sua chamada à polícia depois que toquei sua campainha", escreveu o jornalista. Em seguida, acrescentou: "Eu o encorajo a retirar essas falsas declarações".

PEC entra na pauta e Câmara pode votar fim da escala 6x1 nesta quarta

Proposta reduz jornada para 40 horas semanais, garante duas folgas e pode seguir ao Senado ainda hoje após articulação de Hugo Motta

PEC entra na pauta e Câmara pode votar fim da escala 6x1 nesta quarta (Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara )

A Câmara dos Deputados pode votar ainda nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial. A proposta entrou oficialmente na pauta do plenário após movimentações da presidência da Casa para acelerar a tramitação.

As informações foram divulgadas originalmente pelo jornal O Globo. Segundo a publicação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou uma sessão para as 15h e sinalizou a parlamentares da base governista que pretende concluir a votação ainda hoje para encaminhar rapidamente o texto ao Senado.

A PEC precisa do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados federais e será analisada em dois turnos no plenário. Antes disso, o relatório segue em debate na comissão especial criada para discutir a proposta.

Eduardo Bolsonaro leva vida de luxo em mansão de R$ 6 milhões nos EUA

Ex-deputado mora desde de fevereiro de 2025 nos Estados Unidos e origem de seus recursos é desconhecida

         Eduardo Bolsonaro leva vida de luxo em mansão de R$ 6 milhões nos EUA (Foto: Divulgação )

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) vive em uma mansão de luxo na cidade de Southlake, no Texas, avaliada em mais de R$ 6 milhões, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (27) pelo Intercept Brasil. A publicação afirma ter identificado o imóvel por meio de registros públicos, dados comerciais e cruzamento de informações divulgadas pela própria família Bolsonaro nas redes sociais.

De acordo com o Intercept Brasil, Eduardo mora na residência desde que se mudou para os Estados Unidos, em fevereiro de 2025. O imóvel, descrito em anúncios imobiliários como um local que oferece “uma vida de resort”, conta com quatro quartos, piscina e acesso a clube com quadras de tênis e lagoa privativa.

Caso Dark Horse: PF envia representação sobre Flávio Bolsonaro à PGR


Parlamentares pedem investigação sobre Flávio Bolsonaro após divulgação de negociações com Daniel Vorcaro envolvendo filme sobre Jair Bolsonaro

          Flávio Bolsonaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Polícia Federal encaminhará à Procuradoria-Geral da República (PGR) a análise de uma nova representação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de mensagens e negociações atribuídas ao parlamentar e ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As informações foram publicadas originalmente pela coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, no portal Metrópoles.

Parlamentares acionaram a PF solicitando a abertura de uma investigação detalhada sobre o senador, que é pré-candidato à Presidência da República. O material recebido pelos investigadores será analisado antes de ser enviado à PGR, órgão responsável por avaliar a eventual abertura de procedimento formal.

Ex-assessora que denunciou “rachadinha” em gabinete de Frias recebeu R$ 237 mil da Câmara


            O deputado federal Mário Frias. Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A ex-assessora parlamentar Gardênia Morais, que denunciou um suposto esquema de “rachadinha” no gabinete do deputado federal Mario Frias (PL-SP), recebeu cerca de R$ 237 mil da Câmara dos Deputados enquanto manteve vínculo funcional com o parlamentar. Ela trabalhou no gabinete entre fevereiro de 2023 e maio de 2024.

Somente em salário líquido, Gardênia recebeu R$ 183,6 mil no período. Auxílios, gratificação natalina e vantagens indenizatórias somam pouco mais de R$ 53 mil, segundo levantamento feito com base na folha de pagamento disponibilizada pela Câmara dos Deputados.

O caso foi revelado pelo g1, que teve acesso a comprovantes de pagamento e extratos bancários. Os documentos indicam que Gardênia devolveu parte do salário ao então chefe de gabinete de Frias, Raphael Azevedo, e a parentes dele, além de pagar despesas familiares do deputado.

"Cara de pau", diz Zarattini sobre Flávio Bolsonaro "preocupado com o combate ao crime no Brasil"

Deputado do PT afirma que senador usa o tema da segurança pública como palanque político após encontro com Donald Trump

Flávio Bolsonaro e Carlos Zarattini (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | Renato Araújo / Câmara dos Deputados)

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) criticou, nesta quarta-feira (27), a postura do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, e afirmou que o parlamentar usa o tema da segurança pública como palanque político.

Em postagem nas redes sociais, Zarattini reagiu à declaração de Flávio Bolsonaro de que pediu a Trump que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.

“A demagogia do clã Bolsonaro chega a níveis impressionantes. Flávio Bolsonaro vai aos Estados Unidos posar como alguém preocupado com o combate ao crime organizado no Brasil. É muita cara de pau”, escreveu o deputado.

Alvo da PF por fraude no INSS é irmão de sócia de Flávio Bolsonaro

Alexandre Caetano foi citado em apuração sobre a Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos em benefícios do INSS

Alvo da PF por fraude no INSS é irmão de sócia de Flávio Bolsonaro (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil | Andressa Anholete/Agência Senado)

Alvo da Polícia Federal por fraude no INSS, Alexandre Caetano é irmão de Letícia Caetano, administradora do escritório de advocacia do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desde 2021, segundo informações do perfil Eixo Político no X. A nova fase da Operação Sem Desconto foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (27) pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU), com foco em suspeitas de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

De acordo com o Eixo Político, Alexandre Caetano já havia sido apontado na CPMI do INSS como sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. Antunes é citado como um dos principais operadores do esquema de desvio de recursos de aposentados investigado no âmbito das apurações sobre fraudes no INSS.