domingo, 23 de agosto de 2026

Sem Lula e Flávio, primeiro debate presidencial terá quatro candidatos; veja quem participa


              Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) – Foto: Reprodução

A Band realiza neste domingo (23), às 20h, o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O encontro deve contar com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou à direção da emissora que não pretende participar do debate. O petista não reservou espaço em sua agenda de campanha para se preparar para o encontro.

A ausência de Lula também deve levar Flávio Bolsonaro (PL) a não comparecer. A campanha do senador afirma que ele pretende participar dos debates em que o presidente estiver presente. Apesar disso, a equipe de Flávio buscou todas as credenciais a que o candidato tem direito para o evento.

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro – Foto: Ton Molina/GettyImages/Saulo Cruz/Agência Senado
O movimento foi interpretado pela Band como uma sinalização de que Flávio ainda poderia comparecer. Auxiliares do candidato, porém, afirmam que a tendência continua sendo pela ausência do senador.

Por que patrimônio elevado de candidatos não é investigado?

 Declaração de bens é obrigatória e pública, mas aumento patrimonial, por si só, não comprova irregularidade; entenda quando Justiça Eleitoral e o MP podem agir

Augusto Cury, Romeu Zema, Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos | Foto: Reprodução

Casas, fazendas, ações, empresas, aplicações financeiras e até a ausência de patrimônio. A declaração de bens dos candidatos é uma das informações disponibilizadas pela Justiça Eleitoral durante o período eleitoral e costuma chamar a atenção dos eleitores, principalmente quando há diferenças expressivas entre o patrimônio informado em uma eleição e o declarado anos depois.

Neste ano, por exemplo, candidatos à Presidência apresentaram patrimônios bastante distintos. Augusto Cury (Avante) declarou R$ 242,2 milhões; Romeu Zema (Novo), R$ 178,7 milhões; Ronaldo Caiado (PSD), R$ 52,5 milhões; enquanto Flávio Bolsonaro (PL) informou R$ 8,1 milhões e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), R$ 4,7 milhões. Na outra ponta, Samara Martins (UP) declarou R$ 33 mil, e Hertz Dias (PSTU) informou que não tinha bens a declarar.

Mas uma declaração que parece incompatível com a renda, a profissão ou o patrimônio conhecido de um candidato gera automaticamente uma investigação? Não.

A declaração de bens é um dos documentos exigidos para o registro de candidatura. A legislação eleitoral determina que o pedido de registro seja acompanhado da relação de bens do candidato. Para as eleições de 2026, a regulamentação do TSE estabelece que essas informações sejam apresentadas de forma simplificada, com a indicação do bem e do valor declarado à Receita Federal.

Globo transmite público da Festa do Peão de Barretos xingando Lula

 

Público da Festa do Peão de Barretos durante transmissão da Globo
Público ocupa as arquibancadas da Festa do Peão de Barretos durante transmissão televisiva. Foto: Reprodução
Durante uma entrada ao vivo diretamente da Festa do Peão de Barretos, a TV Globo captou parte do público entoando insultos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite de sábado (22). O episódio ocorreu em Barretos, no interior de São Paulo, durante a abertura de um dos maiores eventos de rodeio do país.

No coro, os presentes gritavam: “Ei, Lula, vai tomar no c*”. O áudio ambiente foi veiculado pela emissora.

As ofensas aconteceram em uma festa fortemente associada ao agronegócio, setor no qual a direita e o bolsonarismo mantêm expressiva presença política.

Zema lidera arrecadação na 1ª semana de campanha; Lula só supera Augusto Cury


       Lula ao lado de Eduardo Paes, Janja da Silva e crianças no ato de campanha no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

Romeu Zema (Novo) liderou a arrecadação declarada pelos candidatos à Presidência na primeira semana da campanha eleitoral de 2026, com R$ 2,7 milhões. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou R$ 165,5 mil, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) ainda não informaram receitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com informações de uol.

O PT transferiu R$ 150 mil do fundo partidário para a campanha de Lula. Três pessoas físicas doaram os R$ 15,5 mil restantes, conforme os dados disponíveis no sistema DivulgaCand.

A direção nacional do Novo repassou R$ 2,5 milhões à campanha de Zema. Uma doação de pessoa física, no valor de R$ 200 mil, completou o total declarado pelo candidato.

Renan Santos (Missão) registrou R$ 1,22 milhão em receitas. A campanha atribuiu R$ 1.220.288 desse montante a contribuições recebidas por meio de vaquinha virtual.

O que é o Partido Digital Bolsonarista e como ele pode influenciar as eleições 2026


Debate sobre a organização política do bolsonarismo nas redes sociais. Foto: Reprodução

As campanhas eleitorais começaram oficialmente no último domingo (16), mas a disputa política nas redes sociais se dá de forma permanente entre as figuras políticas e seus apoiadores. Oficialmente, o Brasil conta com 30 partidos registrados para disputar as eleições 2026. O que não consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são as organizações de caráter partidário que se articulam na internet: os chamados “partidos digitais”, que vêm sendo estudados por Marcos Nobre, convidado do Pauta Pública desta semana.

Professor e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), Nobre organizou estudo sobre o Partido Digital Bolsonarista, que analisa a estrutura e o funcionamento dessa organização política. Na entrevista com Andrea Dip, Nobre explica como essa estrutura se organiza, as principais diferenças em relação aos partidos tradicionais e como essa mobilização nas redes influenciam e alteram a forma de fazer política no país.

“O partido digital entende muito bem o partido tradicional, tanto que faz aliança com ele. O partido tradicional não entende o partido digital. Não entende como funciona”, afirma. Ele também analisa a disputa pelo futuro do bolsonarismo e o cenário para a corrida eleitoral.

Pix apresenta instabilidade e gera transtornos para usuários neste domingo

Falha no principal meio de pagamento do país teve pico de queixas pela manhã

Pix  - Crédito: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Pix, principal sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, apresentou problemas de funcionamento e instabilidade operacional na manhã deste domingo (23), deixando usuários impossibilitados de efetuar transferências financeiras em diversas instituições bancárias.

A indisponibilidade do serviço foi amplamente relatada por usuários nas redes sociais e monitorada pela plataforma de rastreamento de serviços digitais Downdetector. De acordo com os dados compilados pelo site, as primeiras notificações de falha começaram a ser registradas por volta das 6h30. O pico de reclamações ocorreu às 8h17, momento em que foram contabilizadas mais de 2,4 mil queixas simultâneas sobre a impossibilidade de utilizar a ferramenta. Até o momento, o Banco Central do Brasil não se pronunciou publicamente sobre as causas do problema ou sobre a previsão de normalização dos serviços.

MPE valida foto de Lula com chapéu para as urnas

 Ministério Público Eleitoral afasta irregularidade e destaca atendimento ao pluralismo político na candidatura do presidente

Presidente Lula  -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se a favor da aprovação do registro de candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição, descartando qualquer tipo de irregularidade na fotografia apresentada para exibição nas urnas eletrônicas no pleito deste ano. Na imagem anexada ao processo, o chefe do Executivo aparece utilizando um chapéu, elemento até então inédito em seus registros eleitorais.

De acordo com o parecer assinado no sábado (22) pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, o uso do acessório não fere as regras vigentes e atende aos princípios fundamentais do processo democrático.

“A foto constante dos autos permite concluir que não há conotação de propaganda eleitoral no acessório, que também não dificulta o reconhecimento do candidato. Inexiste, portanto, irregularidade”, destacou o vice-procurador-geral no despacho oficial. Ele acrescentou ainda que “a permissão da indumentária na fotografia do candidato é a solução que melhor atende ao pluralismo político”.

Encurralado, Milei acusa “castrochavismo” e nega vínculo com ex-assessor preso por tentativa de feminicídio

Presidente argentino tenta se distanciar de Fernando Cerimedo e ataca Lula, opositores e a imprensa para desviar de escândalos

Javier Milei (mais destaque) e Fernando Cerimedo - Crédito: AGUSTIN MARCARIAN / REUTERS I Reprodução (X)

O presidente da Argentina, Javier Milei, falou publicamente no sábado (22) pela primeira vez sobre a prisão de seu ex-assessor Fernando Cerimedo, acusado de envolvimento na tentativa de assassinato contra a própria namorada, Nadia Beller. Durante entrevista concedida à Radio Mitre, o mandatário buscou se distanciar categoricamente do antigo colaborador, alegando que não mantém nenhum tipo de contato com ele desde 2023, e tentou transformar o caso em uma narrativa de conspiração contra o seu governo, atribuindo o episódio a uma suposta “operação política e midiática” arquitetada pela oposição e por lideranças de esquerda da América Latina, segundo reportagem do jornal La Nación.

Ao ser questionado sobre o escândalo envolvendo Cerimedo, o presidente argentino garantiu que o ex-assessor já não faz parte de suas fileiras políticas e rejeitou qualquer relação atual. “É alguém que não faz parte do nosso espaço e não tem vínculo conosco de nenhum tipo. Deixamos de nos relacionar em 2023. Não descartemos que por trás disso esteja toda a turma de [Marcela] Pagano, [Franco] Bindi, Evo Morales, o castrochavismo, Lula…”, declarou Milei, citando a deputada ex-libertária, o companheiro dela e os ex-presidentes e atuais líderes de Bolívia e Brasil.

Do hospital, vítima de aliado dos Bolsonaro detalha podridão da extrema-direita e corrupção de Milei

 Advogada atingida por tiros acusa o consultor Fernando Cerimedo de tentar matá-la para encobrir esquemas milionários, uso de robôs e fraudes na Argentina

Nadia Beller  - Crédito: Reprodução/X/clarincom

A advogada e ativista Nadia Beller revelou detalhes estarrecedores sobre a tentativa de homicídio que sofreu e acusou o consultor digital Fernando Cerimedo — aliado da família Bolsonaro e ex-estrategista do governo de Javier Milei — de ter ordenado o ataque a tiros contra ela para impedir a revelação de esquemas de corrupção e bastidores do poder, segundo reportagem do jornal Clarín.

Caso Lulinha abre novo impasse entre André Mendonça e Paulo Gonet no STF


André Mendonça, ministro do STF; Paulo Gonet, procurador-geral da República — Foto: Rosinei Coutinho/STF; Antonio Augusto/STF;

O andamento da investigação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu um novo impasse entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A divergência envolve a instância responsável por conduzir o caso. Com informações de O Globo.

Gonet defende que o inquérito siga para a primeira instância da Justiça. Para o chefe do Ministério Público, a apuração não reúne elementos que envolvam autoridades com prerrogativa de foro no Supremo.

Pessoas próximas a Mendonça avaliam que o caso pode permanecer por enquanto no STF devido à possível conexão com a investigação sobre descontos indevidos de aposentadorias no INSS, que alcançou um parlamentar. Mensagens de celular encontradas durante a apuração também citam Lula.

sábado, 22 de agosto de 2026

“Para de querer responder”, reclama Gabriela Duarte à mãe, Regina Duarte, sobre Bolsonaro (vídeo)

 Atrizes protagonizam saia-justa durante entrevista ao tentarem desviar de pautas políticas na estreia de nova peça em São Paulo

Regina Duarte  -  Crédito: Reprodução/Instagram@/folhailustrada

As atrizes Regina Duarte e Gabriela Duarte protagonizaram momentos de tensão durante uma entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo na quinta-feira (20), ao serem questionadas sobre temas políticos e a respeito do governo Jair Bolsonaro (PL).

Em cartaz juntas na comédia “A filha da…”, mãe e filha tentavam focar o encontro na promoção do espetáculo teatral. No entanto, a trajetória política de Regina Duarte voltou ao centro da pauta, desencadeando intervenções diretas de Gabriela para evitar que a mãe comentasse o assunto.

Regina Duarte, que foi apoiadora de Jair Bolsonaro e ocupou a cadeira de secretária especial da Cultura por 74 dias — entre março e maio de 2020 —, foi indagada sobre os eventuais custos pessoais e profissionais de sua passagem pela gestão federal. Antes que a veterana pudesse se pronunciar, Gabriela interveio na tentativa de cortar a abordagem: “Não, a gente não vai falar sobre isso”.

Apesar do alerta da filha, Regina fez questão de se manifestar e buscou minimizar os impactos de sua atuação no Executivo. “Deixa eu falar só isso. Não teve custo nenhum. Saí de lá depois de 74 dias, voltei para minha vida e segui magnificamente bem. Tem gente que não me perdoa até hoje por ter ido. Tem gente que não me perdoa por ter voltado. Então, agora acabou. Morreu esse assunto”, declarou a atriz.

Juliana Brizola avança e empata com Zucco na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, aponta pesquisa

 Disputa pelas duas vagas no Senado tem cinco concorrentes com chances reais, mostra levantamento do Paraná Pesquisas

Juliana Brizola e Zucco - Crédito: Reprodução/X/@JulianaBrizola | Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul está concentrada entre Zucco (PL-RS) e Juliana Brizola (PDT), enquanto a corrida pelas duas vagas do estado no Senado reúne cinco concorrentes em um bloco mais competitivo. É o que mostra levantamento do Paraná Pesquisas realizado entre 18 e 20 de agosto, com 1.504 eleitores de 67 municípios gaúchos. A margem de erro estimada é de 2,6 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.

Na pesquisa estimulada para governador, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Zucco aparece com 34,4% das intenções de voto, contra 31,4% de Juliana Brizola. A diferença entre os dois é de três pontos percentuais e os intervalos estimados a partir da margem de erro se sobrepõem.

Bem atrás dos dois primeiros colocados aparece Gabriel Souza (MDB), com 11,3%. Outros candidatos não chegaram a 5%. 7,7% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 6,3% não souberam ou não responderam.

O comparativo com a rodada de julho aponta estabilidade de Zucco e avanço de Juliana Brizola. Zucco passou de 34,2% para 34,4%, uma oscilação de 0,2 ponto percentual. Juliana cresceu de 30,1% para 31,4%, alta de 1,3 ponto.

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado não recebe uma lista de candidatos, Zucco também aparece na frente, com 14,6%, seguido por Juliana Brizola, com 9,2%.

O levantamento também revela diferenças importantes no perfil do eleitorado de Zucco e Juliana. Entre os homens, Zucco marca 40,6%, ante 27,4% de Juliana. Entre as mulheres, a relação se inverte: Juliana chega a 35,1%, enquanto Zucco tem 28,9%. A candidata também aparece à frente entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 28,9% contra 20,1%, e entre aqueles com 60 anos ou mais, por 35,6% a 33,6%.

Zucco registra suas maiores vantagens entre eleitores de 25 a 34 anos, faixa em que chega a 35,5% contra 26,3% de Juliana, e entre os de 35 a 44 anos, com 39,3% a 26%. Entre os entrevistados de 45 a 59 anos, os dois aparecem próximos: 36,7% para Zucco e 35,4% para Juliana. O candidato também alcança 41,1% entre os eleitores com ensino superior, diante de 30,6% da adversária.

A rejeição é maior para Juliana Brizola. Questionados sobre os nomes em que não votariam de jeito nenhum, 28,7% mencionaram a candidata. Zucco aparece em seguida, com 24,2%. Gabriel Souza registra 10,6%, Cesar Pontes 8,3%, Marcelo Maranata 8,1%, Rejane de Oliveira 7,5% e Priscila Voigt 7,3%. Nessa pergunta, cada entrevistado podia indicar mais de um candidato.

⦿ Senado tem Manuela d’Ávila (PSOL) na liderança com 33,6%

A corrida pelas duas vagas gaúchas no Senado apresenta um quadro mais fragmentado. Na pesquisa estimulada, Manuela d’Ávila (PSOL) lidera com 33,6%, seguida por Marcel Van Hattem (Novo), com 26,9%. Germano Rigotto (MDB) aparece logo depois, com 24,3%, Paulo Pimenta (PT) tem 22,5% e Sanderson (PL) registra 16%. Como estarão em disputa duas cadeiras, cada entrevistado pôde indicar até dois candidatos. Os demais nomes aparecem em patamares mais baixos.

A segmentação por gênero mostra diferenças marcantes na disputa pelo Senado. Entre as mulheres, Manuela d’Ávila alcança 41,7%, contra 19,9% de Marcel Van Hattem. Entre os homens, o cenário se inverte: Van Hattem registra 34,6%, enquanto Manuela tem 24,7%. Rigotto aparece com 25,8% entre os homens e 22,9% entre as mulheres, e Pimenta marca 21,6% e 23,2%, respectivamente.

No levantamento espontâneo para senador, porém, a indefinição ainda é elevada. Marcel Van Hattem é o nome mais citado, com 7,2%, seguido por Manuela d’Ávila, com 5,2%, Pimenta, com 3,3%, Sanderson, com 2,6%, e Rigotto, com 1,9%. Ao todo, 74,2% dos entrevistados não souberam ou não opinaram, indicando que a disputa pelo Senado ainda está distante de uma consolidação espontânea entre o eleitorado.

⦿ Governo Eduardo Leite divide avaliação dos gaúchos

A pesquisa também mediu a avaliação da administração de Eduardo Leite. O governo é aprovado por 49,2% dos entrevistados e desaprovado por 47,8%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Na avaliação por conceitos, 6,1% classificam a gestão como ótima e 27,3% como boa, somando 33,4% de avaliações positivas. Outros 30,7% consideram o governo regular. As avaliações ruim e péssima somam 34%.

Na comparação com julho, a aprovação de Leite oscilou de 48,4% para 49,2%, enquanto a desaprovação passou de 47,9% para 47,8%. A parcela que considera a administração boa subiu de 23,7% para 27,3%, enquanto a avaliação péssima recuou de 22,2% para 20,6%.

O levantamento foi realizado por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. Segundo o Paraná Pesquisas, a amostra foi selecionada para representar o eleitorado do Rio Grande do Sul considerando critérios como gênero, idade, escolaridade e renda domiciliar. O Paraná Pesquisas registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-03898/2026.

Fonte: Brasil 247

Marília Campos lidera disputa ao Senado em Minas Gerais, aponta Datafolha

 Candidata do PT tem 11% das intenções de voto, seguida por Carlos Viana, com 8%, e Domingos Sávio, com 6%

Marília Campos  -  Crédito: Luci Sallum / Divulgação

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) aponta Marília Campos (PT) na liderança da disputa por uma das duas vagas ao Senado por Minas Gerais nas eleições de outubro. A petista aparece com 11% das intenções de voto, seguida por Carlos Viana (PSD), com 8%, e Domingos Sávio (PL), com 6%.

Na sequência, aparecem Marcelo Aro (PP), com 5%; Ana Luiza do MLB (UP), com 4%; e Marco Antônio Superman (Novo), com 3%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de São Paulo.

Pesquisa estimulada

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Áurea Carolina (PSOL), Manoel Carvalho (MDB) e Gustavo Galassi (PSDB) registram 2% cada.

Também aparecem com 2% Tião Pessoa (PCO), Marcelo Heringer (PDT) e Victória Mello Vic (PSTU). Carlin Moura (Avante), Juiz Ramon Moreira (DC), Arcanjo Pimenta (MDB), Fidélis Alcântara (UP) e Jordano Metalúrgico (PSTU) têm 1% cada.

O levantamento registra ainda 24% de eleitores indecisos e 21% que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, 84% dos entrevistados estão indecisos.

Fonte: Brasil 247

TRE-SP barra recursos e mantém Pablo Marçal inelegível por oito anos

 Tribunal também mantém multa de R$ 420 mil e impede, neste momento, que recursos avancem ao TSE

Pablo Marçal - Crédito: Reprodução/YT

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, nesta sexta-feira (21/8), os recursos apresentados pela defesa do empresário de extrema direita Pablo Marçal e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a decisão que tornou o influenciador inelegível por oito anos. Com o despacho, também permanece a multa de R$ 420 mil aplicada a Marçal.

Segundo o Metrópoles, o presidente do TRE-SP, desembargador José Antonio Encinas Manfré, não admitiu os recursos especiais apresentados pelas duas partes. Dessa forma, os pedidos ficam impedidos, neste momento, de avançar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A condenação está relacionada à campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024. O influenciador, que lançou seu nome à Presidência da República, foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação social. A inelegibilidade foi estabelecida pelo período de oito anos a partir das eleições de 2024.

Patrus Ananias define saúde, educação e soberania sobre riquezas como eixos de governo em Minas Gerais

Em ato ao lado do presidente Lula, candidato do PT defende a integração com o SUS, valorização dos servidores e a industrialização do nióbio e das terras raras do estado

    Geraldo Alckmin, Lula e Patrus Ananias

O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, apresentou suas diretrizes para a gestão estadual durante evento político realizado na Praça da Estação, em Belo Horizonte, na sexta-feira (21). Acompanhado do presidente Lula (PT) e de lideranças da coligação que apoia sua chapa, o ex-ministro colocou a saúde, a educação e a defesa da soberania sobre os recursos naturais mineiros no centro de seu programa de governo, apontando a parceria com o governo federal como o caminho para superar os gargalos econômicos e sociais do estado, informa a cobertura local do evento.

Iniciando seu discurso com uma citação bíblica atribuída a Jesus de Nazaré (“Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância e plenitude”), Patrus Ananias reforçou sua trajetória associada a compromissos éticos e humanos. O candidato explicou que aceitou disputar a chefia do Executivo mineiro com o propósito de reestruturar a capacidade de ação do estado e assegurar melhores condições de vida à população. “Nós temos que resgatar a história, a dignidade de Minas e do povo mineiro”, declarou diante da militância reunida na capital.

Pesquisa Datafolha mostra Benedita na liderança e cenário indefinido pela segunda vaga no Senado



Petista tem 15% das intenções de voto; Jordy e Portinho aparecem com 8%, enquanto outros quatro nomes estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda cadeira

O levantamento é o primeiro do Datafolha sobre o cenário eleitoral fluminense na campanha de 2026 / Divulgação

A deputada federal Benedita da Silva (PT) aparece na liderança da corrida pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado nas eleições de 2026. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostra a parlamentar com 15% das intenções de voto, enquanto um grupo de seis candidatos está tecnicamente empatado na disputa pela segunda cadeira.

Carlos Jordy (PL) e o senador Carlos Portinho (PL) registram 8% cada. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, eles estão tecnicamente empatados com Marcelo Crivella (Republicanos), Pedro Paulo (PSD) e Mônica Benício (PSOL), todos com 6%, além de Waguinho (Republicanos), que aparece com 3%.

Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado em outubro, o Datafolha apresentou duas perguntas distintas aos entrevistados. O levantamento indica um cenário ainda bastante aberto, com vários concorrentes próximos e parcela significativa do eleitorado sem uma escolha definida.

 Brancos, nulos e indecisos somam 35%

A pesquisa mostra ainda que 23% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto. Outros 12% afirmaram não saber em quem votar. Somados, brancos, nulos e indecisos representam 35%, percentual superior ao alcançado individualmente por qualquer candidato.

André Monteiro (Democrata), Marcos Dias (Podemos) e Michelly Xavier (UP) aparecem com 2% das intenções de voto. Luciano Mattos (PRTB), Paula Falcão (PSTU), Helio Secco (Missão), Vinicius Benevides (UP) e Luiz Eugênio (PCO) registram 1% cada. Ó Clemente (Democrata) foi citado, mas não chegou a 1%.

 Primeira pesquisa Datafolha no Rio

O levantamento é o primeiro do Datafolha sobre o cenário eleitoral fluminense na campanha de 2026. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e ouviu 1.204 eleitores entre terça-feira (18) e esta sexta-feira (21).

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-02945/2026.

O resultado para o Senado acrescenta um novo elemento ao quadro eleitoral do Rio, marcado pela disputa simultânea pelo governo estadual e pelas duas cadeiras de senador. Com seis candidatos dentro da margem de empate pela segunda vaga e 35% entre brancos, nulos e indecisos, a corrida permanece aberta no início da campanha.

Fonte: Agenda do Poder

Datafolha mostra resiliência de Lula em semana marcada por acusações a seu filho

Presidente lidera o primeiro turno com 39% e mantém vantagem em todos os cenários de segundo turno testados, mesmo após dias em que o noticiário político foi dominado pelo caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva

Lula em Belo Horizonte  - Crédito: Ricardo Stuckert

A nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial de 2026 aponta para a resiliência eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma das semanas mais difíceis para sua campanha. Mesmo depois de dias em que o noticiário político foi dominado por acusações e investigações relacionadas a seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, Lula permanece na liderança do primeiro turno e vence todos os adversários testados pelo instituto nos cenários de segundo turno.

Segundo o Datafolha, Lula registra 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro, seu principal adversário. A diferença entre os dois é de seis pontos percentuais.

Lula pede voto no 13 e diz: “o poder está no dedinho de vocês”

Em ato com cerca de 20 mil pessoas em Belo Horizonte, presidente defende Patrus Ananias para o governo de Minas Gerais, destaca soberania nacional e afirma que decisão sobre o futuro do país pertence ao povo

Ato de Lula em Belo Horizonte - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu neste sábado o voto dos mineiros no número 13 e afirmou que o poder de decidir os rumos do Brasil está nas mãos dos eleitores. A declaração foi feita durante um ato político na Praça da Estação, em Belo Horizonte, que reuniu cerca de 20 mil pessoas em apoio à candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais e à chapa liderada pelo presidente.

“Quem vai ganhar são vocês. Porque o poder está no dedinho de vocês”, afirmou Lula, ao destacar a importância da participação popular nas eleições.

Em um dos momentos mais emocionais do discurso, o presidente relacionou sua trajetória política ao apoio recebido da população brasileira ao longo das últimas décadas.

“Deus criou vocês, e vocês me criaram, porque se não fossem vocês, eu não seria ninguém”, disse.

Dia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em todo o Brasil

Conheça as doses à disposição e vá até a Unidade Básica de Saúde ou ao ponto de vacinação mais próximo da sua casa. Além de crianças e adolescentes, a vacinação também atende pessoas até 59 anos para proteção contra o sarampo

Campanha de vacinação atende de bebês a pessoas de até 59 anos para prevenção de 20 doenças

Atenção, população do Brasil! Mães, pais e responsáveis poderão levar crianças e adolescentes menores de 15 anos às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação neste sábado (22) — Dia D da Campanha de Multivacinação — para atualizar a caderneta vacinal. A campanha segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 vacinas do Calendário Nacional, que protegem contra doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV.

“Este é um momento importante para todo o país. Embora o Brasil tenha eliminado algumas doenças, como a poliomielite, é fundamental manter a vacinação em dia para evitar a reintrodução dessas doenças”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Datafolha: Marina e Tebet lideram corrida pelo Senado em São Paulo


As candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Foto: Divulgação/Simone Tebet

Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem numericamente à frente na corrida pelas duas vagas de São Paulo no Senado, com 12% das intenções de voto cada, segundo o Datafolha divulgado nesta sexta-feira (21) pela Folha de S.Paulo. André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa paulista, registra 10%. Com margem de erro de dois pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.

Marina e Tebet formam a dupla ao Senado da chapa de Fernando Haddad (PT) e apoiam a reeleição do presidente Lula (PT). André do Prado e Guilherme Derrite (PP) integram a chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), alinhada à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Derrite aparece com 7%, deixando os dois nomes do bloco numericamente atrás das ex-ministras.

O resultado abre um foco de desgaste para o arranjo de Tarcísio e Flávio em São Paulo. Na mesma rodada, o governador lidera a disputa estadual com 45%, enquanto Flávio registra 33% na eleição presidencial. Os percentuais de cargos diferentes não são diretamente comparáveis, especialmente porque cada eleitor terá dois votos para o Senado, mas o contraste mostra que a força dos dois líderes não se transferiu automaticamente para a dupla paulista.

Ricardo Salles (Novo), candidato independente da direita, tem 6%. Geraldo Rufino (Podemos) registra 4%, enquanto Soninha Francine (Cidadania) e Dra. Eliana Ferreira (PSTU) aparecem com 3% cada. Maíra de Souza (UP) soma 2%. William Teixeira (Agir), Petter Maahs (PCB) e Ednelson Cesaretti (PCO) têm 1% cada, e Weller Gonçalves (PSTU) não pontuou.

datafolha



O maior percentual da pesquisa pertence aos 21% que declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 14% não souberam responder. Na pesquisa espontânea, sem a apresentação dos nomes, a indefinição chega a 79%. Tebet é citada por 3%, Marina e Derrite por 2% cada, e André do Prado por 1%.

Na rodada anterior, Marina aparecia com 18%, Tebet com 16%, Salles com 13%, André do Prado com 11% e Derrite com 10%. O Datafolha adverte, porém, que os levantamentos não podem ser comparados diretamente porque a relação de candidatos foi alterada. A nova pesquisa mostra a configuração do início da campanha, mas não permite atribuir uma perda específica de votos a cada candidatura.

O Datafolha ouviu 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas nos dias 18 e 19 de agosto. A pesquisa, encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os números SP-01806/2026 e BR-07185/2026.

Fonte: DCM

Mulheres, nordestinos e católicos: veja os grupos que mais votam em Lula, segundo Datafolha


       Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), que alcança 43%, na nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (22). O resultado mantém um cenário próximo ao de julho, quando o petista registrava 48% e o senador, 43%.

Entre as mulheres, Lula marca 51%, contra 38% de Flávio, uma vantagem de 13 pontos percentuais. Entre os homens, o senador chega a 48% e o presidente registra 43%, em empate técnico. A margem de erro para os dois recortes de gênero é de três pontos.

O maior percentual de Lula no recorte racial aparece entre os eleitores que se declaram pretos: 55%, ante 37% de Flávio. O petista também marca 48% entre pardos, contra 42% do adversário. Entre brancos, Flávio tem 47% e Lula, 41%, mas os dois ficam tecnicamente empatados nesse segmento.

Renda, religião e regiões dividem o eleitorado

Lula alcança 55% entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, enquanto Flávio registra 35%. O senador lidera nas faixas superiores: tem 51% contra 37% entre quem recebe mais de dois a cinco salários mínimos e chega a 54% diante de 39% do presidente entre os que ganham mais de cinco salários.

Lula sendo abraçado por eleitora. Foto: Ricardo Stuckert
O recorte religioso apresenta uma das maiores diferenças do levantamento. Entre católicos, Lula soma 54% e Flávio, 36%. Entre evangélicos, o senador lidera por 62% a 29%. As margens de erro são de três pontos percentuais no primeiro grupo e quatro no segundo.

No Nordeste, Lula obtém seu maior percentual regional, com 61%, contra 30% de Flávio. O senador lidera no Sul por 50% a 38%. As margens de erro nesses recortes são de quatro pontos percentuais no Nordeste e seis pontos no Sul.

O Datafolha aponta empate técnico no Sudeste, onde Flávio registra 46% e Lula, 43%, e no agrupamento Centro-Oeste/Norte, com 49% para o senador e 42% para o presidente. As margens de erro são de três pontos no Sudeste e cinco pontos no conjunto formado pelas regiões Centro-Oeste e Norte.

O instituto entrevistou presencialmente 2.058 eleitores com 16 anos ou mais nos dias 18 e 19 de agosto de 2026. A margem de erro da amostra total é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Encomendado pela Folha e pela TV Globo, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026.

Fonte: DCM