quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Juristas pedem suspeição de Kassio no TSE por censurar “Exército do Lula”


        Kassio Nunes Marques usa terno azul e gravata em ambiente interno. Foto: Reprodução

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de suspeição por alegada parcialidade partidária contra o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques. A entidade questiona as decisões que restringiram o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O canal de apoio ao presidente Lula (PT) reúne mais de 4 milhões de membros. Procurado, Kassio Nunes Marques não se manifestou sobre o pedido apresentado pela associação.

Na petição, a ABJD sustenta que o ministro teria ultrapassado atribuições administrativas e se sobreposto à atuação do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator da ação que trata do caso. A associação pediu que o plenário do TSE analise o incidente.

O pedido surgiu no processo movido pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Janones. Os juristas também querem que a corte reúna documentos sobre as decisões e os registros dos canais “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”.

125 mensagens revelam detalhes da festa de Vorcaro atribuída a Nunes Marques

 Mordomo relatou quarto supostamente ocupado por ministro e cinco mulheres e enviou fotos de preservativos encontrados no imóvel

      Nunes Marques - Crédito: Luiz Roberto/TSE

O banqueiro Daniel Vorcaro mobilizou funcionários e prestadores de serviços para organizar uma festa destinada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, em 28 de fevereiro de 2025, em seu tríplex no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. A organização do encontro, que envolveu mulheres contratadas por intermédio de uma agenciadora e despesas de aproximadamente R$ 27 mil, foi detalhada em uma reportagem da revista piauí publicada nesta quinta-feira (15), com base em 125 mensagens extraídas de um celular do então controlador do Banco Master apreendido pela Polícia Federal.

As conversas, às quais a reportagem teve acesso, mostram que Vorcaro coordenou os preparativos do evento por meio de contatos com motoristas, empregados domésticos, um chef de cozinha, uma intermediária responsável pelas mulheres e um arquiteto. Os registros também apresentam relatos sobre a utilização dos quartos e da piscina do apartamento. Ao ser questionado pela revista, Nunes Marques afirmou que nunca solicitou favores ao banqueiro, negou ter trocado mensagens com ele e declarou não poder responder por atos de terceiros.

A documentação amplia as informações divulgadas anteriormente pelo Metrópoles e pelo UOL sobre o encontro. A nova reportagem permite acompanhar os preparativos, a chegada dos participantes e as comunicações feitas ao banqueiro ao longo da noite.

Lula barra redução da maioridade penal e prioriza PEC da Segurança

 Presidente rejeita proposta articulada por Camilo Santana e busca acelerar a aprovação da PEC para criar o Ministério da Segurança Pública



Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia sobre medidas para microempreendedores individuais, no Palácio do Planalto, Brasília – DF (Crédito: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu impedir que o partido apresente uma emenda para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos e determinou que seus aliados priorizem a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Segundo a Folha de S.Paulo, a orientação busca evitar mudanças no texto aprovado pela Câmara dos Deputados e acelerar a criação do Ministério da Segurança Pública, que o governo pretende anunciar antes do segundo turno da eleição presidencial.

A decisão interrompe uma articulação conduzida pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), que defendia a inclusão de regras mais rígidas para adolescentes envolvidos em crimes graves. O petista comunicou sua posição diretamente ao relator da PEC, senador Rogério Carvalho (PT-SE), depois que a iniciativa provocou divergências entre parlamentares petistas e representantes de movimentos sociais ligados ao partido.

Pavanato é condenado a pagar R$ 20 mil por expor e ridicularizar mulher


       Lucas Pavanato. Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo condenou o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) a pagar R$ 20 mil de indenização a uma mulher que ele abordou e expôs em vídeo nas redes sociais. Em segunda instância, o tribunal manteve o valor definido inicialmente e concluiu que o político usou a gravação para ridicularizá-la e obter engajamento. Com informações do UOL.

O episódio ocorreu em fevereiro do ano passado, na avenida Paulista, na capital paulista. Pavanato fez perguntas políticas à mulher e publicou três postagens a partir da abordagem em suas redes sociais, onde reúne cerca de 6 milhões de seguidores no Instagram.

Em uma das publicações, o deputado eleito escreveu: “Como travar uma feminista”. A mulher acionou a Justiça após a divulgação dos vídeos, e seu advogado, Márcio de Castro, sustentou que Pavanato conduziu a conversa de forma maldosa.

“Ele sequer a deixava responder, cortando suas respostas ou mesmo a ignorando e a enchendo de mais perguntas, constrangendo-a por completo”, afirmou Castro no processo.

Decisão aponta edição para desqualificar mulher

O desembargador Eduardo Marcondes, relator do caso, afirmou que Pavanato editou os vídeos para induzir o público a concluir que a mulher não tinha capacidade intelectual para responder às perguntas feitas na rua.

“A liberdade de crítica não autoriza que a imagem de uma pessoa seja utilizada, fora do contexto original, como instrumento de ridicularização pessoal”, escreveu o magistrado ao manter a indenização de R$ 20 mil.

Pavanato obteve mais de 3 milhões de votos na eleição e se tornou o deputado federal mais votado de São Paulo. Ele ainda pode recorrer da decisão judicial.

TSE retira do ar publicações do PL e de Flávio Bolsonaro que associam Lula a supostas fraudes no INSS

Por maioria, Tribunal determina remoção de publicações em até 24 horas

       TSE - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (15), a remoção de vídeos publicados nas redes sociais pelo Partido Liberal (PL) e pelo candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. As postagens associam o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, a supostas irregularidades envolvendo seu filho em investigações de fraudes contra aposentados do INSS.

Por maioria de votos, o Plenário divergiu parcialmente da decisão liminar do relator, ministro André Mendonça, e ordenou a retirada ou indisponibilização dos conteúdos em até 24 horas.

A ação, movida pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais, tem como alvos o PL, Flávio Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. O processo questiona dois tipos de conteúdo: vídeos que utilizam trechos de um discurso de Lula sobre trabalhadores da limpeza urbana, sobrepostos a críticas de opositores, e publicações que acusam o filho do presidente de ter recebido R$ 300 mil no âmbito das fraudes apuradas no INSS.

Moraes autoriza consulta médica e internação urgente de Augusto Heleno

 Ex-ministro de Bolsonaro tem retorno com neurocirurgião marcado para 22 de outubro; hospitalização urgente dispensa autorização prévia do STF

Augusto Heleno - Crédito: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general Augusto Heleno, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), a se deslocar para uma consulta médica no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília (DF). O retorno com um neurocirurgião está marcado para quinta-feira (22), às 10h. As informações são da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Heleno comandou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2023. Ele foi condenado a 21 anos de prisão e cumpre prisão domiciliar humanitária em razão de suas condições de saúde.

TSE determina remoção de vídeos que associavam Lula ao crime organizado

 André Mendonça determinou a exclusão de três publicações no Instagram e proibiu novas divulgações, sob pena de multa diária de R$ 10 mil

       André Mendonça - Crédito: Antonio Augusto/TSE

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (15) a retirada de três vídeos publicados no Instagram que associavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao crime organizado. A decisão também proíbe o compartilhamento ou a republicação dos conteúdos.

A medida atende a um pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais, que sustenta a candidatura de Lula à reeleição. As publicações foram feitas em 4 de outubro por Frank Willians de Paula e Marques, responsável pelo perfil @frankoficialreserva.

Nos vídeos, ele atribuía ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho supostas ações de compra de votos, intimidação de eleitores e preparação de ataques para favorecer Lula, sem apresentar comprovação das acusações.

Mendonça estabeleceu o prazo de três horas, a partir da intimação, para que o responsável pelo perfil exclua os vídeos. O descumprimento poderá resultar em multa diária de R$ 10 mil.

A Meta, empresa responsável pelo Instagram, também deverá tornar as publicações indisponíveis em até três horas após receber a ordem, caso os conteúdos continuem acessíveis.

Providência e Honpar são habilitados para atendimento de urgência a pacientes de AVC

Hospitais também passam a dispor, via SUS, do medicamento Alteplase, que reverte sequelas pós-AVC 

Foto: Divulgação


      A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da 16ª Regional de Saúde de Apucarana, está habilitando o Hospital da Providência e o Honpar, para atendimento de urgência a pacientes de Acidente Vascular Cerebral (isquêmico). O termo de adesão já foi firmado com o Hospital da Providência e, nos próximos dias, o termo também será celebrado com o Honpar.

A partir de agora, os dois hospitais que dispõem de atendimento especializado em neurologia – com centros de trombose – irão ofertar, via SUS, o medicamento Alteplase, que garante significativos benefícios, incluindo a reversão de sequelas do AVC isquêmico. Uma ampola do medicamento tem um custo estimado de R$ 6 mil, que será custeado pelo Estado.  

Com a adesão dos dois hospitais, a 16ª Regional de Saúde de Apucarana, promove nesta sexta-feira (16), das 8h30 às 11h30, no Cine Teatro Fênix, um treinamento  de urgência e emergência, com atualização no AVC (reconhecimento, atendimento e fluxo assistencial). Até ontem (15), já estavam inscritos para o evento 290 profissionais de saúde, incluindo secretários municipais de saúde, médicos, enfermeiros e membros do comitê gestor da Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE). 

Quaest: anistia a Bolsonaro é rejeitada, enquanto bets e fim da 6×1 têm apoio


O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro é rejeitada por 47% dos eleitores, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (14). O levantamento também registrou apoio majoritário a propostas defendidas por Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre as medidas com maior adesão está a proibição de bets, apostas e cassinos on-line: 72% dos entrevistados apoiam a ideia. O fim da escala 6×1, com limite de 40 horas semanais, reúne 68% de aprovação.

A anistia soma 38% de apoio, dos quais 28% afirmaram que já conheciam a proposta e a aprovam, enquanto 10% disseram não conhecê-la, mas considerá-la uma boa ideia. Outros 15% não souberam responder.

A pesquisa também mediu a proposta de extinguir a reeleição e instituir mandatos de cinco anos. Nesse caso, 47% rejeitam a medida, ante 44% que a apoiam, enquanto 9% não responderam.

Dona do ChatGPT denuncia à PF planos de usuários para matar Lula


O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A OpenAI alertou a Polícia Federal sobre conversas de ao menos dois usuários do ChatGPT que sinalizaram intenção de atacar ou ameaçar o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. A empresa enviou documentos às autoridades ao identificar o que classificou como possível emergência com risco de morte ou lesão física grave.

No início de outubro, a PF encaminhou o material ao Ministério da Justiça para decisão sobre a abertura de dois inquéritos. Um dos procedimentos trata de suspeitas de ameaça e injúria; o outro apura possível ameaça contra Lula.

Em um dos casos, um homem relatou ao ChatGPT que havia visto Lula em um palco de campanha e disse que tinha vontade de atirar contra o presidente. Ele questionou qual seria a pena se matasse o petista e enviou uma imagem de um ponto que considerava favorável para um ataque.

No alerta, a OpenAI afirmou que o usuário negou possuir arma e disse que não agiria, mas mencionou desejo de usar um fuzil e fez referências a fuga e equipamentos usados em disparos. O mesmo perfil também compartilhou mensagens violentas contra parentes, símbolos nazistas e conteúdo sobre explosivos.

Thiago dos Reis: “A gente vai virar essa eleição”

 Deputado recém-eleito defende mobilização digital para ampliar o alcance de Lula e conquistar eleitores no segundo turno

           Thiago dos Reis  -  Crédito: Reprodução

O deputado recém-eleito Thiago dos Reis afirmou que a disputa nas redes sociais será determinante para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Em entrevista ao Boa Noite 247, da TV 247, ele avaliou que o campo governista conseguiu mobilizar eleitores nas ruas durante o primeiro turno, mas foi superado pela extrema direita na comunicação digital. Para reverter esse cenário, defendeu uma mudança na atuação de militantes, influenciadores e apoiadores do presidente, com foco na ampliação do alcance das mensagens para além do eleitorado que já apoia Lula.

“Onde a gente levou uma surra foi nas redes. Nas redes sociais a gente perdeu. Então a gente precisa focar nas redes sociais”, declarou Thiago, ao relatar uma reunião com Lula na qual o deputado André Janones apresentou sua avaliação sobre a campanha.

Segundo Thiago, a esquerda chegou ao primeiro turno sem mobilizar todo o seu potencial de comunicação. Ele atribuiu parte desse comportamento à expectativa de que Lula venceria a eleição sem a necessidade de ampliar o envolvimento dos apoiadores. Enquanto isso, afirmou, a extrema direita manteve uma atuação voltada à produção e à circulação de conteúdos nas plataformas digitais.

“A esquerda entrou na eleição como um time de futebol que entra meio assim: ‘Ah, já ganhou’. Não põe o pé em dividida”, comparou. Na avaliação do parlamentar, essa postura contribuiu para que influenciadores, personalidades públicas e eleitores deixassem de participar da campanha durante uma etapa em que a disputa pela atenção dos usuários já estava em andamento.

Satisfação no trabalho chega a 81% e 74% dizem que renda é suficiente, aponta FGV

 Maioria dos trabalhadores brasileiros aprova ocupação atual e declara conseguir arcar com gastos essenciais

     Moedas de reais - Crédito: Reuters/Bruno Domingos

O nível de satisfação dos trabalhadores brasileiros com o seu emprego principal atingiu 81% no trimestre encerrado em setembro de 2026, somando os percentuais dos que se declaram satisfeitos (66,7%) e muito satisfeitos (14,3%), aponta a Sondagem do Mercado de Trabalho divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Além disso, 74,1% dos entrevistados afirmaram que a renda auferida no trabalho tem sido suficiente para cobrir despesas essenciais, como moradia, educação, alimentação ou saúde.

Como Flávio pretende atacar Lula no primeiro debate do 2º turno

       Flávio Bolsonaro e Lula. Foto: Reprodução


O senador Flávio Bolsonaro (PL) prepara uma ofensiva contra o presidente Lula (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF) no debate da Band marcado para domingo (18), primeiro confronto direto entre os dois candidatos na reta final do segundo turno. Com informações de Bela Megale no Globo.

A campanha do candidato do PL definiu como uma de suas linhas de ataque a tentativa de associar Lula aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. A estratégia mira o desgaste e a crise interna da Corte após a revelação de mensagens de Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro também espera que Lula aborde o dinheiro que ele pediu e recebeu de Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O senador pretende repetir que a operação não envolveu irregularidades.

O embate na Band ocorrerá em uma fase decisiva da eleição e colocará frente a frente o presidente, que busca a reeleição, e o senador do PL pela primeira vez no segundo turno.

Capa de divulgação do filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Mãe de Flávio Bolsonaro foi suplente de deputado preso por lavagem de dinheiro


       Rogéria Bolsonaro ao lado dos filhos. Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu o ex-deputado estadual Márcio Canella nesta quinta-feira (15), em desdobramento da Operação Unha e Carne. O político investigado por lavagem de dinheiro mantinha alianças com a família Bolsonaro no Rio de Janeiro e chegou a registrar a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro como sua primeira suplente na chapa majoritária ao Senado.

Rogéria Bolsonaro é mãe do senador Flávio Bolsonaro, do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, além de primeira esposa de Jair Bolsonaro. Publicitária de formação, possui trajetória política na capital fluminense, onde exerceu dois mandatos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro entre os anos de 1993 e 2001.

A entrada de Rogéria na política nacional contou com articulação direta de Flávio para blindar o eleitorado conservador e fortalecer alianças na Baixada Fluminense. A reaproximação da ex-vereadora com o pleito ocorreu após atritos públicos entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no desenho das candidaturas partidárias.

A estratégia da chapa mudou de rota após discussões internas entre Michelle Bolsonaro e Flávio, mas após os desdobramentos das apurações contra Canella. O Partido Liberal optou por remanejar Rogéria da suplência do Senado e lançar sua candidatura formal à Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro.

Lula convoca militância para seu “exército” no WhatsApp

 Presidente convida apoiadores para canal com 4,4 milhões de seguidores após liberação pelo TSE

            Lula -  Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) convocou a militância para ingressar no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), e afirmou que usará o celular da primeira-dama Janja da Silva para participar da comunidade digital. A declaração foi feita em um vídeo ao lado do parlamentar mineiro, gravado após a Justiça Eleitoral autorizar a retomada do funcionamento da página.

Na gravação, o deputado Janones relembrou uma promessa feita anteriormente aos seguidores, citando que, caso a comunidade atingisse a marca de 5 milhões de inscritos, Lula compraria um aparelho de celular próprio para ingressar no canal e dar orientações diretas aos integrantes.

Em tom descontraído, o parlamentar brincou sobre o risco de ser acusado de desinformação caso o compromisso não fosse cumprido pelo presidente da República. “Pessoal, a campanha do nosso adversário está alegando que eu estou distribuindo fake news no canal do Exército Lula. Eu não distribuí nenhuma, mas eu corro o risco de distribuir, porque eu falei lá no último vídeo que eu fiz com esse aqui que, se o canal atingir 5 milhões de inscritos, ele ia comprar um celular. Agora, se ele não fizer isso, aí eu vou ter divulgado uma fake news”, disse Janones.

Reação popular e oposição pressionam contra homenagem a Flávio Bolsonaro em Salvador

 Abaixo-assinado com mais de 140 mil assinaturas e vereadores questionam concessão de honraria ao senador

Flávio Bolsonaro - Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

A concessão do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem provocado uma onda de manifestações contrárias em Salvador (BA), reduto eleitoral historicamente associado ao PT, relata Milena Teixeira, do Metrópoles. A Câmara Municipal da capital baiana recebeu milhares de mensagens de protesto por meio da Ouvidoria após o anúncio de que a homenagem será entregue neste sábado (17), durante um evento no Farol da Barra.

Na terça-feira (13), os vereadores aprovaram a transferência da sede do Legislativo municipal para o local da cerimônia, marcada para as 15h. Candidato à Presidência da República, Flávio receberá a honraria durante o evento, que será realizado em um trio elétrico.

A reação à homenagem também se intensificou nas redes sociais, onde um dos abaixo-assinados que pede a revogação do título já contabiliza mais de 140 mil assinaturas. No texto, os organizadores afirmam que a homenagem não representa os valores defendidos por parte da população soteropolitana e questionam a escolha do senador para receber a honraria.

“Como soteropolitanos, estamos profundamente preocupados com a recente concessão de uma honraria a Flávio Bolsonaro, estabelecida por meio da Resolução nº 3.592/2026. Esta decisão surpreendeu muitos, incluindo moradores que acreditam que o senador não representa o povo de Salvador de maneira justa e adequada”, diz um trecho da petição.

Vorcaro comprou jornalismo da Globo, mostram mensagens com executivo


      Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelam a relação direta do banqueiro com Frederic Kachar, CEO da Editora Globo, InfoGlobo e Globo Condé Nast.

As conversas mostram que os dois discutiam reportagens sobre o banco, a abordagem editorial dos veículos do grupo e a repercussão das notícias. Os diálogos também explicitam a influência do empresário na cobertura jornalística da Globo.

Em uma conversa de 5 de setembro de 2024, Kachar encaminhou a Vorcaro uma reportagem publicada pelo Valor Econômico, intitulada “Master antecipa meta de PL e mira varejo”.

O texto informava que o patrimônio do banco havia alcançado R$ 4,2 bilhões após aportes e que a instituição admitia a entrada de novos sócios.

Pouco depois de enviar o link, o executivo da Globo perguntou ao banqueiro: “Não vai falar nada rs?”. Vorcaro respondeu com uma avaliação da reportagem, deixando claro que esperava.

Campanha de Lula exige que Meta compense em dobro redução de alcance nas redes

 Petição foi encaminhada ao presidente do TSE, Nunes Marques

               Lula e Nunes Marques - Crédito: Ricardo Stuckert e Antonio Augusto/TSE

A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, pediu ao ministro-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, providências sobre “seletividade algorítmica” da empresa de tecnologia Meta, bem como a derrubada de rede de 255 perfis de inteligência artificial e a devolução do alcance reduzido injustamente nas plataformas sociais da companhia.

Segundo a coligação, a plataforma descumpre o plano de conformidade que ela própria apresentou ao tribunal. A petição aponta redução de alcance de conteúdos do candidato e de apoiadores e a desativação da conta de anúncios da campanha.

O documento descreve alcance desproporcional de perfis do campo adversário, como o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-RJ). A petição cita uma rede de 255 perfis geridos com IA revelada pela agência Aos Fatos, conteúdos sintéticos mantidos no ar na janela vedada e anúncios irregulares, alguns pagos do exterior.

Na peça, a coligação menciona o assistente Meta AI, que teria se recusado a gerar material do presidente Lula e produzido cartazes do adversário, o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ).

Alckmin leva alerta do “risco Flávio” ao interior de São Paulo

 Vice-presidente faz ofensiva no interior paulista para mobilizar prefeitos e reforçar apoio a Lula

      Vice-presidente Geraldo Alckmin - Crédito: Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem feito uma ofensiva junto a aliados no interior paulista para ampliar o diálogo com prefeitos e ex-prefeitos e argumentar que um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) seria um risco para os municípios, relata Vinicius Passarelli, do Metrópoles.

Na sexta-feira (16), Alckmin realizará um “encontro municipalista suprapartidário” em Hortolândia, no interior paulista. O objetivo é iniciar uma mobilização com políticos regionais e usar a rede de relações construída como governador para angariar apoio a Lula na reta final de campanha.

A articulação é conduzida pelo ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbiéri, que também já foi presidente da Associação Paulista de Municípios. Segundo ele, a ideia é fortalecer Alckmin como “porta-voz” das cidades paulistas junto ao governo federal.

Quem é Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio preso pela PF

Delegado e ex-presidente do Detran foi preso pela Polícia Federal na 8ª fase da Operação Unha e Carne

     Marcus Amim - Crédito: Reprodução

O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e ex-presidente do Detran-RJ, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (15) na 8ª fase da Operação Unha e Carne. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma investigação sobre conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro.

Durante a apuração, os investigadores descobriram uma extensa rede de postos de combustíveis localizada no Grande Rio. A estrutura teria movimentado R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro operado com a anuência de políticos.

Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Amim ingressou nos quadros da Polícia Civil em 2002. Ao longo de sua trajetória como delegado, esteve à frente de unidades estratégicas da corporação, incluindo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e a 27ª DP (Vicente de Carvalho). Antes de assumir a chefia da Polícia Civil e a presidência do Detran-RJ, ele ganhou notória visibilidade por suas participações em programas de televisão e por sua presença nas redes sociais.

Quaest mostra que migração da 3ª via para Flávio Bolsonaro não é automática e aponta vantagem de Lula entre abstenções

 Migração da terceira via não é automática e aponta divisão do eleitorado, enquanto o presidente Lula lidera entre os que se abstiveram no primeiro turno

       Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

A primeira pesquisa Quaest para o segundo turno da corrida presidencial, divulgada na quarta-feira (14), indica um cenário de forte acirramento na disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), mais de uma semana após a primeira volta do pleito. O levantamento, contratado por O Globo e TV Globo, mostra um cenário de empate técnico, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com o candidato do PL numericamente à frente, com 46% das intenções de voto, contra 44% do atual chefe do Executivo. Outros 9% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou que não irão votar, enquanto 1% se declara indeciso.

Flávio Bolsonaro teme derrota para Lula no debate da Band e vai em busca do ‘zero a zero’

 QG da campanha do candidato do PL traça metas defensivas e planeja provocações para tentar desestabilizar o presidente Lula

       Lula e Flávio Bolsonaro  -  Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) traçou três metas estratégicas, segundo Malu Gaspar, do jornal O Globo, para o primeiro confronto direto e ao vivo contra o presidente Lula (PT) neste segundo turno das eleições presidenciais, previsto para a noite do próximo domingo (18) no debate promovido pela TV Band.

O encontro marca o primeiro embate direto na televisão entre Lula e Flávio Bolsonaro nesta campanha eleitoral, em um momento em que os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados na liderança das pesquisas de intenção de voto. De acordo com o mais recente levantamento da Quaest, o parlamentar do PL soma 46% da preferência do eleitorado, contra 44% do presidente.

A confirmação da participação de Flávio Bolsonaro no programa da Band ocorreu após um recuo do próprio senador, que decidiu aceitar o embate depois que Lula confirmou presença. A decisão de ir ao estúdio, porém, desperta profunda apreensão entre os aliados do filho de Jair Bolsonaro (PL). A avaliação interna do QG do PL é que Lula possui muito mais experiência, desenvoltura e preparo para enfrentar situações de debate ao vivo. Pesa contra o candidato do PL o histórico de sua participação em um debate anterior promovido pela mesma emissora, em 2016, quando ele disputava a prefeitura do Rio de Janeiro e precisou abandonar o programa no intervalo após sofrer um mal-estar — ocasião em que acabou derrotado na disputa municipal.

Diante do histórico negativo e do favoritismo do adversário no formato de debate, a primeira meta estabelecida pela equipe de Flávio é garantir pelo menos um resultado neutro, qualificado por integrantes de sua campanha como um “zero a zero”. A lógica do comando do PL é defensiva: como o senador ostenta uma ligeira margem numérica sobre Lula, empatar no desempenho da transmissão é suficiente para manter a liderança atual. “Se mantiver tudo do jeito que está, Flávio ainda assim sai na vantagem. Ele só precisa sair no zero a zero”, declarou um influente interlocutor do senador.

Márcio Canella, 2º deputado mais votado do RJ, é preso por lavagem de dinheiro


           O deputado estadual Márcio Canella. Foto: Divulgação/ Alerj

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, presidente estadual do União Brasil no Rio de Janeiro. Ele é alvo da oitava fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de postos de combustíveis na Região Metropolitana.

Canella obteve 197.178 votos na eleição para deputado estadual e teve a segunda maior votação do Rio de Janeiro. A PF também prendeu o ex-chefe da Polícia Civil fluminense Marcus Amin durante a operação.

Aliado político do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Márcio Canella lançou-se ao Senado pelo RJ em 2026, tendo Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, como sua primeira suplente.

Juristas pedem suspeição de Nunes Marques no TSE após bloqueio do “Exército do Lula”

 Associação Brasileira de Juristas pela Democracia aponta indícios de parcialidade em decisões contra canal de apoio ao presidente e cobra tratamento igualitário

      Nunes Marques - Crédito: Luiz Roberto/TSE

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) deve protocolar nesta quinta-feira (15) um pedido de suspeição por parcialidade contra o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A iniciativa ocorre após uma sequência de decisões do magistrado que resultaram na suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones e utilizado por apoiadores da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do jornal O Globo.

A entidade questiona a legalidade das medidas adotadas por Nunes Marques e aponta indícios de tratamento desigual entre as campanhas presidenciais de Lula e Flávio Bolsonaro (PL). O canal de apoio ao petista voltou a funcionar na noite de quarta-feira (14), depois de permanecer bloqueado por determinação judicial.

O pedido será apresentado no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que já tramita no TSE, instaurada a partir de uma iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro. A ABJD pretende ingressar no processo na condição de terceira interessada, argumentando que as decisões questionadas ultrapassam os interesses das candidaturas envolvidas e apresentam consequências para a coletividade.

Com aproximadamente dois mil integrantes, a associação sustenta que existe interesse público relevante capaz de justificar sua participação no processo. Conforme uma fonte da entidade ouvida pelo jornal, esse fundamento é necessário porque, em condições normais, a organização não teria legitimidade para atuar diretamente na ação eleitoral.