sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Professoras denunciam PMs por tomar camisetas de Lula e forçar suspeitos a usá-las


       Camisetas vermelhas de apoio ao presidente Lula. Foto: Reprodução

Duas mulheres acusaram policiais militares de coagi-las a retirar camisetas de apoio ao presidente Lula (PT), sob ameaça de prisão, durante uma abordagem na Comunidade Vitória Pantanal, em Piracicaba, no interior de São Paulo. A Polícia Civil registrou a denúncia como ameaça, constrangimento ilegal e abuso de autoridade.

As mulheres relataram que nove PMs as abordaram por volta das 9h de 21 de outubro, quando elas saíam da casa de uma delas. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes entraram no imóvel para procurar outras camisetas iguais às que as duas usavam.

No interior da residência, os policiais teriam recolhido duas peças. Uma das vítimas afirmou que os agentes exigiram que ela tirasse a camiseta que vestia e a entregasse à equipe.

A dupla também declarou ter visto os PMs obrigarem jovens rendidos na comunidade a vestir camisetas de apoio a Lula. Dois homens acabaram presos em flagrante, e um adolescente foi apreendido sob suspeita de tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

‘Equipe de Flávio Bolsonaro queria atingir o canal de Lula por medo de debate’, dispara Lindbergh (vídeo)

 Segundo o petista, o senador está com medo da repercussão do debate entre os presidenciáveis nas plataformas digitais

     Lindbergh Farias -  Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

 O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comemorou nesta sexta-feira (23) a decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impede o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, de suspender administrativamente o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que já bateu os 10 milhões de inscritos. Em vídeo na rede social X, o petista afirmou que a equipe do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) queria atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma possível suspensão da plataforma, porque o senador da extrema direita está com medo da repercussão do debate previsto para esta sexta-feira (23), a partir das 21h20, no Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli. 

“O presidente do TSE tinha feito uma consulta à meta e deu um prazo de 24 horas. Olha, o que a gente estava achando é que ele queria tirar o canal exército do Lula no ar, justamente na hora do debate, na hora da repercussão no debate, sim”, disse. “Vitória da democracia, muito importante”, acrescentou o petista. 

Transporte coletivo de passageiros será gratuito em Apucarana no segundo turno das eleições

 Suspensão da cobrança da tarifa será neste domingo (25/10), das 6 às 19 horas, conforme decreto municipal

A Prefeitura de Apucarana informa que o transporte coletivo urbano será gratuito neste domingo (25/10), data do segundo turno das eleições de 2026. A suspensão da cobrança da tarifa pública, das 6 às 19 horas, está prevista no Decreto Municipal nº 319/2026, assinado pelo prefeito Rodolfo Mota.

A medida tem como objetivo garantir condições igualitárias para que a população exerça seu direito e dever de voto, conforme estabelecido no decreto.

O documento também determina que o serviço de transporte coletivo, operado pela Viação Apucarana Ltda. (VAL), funcione de forma eficiente e adequada à demanda, com a disponibilização da frota necessária para atender aos usuários, observada a programação estabelecida pelo poder concedente. A mesma medida de gratuidade esteve em vigor no primeiro turno das eleições, realizado no dia 4 de outubro.

Conforme o decreto, o Município pagará à VAL pela prestação do serviço de transporte gratuito de eleitores nos dois turnos das eleições.

Fonte: Pòrtal de Notícias da Prefeitura

“Flávio Bolsonaro fugiu do compromisso de abrir todos os sigilos, inclusive do Willer Tomaz”, diz Camilo Santana

 Coordenador da campanha de Lula afirma que candidato do PL não cumpriu compromisso de abrir dados bancários e fiscais de familiares e do advogado Willer Tomaz

   Senador Camilo Santana (PT-CE) fala em entrevista coletiva - Crédito: Reprodução/Youtube

 O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusou Flávio Bolsonaro (PL) de não cumprir o acordo firmado entre as duas candidaturas para a abertura de sigilos bancários e fiscais dos presidenciáveis e de seus familiares. A declaração foi feita nesta sexta-feira (23), durante entrevista coletiva na sede da campanha petista, em Brasília.

O entendimento entre as campanhas previa a divulgação de movimentações financeiras e conversas dos candidatos à Presidência da República e de integrantes de suas famílias, com o objetivo de permitir a apuração de possíveis irregularidades. A iniciativa havia sido apresentada inicialmente por Lula durante o debate presidencial promovido pela Band.

Durante a coletiva, Camilo afirmou que Flávio Bolsonaro não teria atendido às condições estabelecidas para a abertura dos dados. O senador também mencionou o advogado Willer Tomaz ao cobrar o cumprimento integral do compromisso.

“O candidato Flávio fugiu do compromisso de abrir todos os sigilos, inclusive do Willer Tomaz”, declarou Camilo Santana. Ainda segundo ele, o documento apresentado pelo PL permite a abertura dos sigilos de Flávio apenas após decisão da Justiça.

Fonte: Brasil 247

Lula pede cassação de Flávio Bolsonaro: Dark Horse e suspeita de dinheiro do PCC em campanha

 Ação no TSE aponta R$ 69 milhões em transferências ligadas ao filme. Petição inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar, candidato a vice do senador da extrema direita na eleição presidencial

Lula, Flávio Bolsonaro, PCC e cartaz do filem Dark Horse
Crédito: Divulgação I Agência Senado I Reprodução

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno, por suspeitas de financiamento eleitoral ilícito e abuso de poder econômico. O documento pediu que investigadores apurem se recursos provenientes de estruturas financeiras investigadas por lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) beneficiaram a campanha do senador, direta ou indiretamente. O pedido consta na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), apresentada pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do petista. A petição também solicitou investigação sobre movimentações de aproximadamente R$ 69 milhões vinculadas ao filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).

Além de Flávio Bolsonaro, o documento incluiu o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL) entre os investigados. A coligação solicita a cassação do registro ou diploma da chapa presidencial e a declaração de inelegibilidade de Flávio e Eduardo por oito anos. A iniciativa consta de uma. 

O processo chegou à Corregedoria-Geral Eleitoral, sob responsabilidade do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Os advogados sustentam que a produção cinematográfica, apresentada como um projeto comercial, pode ter funcionado como instrumento de promoção política financiado por recursos sem identificação adequada de origem.

A campanha também pede que a Justiça Eleitoral investigue se parte do dinheiro destinado ao projeto audiovisual sustentou atividades políticas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, incluindo iniciativas que, segundo a petição, favoreceram a candidatura presidencial de seu irmão. A AIJE apresentada pela coligação do presidente Lula tem nº 0603371-06.2026.6.00.0000.

Secretário que pediu prisão de petistas a PMs se pronuncia: “Brincadeira”


O secretário de Segurança Pública de Barra do Corda (MA), James Mota. Foto: Reprodução

O secretário de Segurança Pública de Barra do Corda (MA), James Mota, afirmou que os áudios em que pede a prisão de eleitores petistas eram uma “brincadeira” entre policiais militares. Sargento da PM e afastado da função após o vazamento, ele reconheceu que passou do tom nas conversas.

Em uma das gravações, Mota diz: “Vamos botar esses petistas no lugar deles. Vamos botar para prender. O primeiro que nós prender na cidade ou no povoado, sai a história, eles vão ficar com medo”. Ele também afirma que haveria uma forma de prender “legalmente” e chama petistas de “vagabundos”.

Ao comentar o caso, Mota sustentou que as conversas ocorreram em um grupo de amigos militares, onde haveria provocações políticas recíprocas. “Foi uma brincadeira, e claramente houve uma distorção das falas”, declarou, ao admitir que usou expressões mais fortes.

Em outro áudio, o secretário relata ter abordado pessoas que distribuíam material de campanha de Lula perto de escolas no primeiro turno. “Bora ficar só dentro de casa também não. Só reclamando, só colocando culpa em Alexandre de Moraes, em Lula. Bora para cima, meu filho”, afirmou.

Flávio Bolsonaro já teve sigilo quebrado; saiba o que foi revelado


Flávio Bolsonaro na Alerj. Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, teve o sigilo bancário quebrado na investigação sobre suspeitas de rachadinha em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Os extratos de duas contas em seu nome registraram R$ 474 mil em depósitos em espécie, distribuídos em 184 operações entre janeiro de 2007 e dezembro de 2018, período em que exerceu mandato de deputado estadual.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou Flávio em novembro de 2020 por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os promotores sustentaram que parte dos salários de funcionários teria custeado despesas pessoais e familiares e ampliado o patrimônio do então deputado. Em fevereiro de 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a quebra de sigilo bancário.

A maior parte dos depósitos em espécie tinha valor de R$ 2 mil, sem identificação de quem fez as operações. Em 27 de junho de 2017, os extratos apontaram dez depósitos desse valor; no dia seguinte, outros oito. Em 13 de julho daquele ano, houve mais 15 depósitos de R$ 2 mil.

Na denúncia, o MP classificou o fracionamento como um método típico de ocultação de recursos. “Esse método de depósitos de dinheiro em espécie de forma fracionada representa uma das mais clássicas tipologias de lavagem de dinheiro”, afirmou o órgão.

Movimentação bancária e despesas do casal

Flávio Bolsonaro em sua franquia da Kopenhagen. Foto: Reprodução
As contas registraram R$ 12,8 milhões em créditos ao longo dos 12 anos analisados. Após excluir resgates de aplicações financeiras, empréstimos e financiamentos, os créditos totalizaram R$ 8,7 milhões.

Os extratos indicaram ao menos R$ 2 milhões recebidos da Alerj. A Bolsotini, loja de chocolates ligada a Flávio, repassou outros R$ 978 mil entre 2015 e 2018, conforme os registros bancários examinados na investigação.

O Ministério Público também apontou que, entre 2010 e 2014, as despesas de Flávio e da esposa ultrapassaram em R$ 978 mil as receitas de origem lícita consideradas pelos promotores. A denúncia definiu o montante como “correspondente à estimativa de parte do enriquecimento ilícito” do casal.

Em diversos meses, os extratos não registraram pagamentos da escola das filhas, enquanto câmeras de uma agência bancária mostraram o ex-assessor Fabrício Queiroz quitando parte dessas despesas em dinheiro.

Depois de assumir o mandato de senador, em 2019, Flávio se mudou para Brasília e comprou, em janeiro de 2021, uma casa de R$ 5,97 milhões. O BRB financiou R$ 3,1 milhões do imóvel. Em abril daquele ano, ele registrou no mesmo endereço um escritório individual de advocacia, que emitiu ao menos R$ 13,7 milhões em 62 notas fiscais entre 2023 e julho de 2026.

Fonte: DCM

Dados internos apontam tendência de virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro, diz ex-diretor do Datafolha

 Mauro Paulino afirma afirma que indicadores por idade, gênero e religião mostram avanço do presidente Lula na reta final da eleição

         Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert | Vittor Sales

A evolução dos indicadores eleitorais nas últimas semanas aponta para uma possível ultrapassagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. A avaliação é de Mauro Paulino, ex-diretor-geral do Datafolha, que identifica uma tendência de crescimento do petista e de enfraquecimento do candidato do PL às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25).

Paulino apresentou sua análise nesta sexta-feira (23), durante entrevista ao programa Pulso Político, conduzido pela jornalista Daniela Lima, no UOL. O especialista, que atualmente dirige a Brazil Pulse, afirmou que os dados detalhados das pesquisas indicam uma movimentação favorável a Lula, embora o levantamento mais recente do Datafolha tenha registrado empate entre os candidatos.

“Estamos às vésperas de uma ultrapassagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro”, declarou Paulino.

A avaliação ocorre após a divulgação, na quinta-feira (22), de uma pesquisa Datafolha que mostrou Lula e Flávio Bolsonaro com 50% dos votos válidos cada um. Apesar da igualdade no resultado geral, o ex-diretor do instituto considera que a análise dos diferentes segmentos do eleitorado revela mudanças que podem alterar o equilíbrio da disputa nos últimos dias de campanha.

“Os dados internos, todas as evoluções apontam para uma recuperação de Lula e uma leve queda na preferência por Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Temendo derrota, Eduardo defende fuga de Flávio Bolsonaro em caso de derrota para Lula

 Ex-deputado cassado questiona a segurança das urnas eletrônicas em podcast nos EUA e recomenda que o irmão deixe o país se perder o segundo turno

Eduardo Bolsonaro  - Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro afirmou que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deveria deixar o Brasil caso seja derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). Durante uma entrevista a um podcast estadunidense, Eduardo também voltou a levantar suspeitas de fraude nas urnas eletrônicas, embora tenha admitido não possuir provas de irregularidades no sistema eleitoral brasileiro.

As declarações, segundo o G1, ocorreram durante uma participação presencial de Eduardo no programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista político estadunidense Steven Crowder. A entrevista abordou a disputa presidencial brasileira, a situação judicial da família Bolsonaro e a possibilidade de derrota de Flávio nas urnas.

Ao ser questionado sobre o que a família faria caso o senador não conquistasse a Presidência, Eduardo chegou a mencionar, em suposto tom de brincadeira, uma intervenção militar dos EUA. “Mandar os fuzileiros navais”, respondeu, antes de rir.

Crowder reagiu afirmando que uma operação desse tipo provocaria protestos da esquerda nos Estados Unidos. O apresentador também fez referência à possibilidade de uma ação militar para retirar pessoas de uma prisão.

Na sequência, Eduardo passou a defender que Flávio deixasse o território brasileiro caso Lula fosse reeleito.

“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, declarou.

A recomendação foi apresentada depois de Eduardo acusar Lula de ameaçar seu irmão durante um debate presidencial. Segundo ele, o presidente teria mencionado a possibilidade de Flávio perder o mandato parlamentar e passar a ser investigado.

“Teve uma parte do debate em que o Lula disse: olha, você vai perder a eleição. No ano que vem você não vai mais ser senador. Não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você. Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão”, afirmou Eduardo.

Lula cresce, Flávio Bolsonaro cai e eleição fica empatada, revela Ipespe

 Nova pesquisa mostra que vantagem do senador caiu de cinco para apenas um ponto percentual; presidente avança na reta final da disputa

Lula e Flávio Bolsonaro - Fotos: Mauro Pimentel e Evaristo SA / AFP

A nova pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada nesta sexta-feira (23), mostra o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a redução da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). A diferença entre os candidatos caiu para apenas um ponto percentual, configurando empate técnico às vésperas da votação.

No levantamento estimulado, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto, contra 47% de Lula. Outros 3% declararam voto branco ou nulo, enquanto 2% não souberam responder. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

Vantagem de Flávio despenca de cinco pontos para um

A evolução das três rodadas revela uma trajetória de aproximação entre os candidatos. Na primeira pesquisa, realizada entre 6 e 8 de outubro, Flávio tinha 49%, contra 44% de Lula. Na segunda rodada, o senador recuou para 48%, enquanto o presidente avançou para 46%. Agora, o petista chega a 47%, reduzindo a diferença para apenas um ponto.

WhatsApp Image 2026 10 23 at 15.29.20

Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio caiu de 52,7% para 50,5%, enquanto Lula cresceu de 47,3% para 49,5%. Em duas semanas, a vantagem do candidato do PL despencou de 5,4 para apenas um ponto percentual.

WhatsApp Image 2026 10 23 at 15.28.45

A pesquisa espontânea confirma o movimento de aproximação. Lula passou de 43% para 46% nas três rodadas, enquanto Flávio recuou de 48% para 47%.

WhatsApp Image 2026 10 23 at 15.29.30

Ministro do TSE barra suspensão de canal Exército do Lula sem decisão do plenário da Corte

 Segundo o ministro Floriano de Azevedo Marques, o presidente do TSE, Kassio Nunes, também não poderá usar competências das plataformas digitais para impor novas restrições à campanha do PT

André Janones, Lula, Kassio Nunes Marques e Floriano de Azevedo Marques
Crédito: Ricardo Stuckert I Antonio Augusto/TSE I Tom Molina/STF

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (23) que o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, não poderá voltar a suspender administrativamente o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). De acordo com a decisão, eventuais medidas para interromper ou restringir o funcionamento da plataforma de mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dependem de uma decisão judicial do plenário do tribunal.

O magistrado também proibiu que Nunes Marques utilize as competências administrativas de fiscalização das plataformas digitais para impor novas restrições ao “Exército do Lula”. A determinação permanece em vigor até que o plenário da Justiça Eleitoral examine a controvérsia em um processo judicial.

“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa […] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, afirma um trecho da decisão.

Meta cobrou até 43% mais de Lula do que de Flávio Bolsonaro por anúncios, aponta estudo

 Pesquisa da UFRJ identifica indícios de tratamento desigual nas eleições e questiona falta de transparência da empresa sobre os preços cobrados

Flávio Bolsonaro e logotipo da Meta - Crédito: Reprodução | Agência Senado

Um levantamento realizado pelo NetLab, laboratório de estudos de internet e redes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o International Panel on the Information Environment (IPIE), identificou indícios de que a Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, cobrou valores significativamente mais elevados da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para a veiculação de anúncios políticos no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (23), a pesquisa constatou que a campanha de Lula pagou entre 33% e 43% a mais do que a de Flávio Bolsonaro por mil pessoas alcançadas, dependendo do modelo estatístico utilizado. O estudo também aponta possíveis descumprimentos das exigências de transparência estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dificultam a fiscalização dos gastos eleitorais nas plataformas digitais.

Os pesquisadores analisaram 7.677 anúncios políticos publicados entre 16 de agosto e 4 de outubro de 2026. Os dados foram obtidos por meio da Biblioteca de Anúncios da Meta e abrangem 19 páginas vinculadas a 11 candidaturas à Presidência da República.

Para avaliar as diferenças nos preços, os especialistas aplicaram quatro modelos estatísticos, considerando variáveis relacionadas às estratégias das campanhas, aos leilões de publicidade, ao perfil demográfico dos usuários e à distribuição geográfica do público alcançado.

Em três desses modelos, foram identificadas diferenças estatisticamente significativas, todas desfavoráveis à campanha de Lula. Os resultados apontaram custos 33%, 39% e 43% superiores aos registrados pela candidatura de Flávio Bolsonaro. No quarto modelo, a diferença foi de 10%, mas sem significância estatística.

Renan Santos diz que seu eleitor que votar em Flávio Bolsonaro “é uma pessoa humilhada” (vídeo)

 Ex-presidenciável manda recado a seus eleitores: “se você vota no 22, saiba que você foi alvo de uma humilhação, de uma manipulação baixa, de alguém que te desrespeita”

    Renan Santos - 

O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (23) para tecer duras críticas às táticas políticas e publicitárias empregadas por Pablo Marçal na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) neste segundo turno.

Em uma série de vídeos postados na função stories de seu perfil oficial, o dirigente partidário analisou o distanciamento de Marçal do núcleo da campanha do candidato do PL, evento que ocorre exatamente na véspera do debate organizado pela TV Globo. Na avaliação de Renan, Flávio Bolsonaro enfrenta um momento delicado no pleito ao caminhar para o confronto televisivo, mas o foco central de sua manifestação foi expor o método de cooptação do eleitorado jovem empregado pelo influenciador.

A estratégia adotada por Marçal foi comparada por Renan Santos a técnicas agressivas de vendas dirigidas a pessoas em momento de vulnerabilidade emocional. Segundo a análise do ex-presidenciável, o processo de abordagem ao seu eleitorado passa por etapas estruturadas de desconstrução, desqualificação e apresentação de uma figura salvadora.

O plano de ação do empresário começaria, de acordo com o relato de Renan, pelo desmonte do conjunto de valores da militância. “Todo modelo de venda desses caras tem que começar destruindo o sistema de crenças das pessoas. Então ‘olha, seu mindset é derrotado’, ‘você não dá certo na vida porque você tem mentalidade de pobre, de peão’, ‘você não entra com a mentalidade de um milionário’. Ele destrói o sistema de crenças das pessoas. Ou seja, tudo aquilo que a pessoa tinha como válido é mentira. E aquilo cai por terra”, argumentou.

De Queiroz ao STJ: como Flávio Bolsonaro chegou à defesa de PM réu por matar Ana Clara

 Senador foi recrutado para facilitar acesso a ministros do STJ e tentar impedir que policial acusado pela morte de Ana Clara fosse levado a júri popular

    Ana Clara e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução/Redes sociais | Carlos Moura/Agência Senado

A participação de Flávio Bolsonaro (PL) na defesa de um policial militar acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de apenas 5 anos, envolveu articulações junto a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ausência de cobrança de honorários e uma ligação anterior com o advogado de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador. O objetivo era impedir que o cabo Bruno Dias Delaroli, réu por homicídio qualificado, fosse submetido ao Tribunal do Júri pela morte da criança, atingida por um disparo de fuzil durante uma operação policial em Niterói, no Rio de Janeiro.

Segundo reportagem do jornal O Globo, Flávio passou a integrar a equipe de defesa em abril de 2024, a convite do advogado criminalista Paulo Márcio Ennes Klein. A escolha levou em consideração não apenas sua formação jurídica, mas também sua condição de senador e a possibilidade de obter acesso aos ministros do STJ. A atuação do parlamentar, que não recebeu honorários, consistiu principalmente em acompanhar o advogado em reuniões com magistrados para apresentar os argumentos favoráveis ao policial.

Polícia Federal cumpre mandados contra corrupção eleitoral

 Ação dá sequência a apurações iniciadas após prisões em flagrante e apreensões às vésperas do primeiro turno

    Crédito: Polícia Federal/divulgação - 

Uma operação para aprofundar investigações sobre esquemas de corrupção eleitoral no município de Rorainópolis, no interior do estado de Roraima, foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (23). A ofensiva decorre de um inquérito instaurado a partir da prisão em flagrante de duas pessoas na véspera da votação do primeiro turno do pleito de 2026, informa Mirelle Pinheiro no Metrópoles.

Novos mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelos agentes corporativos ao longo do dia. Segundo a Polícia Federal, o intuito central do cumprimento das ordens judiciais é colher provas inéditas para encorpar o conjunto probatório e dar robustez às apurações em andamento no município roraimense.

Cientista político vê tendência de virada de Lula após novo Datafolha


      O presidente Lula (PT). Foto: Adriano Machado/Reuters

O cientista político Dawisson Belém Lopes afirmou nesta quinta-feira (22) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ultrapassar Flávio Bolsonaro (PL) até a votação de domingo (25). Em publicação no X após o empate no Datafolha, o professor avaliou que o bolsonarismo foi surpreendido pela mudança no cenário eleitoral. “As tendências de curva do Datafolha são inequívocas. Lula vai passar FB até 25/10”, escreveu.

Na avaliação de Dawisson, o grupo do candidato do PL perdeu capacidade de reação. “O bolsonarismo não tem mais de onde tirar fôlego. Eles estão desorganizados, pois foram surpreendidos”, afirmou. O professor acrescentou que aliados do senador já discutiam a composição de um futuro governo e agora veem “a vitória escorrer entre os dedos”.

Dawisson também relacionou sua previsão à atuação do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha de Lula. Segundo ele, “não há mais tempo hábil para articularem uma efetiva estratégia antijanones”. Na sequência, cravou sua aposta no resultado: “O trem partiu e a derrota bolsonarista está contratada”.

O professor, porém, alertou para uma reação dos adversários do presidente. “Mas, vejam bem, o jogo é jogado e, obviamente, eles vão cair atirando”, escreveu. Na projeção dele, poderão ocorrer tentativas de impedir votos em Lula por meio de ameaças físicas, assédio moral, obstáculos logísticos, manobras jurídicas e notícias falsas. “Apertemos os cintos, pois os próximos 3 dias serão alucinantes”, concluiu.



A publicação ocorreu depois de o Datafolha mostrar Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 50% dos votos válidos cada. Nas pesquisas divulgadas em 8 e 15 de outubro, o senador tinha, respectivamente, 52% e 51%, enquanto o presidente registrava 48% e 49%. Nos votos totais da rodada mais recente, Flávio Bolsonaro aparece com 47%, contra 46% de Lula.

Datafolha: Lula cresce 6 pontos entre ricos e Flávio perde 5


Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Band Imagem: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou seu maior avanço entre os eleitores de renda mais alta na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22). No segmento que recebe mais de cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8,1 mil mensais, a diferença para Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 25 para 14 pontos percentuais em apenas uma semana.

Nesse grupo, Lula passou de 34% para 40% das intenções de voto, um crescimento de seis pontos percentuais. Flávio, por sua vez, recuou de 59% para 54%. Embora o senador ainda lidere entre os mais ricos, a movimentação representa uma redução expressiva de sua vantagem justamente na reta final do segundo turno, marcado para domingo (25).

O avanço do presidente ocorre em meio a uma sequência de medidas econômicas anunciadas pelo governo federal. Entre elas estão o reajuste do Bolsa Família, a antecipação dos pagamentos do benefício, a aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso e a redução de impostos sobre gasolina e etanol.

Inflação desacelera para 0,32% em outubro, aponta IBGE

 IPCA-15 recua 0,38 ponto percentual em relação a setembro, com alívio na conta de luz, mas alimentos registram alta de 0,88%

        Consumidores em supermercado no Rio de Janeiro - Crédito: REUTERS/Nacho Doce

A prévia da inflação oficial brasileira desacelerou em outubro de 2026, com alta de 0,32%, abaixo dos 0,70% registrados em setembro. O resultado representa uma redução de 0,38 ponto percentual na comparação mensal, apesar da pressão exercida pelos preços dos alimentos. A queda no custo da energia elétrica ajudou a conter o índice.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Com o resultado, o indicador acumula avanço de 4,15% no ano e de 4,62% nos últimos 12 meses. A taxa acumulada em 12 meses ficou acima dos 4,47% registrados na medição anterior. Em outubro de 2025, a variação mensal havia sido de 0,18%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram aumento de preços em outubro. A maior pressão veio de Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 0,88% e respondeu por 0,19 ponto percentual do resultado geral, mais da metade da inflação do mês.

Sargento manda áudio mandando prender eleitores de Lula e é afastado de secretaria


       O sargento James Mota. Foto: reprodução

O sargento James Mota foi afastado da Secretaria Municipal de Segurança de Barra do Corda, no Maranhão, após a divulgação de áudios em que pede a prisão de eleitores do PT. A medida ocorreu na quinta-feira (22), em meio à repercussão das falas enviadas por ele a um grupo de policiais militares.

Em um dos áudios atribuídos ao secretário, Mota afirma: “Quem é PT é inimigo da polícia, é inimigo da sociedade. Bora pra cima, bora prender”. Em outra mensagem, ele defende que policiais detenham petistas para intimidar eleitores.

“Vamos botar esses petistas no lugar deles. Vamos botar para prender. O primeiro que nós prender na cidade ou no povoado, sai a história, eles vão ficar com medo”, diz o sargento. Na sequência, ele acrescenta: “Tem a forma de prender legalmente. Vamos prender quem tiver que prender esses vagabundos”.

O governador Carlos Brandão (MDB) determinou o afastamento de James Mota da função municipal e a abertura de investigação sobre as declarações. O sargento estava cedido à Prefeitura de Barra do Corda.