domingo, 6 de setembro de 2026
Senado banca segurança de Flávio Bolsonaro e mantém valor em sigilo
Mendonça libera para julgamento caso sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro
Plenário do STF analisará processo após relatório da PF identificar ministro entre interlocutores do ex-banqueiro; Fachin ainda definirá a data
Ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça - Crédito: Rosinei Coutinho/SCO/STF
O ministro André Mendonça liberou neste domingo (6) para julgamento no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) o caso relacionado ao relatório da Polícia Federal que identificou Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens encontradas no celular do empresário.
Com a decisão de Mendonça, o processo está pronto para ser analisado pelos ministros da Corte, mas ainda não há data para o julgamento. Caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir quando o caso será levado ao plenário.
TRE manda ICL retirar matéria sobre Nikolas e Vorcaro
Planalto espera desfile de 7 de Setembro lotado em Brasília
Governo quer dar demonstração de força política e mobiliza militância para o evento oficial na Esplanada
Brasília (DF), 07/09/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do desfile do Dia da Independência
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Palácio do Planalto está organizando uma mobilização com movimentos sociais e apoiadores do presidente Lula (PT) para lotar a Esplanada dos Ministérios no evento do 7 de Setembro, em Brasília, informa a Folha de São Paulo.
O governo federal pretende transformar o desfile em uma demonstração de força política na mesma data em que seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), planeja convocar atos contra a gestão de Lula e contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Para evitar questionamentos ou problemas perante a Justiça Eleitoral em meio ao contexto eleitoral, o Planalto adotou uma série de precauções jurídicas. Nos convocatórios direcionados à militância, o governo tem enfatizado rigorosamente que é proibido realizar qualquer tipo de propaganda política. Ficaram expressamente vetados o uso e a distribuição de materiais como adesivos, santinhos e bandeiras.
Flávio Bolsonaro pressiona Cármen Lúcia a votar contra Moraes no STF
Candidato à Presidência cobra que ministra se posiciona contra Alexandre de Moraes e em apoio a André Mendonça
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), cobrou publicamente o voto da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), a favor da abertura de uma investigação contra o colega de corte, o ministro Alexandre de Moraes.
Em transmissão realizada nas redes sociais neste domingo (5), o parlamentar dirigiu-se diretamente à magistrada e declarou que ela deveria se preocupar com o legado de sua trajetória profissional. “Queremos saber se a senhora vai autorizar que o ministro Alexandre de Moraes seja investigado”, afirmou Flávio Bolsonaro durante a live, acrescentando que a integrante do tribunal precisa se preocupar com a sua biografia.
A cobrança ocorre em um momento decisivo para a estabilidade do Supremo Tribunal Federal. A posição de Cármen Lúcia é considerada a chave no impasse travado entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que disputam a hegemonia de seus respectivos grupos na corte. A magistrada vê incorreções e erros nas condutas de ambos os ministros nas medidas que colocaram o tribunal no centro de uma crise institucional e ainda não definiu a qual deles dará seu apoio.
Natália Bonavides denuncia ameaça de violência sexual e esquartejamento
Às vésperas de ato na Paulista, Flávio Bolsonaro chama Moraes de “laranja podre” do STF
Cármen Lúcia vira voto decisivo em disputa entre Moraes e Mendonça no STF
Ministra vê problemas nas condutas dos dois colegas e pode definir correlação de forças em julgamentos sobre Banco Master e inquérito das fake news
A ministra Cármen Lúcia assumiu posição central na mais recente disputa interna do Supremo Tribunal Federal (STF), ao avaliar que houve erros tanto na atuação de Alexandre de Moraes quanto na de André Mendonça e ainda não ter definido qual posição apoiará nas futuras deliberações do plenário.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Moraes e Mendonça tentam atrair o voto da ministra em meio a uma divisão da Corte sobre os procedimentos adotados nos casos envolvendo o Banco Master e sobre o uso do inquérito das fake news para investigar a conduta de um integrante do próprio Supremo.
‘Dallagnol é ficha-suja e faz qualquer coisa pelo poder’, diz Gleisi após exposição de dados de Zanin
Deputada federal critica ex-procurador após documentos fiscais protegidos por sigilo serem anexados ao processo de sua candidatura ao Senado
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata ao Senado pelo Paraná, reagiu duramente à divulgação, em processo público da Justiça Eleitoral, de documentos contendo dados fiscais e bancários do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O material foi anexado pela defesa de Deltan Dallagnol (Novo) ao pedido de registro de sua candidatura ao Senado pelo Paraná.
A exposição dos documentos foi revelada pela coluna do jornalista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles. Os registros haviam sido obtidos durante uma investigação da Lava Jato em 2019, posteriormente anulada pela Justiça, e estavam vinculados a um procedimento que tramitou sob sigilo no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Em manifestação sobre o episódio nas redes sociais, Gleisi acusou Dallagnol de tentar enganar os eleitores paranaenses sobre sua situação eleitoral e criticou a utilização dos documentos relacionados a Zanin.
“Pessoal, inacreditável esse Dallagnol, o inelegível. Sim, inelegível porque ele é ficha suja. Ele foi condenado pela Lei da Ficha Limpa e a condenação pela Lei da Ficha Limpa dá oito anos de inelegibilidade. E ele fica mentindo pro povo paranaense que ele é elegível”, afirmou.
TRE-PR aciona MP e dá 24 horas para Dallagnol explicar vazamento de dados de Zanin
Tribunal determinou sigilo imediato em documentos do processo e cobrou esclarecimentos do candidato ao Senado pelo Paraná
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deu prazo de 24 horas para que Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, apresente explicações sobre o vazamento de dados fiscais sigilosos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi tomada pelo presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, após revelação do Metrópoles, na coluna de Demétrio Vecchioli, de que documentos com informações protegidas por sigilo fiscal de Zanin e de familiares foram anexados ao processo de registro de candidatura de Dallagnol.
Em nota oficial divulgada neste sábado (5), o TRE-PR informou que “encaminhou o ocorrido ao Ministério Público para as providências cabíveis com relação ao vazamento de dados fiscais sigilosos de terceiros”. O tribunal também determinou “a imediata atribuição de sigilo a documentos do processo, que soma mais de 5 mil páginas”.
Lula dirá no 7 de Setembro que Brasil não será colônia de nenhuma potência
Em pronunciamento autorizado pelo TSE, presidente defenderá soberania nacional e afirmará que país deve permanecer “forte e altivo, sem baixar a cabeça”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um pronunciamento em cadeia nacional em que afirmará que o Brasil não aceitará voltar à condição de “colônia de outras potências estrangeiras” e defenderá a soberania do país diante de pressões externas. A mensagem alusiva à Independência será transmitida neste domingo (6) e terá duração de três minutos e 43 segundos.
Segundo o g1, o pronunciamento foi autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após pedido apresentado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O ministro Kassio Nunes Marques considerou que a divulgação da mensagem é de “interesse público”.
No discurso, gravado no Palácio da Alvorada, Lula faz uma defesa enfática da independência política e econômica do Brasil. O texto também contém críticas indiretas às medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
“Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras”, afirmará Lula.
Em seguida, o presidente reforçará a mensagem: “Não somos, e não seremos colônia de ninguém.”
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sábado, 5 de setembro de 2026
Zanin cobra responsabilização criminal após Dallagnol expor seu sigilo fiscal
Ministro do STF pediu ao TRE-PR retirada de documentos e responsabilização de envolvidos; defesa do ex-procurador diz que dados eram essenciais ao processo
Ministro Cristiano Zanin - Crédito: LUIZ SILVEIRA/STF
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) providências para retirar de exposição pública documentos protegidos por sigilo fiscal e bancário anexados pelo candidato Deltan Dallagnol (Novo) ao processo de registro de candidatura ao Senado. Zanin também solicitou a responsabilização dos envolvidos, “inclusive no âmbito criminal”. A informação foi revelada pelo Metrópoles, na coluna de Demétrio Vecchioli, neste sábado (5).
Dallagnol juntou à sua defesa na Justiça Eleitoral a íntegra de processos que tramitam ou tramitaram contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Dentro desses documentos, estavam dados fiscais e bancários de Zanin, de sua esposa, de seu sogro, de uma cunhada e do escritório do qual o atual ministro era sócio antes de assumir uma cadeira no STF.
Em ofício enviado ao desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, presidente do TRE-PR, Zanin afirmou que os documentos têm proteção legal e processual. O ministro pediu que o tribunal adotasse medidas para sanar a exposição dos dados e encaminhasse as comunicações necessárias para apuração de responsabilidades.
“Diante disso, solicito a Vossa Senhoria providências objetivando sanar essa ilegalidade bem como as comunicações devidas objetivando a responsabilização dos envolvidos, inclusive no âmbito criminal”, escreveu Zanin.
Dallagnol comete crime, divulga sigilo fiscal de Zanin e pode ser preso
Ex-procurador anexou à Justiça Eleitoral dados fiscais e bancários do ministro do STF obtidos pela Lava Jato e anulados pela Justiça
A divulgação de dados fiscais e bancários sigilosos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por Deltan Dallagnol (Novo) pode abrir uma nova frente de problemas jurídicos para o ex-procurador da Lava Jato. O material, obtido em 2019 pela operação no Rio de Janeiro e posteriormente declarado nulo pela Justiça, foi anexado sem pedido de sigilo ao registro de candidatura de Dallagnol ao Senado pelo Paraná. A informação foi publicada pela coluna de Demétrio Vecchioli, no Metrópoles.
Dallagnol juntou ao próprio processo de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) dezenas de páginas relativas aos sigilos fiscal e bancário de Zanin, hoje ministro do STF e, à época, advogado da defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os documentos teriam sido extraídos pelo próprio Dallagnol de um processo sigiloso que tramita no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A defesa do ex-procurador anexou o material na íntegra ao sistema da Justiça Eleitoral para contestar uma tentativa de impugnação da candidatura, mas não pediu que os dados fossem mantidos sob sigilo.
A exposição de informações fiscais protegidas por sigilo pode configurar crime, a depender da avaliação das autoridades competentes. Pela legislação brasileira, a divulgação indevida de dados sigilosos obtidos em razão de função pública pode levar à responsabilização penal. No caso relatado pelo Metrópoles, os documentos haviam sido produzidos no âmbito da Lava Jato, depois anulados pela Justiça e preservados em procedimento sigiloso no CNMP.
O gabinete de Cristiano Zanin informou que não comentaria o caso. A campanha de Dallagnol respondeu após a publicação da reportagem e afirmou que “os dados são essenciais para a decisão da Justiça Eleitoral.”
Haddad diz que, se eleito, vai receber governo de SP sem caixa e com déficit orçamentário
Candidato diz que Tarcísio de Freitas assumiu com R$ 22 bilhões em caixa e deixará apenas R$ 5 bilhões
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (5) que, caso seja eleito, poderá assumir o Estado “sem caixa e com déficit orçamentário”. Segundo ele, os recursos disponíveis nos cofres paulistas caíram de R$ 22 bilhões, no início da atual gestão, para R$ 5 bilhões.
Durante um comício em São José do Rio Preto, no interior paulista, Haddad afirmou que o volume atualmente disponível seria suficiente para cobrir apenas uma semana de despesas do governo estadual e usou os números para criticar a administração do governador Tarcísio de Freitas Republicanos.
“Isso que está acontecendo no Estado de São Paulo não acontece há 30 anos”, afirmou Haddad.
Produtora de ‘Dark Horse’ entrega 25 mil páginas de documentos à PF
Go Up Entertainment apresentou contratos, notas fiscais e comprovantes bancários relacionados à produção do filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro
Ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no longa "Dark Horse", e Karina Ferreira da Gama, produtora do filme - Crédito: Reprodução
Um conjunto de aproximadamente 25 mil páginas com informações sobre os gastos da produção brasileira de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro (PL), foi entregue à Polícia Federal (PF) pela empresária Karina Gama, dona da Go Up Entertainment.
Segundo a coluna Radar, da revista Veja, o material encaminhado aos investigadores reúne documentos financeiros e contratuais relacionados à realização do projeto no Brasil. O ator Jim Caviezel interpreta Bolsonaro no filme.
Entre os registros apresentados estão contratos, notas fiscais e comprovantes bancários. De acordo com interlocutores da apuração citados pela revista, o inventário contém documentos de “manifesto interesse público”.
Defesa afirma adotar “total transparência”
A entrega ocorre após a divulgação de notícias sobre suspeitas envolvendo a produção de “Dark Horse”. Nesse contexto, a defesa de Karina Gama decidiu adotar uma postura de “total transparência e publicidade de todos os procedimentos e elementos”, conforme a reportagem.
Lula diz que vai sugerir a Trump implementação do Pix nos EUA
Presidente destaca avanço da digitalização no Brasil e afirma que defenderá o sistema de pagamentos em encontro na ONU
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, ironizou ao afirmar que pretende sugerir ao presidente norte-americano, Donald Trump, a adoção de um sistema semelhante ao Pix nos Estados Unidos, ao discursar em evento de campanha na capital paulista ao lado do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e das candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Ao destacar o avanço da digitalização dos serviços públicos e das transações no país, o presidente contrapôs o modelo brasileiro ao dos Estados Unidos, que já manifestaram incômodo com o Pix e preocupação com o impacto da ferramenta sobre empresas norte-americanas. “Nós já temos um governo digital. Já temos 178 milhões de pessoas que se conectam com o governo pelo gov.br. Estamos perto de atingir toda a população brasileira. Um exemplo disso é que o presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix. Eu vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer a ele: ‘Trump, faça um Pix, que você vai ver o quanto será bom a economia digitalizada’”, declarou Lula.
“Quem não fez nada no passado não vai fazer nada no futuro”, diz Lula sobre Flávio Bolsonaro
Presidente destaca avanços na educação e segurança ao criticar promessas da oposição em evento de campanha na capital paulista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu neste sábado (5) o legado de suas gestões e fez duras críticas às propostas da oposição ao discursar em evento de campanha na capital paulista ao lado do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e das candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Durante o ato, Lula pediu que os eleitores analisem o histórico de realizações dos candidatos antes de acreditarem em discursos sobre o amanhã. “Está na moda o candidato chegar na televisão e falar do futuro. As pessoas muitas vezes não sabem o que é o futuro, porque estão vivendo o presente. Quando alguém falar de futuro, você precisa estudar a vida de quem está falando, para saber o que ele fez. Quem não fez nada no passado não vai fazer nada no futuro. É preciso que vocês conheçam a história”, declarou o presidente.
Ao rebater as críticas da oposição sobre o custo de vida, Lula apresentou números comparativos entre as gestões para contextualizar a evolução da economia. O presidente ressaltou que, no governo anterior, a inflação dos alimentos atingiu 56,17%, enquanto em seu atual mandato o índice registrou 13,6%. “O adversário está indo para a televisão falar do custo de vida. Pelo amor de Deus. Não se deixe enganar”, alertou, lembrando ainda que, ao assumir a Presidência, o país enfrentava um cenário grave de fome em que “o povo estava na fila do osso, porque não podia comprar carne”.
Haddad: “Master é produto da máfia” do governo Bolsonaro
Ex-ministro aponta colapso financeiro em São Paulo, queda na educação e vincula ascensão do Banco Master a ligações financeiras e operacionais com a gestão anterior
O ex-ministro da Educação e da Fazenda, Fernando Haddad (PT), fez duras críticas à atual administração do estado de São Paulo e ao legado do governo de Jair Bolsonaro (PL), ao discursar neste sábado (5) em evento de campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Durante a sua fala, Haddad traçou um panorama comparativo sobre a situação fiscal paulista, ressaltando que o estado contava com estabilidade financeira há três décadas, desde a gestão de Mário Covas. No entanto, segundo o candidato, a atual administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) recebeu o caixa estadual com R$ 22 bilhões e reduziu essa reserva a apenas R$ 5 bilhões, volume suficiente para cobrir apenas uma semana de despesas, conduzindo o estado a um cenário inédito de déficit orçamentário.
No âmbito educacional, o ex-ministro apontou um declínio contínuo nos indicadores do ensino médio público paulista. Haddad lembrou que São Paulo ocupava o primeiro lugar no ranking nacional em 2015, durante o governo de Geraldo Alckmin, caindo para a terceira posição na gestão de João Doria e atingindo o décimo lugar sob a liderança de Tarcísio. Para o petista, essa queda expressiva reflete uma postura de desarmonia do bolsonarismo em relação à educação, à cultura e à verdade, atuando com base na desinformação e na ignorância. Ele acrescentou ainda que os problemas do estado se estendem ao aumento das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e ao agravamento da segurança pública, destacando que 32% dos roubos de celulares do país ocorrem no estado de São Paulo, sendo 20% registrados apenas na capital.
Ao abordar a sua trajetória no serviço público, Haddad afirmou que sempre assumiu tarefas complexas, citando a reestruturação da economia nacional após o governo Bolsonaro e a negociação da dívida do município de São Paulo durante sua gestão como prefeito, quando reduziu o passivo de R$ 74 bilhões para R$ 27 bilhões. O candidato enfatizou que a expansão do acesso dos filhos de trabalhadores ao ensino superior é fruto das políticas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Um dos pontos centrais do pronunciamento foi a denúncia de esquemas envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Haddad classificou a instituição financeira como “produto da atuação de uma máfia” estruturada durante o governo anterior para tentar se perpetuar no poder. De acordo com o ex-ministro, a instituição cresceu sob a gestão do presidente do Banco Central indicado por Bolsonaro e manteve transações com ao menos três ex-ministros daquela gestão — incluindo repasses mensais de R$ 500 mil a um deles, negócios com outro e o envolvimento da esposa do sócio de Vorcaro com um terceiro.
‘Flávio Bolsonaro só tem a capivara dele a oferecer’, diz Haddad
Em ato com Lula em São Paulo, ex-ministro critica gestão de Tarcísio de Freitas e aponta esquema envolvendo o Banco Master e o grupo bolsonarista
Durante evento de campanha realizado neste sábado (5) ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das candidatas ao Senado Simone Tebet e Marina Silva, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) fez contundentes críticas ao cenário econômico e social paulista, além de denunciar esquemas de corrupção associados ao Banco Master e fazer duras declarações contra o senador Flávio Bolsonaro.
Ao analisar a situação de São Paulo, Haddad destacou o deterioramento das contas públicas do estado. Segundo ele, desde a gestão do ex-governador Mário Covas, há 30 anos, São Paulo mantinha um equilíbrio financeiro que foi rompido na atual administração. “Tarcísio recebeu o caixa com R$ 22 bilhões e hoje temos dinheiro para uma semana, R$ 5 bilhões em caixa. Agora vamos pegar o estado sem caixa e com déficit orçamentário. Isso não acontece há 30 anos”, afirmou o petista, alertando para a gravidade do cenário orçamentário enfrentado pela população.
Campanha de Flávio Bolsonaro desiste de tentar tirar votos de Lula no Nordeste: o que vier é lucro’
Campanha bolsonarista decide priorizar Norte e Sudeste, enquanto petista planeja ato com evangélicos em São Gonçalo
A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu reduzir as investidas no Nordeste diante da avaliação de que há poucas possibilidades de alterar significativamente a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na região. Na reta final antes do primeiro turno, a estratégia passa a privilegiar principalmente o Norte e o Sudeste, onde aliados enxergam maior potencial de crescimento.
Segundo fontes do PL ouvidas pela coluna Radar, da revista Veja, a tarefa de melhorar o desempenho de Flávio Bolsonaro no Nordeste de Flávio deverá ficar, sobretudo, sob responsabilidade dos candidatos bolsonaristas que disputam as eleições nos estados da região.
Uma liderança do partido de Valdemar Costa Neto resumiu a expectativa em relação a eventuais avanços de Flávio no Nordeste: “o que vier é lucro”.
Simone Tebet declara “guerra contra a família Bolsonaro” e convoca mulheres a derrotar a extrema-direita
Em ato com o presidente Lula, ministra defendeu a indústria nacional, a soberania do país e o fim da escala 6×1 em duro discurso contra a oposição
A ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet(PSB) fez um contundente pronunciamento durante evento de campanha ao lado do presidente Lula (PT), do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e da também candidata ao Senado Marina Silva (Rede). Em sua fala, Tebet adotou um tom firme de combate político e convocou a militância e a sociedade para o confronto direto contra a extrema-direita e o projeto político encabeçado por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
“A partir de agora estamos em guerra. Guerra contra o fascismo, contra a família Bolsonaro, contra aqueles que negaram vacina no braço do povo brasileiro e foram responsáveis pela morte de milhares de pessoas. Eles não passarão!”, declarou a ministra. Ela reafirmou o compromisso de mobilização nas urnas em apoio à chapa encabeçada pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Marina Silva critica aumento do feminicídio em São Paulo e defende soberania nacional ao lado de Lula e Haddad
Ministra destacou salto de 37% nos casos de violência contra a mulher no estado e reafirmou compromisso da frente ampla com a democracia e a igualdade
Durante evento de campanha realizado neste sábado (5), a ex-ministra e candidata ao Senado pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, fez duras críticas ao avanço da violência contra as mulheres no estado de São Paulo e enfatizou a necessidade de defender a soberania nacional.
Ao lado do presidente Lula (PT), do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) e da também candidata ao Senado Simone Tebet (PSB), Marina ressaltou que o cenário político atual exige a manutenção da união democrática. Segundo a candidata, se em 2022 a criação de uma frente ampla foi fundamental para salvar as instituições e reconstruir as políticas públicas voltadas ao combate à desigualdade e à proteção dos mais vulneráveis, o momento presente impõe novos desafios cruciais.
Lula visita o Hospital de Amor em Barretos e conhece novas instalações que dobram capacidade de reabilitação
Complexo expande espaço para 8 mil metros quadrados e passa a oferecer internação 24 horas, centro cirúrgico e terapias robóticas pelo SUS
O presidente Lula (PT) cumpriu agenda neste sábado (5) na cidade de Barretos, no interior de São Paulo, onde visitou as novas instalações do Diretório de Reabilitação Moderna (DREAM) do Hospital de Amor. A expansão da estrutura permitirá dobrar a capacidade de atendimento da instituição e ampliar expressivamente a oferta de serviços, garantindo que pacientes tenham acesso não apenas à reabilitação, mas também a diagnósticos, cirurgias de média e alta complexidade, tratamento de complicações e terapias complementares em um só local.
Com a inauguração do novo complexo, o serviço de reabilitação deixa uma área de 2 mil metros quadrados e passa a ocupar aproximadamente 8 mil metros quadrados de área construída. A ampliação fortalece a atuação do Hospital de Amor como polo de atenção terciária, estruturado para acompanhar casos de maior complexidade e evitar a fragmentação do cuidado ao centralizar as diferentes etapas do processo de recuperação. Todo o atendimento prestado no local é 100% gratuito, realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).