quarta-feira, 9 de setembro de 2026

‘Mendonça tentou blindar os Bolsonaros e escândalos multimilionários’, denuncia Correia (vídeo)

 De acordo com o deputado, as investigações sobre Dark Horse, Banco Master e repasses ligados à família Bolsonaro motivou a ofensiva contra Andrei Rodrigues

                Rogério Correia e André Mendonça  - Crédito: Agência Câmara I STF

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta quarta-feira (9) que a tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal teve como objetivo conturbar investigações sobre o filme Dark Horse, o Banco Master e repasses ligados à família Bolsonaro. 

“Polícia Federal está investigando detalhadamente o caso Dark Horse. 134 milhões de reais para um filme. Vocês vão compartilhar esse vídeo para todo mundo saber por que tem gente, inclusive no Supremo Tribunal Federal, como o ministro André Mendonça, querendo conturbar o trabalho da Polícia Federal fazendo intervenção e afastando o responsável por toda esta análise, por toda esta investigação, que é o André Rodrigues, o mesmo que conseguiu também desvendar os crimes do INSS”, afirmou Correia.

O parlamentar fez uma gravação publicada na rede social X em um contexto  de crise no STF por causa da relação de magistrados com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

Após a publicação do post de Correia, o presidente da Corte, Edson Fachin, suspendeu a decisão do ministro André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e de Leandro Almada da chefia da Diretoria de Inteligência Policial. 

Com a decisão de Fachin, nesta quarta (9), as determinações anunciadas anteriormente pelos ministros Flávio Dino e André Mendonça foram derrubadas.

O ministro André Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues da PF sob o argumento de que era necessário apurar o conteúdo de relatórios da PF enviados a outro ministro da Corte, Alexandre de Moraes.

Já o ministro Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada à PF. 


Fachin convoca Mendonça a sessão do plenário para analisar decisão que afastou Andrei Rodrigues

 Sessão foi marcada para o dia 15 de setembro; Andrei Rodrigues foi restaurado no cargo

        Edson Fachin  -  Crédito: Victor Piemonte/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou uma sessão plenária extraordinária da Corte para 15 de setembro, às 10h. O plenário irá analisar a decisão de terça-feira (8) do ministro do STF André Mendonça, que levou ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do cargo. A decisão foi revertida nesta quarta-feira (9) por decisão do ministro do STF Flávio Dino. Ambas as decisões anteriores à de Fachin foram anuladas pelo presidente do STF, e Andrei Rodrigues permanece no cargo.

“Por fim, fica convocada sessão extraordinária do Plenário, em formato presencial, para a data de 15 de setembro de 2026, às 10h00, para apreciar a Pet 16.662, feito já indicado à pauta pelo Relator”, disse Fachin, em nota nesta quarta-feira.

Fachin manda ao plenário do STF decisão de Mendonça que cita Moraes e Vorcaro


     Medonça e Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, convocou o plenário da Corte para a próxima terça-feira (15) para analisar o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Os ministros deverão discutir a validade do documento produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao caso Master no Supremo.

PF intima Galípolo, Campos Neto e André Esteves para prestar depoimento no caso Banco Master

Depoimentos foram determinados após ex-diretor do BC relatar reuniões sobre a situação do Banco Master

Roberto Campos Neto   -  Crédito: REUTERS/Brendan McDermid

A Polícia Federal determinou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto e o controlador do BTG Pactual, André Esteves, sejam intimados para prestar depoimento no inquérito que apura suspeitas relacionadas à fiscalização do Banco Master. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também deverá prestar um novo depoimento.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, as intimações foram determinadas pela PF em 3 de agosto. Inicialmente, Galípolo, Campos Neto e Esteves serão ouvidos na condição de testemunhas, assim como Ailton.

Os depoimentos ainda não haviam sido colhidos porque outros interrogatórios estavam na fila do mesmo inquérito. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento em 28 de agosto.

A decisão de ouvir os três, além de reinquirir Ailton de Aquino, ocorreu depois de eles serem mencionados no depoimento de Paulo Sérgio Souza, ex-chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central e um dos investigados no caso.

Em um  trecho da determinação, a PF ordenou que o Banco Central apresentasse Galípolo e Ailton para audiências por videoconferência.

“Expeça-se ofício ao Banco Central do Brasil, solicitando a apresentação dos servidores seguintes na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, conforme pauta cartorária, para audiências por videoconferência na condição de testemunhas: a) Gabriel Muricca Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil; b) Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, para reinquirição”.

Superintendentes da PF em 22 estados e DF manifestam apoio a Andrei Rodrigues

 Diretor-geral da PF teve seu cargo restaurado nesta quarta-feira

Andrei Rodrigues - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

 Um conjunto de superintendentes da Polícia Federal de 22 estados e no DF divulgou nesta quarta-feira (9) uma nota manifestando apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, que teve seu cargo restaurado nesta mesma data, após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nota conjunta é do Ministério da Justiça (MJSP) e da PF. Os superintendentes regionais também manifestaram apoio ao delegado Leandro Almada da Costa. Na decisão desta quarta-feira, Dino determinou a reintegração integral e imediata ao cargo do delegado. Na decisão de Mendonça, anulada por Dino, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, chegou a ser intimado a se manifestar.

De acordo com a nota, as acusações de Mendonça contra a PF são infundadas. “Não é admissível que acusações desprovidas de fundamento sejam utilizadas para atingir a honra de seus dirigentes e, por consequência, a própria credibilidade da Polícia Federal. Divergências institucionais devem ser enfrentadas nos limites da Constituição, das leis e do respeito às atribuições de cada órgão, jamais mediante iniciativas que possam comprometer a independência e o regular funcionamento de uma instituição essencial ao Estado Democrático de Direito”, diz a nota.

Mendonça revoga prisão de filho do Careca do INSS

 Ministro do STF substitui prisão preventiva de Romeu Antunes por medidas cautelares

                       André Mendonça  - Crédito: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Romeu deverá usar tornozeleira eletrônica e ficará submetido a outras restrições enquanto prosseguem as investigações da Operação Sem Desconto.

Segundo a Folha de São Paulo, Mendonça também proibiu Romeu de manter contato com outros investigados da operação, que apura desvios envolvendo aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro determinou ainda que ele não frequente entidades suspeitas de participação no esquema.

Romeu estava preso preventivamente havia nove meses. As investigações o tratavam como sucessor do pai, apontado como um dos operadores centrais do esquema investigado. Antônio Camilo Antunes permanece preso.

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e mantém Andrei como chefe da PF


    Édson Fachin, presidente do STF

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Ao justificar a medida, Fachin afirmou que a sequência de decisões entre ministros havia criado um cenário de conflito institucional e sobreposição de procedimentos. “É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente”, escreveu.

Para o presidente do STF, a suspensão era necessária para evitar novos conflitos dentro da Corte. Fachin afirmou que, independentemente do mérito sobre o afastamento das autoridades, era preciso impedir uma situação que poderia atingir a ordem pública e a própria integridade institucional do Supremo.

A decisão é mais um capítulo da crise que se instalou no STF em torno das investigações relacionadas ao Banco Master e que passou a envolver Mendonça, Alexandre de Moraes, Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a direção da Polícia Federal.

Veja a primeira convocação da Seleção após vexame na Copa


Carlo Ancelotti durante anuncio da convocação da Seleção Brasileira na sede da CBF, nesta quarta (9). Foto: Reprodução

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, anunciou nesta quarta (9) os 26 jogadores convocados para os amistosos contra Austrália e Índia, entre o final de setembro e o início de outubro. A coletiva de imprensa do treinador foi feita na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro.

A Seleção enfrenta a Austrália em dois confrontos: o primeiro, no dia 25, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, e o segundo, quatro dias depois, no Suncorp Stadium, em Brisbane. No dia 3 de outubro, a seleção enfrenta a Índia no Salt Lake Stadium, em Calcutá.

Na próxima Data Fifa, ocorrem os primeiros confrontos de seleções após a Copa do Mundo. Ancelotti já havia anunciado, após o torneio, que o grande foco das próximas convocações será a renovação do elenco, com diversos jogadores na faixa de 32 a 38 anos.

Veja a lista:

Goleiros
        Hugo Souza – Corinthians
        Pedro Morisco – Coritiba
        Otávio – Cruzeiro

Defensores
        Arthur Dias – Athletico Paranaense
        Douglas Santos – Zenit
        Gabriel Magalhães – Arsenal
        Jair – Nottingham
        Marquinhos – PSG
        Matheuzinho – Corinthians
        Mauro Jr. – PSV
        Victor Reis – Manchester City
        Wesley – Roma

Meio-campistas
        Andrey Santos – Manchester United
        Breno Bidon – Corinthians
        Bruno Guimarães – Arsenal
        Danilo – Botafogo
        Douglas Luiz – Juventus
        Gabriel Bontempo – Santos

Atacantes
        Endrick – Real Madrid
        Estêvão – Chelsea
        João Pedro – Chelsea
        Pedro – Flamengo
        Raphinha – Barcelona
        Rayan – Bournemouth
        Samuel Lino – Flamengo
        Vinícius Jr. – Real Madrid

Fachin revoga relatoria de Moraes do inquérito das fake news e mantém pena de golpistas

 A revogação vale apenas para atos cometidos a partir de 09/09/2026

Edson Fachin  - Crédito: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, revogou nesta quarta-feira (9) a relatoria do ministro do STF Alexandre de Moraes para o inquérito das fake news.

“O Presidente revoga a designação do ministro Alexandre de Moraes para a condução do inquérito instaurado pela Portaria n.º 69, de 14 de março de 2019”, diz a nota.

“A revogação tem efeitos, exclusivamente, a partir da data de 09.09.2026, preservando, assim, os atos regularmente praticados durante o período de vigência da designação, ressalvada eventual apreciação pelas vias processuais próprias. As ações penais conexas ao Inquérito 4781 com denúncia recebida seguirão o rito processual já em curso”, ponderou Fachin.

Fonte: Brasil 247

Dino afirma que interferência de Mendonça na PF interessa aos investigados no caso Dark Horse

 Ministro do STF suspende decisão de André Mendonça que retirou Andrei Rodrigues e Leandro Almada da direção da Polícia Federal

Flávio Dino avança na apuração sobre a produtora de Dark Horse enquanto o braço envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro segue sob relatoria de André Mendonça
Crédito: IA

 O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a interrupção dos trabalhos de direção da Polícia Federal favorece, objetivamente, os investigados no âmbito de apurações sensíveis, entre elas as relacionadas ao filme Dark Horse. A declaração consta da decisão em que Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF e de Leandro Almada ao comando da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.

O ministro analisou um pedido de tutela de urgência apresentado por Andrei Rodrigues contra a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado seu afastamento da direção da PF e também o de Leandro Almada. Segundo Dino, a medida de Mendonça interferia em investigações sob sua relatoria e comprometia o funcionamento regular da Polícia Federal.

“Não se afirma o caráter doloso da conduta de qualquer agente público, mas é evidente que, objetivamente, a interrupção dos trabalhos de direção de investigações policiais interessa, sobretudo, aos investigados”, escreveu Dino. “Do mesmo modo, a semeadura de nulidades processuais, decorrentes do descumprimento de formalidades legais essenciais, embaraça a adequada conclusão dos processos penais”, acrescentou.

Partido Novo não tem legitimidade para pedir afastamento do chefe da PF, afirma Dino em decisão

 Ministro do STF suspendeu o afastamento do diretor-geral da PF ao apontar ilegalidade em pedido formulado por partido político

Decisões de Flávio Dino revelam suspeitas de fraudes em licitações, uso de emendas parlamentares, obstrução de Justiça e atuação irregular de policial federal em investigação sobre homicídio no Maranhão
Crédito: Gustavo Moreno/STF

O partido político Novo não possui legitimidade para requerer medidas cautelares de natureza penal em investigações criminais ou processos penais, de modo que pedidos dessa ordem não podem resultar no afastamento de autoridades públicas, afirma o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão expedida pela Corte. Ao analisar a Petição (PET) 16.669, o magistrado deferiu medida liminar de urgência para anular a suspensão e determinar a imediata reintegração de Andrei Augusto Passos Rodrigues ao cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal, além de restabelecer o delegado Leandro Almada da Costa na chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.

A decisão de Dino reverte a determinação proferida anteriormente pelo ministro André Mendonça na PET 16.662, que atendeu a um requerimento feito diretamente pelo Partido Novo para afastar a cúpula da Polícia Federal. Segundo a fundamentação do relator, o Código de Processo Penal (CPP) é taxativo e exclui grêmios partidários do rol de sujeitos legitimados a pleitear medidas cautelares pessoais na esfera criminal, como a suspensão de função pública prevista no artigo 319, inciso VI, do CPP.

Entenda a decisão de Dino que reverteu afastamento do diretor-geral da PF

 Ministro do STF anulou a suspensão dos cargos de Andrei Rodrigues e Leandro Almada por ilegitimidade do Partido Novo e usurpação de competência do Plenário

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino – 9 de setembro de 2025 (Crédito: Gustavo Moreno/STF)


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu uma tutela provisória de urgência para reverter o afastamento de Andrei Augusto Passos Rodrigues dos cargos de Delegado e Diretor-Geral da Polícia Federal, bem como de Leandro Almada da Costa dos postos de Delegado e Diretor de Inteligência Policial da corporação. A decisão, tomada no âmbito da Petição (PET) 16.662 e da PET 16.669, determinou o retorno imediato dos dois delegados às suas funções e ordenou a restauração das atividades da Diretoria de Inteligência Policial. A medida invalida a determinação monocrática anterior do ministro André Mendonça.

Mendonça passa a ter mais críticas que apoio nas redes após interferir na PF

 Rejeição ao ministro chegou a 52,8% após afastamento de Andrei Rodrigues, aponta monitoramento da Ativaweb DataLab

André Mendonça  - Crédito: Antonio Augusto/STF

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a registrar mais manifestações negativas do que apoio nas redes sociais pela primeira vez desde o agravamento da crise interna na Corte. A mudança ocorreu após o magistrado determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ampliou o desgaste digital em torno de sua atuação. Os dados constam de relatório da Ativaweb DataLab divulgado pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

O levantamento identificou, apenas na terça-feira (8), 3,6 milhões de novos registros relacionados à crise envolvendo integrantes do Supremo, autoridades do governo, a Polícia Federal e personagens ligados ao caso Banco Master.

Segundo o monitoramento, 52,8% das manifestações que mencionaram Mendonça foram negativas. As interações favoráveis representaram 33,5%, enquanto 13,7% foram classificadas como neutras.

Nikolas Ferreira é processado em R$ 200 mil por discriminação racial após vídeo na internet

 Ação judicial acusa parlamentar de reforçar estereótipos preconceituosos ao associar jovem negro à prática de crime

Nikolas Ferreira  - Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tornou-se réu em uma ação judicial que envolve acusações de discriminação racial e pede uma indenização de R$ 200 mil. O processo foi ajuizado no dia 22 de agosto pelo advogado Ribamar Santos Oliveira Machado, informa Fábia Oliveira, do Metrópoles.

A ação teve origem após a publicação de um vídeo no perfil do parlamentar na rede social Instagram. Na gravação, que abordava o tema da segurança pública, o deputado encenava uma situação na qual um jovem negro aparecia correndo com um telefone celular nas mãos, enquanto ao fundo era tocado o áudio de uma denúncia de furto.

Na sequência da encenação, Nikolas Ferreira questionava o jovem. O ator respondia que tinha 16 anos e afirmava ter praticado o furto do aparelho com o objetivo de “comprar uma cerveja”.

Mendonça restringe relatórios e impõe limite à Inteligência da PF

 A determinação proíbe a produção desse tipo de documento inclusive quando sua circulação estiver limitada ao ambiente interno da corporação

André Mendonça  - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Rosinei Coutinho/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da produção, elaboração e circulação interna de relatórios de inteligência da Polícia Federal destinados a analisar atos de magistrados, integrantes da advocacia pública e policiais judiciários no exercício de suas funções constitucionais.

Segundo o Metrópoles, a medida integra a mesma decisão em que Mendonça afastou preventivamente Andrei Augusto Passos Rodrigues dos cargos de delegado e diretor-geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa das funções de delegado e diretor de Inteligência Policial.

A determinação proíbe a produção desse tipo de documento inclusive quando sua circulação estiver limitada ao ambiente interno da corporação. O ministro sustentou que relatórios identificados no caso ultrapassaram os limites da atividade de inteligência policial e avançaram sobre funções de controle que não caberiam à Diretoria de Inteligência Policial.

Mendonça afirmou que os documentos chegaram a autorizar “monitoramento e coleta dirigida” de autoridades. Na avaliação dele, a prática poderia configurar uma atuação incompatível com as atribuições institucionais da inteligência policial.

O ministro classificou esse tipo de expediente como possível “arapongagem institucional” e sustentou que a continuidade da produção dos documentos exigia resposta judicial imediata.

Na decisão, Mendonça também apontou risco de que novos relatórios semelhantes fossem produzidos. Segundo o magistrado, “o risco de que continuem sendo produzidos” documentos com esse teor justificava “providência judicial imediata”.

Para 47,9%, relação com Vorcaro reduz chance de voto em Flávio Bolsonaro, diz Meio/Ideia

 Pesquisa mostra impacto negativo do caso Dark Horse sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro

Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução

A relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro tem potencial de desgaste eleitoral para a candidatura presidencial do parlamentar em 2026, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9).

De acordo com levantamento, 47,9% dos entrevistados afirmaram que a ligação entre Flávio e Vorcaro diminui a chance de votarem no senador. Outros 32,2% disseram que a informação não altera sua disposição de voto, enquanto 9,3% declararam que o episódio aumenta a chance de apoio ao candidato. Já 10,7% não souberam ou não responderam.

O resultado indica que o caso envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia ficcional de Jair Bolsonaro, se tornou um fator relevante no debate eleitoral. A produção passou a ser alvo de questionamentos sobre a origem do financiamento e a destinação dos valores arrecadados.

Suspeita de ato criminoso: comitê de campanha de Tabata Amaral sofre princípio de incêndio em São Paulo

 Equipe da candidata à reeleição registrou boletim de ocorrência após identificar movimentações suspeitas e garrafa com resíduo de combustível no local

Tabata Amaral - Crédito: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A campanha da deputada federal Tabata Amaral (PSB), candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil após a constatação de um princípio de incêndio na área externa do seu comitê central de campanha, localizado na zona sul da capital paulista. A equipe da parlamentar suspeita que o episódio tenha motivação criminosa, destacando que a estrutura do imóvel vinha sendo monitorada por estranhos horas antes da ocorrência, registrada na noite do último domingo (6), informa Vinicius Passarelli, do Metrópoles.

De acordo com as informações detalhadas pela equipe de segurança do local, a movimentação atípica teve início por volta das 18h50, quando dois homens foram capturados pelas câmeras do circuito interno de monitoramento parados diretamente em frente ao imóvel, observando a estrutura do comitê.

Lula é aprovado por 46,5% e desaprovado por 48,4%, diz Meio/Ideia

 Levantamento indica estabilidade na avaliação do governo, com variações dentro da margem de erro em relação a agosto

Presidente Lula  - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue estável, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9). O levantamento mostra que 46,5% dos eleitores aprovam a gestão federal, enquanto 48,4% desaprovam a forma como o presidente conduz o trabalho no Executivo.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na comparação com a rodada anterior, realizada em agosto, a aprovação do governo oscilou de 48,5% para 46,5%. Já a desaprovação passou de 49% para 48,4%. Como as mudanças ocorreram dentro da margem de erro, o resultado aponta para um quadro de estabilidade na percepção dos eleitores sobre a administração Lula.

Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no 1º e 2º turnos, diz Meio/Ideia

Levantamento mostra presidente com 38,4% contra 37,3% do senador no primeiro turno; em eventual segundo turno, ambos aparecem com 46%

                 Lula e Flávio Bolsonaro   - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

A disputa pela Presidência da República em 2026 aparece novamente apertada em levantamento divulgado nesta quarta-feira. Pesquisa Meio/Ideia mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente tanto no primeiro turno quanto em uma simulação de segundo turno.

No cenário de eventual segunda rodada entre os dois principais nomes testados, Lula e Flávio aparecem com 46% das intenções de voto cada. O resultado representa o pior desempenho do presidente contra o candidato do PL no levantamento desde o início de maio.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada no início de agosto, Lula oscilou 2,5 pontos percentuais para baixo, dentro do limite da margem de erro, que é de 2,5 pontos para mais ou para menos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou três pontos percentuais: tinha 43% e agora alcança 46%. Brancos e nulos somam 3,5%, enquanto 4,5% dos entrevistados não souberam responder.

O resultado interrompe um período em que Lula mantinha vantagem numérica mais confortável sobre Flávio nas simulações de segundo turno. Na rodada anterior, o petista havia registrado a segunda maior distância sobre o senador desde janeiro. Agora, o cenário volta a indicar uma disputa no limite da margem de erro, em meio ao desgaste provocado por investigações envolvendo Lulinha e pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF), explorada politicamente pela oposição.]

TRE confirma candidatura de Deltan, mas aplica multa de R$ 100 mil

Deltan foi multado por ter juntado documentos no processo sigilosos do ministro Zanin. PT promete recorrer ao TSE sobre elegibilidade

Foto: Reprodução Redes Sociais

O julgamento sobre a elegibilidade de Deltan Dallagnol (Novo) seguiu o script que muitos já desenhavam dentro e fora do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) — um placar extremamente apertado. Mas ninguém arriscada para que lado.

Por 4 votos a 3, a maioria dos juízes eleitorais endossaram a candidatura de Deltan ao Senado Federal no pleito de outubro.

A partir da publicação do acórdão, que deve ocorrer já nesta quarta-feira (9), o PT, que questionou o registro do ex-procurador da Lava Jato, terá até três dias para embargar a decisão no próprio TRE ou recorrer diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral. A estratégia será definida nas próximas 48 horas.

O PT, que questionou o registro do ex-procurador da Lava Jato, prometeu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral — que não tem data para julgar o caso.

A surpresa durante o julgamento ficou por conta da multa pesada imposta pelo presidente da Corte Eleitoral, Luciano Carrasco Falavinha, no valor de R$ 100 mil por ato temerário — que foi acompanhada pelos demais julgadores.

Dino derruba ordem de Mendonça e manda Andrei Rodrigues voltar à PF


      Flávio Dino, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal nesta quarta-feira (9). A decisão devolve a Rodrigues o comando da corporação.

Dino também determinou a volta de Leandro Almada da Costa à Diretoria de Inteligência Policial da PF. Almada ocupava a função antes do afastamento.

A ordem de Dino derruba o entendimento do ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento dos dois delegados.

Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa devem reassumir, respectivamente, os postos de diretor-geral e diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal.


Na decisão, Dino também destacou que Mendonça se encontrou com Vorcaro, tornando a decisão de interferência do ministro bolsonarista ainda “mais grave”.Segundo noticiado, essa reunião teria ocorrido, inclusive, por intermediação de outros agentes que figuram em investigações em curso no Poder Judiciário”, explicou.



Decisão restabelece comando da Polícia Federal

A direção-geral da PF coordena a corporação em âmbito nacional. Já a Diretoria de Inteligência Policial integra a estrutura responsável pela área de inteligência da instituição.

Com a decisão do STF, Rodrigues retorna à chefia máxima da Polícia Federal, enquanto Almada volta ao setor de Inteligência Policial.

O afastamento havia retirado os dois delegados de suas funções por determinação de André Mendonça. Dino adotou posição contrária e restabeleceu os cargos.

A determinação alcança os dois postos ocupados pelos delegados e reverte o efeito da decisão anterior que os afastou da Polícia Federal.