sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Ex-bolsonarista, Andressa Urach declara voto em Lula no segundo turno


    Andressa Urach. Foto: Reprodução

A atriz de conteúdo adulto Andressa Urach declarou na madrugada desta quarta-feira (7) que votará em Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Em vídeo nas redes sociais, a produtora de conteúdo adulto afirmou que apertará 13 nas urnas e relacionou sua escolha à defesa dos direitos da população LGBTQIA+.

Ela citou a criação, durante governos petistas, de uma política nacional voltada a pessoas LGBTQIA+ e disse que quer discutir “fatos e propostas”. “Eu não quero um Brasil que transforme pessoas LGBTQIA+ em inimigos políticos ou pauta de guerra cultural”, afirmou. Andressa acrescentou que seu voto não representa uma disputa entre esquerda e direita, mas uma posição em favor de “direitos, dignidade e liberdade”.

Na legenda da publicação, a influenciadora disse que não considera Lula perfeito, mas escolheu o projeto que vê como mais próximo de seus valores. Ela também afirmou saber que poderá perder seguidores pelo posicionamento. Do outro lado, Munik Nunes, campeã do BBB 16, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e celebrou vitórias de candidatos do partido no primeiro turno.

Confira o vídeo:

Nunes Marques diz que impeachment de ministros do STF é “pauta política” e que “não há data” para revisão criminal de Bolsonaro

 Presidente do TSE avalia processo de impeachment como pauta exclusiva do Senado e adia análise do pedido de Jair Bolsonaro

Kassio Nunes Marques - Crédito: Alejandro Zambrana/STF

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma questão política que deve ser discutida exclusivamente pelo Senado Federal. Em entrevista à revista Veja veiculada nesta sexta-feira (9), o magistrado evitou fazer projeções sobre o futuro da Corte diante da nova composição do Congresso Nacional, definida nas eleições do último domingo (4).

A declaração foi dada após o ministro ser questionado sobre o cenário para o STF diante da eleição de senadores que defendem o avanço de pedidos de impeachment de integrantes da Corte. Nunes Marques ressaltou que não é possível antecipar se essas iniciativas serão efetivamente levadas adiante.

“Esse é um processo que cabe ser debatido apenas pelo Senado. Não é uma decisão judicial, não é competência do Supremo e também não é competência do TSE. É uma pauta política”, afirmou.

“Cada poder tem suas competências, mas não sei se isso será exercido ou não, se isso é concretizável ou se, de fato, vai ser deflagrado algum processo de impeachment. Os partícipes nesse caso são apenas os senadores”, disse.

VÍDEO – Ana Paula Renault declara voto em Lula: “Nem é uma escolha tão difícil”


        Lula e Ana Paula Renault. Foto: Reprodução

Ana Paula Renault declarou nesta quinta (8) que votará em Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Em vídeo nas redes sociais, a vencedora do BBB 26 afirmou que decidiu se posicionar após receber críticas pela falta de uma manifestação explícita. “E nem é uma escolha tão difícil”, disse.

A influenciadora se dirigiu a eleitores que preferiam uma terceira via e reconheceu a rejeição aos dois candidatos. Para ela, porém, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro exige uma decisão, já que um deles assumirá a Presidência após a votação prevista para o dia 25.

Ao defender Lula, Ana Paula argumentou que o voto pode ajudar a encerrar a polarização nas próximas eleições. Ela também associou sua escolha à defesa da democracia, da liberdade religiosa e dos direitos. “Se você quer votar em outros candidatos em 2030, a melhor saída agora é votar no Lula”, afirmou.

Fonte: DCM

Campanha de Lula aciona TSE e pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por uso de perfil de Marçal e esquema de criptomoeda

 Ação de investigação judicial eleitoral aponta propaganda irregular, abuso de poder econômico e disseminação de informações falsas via redes sociais

Pablo Marçal e Flávio Bolsonaro - Crédito: Vittor Sales

A campanha do presidente Lula (PT) protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa do candidato Flávio Bolsonaro (PL) por suposto uso irregular dos perfis em redes sociais de Pablo Marçal para a disseminação de propaganda eleitoral e informações falsas, informa a Folha de São Paulo.

O pedido da campanha petista inclui a suspensão liminar do perfil de Marçal no Instagram, que conta com 14,1 milhões de seguidores. Além disso, a ação solicita o bloqueio do site “B22token”, plataforma que distribui criptomoedas para usuários que compartilham a mensagem B22 e materiais de incentivo ao voto em Flávio Bolsonaro. De acordo com a acusação, o mecanismo configura abuso de poder econômico.

Procuradas pela Folha de São Paulo, a campanha de Flávio Bolsonaro e a assessoria de Pablo Marçal não responderam aos questionamentos. Anteriormente, a campanha do candidato do PL negou qualquer ligação com o esquema de criptomoedas e afirmou que entraria com ação judicial para derrubar a página. Ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Marçal havia anunciado publicamente sua entrada oficial na campanha de Flávio em 29 de setembro, durante evento ao lado do próprio candidato, que confirmou a aliança.

Segundo os advogados do PT, a campanha de Flávio Bolsonaro comete irregularidade ao não informar ao TSE que o perfil de Marçal passou a funcionar como uma conta oficial de campanha. Pela legislação eleitoral, contas oficiais de campanha estão submetidas a restrições, como a vedação a recomendações algorítmicas — limitação que não vem sendo aplicada ao perfil de Marçal, que permanece sendo recomendado pelas plataformas.

PF solicita cooperação dos EUA sobre destino de recursos do fundo de ‘Dark Horse’

 Investigadores querem rastrear os recursos do fundo Havengate, que recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro; Flávio Bolsonaro negociou os repasses para financiar o filme

Cartaz do filme Dark Horse- Jair Bolsonaro-Flávio Bolsonaro-Daniel Vorcaro
Crédito: Dark Horse-Flávio Bolsonaro-Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação/Jair Bolsonaro/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Flávio Bolsonaro/Adriano Machado/Reuters/Daniel Vorcaro/Reprodução/ Montagem/IA Dall-e)

A Polícia Federal (PF) solicitou cooperação jurídica aos Estados Unidos para rastrear o dinheiro do fundo Havengate, supostamente utilizado no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi encaminhado nesta sexta-feira (9) ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), vinculado ao Ministério da Justiça. As informações são do g1.

A investigação busca esclarecer o destino dos recursos recebidos pelo fundo, entre eles valores provenientes de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A solicitação foi formalizada por meio do Tratado de Assistência Jurídica Mútua, conhecido pela sigla em inglês MLAT, instrumento que permite a troca de informações e a cooperação entre os dois países em investigações e processos criminais.

Pagamentos aos produtores do filme

Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores de “Dark Horse” por meio do Havengate, nos Estados Unidos. Os investigadores brasileiros querem identificar o caminho percorrido pelo dinheiro e esclarecer a destinação dos valores envolvidos no financiamento da produção.

Campanha de Lula aciona PF contra fake news da Veja: “Farsa de Flávio”


      Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

A campanha do presidente Lula (PT) anunciou nesta quinta (9) que acionará a Polícia Federal e a Justiça contra o banqueiro Daniel Vorcaro e a revista Veja, após a divulgação de acusações sobre um suposto financiamento de documentário a respeito do petista. Os advogados classificaram as informações como falsas e disseram que elas buscam interferir no segundo turno presidencial.

“Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e Polícia Federal. Portanto, uma farsa”, diz o comunicado.

A reação ocorreu depois de a revista publicar um áudio no qual Vorcaro afirma ter financiado a produção dirigida por Oliver Stone e lançada em 2024. A publicação também citou pagamentos de cerca de R$ 30 milhões em espécie para o filme e repasses ao Instituto Lula.

Em comunicado, a defesa afirmou que a retomada de uma proposta de colaboração rejeitada ocorre a duas semanas da votação. Os advogados disseram que o objetivo seria “contaminar o voto com imputações criminosas que não resistiram ao crivo da PF e da PGR”.

“Flávio Bolsonaro cumpre a promessa de não abandonar o banqueiro-irmão e aciona a Revista Veja para tumultuar o processo eleitoral”, prosseguiu.

O presidente negou ter solicitado ou recebido vantagens financeiras de Vorcaro e afirmou não ter autorizado terceiros a receber recursos em seu nome. Os produtores do documentário também negaram ter recebido dinheiro do ex-banqueiro, do Banco Master ou de empresas e fundos ligados a ele.

O presidente Lula. Foto: Evaristo Sá/AFP

Defesa anuncia medidas contra Vorcaro e a Veja

A campanha informou que pedirá direito de resposta à revista e abrirá pedido de investigação na Polícia Federal sobre as declarações de Vorcaro e a divulgação do conteúdo. Também prevê ação de indenização por danos morais contra a responsável pela publicação.

Os advogados ainda anunciaram pedido urgente à Justiça Eleitoral para impedir o uso das acusações na propaganda eleitoral, especialmente em rádio e televisão. A lista inclui uma queixa-crime contra Vorcaro por falas que a campanha considera falsas e ofensivas à honra de seus integrantes.

TSE determina retirada de publicações de Flávio Bolsonaro que associam Lula a facções criminosas

 Corte eleitoral ordenou a remoção de três postagens em 24 horas; candidato do PL também recebeu multa de R$ 5 mil em outro processo

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Reprodução/Band

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por unanimidade, nesta quinta-feira (8), que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, retire das redes sociais três publicações que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a organizações criminosas. A decisão estabelece prazo de 24 horas para a exclusão dos conteúdos, sob pena de multa diária.

A determinação foi tomada após uma representação apresentada pela coligação Federação Brasil da Esperança, liderada pelo PT. O julgamento também consolidou o entendimento da Justiça Eleitoral de que associar candidatos a facções criminosas sem provas ultrapassa os limites da crítica política. Em outro processo envolvendo acusações semelhantes, Flávio Bolsonaro recebeu uma multa de R$ 5 mil.

A decisão desta quinta-feira foi relatada pelo ministro André Mendonça, que inicialmente havia rejeitado o pedido de retirada das publicações. Durante o julgamento no plenário, entretanto, o magistrado modificou seu posicionamento para acompanhar a jurisprudência estabelecida pela maioria da Corte.

“A associação de candidato a organização criminosa desprovida de substrato fático mínimo ultrapassa os limites da crítica política e caracteriza grave descontextualização”, afirmou Mendonça.

Moraes manda prender bolsonarista condenada a 14 anos pelo 8/1



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal prender a porteira Nailze Aparecida Ribeiro Silva, de 54 anos, para o início do cumprimento da pena de 14 anos de prisão por crimes ligados aos ataques golpistas de 8 de Janeiro, em Brasília.

A ordem, que tramita sob sigilo, chegou à PF nesta quarta-feira (7), após o trânsito em julgado da condenação. Com o encerramento dos recursos, Nailze deverá cumprir a pena em regime inicial fechado.

“Em virtude do trânsito em julgado desta Ação Penal, determino o início do cumprimento da pena de reclusão, em regime fechado, imposta a Nailze Aparecida Ribeiro Silva”, escreveu Moraes.

Moradora de São Bernardo do Campo, em São Paulo, Nailze estava em liberdade provisória e usava tornozeleira eletrônica. Ela havia sido presa em 9 de janeiro de 2023, no acampamento instalado diante do Quartel-General do Exército, em Brasília.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Fellipe Sampaio/STF

Condenação incluiu cinco crimes e indenização coletiva

O STF condenou Nailze, por maioria, entre 15 e 22 de maio de 2026. A pena reúne 12 anos e seis meses de reclusão, um ano e seis meses de detenção e 100 dias-multa.

O tribunal considerou Nailze culpada por associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Anitta declara voto em Lula e critica entreguismo bolsonarista: “meu voto é 13”

 Cantora afirma que esperava vitória de Lula no primeiro turno, acusa bolsonarismo de estimular o ódio e defende legado social do presidente

Crédito: Reprodução/Instagram | Ricardo Stuckert

A cantora Anitta declarou publicamente seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas ao bolsonarismo, que acusou de estimular a intolerância, a radicalização política e a divisão entre brasileiros. A artista também afirmou que acreditava em uma vitória de Lula no primeiro turno das eleições de 2026, mas reconheceu ter subestimado a força eleitoral dos adversários do presidente.

As declarações foram feitas em um vídeo publicado pela própria cantora nas redes sociais. Na gravação, Anitta reafirmou seu voto no candidato petista, criticou a atuação política do bolsonarismo na internet e defendeu os resultados das políticas sociais implementadas durante os governos de Lula.

“O meu voto é 13, o meu voto é Lula. Porque não tem como ser diferente disso, diante de todas as circunstâncias que o Brasil tá vivendo agora”, afirmou a artista.

Anitta disse que seu posicionamento não representa uma mudança de orientação política, mas a continuidade de manifestações públicas feitas ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o apoio a Lula já havia sido demonstrado em campanhas, entrevistas, manifestações sobre projetos em discussão no Congresso Nacional e em sua produção artística.

A cantora também reconheceu que suas expectativas em relação ao resultado eleitoral estavam equivocadas.

“Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, eu estava convicta de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo, mas eu estava errada, né, é importante a gente reconhecer, descer do salto”, declarou.

Fã-clubes de Anitta e BTS fazem mobilização por Lula no 2° turno


      Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

Fã-clubes de artistas como Anitta e Luísa Sonza, além de grupos sul-coreanos como BTS e BLACKPINK, iniciaram uma mobilização nas redes sociais para ampliar os votos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O grupo Fandoms com Lula afirma reunir mais de 100 comunidades de fãs e diz não ter filiação partidária.

A ação inclui postagens coordenadas de cards, slogans e hashtags, além da divulgação de imagens de artistas ao lado do presidente e de cartilhas para orientar conversas com eleitores. Um dos materiais recomenda concentrar esforços entre pessoas com 70 anos ou mais, cujo voto é facultativo, e beneficiários de programas sociais.

Lula recebeu 45,16% dos votos válidos no primeiro turno, abaixo de Flávio Bolsonaro (PL). A campanha do petista também prepara uma força-tarefa digital e, nesta quarta-feira (7), Lula se reuniu com deputadas eleitas de forte presença nas redes, entre elas Erika Hilton (PSOL-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Ana Elisa (PT-MG). A legislação eleitoral não proíbe postagens coordenadas, mas veta, entre outras práticas, disparos em massa e vantagem econômica para publicações político-eleitorais.

Fonte: DCM

Jovens eleitos vão rodar o país em ofensiva por Lula no 2º turno

 Movimento deve ter nomes como Jones Manoel (PSOL-PE), Ana Elisa (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Renato Freitas (PT-PR)

Lula e bancada eleita de esquerda da Câmara - Crédito: Ricardo Stuckert

Deputados federais recém-eleitos da ala mais jovem da base governista organizam uma mobilização nacional em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa prevê viagens por diferentes regiões do país, atividades presenciais e maior atuação nas redes sociais para conquistar eleitores na reta final do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, publicada nesta sexta-feira (9), a articulação ganhou força durante um almoço reservado realizado na quarta-feira (7), em Brasília, depois de uma reunião de Lula com parlamentares da atual legislatura e integrantes da base aliada eleitos para a Câmara dos Deputados. O movimento ocorre em meio à preocupação com os resultados das pesquisas eleitorais, que apontam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre o presidente.

Participaram da conversa nomes como Jones Manoel (PSOL-PE), Ana Elisa (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Renato Freitas (PT-PR). Os parlamentares discutiram a possibilidade de desenvolver ações regionais com maior autonomia em relação à coordenação nacional da campanha, aproveitando estratégias que contribuíram para suas próprias vitórias nas eleições legislativas.

Entre os temas considerados capazes de mobilizar o eleitorado estão a tarifa zero no transporte público e a redução da jornada de trabalho na escala 6×1. A proposta é aproximar a campanha presidencial de demandas concretas da população, especialmente dos jovens, e ampliar a presença dos aliados de Lula nas ruas e nas universidades federais.

Extremistas ameaçam Flávio Dino de morte

 Também foram ameaçados de morte os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Além dos ministros, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues sofreram ameaças

Flávio Dino - Crédito: Victor Piemonte/STF

 O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de ameaças de morte nas redes sociais. A rede social X (antigo Twitter) concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis.

De acordo com um relatório de segurança do STF, as publicações de maior gravidade reúnem menções a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento. Não apenas Dino foi alvo das ameaças, como também os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Ainda foram ameaçados de morte o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. As ameaças aos ministros do STF foram proferidas entre os dias 1º de outubro e 6 de outubro.

Nesta sexta-feira (9), nas redes sociais, Dino detalha que o relatório expõe milhares de ameaças de assassinato e agressões diversas, e afirma que elas derivam da repetição de fake news, que visam causar violência.

“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, escreveu Dino.

“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, escreveu Dino.

Fonte: Brasil 247

Dono da Veja, que faz nova armação contra Lula, participou de jantares de apoio a Flávio Bolsonaro


Fábio Carvalho, dono da Veja

A Veja publica acusações contra Lula com base em uma delação de Daniel Vorcaro cuja narrativa, segundo a própria reportagem, não tem comprovação. Não é a primeira vez, como se sabe, e não será a última.

A reportagem afirma que Vorcaro teria liberado dinheiro para um filme sobre Lula na expectativa de obter vantagens em negócios com o governo federal. Segundo a publicação, o banqueiro reuniu os detalhes dessa história em um anexo encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). A Procuradoria, porém, não levou o caso adiante por falta de provas, inclusive porque os pagamentos alegados teriam sido feitos em dinheiro vivo.

“Ao contrário do que sugerem essas conversas, não há qualquer prova de que Lula teve realmente esse encontro com Vorcaro”, reconhece a matéria a alturas tantas. A revista também afirma que, apesar dos contatos e do dinheiro que Vorcaro alegava ter sido pago por exigência de João Vaccari Neto, o banqueiro não conseguiu captar recursos nos fundos federais.

A ideia é equiparar o documentário sobre Lula feito por Oliver Stone ao “Dark Horse”. Chega a ser pueril. Mas é banditismo, mesmo.

O empresário João Moreira Salles, em artigo publicado na Piauí, chamou atenção para os encontros e jantares de empresários e dirigentes do mundo corporativo e financeiro com Flávio Bolsonaro.

Entre os nomes citados por Moreira Salles está o de Fábio Carvalho, dono da Veja desde 2018, quando comprou a massa falida da Editora Abril. Carvalho deixou lá o maquinário “intelectual” canalha para fazer o jornalismo porco que marcou os últimos anos da empresa.

O golpe é velho. A capa da Veja de 23 de outubro de 2014, três dias antes do segundo turno presidencial, estampou a manchete “Eles sabiam de tudo”, atribuindo a Lula e Dilma conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras com base em um relato de Alberto Youssef.

Apesar da tentativa de influenciar a disputa, Dilma venceu Aécio Neves com 51,6% dos votos. Posteriormente, soube-se que o suposto depoimento foi produzido apenas para viabilizar a reportagem, antes mesmo de existir uma delação formal. Saudade do lavajatismo raiz.

Vorcaro na capa da Veja

Prerrogativas aciona a Polícia Federal

Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, do Prerrogativas, protocolaram uma notícia de fato na Polícia Federal pedindo investigação urgente sobre uma possível articulação entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e pessoas ligadas à campanha de Flávio.

“Comédia”: Renan Santos critica Cury por declarar apoio a Flávio Bolsonaro


Os ex-candidatos a presidência, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Foto: Jean Carniel/Reuters

O presidente do Missão e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, chamou Augusto Cury (Avante) de “comédia” em um vídeo sobre a decisão do escritor de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Cury anunciou a adesão nesta quinta-feira (8), depois de inicialmente descartar apoio aos dois finalistas da eleição presidencial.

Na gravação, Renan ironiza a mudança de posição do ex-adversário e repete a palavra “comédia” ao criticá-lo. Também dirige críticas às pessoas que votaram no escritor e encerra o registro dizendo: “Que país doente, cara”.

Depois do primeiro turno, Cury havia afirmado que não autorizava aliados a declarar apoio em seu nome. O escritor também disse que não pretendia fazer carreira política. Na ocasião, tanto ele quanto Renan rejeitaram endossar Lula (PT) ou Flávio na etapa final da disputa.

A nova posição de Cury foi anunciada após uma conversa por videochamada com Flávio e a apresentação de um termo de compromissos. Segundo O POVO, o documento condiciona o apoio ao cumprimento de propostas que incluem o fim da reeleição presidencial, investimentos em educação e valorização dos professores.

Meta admite falha que prejudicou vídeos de Lula no Instagram e favoreceu campanha de Flávio Bolsonaro


    Lula e logo da Meta. Foto: Reprodução

A Meta admitiu uma falha técnica nas métricas de vídeos do Instagram após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontar que o problema estaria prejudicando o desempenho de suas publicações e favorecendo a campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A empresa reconheceu a existência da instabilidade, mas não confirmou que ela tenha afetado a distribuição dos conteúdos pelo algoritmo nem que tenha beneficiado qualquer candidatura.

“Identificamos um problema técnico afetando algumas métricas de vídeos. Estamos trabalhando para resolver essa questão o mais rápido possível”, informou a Meta.

A suspeita foi levantada pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT a partir de um relatório interno que apontou diferença de desempenho entre os perfis dos dois candidatos. Segundo o documento, a página de Flávio Bolsonaro teria, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo com 17,2% menos seguidores. O levantamento sustenta que o algoritmo da Meta pode estar colocando a campanha petista em desvantagem no segundo turno.

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou que seu pai fará parte de seu eventual governo Foto: Wilton Junior / Estadão

A campanha de Lula também identificou comportamento considerado anormal na contagem de visualizações. Em pelo menos um Reels do presidente, o número de curtidas chegou a superar o total de visualizações exibido pela plataforma. O Instagram não exige tempo mínimo de permanência no vídeo para contabilizar uma visualização, o que reforçou os questionamentos sobre as métricas apresentadas.