Por Leonardo Sakamoto, no UOL
Neste momento em que o Game of Thrones do clã Bolsonaro segue deixando mortos e feridos em batalhas transmitidas pelas redes sociais, poucos lembram que Michelle e Flávio já estiveram unidos no passado recente pelos cheques. E o que Fabrício Queiroz uniu não é qualquer vídeo que separa.
Se você estava em uma caverna e perdeu o babado, um resumo: a ex-primeira-dama e diretora do PL Mulher deu uma aula de política para seu enteado com o vídeo-bomba em que relatava ter sido maltratada, humilhada e apunhalada por ele sem sequer subir o tom de voz. Já o pedido de desculpas do senador, longe de se retratar, pois embutiu mais críticas à madrasta, teve como objetivo estancar a sangria do voto feminino e religioso.
Como venho dizendo aqui como um papagaio com cãibra antes mesmo de o patriarca do clã ir para o xilindró por tentativa de golpe, o futuro e o sentido do bolsonarismo estão em disputa pelos campos representados por Michelle e Flávio: um ultraconservador e fundamentalista, outro reunindo a extrema direita mais violenta e entreguista. Mas se há um histórico de diferenças, acentuado pela escolha do senador para disputar o Palácio do Planalto, há muitas semelhanças e parcerias.
Voltemos a Queiroz. A quebra de sigilo do ex-faz-tudo do clã mostrou que ele depositou R$ 72 mil na conta da primeira-dama entre 2011 e 2018, conforme revelou, em 2020, a revista Crusoé. Sua esposa, Márcia de Aguiar, colocou mais R$ 17 mil – informação obtida pela Folha de S.Paulo. No total, R$ 89 mil.


