sábado, 12 de setembro de 2026

“Câmara”: PF acha na casa de Ciro Nogueira lista com possíveis deputados e valores


           O senador Ciro Nogueira (PP-PI). Foto: Carolina Curi/Agência Senado

A Polícia Federal encontrou na churrasqueira da casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília, uma lista intitulada “Câmara” com primeiros nomes que os investigadores consideram possivelmente ligados a deputados e números que seriam, “provavelmente”, valores. Os papéis foram apreendidos em maio, durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso Banco Master. Com informações do g1.

A anotação trazia “Arthur, 40”, “Hugo, 10”, “Elmar, 10”, “Luizinho, 10”, “Adolfo, 10”, “Isnaldo, 10”, “Diego, 5”, “Altineu, 5” e “Netinho, 5”. A PF escreveu que os primeiros nomes poderiam corresponder, entre outros, a Arthur Lira (PP-AL), Hugo Motta (Republicanos-PB), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Doutor Luizinho (PP-RJ), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). A corporação ressalvou que os números ao lado dos nomes “carecem de esclarecimento” e não definiu sua natureza ou unidade.

Os documentos estavam entre papéis que, segundo uma funcionária da residência, Ciro havia entregue para serem queimados sob a justificativa de que eram antigos ou não tinham serventia. A incineração não ocorreu porque, de acordo com o relato registrado pela PF, a funcionária não teve tempo. O documento policial não informa quando o senador teria dado essa orientação.

Requião Filho destaca força do Paraná ao lado de Lula em Curitiba

 Candidato ao Governo do Paraná defendeu parceria com o governo federal para ampliar investimentos e políticas públicas no estado

    Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Curitiba neste sábado (12) para participar de um ato na Boca Maldita, ao lado do candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), de seu vice, Michele Caputo, do ex-governador Roberto Requião (PDT) e dos candidatos ao Senado Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT). O evento reuniu 30 mil apoiadores, além de lideranças políticas e eleitores de diferentes regiões do estado.

Durante o encontro, Requião Filho ressaltou a dimensão do Paraná no cenário nacional e defendeu uma relação de parceria entre o estado e o governo federal para ampliar investimentos e criar novas oportunidades. “Nós queremos unir o histórico do presidente Lula com o histórico que eu tenho aqui no Paraná. E, juntando isso, a gente cuida de pessoas. A gente respeita o povo do Paraná”, afirmou.

O candidato também apresentou, como prioridades, uma política de Estado voltada ao atendimento da população, com ações nas áreas de saúde, educação e segurança. Ele citou ainda medidas direcionadas às mulheres e aos idosos e políticas destinadas aos municípios do interior paranaense.

Segundo Requião Filho, o Paraná deve recuperar espaço nas decisões nacionais e utilizar sua capacidade econômica e produtiva para buscar investimentos e ampliar oportunidades para a população.

Fachin rejeita julgamento conjunto e marca análise de petição para o dia 23

 O procedimento aberto em setembro apura eventuais irregularidades e vícios formais na condução de investigações da Polícia Federal

      Ministro Edson Fachin  - Crédito: Victor Piemonte/STF

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou neste sábado (12) o pedido para que a Corte julgasse conjuntamente a PET 16.704 e a PET 16.662 e determinou que a PET 16.704 entre no calendário do plenário em 23 de setembro, após a conclusão da fase de instrução. O procedimento aberto em setembro apura eventuais irregularidades e vícios formais na condução de investigações da Polícia Federal.

A decisão foi anunciada em um contexto de divergências entre ministros do STF sobre a condução das investigações sobre o Banco Master, do ex-controlador Daniel Vorcaro, preso atualmente por envolvimento em um esquema de fraudes financeiras.

Segundo despacho assinado por Fachin na PET 16.704, o ministro Alexandre de Moraes havia solicitado à Presidência do STF o julgamento conjunto dos dois procedimentos, o levantamento integral do sigilo de processos relacionados à PET 15.556 e a intimação dos integrantes da magistratura citados nesses autos.

Lula rebate mentiras da extrema direita sobre INSS e Master: ‘verdade tarda, mas não falha’

 Em Curitiba, presidente defendeu abertura dos inquéritos e disse que investigações avançaram sob seu governo

Presidente Lula   - Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12), durante ato de campanha em Curitiba (PR), que a abertura dos inquéritos relacionados aos casos do Banco Master e das fraudes no INSS permitirá que a população tenha acesso mais amplo às informações investigadas.

Segundo Lula, ele havia defendido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a divulgação integral dos processos para evitar que informações fossem apresentadas de forma parcial. “Eu pedi pra liberar todo o processo, vamos deixar nu pra saber quem é que está por trás disso”, afirmou.

Na avaliação do presidente, a divulgação dos documentos permitirá identificar os responsáveis pelos crimes investigados. “E vamos deixar às claras, para ver quem é ladrão e corrupto nesse país. Estou feliz que o povo brasileiro vai saber a verdade, quem fez o quê nesse país”, disse.

Durante o ato, Lula também mencionou reportagens publicadas na sexta-feira (11) sobre uma relação imobiliária entre empresas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro e ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

“Ontem saiu matéria de que o tal do ‘Careca’ está no mesmo prédio que o Flávio Bolsonaro”, disse o presidente.

Vorcaro assinou da prisão contrato para documentário sobre escândalo do Master


    Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Foto: Reprodução

A Polícia Federal encontrou um contrato assinado pelo banqueiro Daniel Vorcaro e por uma produtora para realizar um documentário sobre o escândalo do Banco Master. Os agentes apreenderam o documento durante o cumprimento de mandado na residência do publicitário Thiago Miranda, também signatário do acordo. Com informações do Globo.

O contrato tem data de 31 de março de 2026, posterior à prisão de Vorcaro. O relatório da PF que descreve o achado integrou os documentos cujo sigilo o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou na noite desta sexta-feira.

O documento prevê a colaboração de Vorcaro e Miranda com a produtora. “Daniel Vorcaro e Thiago Miranda concordam em colaborar com a produção, fornecendo informações, entrevistas e acesso a documentos que auxiliem na elaboração da obra”, registra trecho citado pela PF.

Pelo contrato, os dois se comprometeriam a “conceder entrevistas exclusivas” e a compartilhar “informações, documentos, imagens e materiais”. A vigência inicial seria de seis meses, com possibilidade de resultar em filme ou série documental.

Defesa de Flávio Bolsonaro tentou tirar caso Dark Horse de Dino e transferir inquérito para Mendonça

 Advogados do senador fizeram quatro tentativas para levar a André Mendonça investigação sobre emendas ligadas à produtora

Flávio Dino, Flávio Bolsonaro e André Mendonça  - Crédito: Divulgação

Quatro pedidos foram apresentados pela defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na tentativa de retirar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades relacionadas à produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Os advogados buscaram transferir a investigação para o ministro André Mendonça, indicado para a Corte por Jair Bolsonaro (PL), que já estava à frente de outras apurações relacionadas ao filme. A defesa sustentou que essa circunstância justificaria a concentração dos procedimentos sob a relatoria de Mendonça.

“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, afirmou a defesa, de acordo com o G1.

⦾ Quatro tentativas para mudar a relatoria

As duas primeiras manifestações foram encaminhadas ao presidente do STF, Edson Fachin. Posteriormente, outras duas foram dirigidas diretamente a Flávio Dino.

O objetivo era deslocar para Mendonça a frente da investigação que apura a indicação de emendas parlamentares para entidades relacionadas à produtora de “Dark Horse”.

A argumentação apresentada pelos advogados é de que Mendonça, por já conduzir outras investigações relacionadas à cinebiografia, também deveria ficar responsável pela apuração sobre o possível uso de recursos públicos associado ao projeto.

Gilmar cobra acesso aos dados do celular de Vorcaro e pede que Fachin acione a PF caso Mendonça recuse

 Pedido reforça pressão sobre Mendonça às vésperas da análise de mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

      Gilmar Mendes e André Mendonça  - Crédito: Rosinei Coutinho/STF | Carlos Moura/STF

 O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou a pressão para que todos os integrantes da Corte tenham acesso à íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes da análise marcada para terça-feira (15), que envolve mensagens relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Gilmar enviou um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, no qual pede o compartilhamento integral do material com os ministros que participarão do julgamento. Caso os arquivos não sejam fornecidos pelo gabinete do relator, André Mendonça, o decano defende que Fachin requisite diretamente à Polícia Federal, em caráter de urgência, cópias dos dados.

No documento, Gilmar argumenta que permitir que apenas o gabinete de Mendonça tenha acesso à cópia integral da mídia cria uma situação de desequilíbrio entre os membros do tribunal.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu Gilmar.

Eduardo Bolsonaro orientou como dinheiro para financiar Dark Horse seria usado nos EUA, diz PF

 Mensagens citam aporte de US$ 25 milhões e estratégia para acelerar a chegada dos valores aos EUA

Eduardo Bolsonaro - Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Mensagens incorporadas à investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse indicam que o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro deu orientações sobre a forma como recursos milionários destinados à produção deveriam ser enviados e administrados nos Estados Unidos. Em uma das comunicações, o ex-parlamentar sugeriu que fosse transferida a maior quantidade possível de dinheiro por meio do mecanismo que já vinha sendo utilizado.

As mensagens constam em documentos que tiveram o sigilo revogado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O material integra as apurações da Polícia Federal sobre a origem, a movimentação e o destino dos recursos destinados à cinebiografia do ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a revista Veja, em uma mensagem datada de 21 de março do ano passado, o publicitário Thiago Miranda, apontado como ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, encaminhou a ele orientações atribuídas a Eduardo Bolsonaro sobre a administração dos recursos nos Estados Unidos.

“O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo”, afirmou Eduardo, conforme o conteúdo reproduzido nos documentos.

As comunicações mencionam um aporte de US$ 25 milhões para a realização do filme. Eduardo também teria alertado que a utilização de empresas brasileiras com capacidade financeira inferior ao montante previsto poderia retardar as transferências.

“Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos”, escreveu.

Eduardo Bolsonaro pediu a Vorcaro o “máximo possível” de recursos para filme Dark Horse, diz PF

 Conversa enviada a Daniel Vorcaro detalha tratativas financeiras para produção inspirada no ex-presidente

      Eduardo Bolsonaro e Vorcaro  - Crédito: Reprodução

Mensagens atribuídas ao ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro indicam que ele teria defendido o envio do “máximo possível” de recursos aos Estados Unidos para financiar Dark Horse, filme inspirado em seu pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). O material integra uma investigação da Polícia Federal que procura esclarecer o destino do dinheiro e as circunstâncias dos repasses relacionados à produção.

Segundo a CNN Brasil, a conversa consta de uma captura de tela incluída em relatório da PF. O documento registra que o empresário Thiago Miranda encaminhou a imagem a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em 21 de março de 2025.

A troca de mensagens apresenta orientações atribuídas a Eduardo Bolsonaro sobre como os recursos destinados ao filme poderiam ser movimentados nos Estados Unidos.

STF: Mendonça derruba sigilo de casos Dark Horse, Cláudio Castro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner

 Decisão do ministro do STF atende a pedido da Procuradoria-Geral da República

               André Mendonça  - Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (11) retirar o sigilo de investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e alcança apurações envolvendo o filme “Dark Horse”, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o senador Jaques Wagner (PT-BA), entre outros casos.

Moraes diz que Mendonça faz ‘levantamento direcionado’ de sigilo para ‘proteger grupo político’ no caso Master

 Ministro afirma que 18 petições e 180 documentos referentes ao caso Banco Master seguem fora do alcance dos integrantes do STF

André Mendonça e Alexandre de Moraes  - Crédito: Luiz Silveira/STF

Um novo confronto entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) foi aberto nesta sexta-feira (11), depois que Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de promover um levantamento “seletivo e direcionado” de documentos sigilosos relacionados às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Moraes, a conduta teria ocorrido para a “proteção ostensiva de determinado grupo político”.

A acusação consta de um novo ofício enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. No texto, Moraes afirma que os demais integrantes da Corte ainda não têm acesso integral a documentos relacionados ao processo sobre sua conduta que deverá ser analisado pelo plenário na próxima terça-feira.

A manifestação responde diretamente a um despacho de Mendonça. Relator dos procedimentos, o ministro afirmou que os sigilos relacionados ao processo já haviam sido levantados e que o conteúdo estava integralmente disponível aos gabinetes dos integrantes do Supremo.

⦾ Moraes contesta versão sobre acesso aos documentos

Moraes rejeitou a afirmação do colega de maneira direta: “não é o que consta dos autos”.

Como sustentação para a contestação, Moraes anexou ao ofício imagens do sistema do STF que, segundo ele, indicam a existência de peças que permanecem classificadas como sigilosas e não podem ser consultadas em diferentes procedimentos relacionados ao caso.

Na manifestação, o ministro fez uma acusação direta contra a atuação de Mendonça.

“O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados”, escreveu Moraes.

Moraes pede a Fachin liberação integral dos dados do celular de Vorcaro ao plenário do STF

 Ministro afirma que o relator não pode decidir sozinho quais documentos serão examinados pelo colegiado

O ministro Alexandre de Moraes  - Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, nesta sexta-feira (11), que disponibilize imediatamente ao colegiado a íntegra dos dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master.

Moraes também requereu o acesso à indexação dos arquivos produzida pela Polícia Federal por meio dos sistemas Cellebrite e IPED. O aparelho, um iPhone 17 Pro, está identificado no Termo de Apreensão nº 4473731/2025 e é mencionado em documento da Petição 16.662.

O ministro sustentou que todos os integrantes do colegiado precisam examinar o mesmo conjunto de provas. “Não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento”, afirmou Moraes no ofício encaminhado a Fachin.

O pedido foi apresentado depois de o ministro André Mendonça, relator da Petição 15.556, informar que uma cópia de segurança dos dados extraídos do telefone havia sido entregue pela PF ao seu gabinete em um envelope lacrado. O conteúdo está armazenado em um disco rígido criptografado.

Zanin cobra acesso a dados do celular de Vorcaro antes de julgamento: “imprescindível”

 Ministro afirma que “a não disponibilização aos membros desta Corte configuraria evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento”

O ministro Cristiano Zanin durante sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil


A poucos dias da sessão marcada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Cristiano Zanin reiterou nesta sexta-feira (11/9) a cobrança para que todos os integrantes da Corte tenham acesso à íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, antes do julgamento previsto para terça-feira.

No ofício encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, Zanin sustenta que é “imprescindível” disponibilizar aos ministros todo o conteúdo relacionado ao processo. O material está ligado à Petição 15.556, sob relatoria do ministro André Mendonça.

Zanin pediu que o HD contendo a cópia do conteúdo extraído do aparelho, atualmente no gabinete de Mendonça, seja encaminhado aos demais integrantes do Supremo. Como alternativa, defendeu que a Polícia Federal disponibilize uma cópia dos dados a cada um dos gabinetes.

“A não disponibilização aos membros desta Corte configuraria evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento”, argumentou Zanin.

⦿ Zanin rebate Mendonça

A nova manifestação também contesta a posição apresentada por André Mendonça a respeito da disponibilidade do material.

Zanin ressaltou que, embora o aparelho celular de Vorcaro não esteja sob a guarda de Mendonça, o gabinete do relator dispõe de uma cópia dos dados extraídos do dispositivo.

“Com o devido respeito, a mídia solicitada encontra-se no gabinete de Sua Excelência e deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise dos elementos relacionados ao aludido processo”, afirmou.

“Cada sigilo que cai leva Flávio Bolsonaro junto”, diz Boulos sobre ordem de Fachin no STF

 Ministro associa a decisão do presidente do STF à investigação do presidenciável sobre o financiamento do filme Dark Horse

     Guilherme Boulos  - Crédito: Flickr da Secretaria Geral da Presidência da República

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (11) que a ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para a abertura dos documentos do caso Banco Master amplia a pressão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

Em publicação no X, Boulos relacionou a decisão à investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Passaram quase dois anos tentando colocar o esquema do INSS no colo do Lula. Agora o cerco se fecha! Cada sigilo que cai leva Flávio Bolsonaro junto!”, escreveu.

Mendonça recusa abrir dados do celular de Vorcaro que deixam em pânico os parceiros do Master

 Divulgação integral das mensagens pode repetir efeito da Operação Spoofing, que expôs conversas da Lava Jato em 2019

       André Mendonça  - Crédito: Gustavo Moreno/STF

Ao requisitar os dados completos extraídos do celular apreendido pela Polícia Federal com Daniel Vorcaro, o ministro do STF Cristiano Zanin colocou em xeque o ministro André Mendonça, pois estes dados são o ponto central da suspensão de sigilo no inquérito do Banco Master, solicitada quinta-feira pelo presidente da corte, Edson Fachin. Mesmo reconhecendo que recebeu estas informações e as mantém “em envelope lacrado” da Polícia Federal, Mendonça se recusou, em despacho ao presidente Fachin no final da tarde, a distribuir o material aos demais ministros. A recusa de Mendonça, que também sonegou a quebra do sigilo sobre as investigações sobre Flávio Bolsonaro, o deixa ainda mais exposto às suspeitas de parcialidade e direcionamento.

É no celular de Vorcaro que se encontram os registros das mensagens trocadas com todos os seus interlocutores, e que até agora foram divulgados apenas parcialmente por Mendonça, com evidente direcionamento aos contatos com o ministro Alexandre de Moraes. E é a possibilidade de se revelarem todos esses contatos que está deixando em pânico quem fez negócios com Vorcaro.

O argumento que justifica a requisição de Zanin é forte: se o plenário do STF foi convocado para analisar, terça-feira, o pedido de investigação de Moraes com base em parte das mensagens do celular de Vorcaro, é essencial que todos os ministros do STF tenham o mesmo acesso que Mendonça teve a estas informações completas. Só assim os ministros terão como conferir a veracidade e o contexto das mensagens divulgadas e até mesmo avaliar se houve ou não seletividade e direcionamento na composição do relatório, conforme sustenta Moraes.

Na GloboNews, Natuza denuncia lentidão de Mendonça no caso “Dark Horse”: “Não fez nada”

Natuza Nery na GloboNews

Durante o programa Central das Eleições na GloboNews, a jornalista Natuza Nery fez duras críticas ao ritmo das apurações conduzidas no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro André Mendonça. A discussão girou em torno do caso “Dark Horse”, além de outros inquéritos sob a mesma coordenação.

Ao rebater Gérson Camarotti sobre a falta de desdobramentos públicos e a presença apenas de vazamentos no processo, Natuza cravou: “Sabe por quê? Eu vou te responder: porque quase não há diligência do caso ‘Dark Horse'”.

Estadão: Flávio Bolsonaro vive ‘falência ética’ e não está qualificado para governar


Reprodução do título do editorial do Estadão deste sábado (12)
O Estadão publicou neste sábado (12) um editorial duro contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que o candidato à Presidência “não reúne condições morais nem sequer para disputar cargos eletivos”. O texto, intitulado “Flávio é um candidato sob suspeita”, trata da investigação da Polícia Federal sobre a relação do senador com Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”. Confira trechos:

“É gravíssimo o fato de um candidato favorito, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, concorrer à Presidência da República na condição de investigado – e sob tão sérias suspeitas. Isso só reforça que Flávio Bolsonaro não reúne condições morais nem sequer para disputar cargos eletivos, quanto mais para ser chefe de Estado e de governo. (…)

TSE forma maioria contra candidatura presidencial de Pablo Marçal

 Corte consolida votos para barrar registro após questionamento apresentado pelo Ministério Público Eleitoral

             Pablo Marçal  - Crédito: Reprodução/YouTube/Flow News

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (11) para rejeitar a candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. Quatro ministros votaram pelo indeferimento do registro apresentado pelo PRTB para a disputa de outubro.

A maioria acompanhou o voto da relatora, ministra Estela Aranha. Também se manifestaram contra a candidatura os ministros André Mendonça, Ricardo Bôas Villas Cueva e Kassio Nunes Marques, presidente do TSE.

Em seu voto, Estela Aranha afirmou que a liminar obtida por Marçal na Justiça Eleitoral de Santana de Parnaíba, em São Paulo, não poderia assegurar definitivamente sua participação na eleição. Segundo a relatora, o próprio magistrado responsável pela decisão havia registrado que a medida não tinha caráter definitivo para regularizar a candidatura.

Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 44% no 2º turno


         Presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Fotomontagem

O presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Os percentuais repetem o levantamento divulgado em 3 de setembro, quando Lula também registrava 46% e Flávio, 44%. Na segunda quinzena de agosto, o petista tinha 47%, ante 43% do senador, uma diferença de quatro pontos percentuais.

Na simulação atual entre Lula e Flávio, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, ante 9% anteriormente. Os indecisos passaram de 2% para 1%.

O Datafolha também colocou Lula diante de Ronaldo Caiado (PSD). Nesse cenário, o presidente marca 46%, mesmo índice da rodada anterior, enquanto o governador de Goiás aparece com 41%, também sem alteração. Brancos, nulos ou nenhum somam 10%, e 2% estão indecisos.

Contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 48% e o governador de Minas Gerais, 39%. Os dois mantiveram os índices do levantamento anterior. Outros 11% escolheriam branco, nulo ou nenhum, enquanto 2% não souberam responder.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

TRE-MG concede liminar em ação que pode tornar Nikolas Ferreira inelegível

 Ação movida por Rogério Correia apura divulgação de suposto relatório da PF e pode levar deputado bolsonarista à inelegibilidade

Rogério Correia e Nikolas Ferreira  - Crédito: Agência Câmara

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) concedeu, nesta sexta-feira (11), liminar em uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A decisão determina a preservação e o fornecimento de dados relacionados à divulgação de um suposto relatório da Polícia Federal, cuja autoria foi negada pela própria corporação.

Segundo a decisão, o processo poderá resultar na cassação do registro ou do diploma de Nikolas Ferreira e em sua inelegibilidade por oito anos. A ação questiona a publicação do material nos perfis oficiais do deputado no Instagram e no X.

Deputados pedem cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso atribuído à PF

Parlamentares afirmam que publicação atribuída indevidamente à PF foi usada nas redes sociais após revelações sobre conversas com Daniel Vorcaro

Rogério Correia, Lindbergh Farias e Alencar Santana acionaram a PGE e pediram investigação que pode levar à inelegibilidade de Nikolas Ferreira por oito anos; representação cita divulgação de documento falso atribuído à Polícia Federal  -  Crédito: Agência Câmara | IA

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) acionaram a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra Nikolas Ferreira (PL-MG) e pediram a abertura de uma investigação que poderá resultar na cassação do registro ou do diploma do parlamentar, candidato à reeleição, além de sua inelegibilidade por oito anos.

Segundo informações divulgadas pelos parlamentares nesta sexta-feira (11), a notícia de fato apresentada à PGE acusa Nikolas de compartilhar em suas contas oficiais e verificadas no Instagram e no X um documento falso atribuído à Polícia Federal. O material simulava uma conclusão da corporação segundo a qual não teriam sido encontrados indícios de crime em conversas entre o deputado e o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF negou publicamente ser autora do documento.

O episódio ocorreu após a divulgação de reportagens sobre mensagens e áudios trocados entre Nikolas e Vorcaro que vieram à tona no âmbito da Operação Compliance Zero. De acordo com a representação, a publicação do documento foi feita poucas horas depois das revelações jornalísticas.

Zanin pede íntegra das mensagens de Vorcaro apreendidas pela PF


          André Mendonça e Cristiano Zanin no STF. Foto: Reprodução

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, acesso aos dados apreendidos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido ocorre antes da sessão extraordinária em que os ministros discutirão procedimentos relacionados ao Banco Master.

O plenário do STF começará a examinar o caso na próxima terça (15), às 10h. Fachin convocou a reunião extraordinária na quarta (9), diante da crise interna envolvendo documentos e conversas atribuídas a ministros da Corte.

Além de Zanin, Moraes também quer mais informações sobre o caso. Também nesta sexta, o ministro enviou um ofício a Fachin para pedir o levantamento integral do sigilo dos procedimentos ligados ao Banco Master. Ele argumentou que a liberação parcial dos dados não permite que os integrantes do STF conheçam todo o conjunto de provas antes da sessão.

Moraes vota para rejeitar recurso e manter condenação de Eduardo Bolsonaro a 4 anos de prisão

 Relator no STF negou embargos da defesa ao destacar que o ex-deputado usou redes sociais para coagir o Judiciário

Alexandre de Moraes e Eduardo Bolsonaro - Crédito: Rosinei Coutinho/STF | Mario Agra/Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (11) para rejeitar o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) e manter na íntegra a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) pelo crime de coação no curso do processo.

A sanção fixada pela Primeira Turma do Supremo estabeleceu a pena de 4 anos e 2 meses de prisão para o ex-parlamentar. A análise dos embargos de declaração ocorre no plenário virtual da Corte e está pautada para se estender até 18 de setembro. A condenação original havia sido proferida pelo colegiado no dia 16 de junho, o que levou a DPU — responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro — a recorrer da decisão.

Fachin acolhe pedido da PGR e dá 24 horas para Mendonça retirar sigilo do caso Master

 Presidente do Supremo também manda retirar sigilo dos procedimentos da Compliance Zero após PGR apontar que parte relevante das apurações não foi compartilhada

      Edson Fachin e André Mendonça  -  Crédito: STF I Divulgação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça encaminhe, no prazo de 24 horas, todos os procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero à Presidência da Corte e aos gabinetes dos demais ministros. A investigação apura suspeitas envolvendo o Banco Master.

Fachin também ordenou o levantamento do sigilo dos procedimentos vinculados à operação. A exceção alcança diligências em andamento ou ainda não realizadas cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações. O conjunto do material deverá ser entregue aos ministros em um HD próprio.

A medida amplia o acesso dos integrantes do STF às investigações do caso Master às vésperas da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar uma das frentes da crise que atingiu a Corte.

 PGR pediu abertura de todos os procedimentos

A decisão de Fachin acolheu uma solicitação do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Em manifestação encaminhada ao presidente do Supremo, ele afirmou que “grande parte” dos procedimentos relacionados à Compliance Zero não constava da lista de processos cujo sigilo havia sido levantado por Mendonça.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que todas as peças e procedimentos vinculados ao caso fossem abertos, “sem exceção”.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero, fato que, embora suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, afirmou Hindenburgo.

Dino leva para o STF investigação sobre suspeitas de fraudes em contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo

 Decisão suspendeu pagamentos ao Instituto Conhecer Brasil e unificou apurações sobre esquema com emendas parlamentares

     Karina Ferreira Gama  -  Crédito: Reprodução / IA/Dall-E

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a abertura de um inquérito exclusivo na Polícia Federal para investigar o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), voltado à prestação de serviços de conexão wi-fi na periferia da capital paulista. Na mesma decisão, que se encontra sob sigilo judicial, o magistrado determinou que a Polícia Civil do Estado de São Paulo transfira para a Suprema Corte as investigações estaduais que envolvem a organização não governamental vinculada à empresária Karina da Gama, além de ordenar a suspensão imediata de quaisquer repasses do Poder Público para a entidade.