“É lógico que temos defeitos, mas quero comparar os direitos dos trabalhadores americanos com os direitos dos brasileiros”, provocou o presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contestou nesta quinta-feira (11), em Brasília, a taxação dos Estados Unidos contra o Brasil por suposto “trabalho forçado” e defendeu uma comparação entre os direitos trabalhistas brasileiros e norte-americanos, em reação a uma investigação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).
A declaração do presidente ocorreu durante visita ao Observatório Regional Amazônico (ORA), da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), quando foram apresentados dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sobre a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
Uma investigação dos EUA concluída no último dia 2 incluiu o Brasil entre 60 países acusados de falhar na proibição e fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo dos Estados Unidos propôs tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. A decisão do USTR tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após investigação iniciada em março deste ano.




