Grupo liderado por Hugo Motta concentrou R$ 1,5 bilhão em emendas antes secretas, revelando desigualdade na distribuição de recursos públicos
Um grupo restrito de parlamentares liderado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), concentrou R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão que até recentemente eram mantidas sob sigilo, evidenciando uma forte desigualdade na distribuição desses recursos públicos.
A revelação detalha como sete deputados passaram a deter parcela significativa do orçamento destinado a ações em suas bases eleitorais, após mudanças que ampliaram a transparência sobre essas verbas.Levantamento realizado pela Folha de S.Paulo a partir de atas do Congresso mostra que esse grupo controlou cerca de um quinto dos R$ 7,5 bilhões distribuídos pelas comissões da Câmara em 2025. As chamadas emendas de comissão, que antes eram classificadas como “secretas”, passaram a ter seus autores identificados após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo mapear com mais precisão quem indica e direciona os recursos.

