quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Foco da virada tem de ser jovens entre 16 e 24 anos, diz Lavareda
Flávio Bolsonaro não abre os próprios sigilos e pede ao TSE mais dados de Lula e familiares
Senador ainda não apresentou autorização equivalente à protocolada pelo presidente e tenta ampliar exigências para incluir Instituto Lula, agenda de Janja e registros de encontros com Vorcaro
Flávio Bolsonaro (PL) ainda não apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, conforme o desafio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vez de formalizar a divulgação dos próprios dados, o senador apresentou nesta quarta-feira (21) uma petição exigindo informações adicionais sobre familiares, empresas e pessoas próximas ao adversário, além de registros de atividades do governo federal.
A movimentação foi revelada pela jornalista Letícia Casado, do UOL. Segundo a reportagem, a campanha de Flávio encaminhou ao ministro André Mendonça, relator do pedido de Lula no TSE, um documento no qual afirma aceitar o desafio, mas condiciona a abertura dos sigilos do senador à divulgação de informações de terceiros ligados ao presidente. A iniciativa ocorre um dia depois de Lula formalizar sua disposição de tornar públicos seus dados e os de familiares, desde que Flávio adote a mesma providência.
A diferença entre as iniciativas está no conteúdo dos documentos apresentados. Enquanto Lula protocolou uma autorização condicionada à reciprocidade, Flávio apresentou novas exigências sem, até o momento da reportagem, oferecer autorização equivalente para a divulgação de suas informações.
O presidente havia colocado à disposição da Justiça Eleitoral seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos oito anos, além dos dados da primeira-dama Janja da Silva e de seus cinco filhos. A autorização também contempla empresas vinculadas aos candidatos, observadas as condições estabelecidas no requerimento.
A campanha de Flávio, por sua vez, quer ampliar o alcance da medida para incluir outras pessoas e instituições associadas ao petista.
☉ Flávio faz acusações sem apresentar provas de irregularidade patrimonial
Na petição encaminhada ao TSE, os representantes do senador sustentam que eventuais irregularidades envolvendo Lula estariam registradas em informações financeiras de terceiros.
PF suspeita que Willer Tomaz pagou R$ 270 mil por gestão de crise de Ramagem
Investigação aponta três parcelas de R$ 90 mil destinadas a empresa de comunicação para cuidar da imagem do ex-diretor da Abin durante o ano eleitoral de 2024
Alexandre Ramagem - Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A Polícia Federal (PF) identificou registros financeiros que levantam suspeitas de que o advogado Willer Tomaz tenha custeado serviços de gestão de crise de imagem para Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal pelo PL. Os pagamentos relacionados à contratação somam R$ 270 mil e remontam a 2024, quando Ramagem disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Segundo o UOL, as informações constam em um relatório da Polícia Federal produzido a partir da análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos de Willer Tomaz. O advogado também é apontado na investigação como possível sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
Lula cancela entrevista à TV Record para poupar a voz antes de debate da Globo
Presidente apresenta rouquidão e também suspende gravações para o horário eleitoral antes do confronto de sexta-feira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a entrevista que concederia à TV Record nesta quarta-feira (21) para preservar a voz antes do debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23). Segundo o jornal O Globo, o mandatário apresenta rouquidão desde terça-feira (20) e recebeu recomendação de sua fonoaudióloga para suspender compromissos que exigissem maior esforço vocal.
A entrevista seria gravada durante a tarde e exibida à noite. Lula também cancelou gravações previstas para o horário eleitoral, com o objetivo de poupar a voz nos dois dias que antecedem o debate.
Apesar das mudanças na agenda, o presidente manteve a caminhada de campanha prevista para esta quarta-feira (21), em Belo Horizonte. A expectativa é que ele faça um discurso breve durante o ato na capital mineira.
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Flávio Bolsonaro diz que abriu sigilos após desafio do presidente Lula
Presidente Lula protocolou no TSE uma autorização da liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico
Flávio Bolsonaro - Crédito: Captura de tela/Vídeo
A comunicação do candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (21) que ele abriu seus sigilos, em resposta a um desafio do candidato do PT e presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
Em petição enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro fez críticas ao presidente Lula após o desafio. O candidato do PL classificou o desafio como uma medida destinada a “enganar o povo”.
Mais cedo, o presidente Lula protocolou no TSE uma autorização da liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico referentes aos últimos 8 anos.
Fonte: Brasil 247
Flávio Bolsonaro recusa participar de sabatina do SBT na reta final da eleição
Campanha do senador alega compromissos de agenda para justificar ausência; Lula participou da entrevista na segunda-feira (19)
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, decidiu não participar da sabatina promovida pelo SBT nesta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. A decisão faz dele o único candidato ao Palácio do Planalto a recusar um convite para entrevista da emissora ao longo da disputa eleitoral de 2026.
A informação, segundo o SBT News, foi confirmada pela campanha do parlamentar. Segundo a equipe do candidato, a ausência na entrevista, prevista para esta quarta-feira, foi motivada por compromissos de agenda. Não foram apresentados detalhes sobre quais atividades impediriam a participação do senador.
A recusa ocorre em um momento decisivo da campanha presidencial, quando Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A votação está marcada para domingo (25).
⦾ Lula participou da sabatina na segunda-feira
Diferentemente do adversário, Lula aceitou o convite do SBT e participou da sabatina realizada na segunda-feira (19). A entrevista teve duração de 30 minutos e foi transmitida pelo telejornal SBT Brasil, com posterior reexibição no canal de notícias SBT News.
Com a desistência de Flávio Bolsonaro, a emissora encerra sua programação de entrevistas com os presidenciáveis sem ouvir um dos dois candidatos que disputam a etapa final da eleição.
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EUA afirmam que Ramagem violou leis de imigração e estava ilegalmente no país
Ex-diretor da Abin foi preso por permanecer nos Estados Unidos além do prazo do visto, mas acabou libertado após dois dias, sem pagar fiança; aliados agradeceram a Trump
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi detido nos Estados Unidos por violar a legislação migratória do país. Segundo informações da Agência Pública, divulgadas pelo UOL nesta quarta-feira (21), o ex-deputado permaneceu em território estadunidense após o vencimento de seu visto de turista, situação que motivou sua prisão pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), em Orlando, na Flórida.
A detenção ocorreu em abril, mas Ramagem foi libertado apenas dois dias depois, sem pagamento de fiança. A rapidez da soltura, seguida de manifestações públicas de agradecimento ao governo de Donald Trump e de uma medida diplomática contra um policial federal brasileiro envolvido na operação, levanta questionamentos sobre as circunstâncias do tratamento dispensado ao ex-diretor da Abin pelas autoridades estadunidenses.
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“Exército do Lula”: campanha de Lula aciona TSE contra decisões sobre canal no WhatsApp
Ação questiona ato administrativo do presidente Kassio Nunes Marques e aponta usurpação de competência do juiz natural
A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, representando o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à reeleição, protocolou mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para anular determinações do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que incidiram sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”.
#ExércitoDoLulaPeloMundo: Estudantes brasileiros prestam apoio a Lula durante manifestação antifascista na Espanha
Os estudantes brasileiros, que realizam intercâmbio na Galícia, compareceram ao local vestindo camisas e portando bandeiras do Brasil
Crédito: Angela Blanco/@angelablanco
Um grupo de estudantes intercambistas brasileiros organizou, nesta quarta-feira (21), um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma manifestação antifascista na cidade de La Coruña, na região da Galícia, Espanha. A mobilização ocorreu na Praça María Pita (Plaza María Pita), com início por volta das 11h e dispersão às 14h, pelo horário local.
A manifestação original foi convocada e organizada conjuntamente pelo Sindicato Estudantil da Galícia e pelo Sindicato Estudantil Espanhol, tendo como pauta central o protesto contra o partido de extrema-direita espanhol VOX. A ação dos brasileiros ocorreu de forma integrada.
Os estudantes brasileiros, que realizam intercâmbio na Galícia, compareceram ao local vestindo camisas e portando bandeiras do Brasil. Durante a mobilização, o grupo exibiu cartazes com mensagens de apoio a Lula, críticas ao bolsonarismo e ao fascismo, além de referências históricas de repúdio às ditaduras vividas tanto no Brasil quanto na Espanha.
Um dos principais focos da ação dos intercambistas foi a exibição de um cartaz de destaque promovendo a hashtag #ExércitoDoLulaPeloMundo, com o objetivo de dar ênfase à mobilização de apoiadores fora do território nacional.
Os organizadores do ato brasileiro fizeram questão de ressaltar o caráter estritamente pacífico de sua participação. O grupo informou que não se envolveu em nenhum tipo de ato violento ou de hostilidade contra as forças policiais.

Crédito: Cora Lima/@coralima_

Crédito: Cora Lima

Crédito: Angela Blanco

Crédito: Angela Blanco

Crédito: Angela Blanco

Crédito: Angela Blanco
Fonte: Brasil 247
Lula pede apoio de prefeitos e desafia comparação de repasses de seu governo com Bolsonaro
Em carta enviada a lideranças municipais, presidente destaca investimentos federais e alerta para a importância de 2027 e 2028, anos que antecedem as eleições municipais
Lula - Crédito: Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a busca por apoios políticos na reta final do segundo turno da eleição presidencial e enviou uma carta a prefeitos e vereadores de todo o país, na qual pede que comparem os recursos destinados aos municípios durante sua gestão com os repasses realizados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). A iniciativa busca mobilizar lideranças municipais em favor de sua reeleição, em meio à disputa com Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo a jornalista Tainá Falcão, da CNN Brasil, que teve acesso ao documento, Lula argumenta que a continuidade de seu governo é importante para assegurar investimentos e programas federais nas cidades. O presidente também chama a atenção dos gestores para os dois últimos anos de seus mandatos, período que antecede as eleições municipais de 2028.
“Eu lembro a você que 2027 e 2028 serão os anos mais importantes para o seu atual mandato. Pense bem nisso”, afirma Lula na carta.
A mensagem faz parte da estratégia da campanha petista para conquistar o apoio de prefeitos e vereadores, inclusive daqueles vinculados a partidos que não integram a base governista. O objetivo é ampliar a mobilização eleitoral nos municípios, especialmente nas cidades menores, onde as lideranças locais exercem influência sobre o eleitorado.
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Quaest: 69% dos brasileiros relatam aumento da renda no último ano
Pesquisa aponta melhora na percepção econômica das famílias, com avanço dos que dizem ter conseguido ganhos acima do custo de vida
A percepção dos brasileiros sobre a renda familiar apresentou melhora em outubro, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). O levantamento mostra que 69% dos entrevistados afirmam que seus rendimentos aumentaram nos últimos 12 meses, embora parte deles considere que os ganhos não foram suficientes para compensar a elevação do custo de vida.
O percentual de brasileiros que afirmam ter registrado crescimento da renda superior ao aumento dos preços chegou a 16%, o maior índice desde março, quando teve início a série histórica do levantamento.
O resultado representa um avanço de seis pontos percentuais em relação aos meses de agosto e setembro, quando esse grupo correspondia a 10% dos entrevistados. Na comparação com a pesquisa divulgada em 14 de outubro, o indicador subiu três pontos, passando de 13% para 16%.
Outro dado que sinaliza uma melhora na percepção econômica é a redução do percentual de brasileiros que afirmam não ter registrado qualquer aumento de renda no último ano. Esse grupo caiu de 32% para 28% em uma semana, atingindo o menor patamar da série histórica. Em junho, o índice era de 35%.
Maioria dos brasileiros relata aumento da renda
A resposta mais frequente entre os entrevistados foi a de que a renda familiar cresceu na mesma proporção que o custo de vida. Essa avaliação é compartilhada por 32% dos brasileiros, ante 29% na pesquisa anterior.
Outros 21% afirmaram que seus rendimentos aumentaram, mas em ritmo inferior à elevação dos preços. Na rodada anterior, esse percentual era de 23%.
Os resultados mostram, portanto, que 48% dos entrevistados consideram que a renda familiar acompanhou ou superou o aumento do custo de vida, enquanto 49% relatam que os rendimentos ficaram abaixo da evolução dos preços ou não cresceram.
Renan Santos diz que apoiadores que votarem em Flávio Bolsonaro vão “pagar mico” (vídeo)
Fundador do MBL aconselha eleitores a abrirem mão do voto no candidato do PL após acusações de Pablo Marçal
Renan Santos -
Diante das críticas do coach Pablo Marçal (PRTB), que o comparou a Adolf Hitler e classificou seus seguidores como integrantes de uma “seita de esquisitões”, o ex-candidato à Presidência e fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), orientou seus apoiadores a recusarem o voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.
Ao declarar que votará nulo ou se absterá, o dirigente partidário ironizou que aproveitará a data do pleito para visitar a família e frisou que o apoio ao postulante do PL não passa de uma perda de tempo inútil para salvar o país. Na avaliação do dirigente do partido Missão, os articuladores da candidatura bolsonarista consideram a vitória garantida e, por isso, desdenham do eleitorado do MBL, preparando terreno para futuras investidas contra o movimento.
“Muita gente me mandou mensagem por causa da declaração do Pablo Marçal, que me chamou de nazista e falou que o nosso eleitor é esquisito. (…) Entenda uma coisa, a campanha do Flávio acha que já ganhou a eleição. (…) Então, para eles, o nosso voto não é um voto que interessa muito, porque eles acham que estão três, quatro pontos na frente e que, depois, vão poder fazer o que eles já tentaram fazer no mandato do Jair (Bolsonaro): ‘cair para cima da gente’ institucionalmente”, declarou via stories do Instagram na terça-feira (20).
Quaest: Lula lidera no Nordeste e diminui vantagem de Flávio no Sudeste
Levantamento aponta vantagem do presidente no Nordeste e ligeira reação na maior região eleitoral do país a poucos dias do segundo turno
Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Waldemir Barreto/Agência Senado
O quadro eleitoral na reta final da disputa presidencial mostra um cenário de forte divisão regional entre os dois postulantes: enquanto o presidente Lula (PT) sustenta uma ampla hegemonia nos estados nordestinos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera no Sul, no Sudeste e no bloco composto por Norte e Centro-Oeste.
A menos de uma semana do retorno do eleitorado às urnas para a votação decisiva do segundo turno, os dados da penúltima sondagem divulgada nesta quarta-feira (21) apontam que a distância entre os adversários encurtou no Sudeste, o colégio eleitoral mais expressivo do país. Na região, o candidato do PL oscilou de 49% para 48% das intenções de voto no intervalo de uma semana, ao passo que o atual chefe do Executivo passou de 38% para 39%.
Por sua vez, o reduto eleitoral histórico do PT no Nordeste manteve-se consolidado. O presidente preservou os 61% das preferências registrados no levantamento anterior, enquanto o parlamentar variou de 32% para 31%.
Nas demais regiões do território nacional, o cenário permaneceu estável. No Sul, o candidato bolsonarista conservou os mesmos 61% de preferência, enquanto a pontuação de Lula variou de 30% para 28%. Já no agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte, observou-se variação de apenas um ponto percentual para ambos os lados: Flávio foi de 50% para 49% e Lula passou de 42% para 41%.
Quaest: número de indecisos dobra e chega a 14% na pesquisa espontânea
Pesquisa espontânea mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 40%; indefinição cresce entre mulheres, independentes e beneficiários do Bolsa Família
O número de eleitores indecisos na disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). O crescimento da indefinição ocorre a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
O levantamento também aponta um empate entre os dois candidatos na modalidade espontânea, em que os entrevistados declaram sua preferência sem receber uma lista de nomes. Lula e Flávio aparecem com 40% das intenções de voto cada.
Na comparação com a rodada anterior, divulgada há uma semana, ambos os candidatos perderam pontos percentuais. Flávio Bolsonaro recuou de 43% para 40%, enquanto Lula passou de 42% para 40%. Ao mesmo tempo, a parcela dos que pretendem votar em branco ou anular o voto diminuiu de 8% para 6%.
Lula ganha força entre eleitores de Cury, e Flávio avança sobre base de Caiado e Renan, mostra Quaest
Levantamento mostra divisão dos votos da ‘terceira via’ e vantagem do presidente entre quem se absteve no primeiro turno
A mais recente pesquisa Quaest sobre o segundo turno indica uma disputa acirrada pela preferência dos eleitores que apoiaram os nomes da chamada “terceira via” no primeiro turno. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (21) aponta que o presidente Lula (PT) conseguiu expandir sua vantagem no grupo que votou em Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na etapa inicial. Atualmente, 48% desse eleitorado declara apoio ao candidato à reeleição, contra 33% que preferem o senador Flávio Bolsonaro (PL). Outros 16% optam pelo voto nulo, em branco ou abstenção, enquanto 3% seguem indecisos. Há uma semana, a vantagem do presidente nesse segmento era menor, registrando 34% contra 30% do parlamentar bolsonarista.
Por outro lado, o candidato do PL demonstra maior capacidade de captação de votos entre os apoiadores de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), que declarou neutralidade na etapa decisiva. Na base de Caiado, Flávio lidera com 57% das intenções, ante 21% de Lula e 22% de votos brancos, nulos ou abstenções — há sete dias, o placar era de 42% a 23% em favor do senador. Já no eleitorado de Renan Santos, o representante do PL subiu de 40% para 51%, enquanto o atual chefe do Executivo passou de 14% para 25%; os que preferem anular, votar em branco ou se abster somam 24%.
Além do comportamento dos simpatizantes da terceira via, a Quaest revelou que Lula mantém desempenho superior ao do adversário no segmento de eleitores abstencionistas e dos que votaram em branco ou nulo no primeiro turno. Nesse grupo, visto como prioritário pela campanha de reeleição, o presidente contabiliza 40% das intenções de voto, frente aos 36% do senador do PL.






