segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Deputada bolsonarista eleita ataca Erika Hilton: “Homem biológico”


     Eduarda Campopiano. Foto: Reprodução

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, atacou a deputada federal Erika Hilton (PSOL) nas redes sociais após a divulgação do resultado das eleições em São Paulo. Em uma publicação no X, a bolsonarista se referiu à parlamentar trans como “homem biológico”.

A bolsonarista questionou como seria para Hilton “saber que nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo”. A declaração ocorreu depois de Campopiano conquistar a maior votação para a Assembleia Legislativa de São Paulo.

Campopiano recebeu 1,9 milhão de votos e se tornou a mulher mais votada da história da Alesp. Ela construiu a campanha com uma agenda conservadora e se apresenta nas redes como a “maior inimiga das feministas”.

Erika foi reeleita deputada federal no domingo (4), com 1,5 milhão de votos. O resultado colocou a parlamentar como a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados.

Em 2027, Senado terá 40 senadores novos e 14 reeleitos


      Dos 32 senadores atuais que tentaram se reeleger, 14 conseguiram um novo mandato - Ton Molina/Agência Senado


A eleição deste domingo (4) definiu os ocupantes de 54 das 81 cadeiras do Senado para os próximos oito anos. Quarenta vagas serão renovadas, o equivalente a 74% das cadeiras em disputa. As demais serão ocupadas por senadores que conseguiram se reeleger.

Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, o que corresponde a 43,7%.

Antes mesmo da apuração, já se sabia que haveria mudança significativa na composição da Casa a partir de 2027. Isso porque, entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não eram candidatos e outros 9 disputaram cargos diferentes ou participaram das eleições como suplentes. Com o resultado das urnas, a renovação foi ampliada pela derrota de 18 dos 32 senadores que tentavam permanecer no cargo.

Foram reeleitos, em ordem alfabética: Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Números

A disputa de 2026 repete um dado de 2018: nos dois pleitos, 32 titulares tentaram continuar no Senado. Em 2018, porém, apenas 8 foram reeleitos, e a renovação alcançou 46 das 54 cadeiras, ou 85,19%. Em 2026, o índice de reeleição foi maior, e a taxa de renovação, menor.

As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa neste ano porque foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. Ainda assim, algumas terão mudança a partir do próximo ano.

Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o segundo turno nos respectivos estados. O Senado é renovado alternadamente a cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e, na seguinte, um terço.


Fonte: Agência Senado


Câmara: PL obtém a maior bancada; federação PT-PCdoB-PV é a segunda força


PL terá bancada de 121 deputados na Câmara; federação PT-PCdoB-PV terá 88 deputados - Marcos Oliveira/Agência Senado


Assim como aconteceu no Senado, o PL conseguiu eleger nesse domingo de eleições gerais a maior bancada na Câmara dos Deputados. Para a próxima legislatura, o partido deverá ter 121 deputados, ou seja, 24 parlamentares a mais do que no pleito de 2022, o que representará 23,6% das 513 vagas. Os números mantém o partido como o de maior extensão na Casa.

A segunda maior bancada ficou com federação PT-PCdoB-PV, que obteve 88 cadeiras, com acréscimo de seis parlamentares eleitos na comparação com a última eleição. Desse total, 70 são do PT.

O União Progressista, que reúne os partidos União e PP, conquistou 87 vagas. No pleito anterior, eles obtiveram 105. Para 2027, o PSD terá 43 cadeiras, o Republicanos, 41, e o MDB, 36.

O índice de reeleição na Câmara foi de 58,67%, ou seja, 301 deputados voltarão a ocupar os gabinetes da Casa na próxima legislatura. Os dados são referentes aos parlamentares que também foram eleitos titulares em 2022. Já outros 183 eleitos se apresentarão para o primeiro mandato na Casa. Esse grupo representará 35,67% dos eleitos.

Bancadas eleitas 2022 2026
PL    97 121
PT/PCdoB/PV  82 88
União/PP  105 87
PSD 42 43
Republicanos 40 41
MDB 41 36
Pode 20 27
PSB 15 15
PSol/Rede 15 15
PSDB/Cidadania 18 11
Novo 3 10
PRD/Solidariedade 12 7
PDT 16 6
Avante 7 5
Missão 0 1
Fonte: SGM/Câmara dos Deputados

Coordenador de Lula diz que Flávio é a própria “bala de prata” da campanha

 Campanha aposta na comparação entre os candidatos, busca eleitores que se abstiveram e prepara acenos ao centro

Lula e Marco Aurelio Carvalho - Crédito: Divulgação

 A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma ofensiva política para tentar virar a disputa contra Flávio Bolsonaro no segundo turno, com foco na comparação entre os dois candidatos, na apresentação de propostas para os próximos anos e na mobilização de milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Segundo o UOL, Lula reúne nesta segunda-feira (5), em Brasília, integrantes do PT e aliados de outras legendas para definir a estratégia da reta final da eleição. O encontro está marcado para as 17h, no hotel San Marco, na Asa Sul.

Um dos coordenadores da campanha, Carvalho, afirmou que a estratégia não deve se limitar ao confronto das trajetórias políticas e pessoais dos candidatos. Para ele, Lula também precisará concentrar o debate nas propostas para o próximo mandato.

“Precisamos falar sobre futuro, o que a gente tem de proposta para o futuro. O que está em jogo é uma disputa de projeto para o país”, declarou.

A avaliação dentro da campanha é que o próprio adversário oferece elementos suficientes para a comparação eleitoral. A expressão usada por Carvalho, de que “a bala de prata é o próprio Flávio”, sintetiza a aposta em explorar as diferenças entre Lula e Flávio Bolsonaro durante as próximas semanas de campanha.

Ex-agente diz que CIA interfere nas eleições a favor de Flávio Bolsonaro


       O ex-agente da CIA John Kiriakou. Foto: Reprodução

O ex-agente da CIA John Kiriakou afirmou que a agência de inteligência dos Estados Unidos está “potencialmente intervindo” nas eleições brasileiras em favor de Flávio Bolsonaro (PL). Ele publicou a declaração na segunda (05), ao comentar a disputa eleitoral brasileira.

O ex-funcionário também disse haver “evidências críveis de que a CIA está envolvida”. Na publicação inicial, ele afirmou ter conversado com o “presidente Bolsonaro três anos atrás, quando ele era candidato”.

Kiriakou acrescentou que havia “subestimado o poder do populismo nesta corrida atual” e declarou: “ele vai perder”.

Depois, o ex-agente corrigiu a referência à conversa e escreveu que havia se reunido com o presidente Lula, e não com Bolsonaro. “Correção aqui: minha conversa foi com LULA, não com Bolsonaro”, afirmou na rede X.



Kiriakou atribui suposta ação da CIA a Bolsonaro

Na mesma sequência de mensagens, Kiriakou tentou esclarecer o alvo de sua acusação. “Para esclarecer, a CIA está potencialmente intervindo em nome de Bolsonaro, não de Lula”, escreveu.

Zema fica em 6º em Minas e não vence em nenhuma cidade do estado


      Romeu Zema. Imagem: reprodução

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) terminou a eleição presidencial em sexto lugar no estado que comandou por dois mandatos. Ele recebeu 98.407 votos, equivalentes a 0,82% dos votos válidos mineiros, enquanto somou 326.488 votos no país, ou 0,27% do total.

Flávio Bolsonaro (PL) liderou a apuração em Minas, com 48,24%, seguido por Lula (PT), que obteve 43,33%. Zema não venceu em nenhuma das 853 cidades mineiras. Em Belo Horizonte, teve 1,22% dos votos e também ficou na sexta posição.

Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber Flávio antes do fim de restrição

 Defesa solicita retomada das visitas ou, alternativamente, um encontro excepcional antes de 11 de outubro

Flávio Bolsonaro – Jair Bolsonaro - Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado / REUTERS/Adriano Machado

 A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) visite o pai antes do encerramento da suspensão de 90 dias determinada contra o parlamentar.

Segundo a CNN Brasil, o pedido foi apresentado um dia depois de Flávio Bolsonaro avançar ao segundo turno da eleição presidencial, no qual enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. A restrição às visitas termina em 11 de outubro.

Na petição encaminhada ao STF, os advogados pedem, em primeiro lugar, que seja restabelecido o regime normal de visitas a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A defesa sustenta que já transcorreu período significativo desde a imposição da medida e afirma que não foram registrados novos episódios que justificassem a continuidade do regime excepcional.

Como alternativa, a defesa solicita que Moraes permita uma única visita de Flávio antes do término da proibição. O encontro, segundo os advogados, teria caráter “exclusivamente familiar” e seria realizado em data e horário previamente acertados com o local onde Bolsonaro está preso.

VÍDEO – Valdemar vira piada na GloboNews ao dizer que Bolsonaro “respeita o Judiciário”


                               Valdemar Costa Neto em entrevista à GloboNews. Foto: Reprodução

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Jair Bolsonaro “sempre respeitou o Poder Judiciário”, apesar dos ataques do ex-presidente a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante seu governo. A declaração ocorreu em entrevista à GloboNews e ele virou piada após a fala.

Questionado pelo jornalista Octavio Guedes sobre a possibilidade de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, Valdemar chamou Bolsonaro de “um cara surpreendente” e alegou que ele respeita o Judiciário.

Guedes contestou a fala e lembrou a postura de Bolsonaro quando ocupava a Presidência. “No governo ele ficava xingando, dizia que não ia respeitar o STF. Ele sempre desrespeitou o STF”, afirmou o jornalista.

Valdemar respondeu que Bolsonaro apenas reclamava das decisões, sem levar adiante confrontos institucionais. “Não fazia nada”, disse o dirigente partidário.

Flávio Bolsonaro vence em 14 Estados e Lula domina em 13 no primeiro turno

 Candidato do PL avançou no Sul, Sudeste e Centro-Oeste; presidente Lula venceu em todo o Nordeste e ficou à frente em três estados do Norte

Lula e Flávio Bolsonaro  -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Reprodução/Band

O primeiro turno da eleição presidencial mostrou uma divisão geográfica entre Flávio Bolsonaro (PL), que venceu em 14 unidades da Federação, e o presidente Lula (PT), que terminou à frente em 13 estados, destacou uma reportagem publicada nesta segunda-feira (5) pelo Congresso em Foco.

O senador da extrema direita registrou 47,03% dos votos válidos no país, enquanto Lula teve 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro, após uma votação marcada por blocos regionais bem definidos.

Lula deve reformular campanha e reforçar atuação em Minas no 2º turno

 Resultado abaixo do esperado no primeiro turno amplia pressão por mudanças na coordenação e mobilização regional

Lula ´Crédito: Ricardo Stuckert

O desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições aumentou a pressão dentro do PT por mudanças na estrutura de sua campanha para a disputa decisiva contra Flávio Bolsonaro. Entre as principais preocupações estão a coordenação política, a comunicação e a necessidade de ampliar a presença da campanha nos estados.

Segundo a jornalista Tainá Falcão, da CNN Brasil, interlocutores do presidente já defendiam, antes mesmo da votação, o reforço do núcleo responsável pela campanha, com maior participação de lideranças experientes e uma organização mais robusta das ações regionais.

Fandoms de Beyoncé, Anitta e outros artistas abrem redes para campanha de Lula

 Comunidades de fãs dizem que vão divulgar informações da campanha, mobilizar eleitores e estimular participação no segundo turno

       Anitta - Crédito: Reprodução/Twitter/@Anitta

Comunidades de fãs de artistas nacionais e internacionais anunciaram nesta segunda-feira (5) que vão colocar seus perfis nas redes sociais à disposição da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

Segundo o blog Sonar, de O Globo, perfis ligados a artistas como Beyoncé e Anitta publicaram mensagens semelhantes no X para declarar apoio ao candidato petista e oferecer seus canais para a divulgação de informações de interesse público e conteúdos eleitorais.

“Oi, @LulaOficial! Nossas redes estão abertas para você e sua equipe. Estamos disponíveis para compartilhar informações de interesse público e conteúdos relacionados à sua campanha, sempre com o objetivo de ampliar o acesso do nosso público às informações. Estamos à disposição!”, diz uma das publicações compartilhadas pelos grupos.

A mobilização ocorre após o primeiro turno da eleição presidencial, no qual Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula. Segundo os números citados pela publicação, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%.

Câmara terá maior bancada feminina da história com 108 deputadas em 2027

 Crescimento das candidaturas eleitas reflete avanço gradual da participação das mulheres no Congresso Nacional

Plenário da Câmara dos Deputados - Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

 A Câmara dos Deputados terá, a partir de 2027, a maior bancada feminina de sua história. Nas eleições realizadas neste domingo (4), 108 mulheres conquistaram vagas para deputada federal, o que representa um avanço de 17 cadeiras em comparação com o pleito de 2022, quando 91 deputadas foram eleitas para a Casa Baixa.

O resultado das urnas consolida uma trajetória ascendente na representatividade das mulheres nas últimas três eleições. Entre os partidos políticos que mais elegeram bancadas femininas para a próxima legislatura destacam-se o PT, que lidera o ranking com 26 deputadas eleitas, seguido pelo PL, que garantiu 22 vagas para mulheres na Câmara.

Bolsonaro pode ser candidato à Presidência em 2030, diz Valdemar Costa Neto

 Presidente do PL afirma que Flávio Bolsonaro, se eleito neste ano, garantirá a liberdade do pai e aposta em nova candidatura do ex-presidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília-DF – 14/09/2025 - Crédito: REUTERS/Mateus Bonomi

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Jair Bolsonaro poderá voltar a disputar a Presidência da República em 2030 e disse acreditar que o ex-presidente seria um “forte candidato” ao Palácio do Planalto daqui a quatro anos. A declaração foi dada à CNN Brasil e divulgada nesta segunda-feira (5).

Valdemar também afirmou não ter dúvidas de que Flávio Bolsonaro (PL), candidato da legenda à Presidência neste ano, atuará para garantir a liberdade do pai caso vença a eleição.

“O Flávio se elegendo presidente da República, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”, declarou o dirigente partidário.

Lula avalia anunciar Alckmin ministro da Fazenda em tentativa de virada no 2º turno

Plano discutido pela campanha prevê vice-presidente no comando da economia em eventual quarto mandato; medida busca atrair centro e reforçar credibilidade fiscal

Lula e Geraldo Alckmin - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda apresentar Geraldo Alckmin como futuro ministro da Fazenda caso seja reeleito, numa tentativa de reforçar a confiança na condução da economia e ampliar o apoio entre eleitores de centro no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada nesta segunda-feira (5) pela Reuters.

A proposta ainda está em análise e prevê que Alckmin acumule a Vice-Presidência com o comando da Fazenda a partir de 2027. Procurado pela Reuters, o Palácio do Planalto não comentou.

A movimentação ocorre após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Lula. Com 99,99% das urnas apuradas, o candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

A escolha de Alckmin teria como objetivo dar uma sinalização de estabilidade aos agentes econômicos. A avaliação é que, por ocupar simultaneamente a Vice-Presidência, ele teria maior peso político e autonomia na condução da política econômica, além de menor risco de ser substituído durante o mandato.

A estratégia também teria um componente eleitoral. A campanha de Lula pretende disputar eleitores de centro que demonstram preocupação com a situação fiscal do país, mas que resistem à candidatura de Flávio Bolsonaro.

“Maioria é petista”: médica é denunciada por mandar prender pacientes em maternidade


          Print de conversa em grupo de WhatsApp de profissionais de saúde. Foto: Reprodução

Uma médica ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia, foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de orientar profissionais a não conceder alta a pacientes no fim de semana das eleições por suposta motivação política. A informação é da coluna Na Mira no Metrópoles.

A denúncia relata que a médica alegou, em conversa interna, que a maior parte dos pacientes seria simpatizante do PT. A orientação teria alcançado quem estivesse de plantão na enfermaria no sábado e no domingo do pleito.

A mensagem foi enviada por volta das 16h58 de sexta (2) em um grupo de WhatsApp que reúne profissionais da unidade municipal. A médica também compartilhou uma figurinha com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo sinal de positivo.

Ao menos 12 integrantes do grupo reagiram à publicação com emojis de riso, afirmação e bandeira do Brasil. Um colaborador respondeu “combinado”, enquanto outro enviou emojis de gargalhada.

Bancada bolsonarista articula proposta para tirar foro de autoridades do STF


Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A bancada bolsonarista no Senado pretende apresentar uma proposta de emenda à Constituição para retirar do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento de processos criminais contra autoridades. A medida transferiria essas ações para outras instâncias, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs).

A articulação busca alterar as atribuições da Corte por meio de uma reforma constitucional, em vez de concentrar a ofensiva política no impeachment de ministros. A mudança reduziria a competência criminal originária do STF, hoje responsável por julgar determinadas autoridades em razão do cargo.

A coluna de Mônica Bergamo afirma que o grupo bolsonarista terá ao menos 49 senadores favoráveis ao impeachment de ministros, ao somar parlamentares que seguem no mandato e os 35 eleitos no domingo (4). Esse total não alcança os 54 votos necessários para afastar um integrante do Supremo.

Os 49 votos, porém, seriam suficientes para sustentar uma proposta de mudança constitucional no Senado. O plano prevê que o STF passe a atuar de forma mais restrita como Corte constitucional, sem parte das competências criminais que hoje concentra.

Nova regra da cláusula de barreira ameaça PSOL, PDT, Missão e outras 9 siglas; entenda


       Plenário da Câmara vazio na semana do feriado de Corpus Christi. Foto: Reprodução/Leticia Pille

Dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 12 siglas devem ficar abaixo da cláusula de barreira nas eleições de 2026, o que restringe o acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita em rádio e televisão. Entre os partidos que aparecem nesse grupo estão a federação PSOL-Rede, o PDT, o Missão, de Renan Santos, e o Avante, de Augusto Cury.

A regra exige que cada legenda eleja 13 deputados federais em pelo menos nove estados ou alcance 2,5% dos votos válidos para a Câmara em todo o país. Nesta segunda alternativa, o partido também precisa obter ao menos 1,5% dos votos válidos em nove unidades da Federação.

Quem não cumpre uma das exigências perde o acesso ao fundo partidário pelos quatro anos seguintes e fica fora da divisão do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O critério avalia o desempenho nacional e a distribuição territorial dos votos ou das bancadas eleitas.

PSOL e Rede, que disputaram a eleição em federação, somaram 4,89% dos votos válidos para a Câmara. Apesar do percentual nacional, a federação atingiu o índice mínimo em apenas oito estados, um a menos que o necessário para cumprir a cláusula.
PDT, Avante e Missão também não alcançaram os requisitos

O PDT registrou 1,64% dos votos válidos e elegeu quatro deputados federais, número inferior à exigência de 13 parlamentares distribuídos por nove estados. A legenda também não alcançou o percentual nacional previsto pela nova regra.

Diferenças entre a regra antiga e a nova. Foto: Reprodução/Congresso em Foco

Campanha de Lula diz que proibição das bets alavancou desempenho ruim no 1° turno


Lula em pronunciamento após o 1º turno das eleições presidenciais. Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo

Integrantes da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a proibição das bets prejudicou seu desempenho no primeiro turno da disputa pelo Palácio do Planalto. Lula anunciou o banimento das apostas online nove dias antes da eleição.

O grupo monitorou nas redes sociais a atuação de influenciadores voltados à classe C que pediam voto útil em Flávio Bolsonaro (PL). As postagens associavam o apoio ao senador à oposição ao fim das apostas.

A campanha também teme que o tema ganhe mais força quando a medida provisória determinar a retirada dos sites do ar, prevista para terça-feira. Até então, usuários com recursos depositados nas plataformas ainda podem continuar jogando.

A decisão de proibir integralmente as bets dividiu o entorno de Lula durante a campanha. Parte dos aliados considerava a medida radical e avaliava que ela trazia riscos eleitorais na reta final.

Constantino ataca Bahia após vitórias do PT nas eleições: “câncer do Brasil, ninguém quer trabalhar lá”

 O comentarista também dirigiu ataques a Salvador, que classificou como “um lixo”

Rodrigo Constantino -  Crédito: Reprodução/Captura de tela/X

Rodrigo Constantino, apoiador extremista da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), atacou a Bahia com xenofobia e a população baiana após a divulgação dos resultados das eleições deste domingo (4), que deram ao PT vitórias na disputa pelo governo estadual e pelas duas vagas ao Senado.

Em um vídeo publicado depois da votação, Constantino afirmou: “Vai vir a turma da Globo falar que é xenofobia, estou pouco me lixando para isso. A Bahia é o câncer do Brasil”.

Na gravação, o comentarista também dirigiu ataques a Salvador, que classificou como “um lixo”. Para justificar as críticas, relatou experiências pessoais vividas durante viagens ao estado, descritas por ele próprio como “evidências anedóticas”.

Constantino afirmou que, em uma de suas passagens pela Bahia, encontrou pessoas em bares em uma manhã de segunda-feira e associou a cena a uma suposta falta de disposição para o trabalho. “Ninguém quer trabalhar”, declarou.

Em outro relato, disse que uma pessoa teria tentado comprar água de coco, mas foi informada de que o responsável por retirar os frutos não havia comparecido ao trabalho naquele dia. Também mencionou um episódio em que alguém teria pedido um queijo quente em um estabelecimento e recebido a informação de que havia apenas misto quente já preparado.

A partir dessas experiências, Constantino generalizou suas críticas aos moradores do estado. “Baianos, com todas as boas exceções, em geral, vocês são uma vergonha para o Brasil”, afirmou.

The Guardian expõe conexões de Flávio Bolsonaro com “máfias paramilitares”


  Reportagem do jornal britânico The Guardian, com Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/The Guardian


O jornal britânico The Guardian afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “ligações com membros das máfias paramilitares do Rio”, ao publicar uma reportagem sobre a disputa presidencial brasileira e o desempenho do parlamentar no primeiro turno neste domingo (04).

O periódico abriu o texto com uma declaração de Flávio Bolsonaro após a votação: “Estou mais do que pronto para liderar este país e dar às famílias brasileiras o direito de sonhar novamente”. Na sequência, contrapôs a fala à promessa do senador de adotar uma repressão dura ao crime.

Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro teve 56.104.049 votos, equivalentes a 47,03% dos válidos. Lula recebeu 53.876.219 votos, ou 45,16%, e os dois avançaram para o segundo turno previsto para o dia 25.

Na avaliação do Guardian, uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia beneficiar seu pai, Jair Bolsonaro. O jornal escreveu que o senador espera “libertar seu pai”, a quem descreveu como condenado a 27 anos por planejar uma tentativa de golpe após a derrota eleitoral para Lula.

Homenagem a Adriano da Nóbrega e caso das rachadinhas

A reportagem retomou a relação da família Bolsonaro com o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como integrante da milícia de Rio das Pedras e do grupo de extermínio Escritório do Crime. Em 2005, Flávio e Jair Bolsonaro o visitaram na prisão e entregaram a ele a Medalha Tiradentes, da Alerj.

Diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é a menor da história no 1º turno desde 1989


Flávio Bolsonaro e Lula. Fotomontagem: Reprodução/Arte Migalhas

Nenhum dos candidatos atingiu mais da metade dos votos válidos, e a disputa pela Presidência seguirá para o segundo turno em 25 de outubro. Flávio e Lula concentraram a votação, enquanto os demais concorrentes ficaram distantes dos dois primeiros colocados.

Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) ficaram atrás dos finalistas. A definição do próximo presidente dependerá da disputa direta entre o senador do PL e o atual chefe do Executivo.

O recorde anterior de menor margem no primeiro turno pertencia à eleição de 2022. Naquela votação, Lula recebeu 48,43% dos votos válidos e Jair Bolsonaro (PL) teve 43,2%, uma diferença de 5,23 pontos percentuais.

Disputas presidenciais tiveram margens maiores no primeiro turno

Antes de 2022, a menor distância entre os dois primeiros colocados havia ocorrido em 2006. Lula terminou aquela primeira etapa com 48,61%, contra 41,64% de Geraldo Alckmin (PSDB), uma diferença de quase sete pontos percentuais.

As maiores vantagens da série ficaram com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), eleito no primeiro turno em 1994 e 1998. Na primeira disputa, FHC teve 54,3% contra 27% de Lula; quatro anos depois, obteve 53,06%, diante de 31,71% do petista.

Flávio Bolsonaro mira o Nordeste e Lula prioriza o Sudeste para o segundo turno

 Candidatos concentram agendas nas regiões onde registraram resultados abaixo da expectativa no primeiro pleito

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert | Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro

No segundo turno das eleições presidenciais, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e o presidente Lula (PT) vão concentrar suas viagens e agendas públicas nas regiões onde tiveram desempenhos eleitorais considerados abaixo da expectativa inicial, segundo Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

O plano da campanha do senador bolsonarista prevê um mergulho estratégico nos estados do Nordeste, região em que o atual mandatário manteve a liderança na preferência do eleitorado no primeiro turno. O objetivo central do candidato do PL será cortar a margem de vantagem do adversário em bases tradicionais do petismo, incluindo localidades de estados como Ceará, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Por outro lado, Lula deve dedicar os esforços de sua agenda eleitoral prioritariamente ao Sudeste, cobrindo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A definição dessa estratégia ocorreu após um diagnóstico feito pela articulação petista, que atribuiu a vantagem do primogênito de Jair Bolsonaro (PL) ao desempenho de Lula ter ficado aquém do esperado nos maiores colégios eleitorais do país.