Com apoio de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, proposta enfrenta resistência do PT e do PL e amplia poder das cúpulas partidárias
Hugo Motta e Davi Alcolumbre - Crédito: Lula Marques/Agência Brasil
Lideranças de partidos do Centrão trabalham para aprovar, ainda em novembro, uma reforma do sistema eleitoral brasileiro que substituiria o atual modelo proporcional pelo voto distrital misto. A iniciativa conta com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e enfrenta resistências de parlamentares do PT e do PL, diante das mudanças que poderá provocar na composição das bancadas e na distribuição de poder dentro das legendas.
Segundo a CNN Brasil, dirigentes de diferentes partidos participam das negociações para acelerar a tramitação da proposta. Além de Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estaria atuando para facilitar as discussões e viabilizar o avanço da reforma no Congresso Nacional.
A articulação tem como objetivo garantir a aprovação da mudança antes da posse dos parlamentares eleitos em outubro, prevista para fevereiro de 2027. Integrantes do Centrão avaliam que a próxima legislatura poderá oferecer maior resistência à proposta, uma vez que contará com deputados beneficiados pelo atual sistema proporcional, especialmente os chamados puxadores de votos.
Embora reconheçam a oposição de setores do PL, lideranças envolvidas nas negociações consideram que eventuais votos contrários da legenda não seriam suficientes, por si só, para inviabilizar a reforma. A resistência também alcança parlamentares do PT, que demonstram preocupação com os efeitos do novo modelo sobre a representação política.












