domingo, 27 de setembro de 2026

TRE do Paraná proíbe ‘campanha substitutiva’ de Dallagnol por aliados após decisão do TSE

 Justiça determina remoção de postagens de apoiadores, impõe regras para carreata e notifica o TSE sobre tentativa de burlar suspensão de propaganda

    Deltan Dallagnol  -  Crédito: Novo-PR

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) identificou a prática de uma “campanha substitutiva” em prol do ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) conduzida por seus aliados políticos. A movimentação ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender a propaganda e os atos eleitorais do candidato na disputa por uma vaga ao Senado Federal. Diante da situação, a Justiça Eleitoral determinou a remoção imediata de publicações que façam pedidos explícitos de voto ao ex-procurador, impôs restrições a atos de rua e comunicou as decisões ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE, segundo o jornal O Globo.

A determinação estabelece limites claros para a conduta de terceiros enquanto a candidatura de Deltan permanecer impedida de fazer campanha nas ruas e nas redes sociais. O tribunal ponderou que manifestações individuais de apoio, críticas ao entendimento formulado pelo TSE e explicações sobre o status jurídico do postulante continuam liberadas. No entanto, a avaliação da Justiça Eleitoral é de que apoiadores não podem assumir ações vetadas ao próprio político, como pedir votos ou distribuir material panfletário da candidatura.

“A atuação de terceiros candidatos não pode servir como via de burla para o restabelecimento prático de uma campanha eleitoral expressamente suspensa pela Corte Superior”, pontuou a juíza auxiliar Sandra Bauermann na decisão.

O veto atingiu diretamente conteúdos divulgados pelos deputados Filipe Barros (PL) e Guilherme Kilter (Novo), além do advogado Jeffrey Chiquini. O TRE-PR fixou o prazo de 24 horas para a exclusão de sete postagens que veiculavam pedidos explícitos de voto no ex-deputado, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil por publicação mantida.

Entre os materiais questionados está uma publicação em que Kilter declarava: “Deltan não pode fazer campanha, então nós fazemos por ele”. Em outro vídeo, o parlamentar afirmava estar percorrendo municípios paranaenses para pedir votos no número 300. A decisão também alcançou postagens do deputado Filipe Barros que atrelavam seu voto ao do ex-procurador.

A representação analisou ainda manifestações feitas por Sergio Moro (União Brasil), candidato ao governo do Estado. Em uma das gravações, Moro declarava: “Até lá nós vamos fazer campanha para ele”, defendendo a escolha do número 300. Contudo, as publicações que se restringiam a demonstrações de solidariedade ou a contestação do posicionamento judicial foram preservadas, sem ordem de remoção.

A assessoria da campanha de Deltan Dallagnol manifestou “profunda preocupação” com as determinações da Justiça Eleitoral e criticou a extensão da restrição aos atos praticados por seus aliados. A defesa sustentou que a candidatura do ex-deputado continua deferida e argumentou que a legislação eleitoral garante a candidatos com registro indeferido o direito de recorrer e prosseguir nas atividades de campanha.

Impasse na rua e acionamento do TSE

O embate ganhou desdobramentos durante o fim de semana em virtude de uma carreata organizada na capital paranaense. A divulgação do evento trazia a foto de Deltan ao lado de Kilter, exibindo o número de ambos e a frase: “Ele não pode fazer campanha, mas nós faremos por ele”. A juíza Sandra Bauermann autorizou a realização do ato promovido por Kilter, mas proibiu a veiculação de pedidos de voto para Deltan ou a distribuição de seus impressos, estabelecendo multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

“Se a candidatura está impedida de praticar atos de campanha, a continuidade plena dessa mesma campanha por meio de interpostas pessoas acaba por traduzir uma forma enviesada de descumprimento do comando judicial”, sublinhou a magistrada. Ela negou, por outro lado, o pedido formulado por adversários para busca e apreensão de materiais do candidato durante o evento.

O que aumentou o otimismo interno na campanha de Lula


    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

A campanha do presidente Lula (PT) ganhou ânimo na equipe pela reeleição após ao menos dois levantamentos internos apontarem oscilação positiva em suas intenções de voto e variação negativa para o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os chamados trackings foram acessados por uma coluna, mas seus números não podem ser divulgados porque não se tratam de pesquisas oficiais registradas.

De acordo com informações do Metrópoles, auxiliares de Lula avaliam que os dados indicam uma tendência de crescimento do petista na reta final da campanha eleitoral.

Na leitura do entorno presidencial, os anúncios relacionados ao Bolsa Família e às bets contribuíram para a melhora observada nos levantamentos internos.

Nas pesquisas registradas na Justiça Eleitoral, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro nas simulações de primeiro turno. Parte desses levantamentos, porém, aponta empate técnico entre os dois candidatos dentro da margem de erro. No cenário de segundo turno, Flávio chega a surgir numericamente à frente de Lula em algumas sondagens, entre elas a Quaest.

Mesmo nos levantamentos em que o senador aparece à frente no segundo turno, a diferença permanece dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico com o atual presidente.

Casamento do filho de Moraes reúne ministros do STF, STJ e PGR em São Paulo

 

Alexandre de Moraes – Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O casamento de Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro Alexandre de Moraes, reuniu integrantes do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e do Ministério Público no sábado (26), em São Paulo. Gilmar Mendes e Flávio Dino representaram o STF na celebração, que também teve a presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Com informações do Metrópoles.

O presidente do STJ, Luís Felipe Salomão, e o corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, participaram da festa. Alexandre Barci de Moraes se casou com Thaís, cujo sobrenome não foi divulgado.

Alvo de Moraes, influenciador bolsonarista vira estrategista de campanha no Paraná

 

Bernardo Küster ao lado de Márcio Pacheco durante evento
Bernardo Küster (a esquerda) e o candidato a deputado federal Márcio Pacheco (ao centro) – Foto: Divulgação/Marcio Pacheco
O influenciador bolsonarista Bernardo Küster, alvo do ministro Alexandre de Moraes no Inquérito das Fake News, trabalha como estrategista da campanha do deputado estadual Márcio Pacheco (Republicanos-PR) à Câmara dos Deputados em 2026. Pacheco está no terceiro mandato na Assembleia Legislativa do Paraná e busca trocar Curitiba por Brasília. Com informações do Metrópoles.

Küster presta o serviço por meio de sua empresa. Na declaração à Justiça Eleitoral, a campanha descreveu sua atuação como “preparação pública” do candidato e “assessor estratégico”. Ele já recebeu R$ 36 mil e, até agora, Pacheco é o único candidato que declarou a contratação do influenciador para a eleição de 2026.

Dono da Multilaser defende fim da escala 6×1: “Inadmissível não ter descanso na era da IA”


Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho de administração da Multilaser, na sede da empresa. Foto: reprodução

O presidente do conselho de administração da Multilaser, Alexandre Ostrowiecki, defendeu o fim da escala 6×1 e afirmou que é “inaceitável” manter trabalhadores com apenas um dia de descanso semanal em meio aos avanços da inteligência artificial e da robótica. Para o empresário, todos os empregados deveriam ter dois dias livres por semana.

Ostrowiecki disse que a mudança tem custo econômico e pode levar parte das empresas a elevar preços, mas descartou uma onda de demissões. “Toda redução de jornada da história provocou o mesmo alarme, e a economia se adaptou. É um custo que vale a pena pagar pela enorme melhoria na qualidade de vida do trabalhador”, afirmou em entrevista à Folha.

O empresário sustentou que a escala 6×1 não representa o principal fator de perda de competitividade da indústria brasileira. Ele citou burocracia, impostos sobre o consumo e juros elevados como entraves mais relevantes para a formação dos preços no país.

“Quem se preocupa com a competitividade do país deveria começar cortando os privilégios do Estado, não o descanso do trabalhador”, disse Ostrowiecki. Há cerca de 15 anos, ele ajudou a criar o Ranking dos Políticos, site de orientação liberal que reúne perfis de congressistas.

O argumento de Dino para derrubar censura a post sobre Nossa Senhora Aparecida

 

Flávio Dino durante sessão do STF
Flávio Dino – Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou o argumento da liberdade religiosa para derrubar decisões da Justiça Eleitoral contra uma publicação do humorista Antonio Tabet. O conteúdo tratava de informações que circulavam nas redes sobre grupos ligados à candidatura de Flávio Bolsonaro e uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Com informações da Veja.

MPT recebe 614 denúncias de assédio eleitoral; maioria é de SP

Homem votando na cabine eleitoral. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 614 denúncias de assédio eleitoral em 2026 a uma semana do primeiro turno. O total é sete vezes maior que o número registrado até o fim de setembro na eleição de 2022, quando chegaram 85 relatos. Com informações de Lauro Jardim, para O Globo .

As denúncias cresceram ao longo dos últimos meses: foram 46 em julho, 135 em agosto e 350 em setembro. Só os registros de setembro representam mais da metade das ocorrências contabilizadas pelo órgão neste ano.

O assédio eleitoral envolve pressões, constrangimentos ou ameaças contra trabalhadores em razão de suas posições políticas ou eleitorais. Os relatos podem partir dos empregados ou de outras pessoas que tenham conhecimento das situações.

Em 2022, o número de denúncias aumentou depois da votação. O MPT recebeu 2.639 registros em outubro, outros 499 em novembro e 148 em dezembro, encerrando aquele ano com 3.371 casos.

Sudeste concentra maior número de relatos

Tabet posta novamente sobre Nossa Senhora Aparecida após Dino derrubar censura de Mendonça


      Antonio Tabet e a nova publicação sobre Nossa Senhora Aparecida. Foto: reprodução

O humorista Antonio Tabet, um dos fundadores do Porta dos Fundos, republicou a crítica ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, neste domingo (27). Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, censurou a postagem sobre os ataques bolsonaristas à Nossa Senhora Aparecida. A decisão foi revertida hoje por Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”, escreveu Tabet, exatamente como há dois dias, no post acompanhado pela imagem da santa padroeira do Brasil.

Em poucos minutos, a publicação viralizou com milhares de repostagens e curtidas. Entre os usuários que compartilharam, aparecem comentários de celebração à santa, comemoração pelo fim da censura e até provocações aos bolsonaristas, ainda que Tabet não tenha mencionado nenhum membro da família desde o post original.

“Dino derrubou a censura de André Mendonça. [Agora] Pode falar da família miliciana atacando Nossa Senhora Aparecida”, escreveu um seguidor do humorista. “Que Nossa Senhora Aparecida proteja o Brasil. Que todos os santos e todos os orixás, juntos, nos guiem pela democracia e pela soberania. Livres, pra sempre, do fascismo e do fundamentalismo religioso”, celebrou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ).

VÍDEO: Vice dos sonhos de Flávio pede votos para adversário de Carlos Bolsonaro

 

Senadora Tereza Cristina
Senadora Tereza Cristina – Foto: Reprodução
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), apontada por Flávio Bolsonaro (PL) como possível candidata a vice-presidente, declarou apoio à reeleição de Esperidião Amin (PP-SC) para o Senado. Em Santa Catarina, Amin disputa a vaga com Carlos Bolsonaro (PL), irmão de Flávio. Com informações do Metrópoles.

Em vídeo divulgado no domingo (27), Tereza Cristina afirmou que Amin tem sido “um espelho, uma bússola, para discutir assuntos espinhosos” no Senado. “Senador, meu querido amigo, quero muito a sua recondução para essa casa, para que tenhamos de novo os bons combates, as discussões que trazem conteúdo e que embasam as decisões de projetos de lei que esse país precisa”, disse.

Dino derruba ordem de Mendonça sobre Nossa Senhora obtida por Flávio


     Flávio Dino – Foto Luiz Silveira/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou neste domingo (27) uma decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Dino também ordenou que as plataformas digitais restabeleçam outras postagens retiradas com o mesmo fundamento após ação apresentada pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Tabet publicou a mensagem na quinta-feira (24), durante a repercussão de informações falsas sobre uma suposta articulação da campanha de Flávio para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”, escreveu o humorista. A publicação não mencionava nominalmente Flávio Bolsonaro nem integrantes de sua família.

Flávio acionou o TSE e obteve uma liminar que determinou a exclusão da publicação e proibiu a divulgação de conteúdos semelhantes. A decisão também estabeleceu multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento. Posteriormente, Mendonça ampliou as determinações às plataformas digitais para impedir a circulação de publicações que reproduzissem a narrativa considerada inverídica.

Clã Bolsonaro é “tão radical quanto disfuncional”, afirma Financial Times

 Jornal britânico diz que os Bolsonaro têm “estilo paranoico de política” e que derrota de Flávio seria “o fim da Era Bolsonaro”

Flávio Bolsonaro – Jair Bolsonaro -  Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado / REUTERS/Adriano Machado

 A revista de fim de semana do tradicional jornal britânico Financial Times publicou uma extensa reportagem de capa detalhando as dinâmicas internas, os escândalos e os desdobramentos políticos em torno do clã Bolsonaro. A publicação, que também ocupou a manchete do site do veículo ao longo do dia, faz uma comparação direta entre os Bolsonaros e a família do presidente norte-americano Donald Trump, destacando que os brasileiros incorporam um estilo político “paranoico”, oscilando entre o conservadorismo e o caos na busca pelo poder.

Nossa Senhora Aparecida soma 1 milhão de posts e tem 3ª maior repercussão política de 2026

 Levantamento registra 669,9 mil publicações nas primeiras 24 horas e 8,5 milhões de interações em 55 horas

Nossa Senhora Aparecida - Crédito: Reprodução

As publicações sobre Nossa Senhora Aparecida somaram 977,6 mil registros em 55 horas nas redes sociais e produziram 8,5 milhões de interações, entre curtidas, comentários e compartilhamentos. A mobilização foi impulsionada pela circulação de informações que associavam o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma proposta para retirar da santa o título de padroeira do Brasil, ligação que não corresponde à autoria nem à situação do projeto citado nas postagens. A candidatura de Flávio pelo PL foi registrada e validada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O levantamento é do Instituto Democracia em Xeque (DX) e foi detalhado em reportagem do Estadão publicada neste sábado (26). Nas primeiras 24 horas, foram contabilizadas 669,9 mil publicações, número que levou o instituto a classificar o episódio como o terceiro maior pico de debate político nas redes em 2026 dentro de seu monitoramento.

Pastor de Flávio Bolsonaro defende fim de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil


     Flávio Bolsonaro e, à direita, o pastor JB Carvalho junto a Bia Kicis e Michelle Bolsonaro

A relação entre Flávio Bolsonaro e o pastor J. B. Carvalho vai além da proximidade política e religiosa. O senador se converteu “pra valer” em 2022. O processo foi conduzido na Comunidade das Nações, fundada pelo bispo J. B. Carvalho, bolsonarista radical.

O primeiro batismo de Flávio realizado de acordo com os ritos dessa igreja ocorreu em 2024, juntamente com a mulher Fernanda. Em novembro de 2025, quando Jair Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, Flávio levou ao pai o livro “Metanoia – A Chave Está Em Sua Mente”, de Carvalho. Publicada pela Editora Chara em 2018, a obra apresenta uma proposta de transformação pessoal e interior.

Na véspera do aniversário de 70 anos de Jair Bolsonaro, Carvalho participou de uma live com Flávio, Jair e Michelle, na qual fez uma oração pela família. “Minha solidariedade ao nosso eterno Presidente Jair Bolsonaro. Tenho certeza que ele fará a travessia desse momento difícil que está atravessando e que com certeza sairá do outro lado”, alegou.

No livro “A Bomba”, publicado em 2001, Carvalho apresenta uma crítica ao catolicismo, à devoção a Nossa Senhora e à presença de símbolos católicos na vida pública brasileira. Num dos capítulos, contesta diretamente a legislação que reconhece Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

“A lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal”, afirma. Na sequência, Carvalho sustenta que não haveria “amparo constitucional para determinar que a deusa mariana seja imposta a toda uma nação como padroeira” e argumenta que “o Brasil não possui mais ligação entre igreja e estado”.

O texto também afirma que a separação entre Estado e religião teria sido estabelecida pela Constituição de 1891 e cita as Constituições de 1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988 para sustentar sua interpretação. A partir daí, Carvalho faz uma afirmação ainda mais ampla: “Por esta razão o feriado de 12 de outubro é ilegal”.

A obra não se limita a questionar a validade jurídica do feriado. Carvalho defende que o Brasil deveria abandonar a referência a Nossa Senhora Aparecida como padroeira. “Já que o Brasil por lei não é mais um país católico, está na hora de destronarmos a Rainha em nossa nação e servir ao Deus verdadeiro”, escreve.

Mesmo carro, mesma loja, preços diferentes: a BMW blindada alugada por Mário Frias e Bilynskyj


        Mario Frias e Paulo Bilynskyj. Foto: Divulgação

Os deputados federais Mario Frias (PL-SP) e Paulo Bilynskyj (PL-SP) usaram a cota parlamentar para alugar a mesma BMW preta e blindada de uma empresa de comércio de armas, mas os contratos previam pagamentos diferentes. Os documentos identificam o veículo pelo mesmo modelo, placa, chassi e Renavam.

Juntos, os dois deputados reembolsaram cerca de R$ 120 mil sob a rubrica de locação de veículos automotores. A fornecedora foi a L.L.D.P. Comércio de Armas e Munições Ltda., cujo dono, Gustavo Pazzini, é sócio do Grupo G16, clube de tiro frequentado por bolsonaristas.

O contrato de Frias começou em março de 2023, com mensalidade de R$ 7,6 mil e validade de um ano, com possibilidade de prorrogação. Até fevereiro de 2024, o deputado gastou R$ 91,2 mil, conforme as notas fiscais disponíveis.

Bilynskyj iniciou a locação em novembro de 2024 por R$ 5,5 mil mensais, valor cerca de 38% menor que o pago por Frias. O parlamentar desembolsou ao menos R$ 29,1 mil em seis notas e afirmou que a Câmara avalizou a contratação para apoio às atividades do gabinete entre novembro de 2024 e abril de 2025.
Empresa incluiu locação de veículos após início do contrato

Os contratos, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, também apontam que a BMW estava sob alienação fiduciária, indicação de que o automóvel era financiado e ainda não havia sido quitado.

‘Quero continuar dando trabalho para a direita’, afirma Glauber Braga em entrevista à Hildegard Angel na TV 247

 Deputado federal e candidato à reeleição pelo PSOL-RJ detalhou sua plataforma em 10 pontos

Glauber Braga - Crédito: Tv 247

 O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), candidato à reeleição, foi o entrevistado da jornalista Hildegard Angel no programa Conversas com Hildegard Angel, na TV 247. Em um diálogo marcado pela prestação de contas de sua atuação parlamentar e pela análise do momento político, Glauber reafirmou que o espaço parlamentar só ganha sentido real quando atua como caixa de ressonância das lutas populares e dos trabalhadores.

Logo na apresentação, Hildegard Angel destacou a combatividade do parlamentar, lembrando episódios emblemáticos de sua trajetória na Câmara dos Deputados: “Glauber Braga é uma referência à parte entre os progressistas por sua coragem e destemor. Foi ele o primeiro a dizer em voz alta diante das câmeras que ‘o rei estava nu’ ao confrontar Sérgio Moro”, afirmou a jornalista, pontuando que a postura intransigente do deputado exige permanente vigília dos movimentos sociais para barrar as perseguições políticas.

Os 10 pontos do mandato e o enfrentamento ao orçamento secreto

Durante a entrevista, Glauber detalhou os eixos que orientam sua candidatura e a atuação parlamentar, destacando como prioridade absoluta o combate à captura do fundo público:

Fazenda prevê que fim das bets poderá devolver até R$ 1,7 bilhão a apostadores nos próximos dias

 Governo fixa 5 de outubro como data limite para resgates nas plataformas após medida provisória barrar novos aportes

      Crédito: lula.com.br

O Ministério da Fazenda calcula que cerca de R$ 1,7 bilhão em recursos atualmente depositados em plataformas de apostas virtuais deverão ser sacados pelos usuários até o dia 5 de outubro, data estipulada pelo governo federal para que os sistemas sejam completamente desativados no país, segundo reportagem do jornal O Globo.

Nunes Marques suspende jingle “Foi o Flávio Bolsonaro”, da campanha de Lula

 Decisão do TSE aponta descontextualização em peça publicitária que associava senador a diferentes suspeitas

                  Flávio Bolsonaro e Kassio Nunes Marques - Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado | Sophia Santos/STF

 O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou no sábado (26) a suspensão da veiculação de um jingle da campanha de reeleição do presidente Lula (PT). A peça publicitária, intitulada “Foi o Flávio Bolsonaro”, associava o senador Flávio Bolsonaro (PL) a investigações de esquemas de “rachadinha”, compra de imóveis em dinheiro vivo e ao caso do Banco Master, relata o Metrópoles.

A propaganda eleitoral foi veiculada no rádio e na televisão entre os dias 28 e 31 de agosto de 2026, sendo transmitida em sete ocasiões por quatro emissoras. Na peça, a campanha petista utilizava uma série de questionamentos diretos: “quem pediu Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio? É o Queiroz, amigo do Flávio”, dizia um dos trechos do jingle impugnado.

Além das menções às transações financeiras e ao uso de dinheiro em espécie na loja de chocolates do senador, o material da campanha de Lula trazia à tona homenagens prestadas por Flávio Bolsonaro ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado pelas autoridades como uma das lideranças do crime organizado no Rio de Janeiro. A propaganda questionava os ouvintes: “Quem homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega com a medalha? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem comprou pelo menos 51 imóveis em dinheiro vivo?”.

Perfis-fantasmas violam regras do TSE e impulsionam fake news contra o PT e Lula

 Estratégia de marketing digital usou inteligência artificial e vídeos descontextualizados que saíram do ar em poucas horas sem deixar rastros

Computador   -  Crédito: Kacper Pempel / Reuters

Uma operação articulada por meio de “perfis-fantasmas” nas redes sociais utilizou desinformação, inteligência artificial e impulsionamentos pagos para atingir o presidente Lula e o PT logo após as manifestações de 7 de Setembro, descumprindo as diretrizes estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo reportagem de Ramiro Brites no Metrópoles.

As publicações, veiculadas entre os dias 8 e 9 de setembro, permaneceram no ar por apenas algumas horas antes de as contas serem sumariamente deletadas. Trata-se de uma tática que se aproveita dos chamados “perfis-satélites” — contas secundárias criadas no marketing digital para direcionar tráfego a perfis principais —, adaptada para o cenário eleitoral como “perfis-fantasmas”. Esse método injeta expressivos volumes de dinheiro em impulsionamentos, atinge milhões de usuários e apaga os rastros rapidamente, evitando a identificação de autoria, o recebimento de denúncias e a responsabilização formal das campanhas.

sábado, 26 de setembro de 2026

Simone Tebet dispara contra Flávio Bolsonaro: “não vamos deixar a milícia subir a rampa do Planalto”

Candidata aliada de Lula discursa em comício na Zona Leste de São Paulo e defende dobradinha com Marina Silva para o Senado

Lula, Simone Tebet e Marina Silva  -  Crédito: Ricardo Stuckert

Durante comício realizado neste sábado (26) na Zona Leste de São Paulo, a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) proferiu um discurso incisivo em defesa da democracia, da soberania nacional e da reeleição do presidente Lula (PT), atacando duramente os bolsonaristas ao afirmar que o campo progressista não permitirá que a milícia tenha acesso ao poder central do país.

O evento contou com a presença do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e de Marina Silva (Rede), que também disputa uma vaga no Senado. Em sua fala, Simone Tebet enfatizou que a única alternativa para quem ama São Paulo e o Brasil é salvar o país por meio da reeleição de Lula. A candidata ressaltou avanços e pautas centrais para a classe trabalhadora, questionando o público sobre o fim da escala 6×1, o reajuste do salário mínimo acima da inflação e a valorização do Bolsa Família como garantias de dignidade para a população.

Lula relaciona Flávio Bolsonaro a casos Master e INSS durante ato em São Paulo

 Presidente citou investigações no sistema financeiro e no INSS; evento reuniu Alckmin, Haddad, Marina Silva e Simone Tebet

26.09.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em São Paulo: o evento "Lula na Zona Leste de São Paulo: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado em São Miguel Paulista, São Paulo – SP.
Crédito: Foto/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a escândalos de corrupção e criticou o empresário Daniel Vorcaro durante um ato de campanha neste sábado (26), em São Miguel Paulista, na zona leste da capital paulista. Lula também defendeu a soberania nacional durante o pronunciamento. Lula e Flávio tiveram suas candidaturas presidenciais validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No discurso, Lula atribuiu ao adversário uma relação com Vorcaro, ligado ao Banco Master, e mencionou investigações relacionadas ao sistema financeiro e apurações no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As referências foram apresentadas pelo presidente como parte de suas críticas ao candidato do PL.

“Ele [Vorcaro] deu o maior golpe financeiro na história desse país”, afirmou Lula. Na mesma declaração, o presidente fez outras acusações contra o empresário e contra políticos que não identificou nominalmente.

Flávio Bolsonaro fica só no sonho enquanto Lula abre 34 pontos no Ceará


      Foto: Arte/DCM

Lula (PT) chega a 60% das intenções de voto para presidente no Ceará e abre 34 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 26%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada neste sábado (26). Augusto Cury (Avante) registra 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), 1% cada.

Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 2%, e outros 2% dos entrevistados se declararam indecisos. A distância entre Lula e Flávio Bolsonaro é muito superior à margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A liderança do presidente também aparece no confronto direto. Em eventual segundo turno, Lula tem 63% contra 28% de Flávio Bolsonaro, vantagem de 35 pontos. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 5% não souberam responder.

TSE usará rede de satélites Starlink para transmitir dados das urnas em áreas remotas

Contratação de empresa via edital vai garantir a infraestrutura de comunicação em colégios eleitorais de 13 estados sem cobertura convencional de internet

Sistema de internet via satélite Starlink - Crédito: REUTERS/Lisi Niesner

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contará com comunicação via satélite da rede Starlink, desenvolvida pela empresa SpaceX, de propriedade do empresário Elon Musk, para garantir a transmissão de dados das urnas eletrônicas em colégios eleitorais localizados em áreas remotas do país que não dispõem de infraestrutura convencional de telecomunicações, informa a CNN Brasil.

A viabilização do serviço ocorre por meio da contratação da Hughes Telecomunicações do Brasil, empresa vencedora de um edital promovido pela Justiça Eleitoral em março deste ano. Para cumprir o contrato, a Hughes utilizará os equipamentos satelitais da Starlink.

“Se apostar errado, vai quebrar a cara”: o discurso de Lula sobre eleições em jantar com empresários


     Lula em jantar com empresários em SP. Foto: reprodução

O presidente Lula (PT) comparou a escolha eleitoral a um jogo de truco e pediu votos a empresários durante um jantar em São Paulo, na noite de sexta-feira (25). “Se você apostar errado, você vai quebrar a cara. Vocês sabem disso”, afirmou ao tratar da disputa presidencial de 2026.

Lula falou por mais de 30 minutos e defendeu estabilidade política e jurídica. Sem citar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na eleição, o presidente disse que a campanha não se resume a uma disputa entre candidatos.

“O que tem em jogo nesse instante não é um candidato contra outro candidato. Se fosse só isso, eu sei que vocês vão votar em mim. Eu sou melhor do que eles. Eu sei disso”, disse. Ele afirmou ainda que não busca aprovação pessoal da plateia: “Eu não quero casar com vocês. Eu só quero o voto”.

O petista sustentou que um governante precisa ter “biografia” e afirmou que ele e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) formam a dupla mais experiente da corrida ao Planalto. Lula disse que os empresários sabem que a chapa é “melhor do que tudo que está na mesa”.

Corinthians monitora seis joias do sub-20 para o time profissional; saiba quem são

 

Yago Melo, Matheus Corrêa, Luiz Gustavo Bahia, João Vitor Jacaré, Gui Amorim e Luiz Fernando – Foto: Reprodução/Instagram/Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
O Corinthians vê o goleiro Matheus Corrêa, o zagueiro Yago Melo, o volante Luiz Gustavo Bahia, o meia Gui Amorim, o lateral-direito João Vitor Jacaré e o atacante Luiz Fernando como os próximos candidatos a integrar o elenco profissional. A avaliação da base ganha importância diante dos três transfer bans que impedem o clube de contratar jogadores.

Fernando Diniz pode recorrer aos jovens caso precise ampliar as opções do grupo. O zagueiro Iago Machado estreou pelo profissional contra o Flamengo, enquanto Yago Melo entrou na lista de relacionados pela primeira vez na carreira para a mesma partida. Os atletas do sub-20 já participam de treinamentos com a equipe principal em algumas ocasiões.

Flávio Bolsonaro se desespera e diz que MP do fim das bets é “estelionato” de Lula


                  Flávio Bolsonaro durante evento de campanha eleitoral. Foto: Reprodução

O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), chamou de “estelionato” a Medida Provisória anunciada pelo governo Lula para proibir as bets. Em pronunciamento nas redes sociais nesta sexta-feira (25), ele afirmou que a iniciativa pode perder validade depois da eleição.

Flávio disse que também é contrário às empresas de apostas, mas acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de editar uma medida com objetivo eleitoral. “Agora, a nove dias da eleição, ele anuncia que vai acabar com as bets?”, questionou.

O candidato ressaltou que uma MP entra em vigor assim que a Presidência a edita, mas tem vigência temporária de até quatro meses. Para tornar-se permanente, a proposta precisa receber aprovação de comissão mista e dos plenários da Câmara e do Senado.

“Depois das eleições, se a MP caducar, as bets podem voltar com força total, mas aí já vai ser tarde, porque as eleições já vão ter passado e ele já enganou milhões de eleitores”, afirmou o senador.