domingo, 19 de julho de 2026

A partir desta segunda (20), fica vedada a atuação de parentes de candidatos na Justiça Eleitoral

Impedimento alcança magistradas, magistrados, integrantes dos tribunais eleitorais, auxiliares e chefes de cartório durante o período eleitoral


A partir desta segunda-feira (20), entra em vigor uma das regras previstas no calendário das Eleições Gerais de 2026 para garantir a imparcialidade da atuação da Justiça Eleitoral. Desde a escolha de candidatas e candidatos em convenção partidária até a diplomação das eleitas e dos eleitos, não poderão atuar nos processos eleitorais pessoas que tenham vínculo de parentesco com candidatos registrados na região.

O impedimento alcança juízas e juízes eleitorais, integrantes dos tribunais eleitorais, auxiliares e chefes de cartório que sejam cônjuge, companheira ou companheiro, ou parentes consanguíneos ou por afinidade, até o segundo grau, de candidata ou candidato a cargo eletivo registrado na localidade.

O Código Eleitoral também estabelece que não poderá servir como escrivão eleitoral o membro de diretório de partido político, nem a candidata ou o candidato a cargo eletivo, seu cônjuge e parentes consanguíneos ou por afinidade até o segundo grau, sob pena de demissão.

As regras estão previstas no terceiro parágrafo do artigo 14 e no primeiro parágrafo do artigo 33 do Código Eleitoral, bem como nos artigos 56 e 57 da Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.608/2019.

Fonte: TSE

Busca por “Sicário” dispara 1.300% após imagem com Flávio Bolsonaro


Buscas por “Sicário” de Daniel Vorcaro aumentam 1.300% após divulgação de foto com Flávio Bolsonar

As buscas pelo termo “Sicário” cresceram 1.300% no Google na noite de sexta-feira (17) depois da divulgação de uma imagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, identificado como “Sicário” de Daniel Vorcaro. Com informações de Metrópoles.

A imagem foi revelada pelo ICL Notícias e passou a circular associada ao senador, aumentando o interesse sobre Mourão e sua relação com o caso envolvendo Vorcaro.

O Google Trends também registrou alta nas pesquisas por expressões como “Flávio Bolsonaro”, “foto Flávio Bolsonaro”, “Flávio Bolsonaro Sicário” e “Sicário Flávio Bolsonaro”.

Ao comentar o episódio em entrevista ao Flow Podcast, Flávio Bolsonaro negou a autenticidade da imagem e afirmou que ela teria sido produzida por inteligência artificial.

Saiba como é a missa do padre excomungado que ainda reúne fiéis no DF


 O padre Françoá Costa, durante missa na Capela Santo Atanásio. Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A Capela Santo Atanásio, em Ceilândia (DF), manteve a celebração da missa tridentina em latim e reuniu cerca de 30 fiéis na noite de quinta-feira (16), em meio à declaração de cisma e excomunhão contra o padre Françoá Costa e a comunidade ligada à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). Com informações de Metrópoles.

Na entrada da igreja, localizada na esquina da QNO 19, fiéis recebem orientações sobre o rito e têm acesso a livretos do ordinário da missa, com orações em latim e tradução em português. Duas caixas separam os véus usados pelas mulheres: brancos para solteiras e pretos para casadas e viúvas. Mulheres e meninas cobrem a cabeça com mantilhas de renda antes de entrar no templo, e o uso de celulares não é permitido no local sagrado.

Dentro da capela, o silêncio marca a espera pela celebração. Homens usam terno ou roupas formais, enquanto mulheres vestem saias e vestidos longos. Antes da missa, o padre Françoá Costa atende fiéis em confissão ao lado do altar, cercado por paredes brancas e azuis, imagens de santos, candelabros e um crucifixo ao centro.

A missa daquela noite foi dedicada a Nossa Senhora do Carmo. O sacerdote avisou que, ao fim da celebração, colocaria o escapulário nos fiéis que ainda não o haviam recebido e aspergiria água benta sobre a comunidade. Às 19h30, três badaladas anunciaram o início do rito, e o padre entrou pelo corredor central com paramentos dourados, acompanhado por dois coroinhas.

Em culto na Itália, Zambelli agradece Flávio Bolsonaro: “Não fui abandonada”


             A ex-deputada federal Carla Zambelli no púlpito, em culto religioso. Foto: Reprodução/X

A ex-deputada federal Carla Zambelli participou de um culto religioso em Roma, na Itália, no domingo (12), emocionou-se e agradeceu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a outros políticos de direita que a visitaram enquanto ela esteve presa no país.

Durante o discurso, Zambelli disse que o senador não deixou de defendê-la. “Flávio Bolsonaro não se envergonhou nenhuma vez de defender minha liberdade, a justiça e o nosso país. Eu sou grata, porque ele fez perceber que eu não estava sozinha, que eu não tinha sido abandonada como os jornais diziam. Eu tinha pessoas que me respeitavam, torciam e oravam por mim”, afirmou.

O culto ocorreu em uma atividade organizada pelo grupo evangélico “Patriotas em Roma”. A fala da ex-deputada circulou nas redes sociais da mãe dela, Rita Zambelli, que se apresenta como pré-candidata a deputada federal por São Paulo.

Zambelli também citou os senadores que “atravessaram o [Oceano] Atlântico” para visitá-la em setembro do ano passado, quando ela estava detida no presídio de Rebibbia, em Roma. Foram à Itália Eduardo Girão (Novo-SP), Damares Alves (Republicanos-DF), Magno Malta (PL-SP) e Flávio Bolsonaro.

A arma do PT para desgastar Tarcísio durante a campanha em São Paulo


     Antonio Donato durante seminário Eleições nas Periferias, em São Paulo. Foto: Reprodução

O PT reuniu informações sobre reequilíbrios de contratos de concessão em São Paulo para usar contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto no estado. Com informações de Folha de S.Paulo.

A estratégia mira principalmente ajustes concedidos a concessionárias durante a gestão Tarcísio. O caso mais avançado envolve rodovias paulistas e compensações financeiras relacionadas à queda de usuários durante a pandemia.

A gestão estadual reconheceu, por meio da Artesp, desequilíbrio de R$ 2,5 bilhões em favor de concessionárias de estradas paulistas por perdas de receita. O tema deve abastecer questionamentos do partido no horário eleitoral.

O deputado Antonio Donato (PT) levou ao TCE-SP uma representação contra os cálculos usados nos reequilíbrios. Embora o caso tenha sido arquivado, a fiscalização do tribunal apontou procedência parcial nas críticas apresentadas pelo parlamentar.

Polarização afasta amigos e familiares para 52,7% dos brasileiros, aponta pesquisa


         Família brigando durante a refeição. Foto: Produzida por IA/ChatGPT

A pesquisa Panorama Eleitoral Brasileiro, do Instituto Informa, aponta que 52,7% dos brasileiros já deixaram de conviver com amigos ou familiares por causa de diferenças políticas. Com informações do blog de Alcelmo Gois, no O Globo.

O levantamento também registrou que quase três em cada dez entrevistados dizem que esse afastamento acontece com frequência, o que indica recorrência nas rupturas de convivência.

O sociólogo Fábio Gomes, fundador e presidente do Instituto Informa, avaliou que a disputa política passou a afetar vínculos fora do debate público. “A política deixou de ser apenas um tema de debate público e passou a interferir diretamente nas relações pessoais”, disse.

Gomes acrescentou: “Quando mais da metade da população afirma ter se afastado de pessoas próximas por divergências políticas, percebemos que a polarização extrapolou o ambiente eleitoral e já produz impactos concretos na convivência social”.

Como o Instituto Informa fez o levantamento

A pesquisa ouviu 2.419 pessoas em diferentes etapas de coleta, dentro do levantamento chamado Panorama Eleitoral Brasileiro.
Pessoas reunidas em uma conversa
Pesquisa do Instituto Informa. Foto: Reprodução

Justiça nega indenização a Flávio Bolsonaro por ser chamado de “lavador de dinheiro” e “miliciano”

Magistrada concluiu que publicação reproduziu informações já divulgadas e configurou manifestação de opinião política; defesa do senador afirma que recorrerá

Flávio Bolsonaro e e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário"
Crédito: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal negou o pedido do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para receber uma indenização de R$ 61 mil após ser chamado de “lavador de dinheiro”, “miliciano”, “criminoso” e “ladrão” em uma publicação nas redes sociais. A decisão é da juíza Gabriela Jardon, da 6ª Vara Cível de Brasília, e foi divulgada pelo Metrópoles. A defesa do parlamentar informou que recorrerá.

Na sentença, assinada na quinta-feira (16), a magistrada entendeu que não havia elementos que demonstrassem que o responsável pelo perfil tivesse criado deliberadamente uma informação falsa para difamar o senador.

Segundo a juíza, “não houve indícios de que o dono do perfil tenha criado narrativa própria ou fabricado informação inédita com o propósito específico de difundir fato sabidamente falso”.

Gabriela Jardon afirmou ainda que a postagem teve como base conteúdos já divulgados anteriormente e caracterizou uma manifestação de natureza política.

“O que se verifica é que, valendo-se de notícias previamente divulgadas, o réu externou opinião política grandiloquente, marcada por evidente carga emocional e ideológica. Além disso, o autor [Flávio] é pessoa hiperpública, filho de um ex-presidente recente do país e pré-candidato à Presidência da República nas próximas eleições”, escreveu a magistrada.

Datafolha mede impacto do tarifaço de Trump e da crise na extrema direita em nova pesquisa presidencial

Levantamento encomendado pela Folha de S.Paulo avaliará efeitos políticos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, da ofensiva de Michelle Bolsonaro contra Flávio Bolsonaro e da aprovação do governo Lula

Lula e Flávio Bolsonaro
Crédito: Ricardo Stuckert/PR | Agência Senado

Uma nova pesquisa Datafolha, que será realizada entre quarta e sexta-feira desta semana, deverá oferecer um retrato atualizado da corrida presidencial de 2026 e medir o impacto de acontecimentos recentes que movimentaram o cenário político brasileiro. As informações foram antecipadas pelo colunista Lauro Jardim, em sua coluna deste domingo no jornal O Globo.

O levantamento, encomendado pela Folha de S.Paulo, ouvirá presencialmente 2.004 eleitores em todo o país e terá seus resultados divulgados em 24 de julho. Além das tradicionais perguntas sobre intenção de voto e avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pesquisa explorará temas que ganharam destaque nas últimas semanas, como o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros e os desdobramentos da crise interna da extrema direita.

Tarcísio terá de explicar boné pró-Trump em meio a impacto do tarifaço, diz Elio Gaspari

Governador paulista enfrenta desgaste político após medidas tarifárias dos EUA e vê episódio de apoio ao presidente norte-americano voltar ao centro do debate
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apoia agressão de Donald Trump ao Judiciário brasileiro
Crédito: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), terá até outubro um desafio político que, segundo avaliação do jornalista Elio Gaspari, pode comprometer sua imagem diante do eleitorado paulista: explicar a associação pública com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um momento em que o novo pacote de tarifas imposto por Washington ameaça negócios brasileiros e pode provocar demissões. A análise foi publicada neste domingo (19) na coluna de Gaspari na Folha de S.Paulo

O articulista lembra que Tarcísio aparece, em um vídeo gravado em janeiro de 2025, usando um boné vermelho com a inscrição “Maga” (“Make America Great Again”), principal slogan das campanhas de Donald Trump. À época, o gesto já havia sido alvo de críticas, mas, segundo Gaspari, ganhou um novo significado diante do segundo tarifaço anunciado pelo governo norte-americano.

O inquérito sobre a morte de Jango nunca foi encerrado e a busca por verdade desafia o tempo, diz João Vicente Goulart

Em entrevista ao programa Cessar-Fogo, da TV 247, filho do ex-presidente detalha a reabertura de investigações no MPF, os bastidores da resistência trabalhista ao lado de Getúlio Vargas e as costuras históricas da Frente Ampla contra a ditadura militar

João Goulart Filho: os autores do golpe de 64 e 2016 são semelhantes
Crédito: Brasil247

Meio século após o desaparecimento de uma das figuras mais emblemáticas da história republicana brasileira, a busca por respostas sobre as reais circunstâncias da morte do ex-presidente João Goulart ganha um novo e contundente capítulo. Em entrevista concedida ao jornalista Alex Solnik, no programa Cessar-Fogo, da TV 247, João Vicente Goulart (João Goulart Filho) revelou em primeira mão que o inquérito conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre o suposto assassinato de seu pai permanece aberto e sob nova condução no Rio Grande do Sul.

Escritor, poeta e um dos fundadores do PDT, João Vicente trouxe à tona detalhes dos bastidores institucionais, a complexidade da Operação Condor no Cone Sul e defendeu o legado de pacificação nacional de Jango.

O obstáculo que pode derrubar o plano da direita de conquistar maioria no Senado


Arte gráfica sobre pré-candidaturas ao Senado no campo da direita. Foto: Reprodução

A multiplicação de pré-candidaturas ao Senado no campo da direita ameaça o plano bolsonarista de eleger uma bancada majoritária na Casa e avançar pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. A disputa aparece mais fragmentada em ao menos seis estados, entre eles Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, com risco de pulverização de votos e abertura de espaço para adversários. Com informações de O Globo.

Em São Paulo, o ex-ministro Ricardo Salles (Novo), hoje rompido com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece como obstáculo para a chapa bolsonarista. Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra Salles com 13% das intenções de voto, numericamente à frente dos deputados André do Prado (PL), com 11%, e Guilherme Derrite (PL), com 10%; os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos.

As pré-candidatas ligadas ao palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideram as projeções no estado: a ministra Marina Silva (Rede) tem 18%, e Simone Tebet (PSB), 16%. O palanque de Flávio inclui o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição, enquanto Lula deve ter o ex-ministro Fernando Haddad na disputa pelo governo paulista.

No Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo, operações da Polícia Federal atingiram nomes cotados para disputar o Senado e deixaram a composição em suspenso. Flávio escolheu o senador Carlos Portinho (PL) para ocupar a vaga do partido na aliança de Douglas Ruas (PL), antes reservada ao ex-governador Cláudio Castro (PL), alvo da PF; a outra vaga, ligada ao ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), entrou em xeque após sua prisão por posse ilegal de um fuzil.

Mulher do vice de Tarcísio vê patrimônio crescer 580% e declara empresa no Panamá


Felicio Ramuth e Vanessa Ramuth no Sambódromo do Anhembi. Foto: Reprodução

O patrimônio declarado da empresária Vanessa Ramuth, mulher do vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (MDB), passou de R$ 2 milhões em janeiro de 2023 para R$ 13,6 milhões ao fim de 2025, uma alta de 580% desde a posse dele ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Com informações de Folha de S.Paulo.

Na declaração apresentada no início do governo estadual, Vanessa listava uma casa avaliada em R$ 325 mil, créditos de R$ 1,6 milhão a receber de sua própria empresa, R$ 7 mil em títulos e R$ 91 em conta bancária.

Em 2025, a composição do patrimônio mudou. A empresária declarou R$ 2,3 milhões em investimentos bancários, um crédito de R$ 850 mil a receber do próprio marido e R$ 9,6 milhões em participação na Visio Panamá Corporation S.A., empresa registrada no Panamá.

Sem Michelle, Flávio aposta na esposa, denunciada no caso das rachadinhas


     Fernanda, mulher do senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Fernanda, mulher do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deixou o perfil discreto para assumir protagonismo na tentativa do presidenciável de ampliar apoio entre mulheres e contornar a crise política com Michelle Bolsonaro, madrasta dele.

A dentista mantinha uma conta no Instagram sem publicações, mas passou a postar depois da oficialização de Flávio como candidato a presidente, em dezembro. A colunista Bela Megale noticiou que Fernanda também já teria um discurso preparado para defender o marido diante da possibilidade de vazamento de um vídeo comprometedor feito quatro anos atrás: diria que ele é hoje um homem convertido e melhor do que na época em que o casal teria enfrentado problemas no relacionamento.

Nas agendas previstas para Flávio após a convenção do PL, voltadas ao público feminino, Fernanda deve ocupar espaço nos palanques ao lado de nomes como a ex-presidente da Caixa Daniella Marques e a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP).

Espanha e Argentina decidem a Copa do Mundo em duelo histórico entre duas escolas imortais do futebol

Final inédita reúne Messi em sua despedida dos Mundiais e Lamine Yamal como símbolo da nova geração em um confronto que coloca frente a frente os campeões da Europa e da América

Espanha contra Argentina
Crédito: Brasil 247 / Dall-E

O futebol mundial viverá neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), um daqueles momentos destinados a entrar para a história. Pela primeira vez, Espanha e Argentina disputarão uma final de Copa do Mundo, reunindo duas das seleções mais técnicas do planeta, dois modelos de formação admirados internacionalmente e duas gerações simbolizadas por seus maiores talentos: Lionel Messi, em sua despedida definitiva dos Mundiais, e Lamine Yamal, o prodígio espanhol que desponta como um dos maiores nomes do futebol contemporâneo.

A decisão, disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, também representa o encontro entre os atuais campeões continentais. A Argentina chega como vencedora da Copa América, enquanto a Espanha consolidou sua supremacia europeia após conquistar a Eurocopa de 2024 e a Liga das Nações da UEFA em 2023.

Muito mais do que uma partida, a final coloca frente a frente duas concepções distintas — embora igualmente sofisticadas — de jogar futebol: de um lado, a criatividade, a competitividade e a capacidade de superação da Argentina; do outro, o controle técnico, a posse de bola e a organização coletiva da Espanha.

Gleisi acusa Flávio Bolsonaro de atacar a Lei Maria da Penha e promover retrocesso contra mulheres

Deputada federal afirma que legislação transformou o combate à violência doméstica e acusa pré-candidato de desconsiderar uma das principais conquistas na proteção às mulheres

Brasília (DF) – 26/11/2025 – A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A deputada federal e ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT-PR) reagiu às declarações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre a Lei Maria da Penha e afirmou que o senador demonstra “ignorância” ao classificar a legislação como “um pedaço de papel”. A manifestação foi publicada neste domingo (19) na rede social X.

Na publicação, Gleisi defende a importância da lei, em vigor há 20 anos, e afirma que ela representou uma mudança estrutural no enfrentamento à violência doméstica no Brasil. Segundo a parlamentar, antes da criação da norma, agressões contra mulheres eram frequentemente tratadas como assuntos privados. “Até ela existir, em briga de marido e mulher ninguém metia a colher. O homem agredia e normalizavam a agressão”, escreveu.

Ela também associou esse cenário a setores políticos que, segundo sua avaliação, apoiam o pré-candidato. “Coisa defendida por muitos que apoiam esse candidato”, afirmou.

sábado, 18 de julho de 2026

Chinesas e carros elétricos mudam perfil da indústria automotiva no Brasil; entenda


Fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP) encerrou as atividades e transferiu produção do Corolla para Sorocaba – Foto: Divulgação

O encerramento da produção do Corolla em Indaiatuba (SP), em junho, e o início da produção de veículos eletrificados da GWM em Iracemápolis (SP) sintetizam a mudança em curso na indústria automotiva brasileira. Dados da Anfavea e levantamento do g1 indicam que o país não está perdendo fábricas de carros, mas trocando o perfil industrial: unidades deixadas por marcas tradicionais passaram a atrair empresas com foco em híbridos e elétricos, como a GWM na antiga fábrica da Mercedes-Benz, a BYD no espaço da Ford em Camaçari (BA) e a MG Motor em Horizonte (CE).

Marrocos construirá maior estádio do mundo para a Copa de 2030


Projeção arquitetônica do Grand Stade Hassan II, arena planejada para os arredores de Casablanca. Foto: Reprodução

O Marrocos confirmou a construção do Grand Stade Hassan II, arena planejada para ter 115 mil lugares e se tornar o maior estádio de futebol do mundo. O projeto ficará nos arredores de Casablanca e faz parte dos preparativos do país para a Copa do Mundo de 2030, que terá organização conjunta com Espanha e Portugal.

A conclusão está prevista para 2028, com custo estimado em cerca de US$ 500 milhões. O governo marroquino quer que a Fifa escolha o estádio para receber a final do Mundial, mas a entidade ainda não anunciou oficialmente o palco da decisão.

Fortuna de aliados de Bukele cresce 700% enquanto pobreza extrema dispara em El Salvador


       Nayib Bukele, Presidente de El Salvador. Foto: Jose Cabezas/Reuters

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, ídolo da família Bolsonaro, de outros expoentes da extrema-direita brasileira e um dos maiores aliados internacionais de Donald Trump, viu integrantes de seu círculo mais próximo multiplicarem suas fortunas em até 713% desde que ele chegou ao poder. Enquanto isso, o país registra um avanço da pobreza extrema e quase 242 mil pessoas passaram a viver nessa condição nos últimos anos.

Os dados foram reunidos em investigações jornalísticas publicadas pelo jornal espanhol El País e analisadas pelo portal The Citizen. O levantamento mostra o surgimento de uma nova elite econômica ligada ao governo, formada por assessores, ministros, parlamentares governistas e familiares do presidente.

O caso mais emblemático é o de Ernesto Sanabria, secretário de Comunicação da Presidência. Seu patrimônio passou de US$ 269,8 mil em 2019 para mais de US$ 2 milhões em 2026, uma valorização superior a 700%.

O próprio Bukele também ampliou significativamente sua riqueza. Segundo as declarações patrimoniais analisadas, seus bens cresceram 363%, passando de US$ 964,5 mil em 2012 para US$ 4,46 milhões atualmente.

Além disso, investigações apontam que Bukele e sua família adquiriram 34 imóveis durante os primeiros sete anos de governo, multiplicando por doze seu patrimônio imobiliário. O conjunto desses bens é avaliado em mais de US$ 10 milhões.

⦾ Governo cria nova elite econômica

Ao menos 21 dos 75 altos funcionários públicos analisados tiveram crescimento patrimonial de até 713% em sete anos ou menos.

Entre eles estão:

* Miguel Kattán, secretário de Comércio e Investimentos e apontado como tio de Bukele, que aumentou sua fortuna de US$ 403 mil para US$ 3,9 milhões;
* Carolina Recinos, chefe de gabinete, cujo patrimônio passou de US$ 182 mil para US$ 1,3 milhão;
* Douglas Rodríguez, presidente do Banco Central de Reserva, que saiu de US$ 153 mil para US$ 1,3 milhão.

Governadora do DF diz que PT “só ganha eleição em estados pobres”; partido reage


     A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o PT só vence eleições em estados pobres e associou o voto no partido a níveis menores de escolaridade e discernimento. A declaração foi dada em entrevista à Veja e provocou uma reação do diretório petista no Distrito Federal.

“Onde as pessoas têm mais acesso à educação e mais discernimento, o PT não ganha eleição. O PT só ganha eleição em estados pobres”, declarou Celina, que pretende disputar a reeleição ao governo do Distrito Federal em outubro.

O PT afirmou que a governadora reduziu o debate político a estereótipos e preconceitos. Em nota assinada por Guilherme Sigmaringa, presidente do diretório regional, o partido disse que a fala alimenta a discriminação e desrespeita a vontade dos eleitores manifestada nas urnas.

A legenda também contestou a associação entre governos petistas, pobreza e baixo desempenho educacional. O texto citou o Ceará como referência em políticas públicas de educação e afirmou que o partido já governou estados com diferentes perfis econômicos e sociais.

Lula abre novos mercados e exportações brasileiras superam em mais de seis vezes perdas nos Estados Unidos

Vendas adicionais para China, Europa e Índia alcançaram R$ 16,1 bilhões no primeiro semestre, enquanto tarifas impostas pelo governo Trump provocaram queda equivalente a R$ 2,6 bilhões nas exportações ao mercado estadunidense

Lula abre novos mercados
Crédito: Brasil 247 / Dall-E

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu ampliar de maneira expressiva a presença dos produtos brasileiros em novos mercados internacionais, compensando com ampla vantagem as perdas provocadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. No primeiro semestre, o crescimento das exportações para China, Europa e Índia alcançou R$ 16,1 bilhões, valor mais de seis vezes superior à redução registrada nas vendas destinadas ao mercado estadunidense.

Os dados, apresentados em levantamento sobre o desempenho recente do comércio exterior brasileiro e as ações da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, mostram que a diversificação promovida pelo governo Lula se tornou uma das principais ferramentas de resistência do país diante do protecionismo comercial adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As vendas brasileiras para os Estados Unidos registraram uma queda equivalente a R$ 2,6 bilhões, refletindo os efeitos das tarifas aplicadas pelo governo Trump no ano anterior. O impacto, porém, foi neutralizado pela abertura de novos destinos para mercadorias brasileiras, especialmente na Ásia e na Europa.

A estratégia do governo Lula tem sido ampliar as relações comerciais do Brasil, fortalecer o Mercosul e reduzir a vulnerabilidade do país a decisões unilaterais de Washington. O resultado indica que o Brasil passou a encontrar compradores em economias que apresentam demanda crescente por alimentos, energia, produtos industrializados e matérias-primas.

Bolsonaro está há um ano sem postar fake news nas redes sociais


       Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: reprodução

A proibição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Jair Bolsonaro para usar redes sociais completa um ano em vigor neste sábado (18). A ordem, determinada em 18 de julho de 2025, também vetou publicações por intermediários e ocorreu antes da condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão na ação da trama golpista.

Moraes alegou à época que Bolsonaro usava as redes para amplificar o discurso de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), então deputado federal, que buscava apoio do governo Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras e atacar o Judiciário. Para o ministro, a articulação tentava encurralar o STF antes do julgamento do ex-presidente.

Integrantes do PL passaram a tratar a medida como uma espécie de “morte digital” de Bolsonaro, pela perda de capacidade de pautar o debate público e mobilizar apoiadores em plataformas onde a direita mantém força. “Alexandre de Moraes criou o exílio virtual”, criticou um interlocutor do ex-presidente com trânsito no meio político e jurídico.

As últimas publicações de Bolsonaro no X ocorreram em 17 de julho de 2025. Na ocasião, ele repostou uma carta de Trump que pedia o encerramento imediato do caso da trama golpista e chamava de “vergonha internacional” a forma como o Brasil tratava o aliado do republicano. O cientista político Paulo Kramer afirmou que “o que salvou Jair Bolsonaro do esquecimento digital foi a fidelidade dos muitos grupos de seus apoiadores”.

Tebet rebate Tarcísio e diz que governador “caiu de paraquedas” em São Paulo

Pré-candidata ao Senado pelo PSB rejeita acusações de ser forasteira, afirma ter vínculos históricos com o estado e também diz que Michelle Bolsonaro sofre as consequências da ideologia da extrema direita

Simone Tebet
Crédito: Washignton Costa/MPO

Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) rebateu as críticas à sua mudança de domicílio eleitoral e afirmou que o governador Tarcísio de Freitas é uma das autoridades com menos legitimidade para questionar sua ligação com o estado. “Ele caiu de paraquedas, porque nem residência tinha e teve que pedir emprestado um endereço para ser candidato”, declarou.

A afirmação foi feita em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta sexta-feira (17). Ex-ministra do Planejamento e Orçamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tebet deixou o cargo em abril para disputar uma das duas vagas paulistas ao Senado nas eleições de 2026. Sua candidatura havia sido anunciada após um pedido de Lula.

Aos 56 anos, Tebet disputará pela primeira vez uma eleição fora de Mato Grosso do Sul, estado onde nasceu e construiu toda a sua trajetória política. Também será sua primeira campanha fora do MDB, partido ao qual esteve filiada durante décadas.

“A sede da minha campanha presidencial foi aqui, fiquei muito tempo em São Paulo. São 645 municípios, muitas regiões metropolitanas, mas eu sou do interior, então sei como funciona [o interior paulista], principalmente no noroeste paulista, que é muito semelhante ao interior de Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Joaquim Barbosa desiste e isso pode ajudar Lula a vencer em primeiro turno

Sua saída retira esse ponto da oposição e deixa a disputa em um empate técnico exato de 40% para Lula contra 40% dos demais candidatos

Joaquim Barbosa e Luiz Inácio Lula da Silva
Crédito: ABR | Ricardo Stuckert

A decisão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de não concorrer à presidência da República redesenha o tabuleiro político e pode encurtar o caminho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rumo à vitória ainda no primeiro turno. As informações sobre os bastidores da desistência foram reveladas originalmente pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo.

O recuo de Barbosa ganha peso matemático imediato diante do cenário eleitoral. Na pesquisa Quaest divulgada esta semana, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 41% da soma de todos os seus adversários. Como Joaquim Barbosa pontuava exatamente 1%, a sua saída retira esse ponto da oposição e deixa a disputa em um empate técnico exato de 40% para Lula contra 40% dos demais candidatos somados. Sem a dispersão provocada pelo ex-ministro, a margem para Lula liquidar a fatura na primeira rodada de votação fica significativamente mais estreita.

Moraes nega pedido para Javier Milei visitar Bolsonaro no Brasil

Decisão do ministro do STF mantém proibição de visitas por 30 dias e impede encontro entre o presidente da Argentina e o ex-presidente brasileiro

Jair Bolsonaro e Javier Milei
Crédito: REUTERS/Adriano Machado / REUTERS/Violeta Santos Moura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para que o encontro ocorresse em 25 de julho, data em que Milei estará no país. No entanto, Moraes entendeu que a visita contraria as restrições cautelares impostas ao ex-presidente, que incluem a suspensão de visitas por um período de 30 dias.

O despacho reforça medidas determinadas pelo ministro na sexta-feira (17), quando foram ampliadas as restrições impostas a Bolsonaro em meio às investigações conduzidas pelo STF.

Moraes endurece prisão domiciliar de Bolsonaro após carta em apoio a Flávio


       O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, mas ampliou as restrições impostas ao ex-presidente após a divulgação de uma carta de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro ficará 30 dias sem receber visitas, com exceção permanente de seus advogados e dos profissionais responsáveis pelos atendimentos médicos e fisioterapêuticos. Além disso, visitas com finalidade político-eleitoral estão proibidas até o fim das eleições de 2026.

A decisão também impede Bolsonaro de divulgar manifestos, cartas ou mensagens de conteúdo político-eleitoral, diretamente ou por meio de terceiros, independentemente do meio utilizado. A restrição busca evitar que familiares e aliados transformem visitas ao ex-presidente em canais para levar suas orientações à campanha.

Moraes manteve por 90 dias a proibição específica de Flávio visitar o pai, mesmo com o senador registrado como um dos advogados da defesa. A medida foi determinada depois que ele leu em uma transmissão e publicou nas redes sociais a “Carta aos Brasileiros”, escrita por Bolsonaro.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Ministra de Trump celebra tarifaço e acusa Brasil de ser “desleal”


     Brooke Rollins — Foto: Reprodução

A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, defendeu nesta sexta-feira (17) o novo tarifaço de 25% contra o Brasil e acusou o país de prejudicar produtores americanos com práticas comerciais injustas.

A manifestação ocorreu depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmar que o governo brasileiro não negociou de “boa fé” com Washington. Rollins publicou a crítica nas redes sociais e associou a medida do governo Donald Trump à defesa de agricultores americanos.

“Há anos, o Brasil coloca os agricultores e produtores americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais desleais e desmatamento ilegal”, disse a secretária. “Esses dias estão acabando”, acrescentou.

Rollins também agradeceu Trump e o Representante do Comércio dos EUA pela decisão de responsabilizar o Brasil e “lutar pelos agricultores da América”. Produtores rurais americanos defendem há anos punições tarifárias contra o Brasil, especialmente em setores nos quais os dois países competem diretamente.