domingo, 20 de setembro de 2026
VÍDEO: “Existe ódio de classe contra Lula”, diz Vera Magalhães
Presidenciável da UP, Samara Martins propõe salário mínimo de R$ 3.242 e jornada em escala 4×3
Prevê-se também o fim da escala 6×1, a estatização do sistema financeiro e a retomada do controle público de setores estratégicos
Samara Martins, candidata da Unidade Popular (UP) à Presidência da República, apresenta em seu programa de governo uma proposta de elevação imediata de 100% do salário mínimo, dos atuais R$ 1.621 para R$ 3.242, além da substituição da escala de trabalho 6×1 pelo regime 4×3 para os trabalhadores do país.
As propostas constam do programa registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram detalhadas pela Agência Brasil neste domingo (20). O documento tem 67 páginas, distribuídas em 18 eixos, e defende mudanças profundas na organização econômica do país, incluindo a ampliação da presença estatal em setores considerados estratégicos.
No capítulo dedicado ao trabalho, a UP propõe ainda a redução da jornada acompanhada de aumento salarial e a garantia de emprego para pessoas adultas aptas a trabalhar. O programa apresenta essas medidas como parte de uma política voltada ao enfrentamento das desigualdades sociais.
“Defendemos que saúde, educação, água, energia, saneamento, moradia, transporte, cultura e comunicação sejam direitos, e não mercadorias. Defendemos o fim da escala 6×1, a redução da jornada com aumento salarial, a elevação em 100% do salário mínimo, a reindustrialização, a reforma agrária, a soberania nacional, o fortalecimento da ciência e a recuperação do controle público dos setores estratégicos”, afirma o documento.
Mulher de Ramagem faz campanha a partir dos EUA com totens de papelão no Rio
A oito horas de voo do Rio, candidatura à Câmara mobiliza ex-assessores de Alexandre Ramagem e recebeu R$ 1,5 milhão do PL
Candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados, Rebeca Ramagem (PL) conduz sua campanha eleitoral à distância, dos Estados Unidos, enquanto equipes percorrem as ruas do Rio de Janeiro com totens de papelão que reproduzem imagens dela e do marido, o ex-deputado Alexandre Ramagem.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada neste domingo (20), Rebeca vive nos Estados Unidos com Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a trama golpista e considerado foragido da Justiça brasileira.
“[Faço a campanha] Do exílio a que a perseguição empurrou a minha família, a oito horas de voo do Rio. Não foi escolha: tive contas e salário bloqueados sem responder a processo algum. Na vitória, desembarco no meu Brasil para cumprir meu mandato do primeiro ao último dia”, afirmou Rebeca à Folha, em entrevista por mensagem intermediada por sua equipe.
Ramagem teve a prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após deixar o Brasil. Ele foi condenado a 16 anos e um mês de prisão no processo da trama golpista e passou a ser considerado foragido pelo STF.
Rebeca não informou à reportagem o endereço onde vive atualmente nos Estados Unidos.
Em novo mandato, Lula poderá executar R$ 204 bilhões em projetos de infraestrutura
Ficarão para 2027 projetos de ferrovias, rodovias, portos e hidrovias que já somam ao menos R$ 204 bilhões em investimentos previstos
Caso seja reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciará um novo mandato com uma carteira de ao menos R$ 204 bilhões em projetos de infraestrutura já encaminhados ou em diferentes etapas de preparação pelo governo federal.
Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, parte relevante dos projetos inicialmente previstos para leilão em 2026 foi deslocada para 2027 ou para os anos seguintes. A lista envolve ferrovias, rodovias, portos e hidrovias e inclui empreendimentos que ainda dependem de editais, consultas públicas, ajustes de modelagem ou análise de órgãos de controle.
A maior fatia está nas ferrovias: são R$ 154,9 bilhões em investimentos previstos que deverão avançar no próximo mandato presidencial. Dos oito leilões programados originalmente para este ano, apenas o Corredor Minas-Rio, marcado para dezembro, deve ocorrer ainda em 2026.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que pretende deixar novos editais publicados antes do fim do atual governo, criando condições para que os leilões sejam realizados já no começo de 2027.
“Concessão é muito mais complexo, eu não vou fazer na afobação. Eu vou fazer seguindo o rito tranquilo: vou publicar os editais, e o próximo governo faz leilão”, afirmou.
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Gilmar Mendes alerta contra politização do TSE e diz que maior risco à Justiça Eleitoral “vem de dentro”
Decano do STF defende atuação apartidária da Justiça Eleitoral, fiscalização por partidos e Ministério Público e alerta para interferência externa, desinformação e uso de inteligência artificial nas eleições
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), fez neste sábado (19) uma defesa da imparcialidade da Justiça Eleitoral e afirmou que a politização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representa um risco particularmente grave para a legitimidade das eleições de 2026.
Em manifestação nas redes sociais, Gilmar abordou tanto as ameaças externas ao processo eleitoral quanto os riscos que, em sua avaliação, podem surgir dentro das próprias instituições responsáveis pela organização e fiscalização do pleito.
“Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral”, afirmou o ministro. Gilmar acrescentou que integrantes do tribunal que tentem engajar a Corte em “proselitismo partidário” devem avaliar se reúnem condições para continuar exercendo suas funções no TSE.
Marcos Coimbra: ‘Peso da incumbência e voto tardio colocam Lula em posição de vantagem’
Sociólogo e diretor do Instituto Vox Populi analisa a reta final da campanha, desconstrói o mito da correlação mecânica entre aprovação de governo e voto, e aponta o esvaziamento irreversível da chamada terceira via
Crédito: Divulgação | REUTERS/Adriano Machado
A pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, o cenário eleitoral entra em sua fase mais sensível e decisiva. Em entrevista concedida neste sábado (19) ao jornalista Mário Vitor Santos, no programa Forças do Brasil, transmitido pela TV 247, o sociólogo, cientista político e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, fez uma radiografia minuciosa da disputa, alertando para tentativas recorrentes de tumultuar o ambiente democrático e detalhando a mecânica silenciosa que move o eleitorado que define a eleição na última hora.
A pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, o cenário eleitoral entra em sua fase mais sensível e decisiva. Em entrevista concedida neste sábado (19) ao jornalista Mário Vitor Santos, no programa Forças do Brasil, transmitido pela TV 247, o sociólogo, cientista político e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, fez uma radiografia minuciosa da disputa, alertando para tentativas recorrentes de tumultuar o ambiente democrático e detalhando a mecânica silenciosa que move o eleitorado que define a eleição na última hora.
sábado, 19 de setembro de 2026
Jornalistas da RedeTV! se agridem após discussão política
Lula questiona rejeição do agronegócio e diz: “Nunca houve tanto dinheiro para a agricultura”
Presidente também afirmou que sua origem nordestina e sua condição de pobre podem explicar rejeição de parte do setor
Luiz Inácio Lula da SIlva - Crédito: REUTERS/Adriano Machado
O presidente Lula afirmou, durante discurso de campanha em Santa Catarina neste sábado (19), que o agronegócio deveria reconhecer os investimentos realizados pelo governo federal no setor e questionou as razões pelas quais parte dos produtores rurais mantém resistência política ao governo.
Lula dirigiu sua fala ao setor agrícola catarinense e levantou duas hipóteses para explicar a oposição política que atribuiu a setores do agronegócio. “O problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque eu sou nordestino e pobre. Porque se for depender de dinheiro do governo, eles deveriam se ajoelhar para mim. Nunca houve tanto dinheiro para o agro quanto agora”, destacou.
Ao comentar sua trajetória política, Lula afirmou que não se identifica como marxista ou comunista e destacou sua origem profissional. “Você sabe que eu não sou marxista, não sou comunista, eu sou torneiro mecânico”, disse.
Na sequência, o presidente fez uma referência a Marx e Engels para explicar a relação com um aliado político. “Você sabe que o Marx, que é cara rico que acompanhava o Marx chamava Engels. Esse cara é o meu Engels”, afirmou.
Lula arrasta multidão sob chuva em Florianópolis a 15 dias do 1º turno
Lula defende tecnologia nacional em Florianópolis: “Não somos menores do que ninguém”
Lula afirmou que Santa Catarina passou a ter acesso a 118 novos mercados durante seu governo. No conjunto do país, disse Lula, foram abertos 690 mercados em quatro anos.
Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou investimentos em crédito, expansão das exportações, educação, ciência e tecnologia durante discurso neste sábado (19), em Florianópolis (SC). Ao falar sobre a economia catarinense, Lula ressaltou a força das cooperativas e da integração entre empresas e produtores rurais e afirmou que a abertura de mercados internacionais ampliou as oportunidades para setores importantes do estado.
Segundo Lula, o governo abriu 34 novos mercados internacionais para aves e derivados e outros 25 para carne suína e derivados. Ele também citou a abertura de 37 mercados para bovinos e derivados e 22 para pescado. Somadas as quatro cadeias, o presidente afirmou que Santa Catarina passou a ter acesso a 118 novos mercados durante seu governo. No conjunto do país, disse Lula, foram abertos 690 mercados em quatro anos.
“Somando as quatro proteínas aqui em Santa Catarina, são 118 mercados que o Lula, aquele que eles não gostam, abriu para eles venderem o seu produto”, afirmou.
Mendonça diz que não consegue acessar celular de Vorcaro e pede ajuta à PF
Ministro afirma que dados entregues pela corporação permanecem indisponíveis e solicita verificação técnica da mídia fornecida
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou à Polícia Federal que seu gabinete ainda não conseguiu acessar efetivamente a íntegra dos dados de um dos celulares apreendidos do banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi publicada neste sábado (19) pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, com base em ofício encaminhado pelo magistrado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
No documento, Mendonça relata que os dados armazenados na mídia entregue pela Polícia Federal não puderam ser consultados pelo gabinete. Segundo o ministro, a dificuldade pode estar relacionada tanto a questões técnicas e operacionais quanto a um eventual problema no próprio material fornecido pela corporação.
“Até o presente momento, seja por dificuldades de ordem técnica operacional, seja por algum tipo de defeito contido na mídia entregue, este Gabinete não logrou êxito em obter acesso efetivo ao material ali contido, permanecendo os respectivos dados e informações indisponíveis ao exame e análise deste juízo”, afirma Mendonça no ofício.
Diante do problema, o ministro solicitou que a Polícia Federal preste o suporte técnico necessário para permitir a leitura dos arquivos. Mendonça também pediu que a corporação confira a integridade do material encaminhado ao Supremo, numa tentativa de identificar a origem da dificuldade de acesso.
No pedido, o ministro requer à PF “auxílio técnico operacional necessário, bem como a conferência na higidez do material especificamente entregue” ao gabinete, “a fim de viabilizar a superação de qualquer óbice ao efetivo acesso ao referido material”.
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