Disputa pelas duas vagas no Senado tem cinco concorrentes com chances reais, mostra levantamento do Paraná Pesquisas
Juliana Brizola e Zucco - Crédito: Reprodução/X/@JulianaBrizola | Marina Ramos/Câmara dos Deputados
A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul está concentrada entre Zucco (PL-RS) e Juliana Brizola (PDT), enquanto a corrida pelas duas vagas do estado no Senado reúne cinco concorrentes em um bloco mais competitivo. É o que mostra levantamento do Paraná Pesquisas realizado entre 18 e 20 de agosto, com 1.504 eleitores de 67 municípios gaúchos. A margem de erro estimada é de 2,6 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.
Na pesquisa estimulada para governador, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Zucco aparece com 34,4% das intenções de voto, contra 31,4% de Juliana Brizola. A diferença entre os dois é de três pontos percentuais e os intervalos estimados a partir da margem de erro se sobrepõem.
Bem atrás dos dois primeiros colocados aparece Gabriel Souza (MDB), com 11,3%. Outros candidatos não chegaram a 5%. 7,7% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 6,3% não souberam ou não responderam.
O comparativo com a rodada de julho aponta estabilidade de Zucco e avanço de Juliana Brizola. Zucco passou de 34,2% para 34,4%, uma oscilação de 0,2 ponto percentual. Juliana cresceu de 30,1% para 31,4%, alta de 1,3 ponto.
Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado não recebe uma lista de candidatos, Zucco também aparece na frente, com 14,6%, seguido por Juliana Brizola, com 9,2%.
O levantamento também revela diferenças importantes no perfil do eleitorado de Zucco e Juliana. Entre os homens, Zucco marca 40,6%, ante 27,4% de Juliana. Entre as mulheres, a relação se inverte: Juliana chega a 35,1%, enquanto Zucco tem 28,9%. A candidata também aparece à frente entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 28,9% contra 20,1%, e entre aqueles com 60 anos ou mais, por 35,6% a 33,6%.
Zucco registra suas maiores vantagens entre eleitores de 25 a 34 anos, faixa em que chega a 35,5% contra 26,3% de Juliana, e entre os de 35 a 44 anos, com 39,3% a 26%. Entre os entrevistados de 45 a 59 anos, os dois aparecem próximos: 36,7% para Zucco e 35,4% para Juliana. O candidato também alcança 41,1% entre os eleitores com ensino superior, diante de 30,6% da adversária.
A rejeição é maior para Juliana Brizola. Questionados sobre os nomes em que não votariam de jeito nenhum, 28,7% mencionaram a candidata. Zucco aparece em seguida, com 24,2%. Gabriel Souza registra 10,6%, Cesar Pontes 8,3%, Marcelo Maranata 8,1%, Rejane de Oliveira 7,5% e Priscila Voigt 7,3%. Nessa pergunta, cada entrevistado podia indicar mais de um candidato.
⦿ Senado tem Manuela d’Ávila (PSOL) na liderança com 33,6%
A corrida pelas duas vagas gaúchas no Senado apresenta um quadro mais fragmentado. Na pesquisa estimulada, Manuela d’Ávila (PSOL) lidera com 33,6%, seguida por Marcel Van Hattem (Novo), com 26,9%. Germano Rigotto (MDB) aparece logo depois, com 24,3%, Paulo Pimenta (PT) tem 22,5% e Sanderson (PL) registra 16%. Como estarão em disputa duas cadeiras, cada entrevistado pôde indicar até dois candidatos. Os demais nomes aparecem em patamares mais baixos.
A segmentação por gênero mostra diferenças marcantes na disputa pelo Senado. Entre as mulheres, Manuela d’Ávila alcança 41,7%, contra 19,9% de Marcel Van Hattem. Entre os homens, o cenário se inverte: Van Hattem registra 34,6%, enquanto Manuela tem 24,7%. Rigotto aparece com 25,8% entre os homens e 22,9% entre as mulheres, e Pimenta marca 21,6% e 23,2%, respectivamente.
No levantamento espontâneo para senador, porém, a indefinição ainda é elevada. Marcel Van Hattem é o nome mais citado, com 7,2%, seguido por Manuela d’Ávila, com 5,2%, Pimenta, com 3,3%, Sanderson, com 2,6%, e Rigotto, com 1,9%. Ao todo, 74,2% dos entrevistados não souberam ou não opinaram, indicando que a disputa pelo Senado ainda está distante de uma consolidação espontânea entre o eleitorado.
⦿ Governo Eduardo Leite divide avaliação dos gaúchos
A pesquisa também mediu a avaliação da administração de Eduardo Leite. O governo é aprovado por 49,2% dos entrevistados e desaprovado por 47,8%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Na avaliação por conceitos, 6,1% classificam a gestão como ótima e 27,3% como boa, somando 33,4% de avaliações positivas. Outros 30,7% consideram o governo regular. As avaliações ruim e péssima somam 34%.
Na comparação com julho, a aprovação de Leite oscilou de 48,4% para 49,2%, enquanto a desaprovação passou de 47,9% para 47,8%. A parcela que considera a administração boa subiu de 23,7% para 27,3%, enquanto a avaliação péssima recuou de 22,2% para 20,6%.
O levantamento foi realizado por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. Segundo o Paraná Pesquisas, a amostra foi selecionada para representar o eleitorado do Rio Grande do Sul considerando critérios como gênero, idade, escolaridade e renda domiciliar. O Paraná Pesquisas registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-03898/2026.
Fonte: Brasil 247