segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Centrão acelera articulação para aprovar voto distrital misto ainda em novembro

 Com apoio de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, proposta enfrenta resistência do PT e do PL e amplia poder das cúpulas partidárias

      Hugo Motta e Davi Alcolumbre - Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Lideranças de partidos do Centrão trabalham para aprovar, ainda em novembro, uma reforma do sistema eleitoral brasileiro que substituiria o atual modelo proporcional pelo voto distrital misto. A iniciativa conta com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e enfrenta resistências de parlamentares do PT e do PL, diante das mudanças que poderá provocar na composição das bancadas e na distribuição de poder dentro das legendas.

Segundo a CNN Brasil, dirigentes de diferentes partidos participam das negociações para acelerar a tramitação da proposta. Além de Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estaria atuando para facilitar as discussões e viabilizar o avanço da reforma no Congresso Nacional.

A articulação tem como objetivo garantir a aprovação da mudança antes da posse dos parlamentares eleitos em outubro, prevista para fevereiro de 2027. Integrantes do Centrão avaliam que a próxima legislatura poderá oferecer maior resistência à proposta, uma vez que contará com deputados beneficiados pelo atual sistema proporcional, especialmente os chamados puxadores de votos.

Embora reconheçam a oposição de setores do PL, lideranças envolvidas nas negociações consideram que eventuais votos contrários da legenda não seriam suficientes, por si só, para inviabilizar a reforma. A resistência também alcança parlamentares do PT, que demonstram preocupação com os efeitos do novo modelo sobre a representação política.

Gleisi critica mercado financeiro e acusa agentes de defenderem “estelionato eleitoral”

 Deputada afirma que reação à possibilidade de Lula conversar com André Lara Resende revela resistência do setor aos compromissos assumidos pelo presidente na campanha

              Gleisi Hoffmann - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou duramente o mercado financeiro, acusando integrantes do setor de terem apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e de pressionarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a abandonar compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. A manifestação ocorreu em meio à repercussão da possibilidade de Lula receber o economista André Lara Resende para uma conversa sobre questões econômicas.

Em publicação na rede social X, Gleisi associou a reação de agentes financeiros à preferência política pelo bolsonarismo e questionou a resistência à possibilidade de o presidente dialogar com economistas que apresentam propostas diferentes das defendidas por setores do mercado. A parlamentar também afirmou que Lula não cometerá o que classificou como “estelionato eleitoral”, referindo-se à eventual adoção de medidas contrárias às promessas feitas aos eleitores.

“Esse mercado financeiro tem o DNA do autoritarismo. Não causa estranheza que estiveram torcendo e apoiando Flávio Bolsonaro para presidente. Um de seus analistas chegou a garantir, alegremente, que o candidato ganharia e daria um estelionato eleitoral”, escreveu.

Partidos de esquerda ampliam votação em 2026; veja quem cresceu e quem caiu

 Levantamento compara os resultados de 2022 e 2026 e mostra crescimento de quatro das seis legendas analisadas

- Lula em ato de campanha: mobilização para a virada (Ricardo Stuckert / Divulgação de campanha)

Os partidos de esquerda tiveram desempenhos diferentes nas eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados. PT, PSOL, PSB e PCdoB ampliaram suas votações em relação a 2022, enquanto PDT e Rede registraram perdas expressivas. Juntas, as quatro legendas que cresceram conquistaram mais de 4 milhões de votos adicionais, segundo levantamento do Congresso em Foco, reproduzido pelo Multiverso Digital, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O PT registrou o maior crescimento em números absolutos, passando de 13,23 milhões para 14,79 milhões de votos. O partido ganhou 1.561.504 votos, um avanço de 11,8% em relação à eleição anterior.

O PSOL teve a maior expansão proporcional entre as seis siglas analisadas, com alta de 37,9%. Sua votação passou de 3,85 milhões para 5,31 milhões, acréscimo de aproximadamente 1,46 milhão de votos.

O resultado chama atenção pela proximidade entre os ganhos absolutos das duas legendas. Apesar de ter uma base eleitoral menor, o PSOL conquistou apenas cerca de 100 mil votos adicionais a menos que o PT.

O PSB também apresentou crescimento expressivo, de 20,1%, e ultrapassou a marca de 5 milhões de votos. Foram 838.255 votos a mais que em 2022.

Já o PCdoB ampliou sua votação em 13,1%, passando de 1,15 milhão para 1,30 milhão de votos, com ganho de 151.656.

Reforma eleitoral para conter o PL divide Câmara e ameaça acordo de Motta; entenda


                      Hugo Motta ao lado de bolsonaristas. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta resistência de deputados ao acordo para implantar o voto distrital misto a partir de 2034, segundo a Folha de S.Paulo. A proposta, articulada com partidos do centrão, busca reduzir o efeito dos grandes puxadores de votos que ampliaram a bancada do PL.

O modelo reserva metade das vagas da Câmara a distritos previamente delimitados. O eleitor escolheria um candidato em sua região, e o voto também serviria para distribuir a outra metade das cadeiras entre listas definidas pelos partidos.

Presidentes e líderes partidários declararam apoio ao distrital misto, mas parte de suas bancadas defende o chamado distritão. Nesse sistema, os candidatos mais votados em cada estado ocupariam as vagas, sem depender do desempenho coletivo de suas legendas.

Podemos e Solidariedade, que participaram do anúncio em favor do distrital misto, preferem o distritão misto para a transição. A oposição, formada por PL e Novo, afirmou que seus 103 deputados votarão contra qualquer alteração no sistema eleitoral.

Disputa envolve puxadores de voto e modelo de transição

Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato. Foto: Reprodução


VÍDEO – Marido da Xuxa zomba de Flávio Bolsonaro na Globo: “Quero me autoproclamar”


Junno Andrade no “Domingão com Huck”. Foto: reprodução

O ator Junno Andrade, marido de Xuxa, ironizou a carta golpista do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ser eliminado da “Dança dos Famosos”, no “Domingão com Huck”, no último domingo (1°). Durante sua despedida, ele afirmou: “Agora eu não concordo com uma coisa, então eu vou me autoproclamar campeão da Dança dos Famosos”.

A fala provocou risadas no auditório e entre os integrantes da atração. O apresentador Luciano Huck e o comediante Ed Gama reagiram à brincadeira feita pelo artista após o resultado da repescagem.

Junno deixou a competição ao lado de outros três casais eliminados na mesma etapa. O programa entrou na reta final com a saída simultânea dos participantes que não avançaram na repescagem.

Antes de deixar o palco, cada artista eliminado fez um discurso de despedida. Junno usou esse momento para citar, em tom de humor, a expressão “autoproclamar campeão”.

Flávio e mais seis: os senadores derrotados e investigados no STF que deixarão o Congresso


Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário do Senado. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Além de Flávio Bolsonaro (PL), seis dos 18 senadores que perderam a reeleição em 2026 deixarão o Congresso, em janeiro de 2027, com investigações, ações ou outros procedimentos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Estadão. Os casos envolvem suspeitas criminais, queixas por crimes contra a honra e apurações sobre emendas parlamentares.

Entre os nomes estão o de Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por suspeita de atuar em favor do Banco Master em troca de vantagens indevidas, e Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de apurações ligadas a suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes no INSS. Ambos negam irregularidades.

A continuidade dos processos no STF depois do fim dos mandatos dependerá da relação entre os fatos investigados e a atividade parlamentar. O debate ganhou força no processo contra Zequinha Marinho (Podemos-PA), réu sob suspeita de exigir de funcionários de gabinete o repasse mensal de 5% dos salários ao PSC, sob ameaça de exoneração. Ele nega a acusação.

Em março de 2025, o Supremo decidiu por sete votos a quatro que o foro deve permanecer mesmo após o término do mandato quando os supostos crimes ocorreram no exercício do cargo e guardam relação com as funções desempenhadas. A decisão aplicou esse entendimento ao processo de Zequinha Marinho.

PL quer derrubar Moraes, mas teme entregar mais uma vaga no STF a Lula

 Partido terá a maior bancada do Senado, mas afastar o ministro do STF permitiria ao presidente indicar mais um integrante da Corte

Alexandre de Moraes - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou um impasse para o Partido Liberal (PL), que fez do impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), uma das principais bandeiras de seus candidatos ao Senado. Embora tenha ampliado significativamente sua representação parlamentar, a legenda enfrenta agora uma contradição: retirar Moraes do tribunal significaria abrir uma nova vaga para indicação do próprio Lula.

A avaliação é da cientista política Lara Mesquita, em artigo publicado na Folha de S.Paulo. Segundo a análise, o resultado da eleição presidencial alterou os cálculos da oposição, que precisará decidir se mantém a ofensiva contra Moraes mesmo diante da possibilidade de fortalecer a influência do presidente reeleito sobre a composição do Supremo.

A partir de fevereiro de 2027, o PL contará com 29 senadores, a maior bancada de um único partido no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988. O crescimento amplia seu peso nas negociações políticas, mas não garante os votos necessários para afastar integrantes do STF.

Trump perde apoio de latinos em momento decisivo das eleições nos EUA


Donald Trump conversa com jornalistas. Foto: Reprodução

Eleitores latinos dos Estados Unidos passaram a se aproximar dos democratas e podem ser decisivos para tirar do Partido Republicano o controle de ao menos uma das Casas do Congresso nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro. Levantamento citado pelo The New York Times projeta 61% de apoio latino aos democratas, ante 31% aos republicanos.

A mudança contrasta com a eleição presidencial de 2024, quando Donald Trump conquistou 44% dos votos latinos, um patamar inédito para um candidato republicano. Para o cientista político Maurício Santoro, a política migratória e o encarecimento do custo de vida explicam a perda de apoio do presidente.

“Esses dois elementos podem prejudicar bastante o Trump e fazer a diferença nas midterms”, afirmou Santoro. Os latinos representam cerca de 13% da população americana e formam a maior minoria étnica do país.

As operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, conhecido pela sigla ICE, atingiram comunidades latino-americanas com detenções e deportações. “Essas ações afetaram profundamente várias comunidades, então há uma probabilidade muito alta de impactar nas urnas”, disse o professor.

Eleitora preenche cédula em seção eleitoral nos Estados Unidos
Eleitora preenche uma cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia. Foto: Reprodução

Abertura econômica de Milei fecha 32 mil empresas e aprofunda rejeição ao governo argentino

 Queda do consumo, avanço dos importados e retração industrial aprofundam crise na Argentina, onde desaprovação ao presidente chega a 56%

    Argentina, protesto - Crédito: Sputnik

A política econômica do presidente argentino Javier Milei, marcada pela abertura comercial, austeridade fiscal e redução das restrições às importações, está provocando uma crise em setores importantes da indústria nacional. Desde dezembro de 2023, quando o ultraliberal assumiu o poder, aproximadamente 32,3 mil empresas encerraram suas atividades no país, o equivalente a 6% do total de companhias argentinas. O fechamento de negócios ocorre em meio à queda do consumo, à deterioração da atividade industrial e ao crescimento da rejeição ao governo.

As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo, com base em dados do centro de estudos Fundar, indicadores econômicos oficiais e entrevistas com empresários argentinos. O levantamento aponta que as empresas fecharam entre dezembro de 2023 e julho de 2026, enquanto a combinação de demanda enfraquecida e concorrência de produtos estrangeiros mais baratos compromete a sobrevivência de fabricantes locais.

A deterioração econômica também se reflete na popularidade presidencial. Pesquisa da consultoria Giacobbe y Asociados mostra que a desaprovação a Milei alcançou 56% em outubro, enquanto apenas 36% dos entrevistados aprovaram sua gestão. O desgaste ocorre a menos de um ano da eleição presidencial de outubro de 2027, quando o presidente deverá tentar a reeleição.

“Vamos bater no chão”: ÁUDIO mostra pedido de socorro antes da queda de avião na Flórida


     Explosão após a queda do avião, na Flórida. Foto: Reprodução/X

Um áudio da comunicação entre a piloto de um Learjet 60 e controladores de tráfego aéreo registrou os momentos antes da queda da aeronave em Palm Beach, na Flórida, no domingo (1). A tripulação relatou turbulência moderada e formação de gelo durante o voo, antes de declarar emergência.

Na gravação, obtida pelo LiveATC, a piloto afirma que o avião descia 10 mil pés por minuto e, em seguida, relata uma velocidade excessiva. “Mayday, Mayday! Estamos descendo 10 mil pés por minuto”, disse. Pouco depois, ela alertou: “Vamos bater no chão”. Dados de rastreamento citados pela Associated Press indicam que a aeronave chegou a perder 30 mil pés de altitude por minuto e inclinou-se bruscamente para a direita antes do impacto.

PSOL exige negociação para liberar Erika Hilton, Boulos e outros parlamentares ao PT

 Decisão do TSE sobre cláusula de barreira fortalece posição da direção partidária e pode dificultar saída de deputados ligados à Revolução Solidária

Guilherme Boulos e Erika Hilton integram grupo político que articula saída do PSOL em direção ao PT após divergências com a direção partidária - Crédito: Reprodução

A direção do PSOL pretende condicionar a saída de parlamentares que planejam migrar para o PT a uma negociação formal sobre os termos da desfiliação. O movimento atinge integrantes da corrente Revolução Solidária, ligada ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e à deputada federal Erika Hilton, que se distanciaram da atual cúpula da legenda após divergências sobre a estratégia de alianças partidárias.

Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o partido não pretende conceder automaticamente cartas de anuência aos parlamentares interessados em deixar a sigla. A decisão pode afetar diretamente Erika Hilton (SP), Natalia Boulos (SP) e Rick Azevedo (RJ), os dois últimos eleitos deputados federais em outubro. Outros integrantes do grupo também avaliam acompanhar a mudança para o PT.

A movimentação inclui o próprio Guilherme Boulos, deputado federal licenciado que ocupa o Ministério da Secretaria-Geral da Presidência, além de deputados estaduais e vereadores vinculados à Revolução Solidária. A expectativa é de que a relação de políticos interessados na transferência possa crescer.

“Tinder do Lula” reúne solteiros de esquerda em grupos de WhatsApp


Janja e Lula se beijando. Foto: reprodução

Militantes criaram o canal “Tinder do Exército do Lula” no WhatsApp para reunir solteiros de esquerda e organizar conversas de paquera por DDD. A iniciativa transforma em grupos de interação o “Ministério do Namoro”, meme que circulou durante a campanha eleitoral de 2022.

O canal superou 58 mil seguidores em poucos dias, impulsionado por conteúdos humorísticos sobre relacionamentos e política. Os organizadores avaliam ampliar a presença da iniciativa para outras redes sociais diante da adesão.

Os administradores concentram avisos e orientações em um grupo principal. Já as conversas entre os participantes ocorrem em grupos regionais, separados por DDD e limitados a até 1.024 pessoas cada.

Esses grupos têm horários definidos para abrir as interações. A divisão regional busca aproximar pessoas que vivem em áreas próximas e facilitar a organização de encontros presenciais.

Grupo de militantes para form
Grupo de militantes para formar casais. Foto: reprodução

Janones vai à Argentina para ajudar oposição a Milei nas eleições de 2027

Deputado brasileiro se reúne com Sergio Massa e publicitários da campanha de Lula para discutir estratégias de mobilização digital contra o presidente argentino

André Janones -  Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (REDE-MG), um dos principais articuladores da mobilização digital que contribuiu para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está na Argentina para discutir estratégias de comunicação política com o ex-ministro da Fazenda Sergio Massa, que pretende disputar novamente a Presidência do país em 2027. O encontro tem como objetivo avaliar a aplicação, na política argentina, de métodos de engajamento nas redes sociais utilizados pela campanha petista no Brasil.

A informação foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira (2). Segundo a coluna, a reunião contará também com a participação dos publicitários Rafael Marroquim e Chico Kertesz, integrantes da equipe responsável pela campanha de Lula. Os dois já foram sócios do atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira.

Massa, derrotado pelo ultradireitista Javier Milei na eleição presidencial argentina de 2023, busca se fortalecer como alternativa do peronismo para o próximo pleito, marcado para outubro de 2027. O ex-ministro, entretanto, enfrenta uma disputa interna com o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, que também pretende representar a oposição na corrida presidencial.

A aproximação com Janones ocorre em meio à preparação das forças oposicionistas argentinas para enfrentar Milei nas urnas. A experiência brasileira de mobilização digital é vista como uma possível referência para ampliar o alcance das mensagens políticas e organizar redes de apoiadores.

VÍDEO: Coro de Lula é tocado no GP do México na Fórmula 1

Torcedores ocupam a pista do Autódromo Hermanos Rodríguez após o Grande Prêmio da Cidade do México. Foto: Reprodução


Um vídeo gravado durante o Grande Prêmio da Cidade do México de Fórmula 1 viralizou nas redes sociais ao registrar o tradicional canto “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” no Autódromo Hermanos Rodríguez. A cena ocorreu no último domingo (1º), uma semana depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Brasil.

O registro foi feito depois da bandeirada, quando os portões foram abertos para que torcedores entrassem na pista antes da cerimônia do pódio. A música associada há décadas ao petista pôde ser ouvida durante a transmissão e rapidamente chamou a atenção de brasileiros que acompanhavam a corrida.

O episódio no México ocorre em meio a uma internacionalização de símbolos usados na campanha que reelegeu Lula. O gesto de formar a letra “L” com o polegar e o indicador, por exemplo, deixou de aparecer apenas em atos políticos brasileiros e passou a ser reproduzido por lideranças e militantes progressistas em outros países.


Dólar, baixa oferta e exportação à China devem encarecer carne de boi no Brasil

 Cotação da arroba do boi gordo beira R$ 400 no país impulsionada por dólar alto, embarques para os EUA e compras chinesas

Carne bovina -  Crédito: Divulgação

O custo da arroba do boi gordo no mercado brasileiro caminha para alcançar o teto histórico de R$ 400, impulsionado pela combinação entre forte ritmo de exportações para os Estados Unidos, alta no câmbio e retração na oferta interna de animais para o abate, informa a Reuters.

Em São Paulo, centro de referência para o setor pecuário do maior exportador global de carne bovina, os preços já orbitam os R$ 390 por arroba. A cotação acumula valorização superior a 20% ao longo do ano, sendo que cerca de um terço desse avanço ocorreu apenas durante o mês de outubro, conforme medições do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No campo cambial, a apreciação de 9,15% da moeda americana na semana passada injetou dinamismo nas vendas ao exterior. “O principal motivo (da alta da arroba) é a valorização do câmbio, que aumenta a competitividade brasileira no mercado internacional e aumenta também o interesse da indústria em exportar para faturar em dólares. Com as exportações mais atrativas, o boi foi junto”, disse a CEO da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel.

Flávio Bolsonaro participa de culto evangélico nos Estados Unidos

 Senador reaparece publicamente na Flórida após fugir do Brasil

Heloísa, Eduardo, Flávio e Fernanda Bolsonaro e Alice e José Maurício Fernandes - Crédito: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou sua primeira aparição pública em solo estadunidense após sua fuga do Brasil ao participar de uma celebração religiosa no estado da Flórida. Na ocasião, o parlamentar esteve acompanhado por sua esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, além do seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), e da cunhada Heloísa.

Durante a cerimônia no templo evangélico, Flávio registrou o momento ao lado dos líderes locais da congregação, a pastora Alice Fernandes, conhecida como Mãezona, e o pastor José Maurício Fernandes, chamado de Paizão.

Quem é o ex-agente do Mossad que ajudou Flávio Bolsonaro a fugir


           Menachem Booky Halevy, ex-agente do Mossad, e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria contado com a participação de Menachem Booky Halevy, ex-integrante do Mossad, serviço de inteligência de Israel, na operação que permitiu sua saída do Brasil após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Segundo informações divulgadas pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, neste domingo (1º), o israelense chegou ao país em 19 de outubro, seis dias antes do segundo turno presidencial.

Flávio deixou o território brasileiro na terça-feira (27), apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia ordenado a retenção de seus passaportes e proibido sua saída do país. O senador atravessou a fronteira com a Argentina, permaneceu aproximadamente 40 minutos em território argentino e embarcou em um avião com destino ao Equador, de onde seguiu para os Estados Unidos.

O Mossad é a agência de inteligência de Israel responsável principalmente por operações de espionagem, coleta de informações e atividades clandestinas no exterior. Seus agentes recebem treinamento para atuar em missões de inteligência, vigilância e operações sigilosas. Um ex-agente do Mossad é alguém que já integrou a organização, mas não necessariamente mantém vínculos operacionais com o governo israelense. A agência responde diretamente ao primeiro-ministro de Israel, atualmente Benjamin Netanyahu.

Entenda o sistema de apuração de votos das eleições dos EUA


Eleitora preenche uma cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia. Foto: Reprodução

Milhares de eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, que renovarão toda a Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e os governos de 36 estados. O resultado definirá qual partido controlará o Congresso pelos próximos dois anos e poderá mudar a margem de apoio do presidente Donald Trump.

Os republicanos controlam atualmente as duas Casas legislativas, mas enfrentam disputas acirradas. Pesquisas e projeções apontam vantagem democrata na corrida pela Câmara, enquanto o Senado aparece mais indefinido, com possibilidade de troca de maioria a partir de janeiro de 2027.

As chamadas midterms ocorrem na metade do mandato presidencial. Deputados estadunidenses têm mandato de dois anos, e senadores, de seis; por isso, o país elege os 435 integrantes da Câmara a cada dois anos e renova aproximadamente um terço do Senado no mesmo período.

Trump não disputa um cargo nesta votação, mas depende da manutenção das maiorias republicanas para facilitar a tramitação de projetos de seu governo. Se os democratas conquistarem uma ou ambas as Casas, poderão barrar iniciativas da Casa Branca e conduzir investigações parlamentares.

PT de São Paulo cria força-tarefa jurídica contra perseguição a eleitores de Lula

 Sigla se une ao Grupo Prerrogativas para oferecer apoio legal e combater casos de violência e boicote econômico no estado

Lula e Edinho Silva: divergências sobre a condução da campanha eleitoral ampliam debate sobre renovação e sucessão no PT - Crédito: Ricardo Stuckert

O diretório do PT no estado de São Paulo articulou uma força-tarefa jurídica para combater a escalada de violência, intimidação, assédio no ambiente de trabalho e retaliações financeiras direcionadas a apoiadores do presidente Lula (PT), informa o Metrópoles

A iniciativa mobiliza o setor jurídico da legenda, advogados parceiros e o coletivo Grupo Prerrogativas. Por meio de mobilização nas redes digitais, o grupo passou a centralizar os relatos de arbitrariedades para encaminhar o acolhimento legal gratuito a cada um dos afetados.

Em um intervalo de menos de 48 horas após o lançamento da ação, a representação estadual contabilizou 42 registros formais. O quadro detalha um cenário preocupante: 19 notificações de retaliação motivada por divergência partidária, 17 ocorrências de represália financeira, 15 casos envolvendo intimidações e violência verbal, 14 demissões com viés político e cinco episódios de agressões físicas ou prejuízos patrimoniais, havendo relatórios com mais de uma infração associada. O balanço não contabiliza os dados colhidos durante o fim de semana.

Avanço democrata em estados decisivos ameaça maioria republicana no Senado dos EUA

 Pesquisa Times/Siena mostra oposição à frente no Texas, Kansas, Maine, Ohio e Michigan a poucos dias das midterms

Capitólio dos Estados Unidos em Washington 18/10/2025 - Crédito: REUTERS/Aaron Schwartz

Uma reviravolta no cenário eleitoral das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos coloca os democratas na liderança em quase a totalidade dos sete estados-chave que vão definir o controle do Senado. O avanço surpreendente da oposição atinge inclusive redutos históricos do Partido Republicano, impulsionado pela impopularidade de Donald Trump e pela frustração popular com a gestão econômica da Casa Branca, informa o The New York Times.

Para tomar a maioria parlamentar, o Partido Democrata precisa preservar suas vagas e tomar ao menos quatro cadeiras que atualmente pertencem aos republicanos. A tarefa, vista inicialmente como altamente complexa por envolver territórios conservadores, ganhou contornos mais favoráveis na reta final do pleito, segundo o último levantamento realizado pelo jornal norte-americano em parceria com a Universidade Siena.