quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Saiba qual foi a participação dos 34 denunciados na tentativa de golpe

Denúncia da PGR com detalhes da articulação golpista tem 272 páginas

     Jair Bolsonaro e atos golpistas de 8 de Janeiro (Foto: REUTERS)

Bruno de Freitas Moura, repórter da Agência Brasil - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), colegiado composto pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, analisará a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado de 34 pessoas, entre elas, o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do alto escalão do último governo.

O documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, na terça-feira (18), tem 272 páginas, nas quais ele detalha a participação de cada um dos denunciados, o que inclui planos de assassinatos e campanhas de desinformação, além de apoio a manifestantes extremistas. Leia aqui a cronologia da tentativa de golpe.

Conforme a denúncia da PGR, além de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro, Bolsonaro sabia e concordou com plano de matar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Bolsonaro também estimulou ações que possibilitassem a ruptura institucional, incluindo acampamentos montados por apoiadores em frente a quartéis-generais, segundo a PRG.

De acordo com Gonet, alguns integrantes do alto escalão do governo Bolsonaro e das Forças Armadas formaram o “núcleo crucial” da organização criminosa.

Saiba a participação dos denunciados, segundo a PGR:

◉ Walter Souza Braga Netto - Brasília (DF), 02/04/2020 - Ministro da Casa Civil Braga Netto durante coletiva de Imprensa no Palácio do Planalto sobre as ações de enfrentamento no combate ao Covid-19.

Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e vice na chapa de Bolsonaro em 2022, o general da reserva do Exército é apontado como líder da organização criminosa ao lado de Bolsonaro.

Em 12 de novembro de 2022, houve na residência oficial de Braga Netto uma reunião com “kids pretos” (Forças Especiais do Exército) em que foi discutida forma de “neutralizar” o ministro Alexandre de Moraes. Também se abordou que houvesse alguma instabilidade que justificasse a implementação de medidas de emergência, como estado de sítio. Braga Netto conseguiu o dinheiro para organizar a operação, além de ter atuado na incitação de movimentos populares golpistas.

Braga Netto articulou a pressão contra militares que não concordavam com o golpe, como o então comandante-geral do Exército, general Freire Gomes. “Oferece a cabeça dele. Cagão”, disse ele em diálogo com outro militar de alto escalão golpista.

Braga Netto é apontado também como indicado para coordenar o “Gabinete Institucional de Gestão da Crise”.

◉ Augusto Heleno Ribeiro Pereira - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, durante audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

O general da reserva do Exército e ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na presidência de Bolsonaro também integra o “núcleo crucial” da organização golpista.

A investigação encontrou com Heleno manuscritos sobre o planejamento da organização criminosa para fabricar um discurso contrário às urnas eletrônicas. “É válido continuar a criticar a urna eletrônica”, diz um trecho do manuscrito.

A PGR destaca que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) era subordinada ao GSI de Heleno, e que ele tinha “pleno domínio sobre as ações clandestinas realizadas pela célula”, o que incluía vigilância de adversários políticos.

Em reunião ministerial de 5 de julho de 2022, Heleno orientou a Abin a infiltrar agentes nas campanhas eleitorais e se manifestou claramente sobre não respeitar o resultado das urnas. “O que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições”.

◉ Anderson Gustavo Torres - Brasília (DF) 08/08/2023 Ex-ministro da justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres, durante depoimento na CPMI do golpe. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, o delegado de Polícia Federal (PF) também era integrante do “núcleo crucial”. Entre os relatos da PGR, consta que em 19 de outubro de 2022 participou de reunião sobre “policiamento direcionado” a ser realizado no dia do segundo turno da votação, o que poderia impedir eleitores de votar.

Na residência de Torres foi encontrada minuta que fundamentaria um golpe de Estado. Em janeiro de 2023, era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Segundo as investigações, permitiu a omissão da segurança pública, de forma que acontecesse os casos de vandalismo de 8 de janeiro, quando milhares de pessoas depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Segundo a denúncia, a omissão foi “escolha consciente por agir em prol da ruptura institucional”.

◉ Alexandre Rodrigues Ramagem - Ex-chefe da Abin, deputado federal pelo PL e candidato derrotado à prefeitura do Rio de Janeiro em 2024, o delegado da PF detinha documentos com uma série de argumentos contrários às urnas eletrônicas, que era repassada a Bolsonaro.

Em um dos documentos, foi identificada a sugestão de que o então presidente se utilizasse da estrutura da Advocacia-Geral da União (AGU) para emitir atos que tornassem devido o descumprimento, pela PF, de ordens judiciais que desagradassem o grupo.

◉ Silvinei Vasques - O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) participou de um grupo que coordenou o emprego das forças policiais para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro. Participou da reunião de 19 de outubro de 2022 onde foi debatido o uso de operações da PRF para impedir o voto de eleitores no segundo turno. A ele é atribuída a frase “havia chegado a hora da PRF tomar lado na disputa”.

◉ Filipe Garcia Martins Pereira - O ex-assessor para Assuntos Internacionais de Bolsonaro, segundo a denúncia, apresentou e sustentou o projeto de decreto que implementaria medidas excepcionais no país. Tratou desse tema com Bolsonaro no Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente), em 18 de novembro de 2022. A minuta foi apresentada por Bolsonaro ao alto escalão das Forças Armadas e ao ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira.

Filipe Martins ficou encarregado da leitura do decreto, expondo os fundamentos “técnicos” da minuta. De acordo com os planos golpistas, ele assumiria a assessoria de relações institucionais do “Gabinete Institucional de Gestão da Crise”.

◉ Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira - O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, durante a abertura da 7ª Mostra BID Brasil, evento do segmento de defesa e segurança, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

General da reserva, ex-comandante do Exército e então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira também é apontado como integrante do núcleo crucial golpista. Ele endossava o conjunto de críticas ao sistema eleitoral e chegou a declarar que a Comissão de Transparência Eleitoral, criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) era “para inglês ver”.

Na reunião ministerial de julho de 2022, na presença dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, instigou a ideia da intervenção das Forças Armadas no processo eleitoral. A PGR destaca que apresentava “linguagem de quem se considerava em guerra contra o sistema democraticamente estabelecido”.

Em 10 de novembro, ou seja, após o resultado eleitoral, divulgou nova nota oficial insinuando não ter sido descartada a possibilidade de fraude eleitoral, mesmo após um relatório técnico do ministério ter apontado a inexistência de irregularidade. O ministro da Defesa apresentou uma versão de decreto golpistas aos comandantes das Forças Armadas e exerceu pressão para que os três apoiassem o movimento.

◉ Almir Garnier Santos - O comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, fala com a imprensa. Em comemoração ao Bicentenário da Independência, a Marinha do Brasil promove uma Revista Naval, com a presença do presidente da República, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Então comandante da Marinha, o almirante de esquadra pertence à célula principal da organização. Teve acesso às versões de decreto golpista. Segundo a denúncia da PGR, ao aderir ao movimento se considerava um “verdadeiro patriota”. O posicionamento de Garnier Santos foi um elemento de pressão para que o Exército e a Aeronáutica seguissem o mesmo caminho.

◉ Mauro César Barbosa Cid - O tenente-coronel do Exército e principal ajudante de ordens de Bolsonaro é o delator do esquema golpista. Atuava como porta-voz do então presidente na articulação e mantinha canais de comunicação com os demais envolvidos. Registros do decreto golpista foram encontrados em dispositivos eletrônicos de Mauro Cid.

◉ Ailton Gonçalves Moraes Barros - Militar da reserva, atuou em operações estratégicas de desinformação, incitava militares e difundia os ataques virtuais idealizados pelo grupo.

◉ Angelo Martins Denicoli - Major da reserva, fazia o elo do grupo criminoso com o influenciador Fernando Cerimedo e participou de reunião de elaboração do relatório apresentado pelo Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo PL, partido de Bolsonaro, para prestar serviços de auditoria do funcionamento das urnas eletrônicas.

◉ Bernardo Romão Correa Netto - Coronel do Exército, então assistente do Comandante Militar do Sul, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o alto comando do Exército a ultimar o golpe.

◉ Carlos Cesar Moretzsohn Rocha - Presidente do Instituto Voto Livre, contratado pelo PL, partido de Bolsonaro, para prestar serviços de auditoria do funcionamento das urnas eletrônicas. Núcleo de operações estratégicas de desinformação, que propagou notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizou ataques virtuais a instituições e autoridades que ameaçavam os interesses do grupo.

◉ Cleverson Ney Magalhães - Coronel de Infantaria lotado no Comando de Operações Terrestres, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

◉ Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira - Comandante do Comando de Operações Terrestres (Coter), aceitou coordenar o emprego das forças terrestres e se comprometeu a executar as medidas necessárias para a consumação da ruptura institucional, caso o decreto fosse assinado por Bolsonaro.

◉ Fabrício Moreira de Bastos - Coronel, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

◉ Fernando de Sousa Oliveira - Ex-secretário executivo da Segurança Pública do DF, coordenou o emprego das forças policiais para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder

◉ Giancarlo Gomes Rodrigues - Sargento do Exército que era cedido à Abin, atuava no núcleo central de contrainteligência da organização criminosa que, por meio dos recursos e ferramentas de pesquisa da Abin, produzia desinformação contra seus opositores. Era subordinado a Marcelo Araújo Bormevet.

◉ Guilherme Marques de Almeida - Tenente-coronel. No celular dele foram encontradas a produção e disseminação massiva, inclusive por meio de listas de transmissão em aplicativos de mensagens instantâneas, de conteúdo falso e antidemocrático.

◉ Hélio Ferreira Lima - Um dos kids pretos envolvidos no monitoramento e plano de assassinato de autoridades da República. Monitorou o ministro do STF Alexandre de Moraes.

◉ Marcelo Araújo Bormevet - Policial federal que era cedido à Abin. O núcleo atuava como central de contrainteligência da organização criminosa que, por meio dos recursos e ferramentas de pesquisa da Abin, produzia desinformação contra seus opositores. Era superior a Giancarlo Gomes Rodrigues.

◉ Marcelo Costa Câmara - Coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, responsável por coordenar as ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas

◉ Márcio Nunes de Resende Júnior - Coronel do Exército, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

◉ Mário Fernandes - General do Exército e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, comandou os kids pretos, força de elite do Exército. Ficou responsável por coordenar as ações de monitoramento e assassinato de autoridades públicas, além de realizar a interlocução com as lideranças populares ligadas ao dia 8 de janeiro de 2023.

◉ Marília Ferreira de Alencar - Delegada de Polícia Federal e então diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, coordenou o emprego das forças policiais para sustentar a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder.

◉ Nilton Diniz Rodrigues - General assistente do então comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

◉ Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho - Então integrante de programas de rádio e TV exibidos pela emissora Jovem Pan e influenciador com grande capacidade de penetração no meio militar, pelo fato de ser neto do ex-presidente da República General João Baptista Figueiredo. Utilizou transmissões na internet para expor militares que não se alinharam aos golpistas.

◉ Rafael Martins de Oliveira - Um dos kids pretos envolvidos no monitoramento e plano de assassinato de autoridades da República. Monitorou o ministro do STF Alexandre de Moraes.

◉ Reginaldo Vieira de Abreu - Coronel do Exército, então chefe de gabinete na Secretaria-Executiva da Presidência. Participou do núcleo de operações estratégicas de desinformação, que propagou notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizou ataques virtuais a instituições e autoridades que ameaçavam os interesses do grupo.

◉ Rodrigo Bezerra de Azevedo - Um dos kids pretos envolvidos no monitoramento e plano de assassinato de autoridades da República.

◉ Ronald Ferreira de Araújo Júnior - Tenente-coronel do Exército, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

◉ Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros - Tenente-coronel, promoveu ações táticas para convencer e pressionar o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe.

◉ Wladimir Matos Soares - Agente da PF, disponibilizou à quadrilha informações sensíveis de segurança do então presidente eleito Lula. Foi escalado para trabalhar na posse de 1º de janeiro. Havia sido convidado para trabalhar na equipe de Bolsonaro caso o candidato derrotado “não entregasse a faixa presidencial”. Participou do monitoramento e plano de assassinato de autoridades.

Fonte: Brasil 247

Planalto orienta ministros de Lula a evitarem comentários sobre denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe

Secom quer que apenas o presidente Lula se manifeste sobre o caso

        Lula e Bolsonaro (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado | REUTERS/Adriano Machado)

O Palácio do Planalto orientou os ministros do governo Lula a evitarem declarações públicas sobre a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL). A estratégia, definida pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), é concentrar todas as manifestações sobre o tema exclusivamente no presidente ao longo desta quarta-feira (19).

Segundo auxiliares de Lula ouvidos pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, a avaliação interna é de que o assunto não envolve diretamente o governo e, por isso, não deveria ser politizado dentro do núcleo do governo.

Na noite de terça-feira (18), ao ser questionado sobre a denúncia, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, evitou comentar o assunto alegando que ainda não havia visto o documento da PGR e, por esse motivo, não se pronunciaria.

Enquanto o governo adota cautela, lideranças do PT reagiram de maneira oposta. A presidente do partido, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), e outros membros da legenda comemoraram a denúncia durante uma festa em um bar de Brasília. O evento reuniu lideranças de esquerda para celebrar o aniversário do líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).

“Ele faz aniversário em um dia importante para a democracia, no dia da denúncia de Jair Bolsonaro”, disse Gleisi na comemoração, de acordo com a reportagem.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Vereador cumpre agenda em Curitiba buscando recursos para Apucarana

Tiago Cordeiro (PDT) cumpre uma série de compromissos em benefício do munícipio

      Tiago Cordeiro ao lado do deputado Sandro Alex

Desde terça-feira (18), o vereador Tiago Cordeiro (PDT) cumpre uma série de compromissos em benefício de Apucarana. Ele visitou a Assembleia Legislativa do Paraná, onde se reuniu com os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT), Cobra Repórter (PSD) e Do Carmo (União Brasil), discutindo pautas importantes para o município e buscando fortalecer parcerias e recursos.

Um dos principais encontros foi com o deputado federal Sandro Alex (PSD), secretário estadual de Infraestrutura e Logística do Paraná, quando apresentou demandas prioritárias, como a melhoria das estradas rurais e a pavimentação de duas vilas rurais em Apucarana.

Ele mencionou que já foi conquistada a pavimentação da Vila Rural Nova Ucrânia e que agora está lutando para garantir o asfalto para a Vila Reis e Terra Prometida, destacando a importância desse investimento para a qualidade de vida dos moradores e o desenvolvimento local.

O vereador reafirmou seu compromisso de continuar articulando com o governo estadual e deputados para viabilizar esses projetos. “Trabalho em busca de soluções para as demandas da população e para garantir que Apucarana continue avançando”, comenta.

Fonte: Câmara Municipal de Apucarana

Bolsonaro quis prender Moraes e realizar novas eleições, diz Mauro Cid

Originalmente, um documento apresentado por "radicais" ao ex-mandatário também sugeria a destituição de autoridades contrárias ao governo bolsonarista

Alexandre de Moraes (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, afirmou que, em reuniões sobre o golpe de Estado, foi discutida a possibilidade de intervenção no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

Segundo Cid, Bolsonaro teria lido e feito alterações em um documento elaborado por um grupo de “radicais” que defendia, entre outras medidas, a prisão de ministros da Corte, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além da destituição de autoridades contrárias ao governo bolsonarista.

Apresentado ao ex-mandatário em novembro de 2022 no Palácio da Alvorada, o texto ainda sugeria a realização de novas eleições devido a supostas fraudes no pleito que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na época, após analisar o conteúdo, Bolsonaro teria alterado o documento e mantido somente a ordem de prisão contra Moraes e a realização de novas eleições.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Ala radical bolsonarista defendia uso de CACs como "tropa civil" em trama golpista, diz Mauro Cid em delação

Durante seu governo, Bolsonaro flexibilizou normas de aquisição de armas e munições, fortalecendo os CACs, uma de suas principais bases de apoio

      (Foto: Reuters)

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, revelou em delação premiada à Polícia Federal (PF) que um grupo radical que orbitava o então presidente defendia o uso de Colecionadores, Atiradores desportivos e Caçadores (CACs) como uma "tropa civil" para sustentar um golpe de Estado, destaca o Metrópoles.

Ao longo de seu governo (2019-2022), Bolsonaro flexibilizou amplamente as normas para aquisição, posse e porte de armas de fogo e munições por civis, fortalecendo sua posição entre os CACs, uma de suas principais bases de apoio. Segundo Cid, os integrantes desse grupo radicalizado acreditavam que os CACs apoiariam Bolsonaro caso ele decidisse romper com a ordem democrática. "Entendiam que os CACs apoiariam o ex-presidente em uma tomada de decisão, como uma tropa civil em caso de um golpe", disse Cid à PF

Ainda segundo o ex-ajudante de ordens, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) "tinha mais contato" com os CACs e mantinha proximidade com esse grupo de radicais. Esses aliados defendiam a formação de um braço armado para sustentar a permanência de Bolsonaro no poder e pressionavam para que ele assinasse um decreto de estado de sítio no país.

Cid também afirmou que os radicais apostavam que, "quando o presidente desse a ordem, ele teria apoio do povo e dos CACs". O grupo, segundo o delator, também "romantizava" o artigo 142 da Constituição Federal, que trata das Forças Armadas, utilizando uma interpretação distorcida para justificar uma intervenção militar.

Entre os nomes citados por Cid como membros dessa ala mais radical estão Onyx Lorenzoni, Jorge Seiff, Gilson Machado, Magno Malta, Eduardo Bolsonaro, general Mario Fernandes e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Todos, de acordo com a delação, instigavam Bolsonaro a tentar um golpe de Estado. O ex-presidente, segundo Cid, era cercado por três grupos distintos: os "conservadores", os "moderados" e os "radicais", sendo estes últimos os principais entusiastas da ruptura institucional.

A delação de Mauro Cid teve seu sigilo derrubado nesta quarta-feira (19) por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A divulgação ocorre um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Bolsonaro e outras 33 pessoas pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Durante os quatro anos do governo Bolsonaro, houve uma flexibilização das normas para a emissão de porte de armas, o que ampliou significativamente o número de CACs no país. A relação entre o ex-presidente e esse grupo armado tornou-se um dos principais focos da investigação sobre a trama golpista revelada pela delação de Cid.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Lula reage à denúncia da PGR contra Bolsonaro: 'se for culpado, terá que pagar'

Presidente diz que Bolsonaro tem direito à defesa

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília - 10/02/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou comentar diretamente a denúncia contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, destacando que o ex-capitão tem direito à ampla defesa, mas que, caso comprovada a trama golpista, terá que pagar pelos crimes dos quais foi acusado.

O presidente citou nesta quarta-feira (19) o suposto plano de Bolsonaro para matá-lo, conforme consta da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

"A decisão de ontem é da PGR. Ele indiciou as pessoas e não vou comentar um processo na justiça. A única coisa que vou dizer, no tempo em que governo, é que todos têm direito à presunção de inocência. Se provarem que não tentaram dar golpe, matar o presidente, o vice e o presidente do TSE, ficarão livres e serão cidadãos que poderão transitar pelo Brasil inteiro. Se forem culpados terão que pagar pelos erros que cometeram. É apenas o indiciamento. O processo vai para o STF e eles terão o direito de se defender", disse Lula em declarações à imprensa após reunião bilateral com o primeiro-ministro da República Portuguesa, Luís Montenegro.

A PGR denunciou nesta terça-feira (18) Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à sua tentativa de permanecer no poder após a derrota na eleição presidencial de outubro de 2022, colocando-o como líder de organização criminosa que agiu para tanto.

Fonte: Brasil 247

Cid diz que repassou US$ 86 mil em espécie a Bolsonaro por venda ilegal de joias e relógios de luxo

Ex-ajudante de ordens detalha transações em espécie e afirma que repasses eram fracionados e feitos por meio de intermediários

     Bolsonaro e relógio Chopard (Foto: REUTERS/Marco Bello | Divulgação)

O tenente-coronel Mauro Cid revelou, em delação premiada à Polícia Federal (PF), que repassou US$ 86 mil em espécie a Jair Bolsonaro (PL), valor obtido com a venda ilegal de joias e relógios de luxo que haviam sido entregues ao então chefe de Estado como presentes oficiais. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e reforça a tese de que Bolsonaro se apropriou indevidamente de bens públicos, o que levou seu indiciamento pelo crime de peculato.

Segundo o depoimento de Cid, os recursos vieram da negociação de relógios das marcas Rolex e Patek Philippe, vendidos à loja Precision Watches, na Filadélfia (EUA), por US$ 68 mil, além da comercialização de um kit de joias da marca Chopard, vendido em Miami por US$ 18 mil.

De acordo com a delação, os valores foram inicialmente depositados na conta do pai de Cid, o general Mauro Cesar de Lourena Cid, que morava nos Estados Unidos. Posteriormente, a quantia foi entregue a Bolsonaro de maneira fracionada e sempre em espécie, com o objetivo de evitar o rastreamento bancário.

"QUE o pagamento foi realizado em espécie sem emissão de nota: QUE não há registro da venda dos referidos bens: QUE em seguida retornou ao Brasil com os valores em espécie; QUE ao retomar ao Brasil entregou os U$ 18 mil ao ex-Presidente JAIR BOLSONARO; QUE apenas retirou os custos que teve com passagem aérea e aluguel do veículo; QUE o COLABORADOR ajustou com seu pai, General MAURO CESAR LOURENA CID, que o saque dos U$ 68 mil ocorreria de forma fracionada e entregue à medida que alguém conhecido viajasse dos Estados Unidos ao Brasil", declarou Cid.

Os repasses foram realizados em diversas ocasiões, incluindo um pagamento de US$ 18 mil a Bolsonaro em Miami, onde o ex-presidente esteve em visita, e um segundo valor de US$ 30 mil, entregue durante sua participação na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

"QUE na cidade de Nova York, LOURENA CID entregou cerca de U$ 30 mil (trinta mil dólares) em espécie, a JAIR BOLSONARO, por meio do COLABORADOR; QUE no final do ano de 2022, LOURENA CID, veio ao Brasil para um evento da APEX, na cidade de Brasília; QUE nesse momento ele trouxe cerca de U$ 10 mil (dez mil dólares), em espécie, e entregou a JAIR BOLSONARO", afirmou o delator.

Os repasses finais ocorreram entre fevereiro e março de 2023. Em fevereiro, Bolsonaro teria recebido US$ 20 mil do general Lourena Cid, enquanto o restante da quantia foi entregue no mês seguinte, com intermediação de Osmar Crivelati, ex-assessor direto do ex-presidente. Segundo Cid, "os valores foram repassados em sua totalidade ao ex-Presidente".

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Mauro Cid: Michelle instigou Bolsonaro de "forma ostensiva" a dar golpe de Estado

Ex-primeira-dama teria participado de grupo radical que pressionava Bolsonaro a agir porque "tinha o apoio do povo e dos CACs para dar o golpe"

     (Foto: ABR )

Em sua delação premiada à Polícia Federal, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atuou ativamente para convencer o então presidente a realizar um golpe de Estado. Segundo ele, Michelle integrava um grupo de aliados que pressionavam Bolsonaro de "forma ostensiva". O sigilo da delação de Mauro Cid foi derrubado nesta quarta-feira (19) pelo ministro do Supremo Tribunal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo o Metrópoles, nas quase 500 páginas de informações entregues às autoridades, Cid detalhou que essa ala mais radical era composta por nomes como Onyx Lorenzoni, Jorge Seiff, Gilson Machado, Magno Malta, Eduardo Bolsonaro e o general Mario Fernandes, secretário-executivo do general Luiz Eduardo Ramos, além da própria ex-primeira-dama.

“O general Mario Fernandes atuava de forma ostensiva, tentando convencer os demais integrantes das forças a executarem um golpe de Estado. Compunha também o referido grupo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Tais pessoas conversavam constantemente com o ex-presidente, instigando-o para dar um golpe de Estado. Eles afirmavam que o ex-presidente tinha o apoio do povo e dos CACs para dar o golpe”, declarou Cid na sua delação, de acordo com a reportagem.

Em novembro de 2023, quando um trecho da delação foi divulgado pela imprensa, o advogado de Bolsonaro e Michelle, Paulo Cunha Bueno, classificou as alegações como "absurdas e sem qualquer amparo na verdade e, via de efeito, em elementos de prova". Segundo ele, o ex-presidente e sua família "jamais estiveram conectados a movimentos que projetassem a ruptura institucional do país".

O deputado federal Eduardo Bolsonaro também negou envolvimento: “Querer envolver meu nome nessa narrativa não passa de fantasia, devaneio”, afirmou.

A retirada do sigilo da delação ocorre um dia após Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas serem denunciadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-mandatário é acusado de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

A delação de Mauro Cid serviu como um dos principais elementos para as investigações que resultaram na denúncia. Bolsonaro e os demais acusados também foram indiciados por dano qualificado, devido a atos de violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, causando prejuízo significativo e deterioração de bens públicos.

Bolsonaro partiu para o golpe depois de não encontrar fraude nas urnas

Segundo Mauro Cid, Bolsonaro tinha como 'plano B' à ausência de fraude na eleição a tentativa de convencer os militares a darem um golpe

     Jair Bolsonaro e Mauro Cid (Foto: ABr | Agência Senado )

A delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), revela que o ex-mandatário insuflou seus apoiadores a criarem um "caos", visando estimular uma intervenção das Forças Armadas para justificar um golpe de Estado, após não encontrar evidências de que as eleições de 2022 teriam sido fraudadas. O sigilo da delação premiada de Mauro Cid foi derrubado nesta quarta-feira (19) por uma decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Segundo a GloboNews, em sua delação à Polícia Federal, Cid destacou que "Bolsonaro não queria que o pessoal saísse das ruas por ter certeza que encontraria uma fraude nas urnas eletrônicas e, por isso, precisava de um clamor popular para reverter a narrativa".

Ainda segundo Mauro Cid, o ex-mandatário "estava trabalhando com duas hipóteses: a primeira seria encontrar uma fraude nas eleições, e a outra, por meio do grupo radical, encontrar uma forma de convencer as Forças Armadas a aderirem ao golpe de Estado".

Portanto, de acordo com o relato de Cid, Bolsonaro queria, primeiro, encontrar uma suposta fraude, por isso se reuniu com Walter Delgatti, o 'hacker', e, depois, convenceu o PL a entrar com uma ação na Justiça pedindo a anulação de votos de algumas urnas. Não dando certo a busca por fraude, Bolsonaro queria que um grupo radical criasse uma situação de caos no país para encontrar uma forma de convencer as Forças Armadas a aderirem a um golpe.

Fonte: Brasil 247

Apucarana vai retomar as cirurgias eletivas para diminuir fila de espera



Com a liberação por parte do governo do Estado das cirurgias eletivas para o Município de Apucarana, a Autarquia de Saúde deverá iniciar a chamada dos pacientes que aguardam na fila de espera das cirurgias eletivas. O prefeito Rodolfo Mota, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Guilherme de Paula, anunciou nesta quarta-feira (19/02) que nos próximos dias deverão ser encaminhados cerca de 120 pacientes.

“Em Apucarana, há casos de pessoas que estão há 4 e até 5 anos aguardando por uma cirurgia de hérnia. Como se passou tanto tempo, nós vamos chamar essas pessoas que estão na fila, tanto para essa quanto para outras cirurgias, para verificar se elas ainda estão necessitando desse procedimento”, explica Rodolfo Mota.

Na sequência, conforme o prefeito, as cirurgias serão agendadas em hospitais da região. “E não apenas em um único hospital, mas em vários aqui da nossa região para que possamos diminuir drasticamente a fila de espera ao longo deste ano”, afirma.

As cirurgias eletivas são aquelas que não demandam urgência e que podem ser programadas. Entre elas, estão procedimentos de laqueadura, hérnia (diversos tipos), oftalmológicas, hemorróida, fístula, vesícula, vasectomia e das áreas de otorrino e ortopedia.

Os custos das cirurgias serão bancados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que autorizou a realização dos procedimentos. “Nós estamos trabalhando em conjunto com a Sesa e com a Regional de Saúde de Apucarana. Quero agradecer ao secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, ao chefe da 16ª Regional da Saúde, Lucas Leugi, e ao governador Ratinho Junior que é o comandante desta ideia visando fazer um trabalho de resgate da dignidade das pessoas”, enfatiza Rodolfo Mota.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Lei garante conquista histórica do salário mínimo para o funcionalismo


O prefeito Rodolfo Mota sancionou nesta quarta-feira (19/02) a Lei 003/2025, que estabelece o piso salarial mínimo para os servidores públicos municipais em R$ 2.100.
“É um marco histórico para Apucarana, garantindo que nenhum servidor tenha como vencimento básico menos do que R$ 2.100”, enfatiza Rodolfo Mota. No mesmo ato, o prefeito também sancionou as leis 004 e 005, que estabelecem os valores das funções gratificadas.

De acordo com o prefeito, esse valor é maior do que o piso de muitas categorias profissionais no estado do Paraná. “São 451 servidores que estão sendo contemplados inicialmente. O que estamos fazendo é um socorro àqueles servidores que nos relataram que, depois dos descontos, estavam ganhando menos do que um salário mínimo”, reitera Rodolfo Mota.

O prefeito afirma que o salário mínimo do servidor atenderá funcionários que trabalham em órgãos como a Autarquia de Serviços Funerários (Aserfa), Pátio de Máquinas, Autarquia de Educação e Autarquia de Saúde. “São servidores que estão nas nossas creches, nas escolas e nas ruas cuidando da cidade. À medida em que são valorizados, eles conseguem ter uma vida melhor e também prestar um serviço melhor para a comunidade”, pontua.

O prefeito lembra ainda que alguns servidores já recebiam um abono de R$ 150, garantido por legislações anteriores. “Este abono também está mantido, fazendo com que o salário desses servidores chegue – somado com o piso mínimo criado – a R$ 2.250”, explica Rodolfo Mota, acrescentando que o piso mínimo do funcionalismo representará um impacto de R$ 2 milhões por ano na folha salarial do Município.

O prefeito agradeceu líder do prefeito na Câmara, Moisés Tavares, ao presidente da Legislativo, Danylo Acioli, e também a todos os demais vereadores que aprovaram por unanimidade o projeto de lei encaminhado pelo Executivo. Também acompanharam a sanção das leis a primeira-dama e secretária da Mulher e Assuntos da Família, Karine Mota, o vice-prefeito, Marcos da Vila Reis, o vereador Wellington Gentil e demais secretários municipais.



◉ Gratificação na educação será por porte de escola e CMEI

O prefeito Rodolfo Mota também a Lei 005/2025, estabelecendo as gratificações na Educação de acordo com o porte da escola ou do Centro Municipal de Educação Infantil.

“Houve um pedido dos sindicatos, das professoras e das diretoras para que fosse mantida a gratificação por porte, por tamanho da unidade escolar. A gente acatou esse pedido, reformulamos o projeto original e por isso teve também a aprovação por unanimidade da Câmara de Vereadores”, ressalta Rodolfo Mota.

Para diretora de escola ou de CMEI, foram estipulados R$ 2 mil para unidades com até 150 alunos, o valor de R$ 2.300 para unidades de 151 a 400 alunos e de R$ 2.500 para unidades com mais de 400 alunos.

Já para a função de coordenador pedagógico e orientador educacional, os valores serão os seguintes: R$ 600 em unidades escolares com até 150 alunos; R$ 700 em unidades de 151 a 400 alunos; e de R$ 800 em unidades com mais de 400 alunos.

Já para a docência com alunos que possuem necessidades especiais, o professor receberá uma gratificação de R$ 450 em turmas de até 5 alunos e de R$ 600 para turmas com mais de 5 alunos.

◉ Lei estabelece valor das gratificações para cargos de chefia

Entre as três leis sancionadas pelo prefeito Rodolfo Mota nesta quarta-feira (19/02), está a 004/20025, que estabelece os valores de Função Gratificada (FG) para o funcionalismo nos cargos de chefia. Foram criados o FG-01 para chefe de divisão (R$ 2.500,00), FG-02 para chefe de seção (R$ 1.500,00) e FG-03 para chefe de setor (R$ 1.000,00).

Rodolfo Mota afirma que houve avanço nos valores da proposta inicial apresentada pelo Executivo, após diálogo com os sindicatos que representam os servidores municipais.

“O pagamento das funções gratificadas é para aqueles servidores que comandam e fazem um trabalho extra em relação à sua função. Essas gratificações passarão a ser concedidas com mais critério e são para chefes de equipes, de divisões, de setores, enfim, servidores que fazem jus a esse recebimento”, reforça.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Moraes derruba sigilo da delação de Mauro Cid

Ministro do STF também abriu prazo para defesa de denunciados pela PGR

Brasília (DF) 11/07/2023 Depoimento para CPMI do golpe do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante-de-ordens do então presidente Jair Bolsonaro.Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes derrubou nesta quarta-feira (19) o sigilo do acordo de delação premiada firmado em 2024 com o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, que atuou como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na mesma decisão, Moraes abriu prazo de 15 dias para que os 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República nesta terça-feira (18) apresentem suas defesas por escrito.

Com a decisão, o conteúdo dos depoimentos de Mauro Cid deve ser tornado público ainda nesta quarta. A derrubada do sigilo tinha sido adiantada pelo jornalista César Tralli, da TV Globo, no início da manhã.

“Ocorre que, no presente momento processual, uma vez oferecida a denúncia pelo procurador-geral da República, para garantia do contraditório e da ampla defesa […] não há mais necessidade da manutenção desse sigilo, devendo ser garantido aos denunciados e aos seus advogados total e amplo acesso a todos os termos da colaboração premiada”, diz Moraes.

O acordo previa que Cid desse detalhes aos investigadores sobre suspeitas de crimes cometidos por ele e por pessoas em seu entorno ao longo do governo – em investigações como a da tentativa de golpe de Estado, das joias trazidas da Arábia Saudita e da suposta fraude nos cartões de vacinação, por exemplo.

Se as informações prestadas por Cid forem confirmadas pela investigação, ele pode receber benefícios como a redução da pena e o cumprimento de condenações em regime aberto, por exemplo.

Fonte: Agenda do Poder com informações do g1.

Dono da Atlas/Intel sugere que denúncia contra Bolsonaro foi encomendada por Lula

 

Andrei Roman, CEO da Atlas Intel
Andrei Roman, CEO do Atlas Intel, instituto de pesquisas, insinuou em postagem no X que a denúncia da PGR contra Jair Bolsonaro foi divulgada para favorecer o governo Lula em tempos de baixa popularidade.

Ainda ameaça com a teoria de que a pressão dos Estados Unidos, com Donald Trump, abalará a democracia brasileira.

“Acho bastante problemático que a denúncia de golpe de estado contra Bolsonaro chega em um momento de queda livre de popularidade do governo Lula e de crise de confiança nas instituições. Sim, é possível que isso segure na margem a queda de aprovação do presidente. Mas um cenário alternativo também é possível: a impopularidade do governo pode mover a opinião pública em contra da denúncia”, escreveu.

“De um jeito ou outro, a impacto para a democracia é ruim: os ataques anti-democráticos de um ex-presidente não deveriam servir como tábua de salvação para um governo que não atinge seus objetivos no presente; e, pensando na direção oposta, a impopularidade do governo não deveria servir de barreira contra uma justa aplicação da lei. Há algo pior que isso? Provavelmente sim: jogar tudo abaixo do tapete e deixar a impunidade reinar”.

Ele continua: “De qualquer forma, tenho grandes dúvidas que ao fim deste processo todo a democracia brasileira sairá mais forte ou que o eleitorado saberá reagir de forma sábia. E tudo isso sem sequer pensar na pressão externa oriunda dos EUA, que não tardará em aparecer complicando mais ainda o nosso cenário. Estamos vivendo tempos estranhos”.

Donos de institutos de pesquisas viraram comentaristas políticos. Não bastasse Felipe Nunes, Quaest, na GloboNews, surge mais um querendo holofote. Felipe Nunes, aliás, é o mesmo que lançou um livro sobre — tcharã — “polarização”.

Eles não deveriam “achar” nada na posição em que atuam. Chama-se conflito de interesses.

A democracia brasileira sairá mais forte na medida em que golpistas forem punidos. É simples assim. Eis a lição da anistia aos assassinos do golpe de 64: eles voltaram, e com seus cúmplices que pediam “pacificação”.

O Atlas Intel opera em diversos países da América Latina, como México e Argentina, além dos Estados Unidos. No Brasil, não é filiado à Associação Brasileira das Empresas de Pesquisas (Abep). Os levantamentos realizados são financiados por grupos como Bloomberg, entre outros.

Andrei Roman é romeno, estudou na Universidade de Harvard e foi criador da plataforma Atlas Político antes de fundar a Atlas Intel com o marido Thiago Costa. A Romênia teve um ditador fuzilado junto à mulher. Nicolae Ceausescu foi executado com Elena no Natal de 1989, após 24 anos no poder.

Talvez Roman tenha achado inapropriado, também.

Fonte: DCM

PGR denuncia neto do general Figueiredo separadamente por plano golpista

 

O bolsonarista Paulo Figueiredo, acusado pela PGR de envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Foto: Reprodução


A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a última das cinco denúncias contra os 34 investigados por participação na tentativa de golpe de Estado. O alvo foi Paulo Renato de Oliveira Figueiredo, ex-apresentador da Jovem Pan e neto do general João Baptista Figueiredo, último presidente da ditadura militar.

A denúncia aponta que Paulo Figueiredo antecipou detalhes de uma carta redigida por militares golpistas para pressionar comandantes das Forças Armadas a aderirem à tentativa de ruptura institucional em 2022. Segundo a PGR, ele foi escolhido para essa função por sua influência no meio militar e teria usado sua posição para disseminar a ideia de que havia coesão dentro do Exército em apoio ao golpe.

De acordo com a denúncia, Figueiredo atacou os comandantes militares das regiões Sudeste, Sul e Nordeste, que não apoiavam as teses golpistas e reconheciam o resultado das eleições. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que o bolsonarista estava articulado com militares que defendiam a ruptura e tinha conhecimento do objetivo da carta.

O general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, confirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que o documento foi elaborado para pressionar comandantes legalistas e classificou sua criação como ilegal.

◉ A denúncia da PGR

Paulo Figueiredo foi denunciado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, além de deterioração de patrimônio tombado.

“O influenciador buscou forjar um cenário de coesão dentro do Exército Brasileiro sobre a necessidade da intervenção armada, retratando os dissidentes como desertores, merecedores de repúdio pessoal e virtual. Aderiu, pois, ao projeto golpista da organização criminosa, do qual tinha ciência prévia, e instrumentalizou a sua condição de comunicador para provocar a cooptação do Alto Comando do Exército ao movimento golpista”, afirma a denúncia da PGR.

Após a acusação, Paulo Figueiredo comentou o caso em suas redes sociais, alegando ser alvo de perseguição política. No X (antigo Twitter), ele afirmou estar “honrado em estar ao lado de patriotas neste momento histórico que reflete a ditadura que vivemos”.

“Vamos vencer, e todos os agentes públicos que se utilizam das suas posições para perseguir opositores políticos serão responsabilizados sem misericórdia no momento oportuno”, declarou.

 

Fonte: DCM

Tarcísio passa pano para Bolsonaro após denúncia: “Estamos juntos”

 

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas: governador paulista saiu em defesa do ex-presidente após a PGR apresentar denúncia contra o ex-capitão por tentativa de golpe de Estado – Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), quebrou o silêncio e defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciá-lo por tentativa de golpe de Estado.

“Jair Bolsonaro é a principal liderança política do Brasil. Este é um fato. Jair Bolsonaro jamais compactou (sic) com qualquer movimento que visasse a desconstrução do estado democrático de direito. Este é outro fato. Estamos juntos, presidente”, escreveu ele em seu perfil no X, na manhã desta quarta-feira (19).

Tarcísio, aliado de Bolsonaro, vem adotando postura cautelosa diante das investigações. Apesar do apoio público ao ex-presidente, ele evita confrontos diretos com o Judiciário e mantém distância de declarações mais incisivas sobre o caso.

A denúncia, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e envolve, além de Bolsonaro, outras 33 figuras ligadas ao ex-capitão.

Segundo a acusação, o grupo teria atuado na tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022.

Entre os crimes apontados estão organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição do estado democrático de direito.

A Primeira Turma do STF será responsável por avaliar a denúncia e decidir se Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus. Caso a Corte aceite a acusação, o ex-presidente poderá responder judicialmente pelos crimes apontados. O ex-capitão pode pegar até 39 anos e quatro meses de prisão caso seja condenado.

Fonte: DCM








STF vê denúncia contra Bolsonaro por trama golpista como "consistente"

Para ministros do STF, a denúncia mostra um "belo fio condutor" da formulação de um plano para um golpe de Estado por Bolsonaro e seus aliados.

       Jair Bolsonaro e Supremo Tribunal Federal (Foto: Agência Brasil)

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pelo jornal O Globo avaliam como "consistente" a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas por envolvimento em uma trama golpista para impedir a alternância de poder após as eleições de 2022.

Três ministros da Corte ouvidos sob reserva afirmam que o material entregue pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, é robusto. Um deles, de acordo com a reportagem, classificou a denúncia como um "belo fio condutor" dos eventos que levaram à formulação de um plano para um golpe de Estado por Bolsonaro e seus aliados.

Agora, cabe ao STF analisar a denúncia e decidir se a aceita. Caso o material seja acolhido, Bolsonaro e os demais acusados passarão a ser réus no processo. O julgamento do mérito da acusação ocorrerá posteriormente. Como o relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, a denúncia será analisada pela Primeira Turma do Supremo, composta por Moraes, Cristiano Zanin (presidente), Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

A PGR dividiu a denúncia em cinco peças distintas, em uma estratégia que visa facilitar a tramitação do caso no STF. O procurador-geral Paulo Gonet optou pelo "fatiamento" das acusações, agrupando os denunciados em diferentes núcleos de participação na suposta tentativa de golpe.

De acordo com uma das peças acusatórias, Bolsonaro e seu então candidato a vice-presidente, general Braga Netto, eram os líderes da organização golpista e compunham o chamado "núcleo duro". O ex-mandatário é acusado de cinco crimes: liderar organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União; além de deterioração de patrimônio tombado.

A expectativa no STF é que o julgamento da Primeira Turma sobre o caso de Bolsonaro seja concluído até o fim deste ano, evitando que a questão se estenda para 2026, ano eleitoral.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Gleisi diz que Lula é a “única liderança capaz de conduzir o Brasil”

 

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Foto: Paulo Pinto/Agência PT
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta terça-feira (18) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “continua sendo a única liderança capaz de conduzir o Brasil, democraticamente, rumo ao desenvolvimento com justiça social”.

A declaração ocorre após o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, publicar uma carta na qual diz que Lula “não faz política” em seu terceiro mandato.

“Está isolado. Capturado. Não tem, ao seu lado, pessoas com capacidade de falar o que ele teria que ouvir. Não recebe mais os velhos amigos políticos e perdeu o que tinha de melhor: sua inigualável capacidade de seduzir, de ouvir, de olhar a cena política”, escreveu o advogado.

Antônio Carlos de Almeida Castro sério, olhando para a câmera, de óculos
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. Foto: Reprodução

No X (antigo Twitter), Gleisi destacou que “as alternativas que se colocaram ao projeto de país de Lula, do PT e de nossos aliados resultaram em governos desastrosos e ameaças à democracia”.

“Neste terceiro mandato, o presidente vem cumprindo o compromisso de reconstruir um país devastado, numa conjuntura adversa, enfrentando uma oposição fascista e a ganância de setores econômicos encastelados em privilégios”, afirmou a presidente do PT.

“Mas é nos momentos difíceis que um líder se revela e, nestes dois anos, o governo Lula já imprimiu sua grande marca: mais empregos, mais salário e renda para a população”, acrescentou.

Gleisi disse que Lula entrou na política para “enfrentar os ventos e as adversidades” e declarou apoio ao petista. “Já superou situações ainda mais difíceis sem nunca se abater, porque é movido por um ideal de país. E, principalmente, porque nunca se isolou do povo brasileiro, que nele depositou mais uma vez sua confiança, para transformar o presente e construir o futuro”, finalizou.

Fonte: DCM