segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

"Orçamento secreto 2.0" visa devolver a extrema direita ao poder em 2026, alerta Glauber Braga

Deputado defende “total apoio” ao ministro Flávio Dino, do STF, no “enfrentamento” à falta de transparência na distribuição de emendas

Glauber Braga (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender a liberação de emendas parlamentares por falta de transparência ganhou destaque nas análises políticas e provocou reações no Congresso Nacional. Em entrevista à TV 247 nesta segunda-feira (30), o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) descreveu as práticas de liberação dessas emendas como um esquema que busca “capturar o orçamento público” e que, segundo ele, visa fortalecer o Centrão e a extrema direita para as eleições de 2026.

◉ Falta de transparência e poder concentrado - O parlamentar defendeu que nenhuma emenda seja liberada sem atender aos requisitos de transparência, destacando a importância das decisões do ministro Flávio Dino. "Minha posição é de que nenhuma emenda seja liberada se não cumprir os requisitos de transparência", afirmou Braga. Segundo ele, o bloqueio e as exigências de informações são passos necessários para frear os abusos.

O deputado criticou a concentração de poder nas mãos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). “Presidente da Câmara autoritário não é novidade, mas com controle orçamentário de bilhões de reais e manipulando sua execução como faz Arthur Lira, não há precedente histórico. Isso tem que ser enfrentado agora”, afirmou.

◉ A relação entre emendas e projetos de poder - Braga destacou ainda a relação direta entre a liberação de emendas e os resultados eleitorais, principalmente nas eleições municipais. Segundo ele, o esquema tem servido para alavancar candidaturas alinhadas ao Centrão e à extrema direita, com vistas às eleições gerais de 2026. “O Centrão, a extrema direita e a direita estão utilizando o orçamento público para dar manutenção aos seus projetos de poder. É exatamente esse esquema que eles tentam viabilizar para eleger parlamentares deste grupo e, por que não dizer, voltar a eleger um presidente de extrema direita”, declarou.

A decisão de Dino, que suspendeu a liberação de emendas que não haviam sido empenhadas até 23 de dezembro e flexibilizou o prazo para emendas da área de saúde, foi vista pelo deputado como um movimento essencial para expor o esquema. “Alguma decisão é melhor do que nenhuma. Isso dá uma demonstração para a Câmara, especialmente para o presidente Arthur Lira, de que ele não pode fazer o que quer, passando por cima das decisões do Supremo”, disse.

O peso político das emendas - Braga também chamou atenção para a desproporção entre o orçamento disponível para o Executivo investir em projetos estratégicos e os recursos alocados às emendas parlamentares, sem transparência. "O governo tem aproximadamente R$ 200 bilhões livres por ano para novos projetos. Já as emendas, que são controladas pela Câmara, representam cerca de R$ 50 bilhões. É inadmissível que um deputado tenha mais recursos à disposição do que um ministério inteiro", criticou.

O parlamentar reforçou que o enfrentamento ao atual sistema de distribuição de emendas deve ser imediato. “Não dá para, depois, chorar o leite derramado. É preciso agir agora para impedir que o orçamento público continue sendo manipulado para fins eleitorais e autoritários”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

Extremista preso por planejar ataque em Brasília queria "brincar com sangue"

Lucas Ribeiro Leitão, corretor de Fortaleza, ameaçava a segurança pública nas redes sociais e foi detido com faca e planos de "táticas militares"

Lucas Ribeiro Leitão (Foto: Reprodução / Redes sociais)

O extremista Lucas Ribeiro Leitão, preso neste domingo (29/12) por planejar um atentado em Brasília, dizia em suas redes sociais que pretendia "brincar com sangue". De acordo com informações fornecidas pelo portal Metrópoles, Lucas, corretor de imóveis de 30 anos, natural de Fortaleza (CE), utilizava suas plataformas digitais para proferir ameaças explícitas contra a segurança pública da capital federal.

Em diversas publicações, Lucas afirmou que pretendia “conquistar o solo na marra” e “fazer essa parada sozinho”. Em uma das postagens mais alarmantes, ele escreveu: “Vamos brincar com sangue”. A prisão ocorreu na Bahia, próximo à divisa com Goiás, realizada por integrantes da Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Durante a abordagem, enquanto pegava carona em um caminhão com destino ao Distrito Federal, Lucas confessou que planejava o atentado e revelou a intenção de utilizar “táticas militares”. Além disso, a polícia encontrou uma faca em sua posse no momento da prisão.

Em outra publicação, o suspeito declarou: “Eu vou fazer essa parada sozinho. Aumentem a segurança em Brasília em 100x, 200x, 300x, 400”. Ele também afirmou: “Vai ser de um por um! Até só restar um em pé. No caso eu! Desafio Lula e Bolsonaro para um duelo de faca! Vamos brincar de sangue.” Lucas mencionou ainda que havia feito uma promessa a “uma garota” e a uma “série de pessoas”, indicando que só finalizaria a “missão” após cumprir essas promessas.

Este incidente ocorre pouco mais de um mês após o atentado ocorrido em 13 de novembro, quando Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, se autoinfligiu uma explosão em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), também em Brasília. Francisco, conhecido como Tiü França, deixou mensagens nas redes sociais sugerindo ataques com bombas contra alvos políticos, utilizando termos depreciativos como “comunistas de merda”. Ele era candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL) em 2020, na cidade de Rio do Sul (SC), e havia se mudado para o Distrito Federal cerca de três meses antes do atentado, residindo em uma casa alugada em Ceilândia.

As autoridades continuam investigando os casos para identificar possíveis conexões e prevenir futuros ataques. A população de Brasília e das regiões circunvizinhas permanece em estado de alerta diante das ameaças e ações de indivíduos que buscam desestabilizar a segurança pública por meio da violência.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, supera números pré-pandemia e celebra o melhor ano de sua história

Além disso, a aviação civil brasileira vem alcançando recordes

Aeroporto Internacional de Guarulhos (Foto: REUTERS/Carla Carniel)

O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, registrou o maior número de passageiros de sua história em 2024, superando o recorde de 2019, antes da pandemia, ao atingir 43.150.000 clientes. A informação foi divulgada pelo site Aeroin neste domingo (29).

Além disso, a aviação civil brasileira alcançou um novo marco em novembro, com um recorde de mais de 2,1 milhões de passageiros em voos internacionais. Esse número representa um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2023, quando 1,8 milhão de pessoas viajaram para o exterior.

Os dados reforçam o compromisso do governo federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em expandir a conectividade aérea com os demais continentes.

Fonte: Brasil 247 com informações do site Aeroin

Prefeitos das capitais cumpriram menos de 50% das promessas de 2021 a 2024, diz pesquisa


Vista aérea de comunidade em SP; questões relacionadas a habitação também são ignoradas pela 
atual gestão municipal – Foto: Reprodução

Os prefeitos das 26 capitais estaduais cumpriram integralmente apenas 45% das promessas feitas nas campanhas de 2020, segundo levantamento do projeto “Promessas dos Políticos”, divulgado pelo G1. O estudo acompanhou o desempenho dos compromissos de campanha entre 2021 e 2024.

A pesquisa analisou 1.090 promessas registradas pelos prefeitos eleitos em 2020. Além das 45% totalmente cumpridas, 22% foram realizadas parcialmente e 33% não saíram do papel. O monitoramento foi realizado por jornalistas de todo o país, documentando os resultados ao longo do mandato.

Entre as 13 categorias avaliadas, segurança pública e habitação lideraram no cumprimento, com 79% e 78% das promessas realizadas, considerando totais e parciais. Em contrapartida, áreas como turismo (56%), direitos humanos e sociais (57%) e esportes (60%) tiveram os piores desempenhos.

A categoria de saúde, uma das mais sensíveis durante a pandemia, registrou 46% de cumprimento integral e 23% de cumprimento parcial, enquanto 31% das promessas permaneceram não realizadas. Já em educação e cultura, 51% das promessas foram concluídas, com destaque para programas de alfabetização.

Cama de hospital quebrada; população continua se deparando com serviços hospitalares sucateados, 
atraso no atendimento e baixa infraestrutura – Foto: Reprodução

Na área de mobilidade urbana, apenas 32% dos compromissos foram totalmente atendidos. Infraestrutura também apresentou baixo desempenho, com 39% das promessas cumpridas, demonstrando dificuldades em entregas relacionadas a obras públicas.

O projeto também evidenciou que promessas voltadas para o meio ambiente continuam sendo um desafio. Apenas 38% dos compromissos foram cumpridos integralmente, enquanto a maior parte ficou pendente ou parcialmente realizada.

Fonte: DCM com informações do G1

Brasil foi o 9º país mais barato para estrangeiros morarem em 2024; veja a lista

Vista aérea do Cristo Redentor, no Rio; Brasil foi classificado como o nono país mais barato 
para estrangeiros viverem em 2024 – Foto: Reprodução

O Brasil foi classificado como o nono país mais barato para estrangeiros viverem em 2024, de acordo com o Índice de Finanças Pessoais da InterNations. O ranking avalia o custo de vida, a satisfação financeira e se a renda disponível permite uma vida confortável. No levantamento, 53 países atenderam aos critérios necessários para entrar na lista.

O desempenho do Brasil melhorou em relação a 2023, quando ocupava a 17ª posição. A América Latina foi bem avaliada como região, embora o Brasil tenha registrado o custo de vida mais alto entre os países vizinhos. Segundo a pesquisa, o país também é destaque por oferecer um equilíbrio entre despesas e qualidade de vida para estrangeiros.

Os resultados globais mostram que o Vietnã lidera a lista, com 86% dos expatriados considerando o custo de vida positivo. Colômbia e Indonésia ocupam o segundo e terceiro lugares, respectivamente. A pesquisa destacou que esses países oferecem condições financeiras que agradam à maioria dos residentes estrangeiros.

Na América Latina, a Colômbia se destacou por ser avaliada positivamente por 85% dos estrangeiros quanto ao custo de vida. Além disso, 91% disseram que têm renda suficiente para viver confortavelmente, acima da média global de 70%. Estilo de vida relaxado e baixo custo também foram fatores mencionados.

Entre os destinos asiáticos, a Indonésia garantiu o terceiro lugar por proporcionar alta satisfação financeira aos estrangeiros. Aproximadamente 72% dos expatriados relataram estarem felizes com suas finanças no país. Além disso, 69% avaliaram positivamente o custo de vida, ressaltando também o clima e a segurança.

Embora países como Canadá e Finlândia tenham sido apontados como os mais caros para estrangeiros, Portugal, popular entre brasileiros, ficou em 13º lugar entre os mais baratos. Já os EUA ocuparam a 41ª posição, apresentando custos menores que os do Canadá, último colocado no ranking.

Ilha de Bali, na Indonésia – Foto: Reprodução

Fonte: DCM

VÍDEO – Anitta interrompe show para dar bronca em fã: “Insuportável”

Momento em que Anitta interrompe apresentação para dar bronca em fã – Foto: Reprodução

No último sábado (28), Anitta precisou interromper sua apresentação em Timbau do Sul, no RN, para chamar a atenção de um fã. Em um momento do show, a música foi pausada e a cantora apontou para a pessoa na plateia enquanto falava. A cena foi registrada por diversos espectadores.

A artista criticou a atitude do fã que parecia querer interferir no repertório do show. “Você é insuportável. Tá querendo mandar que música que eu canto, que música não. Vai lá pegar uma bebida. Vai lá para o bar”, afirmou.

Após a bronca, a cantora continuou o show normalmente.

Veja o momento:

Fonte: DCM

Lula convoca ministros para reunião em janeiro de 2025


O presidente Lula durante reunião ministerial: ele quer promover outro encontro em janeiro de 2025. 
Foto: reprodução

O presidente Lula (PT) informou a seus ministros que realizará uma reunião ministerial em janeiro de 2025 para avaliar o desempenho do governo em 2024 e definir as prioridades para o próximo ano, conforme informações do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

De acordo com auxiliares, o encontro ocorrerá assim que a maioria dos ministros retornar das férias. Pelo menos 18 ministros estarão de recesso entre o final de dezembro de 2024 e janeiro de 2025, período em que o Legislativo e o Judiciário também estarão em recesso.

Lula comunicou sobre a reunião durante o almoço de confraternização realizado em 20 de dezembro no Palácio da Alvorada, em Brasília. Por recomendação médica, o encontro foi breve, e os ministros foram orientados a não levar documentos com balanços das pastas.

Lula e seus ministros durante o almoço de confraternização promovido em 20 de dezembro no Palácio do Alvorada, Brasília. Foto: reprodução

Antes da reunião ministerial, Lula pretende promover uma cerimônia para marcar os dois anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ele solicitou que seus auxiliares estejam presentes na capital federal para o evento, mas não revelou detalhes específicos sobre a programação, apenas mencionou que ocorrerá no Planalto.

Em 2023, o presidente petista já havia realizado uma cerimônia similar para lembrar o primeiro ano do 8 de Janeiro. Na ocasião, o ato foi realizado no Congresso Nacional e contou com a presença de representantes dos Três Poderes.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Governo Lula fecha 2° ano com resultado histórico na economia; veja em 28 pontos


Lula, presidente do Brasil em aceno a apoiadores. Foto: Ricardo Stuckert

O fim de 2024 marca também a metade do terceiro mandato de Lula (PT) como presidente do Brasil. Em uma administração de marcada pela disputa de forças com o Congresso, considerado o mais direitista da história, o governo petista conseguiu importantes avanços econômicos neste ano.

Veja, em 28 pontos, as conquistas do governo Lula em 2024:

1. Na última quinta-feira (19), o Banco Central revisou para cima sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024. A estimativa, divulgada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), passou de 3,2% para 3,5%. Para 2025, a previsão também foi ajustada de 2,0% para 2,1%.

2. O governo também alcançou, em 2024, a menor taxa de desemprego da história. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil caiu para 6,1%, pondo fim a sequência de aumento do desemprego após a reforma trabalhista da gestão de Michel Temer (MDB) e o caos no governo de Jair Bolsonaro (PL).

3. Além do desemprego ser o menor da história, a massa de rendimento do salário real também bateu recordes, chegando a R$ 332,7 bilhões. O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.285).



6. Segmentos de alta tecnologia crescem 5%, acima da indústria de transformação,que vai crescer 3,6%.


8. Com Lula, o Brasil se tornou o 2° maior receptor de investimentos estrangeiros diretos do mundo em 2024, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

9. O investimento em infraestrutura saiu de R$ 188 bilhões em 2022, com o governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, para R$ 260 bilhões em 2024.

10. Com o Plano Mais Produção, a Nova Indústria Brasil (NIB) disponibilizou R$ 507 bilhões de crédito para investimentos no setor de agronegócio. BNDES, FINEP, EMBRAPII, CEF, BB, BASA e BNB, estão juntos para estimular uma Indústria Mais Inovadora e Digital, Exportadora, Verde e Competitiva.

11. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou o volume de Desembolso de R$ 98 bilhões em 2022, para R$ 148 bilhões em 2024. O crédito para a indústria cresceu 262% em 2024.


13. O Finep bateu recorde e ultrapassa R$ 10 bi em financiamentos Recursos financeiros liberados pela Finep em 2024 representam o dobro do montante financiado em 2023. O desempenho também representa um crescimento três vezes superior em relação ao resultado de 2022.

14. Com a NIB estimulando a agroindústria, a taxa de crescimento da agroindústria teve o melhor resultado em 14 anos, crescimento de 4,2% em outubro,e 2,7% no acumulado.
Geraldo Alckmin, vice-presidente, Lula, presidente, e Hadadd, ministro da Fazenda. Foto: reprodução

15. Na Black Friday, as linhas branca e marrom registraram o maior crescimento da produção e vendas nos últimos 10 anos, 25%.

16. Com o Mover, programa da NIB, o setor automotivo bateu recorde nas vendas, crescimento de 15% em 2024. A produção cresceu 11%, maior crescimento dos últimos 10 anos e colocou o Brasil como o país que mais cresceu no setor entre as grandes potências mundiais.

17. Máquinas e equipamentos estão puxando o crescimento industrial, crescimento de 83,4% em 2024.

18. O setor de bens de consumo duráveis cresceu 9,1% em 2024. São mais bens como automóveis, geladeiras, TVs, fogões, máquinas de lavar, etc, chegando ao povo.

19. No ranking mundial de produção industrial, o Brasil avançou 30 posições, saltando de 70° para 40°.

20. Varejo chega ao fim do ano com alta de 12,3% nas vendas na comparação com 2023: entre os itens mais procurados estão: os eletrônicos (alta de 25,9% nas vendas ante 2023); os brinquedos (+24%) e as roupas e os acessórios (+13%). Setor alimentar, 18,4%.

21. Depois de mais 40 anos, foi aprovada a Reforma Tributária, que estimula investimentos e exportações. Estima-se que a reforma gerará um crescimento adicional da economia de 12% a 20% em 15 anos. Hoje, esses 12% representariam R$ 1,2 trilhão a mais no PIB de 2022.


23. A taxa de miséria caiu para a mínima histórica. Parcela de brasileiros miseráveis caiu para 4,4%

24. Amazônia tem menor taxa de desmatamento em 9 anos. Taxa de desmatamento caiu 77,2%% no Pantanal e 48,4% no Cerrado.

25. Ponto fundamental: o governo Lula encontrou o país destruído: Entre 2015 e 2022, a taxa média de crescimento do PIB foi 0,4%, com desemprego e pobreza crescentes. Bolsonaro deixou um rombo fiscal: rombo de R$ 800 bilhões em 4 anos, sem jamais cumprir o Teto de Gastos.

26. Estima-se déficit primário de R$ 55,4 bilhões para 2024. Se considerar R$ 20 bilhões de recursos empossados. Mais gastos de R$ 40 bilhões do Perse e Desoneração da Folha, despesas que não foram o governo que criou, mas o congresso, 2024 teria superávit fiscal.

27. Inflação abaixo das expectativas do mercado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,34% em dez. e ficou 0,28% abaixo do resultado de novembro (0,62%). Acumulado de 4,71% em 2024. As expectativas do mercado: alta inflacionária de 0,45% e 4,82%.

28. Foram várias reformas e programas estruturais criados e aprovados pelo governo que garantem ao país crescimento de longo prazo e retomada da indústria: Mercado de carbono, Lei do Hidrogênio de Baixo Carbono, Lei do Combustível do Futuro, Nova Lei de Informática, Programa Brasil Semicondutores, Programa de Mobilidade Verde e Inovação (MOVER), Marco de Garantias, Regime Especial da Indústria Química (REIq), Brasil Mais Produtivo, Programa Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), Lei do Combustível do Futuro, Plano Mais Produção, Debêntures de Infraestrutura e Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. Esses programas são instrumentos de políticas públicas de Estado, para que o país matenha a retomada do crescimento econômico de longo prazo e fortalecimento da indústria.

Fonte: DCM

Carluxo ameaça Paulo Pimenta, e ministro responde: “Não tenho medo de miliciano”

 

Carlos Bolsonaro ameaçou Paulo Pimenta nas redes sociais. Foto: reprodução
Renovando as promessas para 2025, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decidiu fazer uma ameaça pública a Paulo Pimenta, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação do governo (Secom). No X, antigo Twitter, Carluxo, como é conhecido, escreveu que a “vida de Paulo Pimenta terá uma reviravolta até julho de 2025”.

Embora o político de extrema-direita não tenha fornecido mais detalhes sobre a mensagem que quis passar, Carluxo também não excluiu o post.

Em resposta, Pimenta printou a publicação e afirmou não temer criminosos como o filho do ex-presidente: “Não tenho medo de miliciano, de golpista, nem de covarde bravateiro”, escreveu.

A Secom e o governo não se pronunciaram oficialmente após a ameaça de Carluxo.

Fonte: DCM

domingo, 29 de dezembro de 2024

Lula exalta o papel de Jimmy Carter no combate à ditadura

O 39º presidente dos EUA, Jimmy Carter, morreu aos 100 anos neste domingo (29)

Jimmy Carter (Foto: Reuters)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou pesar pela morte do ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, falecido aos 100 anos neste domingo (29), conforme informou o Carter Center mais cedo.

Lula ressaltou o legado de Carter na defesa dos direitos humanos, tanto durante quanto após seu mandato na Casa Branca, destacando sua atuação no enfrentamento à ditadura militar brasileira e seu compromisso com a democracia e a justiça social.

"Jimmy Carter foi senador, governador da Geórgia e presidente dos Estados Unidos. Foi, acima de tudo, um amante da democracia e defensor da paz. No fim dos anos 70, pressionou a ditadura brasileira pela libertação de presos políticos. Depois, como ex-presidente, continuou militando pela promoção dos direitos humanos, pela paz e pela erradicação de doenças na África e na América Latina", escreveu Lula na plataforma X.

Lula também destacou o legado de Jimmy Carter como mediador de conflitos globais e sua firme oposição às guerras, evidenciando seu compromisso com a paz e a diplomacia internacional.

"Carter conseguiu a façanha de ter um trabalho como ex-presidente, ao longo de décadas, tão ou mais importante que o seu mandato na Casa Branca. Criticou ações militares unilaterais de superpotências e o uso de drones assassinos. Trabalhou junto com o Brasil na mediação de conflitos na Venezuela e na ajuda ao Haiti. Criou o Centro Carter, uma referência mundial em democracia, direitos humanos e diálogo. Será lembrado para sempre como um nome que defendeu que a paz é a mais importante condição para o desenvolvimento. Meus sentimentos aos seus familiares, amigos, correligionários e compatriotas nesse momento de despedida", escreveu.

Carter foi um democrata que serviu na Casa Branca de janeiro de 1977 a janeiro de 1981. Ele derrotou o então presidente republicano Gerald Ford na eleição de 1976 para se tornar o 39º presidente dos Estados Unidos, mas perdeu de forma categórica para o republicano Ronald Reagan em 1980. Carter deixou o cargo profundamente impopular, mas trabalhou vigorosamente por décadas em causas humanitárias depois disso.

Fonte: Brasil 247 com informações da Reuters

Jimmy Carter se opôs a Geisel e ajudou a derrubar a ditadura militar no Brasil

Ex-presidente dos EUA expôs violações de direitos humanos do regime brasileiro, enfraqueceu sua legitimidade internacional e incentivou redemocratização

Jimmy Carter (Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh)

Durante seu mandato presidencial, entre 1977 e 1981, Jimmy Carter, falecido aos 100 anos neste domingo (29), desempenhou um papel importante na fragilização da ditadura militar brasileira (1964-1985), ao adotar uma política externa centrada na defesa dos direitos humanos. Essa abordagem, inovadora para a época, gerou tensões com o então presidente do Brasil, general Ernesto Geisel, e contribuiu para o isolamento do regime militar no cenário internacional.

A relação entre Carter e Geisel foi marcada por conflitos abertos. A administração norte-americana utilizou relatórios da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e de organizações não governamentais para denunciar práticas de tortura, desaparecimentos forçados e repressão política no Brasil. Essas críticas foram amplamente divulgadas em discursos oficiais dos EUA, irritando profundamente o regime brasileiro, que acusava Washington de interferência em seus assuntos internos.

Em resposta às denúncias, Geisel adotou uma postura de resistência, mas também reconheceu que o fortalecimento do regime dependia de uma transição controlada para a democracia. Sob pressão internacional e enfrentando uma crise econômica interna, o general iniciou o processo de abertura política, descrito como “lento e gradual”. Essa estratégia visava preservar o controle militar enquanto acomodava as crescentes demandas por redemocratização.

◉ Corte de auxílio militar e isolamento diplomático

Uma das principais ferramentas de Carter para pressionar o regime brasileiro foi o corte na cooperação militar. A restrição à venda de equipamentos e ao treinamento de oficiais brasileiros enfraqueceu a capacidade do Brasil de sustentar sua legitimidade no plano internacional. Essas medidas também destacaram a mudança de postura dos Estados Unidos em relação às ditaduras militares, antes vistas como aliadas essenciais na contenção do comunismo durante a Guerra Fria.

A política de direitos humanos de Carter teve um impacto significativo dentro do Brasil, fortalecendo movimentos de oposição como a Campanha pela Anistia. A postura dos EUA incentivou ativistas e setores democráticos a pressionarem o regime por reformas políticas e maior respeito aos direitos civis. Essa pressão interna, aliada ao isolamento diplomático, ajudou a acelerar a erosão do suporte ao regime militar.

◉ Legado

Apesar da reversão parcial dessa política pelo sucessor de Carter, Ronald Reagan, que retomou relações mais amistosas com regimes autoritários, o impacto de Carter foi significativo. Sua administração expôs as violações de direitos humanos do regime brasileiro, enfraqueceu sua legitimidade internacional e incentivou movimentos internos pela redemocratização.

Fonte: Brasil 247

PCDF prende corretor de imóveis que planejava atentado e "botar fogo" em Brasília

Homem de 30 anos publicou ameaças em perfil privado nas redes sociais e foi detido na Bahia, perto da divisa com Goiás

Prisão de Lucas Ribeiro Leitão, corretor de imóveis de 30 anos que planejava atentado em Brasília (Foto: Divulgação/PCDF)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu neste domingo (29), na Bahia, perto da divisa com Goiás, Lucas Ribeiro Leitão, de 30 anos, sob a acusação de planejar um atentado em Brasília, informa a coluna Na Mira, do portal Metrópoles. O suspeito, que é corretor de imóveis e natural de Fortaleza (CE), foi detido enquanto tentava pegar carona em um caminhão.

Lucas foi capturado por equipes da Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev) da PCDF. Em suas redes sociais, o acusado havia feito uma série de publicações ameaçadoras. Após ser detido, confessou que planejava um atentado e declarou que utilizaria “táticas militares” para executar seus planos. Ele estava armado com uma faca no momento da prisão.

Entre as ameaças feitas por Lucas estava a intenção de "botar fogo" na capital federal e realizar um “ataque cirúrgico”. Em uma conta privada no Instagram, ele também afirmou que a segurança pública do Distrito Federal deveria ser aumentada em “400 vezes”. Além disso, mencionou que havia prometido a uma “garota” e a outras pessoas que concluiria sua “missão”.

A prisão de Lucas marca a primeira grande operação da DPCev, unidade criada após o incidente ocorrido em novembro de 2024, quando Francisco Wanderley Luiz, 59 anos, explodiu a própria cabeça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso motivou a criação de uma delegacia especializada para lidar com ameaças e atos de extremismo violento.

IBANEIS CRITICA PF E PRF - À coluna Grande Angular, também do portal Metrópoles, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), elogiou o trabalho da DPCev e ressaltou a importância de sua criação. “Decisão acertada de criar essa delegacia. Estamos vivendo um momento de extremos que precisam ser combatidos”, afirmou.

Ibaneis também aproveitou a oportunidade para criticar a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), declarando que “mais uma vez, não detectaram nada” em relação às ameaças de atentados.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Na Mira, do Metrópoles

Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA e prêmio Nobel da Paz, morre aos 100 anos

Relembre os marcos de seu governo nos EUA, incluindo o choque com a ditadura militar brasileira

Jimmy Carter (Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh)

 Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos e figura histórica do Partido Democrata da Geórgia, faleceu aos 100 anos, informou o Atlanta Journal-Constitution neste domingo (29). A instituição de caridade de Jimmy Carter, o Carter Center, confirmou a informação em nota.

Carter deixa seus filhos — Jack, Chip, Jeff e Amy; 11 netos; e 14 bisnetos. Ele foi precedido na morte por sua esposa, Rosalynn, e por um neto. A seguir, alguns eventos marcantes de seu mandato, de 1977 a 1981:

◉ ACORDOS DE CAMP DAVID - Os Acordos de Camp David, assinados em 1978, foram uma série de pactos entre o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, e o presidente do Egito, Anwar Sadat. Mediados por Carter no retiro presidencial em Maryland, os acordos resultaram no primeiro tratado de paz entre Israel e um vizinho árabe. Begin e Sadat receberam o Prêmio Nobel da Paz em 1978 por seus esforços, e Carter foi premiado em 2002 por seu "incansável esforço para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais".

◉ DITADURAS NA AMÉRICA DO SUL - Com a eleição de Carter em 1976, o governo dos Estados Unidos intensificou a pressão sobre as ditaduras militares da região em relação a casos de violações de direitos humanos. No início de 1977, o Brasil teria tentado unir os regimes do Cone Sul para enfrentar a nova politica de direitos humanos implementada por Washington. A iniciativa fracassou porque, segundo Robert Pastor, que integrava o Conselho de Segurança Nacional norte-americano, a desconfiança entre os ditadores sul-americanos era maior do que o desprezo que sentiam por Carter.

◉ RELACIONAMENTO EUA-CHINA - Embora as relações entre os Estados Unidos e a China estivessem se aquecendo lentamente antes do governo Carter, foi durante sua administração que os dois países superaram resistências internas e anunciaram o reconhecimento mútuo, estabelecendo relações diplomáticas formais em 1979 após meses de negociações secretas.

◉ CRISE DOS REFÉNS NO IRÃ - Em 1979, revolucionários iranianos tomaram 52 funcionários da Embaixada dos EUA em Teerã como reféns por 444 dias, em retaliação ao asilo concedido ao líder deposto do Irã. Carter foi visto como fraco após uma missão de resgate militar em 1980 fracassar, resultando na morte de oito soldados americanos. Os reféns foram libertados minutos após Ronald Reagan assumir a presidência, em 1981.

◉ CRISE ENERGÉTICA - Os preços e a produção de energia foram instáveis ao longo dos anos 1970, mas a revolução iraniana de 1979 agravou o mercado global de petróleo, reduzindo a produção e aumentando os custos. O verão de 1979 foi marcado por longas filas de motoristas em postos de gasolina para obter combustível racionado. Carter prometeu reduzir a dependência de importações de petróleo estrangeiro e melhorar a eficiência energética, mas a confiança pública foi irremediavelmente abalada.

◉ PROBLEMAS ECONÔMICOS - A campanha de reeleição de Carter em 1980 foi prejudicada pelo medo de uma recessão. Sua administração enfrentou uma inflação superior a 14%, impulsionada pelos altos preços de energia após a crise de 1979. Em resposta, Carter e seus conselheiros aumentaram as taxas de juros para mais de 17% na tentativa de conter a inflação, mas isso acabou contribuindo para uma recessão durante a campanha presidencial de 1980. 

Fonte: Brasil 247 com informações da Reuters e Agência Brasil