quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Plano bolsonarista para envenenar Lula reacende suspeitas sobre a morte de Bebianno

Investigação da Polícia Federal sobre conspiração bolsonarista levanta dúvidas sobre a morte do ex-ministro, que tinha atritos com a família Bolsonaro

Gustavo Bebianno (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A apuração da Polícia Federal (PF) sobre um plano de militares bolsonaristas para assassinar o presidente Lula (PT) por envenenamento reacendeu uma antiga e controversa discussão nos bastidores políticos: a misteriosa morte do ex-ministro Gustavo Bebianno, ocorrida em março de 2020. Aos 56 anos, o ex-ministro faleceu em seu sítio em Teresópolis (RJ), oficialmente vítima de um infarto, mas as circunstâncias de sua morte têm levantado dúvidas entre aliados e figuras políticas próximas, relata Igor Gadelha, do Metrópoles.

A morte de Bebianno surpreendeu amigos e parceiros políticos, dado seu histórico de boa saúde. Ex-lutador de jiu-jitsu, o ex-ministro era conhecido por seus hábitos saudáveis, como a ausência de consumo de álcool e cigarros. Dias antes de sua morte, Bebianno planejava concorrer à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB nas eleições de 2020, após ter rompido politicamente com Jair Bolsonaro (PL).

Conflitos com o clã Bolsonaro - Gustavo Bebianno desempenhou um papel central na campanha de Bolsonaro em 2018, presidindo o PSL, partido pelo qual o ex-presidente foi eleito. Após a posse, assumiu o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, mas foi exonerado menos de dois meses depois. O rompimento, motivado por atritos internos, aprofundou uma relação já marcada por desconfiança mútua.

Após sua saída do governo, Bebianno passou a criticar publicamente o clã Bolsonaro e manifestava preocupação com os rumos políticos do país. Ele dizia ter informações comprometedoras guardadas no exterior e temia um possível golpe de Estado orquestrado por Bolsonaro. No entanto, o suposto material nunca veio à tona.

Segundo aliados do ex-ministro, a escalada de tensões e ameaças deixou marcas nos últimos meses de sua vida. Esses mesmos aliados agora levantam a hipótese de que sua morte pode ter sido provocada, alimentando especulações sobre possíveis motivações políticas.

Investigação oficial não avançou - Apesar das dúvidas e teorias que rondam o caso, a Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu em 2020 que a morte de Bebianno foi causada por um infarto, descartando, até o momento, qualquer indício de crime. No entanto, com a nova investigação da PF sobre o suposto plano de envenenamento de Lula, as suspeitas voltam a ganhar fôlego.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

“Realmente chegaram muito perto”, diz Lewandowski sobre plano de golpe de Estado

Oficiais do Exército e um policial federal foram presos na terça-feira, acusado de planejar os assassinatos de Lula, Alckmin e de Alexandre de Moraes

Ministro Ricardo Lewandowski 24/03/2024 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Quatro oficiais do Exército e um policial federal foram presos na última terça-feira (19) durante uma operação da Polícia Federal (PF), sob a acusação de conspirarem para realizar um golpe de Estado. O plano incluía os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, os acusados “realmente chegaram muito perto” de concretizar um golpe de Estado. Em pronunciamento realizado na terça-feira, o ministro relatou que os investigados estiveram nas proximidades da residência de Moraes.

“Bom, realmente chegaram muito perto. Eu acabo de ler as duzentas e poucas páginas da representação da Polícia Federal. Em vários momentos chegaram muito próximo, rondaram o apartamento funcional do ministro Alexandre de Moraes, e certamente não tiveram oportunidade de praticar esse pavoroso, desígnio, enfim, criminoso que eles estavam urdindo. Os acusados chegaram muito próximo de materializarem seus intentos criminosos”, declarou.

O ministro também enfatizou que o fracasso da conspiração se deu pelo fato de que a ampla maioria dos membros das Forças Armadas não apoiou o movimento golpista.

“Felizmente, a grande maioria, eu diria, as Forças Armadas como um todo, não participaram dessa trama. E esse é um dos fatores pelos quais essa trama não logrou êxito. Foi uma ação isolada, mas grave, e pessoas que estavam em postos de comando da República, em nível, inclusive, ministerial, se suspeita. Isso ainda vai ser apurado com muito detalhe, mas essa é uma das fases de um inquérito que vem se progredindo, vem se desenvolvendo há muito tempo”, ressaltou.

Fonte: Brasil 247

Execução de Moraes foi planejada na casa de Braga Netto, então 'vizinho' do ministro

À época dos fatos, apenas 350 metros separavam as casas de Walter Braga Netto e Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

Uma reunião realizada em 12 de novembro de 2022 para planejar atentados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ocorreu a apenas 350 metros da residência de Moraes, em Brasília. Segundo informações de Malu Gaspar, do jornal O Globo, a casa que serviu como ponto de encontro pertencia ao general Walter Braga Netto, então figura de destaque no governo Bolsonaro.

Braga Netto vivia em um condomínio funcional do Ministério da Defesa na Asa Sul, que também abrigava outros generais de alto escalão, como Paulo Sérgio Nogueira e Luiz Eduardo Ramos. O grupo que articulava o plano, composto por militares das Forças Especiais, se reuniu para discutir os detalhes da ação que visava “neutralizar” os alvos. Conforme relatório da Polícia Federal, em 15 de dezembro de 2022, um dos envolvidos voltou ao local para realizar uma campana próxima à antiga residência de Moraes, localizada na 312 Sul.

Mudanças no endereço de Moraes - Alexandre de Moraes, à época, residia em um apartamento no bloco K da 312 Sul, informação que consta tanto no relatório da PF quanto na decisão que autorizou as operações de busca e prisão. Embora Moraes já tenha mudado de endereço, interlocutores ligados ao ministro afirmam que a troca não está relacionada diretamente à trama investigada. A segurança do magistrado e de sua família é tratada com máxima discrição, dada a gravidade das ameaças.

Braga Netto também já não vive no condomínio funcional, tendo se mudado para o Rio de Janeiro no último ano.

Documentos e codinomes revelam detalhes da conspiração - Mensagens obtidas pela PF demonstram o envolvimento direto de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, no agendamento da reunião no apartamento de Braga Netto. Após o encontro, um documento intitulado “Copa 2022” foi compartilhado, contendo um planejamento detalhado de logística e orçamento para o ataque, que deveria ocorrer em 15 de dezembro de 2022.

Curiosamente, o codinome do grupo conspirador fazia referência à Copa do Mundo daquele ano, e seus membros utilizavam nomes de países participantes para disfarçar sua comunicação. Um dos suspeitos, identificado como “Gana”, enviou mensagens relatando movimentações pela Asa Sul, onde o plano teria como foco o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

Os investigados se posicionaram em diversos locais estratégicos, como restaurantes e quadras residenciais, mas abortaram a ação após a sessão do STF se estender até tarde da noite. “As mensagens trocadas entre os integrantes do grupo ‘Copa 2022’ demonstram que os investigados estavam em campo, divididos em locais específicos para, possivelmente, executar ações com o objetivo de prender o ministro Alexandre de Moraes”, destacou o relatório.

Conclusões da investigação - A Polícia Federal concluiu que o plano envolvia indivíduos com alta capacidade técnica e treinamento militar, o que reforça a gravidade e sofisticação da conspiração. “As condutas vinculadas ao evento, antes e, principalmente, no dia da ação indicam que pessoa com alta capacidade técnica e conhecimento militar ‘saíram à campo’ para executar um plano totalmente antidemocrático de prisão, ou, quiçá, execução do ministro Alexandre de Moraes".

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Maioria dos brasileiros considera o Brasil um país racista, aponta Datafolha

Para 59%, a maior parte da população discrimina negros pela cor da pele, e outros 5% acreditam que todos são racistas

Ato contra o racismo (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Uma pesquisa recente do Datafolha, divulgada pela Folha de S. Paulo, revela que a maioria dos brasileiros acredita que o país ainda é profundamente racista. Conforme os dados, 59% dos entrevistados afirmam que a maior parte da população discrimina negros pela cor da pele, e outros 5% acreditam que todos são racistas. Entre as mulheres, a percepção é ainda mais acentuada, com 74% apontando para a prevalência do racismo, em comparação a 53% dos homens.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 113 municípios brasileiros entre os dias 5 e 7 de novembro, com margem de erro de até dois pontos percentuais para o total da amostra, cinco pontos para pretos, quatro pontos para brancos e três para pardos.

Os dados também indicam que 45% dos entrevistados acreditam que o racismo aumentou nos últimos anos, enquanto 35% afirmam que a discriminação se manteve igual e 20% percebem uma redução. Entre a população preta, 54% consideram que o racismo cresceu, percentual significativamente maior que o registrado entre brancos (37%).

Racismo estrutural e a desmistificação da "democracia racial" - A percepção de que o racismo é mais presente nas atitudes individuais do que nas instituições, compartilhada por 56% dos entrevistados, revela um desafio de compreensão do racismo estrutural. Apenas 27% enxergam a discriminação racial como predominante nas estruturas institucionais, como governos e empresas, e 13% acreditam que ela se manifesta de maneira igual em ambas as esferas.

Para Flávio Gomes, professor da UFRJ, o aumento da percepção do racismo reflete tanto avanços nos mecanismos de denúncia quanto o trabalho contínuo dos movimentos negros em desconstruir narrativas históricas. "Atualmente, mesmo os setores conservadores que não consideram que a desigualdade passe pelo racismo não conseguem admitir a inexistência dele", diz o historiador.

A pesquisadora Flavia Rios, da UFF e do Afro Cebrap, destaca que o reconhecimento do racismo é fundamental para a formulação de políticas de enfrentamento. "Não se trata de fazer a população reconhecer que o racismo existe, se trata de, junto com a população, pensar quais são as formas, quais são as possibilidades de superação dessa realidade racista".

Debate racial enfraquece mito da "democracia racial" - O aumento do debate racial também impacta teorias como a da "democracia racial", criticada por especialistas por mascarar desigualdades. Segundo a professora Ynaê Lopes dos Santos, da UFF, essa ideia, sustentada historicamente pelas elites, 'criou uma narrativa falaciosa de que não há racismo no Brasil'.

Ainda assim, para muitos, é difícil compreender o racismo como um sistema de poder. A discriminação racial não é apenas um comportamento individual, mas uma estrutura que permeia instituições públicas e privadas, afirma Santos. Flavia Rios complementa que o racismo institucional, apesar de menos reconhecido, molda práticas como abordagens policiais e discriminações no mercado de trabalho. "As pessoas, quando são interpeladas, seja por um agente civil, seja por um trabalhador que está numa instituição, elas interpretam, mais concretamente, mais factualmente, que aquela é a crença da pessoa que está ali", diz a pesquisadora. "Foi discriminado no shopping center pelo segurança? Como se aquela posição fosse exclusivamente uma crença específica do segurança, e não uma orientação, uma formação que ele teve de quem abordar".

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Estadão: Brasil só terá paz quando golpistas bolsonaristas, que são traidores da pátria, forem punidos

Em editorial, jornal pede punição rigorosa para os delinquentes que pretendiam assassinar Lula, Alckmin e Moraes

Bolsonaro e Braga Netto (Foto: ABr)

Em um contundente editorial publicado nesta quarta-feira, O Estado de S. Paulo manifestou repúdio à conspiração para um golpe de Estado revelada pela Operação Contragolpe da Polícia Federal (PF). A operação expôs detalhes de um plano orquestrado por militares e figuras do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro para assassinar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O editorial expressa indignação com a audácia dos envolvidos, que incluíam o general da reserva Mário Fernandes, ex-comandante de Operações Especiais do Exército e assessor de Eduardo Pazuello (PL-RJ), além de outros militares treinados em forças especiais e um policial federal. Todos foram presos sob suspeita de planejar ações voltadas à “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.

“Punhal Verde e Amarelo” e os detalhes macabros do plano

O documento detalha como o plano, chamado de “Punhal Verde e Amarelo”, visava atacar as autoridades de forma minuciosa. Lula, segundo os conspiradores, seria envenenado, considerando sua condição de saúde e visitas frequentes a hospitais. Alckmin também seria alvo de envenenamento. Para Moraes, o método escolhido era ainda mais brutal: a detonação de explosivos em uma cerimônia pública.

Os relatos revelam que, pelo menos uma reunião para discutir a execução do plano, ocorreu na casa do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro. A PF não tem dúvidas quanto ao envolvimento direto de Braga Netto na articulação do atentado, o que evidencia a profundidade da ameaça antidemocrática.

A ameaça à democracia e a urgência da punição

O editorial do Estadão destaca a gravidade do caso, afirmando que o País esteve à beira de uma convulsão política sem precedentes, evitada, em parte, pelo não apoio do Alto Comando do Exército à tentativa golpista. “Resta claro que o País esteve muito próximo de ser tragado por uma convulsão política e social inaudita em sua história recente”, apontou o texto.

Com o relato minucioso entregue ao gabinete de Alexandre de Moraes, relator do Inquérito 4.874 sobre as “milícias digitais antidemocráticas”, a PF traçou um panorama que deixa evidente a seriedade da ameaça à democracia. O documento de 221 páginas detalha o monitoramento das vítimas e os preparativos para os ataques.

Para o Estadão, a paz só será alcançada quando todos os responsáveis forem julgados e condenados, em consonância com o Estado Democrático de Direito que tentaram destruir. “Se felizmente a intentona não foi adiante, o simples fato de frutificar entre os mais bem treinados militares do Exército esse ímpeto golpista em nada tranquiliza a Nação”, frisou o editorial. A conclusão é clara: enquanto traidores da Constituição e, portanto, da Pátria, não forem rigorosamente punidos, a estabilidade estará em risco.

Fonte: Brasil 247

Seleção encerra 2024 com empate com o Uruguai em Salvador

Resultado deixa o Brasil na 5ª posição das Eliminatórias

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© Reuters/Adriano Machado/Direitos Reservados

O Brasil encerrou o ano de 2024 com um empate de 1 a 1 com o Uruguai, na noite desta terça-feira (19) na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 12ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. A Rádio Nacional transmitiu a partida ao vivo.

Após este resultado, a equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior caiu para a 5ª posição da classificação com 18 pontos, sete a menos do que a líder Argentina. Agora a seleção brasileira só volta a entrar em ação em março de 2025, quando terá compromissos contra a Colômbia e a Argentina.

Jogando diante da torcida brasileira, a seleção mostrou muita disposição para começar bem a partida, mantendo mais a posse de bola e buscando articulações pelo meio da defesa adversária. Porém, a partir do meio do primeiro tempo o Uruguai passou a criar dificuldades para a saída de bola do Brasil e começou a encontrar espaços para chegar com perigo ao gol defendido por Ederson, como a finalização de Valverde aos 38 minutos.


Logo nos primeiros minutos da etapa final os uruguaios conseguiram aproveitar as chances criadas para abrirem o placar. Aos 9 minutos Maxi Araújo encontrou Valverde, que se livrou de Bruno Guimarães antes de bater colocado para vencer Ederson.

Mas o Brasil não demorou a igualar o placar. Aos 16 minutos Gerson aproveitou bola que sobrou no alto para pegar de primeira de fora da área para marcar um belo gol. A partir daí a equipe de Dorival Júnior até tentou, mas não conseguiu fechar o ano de 2024 com uma vitória.

Fonte: Agência Brasil

Gleisi rebate Flávio Bolsonaro e explica o que é um ato 'repugnante e antidemocrático' (vídeo)

O filho de Jair Bolsonaro também defendeu "uma anistia para o 8 de janeiro". A petista lembrou que o plano golpista previa assassinatos

Gleisi Hoffmann e Flávio Bolsonaro (Foto: Agência Câmara I Agência Senado)

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), criticou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o senador afirmar que "decisões judiciais sem amparo legal são repugnantes e antidemocráticas", ao fazer comentário sobre a Operação Contragolpe, que prendeu cinco pessoas - um agente da PF e quatro militares -, acusados de envolvimento num plano golpista feito durante o governo Jair Bolsonaro (PL) - o planejamento envolvia o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O parlamentar também defendeu "uma anistia para o 8 de janeiro". O STF já emitiu mais de 260 condenações das 1.390 denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo Gleisi, "repugnante e antidemocrático, ao contrário do que diz Flávio Bolsonaro, é planejar o assassinato do presidente eleito, do vice e do presidente do STF, jamais a ação da Polícia e do Judiciário para desarticular a quadrilha que que fez isso". "Assim como o pai, que publicou artigo na Folha se arvorando como 'defensor da democracia', desafia os fatos e subestimam a inteligência do país. Mentir e fugir da responsabilidade está no DNA da família, mas está chegando a hora de pagar pelos crimes que cometeram", continuou a petista. 

O filho de Bolsonaro comentou sobre a operação. "Quer dizer que, segundo a imprensa, um grupo de 5 pessoas tinha um plano pra matar autoridades e, na sequência, eles criariam um “gabinete de crise” integrado por eles mesmos para dar ordens ao Brasil e todos cumpririam??? Por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime. E para haver uma tentativa é preciso que sua execução seja interrompida por alguma situação alheia à vontade dos agentes", continuou.

"Sou autor do projeto de lei 2109/2023, que criminaliza ato preparatório de crime que implique lesão ou morte de 3 ou mais pessoas, pois hoje isso simplesmente não é crime. Decisões judiciais sem amparo legal são repugnantes e antidemocráticas".

 

 

Fonte: Brasil 247

Em depoimento à PF, Mauro Cid nega ter conhecimento de plano para assassinar Lula

O militar falou à corporação por aproximadamente três horas
Mauro Cid (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel do Exército Mauro Cid negou nesta terça-feira (19) à Polícia Federal (PF) ter envolvimento ou conhecimento de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O militar prestou depoimento à PF, em Brasília (DF), por volta das 14h, por aproximadamente três horas. O relato do ex-assessor foi publicado no jornal Correio Braziliense.

Pelo menos cinco pessoas foram presas (um agente da Polícia Federal e quatro militares), todos acusados de envolvimento num plano golpista que tinha como objetivo impedir a posse de Lula em 2022.

Mauro Cid foi preso pela primeira vez em março de 2023. Foi solto após firmar um acordo de delação premiada em setembro do mesmo ano. O militar já havia dito que Bolsonaro teria consultado alguns comandantes das Forças Armadas sobre a possibilidade de um golpe de Estado em uma reunião privada, realizada no Palácio da Alvorada, logo após a derrota nas urnas em 2022. 

Fonte: Brasil 247 com informaçõe do jornal Correio Braziliense

Alexandre de Moraes intima o coronel Mauro Cid para esclarecer contradições apontadas pela PF

A PGR e a defesa do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foram informadas da marcação do novo depoimento do tenente

Mauro Cid (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O tenente-coronel Mauro Cid será ouvido no Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde da próxima quinta-feira (21). A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) foram informadas da marcação do depoimento para as 14h.

De acordo com o Blog do Camarotti, a audiência foi marcada para analisar o que investigadores da Polícia Federal entendem como contradições nos depoimentos do tenente. A PF enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes um relatório apontando omissões e contradições em depoimento de Cid à corporação nesta terça (19).

Investigadores apuram se o plano golpista envolvia os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes.

O militar foi preso pela primeira vez em março de 2023. Foi solto após firmar um acordo de delação premiada em setembro do mesmo ano. O militar já havia dito que Bolsonaro teria consultado alguns comandantes das Forças Armadas sobre a possibilidade de um golpe de Estado em uma reunião privada, realizada no Palácio da Alvorada, logo após a derrota nas urnas em 2022.

Fonte: Brasil 247 com informações d0 blog do Camartotti

terça-feira, 19 de novembro de 2024

PT: "Bolsonaro deve explicações ao Brasil, além de pagar pelos seus crimes"

De acordo com a legenda, as novas prisões determinadas pelo STF "são um passo importantíssimo para a responsabilização dos arquitetos" dos atos golpistas

Gleisi Hoffmann (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara)

 O Partido dos Trabalhadores, presidido pela deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), afirmou em nota divulgada nesta terça-feira (19) que foram "estarrecedoras conclusões do inquérito da Polícia Federal sobre os planos de militares para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. "Bolsonaro deve explicações ao Brasil, além de pagar pelos seus crimes", apontou o comunicado emitido pelo PT.

De acordo com a sigla, Jair Bolsonaro foi "o maior interessado na conspiração golpista para impedir a posse do eleito e instaurar sua ditadura". As prisões determinadas por Moraes, disse o PT, "são um passo importantíssimo para a responsabilização dos arquitetos do 8 de janeiro". "A contenção do golpismo e do terrorismo da extrema direita, no entanto, exige que todos os envolvidos sejam processados e punidos pedagogicamente, a começar pelo chefe e seus cúmplices mais poderosos, civis e militares", continuou.

"Enquanto permanecerem impunes, seguirão ameaçando a democracia e a paz no Brasil. Enquanto tentarem falsear a realidade e fugir à Justiça, com a cumplicidade ativa de parlamentares e até governadores de seu espectro ideológico extremista, articulando um projeto imoral de anistia no Congresso, o país estará sujeito a atos terroristas como o que aconteceu há menos de uma semana em Brasília".

Segundo o PT, "é a impunidade dos chefes, a desfaçatez com que se apresentam em público, nas redes sociais e até na mídia, o mais potente incentivo à ação criminosa de indivíduos ou grupos extremistas espalhados pelo país".

O Partido dos Trabalhadores afirmou que "não existe, por definição, bolsonarista moderado nem democrata de extrema direita". "As novas conclusões do inquérito expõem cruamente seu modo de agir, que despreza a vida humana, as instituições e o Estado de Direito, em nome de um projeto autoritário de poder. Esta é a verdadeira e única face de Jair Bolsonaro e seus cúmplices, não a que ele tenta impingir com seus apelos hipócritas à pacificação, porque são eles os comandantes da guerra, do ódio e da violência política", publicou.

"A democracia precisa contê-los para não sucumbir, o que requer, para além da ação da Justiça, uma vigilância efetiva e legalmente constituída sobre as ações da extrema direita golpista nas redes sociais e em grupos organizados de orientação fascista e anti democrática. Punição para todos os envolvidos na trama golpista e nos planos de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes! Sem Anistia!".

Fonte: Brasil 247

Após PF prender militares envolvidos em plano para matar Lula, Gilmar Mendes descarta anistia a golpistas: 'seria irresponsável'

“Acho incogitável falar em anistia nesta quadra e neste quadro", disse o decano do Supremo Tribunal Federal

Ministro do STF Gilmar Mendes (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (19) que é "incogitável" conceder anistia aos envolvidos em tentativas de golpe contra a democracia brasileira. A declaração foi dada no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão contra militares e um agente que planejaram atentados contra autoridades em 2022.

“Acho incogitável falar em anistia nesta quadra e neste quadro. Seria até irresponsável. Como todos sabem, tenho vários interlocutores no meio político, e não me parece que faça qualquer sentido, antes mesmo de termos uma denúncia, se falar em anistia”, declarou Gilmar em entrevista à GloboNews, segundo o jornal O Globo.

A operação Contragolpe, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira, revelou a existência de um complô que incluía quatro militares do Exército e um agente da corporação, com o objetivo de matar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Os planos teriam sido articulados nos últimos dias de 2022, antes de Jair Bolsonaro (PL) deixar a Presidência.

“Tudo indica que havia pessoas de mais elevada patente participando desse complô, dessa iniciativa extremamente danosa. Não se trata de mera cogitação, estamos já num plano de preparação e execução”, ressaltou Mendes. O ministro também defendeu a necessidade de revisar a lei antiterrorismo, considerando a inclusão da motivação política nos casos de atentados contra a democracia e o Estado de Direito.

“Tenho a impressão de que vamos ter um encontro marcado com a eventual revisão da lei. Temos que discutir tanto a modernização da legislação dessa temática dos atentados ao estado de direito e à democracia, como também temos que de fato prosseguir nesse trabalho de fortalecermos a democracia e diminuir a participação de militares na vida política em geral”, destacou.

Ainda segundo o ministro, a tolerância com as manifestações golpistas em frente a quartéis do Exército, no final de 2022, foi um equívoco que germinou o ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. ”O que se viu naquele momento foi a semente do que viria a ser o 8 de janeiro. Tolerar aqueles atos foi um erro grave que precisa ser lembrado e evitado no futuro”, afirmou.

Ao chamar atenção para episódios recentes, como o atentado com bomba contra o STF na semana passada, Gilmar Mendes sublinhou a necessidade de endurecer a legislação para proteger a democracia e evitar a politização excessiva das Forças Armadas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Governo de SP oferece R$ 50 mil por informação de suspeito por morte no Aeroporto de Guarulhos

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca em endereços relacionados a Kauê do Amaral Coelho, na região do Jaraguá, na capital paulista

Homem é morto a tiros no Aeroporto Internacional de SP (Foto: Reprodução)

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

O estado de São Paulo anunciou recompensa de R$ 50 mil para quem fornecer informações que levem à sua captura de Kauê do Amaral Coelho, primeiro suspeito identificado por participação no homicídio de Antônio Vinícius Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos em 8 de novembro, por disparos de arma de fogo.

A Polícia Civil cumpriu, na manhã de hoje (19), mandados de busca em endereços relacionados a Kauê, na região do Jaraguá, na capital paulista. No entanto, os policiais não encontraram o suspeito, e o mandado de prisão temporária por coautoria no homicídio – expedido pela Justiça na sexta-feira, a pedido do Ministério Público – não foi cumprido.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, informou que, desde a ocorrência, há um trabalho intenso e integrado entre as forças policiais. “Nós chegamos à identificação e qualificação do primeiro indivíduo confirmado como um dos autores desse homicídio”, disse Derrite, em entrevista coletiva nesta terça-feira (19). Segundo o secretário, são no mínimo cinco envolvidos.

“Através do sistema de monitoramento do aeroporto, chegamos às imagens que comprovam detalhes da participação dele no assassinato”, disse. “O Kauê aparece uma hora antes do pouso do avião do Vinícius. Um pouco antes [dos disparos], ele aponta para o Vinícius, mostrando para os criminosos que estavam no Gol e desceram atirando”, relatou o secretário.

De acordo com a Secretaria de Segurança (SSP), o suspeito, que foi preso em 2022 por tráfico de drogas, circulou pelo saguão do aeroporto no dia do crime. Conforme a investigação, assim que Kauê viu a vítima seguindo em direção ao desembarque, sinalizou aos atiradores que aguardavam na área externa em um carro.

O rapaz é considerado foragido e sua foto está sendo divulgada pela SSP. “O irmão dele [que estava em um dos endereços] informou aos policiais que o Kauê já havia ligado avisando que provavelmente, ou possivelmente, as polícias iriam atrás dele”, disse Derrite.

Segundo a SSP, “objetos de interesse da investigação” foram apreendidos nos endereços dos mandados. Apesar de não informar quais seriam os objetos, a pasta acrescentou que armas e drogas não estão entre as apreensões.

Na tarde de sábado (9), três mochilas com armas de fogo foram encontradas nas imediações do aeroporto. Foram apreendidas pelos policiais dois fuzis 762 e um fuzil 556, uma pistola 9 milímetros e uma placa automotiva, além dos carregadores e munições dessas armas. Derrite confirmou, na entrevista, que as armas encontradas foram usadas no homicídio de Gritzbach.

Antônio Vinícius Gritzbach era investigado pelo envolvimento com uma facção criminosa. Ele foi acusado de lavagem de dinheiro do grupo e de ter mandado matar duas pessoas da facção. Segundo a promotoria, na colaboração para atenuar a pena, o réu citou agentes públicos.

Em 12 de novembro, oito policiais citados no acordo de colaboração firmado pelo Ministério Público com Gritzbach foram afastados da corporação, informou a SSP. A corregedoria representou junto ao Poder Judiciário pelo compartilhamento de informações, que estão sob sigilo, para que sejam usadas nos respectivos procedimentos administrativos disciplinares já instaurados.

A SSP informou ainda que, de acordo com a Delegacia Geral de Polícia, que determinou a o remanejamento, os policiais citados em depoimento prestado pelo réu foram afastados das atividades operacionais para funções administrativas.

Fonte: Brasil 247 com Agência Brasil

Bolsonaro avalizou golpe de Estado 'até 31 de dezembro', diz general em mensagem obtida pela PF

Mário Fernandes foi preso nesta terça-feira em meio às investigações que apuram o planejamento de um golpe de Estado e o assassinato do presidente Lula

Mario Fernandes (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O general da reserva Mário Fernandes, preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (19) por suspeita de envolvimento em uma trama golpista e no planejamento para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, disse que Jair Bolsonaro (PL) teria autorizado ações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até o dia 31 de dezembro de 2022, mesmo após a diplomação prevista para 12 de dezembro. A informação consta em um relatório detalhado da PF sobre a movimentação golpista.

Segundo o Metrópoles, em uma conversa com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Fernandes relatou ter discutido o assunto diretamente com o então mandatário. “Durante a conversa que eu tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição. Qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro”, afirmou o general. O diálogo, ocorrido em 8 de dezembro de 2022, reforça a articulação de um possível golpe de Estado nos momentos finais do mandato de Jair Bolsonaro.

Ainda conforme a reportagem, além das conversas, o relatório da PF aponta que Mário Fernandes estava em contato direto com forças políticas e grupos radicais, como manifestantes ligados ao setor agropecuário e caminhoneiros acampados no Quartel-General do Exército em Brasília. Ele também teria solicitado a Mauro Cid que intercedesse junto a Bolsonaro para proteger esses grupos de eventuais ações do Poder Judiciário. Cid respondeu que levaria a questão ao então presidente, mas ponderou: “Ele tem essa personalidade às vezes... Só que o tempo está curto.”

A gravidade das acusações aumenta com a revelação de um suposto plano estratégico chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que visava assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A Operação Contragolpe, deflagrada na manhã desta terça-feira pela PF com autorização do ministro Alexandre de Moraes, prendeu cinco pessoas, incluindo quatro militares e um policial federal. O objetivo era desarticular a organização criminosa que planejava o golpe, além de assassinar autoridades e promover ataques contra o STF.

A investigação também revelou o histórico de radicalização do general Fernandes, que ocupou cargos na Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro. Em fevereiro, ele foi alvo da Operação Tempus Veritatis, que investigou seu envolvimento com manifestantes radicais e de extrema direita após as eleições de 2022. A PF o descreveu como “um dos militares mais radicais” de um núcleo que supostamente planejava influenciar a concretização de um golpe de Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

PF não prendeu Braga Netto para não “errar a mão” na reta final das investigações sobre trama golpista

A postura cautelosa tem como objetivo fazer com que as condenações sejam bem embasadas e se tornem irrefutáveis

General Braga Netto (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

 A Polícia Federal não pediu a prisão do general Walter Braga Netto na operação deflagrada nesta terça-feira (19) por acreditar que ainda faltam evidências de participação efetiva do militar no plano golpista que pretendia matar o presidente Lula, informa a jornalista Vera Magalhães, do jornal O Globo. Braga Netto é considerado um dos principais elos entre a cúpula bolsonarista e os militares que articulavam o plano homicida.

Segundo fontes próximas às investigações, uma avaliação de fundamentos técnicos e jurídicos da equipe subordinada ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, fez com que o pedido de prisão do general não fosse feito neste momento. Esses interlocutores afirmaram que não é a primeira vez em que a corporação se vê diante de uma decisão de avançar ou aguardar para tomar medidas a respeito de investigados.

A avaliação é de que a PF não pode “errar a mão” em casos como esse, sempre demandando provas para que as condenações dos investigados se tornem irrefutáveis por parte da defesa e da classe política. Erros no momento atual, quando as investigações caminham para suas conclusões, podem prejudicar seus desfechos. No entanto, a prisão de Braga Netto e outros possíveis envolvidos no caso não estão descartadas em um futuro próximo caso apareçam novas provas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Operação da PF contra militares golpistas agrava situação de Bolsonaro, avaliam ministros do STF

Ministros do Supremo dizem que a PGR está próxima de denunciar Bolsonaro. PF descobriu plano de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes

(Foto: Reuters | Agência Brasil)

A Operação Contragolpe, deflagrada nesta terça-feira (19) pela Polícia Federal (PF), contra militares suspeitos de tramar um golpe de Estado e planejar o assassinato de autoridades brasileiras agravou ainda mais a situação de Jair Bolsonaro (PL) nos inquéritos que apuram a intentona golpista do dia 8 de janeiro de 2023. Segundo a CNN Brasil, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) está próxima de denunciá-lo, após o aprofundamento das investigações.

Deflagrada com autorização do ministro Alexandre de Moraes e parecer favorável da PGR, a operação revelou um plano que incluía a morte do presidente Lula (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do próprio Moraes. Segundo a PF, o esquema teria começado apenas seis dias depois de Bolsonaro ter feito alterações na chamada “minuta do golpe”.

Entre os envolvidos, está o general da reserva Mario Fernandes, ex-“número dois” da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo Bolsonaro. A PF apontou que o documento com o cronograma dos crimes foi impresso no Palácio do Planalto e levado ao Palácio da Alvorada, sugerindo participação direta de figuras próximas ao ex-mandatário.

Ministros do STF ouvidos pela CNN destacaram a gravidade da ligação entre Bolsonaro e os militares presos, evidenciada no relatório policial. A manifestação da PGR favorável às prisões dos militares envolvidos na trama golpista também reforça a percepção de que a investigação está bem embasada.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, aguarda o relatório final da PF sobre a suposta trama golpista, previsto para o fim do ano, antes de decidir sobre a denúncia. A investigação é considerada a mais grave das acusações enfrentadas por Bolsonaro, superando os casos das joias sauditas e da falsificação do cartão de vacinação.

Nos bastidores do STF, a revelação de que o plano previa assassinatos por meio de artefatos explosivos ou envenenamento em eventos públicos elevou a tensão entre os ministros. O tribunal já estava em alerta após o episódio de um homem-bomba na semana passada. A investigação também detalhou monitoramentos ilegais para facilitar os ataques, configurando um cenário de articulação criminosa.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

'Que sejam julgados com o rigor da Lei', diz Pacheco sobre envolvidos em trama para assassinar Lula, Alckmin e Moraes

"Não há espaço no Brasil para ações que atentam contra o regime democrático, e menos ainda, para quem planeja tirar a vida de quem quer que seja", disse

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cobrou punição para os envolvidos no plano golpista e incluía atentados contra a vida de autoridades brasileiras. “Não há espaço no Brasil para ações que atentam contra o regime democrático, e menos ainda, para quem planeja tirar a vida de quem quer que seja. Que a investigação alcance todos os envolvidos para que sejam julgados sob o rigor da lei”, disse Pacheco em nota oficial, divulgada nesta terça-feira (19), após a operação da Polícia Federal que prendeu quatro militares e um policial federal no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe após as eleições presidenciais de 2022.

Entre os detidos estão o general de Brigada da reserva, Mario Fernandes, e os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Rafael Martins de Oliveira, além do policial federal Wladimir Matos Soares. As investigações indicam que o grupo planejou, em 2022, o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Leia a íntegra da nota.

“Extremamente preocupantes as suspeitas que pesam sobre militares e um policial federal, alvos de operação da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira. O grupo, segundo as investigações, tramava contra a democracia, em uma clara ação com viés ideológico. E o mais grave, conforme a polícia, esses militares e o policial federal tinham um plano para assassinar o presidente da República e o seu vice, além de um ministro do Supremo. Não há espaço no Brasil para ações que atentam contra o regime democrático, e menos ainda, para quem planeja tirar a vida de quem quer que seja. Que a investigação alcance todos os envolvidos para que sejam julgados sob o rigor da lei.

Senador Rodrigo Pacheco

Presidente do Congresso Nacional”

Fonte: Brasil 247

Mauro Cid depõe novamente à PF em meio a descobertas que podem comprometer delação premiada

Depoimento foi marcado após a recuperação de dados apagados de computadores pertencentes a Cid, que revelaram novas informações sobre a trama golpista

Mauro Cid (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

 O tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, compareceu nesta terça-feira (19) à sede da Polícia Federal para prestar novo depoimento no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. O depoimento foi marcado após a recuperação de dados apagados de computadores pertencentes a Cid, que revelaram novas informações para o caso.

As provas resgatadas, com auxílio de um equipamento israelense da PF, foram cruciais para a operação “Contragolpe”, deflagrada também nesta terça, que resultou na prisão de um policial federal e quatro militares. Segundo fontes ouvidas pelo g1, Cid foi questionado sobre o chamado "plano de 15 de dezembro", uma conspiração que ele não havia mencionado em seus depoimentos anteriores, mesmo após firmar um acordo de delação premiada.

As omissões podem comprometer a validade do acordo de colaboração de Cid. "Não é facultado ao delator omitir informações", destacou um investigador, ressaltando que, para garantir os benefícios do acordo, o colaborador deve fornecer todos os detalhes de crimes dos quais tenha conhecimento ou participado.

O peso do acordo de delação premiada de Cid está sendo reavaliado pelas autoridades. A principal dúvida é se ele ainda se sustenta juridicamente diante das novas descobertas. “O que a gente precisa entender é se o acordo para de pé”, afirmou uma fonte próxima à investigação.

A delação de Mauro Cid havia sido celebrada como um avanço na elucidação de fatos relacionados ao governo Bolsonaro e à tentativa de golpe de 2023. Ele era considerado um dos homens de maior confiança do ex-presidente e havia firmado o compromisso de colaborar integralmente com as investigações.

No entanto, as evidências recuperadas e os desdobramentos da operação “Contragolpe” colocaram sua colaboração sob escrutínio.

A defesa de Mauro Cid mantém sua posição de que ele está agindo dentro da legalidade e cooperação com as autoridades. Contudo, mensagens obtidas pela revista Veja mostram o ex-ajudante de ordens criticando a atuação da Polícia Federal, o que contradiz o discurso de plena colaboração.

O novo depoimento de Mauro Cid acontece poucas horas após a Polícia Federal prender cinco pessoas sob autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um desdobramento do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado durante o processo eleitoral de 2022 e os atos terroristas de 8 de janeiro de 2023.

Quatro dos presos são militares ligados às forças especiais do Exército, conhecidos como "kids pretos", além de um policial federal. As ordens de prisão foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes e cumpridas antes das 7h desta terça-feira (19). O plano envolvia o assassinato do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin, e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1