terça-feira, 19 de novembro de 2024

Investigados tentaram prender Alexandre de Moraes, diz PF

Residência do ministro do STF foi monitorada, diz relatório

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, durante cerimônia de posse do diretor-geral da PF, na sede da corporação, em Brasília.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Militares investigados pela Polícia Federal (PF) pela suspeita de planejar um golpe de Estado após as eleições de 2022 realizaram o monitoramento do residência oficial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Os investigadores concluíram que os acusados tinham objetivo de prender Moraes, mas o plano foi cancelado após o adiamento de uma sessão do STF.

"As mensagens trocadas entre os integrantes do grupo Copa 2022 demonstram que os investigados estavam em campo, divididos em locais específicos para, possivelmente, executar ações com o objetivo de prender o ministro Alexandre de Moraes", diz trecho do relatório.

Segundo os investigadores, a suposta operação para prender Moraes foi cancelada após a divulgação do adiamento da sessão do Supremo que julgou a questão do orçamento secreto do Congresso.

A notícia do adiamento foi compartilhada no grupo de mensagens instantâneas criado pelos acusados.

Em seguida, a operação clandestina foi cancelada. "Abortar... Áustria... volta para local de desembarque... estamos aqui ainda", disse um dos investigados.

Operação

As informações constam no relatório de inteligência da Operação Contragolpe, deflagrada nesta terça-feira (19) para prender cinco militares que pretendiam impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Conforme as investigações, os acusados executaram uma operação clandestina identificada como Copa 2022 no dia 15 de dezembro de 2022, três dias após a cerimônia na qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que era presidido por Moraes, ter diplomado Lula e Geraldo Alckmin na condição de presidente e vice eleitos nas eleições de outubro daquele ano.

Para não deixar rastros, os membros da operação usaram linhas telefônicas de terceiros e os codinomes Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Japão e Gana para serem usados durante a comunicação, que foi realizada por meio do aplicativo Signal, cujo conteúdo é criptografado.

Após analisar as mensagens apreendidas durante a investigação e com análise da localização dos aparelhos celulares, a PF concluiu que é "plenamente plausível" que a residência funcional de Alexandre de Moraes tenha sido monitorada por um dos investigados.

Lula e Alckmin

Na mesma investigação, a PF indica que os investigados tinham um plano para assassinar Lula e Alckmin. Nesta data, Lula estava em São Paulo, participando de um evento com catadores de materiais recicláveis. Alckmin se reunia com governadores em um hotel em Brasília.

Fonte: Agência Brasil

Taxação dos super-ricos no G20 é vaga, mas politiza desigualdade

Avaliação é de analistas ouvidos pela Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 19/11/2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, tendo ao lado esquerdo o presidente dos Estados Unidos Joe Biden e ao lado direito o presidente da República Popular da China Xi Jinping, durante sessão de encerramento da Cúpula de Líderes do G20 e cerimônia de transmissão da presidência do G20. Foto: Ricardo Stuckert/PR
© Ricardo Stuckert/PR

De forma inédita, a declaração da cúpula do G20, no Rio de Janeiro, destacou a importância da taxação dos super-ricos. Para analistas consultados pela Agência Brasil, o texto é vago e não define como a taxação de bilionários será feita, mas ressaltaram que a menção ao tema politiza o debate sobre a desigualdade.

O jornalista, doutor em Ciência Política e professor de Relações Internacionais Bruno Lima Rocha Beaklini lembrou que a taxação dos super-ricos depende da legislação nacional dos países, por isso é difícil operacionalizar.

“Como está no campo das intenções, é interesse. É um reconhecimento que há cada vez mais uma acumulação de riqueza e mecanismos de evasão fiscal. Se fosse especificamente um texto dizendo que é preciso tributar direto nos paraísos fiscais, era possível conseguir um caminho mais rápido para tributar os super-ricos, mas isso não foi feito. Ou seja, foi dito a importância, a relevância, mas não foi apontado onde seria feita essa apreensão dos recursos, nem como”, ponderou Bruno.

O texto aprovado por consenso das maiores potências do planeta afirma que, com “respeito à soberania tributária, nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados”.

A declaração acrescenta que a cooperação pode envolver o intercâmbio de melhores práticas, o incentivo a debates em torno de princípios fiscais e a elaboração de mecanismos antievasão fiscal. Os países afirmam ainda que estão “ansiosos para continuar a discutir essas questões no G20 e em outros fóruns relevantes” e que incentivam políticas fiscais progressivas, que é o princípio de que quem ganha mais deve pagar mais impostos.

Para o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) Vitelio Brustolin, o documento está no plano das intenções. “Se fala da importância da tributação progressiva como caminho necessário para taxar os super-ricos, mas não se sabe como e nem o caminho para isso”, disse.

Soberania tributária

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes, que coordena um grupo de pesquisa sobre o G20 da Revista de Geopolítica, enfatizou que o Brasil tem um dos regimes tributários mais regressivos do mundo, ou seja, os pobres pagam proporcionalmente mais tributos que os ricos.

Ele destaca que o texto deixa claro que os recursos devem ficar nos países que arrecadam. “Não é um dinheiro que vai ser arrecadado nos diferentes países e que vai para um fundo com a supervisão da ONU para ser colocado nos países de menor desenvolvimento relativo. Não é isso. Por isso eles [G20] falam de soberania tributária no documento”, disse.

Roberto Goulart lembrou que a proposta de taxação dos bilionários foi inicialmente defendida pelo economista francês Gabriel Zucman. Segundo esse pesquisador, a medida afetaria apenas 3 mil indivíduos em todo o planeta, dos quais cerca de 100 na América Latina. Em contrapartida, teria potencial de arrecadar cerca de US$ 250 bilhões por ano.

“O Brasil, ao trazer esse tema, tem dois objetivos. Um é politizar a desigualdade com o forte apoio do presidente [dos Estados Unidos, Joe] Biden, que o apoiou. E o segundo objetivo, que não é novo, é tentar cercar os paraísos fiscais”, completou.

A menção ao tema super-ricos foi elogiada pela organização não governamental Oxfam Brasil, uma das principais entidades que trabalha com o tema da desigualdade. Segundo estudos da ONG, entre 2013 e 2023, o 1% mais rico do mundo se apropriou de metade da riqueza criada. Entre 2020 e 2023, o 1% ficou com dois terços da riqueza gerada, cerca de US$ 42 trilhões, seis vezes mais que 90% da população mundial, ou seja, 7 bilhões de pessoas.

A diretora executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, é de opinião que o Brasil abriu caminho para avançar nesse debate. “Aplaudimos o Brasil por usar a sua presidência do G20 para responder às exigências das pessoas em todo o mundo para combater a desigualdade extrema, a fome e o colapso climático, e particularmente para mobilizar ações sobre a tributação dos super-ricos”, ressaltou.

A diretora da Oxfam Brasil defendeu taxas de impostos “suficientemente elevadas para reduzir drasticamente a desigualdade e angariar os bilhões de dólares necessários para enfrentar a crise climática e a crise da pobreza”.

Viviane Santiago cobrou, por último, que a África do Sul continue a pautar o tema durante sua presidência do G20. “A bola está do lado da África do Sul para continuar a luta contra a desigualdade extrema e tornar realidade o acordo deste ano para tributar os super-ricos do mundo. Esse seria um legado verdadeiramente histórico da sua próxima presidência do G20”, defendeu.

Fonte: Agência Brasil

Brasil encara Uruguai na Bahia em último jogo do ano das Eliminatórias

Duelo às 21h45 na Arena Fonte Nova terá transmissão da Rádio Nacional

seleção brasileira - eliminatórias - empate contra Venezuela - 11ª rodada
© Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

A noite desta é de clássico sul-americano entre Brasil e Uruguai, em Salvador (BA), pela 12ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. De um lado estará a seleção, quarta colocada (17 pontos), e do outro a Celeste, atual vice-líder (19) na tabela. O duelo, a partir das 21h45 (horário de Brasília) na Arena Fonte Nova, terá transmissão ao vivo da Rádio Nacional, com narração de André Luiz Mendes, comentários de Rodrigo Ricardo e reportagem de Bruno Mendes.


O embate também pode ter clima de revanche. Em junho, os uruguaios eliminaram os brasileiros nos pênaltis, nas quartas de final da Copa América, em Las Vegas (Estados Unidos). No histórico de jogos, Brasil e Uruguai já se enfrentaram 80 vezes, com 38 vitórias da seleção, 21 da Celeste e 21 empates.

Vai ser um jogo bem difícil, bem complicado, pro Uruguai também. Vamos tentar criar o máximo possível e tentar neutralizar nosso adversário. A torcida pode esperar a mesma entrega de sempre da seleção brasileira, garantiu o técnico Dorival Júnior, durante coletiva na tarde de segunda (19).

A novidade em campo esta noite será a presença de Danilo, na lateral-direita, na vaga de Vanderson, suspenso no jogo da última quinta (14) contra a Venezuela, fora de casa, que terminou em 1 a 1. Dorival deve repetir boa parte dos relacionados para os últimos jogos das Eliminatórias.

Após um ano no comando da seleção, o treinador soma seis vitórias, seis empates e uma derrota em 13 jogos. Quando assumiu a função, o Brasil ocupava a sexta posição na tabela das Eliminatórias, com sete pontos.

Espero que daqui para frente os resultados sejam melhores pelo que estamos vendo nos treinamentos. Essas três apresentações de setembro, outubro e novembro nos deu um contato maior e ajudou a diminuir a distância entre o que está proposto e o que está sendo assimilado, pontuou Dorival.

O Brasil deve começar a partida com Ederson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Abner; Bruno Guimarães e Raphinha; Vinicius Júnior, Igor Jesus e Savinho.

Do lado uruguaio, o técnico argentino Marcelo Bielsa não poderá contar com o meio-campista Ugarte, decisivo na vitória por 3 a 2 contra a Colômiba, na última sexta (19), ao balançar a rede nos acréscimos. Outro desfalque será o lateral-direito Nández, que cumpre suspensão. Bielsa deve substituí-los, respectivamente, por Rodrigo Aguirre e Guillermo Varela (jogador do Flamengo).

A expectativa é que a seleção uruguaio inicie o jogo com Rochet, Varela, Giménez, Olivera e Saracchi; Valverde, Aguirre e Betancur; Pellistri, Darwin Nuñez e Araújo.

Fonte: Agência Brasil

APUCARANA: Dia da consciência negra marca luta pela igualdade racial


O Dia Nacional da Consciência Negra, instituído pela lei 12.519/11 e transformado em feriado nacional pela lei 14.759/23, é um marco na luta pela igualdade racial no Brasil. Em Apucarana, uma série de eventos está sendo realizado no mês de novembro, abrangendo palestras, exposições, sarau e apresentações culturais com recitais de poesia, música e dança, além de momentos religiosos.

A programação alusiva ao Dia da Consciência Negra é uma iniciativa da Prefeitura de Apucarana, por meio da Secretaria de Promoção Artística, Cultural e Turística (Promatur), em parceria com as autarquias municipais de Saúde e Educação, Unespar e os movimentos Diversidade Cultural Plural e Pastoral Afro Brasileira da Diocese de Apucarana.

Uma das ações que integra a programação foi uma entrevista coletiva à imprensa, que aconteceu nesta terça-feira (19/11), na véspera do feriado da consciência negra que é celebrado no dia 20 de novembro. Participaram da entrevista Carlos Figueiredo, presidente da Diversidade Cultural Plural e vice-presidente da Pastoral Afro Brasileira da Diocese de Apucarana, além da professora Bruna Padilha, coordenadora do projeto de extensão em educação ambiental e literatura afro-indígena da Unespar, e da doutora em literatura e curadora dos museus municipais de Apucarana, Jéssica Rocha.

Figueiredo afirma que no dia 20 de novembro não foi programada uma “festa”, mas momentos de reflexão – ao longo do mês de novembro até 15 de dezembro – especialmente sobre as políticas públicas voltadas para o setor. “O 20 de novembro é um grito, dentro de um contexto de 56% do povo negro no Brasil. É um feriado que vem no sentido de incluir mais, de dar mais evidência e de dar reconhecimento ao povo negro que construiu uma história neste País”, ressalta Figueiredo.

Além do projeto de extensão voltado à educação ambiental e à literatura afro-indígena, a Unespar também é parceira na programação alusiva ao Dia da Consciência Negra. “Nos dias 26, 27 e 28 teremos uma programação na Unespar, para a qual foram convidadas diversas entidades que trabalham a questão étnica racial e o movimento negro. O objetivo é dialogar e refletir sobre a luta no combate ao racismo”, afirma, acrescentando que o evento contará com a palestra de professores ligados à Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Jéssica Rocha lembra que o colonialismo trouxe o tráfico de escravos para o Brasil. “Trata-se de um seqüestro. São pessoas que estavam nas suas comunidades negras e que foram trazidos para o Brasil. Foi uma grande violência que exige uma reparação dos governos, das políticas públicas”, avalia a doutora em literatura, que também integra a entidade Diversidade Cultural Plural.

A sociedade brasileira – continua Jéssica- ainda é muito tolerante com o racismo. “Parece que a miscigenação é uma resposta para tudo. Precisamos de políticas públicas de combate ao racismo e que tragam oportunidades iguais aos negros”, pontua.

Para ela, o racismo é estrutural e dificulta a ascensão dos negros na sociedade. “Por exemplo, vemos que não temos tantos autores negros no cânone da literatura brasileira e, nos bancos universitários, percebemos que muitas vezes não são debatidos os textos, os artigos e livros dos autores negros”, completa a doutora em literatura.

A programação completa alusiva ao Dia da Consciência Negra pode ser conferida no site da Prefeitura (www.apucarana.pr.gov.br).

Fonte: Prefeitura de Apucarana

PF coloca no centro da cena golpista o entorno mais próximo de Bolsonaro, diz Jorge Messias

Ministro-chefe da AGU classificou como "estarrecedoras" as descobertas sobre plano de militares que queriam assassinar Lula, Alckmin e Moraes

Advogado-geral da União, Jorge Messias (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) colocou no centro das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (19) o Ministro-Chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias. Segundo ele, o trabalho da PF revelou o envolvimento direto do entorno do ex-mandatário em ações planejadas para atacar a democracia - pretendendo assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal - e promover um golpe de Estado.

"A operação da PF de hoje trouxe revelações estarrecedoras. O competente trabalho da nossa polícia judiciária coloca no centro da cena golpista o entorno mais próximo do ex-mandatário. O 8 de janeiro, como já disse, não foi um passeio dominical. Foi resultado de uma ação meticulosamente planejada por quem odeia a democracia e buscou dar um golpe contra o Estado de direito", afirmou Messias em publicação no X (antigo Twitter). Ele ainda reiterou sua posição contra o autoritarismo, citando Ulisses Guimarães: “Temos ódio e nojo à ditadura. Não passarão!”.


Operação Contragolpe e os planos golpistas

A declaração de Messias segue a deflagração da Operação Contragolpe, pela Polícia Federal, que desarticulou uma organização criminosa formada por militares e apoiadores do ex-presidente. Segundo a PF, o grupo planejava assassinar Lula, Alckmin e Moraes como parte de um plano maior para instaurar um regime ditatorial no Brasil.

Apelidado de "Punhal Verde e Amarelo", o esquema previa ações coordenadas com alto nível técnico-militar. Entre os objetivos estavam o assassinato de líderes políticos, a abolição do Estado Democrático de Direito e a imposição de um governo de exceção. De acordo com as investigações, os conspiradores possuíam treinamento avançado e recursos suficientes para implementar a estratégia.

A PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva — quatro contra militares, incluindo um general da reserva, e um policial federal —, além de três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. As operações ocorreram no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro.

A PF também identificou que Bolsonaro revisou e ajustou uma "minuta do golpe", que visava intervir no Judiciário, impedir a posse de Lula e convocar novas eleições. Mensagens do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, revelam que o ex-mandatário buscava apoio militar para consolidar a tentativa de golpe.

Entre os detidos na operação estão nomes de peso, como o general da reserva Mário Fernandes, ex-ministro interino da Secretaria-Geral e assessor do deputado Eduardo Pazuello, e o coronel Hélio Ferreira Lima, ex-comandante de forças especiais em Manaus. O grupo é acusado de coordenar desde o financiamento de manifestantes golpistas até o planejamento de atentados contra autoridades.

Fonte: Brasil 247

Mensagens expõem pressão de parlamentares e do agronegócio sobre Bolsonaro para golpe de Estado

"A pressão que ele recebe é de todo mundo. Ele está… é cara do agro. São alguns deputados, né?", disse Mauro Cid em mensagem ao general Freire Gomes

Jair Bolsonaro (Foto: Reuters)

Uma troca de mensagens entre o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), e o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, revelou que o ex-mandatário sofria enfrentava pressões de deputados e membros do agronegócio para “tomar uma medida mais pesada utilizando as forças [armadas]”. As mensagens são parte de uma investigação que aponta a existência de um plano arquitetado por uma organização criminosa para cometer assassinatos e tentar um golpe de Estado no Brasil.

As informações, segundo a CNN Brasil, foram destacadas na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (19). O objetivo da operação, batizada de Contragolpe, foi desarticular o grupo que planejava um golpe de Estado visando manter Bolsonaro no poder e assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio Moraes.

"Boa tarde, General! Só para atualizar o senhor que vem acontecendo é o seguinte. O presidente tem recebido várias pressões para tomar uma medida mais pesada, onde ele vai, obviamente, utilizando as forças, né? Mas ele sabe, ele ainda continua com aquela ideia, que ele saiu da última reunião, mas a pressão que ele recebe é de todo mundo. Ele está… é cara do agro. São alguns deputados, né?", diz Cid em uma das mensagens.

Ainda segundo Cid, Bolsonaro teria ajustado uma minuta de decreto para um golpe de Estado, deixando-o mais "enxuto". Essa minuta havia sido revelada em fevereiro de 2023 pela Polícia Federal, que indicou que o ex-mandatário participou ativamente do processo de elaboração do texto golpista,

A Operação Contragolpe foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (19). Os agentes cumpriram cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. Entre os alvos estão quatro militares e um policial federal. Segundo a investigação, a organização criminosa era composta majoritariamente por militares das Forças Especiais, conhecidos como "kids pretos". O grupo planejava realizar os assassinatos no dia 15 de dezembro de 2022, três dias após a diplomação de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O plano operacional, batizado de "Punhal Verde e Amarelo", tinha como objetivo eliminar as principais lideranças do governo eleito, instaurar o caos e criar condições para um golpe de Estado. O grupo acreditava que as mortes seriam suficientes para impedir a posse do novo governo.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Flávio Bolsonaro minimiza operação da PF e diz que 'pensar em matar alguém não é crime'

PF desarticulou organização criminosa que planejou, em 2022, matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes e instaurar uma ditadura bolsonarista



Operação da Polícia Federal (PF), batizada de Contragolpe, desarticulou nesta terça-feira (19) uma organização criminosa composta por militares apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), acusada de planejar o assassinato de autoridades e a implantação de uma ditadura no Brasil. Em meio às revelações, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nas redes sociais que 'pensar em matar alguém não é crime', minimizando a gravidade do caso.

Em publicação no X (antigo Twitter), Flávio questionou a narrativa apresentada pela imprensa e pelas autoridades policiais. “Quer dizer que, segundo a imprensa, um grupo de cinco pessoas tinha um plano para matar autoridades e, na sequência, eles criariam um ‘gabinete de crise’ integrado por eles mesmos para dar ordens ao Brasil e todos cumpririam? Por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime”, escreveu o parlamentar.

O senador ainda mencionou o projeto de lei de sua autoria, o PL 2109/2023, que busca criminalizar atos preparatórios de crimes que envolvam lesão ou morte de três ou mais pessoas. “Hoje isso simplesmente não é crime”, defendeu. Ele também criticou decisões judiciais que considera “sem amparo legal”, chamando-as de “repugnantes e antidemocráticas”.

Plano de golpe e assassinatos: os detalhes da operação - Segundo a Polícia Federal, o plano, chamado de "Punhal Verde e Amarelo", previa o assassinato do presidente Lula (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, além de instaurar um regime autoritário no Brasil.

As investigações indicam que o grupo possuía conhecimento técnico-militar avançado e articulava ações coordenadas para realizar atentados e consolidar o golpe. Entre os detidos estão militares da ativa, da reserva e um policial federal. Destaque para o general da reserva Mário Fernandes, ex-assessor de Eduardo Pazuello, e o coronel Hélio Ferreira Lima, que comandava uma unidade de Forças Especiais do Exército.

Relações com o governo Bolsonaro e a "minuta do golpe" - A operação também revelou conexões diretas entre os investigados e figuras de destaque do governo Bolsonaro. Informações obtidas por meio de mensagens do ex-ajudante de ordens Mauro Cid sugerem que Jair Bolsonaro esteve diretamente envolvido na redação de um decreto que visava convocar novas eleições, parte de um plano maior para impedir a posse de Lula.

Além disso, o grupo investigado teria se reunido para planejar os ataques e articulado apoio militar, incluindo reuniões com generais de alta patente. O financiamento de manifestantes golpistas e o levantamento de recursos bélicos também estão sob investigação.

Fonte: Brasil 247

Golpistas planejavam alegar "fraude eleitoral" para derrubar Lula e manter Bolsonaro no poder, diz PF

Elemento central da trama seria a execução de mandados coercitivos e a ampla divulgação publicitária das ações do novo regime com viés autoritário

Lula e Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Ricardo Stuckert | Reuters)

As investigações da Polícia Federal (PF) sobre o planejamento de um golpe de Estado em 2022, supostamente articulado por uma organização criminosa com o objetivo de anular as eleições e impedir a posse do presidente Lula (PT), incluía a propagação de uma narrativa global de “fraude eleitoral” como justificativa para afastar Lula e manter Jair Bolsonaro (PL) no poder. Segundo o Metrópoles, um elemento central da trama seria a execução de mandados coercitivos e a ampla divulgação publicitária das ações do novo regime, com o objetivo de destruir as bases da democracia brasileira.

Entre as evidências apresentadas, destaca-se a chamada "minuta do golpe", um decreto ilegal redigido e ajustado que teria tido a participação direta do próprio Jair Bolsonaro. Segundo a PF, mensagens trocadas entre o tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro, e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, confirmam que o ex-mandatário realizou alterações no documento para torná-lo mais objetivo.

Em uma das comunicações analisadas, Mauro Cid relata que Bolsonaro enfrentava "pressões para tomar uma medida mais pesada" por parte de deputados favoráveis ao golpe. Além disso, a PF apurou que, no dia 9 de dezembro de 2022, Bolsonaro teria se reunido com o general Estevam Cals Theofilo para discutir o apoio militar à execução do plano.

A investigação trouxe à tona um aspecto ainda mais alarmante da conspiração: o plano de assassinato de Lula, seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Batizada de “Punhal Verde e Amarelo”, a operação foi discutida em 12 de novembro na casa do general Braga Netto e incluía métodos como envenenamento e o uso de artefatos explosivos.

Documentos impressos no Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro, e posteriormente transferidos para o Palácio da Alvorada, descreviam detalhadamente os planos de execução. Lula era identificado pelo codinome “Jeca” e Alckmin como “Joca”.

Conforme o relatório da PF, "a possibilidade de envenenamento ou uso de químicos para causar colapso orgânico" era considerada para atingir Lula, enquanto Moraes seria alvo de um atentado em evento público, com explosivos ou métodos semelhantes. Entretanto, os conspiradores avaliaram que o risco de “danos colaterais” e a probabilidade de fracasso eram altos.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Após golpe, ditadura bolsonarista começaria com “Gabinete de Crise” comandado por Augusto Heleno e Braga Netto

Também comporiam o gabinete Mario Fernandes, preso nesta terça, e Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro

Augusto Heleno e Walter Braga Netto (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil | Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O plano golpista que planejava as execuções do presidente Lula (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), previa a criação de um “Gabinete de Crise” chefiado pelos generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto. Segundo o G1, a medida seria adotada logo após os assassinatos, marcando o primeiro passo da instalação de uma ditadura bolsonarista no Brasil.

De acordo com a decisão de Alexandre de Moraes que autorizou a operação da PF para prender os militares envolvidos, também fariam parte do Gabinete de Crise o general Mario Fernandes, um dos autores do plano golpista preso nesta terça, e o ex-assessor do então presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins. Os agentes encontraram, inclusive, uma minuta para a criação do gabinete junto com Fernandes.

Além das execuções de Lula, Alckmin e Moraes, os primeiros passos da ditadura bolsonarista envolveriam prisões de ministros do STF e mudanças no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para “reestabelecer o regime jurídico e a credibilidade do processo eleitoral”.

A investigações da PF também apontaram que houveram discussões sobre a trama golpista dentro do Palácio do Planalto, onde o plano “Punhal Verde e Amarelo” teria sido impresso por Mario Fernandes no dia 9 de novembro de 2022. Dados coletados pelos agentes mostram que os aparelhos telefônicos dos investigados Rafael Martins de Oliveira e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, estavam conectados à rede de internet que cobre o Planalto. Na sequência, o documento teria sido levado ao Palácio da Alvorada, onde residia o então presidente.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Militares cogitaram usar veneno e explosivos para “eliminar” Lula, Moraes e Alckmin


O presidente Lula (PT). Foto: reprodução

A Polícia Federal (PF) revelou que os militares presos nesta terça-feira (19) consideraram utilizar explosivos e veneno para assassinar o presidente Lula (PT), o ministro do STF Alexandre de Moraes e o vice-presidente Geraldo Alckmin. A conspiração teria sido planejada para dezembro de 2022, logo após as eleições presidenciais.

“Para execução do presidente Lula, considerando sua vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais, a possibilidade de utilização de envenenamento ou uso de químicos para causar um colapso orgânico”, afirma a PF.

A execução estava prevista para 15 de dezembro de 2022, apenas três dias após sua diplomação como presidente eleito pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Entre os presos pela PF estão o general da reserva Mário Fernandes e os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra Azevedo e Rafael Martins de Oliveira. Todos eles faziam parte das forças especiais do Exército, conhecidas como “kids pretos”, e foram localizados no Rio de Janeiro.

Kids pretos presos pela PF: Rafael Martins de Oliveira, Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Mario Fernandes — Foto: Arquivo pessoal e Eduardo Menezes/SG/PR
Kids pretos presos pela PF: Rafael Martins de Oliveira, Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Mario Fernandes — Foto: Arquivo pessoal e Eduardo Menezes/SG/PR

Além disso, o plano incluía um confronto direto com a segurança de Moraes. Conforme apontam os documentos apreendidos, os militares já monitoravam os trajetos do ministro e haviam definido os armamentos necessários para sequestrar ou assassiná-lo.

Um dos trechos dos registros encontrados com o general da reserva Mario Fernandes mencionava “danos colaterais passíveis e aceitáveis”, considerando a possibilidade de mortes na equipe de segurança do ministro.

A PF também confirmou que o documento com os detalhes do plano foi levado à residência oficial de Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. O general Mario Fernandes teria imprimido o material em 9 de novembro de 2022, dias após a derrota de Bolsonaro nas urnas, e o entregado diretamente no local.

“Para execução do presidente LULA, o documento descreve, considerando sua vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais, a possibilidade de utilização de envenenamento ou uso de químicos para causar um colapso orgânico”, reforça outro trecho do relatório.

Ainda segundo a investigação, “o contexto de emprego de armamentos extremamente letais, bem como de uso de artefato explosivo ou envenenamento, revelam que o grupo investigado trabalhava com a possibilidade de assassinato do ministro Alexandre de Moraes. Tal fato é reforçado pelo tópico denominado ‘Danos colaterais passíveis e aceitáveis’, em que o documento descreve como passível ‘100%’ e aceitável também o percentual de ‘100%'”.

A operação

A operação da PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares, incluindo a entrega de passaportes, a proibição de contato entre os investigados e a suspensão do exercício de funções públicas.

Os mandados foram executados com o apoio do Exército Brasileiro em estados como Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e no Distrito Federal, reforçando a abrangência e gravidade da investigação.


Fonte: DCM

Gonet defende no STF prisão de militares golpistas alvos da PF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet: ele se manifestou em favor da prisão de militares golpistas alvos da PF. Foto: reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou favoravelmente à prisão dos militares e do policial federal envolvidos na operação deflagrada nesta terça-feira (19). A ação teve como alvo uma organização criminosa suspeita de planejar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

O parecer, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, e ocorre após o caso ser submetido à análise do órgão pelo ministro Alexandre de Moraes, conforme informações do Blog do Valdo Cruz, do G1.

No documento, a PGR destaca que “há provas suficientes da existência de crime e indícios razoáveis de autoria”. Além disso, o texto enfatiza que “a gravidade das condutas veiculadas e sua natureza violenta evidenciam o perigo concreto de que a liberdade dos investigados represente risco à garantia da ordem pública”.

A PGR também classificou a prisão como “proporcional” e essencial para a condução das investigações. “A prisão dos envolvidos é necessária para a instrução criminal, pois permitirá a compreensão adequada da extensão das condutas perpetradas”, afirma outro trecho do parecer.

Entre os detidos estão o general da reserva Mário Fernandes e os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra Azevedo e Rafael Martins de Oliveira. Todos os militares pertenciam às forças especiais do Exército, conhecidas como “kids pretos”, e foram localizados no Rio de Janeiro.

As investigações apontam que o grupo também teria planejado um atentado para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Kids pretos presos pela PF: Rafael Martins de Oliveira, Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Mario Fernandes — Foto: Arquivo pessoal e Eduardo Menezes/SG/PR
Kids pretos presos pela PF: Rafael Martins de Oliveira, Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Mario Fernandes — Foto: Arquivo pessoal e Eduardo Menezes/SG/PR

Fonte: DCM

Lula reagiu com "surpresa e indignação" ao saber de plano para matá-lo, conta diretor-geral da PF

Uma ação da PF prendeu quatro militares acusados de participação em uma trama golpista para matar Lula, Alckmin e Moraes

Presidente Lula (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que comunicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a deflagração da Operação Contragolpe na manhã desta terça-feira (19), informa o G1. A ação da PF prendeu quatro militares acusados de participação em uma trama golpista para matar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Rodrigues, Lula reagiu com “surpresa e indignação” ao saber do plano. "Comuniquei ao presidente, por volta das 6h30, após o cumprimento das medidas, dada a gravidade dos fatos e as ameaças à sua vida e ao vice-presidente. Também comuniquei ao Alckmin", disse à jornalista Daniela Lima.

O plano para executar Lula, Alckmin e Moraes fazia parte de uma trama golpista que seria executada após as eleições presidenciais de 2022. Militares do grupo de elite “kids pretos” cogitaram a possibilidade de envenenar o presidente eleito e seu vice após uma reunião na casa do general Walter Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa com Jair Bolsonaro naquele ano.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

"Sem anistia!", diz Gleisi após PF revelar plano bolsonarista para assassinar Lula

"Cinco servidores atentando contra a democracia e a vida. Esse foi o tamanho da nossa vitória em 2022", destacou a presidente do PT

Gleisi Hoffmann (Foto: Lula Marques/ABr)

A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), classificou como “extremamente grave” a revelação de que militares apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) planejaram o assassinato do presidente Lula (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em uma declaração contundente, Gleisi enfatizou: “sem anistia!”.

A denúncia veio à tona após a Polícia Federal (PF) deflagrar, nesta terça-feira (19), a Operação Contragolpe, que desarticulou uma organização criminosa composta por militares com conhecimento técnico-militar avançado. O grupo, segundo a PF, pretendia não apenas cometer os assassinatos, mas também instaurar uma ditadura no Brasil.

O plano - Batizado como “Punhal Verde e Amarelo”, o plano previa ações coordenadas contra líderes políticos e instituições democráticas. O ataque inicial estava planejado para 15 de dezembro de 2022, com a execução simultânea de Lula e Alckmin e a prisão e morte de Alexandre de Moraes. A operação também previa o controle de centros estratégicos e a criação de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise”, que seria comandado pelos golpistas para consolidar o regime autoritário.

De acordo com investigações da PF, o grupo vinha monitorando Moraes há semanas e possuía conhecimento técnico-militar avançado, devido à formação em Forças Especiais e experiências prévias no Exército Brasileiro

Em suas redes sociais, Gleisi destacou a gravidade do caso: “hoje foram presos quatro militares e um policial que planejaram assassinar Lula, Alckmin e Moraes na trama golpista. Um caso extremamente grave! Foram reuniões conspiratórias, descrédito das urnas, desvio de dinheiro para organizar a ida de caravanas bolsonaristas para acampamentos em frente aos quartéis... Lembrem que os cinco são servidores públicos, com o conhecimento técnico-militar que aprenderam através do Estado, atentando contra a democracia e a vida. Esse foi o tamanho da nossa vitória em 2022. Sem anistia!”.

Fonte: Brasil 247

Reunião na casa de Braga Netto discutiu plano para executar Lula, Alckmin e Moraes, aponta PF

Candidato a vice na chapa com Bolsonaro em 2022, Braga Netto foi um dos mais envolvidos na trama golpista, apontam investigações

Jair Bolsonaro e Walter Souza Braga Netto (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

 O plano de execução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, foi discutido no dia 12 novembro daquele ano na casa do general Walter Braga Netto, informa a jornalista Andréia Sadi, do G1. Braga Netto foi o candidato a vice na chapa com Bolsonaro nas eleições presidenciais.

A Polícia Federal colheu depoimentos que comprovam o encontro, confirmado pelo braço direito de Bolsonaro, Mauro Cid, em sua delação. Materiais apreendidos com o general de brigada Mario Fernandes corroboram com a informação.

Segundo as investigações, Braga Netto foi um dos mais envolvidos no roteiro da tentativa de golpe de Estado após ser derrotado nas eleições de 2022. Além de ser vice na chapa com Bolsonaro, o general foi ministro da Defesa e ministro-chefe da Casa Civil durante o governo do ex-presidente.

Na manhã desta terça-feira, a PF prendeu Mario Fernandes e outros três militares do grupo de elite conhecido como “kids pretos” por participação de um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, para matar Alckmin e Lula no dia 15 de dezembro de 2022.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

PF: Bolsonaro atuou diretamente na redação e ajuste da 'minuta do golpe'

Mensagens enviadas por Mauro Cid ao general Freire Gomes, então comandante do Exército, indicam que Bolsonaro "enxugou" o texto para torná-lo mais objetivo
(Foto: ABr)

A investigação da Polícia Federal (PF) que apura a tentativa de golpe de Estado visando impedir a posse do presidente Lula (PT) conecta Jair Bolsonaro (PL) à redação e ajustes da chamada "minuta do golpe". O documento previa uma intervenção no Judiciário com o objetivo de impedir a posse de Lula e convocar novas eleições.

Segundo o Metrópoles, as evidências coletadas pelos investigadores, obtidas através de mensagens trocadas pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, apontam o envolvimento direto do ex-mandatário no planejamento de um golpe de Estado.

De acordo com a PF, Jair Bolsonaro teria redigido e ajustado pessoalmente o texto do decreto golpista. Mensagens enviadas por Mauro Cid ao general Freire Gomes, então comandante do Exército, indicam que Bolsonaro "enxugou" o texto para torná-lo mais objetivo. Em uma das comunicações, Cid revelou que Bolsonaro estava sob pressão de "deputados" para adotar medidas mais drásticas, envolvendo o uso das Forças Armadas.

Além disso, as investigações apontam que o ex-mandatário se reuniu com o general Estevam Cals Theophilo, então comandante do Exército Brasileiro, em 9 de dezembro de 2022. O objetivo seria angariar apoio militar para consumar o golpe.

A Operação Contragolpe da PF foi deflagrada nesta terça-feira (19) para desarticular a organização criminosa suspeita de planejar não apenas o golpe, mas também o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo a PF, o plano operacional, denominado "Punhal Verde e Amarelo", previa a execução dessas autoridades para instaurar um regime de exceção no país.

A operação, autorizada pelo próprio Moraes, cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas.Entre os detidos na operação estão militares da ativa, da reserva e um policial federal: coronel Hélio Ferreira Lima: ex-comandante da 3ª Companhia de Forças Especiais, em Manaus. Foi destituído do cargo em fevereiro de 2024; general Mário Fernandes: ex-ministro interino da Secretaria-Geral e atualmente assessor do deputado Eduardo Pazuello; major Rafael Martins de Oliveira: acusado de negociar com Mauro Cid o pagamento de R$ 100 mil para financiar a ida de manifestantes a Brasília; major Rodrigo Bezerra de Azevedo, e o policial federal Wladimir Matos Soares.

As investigações revelam que o grupo de militares conhecido como "kids pretos" (força de elite da unidade de operações especiais do Exército) estava à frente do planejamento das ações. O esquema incluía articulações para financiar manifestantes golpistas, atentados contra autoridades e a imposição de um governo sob tutela militar.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Lula comanda reunião de encerramento do G20 e passa presidência do grupo para a África do Sul


O presidente Lula (PT): ele comandará a reunião de encerramento da reunião de líderes do grupo. Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conclui nesta terça-feira (19) sua participação no G20, evento que foi liderado pelo Brasil em 2024.

Lula presidirá a terceira sessão da reunião de líderes, que terá como foco central o desenvolvimento sustentável. Em seguida, ele comandará a cerimônia de encerramento da Cúpula de Líderes e oficializará a passagem da presidência do grupo para a África do Sul.

Durante o dia, Lula realizará encontros bilaterais com vários chefes de Estado. Entre os compromissos agendados, está uma reunião com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Além disso, o presidente oferecerá um almoço ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Ele também terá conversas com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, e com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

Na véspera do G20, Lula terá 11 reuniões bilaterais neste domingo (17)
O presidente Lula: o petista também concederá entrevista coletiva após encerramento do evento. Foto: reprodução

Outra atividade de destaque será o anúncio dos resultados de uma rodada de investimentos em saúde, feito em parceria com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Mais tarde, o chefe do Executivo brasileiro participará de uma coletiva de imprensa com jornalistas que acompanham a cúpula, composta pelas 19 maiores economias do planeta, além da União Europeia e da União Africana.

O Brasil assumiu a presidência rotativa do G20 em 1º de dezembro do ano passado, estabelecendo três pilares principais para a agenda de discussões: inclusão social e o enfrentamento da fome e da pobreza; transição energética aliada ao desenvolvimento sustentável; e a reforma da governança global.

Fonte: DCM