segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Campos Neto volta a defender choque fiscal para viabilizar juros mais baixos

"Se você tem um choque positivo, vai influenciar a curva longa de juros, as taxas de juros, o câmbio, as expectativas", disse o presidente do Banco Central

Roberto Campos Neto. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Reuters - O pacote com medidas fiscais prometido pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva poderá gerar efeito positivo sobre a política monetária se for capaz de gerar uma mudança grande o suficiente em variáveis observadas pelo Banco Central ao definir os juros básicos, disse nesta segunda-feira o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

Em reunião com investidores organizada pelo Deutsche Bank, em Londres, Campos Neto afirmou que o anúncio fiscal não tem relação mecânica com a política monetária, mas tem potencial de afetar prêmios de risco, taxas longas de juros e câmbio.

"Tem que ser algo que produza uma mudança nas expectativas que seja grande o suficiente para reverter o prêmio de risco, a expectativa de inflação e a curva longa de juros, e isso alimentaria a função de reação (do BC) de maneira positiva", disse.

"Se você tem um choque positivo, vai influenciar a curva longa de juros, as taxas de juros, o câmbio, as expectativas. E essas variáveis são importantes para nossa função de reação."

Na apresentação, ele reafirmou que se o Brasil quer ter juros estruturalmente mais baixos, provavelmente será necessário apresentar ao mercado medidas que sejam interpretadas como um choque fiscal positivo.

O governo previu apresentar a partir de novembro um conjuntos de propostas para controlar despesas públicas, mirando tornar o arcabouço fiscal sustentável e melhorar a trajetória da dívida pública.

Campos Neto disse, ainda, que a decisão de maio do Comitê de Política Monetária (Copom) -- que terminou com uma divisão entre diretores indicados neste e no governo anterior -- gerou uma "cicatriz de credibilidade" que vem sendo endereçada pela autarquia.

Ele ponderou que vê a piora recente nos prêmios de risco mais relacionada ao tema fiscal, especialmente pela percepção do mercado sobre o afrouxamento das metas fiscais a partir de 2025 e questionamentos sobre a transparência das estatísticas do governo para as contas públicas.

"Parece haver um crescimento do prêmio de risco que está mais e mais associado a isso (fiscal), e para haver uma reversão é necessário criar uma percepção de que você fez algo que pode mudar a fotografia estruturalmente. Espero que o plano que será anunciado seja percebido como capaz de fazer isso", afirmou.

Ao voltar a dizer que preços de mercado parecem exagerados, mas transmitem um sinal, Campos Neto disse que a situação fiscal do Brasil é similar à de seus pares, mas a dívida pública brasileira, na partida, já era mais alta do que a de outros países emergentes.

O presidente do BC ainda afirmou que BC acompanha as concessões de crédito subsidiado, que podem reduzir a potência da política monetária. Ele ponderou que até o momento a alta observada não seria suficiente para mudar a taxa neutra de juros no país.

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Espetáculo de dança encanta famílias em Apucarana


A Prefeitura de Apucarana realizou, na tarde de ontem (27/10), um encantador espetáculo de dança promovido pelos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Aproximadamente 350 crianças se apresentaram no palco do Cine Teatro Fênix, surpreendendo suas famílias com um vislumbre das habilidades adquiridas nas aulas de Expressão Corporal ao longo do ano. O espetáculo foi dividido em três sessões, inspiradas nas clássicas histórias infantis “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, “A Pequena Sereia” e “Alice no País das Maravilhas”.

A secretária de Educação, Professora Marli Fernandes, destacou que as aulas de Expressão Corporal fazem parte do currículo dos 24 CMEIs e das 36 Escolas Municipais de Apucarana. “Essas aulas contribuem para o desenvolvimento integral das crianças, estimulando a coordenação motora, a criatividade, a consciência corporal, a autoconfiança, a interação social, a expressão emocional, a concentração, a disciplina, o autocontrole e a redução do estresse”, afirmou.

O prefeito Junior da Femac também expressou sua admiração: “Sempre me encanto ao assistir às apresentações dos nossos estudantes. É impressionante como crianças tão pequenas, de dois a três anos de idade, não sentem medo diante de uma plateia lotada. Pelo contrário, elas estavam soltas e desinibidas no palco, divertindo-se durante o espetáculo e encantando o público. Tenho certeza de que estamos formando uma geração de apucaranenses que saberá se expressar com assertividade em qualquer situação no futuro,” disse.

Em Apucarana, todos os alunos matriculados nas turmas do Infantil 2 (CMEIs) até o 5º Ano do Ensino Fundamental (Escolas), tanto meninos quanto meninas, participam de duas aulas semanais de Expressão Corporal, ministradas em parceria com a Academia de Dança Adriana Silva.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Tebet diz que "é hora de cortar políticas públicas ineficientes"

"Os números estão aí para mostrar que tudo que tinha que dar certo deu. Só falta uma coisa: temos que ter a coragem de cortar o que é ineficiente", disse

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, ressaltou nesta segunda-feira (28) a importância de cortar políticas públicas que se mostraram ineficientes em meio às discussões internas no governo sobre a necessidade de equilibrar as contas públicas.

“Não existe social sem fiscal. Os números estão aí para mostrar que tudo que tinha que dar certo deu. Só falta uma coisa: temos que ter a coragem de cortar aquilo que é ineficiente. Erros, fraudes já foram cortados em 2023 porque eles eram frutos da pandemia. Agora, é hora de acabar com políticas públicas que são ineficientes”, disse a ministra durante um evento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em São Paulo, de acordo com o jornal O Globo.

A ministra também destacou a relevância da redução de despesas para aumentar o volume de investimentos no país, especialmente em infraestrutura. "É preciso investimento privado no Brasil; só investimento público é insuficiente. Entre os países emergentes, nós estamos bem abaixo. Só conseguiremos alavancar isso, fazendo o dever de casa, como estamos fazendo, garantindo segurança jurídica, estabilidade," completou.

Tebet sublinhou que o objetivo dos cortes não é apenas alcançar um superávit, mas também aumentar a eficiência dos gastos. Ela e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, planejam retornar a Brasília nesta semana para continuar as discussões sobre as medidas a serem adotadas. Recentemente, os dois participaram de reuniões em Washington com instituições como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o G20.

Haddad tem uma reunião agendada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual as decisões sobre cortes poderão ser definidas. No entanto, a equipe econômica preferiu esperar a conclusão do segundo turno das eleições municipais para aprofundar as discussões.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

New York Times: a oito dias da eleição nos EUA, vantagem de Kamala sobre Trump é de menos de 1 ponto

Pesquisas em sete estados-pêndulo também mostram a disputa se acirrando

Donald Trump e Kamala Harris (Foto: Reuters/Umit Bektas/Elizabeth Frantz)

 A vantagem da vice-presidente dos EUA e candidata democrata à presidência, Kamala Harris, sobre o desafiante republicano, Donald Trump, foi reduzida para menos de um ponto percentual, com apenas oito dias restantes antes da eleição, segundo a média nacional de pesquisas do The New York Times. A eleição nos EUA ocorrerá em 5 de novembro.

Harris lidera Trump com 49% contra 48%, marcando sua menor vantagem desde meados de agosto, segundo a reportagem da agência Sputnik.

Pesquisas em sete estados-pêndulo também mostram a disputa se acirrando, sem que nenhum candidato tenha uma liderança expressiva nesses locais, observou o jornal.

Os estados do Arizona, Geórgia, Michigan, Nevada, Carolina do Norte, Pensilvânia e Wisconsin serão decisivos para a corrida presidencial. Eles são conhecidos como "swing states" ou “estados-pêndulo” em português, uma vez que não apresentam um padrão fixo de votos e podem alternar entre os partidos em diferentes eleições.

Fonte: Brasil 247

Possível ida de Kennedy Alencar para a Vale pode pacificar as relações com o governo Lula

Jornalista tem bom trânsito no governo e no Judiciário; novo CEO, Gustavo Pimenta, resolveu o principal desafio da empresa, ao assinar o acordo de Mariana
(Foto: REUTERS/Washington Alves/Arquivo | Divulgação)

A mineradora Vale está prestes a concretizar uma significativa mudança em sua estratégia de relações institucionais ao concretizar a contratação de Kennedy Alencar, conhecido jornalista e comentarista com vasta experiência política em Brasília e São Paulo. A chegada de Alencar, que atua atualmente na Rede TV! e no UOL, deve ocorrer em novembro, em um movimento calculado pelo novo CEO da Vale, Gustavo Pimenta, para pacificar as relações com o governo do presidente Lula, com quem Kennedy tem forte interlocução.

Essa escolha estratégica de Pimenta visa apaziguar o clima recente entre a mineradora e o governo, principalmente após a tentativa frustrada de nomeação do ex-ministro Guido Mantega ao conselho da Vale, que encontrou resistência dos acionistas da empresa. O movimento de integrar Kennedy diretamente à estrutura da presidência sinaliza a intenção de alinhar as prioridades da mineradora com as do governo – o que é visto com bons olhos pelo mercado, uma vez que a Vale depende de várias licenças e concessões de agências e órgãos federais.

Gustavo Pimenta já demonstrou habilidade em enfrentar desafios complexos desde que assumiu o comando da Vale. Recentemente, ele anunciou um acordo robusto relacionado ao desastre de Mariana, ocorrido em 2015, que vitimou 19 pessoas e trouxe enormes impactos socioambientais. O acordo, avaliado em R$ 170 bilhões, compromete a empresa a compensar danos e recuperar áreas afetadas em Minas Gerais e Espírito Santo, com R$ 100 bilhões em pagamentos ao longo de 20 anos e R$ 32 bilhões dedicados ao assentamento e à recuperação ambiental. Em declaração durante o evento, Pimenta ressaltou a relevância do acordo: "Foi uma solução mutualmente benéfica para todas as partes envolvidas", ao frisar que ele foi elaborado em um diálogo transparente com os afetados.

Essa postura de diálogo é considerada essencial para a mineradora, que ainda enfrenta ações na Justiça britânica, onde a responsabilidade da BHP Billiton, parceira na Samarco, é julgada em relação ao rompimento da barragem. Alexandre d’Ambrosio, vice-presidente de assuntos corporativos, reforçou a confiança de que o acordo brasileiro oferece uma base sólida de defesa frente a essas disputas internacionais.

Fonte: Brasil 247

Inteligência dos EUA alerta para risco de violência eleitoral por extremistas domésticos

Boletim destacou que, desde 6 de janeiro, pelo menos três ataques de extremistas foram associados a alegações falsas de fraude eleitoral

Bandeiras dos EUA (Foto: Reuters)

As agências de inteligência dos EUA veem extremistas domésticos ligados a teorias da conspiração sobre suposta fraude eleitoral em massa como uma ameaça significativa de violência durante as eleições de 5 de novembro, informou a NBC News nesta segunda-feira, citando um boletim de inteligência conjunto.

O FBI e o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) alertam as agências de aplicação da lei estaduais e locais que candidatos, funcionários, trabalhadores eleitorais, jornalistas e juízes podem se tornar alvos de extremistas.

Ataques físicos e violência em locais de votação, urnas de depósito, locais de registro de eleitores, comícios e eventos de campanha foram identificados como possíveis ameaças, de acordo com o boletim obtido pela NBC News.

O DHS foi citado no relatório afirmando que os Estados Unidos "permanecem em um ambiente de ameaça dinâmico e elevado" e que continuam a compartilhar informações com seus parceiros de aplicação da lei sobre "as ameaças representadas por extremistas violentos domésticos no contexto das eleições de 2024".

Fonte: Brasil 247

Governo da Bolívia diz que Morales disparou contra policiais de combate ao narcotráfico

Governo alega que a unidade policial estava realizando uma patrulha rodoviária padrão quando o comboio de Evo Morales atirou e atropelou um policial

Atentado a Evo Morales (Foto: prensa latina )

Reuters - O governo boliviano negou nesta segunda-feira as acusações de que liderou um ataque direcionado contra o ex-presidente Evo Morales, cujo carro foi alvejado no domingo, afirmando que o comboio do ex-líder disparou contra a polícia de combate ao narcotráfico, que realizava uma patrulha.

Morales afirma que o governo tentou assassiná-lo quando balas atingiram seu carro nas primeiras horas de domingo, marcando um novo capítulo de tensões na nação andina entre o ex-presidente e seu ex-aliado, o presidente Luis Arce.

O ministro do Interior boliviano, Eduardo del Castillo, disse em entrevista coletiva que a unidade FELCN de combate ao narcotráfico estava realizando uma patrulha rodoviária padrão quando o comboio de Morales atirou e atropelou um policial.

Morales havia dito em uma entrevista de rádio no domingo que de fato havia reagido a tiros contra policiais, depois que eles abriram fogo.

Os veículos de Morales eram suspeitos de transportar drogas, segundo o governo.

Morales, por sua vez, classificou como falsas as alegações de que as autoridades estavam realizando uma operação padrão de combate ao tráfico de drogas.

"Se esse fosse o caso, por que sua equipe policial de elite atirou mais de 18 vezes nos veículos em que eu estava viajando?", escreveu ele no X.

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Marçal avalia vitória de Ricardo Nunes em São Paulo

Para o empresário, a vitória do emedebista reflete, em parte, a influência da “máquina” do governo paulista, comandado por Tarcísio de Freitas

Pablo Marçal (Foto: Reprodução/YouTube/Flow News)

Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito de São Paulo, foi reeleito no domingo (27), vencendo Guilherme Boulos (Psol) no segundo turno das eleições municipais. Na votação, Nunes obteve 59,35% dos votos, enquanto Boulos recebeu 40,65%.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), terceiro colocado na disputa, avaliou que o resultado está “dentro da lógica da política nacional”. Para o empresário, a vitória de Nunes também reflete, em parte, a influência da “máquina” do governo paulista, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apoiou o emedebista.

“Duas máquinas poderosas [prefeitura e governo de São Paulo]”, afirmou. “Tudo dentro da lógica da política nacional”.

Ainda no domingo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) alegou, sem provas, que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria orientando votos para Boulos. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no entanto, negou ter recebido qualquer informação ou relatório sobre o assunto, segundo o g1.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

PL de Bolsonaro é o maior vencedor em grandes cidades, mas PT de Lula cresce em relação a 2020

PSDB, por sua vez, derreteu e teve seu pior resultado desde o ano 2000


O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alegenda que mais conquistou prefeituras entre os 103 municípios brasileiros com mais de 200 mil eleitores. Ao todo, a sigla venceu em 16 cidades, incluindo quatro capitais: Maceió (AL), Rio Branco (AC), Cuiabá (MT) e Aracaju (SE).

É a primeira vez em sua história que o partido conquista o feito. Em 2020, o PL levou apenas duas prefeituras em municípios desse porte. Em 2012 e 2016, quando ainda se chamava Partido da República (PR), venceu em duas e em quatro grandes cidades, respectivamente.

A disparada do PL nas Eleições 2024 tem relação com a filiação de Bolsonaro ao partido. O ex-presidente passou a integrar a legenda em novembro de 2021, enquanto ainda exercia o cargo de presidente do Brasil.

Outro destaque neste ano é o PSD, de Gilberto Kassab, que saltou de 4 prefeitos eleitos em grandes cidades em 2012 para 15 em 2024. O partido também é o líder de prefeituras no país, com 887 cidades, e nas capitais, com cinco (ao lado do MDB).

◆ PT melhora, e PSDB derrete

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viu seu desempenho melhorar nas Eleições 2024. A legenda venceu em seis cidades com mais de 200 mil eleitores, o que representa um avanço em relação a 2020, quando elegeu quatro prefeitos.

O partido também quebrou um jejum de oito anos sem ganhar em uma capital. A sigla elegeu Evandro Leitão, em Fortaleza (CE), na decisão mais apertada entre as 26 capitais do país. A diferença entre Leitão e André Fernandes (PL) foi de apenas 0,76 ponto percentual (p.p.).

Ainda assim, o partido segue com desempenho muito abaixo do que registrou entre os anos 2000 e 2012, período em que figurou na disputa pelo maior número de prefeitos eleitos em todo o país — em embates diretos com o PSDB e o MDB (antes PMDB).

O PT foi a legenda que mais conquistou prefeituras em grandes cidades nos anos 2000 e 2008. O movimento de queda do partido começou em 2016, quando elegeu apenas um nome — queda expressiva em relação aos 17 registrados na eleição anterior, de 2012.

É um movimento de derretimento que se vê hoje com o PSDB. A sigla — que governou o estado de São Paulo por quase 30 anos e travou importantes disputas com o PT pelo protagonismo nacional — viu seu número de vitórias em cidades com mais de 200 mil eleitores despencar de 17 para cinco em 2024.

Esse é o pior resultado do PSDB desde o ano 2000, quando elegeu 11 prefeitos em grandes cidades. Sempre disputando o topo, a sigla conquistou o maior número de prefeituras neste segmento nas eleições de 2004, 2012, 2016 e 2020.

Os resultados negativos do PSDB acompanham a perda de relevância do partido no cenário nacional. Já no primeiro turno das Eleições, a legenda despencou quase 70% em número de prefeitos em todo o país ao longo dos últimos 20 anos.

Uma mostra notável do problema foi o desempenho do PSDB em São Paulo. O candidato da legenda para a disputa na capital paulista, José Luiz Datena, obteve apenas 1,84% dos votos válidos no 1º turno, número menor do que o vereador mais votado da cidade.

O partido também não elegeu nenhum vereador na cidade. Foram lançadas 49 candidaturas para a Câmara Municipal.

◆ Maior distribuição no topo

Entre os anos 2000 e 2020, os resultados mostraram uma disparada de poucos partidos em relação aos outros. Em 2024, a disputa pelo topo foi um pouco mais equilibrada. Pela primeira vez na história, cinco legendas conquistaram mais de 10 prefeituras em cidades com mais de 200 mil eleitores.

Para efeito de comparação, em 2016 apenas duas siglas conseguiram o feito: PSDB, que venceu em 29 municípios, e MDB, em 14.

A mudança de cenário — percebida em escala um pouco menor em 2020 do que em 2024 — coincide com o avanço do Centrão, junto com a perda de capilaridade do PT e do próprio PSDB.

O dados também mostram que o MDB é a sigla que mais manteve um equilíbrio de bons resultados. Entre 2000 e 2024, o partido sempre esteve entre as quatro legendas com maior número de prefeitos eleitos em municípios com mais de 200 mil habitantes.

Fonte: Agenda do Poder com informações do g1.

Boulos ganha só em 3 zonas eleitorais de SP; veja mapa

O candidato Guilherme Boulos (PSOL): ele foi derrotado por Nunes no segundo turno. Foto: reprodução

No segundo turno das eleições municipais em São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) obteve vitória em apenas três zonas eleitorais: Bela Vista, no centro, e Valo Velho e Piraporinha, na zona sul da cidade. Ricardo Nunes (MDB), por sua vez, consolidou sua reeleição ao vencer em 54 das 57 zonas eleitorais.

Comparado ao desempenho de 2020, Boulos teve uma retração, pois naquele ano venceu em oito zonas eleitorais, com seis delas na zona sul, incluindo Valo Velho e Piraporinha, além de duas na zona leste.

Nunes, ao contrário, expandiu sua presença em relação a 2020, quando atuava como vice de Bruno Covas (PSDB). Naquela ocasião, Covas venceu em 51 zonas eleitorais, número um pouco maior devido a uma reorganização das zonas.

No primeiro turno de 2024, o psolista liderava em vinte zonas eleitorais, enquanto o emedebista havia sido o mais votado em dezessete. Na fase final, Nunes consolidou sua vantagem em todas as regiões onde já estava à frente na primeira fase da eleição.

Confira:


Zonas eleitorais de SP: Boulos venceu em apenas três. Foto: reprodução

Fonte: DCM

Todos ex-ministros de Bolsonaro foram derrotados nesta eleição


O ex-presidente Jair Bolsonaro: os dois ex-ministros perderam as disputas para prefeituras de capitais. Foto: reprodução

Nas eleições municipais de 2024, os ex-ministros do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que disputaram prefeituras enfrentaram derrotas nas urnas, especialmente em capitais do Nordeste.

Em João Pessoa, o ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (PL), chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por uma ampla margem. Com mais de 98% das urnas apuradas, Queiroga somava 36% dos votos neste domingo (27), enquanto o atual prefeito, Cícero Lucena (PP), foi reeleito.

No Recife, o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado (PL), também perdeu a eleição para prefeito, com João Campos (PSB) garantindo a vitória já no primeiro turno.

Outro importante aliado de Bolsonaro que saiu derrotado foi Alexandre Ramagem (PL), ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro. Ramagem não avançou no primeiro turno, com o prefeito Eduardo Paes (PSD) sendo reeleito na capital carioca.

Marcelo Queiroga, Gilson Machado e Alexandre Ramagem, todos do PL.
Marcelo Queiroga, Gilson Machado e Alexandre Ramagem, todos do PL: eles buscaram prefeituras de capitais de João Pessoa, Recife e do Rio de Janeiro. Foto: reprodução

Já em São Paulo, Bolsonaro teve participação discreta na campanha de Ricardo Nunes (MDB), principalmente no primeiro turno.

Nunes, reeleito, destacou seu agradecimento ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamando-o de “líder maior”, e mencionou o ex-chefe do Executivo apenas para agradecer pela indicação de seu vice, o coronel Mello Araújo.

“Foi uma indicação preciosa do presidente Bolsonaro, tenho certeza que vamos trabalhar muito por São Paulo”, disse Nunes em discurso de vitória.

Fonte: DCM

Cármen Lúcia promete pesquisa sobre motivos de abstenção

As ausências subiram de 21,68% no primeiro turno para 29,26% no segundo

Ministra Cármen Lúcia, do STF (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Brasil de Fato - A Justiça Eleitoral fará uma pesquisa para descobrir as causas das abstenções e tentar reduzir o não comparecimento nas próximas eleições, em 2026, disse na noite de domingo (27) a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia. As ausências subiram de 21,68% no primeiro turno para 29,26% no segundo.

“Há um aumento de abstenção no segundo turno. Tivemos casos climáticos, outros problemas. Vamos verificar e ver o que podemos aperfeiçoar. Vamos ter que apurar em cada local e trabalhar com os dados”, afirmou Cármen Lúcia em entrevista coletiva para fazer o balanço do segundo turno das eleições municipais deste ano.

Segundo a ministra, o TSE fará uma pesquisa com os Tribunais Regionais Eleitorais para identificar os principais entraves ao comparecimento de eleitores em cada localidade. Ela prometeu apresentar um relatório antes da diplomação dos candidatos eleitos, em dezembro.

Tradicionalmente, a abstenção aumenta entre o primeiro e o segundo turno, principalmente por causa de eleitores descontentes com os dois candidatos. As eleições de 2024 registraram o segundo maior volume de ausências da história, só perdendo para 2020, no auge da pandemia de covid-19, quando 23,2% deixaram de votar no primeiro turno e 29,5% no segundo turno.

A ministra advertiu que o TSE precisará tratar localmente as variáveis que influenciam a abstenção. “Houve município em que teve 16% de abstenção e houve município com 30%”, justificou.

No Amazonas, afetado pela baixa dos rios que impacta o transporte, a abstenção, informou Cármen Lúcia, ficou menor que a média nacional. Única cidade a ter segundo turno no estado, a capital Manaus registrou 23,61% de abstenções no segundo turno, contra 19,94% no primeiro turno deste ano e 22,23% no segundo turno de 2020.

“No Amazonas, onde tínhamos uma preocupação em relação à estiagem, tivemos o menor índice de abstenção do que a gente tinha apurado [na média nacional]. Ali funcionou esse recado dado [pela Justiça Eleitoral] talvez porque a nossa preocupação fosse maior”, declarou.

Segundo Cármen Lúcia, o temporal que caiu nesta manhã em Porto Velho aumentou a abstenção, principalmente de eleitores idosos não obrigados a votar. A capital rondoniense registrou 30,63% de abstenções, contra 19,37% no primeiro turno deste ano. O número, no entanto, caiu em relação ao segundo turno de 2020, quando as ausências chegaram a 34,18%.

Fonte: Brasil 247 com informações do Brasil de Fato

"Centrão" governará para 74% dos brasileiros a partir de 2025

Saldo das urnas indica que 4.022 dos 5.569 municípios do País serão comandados pelo PSD, MDB, Progressistas, União Brasil, PL e Republicanos

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli | Fábio Pozzebom/Agência Brasil)


Marcos Mortari, InfoMoney - A partir de 1º de janeiro de 2025, três em cada quatro brasileiros serão governados por um prefeito de um partido do “centro”.

O saldo das urnas após o segundo turno das eleições municipais indica que o Poder Executivo de 4.022 dos 5.569 municípios do País será comandado por um representante de PSD, MDB, Progressistas (PP), União Brasil, PL ou Republicanos.

O desempenho das seis siglas ilustra o êxito do “centro” e da “direita” no pleito local e o tamanho que o “centrão” sai para o xadrez político nacional.

Para se ter uma ideia, as mesmas legendas somavam 2.652 prefeituras em 2012, 2.774 em 2016, e 3.255 em 2020. Considerando para o cálculo o União Brasil como a soma de Democratas e PSL (as siglas que se fundiram para a criação da legenda em 2021).

Conforme pontuam especialistas, eleições municipais não costumam dizer muito sobre a corrida presidencial subsequente, mas antecipam com alguma acurácia os pleitos seguintes para o Congresso Nacional.

Neste caso, o recado das urnas é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu sucessor em 2026 (que pode ser ele mesmo) provavelmente terá uma administração ainda mais dependente das forças do “centrão” para governar.

Dentro deste grupo heterogêneo, o PSD ganha destaque, com um salto de 35% no número de prefeituras das últimas eleições municipais para cá, atingindo a marca de 887, sendo 9 vencidas neste domingo (27) em segundo turno.

Uma parte do segredo da sigla de Gilberto Kassab ocorreu justamente na pré-eleição, com a atração de prefeitos e postulantes para disputar o pleito pela legenda, que vem se equilibrando entre alianças contraditórias: em nível nacional, integram o governo Lula. Já em São Paulo, fazem parte da base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ─ nome que ganhou musculatura para alçar voos mais altos.

O bom desempenho nessas eleições municipais fez com que o PSD superasse o tradicional MDB em capilaridade ─ feito que não ocorre há pelo menos 20 anos. De 2020 para cá, o MDB até cresceu ─ foi de 793 para 856 prefeituras (+8%) ─ mas não o suficiente para manter a hegemonia de outrora.

Na sequência aparece o Progressistas, legenda que hoje ocupa a presidência da Câmara dos Deputados, com Arthur Lira (PP-AL). A sigla foi de 690 prefeitos eleitos em 2020 para atuais 746 (+8%). Uma vantagem confortável em relação ao quarto colocado, o União Brasil, que ganhou apenas 24 municípios, passando a controlar 584, e que começa a ver a sombra do PL, que experimentou um salto de impressionantes 50%, para 516.

Fechando a lista do “centrão”, chama atenção a disparada do Republicanos (antigo PRB), que saiu de 80 prefeitos eleitos 12 anos atrás e agora chega a 433. O movimento é exatamente o oposto de siglas tradicionais como PT e PSDB. A primeira sigla até experimentou uma recuperação em 2024, mas ainda está longe do tamanho que tinha antes da Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Já a segunda vem derretendo desde 2016, saindo de 799 prefeituras para 272 agora. Ilustra o momento delicado dos tucanos a campanha desastrosa com o apresentador José Luiz Datena (PSDB) na tentativa de recuperar o controle de São Paulo (SP) após a morte de Bruno Covas.

Considerando as cidades de maior porte, o chamado “G-103” (grupo de municípios com mais de 200 mil habitantes), a hegemonia passou para o PL, que elegeu 16 prefeitos. Um claro sinal da força da legenda de Bolsonaro para as eleições para o Legislativo em 2026.

Na sequência, aparecem o PSD, que elegeu 15 representantes no grupo, sendo 9 neste segundo turno, o União Brasil, com 13, e o MDB, com 12.

Já nas capitais, a disputa entre PSD e MDB volta à tona, com cada sigla elegendo 5 representantes. PL e União Brasil aparecem logo atrás, com 4 cada uma, enquanto Progressistas e Podemos venceram em 2 cada.

Além da busca pelo crescimento em administrações municipais, eleições locais costumam mobilizar grandes esforços dos partidos políticos no plano nacional, já que há forte correlação entre desempenho nas disputas por prefeituras e assentos nas Câmaras Municipais e as eleições para cargos no Congresso Nacional.

Os pleitos municipais também costumam dar importantes indicativos sobre lideranças políticas emergentes nos partidos, que poderão influenciar em disputas para o Poder Legislativo e o Poder Executivo nos níveis estadual e nacional.

Das duas formas, o recado das urnas em 2026 é de que o “centro” será força ainda mais decisiva para os rumos da política brasileira, assumindo maior protagonismo nos debates e posição determinante para a governabilidade em diversos níveis.

Fonte: Brasil 247 com Infomoney

CPI das bets, reforma tributária e emendas estão na pauta do Senado após o segundo turno das eleições

Semana começa com folga já na segunda, e na terça, as comissões retomam os trabalhos

Senado (Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado)

Brasil de Fato- A segunda-feira (28) após a eleição municipal é de folga para senadores federais, que não têm agenda marcada no parlamento. Já na terça-feira (29), as comissões começam a funcionar, com o início das oitivas da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas. Entre elas, estão a da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e do CEO da empresa Esportes da Sorte, Darwin Henrique da Silva Filho.

Ainda na terça, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado debate o Projeto de Lei (PL) 2750/2024, que altera a legislação vigente para autorizar o aumento da participação da União no Fundo Garantidor de Operações (FGO). De relatoria da senadora Teresa Leitão (PT-PE), o projeto visa garantir as operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Outro foco do Senado Federal será a regulamentação da reforma tributária. Até 14 de novembro serão realizadas sessões temáticas e audiências públicas para debater o PLP 68/2024, que já foi aprovado pela Câmara, e agora tem a relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Mais de 1.400 emendas foram apresentadas pelos senadores ao texto aprovado pelos deputados. A expectativa é que a votação em plenário ocorra antes do recesso de fim de ano.

O Senado também debate o PL 182/2024, aprovado pela Câmara, que cria regras para os dois setores do mercado brasileiro de crédito de carbono, ao instituir o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Já o PL 327/2021, que está na Comissão de Infraestrutura, institui o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten) e cria o Fundo Verde, a partir de créditos tributários de empresas junto à União e administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Prioridade do presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve avançar também o PL 2338/2023, de sua autoria, que institui um marco legal da inteligência artificial do Brasil. Os senadores estarão dedicados ainda a resolver a liberação das emendas parlamentares, que foram suspensas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte espera que o Congresso Nacional aprove medidas que garantam a transparência e a rastreabilidade dos recursos empregados nas emendas, que são de execução obrigatória pelo Executivo federal.

Outra prioridade dos últimos meses de 2024 será a aprovação do orçamento para 2025. A Comissão Mista de Orçamento tem até 3 de dezembro para emitir o parecer final sobre o PLN 26/24, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, para que em seguida ele seja apreciado e votado pelo plenário em sessão conjunta das duas casas.

Tudo isso, em meio às discussões sobre a sucessão das mesas diretoras, que acontece no início do próximo ano legislativo, em fevereiro. No Senado, até o momento, o nome do senador Davi Alcolumbre (União-AP) é visto como absoluto favorito, tendo o apoio do próprio Pacheco, de setores do governo e da oposição.

Edição: Nicolau Soares

Fonte: Brasil 247 com Brasil de Fato

Mercado eleva projeção para inflação e PIB em 2024

Projeção para o IPCA subiu de 4,50% para 4,55 e a do PIB passou de 3,05% para 3,08%

Banco Central do Brasil (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por Felipe Moreira, InfoMoney - As projeções dos analistas para a inflação, a variação do PIB e a taxa de câmbio em 2024 voltaram a subir nesta semana, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Relatório Focus do Banco Central. Destaque para a estimativa do IPCA para 2024, que subiu de 4,50% para 4,55%, na quarta semana seguida de alta.

Economistas consultados também passaram a enxergar o dólar a R$ 5,45 no fim deste ano. Enquanto isso, o crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) projetado para 2024 pulou de 3,05% para 3,08% – a terceira semana de ganho.

◆ Inflação - A previsão para a inflação de 2025 passou de 3,99% para 4,00%. A projeção para 2026 ficou nos mesmos 3,60%, enquanto para 2027, a estimativa continua em 3,50% há 69 semanas.

As expectativas para a variação dos preços administrados dentro do IPCA em 2024 subiram novamente nesta semana, de 5,06% para 5,08%. As projeções para 2025 caíram de 3,73% para 3,70%. Para 2026, a estimativa se manteve em 3,70%. A previsão para 2027 está em 3,50% há 56 semanas.

Para o IGP-M, as projeções para 2024 subiram de 4,39% para 4,57%, enquanto a estimativa para 2025 subiu de 3,91% para 3,93%. Para 2026, a projeção de inflação permaneceu em 4,0% e a de 2027 caiu de 3,84% para 3,80%.

◆ PIB - Para o produto interno bruto (PIB), a mediana das projeções de 2024 avançou de 3,05% para 3,08%. A previsão para 2025 foi mantida em 1,93%. A estimativa para 2026 permanece nos mesmos 2,0% há 64 semanas. A projeção também está em 2,0% para 2027, há 66 semanas.

◆ Selic - As projeções dos analistas para a taxa básica de juros (Selic) em 2024 se mantiveram em 11,75%. A estimativa para 2025 também se manteve em 11,25%. A projeção para 2026 continuou em 9,50% e a de 2027 foi mantida em 9,0%.

◆ Câmbio - A mediana das projeções para o dólar em 2024 avançou de R$ 5,42 para R$ 5,45, enquanto a de 2025 ficou nos mesmos R$ 5,40 há duas semanas. Para 2026, a estimativa subiu de R$ 5,30 para R$ 5,33, enquanto a projeção para 2027 também avançou de R$ 5,30 para R$ 5,35.

◆ Resultado primário - A projeção para o resultado primário brasileiro para 2024 ficou estável em -0,60% do PIB pela oitava semana seguida, enquanto a estimativa para 2025 permaneceu em -0,70% do PIB. A previsão para 2026 ficou em -0,50% do PIB. A de 2027 foi mantida em -0,30% do PIB, pela quinta semana seguida.

◆ Dívida pública - Para a dívida líquida do setor público, as estimativas se mantiveram para 2024, com a projeção permanecendo nos mesmos 63,50% do PIB. A previsão para 2025 permaneceu em 66,68% do PIB. As estimativas para 2026 ficaram em 69,22% do PIB, enquanto as de 2027 caíram de 71,50% para 71,40% do PIB.

◆ Balança comercial - A projeção para a balança comercial brasileira 2024 caiu de US$ 78 bilhões para US$ 77,95 bilhões, enquanto o saldo positivo estimado para 2025 subiu de US$ 76,09 bilhões para US$ 76,80 bilhões. Para 2026, a projeção permaneceu US$ 79 bilhões, enquanto a estimativa para 2027 subiu de US$ 80 para US$ 80,11 bilhões.

Fonte: Brasil 247 com Infomoney

Reeleito, Ricardo Nunes afirma que a Enel "tem que sair" de São Paulo

Prefeito defendeu o fim da concessão de fornecimento de energia elétrica à empresa italiana e cobrou o governo Lula

(Foto: ABR | Reuters)

Após vencer a reeleição para a Prefeitura de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) reafirmou seu compromisso de pressionar pela saída da concessionária de energia Enel da cidade. Em entrevista ao programa Bom Dia SP, da TV Globo, Nunes destacou sua insatisfação com os serviços da empresa e revelou que pretende intensificar a articulação junto ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para que uma nova concessionária assuma o fornecimento de energia, relata a Folha de S. Paulo. “Essa empresa tem que sair da cidade de São Paulo, a Enel tem que sair daqui”, afirmou Nunes, enfatizando o peso político de sua recente vitória para dar continuidade a essa agenda.

A insatisfação com a Enel tem sido alvo de críticas de lideranças locais e estaduais, especialmente após uma série de apagões e falhas no atendimento em períodos de chuvas intensas, impactando diretamente a população e gerando transtornos na capital paulista. Para Nunes, é fundamental que o governo Lula (PT) tome uma posição firme sobre o contrato de concessão da Enel, considerando a insatisfação generalizada dos consumidores. Ele criticou a atuação do Ministério de Minas e Energia, afirmando que o ministro Alexandre Silveira (PSD) não estaria tomando medidas eficazes para solucionar o problema. “O governo federal precisa olhar para a população de São Paulo e tirar essa empresa daqui”, destacou o prefeito reeleito, ressaltando a necessidade de uma nova empresa que demonstre responsabilidade com o serviço prestado.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

A derrota de capital que mais abalou Jair Bolsonaro

A derrota foi um duro revés para Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro em ato na Avenida Paulista, São Paulo-SP, 7 de setembro de 2024 (Foto: Reuters)

A derrota de Fred Rodrigues (PL) em Goiânia foi um duro revés para Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições municipais. Ele, que desconsiderou os conselhos de seus aliados para evitar a capital goiana, decidiu acompanhar pessoalmente a campanha do candidato do PL, que acabou derrotado por Sandro Mabel (União). A informação é da coluna da jornalista Bela Megale, no O Globo.

O resultado final das urnas mostrou Sandro Mabel, candidato apoiado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à frente com 55% dos votos, enquanto Fred Rodrigues alcançou 44%. Com 97% das urnas apuradas, a vitória de Mabel se consolidou, marcando um dos episódios mais significativos do segundo turno para o ex-presidente.

Segundo a análise de aliados de Bolsonaro, a campanha de Fred Rodrigues foi prejudicada por dois eventos negativos na reta final. O primeiro foi a denúncia de que o candidato teria apresentado um diploma universitário falso, o que abalou sua imagem. Além disso, a situação se agravou com a operação da Polícia Federal contra o deputado federal Gustavo Gayer, principal apoiador de Rodrigues. Gayer é investigado por suspeita de desvio de recursos públicos e falsificação de documentos, além de ser acusado de manter uma escola de inglês e uma loja de roupas utilizando verbas da Câmara.

Apesar desses escândalos, Bolsonaro manteve seu apoio a Rodrigues. Ignorando pesquisas internas que indicavam a probabilidade de vitória de Sandro Mabel, ele insistiu em fazer campanha em Goiânia ao lado do aliado do PL. A decisão, vista como arriscada por seus assessores, acabou expondo o ex-presidente a uma derrota que ele presenciou de camarote no domingo de eleição.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Favorito para a Bola de Ouro, Vinícius Jr. pode quebrar jejum de 17 anos para o Brasil

Atacante do Real Madrid e da Seleção é o principal nome da temporada e tenta repetir feito de Kaká em 2007
Vini Jr. (Foto: Pablo Morano/Reuters)

Grande favorito à Bola de Ouro, Vinícius Jr. pode se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o prêmio em 17 anos. A cerimônia de entrega acontece nesta segunda-feira (28), às 16h (horário de Brasília), no renomado Théâtre du Châtelet, em Paris, segundo o Metrópoles. Se confirmado o favoritismo, o atacante do Real Madrid será o primeiro brasileiro desde Kaká, em 2007, a levar a honraria concedida pela revista France Football, encerrando uma longa hegemonia de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Aos 23 anos, Vini Jr. brilhou na temporada de 2023/24. Mesmo enfrentando uma lesão que o afastou dos gramados por quase dois meses, acumulou 24 gols e nove assistências em 39 jogos, com uma impressionante média de 0,84 contribuição a gol por partida. Esses números destacam a consistência e o impacto de Vinícius, tanto no Real Madrid quanto na Seleção Brasileira, ao longo de um ano marcado pela disputa intensa nos principais campeonatos europeus.

A última temporada foi emblemática para o atacante, que foi eleito o melhor jogador da Champions League, torneio em que também se sagrou campeão com o Real Madrid. Com participações decisivas em 48% dos gols da equipe, Vini Jr. consolidou-se como peça-chave na trajetória de conquistas do clube espanhol, com 26 gols e 11 assistências ao longo de 49 partidas.

Além dos números impressionantes, Vinícius Jr. foi protagonista em momentos cruciais, como o hat-trick no clássico contra o Barcelona, que garantiu o título da Supercopa da Espanha ao Real Madrid, e os dois gols na semifinal da Champions contra o Bayern de Munique. Ele também deixou sua marca na grande final, ao balançar as redes contra o Borussia Dortmund.

O legado dos brasileiros na Bola de Ouro - Se eleito, Vinícius Jr. entrará para o seleto grupo de brasileiros que conquistaram a Bola de Ouro, junto a ícones como Ronaldo, que venceu o prêmio em 1997 e 2002, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Esta seria a sexta vez que um brasileiro recebe o título de melhor jogador do mundo pela France Football.

Além dos campos: a luta de Vinícius Jr. contra o racismo - Vinícius Jr. também se destacou fora das quatro linhas. Vítima de insultos racistas, o atacante tem usado sua voz para lutar contra o preconceito, posicionando-se como um símbolo de resistência no futebol. Em reconhecimento à sua atuação social, recebeu em 2023 o prêmio Sócrates, também concedido pela France Football, que celebra iniciativas sociais no esporte.

O brasileiro é um dos poucos jogadores negros a figurar entre os finalistas da Bola de Ouro nos últimos anos, o que reforça a importância de sua vitória para a representatividade. Desde que Ronaldinho Gaúcho foi eleito o melhor do mundo em 2005, nenhum outro jogador negro conquistou o troféu, um cenário que Vinícius pode ajudar a mudar.

Com uma trajetória que une excelência esportiva e ativismo social, Vinícius Jr. desponta como favorito e carrega as esperanças de milhões de brasileiros para trazer o prêmio de volta ao país e dar continuidade ao legado de grandes craques nacionais.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Helicóptero, ações em empresas e obra de arte: quem é o prefeito eleito mais rico das capitais

Os detalhes dos bens foram divulgados pelo TSE e incluem imóveis, veículos, dinheiro em caixa, investimentos e até uma obra de arte
urna eleitoral (Foto: Cristiano Lima)

Com um patrimônio declarado de R$ 313 milhões, Sandro Mabel (União Brasil) é o prefeito eleito mais rico entre todas as capitais brasileiras, segundo dados apresentados à Justiça Eleitoral. Os detalhes dos bens foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e incluem imóveis, veículos, dinheiro em caixa, investimentos e até uma obra de arte. A informação foi inicialmente reportada pelo G1 Goiás.

Entre os itens listados por Mabel, destacam-se ações em empresas, um helicóptero avaliado em R$ 3,1 milhões e uma obra de arte no valor de R$ 160 mil. O político também declarou possuir uma casa estimada em R$ 11,7 milhões. Veja a lista completa dos bens informados:

● Imóveis: 9 apartamentos, uma casa de R$ 11,7 milhões, 42 terrenos, duas casas e um galpão - totalizando R$ 48 milhões.
Veículos: dois quadriciclos e um helicóptero - R$ 3,2 milhões.
Dinheiro e investimentos: dinheiro em espécie, participação em empresas, crédito de empréstimos, saldo em contas no Brasil e no exterior, aplicações financeiras e apólices da dívida pública - R$ 261,8 milhões.
● Obra de arte: R$ 160 mil.
● Ativos minerais: R$ 180 mil.

Vitória nas urnas e planos de transição

Mabel foi eleito prefeito de Goiânia com 353.518 votos, correspondendo a 55,53% do total. Seu adversário, Fred Rodrigues (PL), recebeu 283.054 votos, o equivalente a 44,47%.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Emendas parlamentares turbinaram reeleição de prefeitos em cidades de médio e pequeno porte

Prefeitos reeleitos tiveram acesso a 33% mais recursos provenientes de emendas parlamentares em comparação aos que não conseguiram renovar seus mandatos
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | José Cruz/Agência Brasil)

O resultado das eleições municipais deste mês de outubro ilustra de maneira clara a influência das emendas parlamentares, especialmente nos resultados registrados nos municípios de pequeno porte. Segundo a CNN Brasil, um estudo realizado pela Prospectiva Consultoria, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tesouro Nacional, revela que os prefeitos reeleitos tiveram acesso a 33% mais recursos provenientes dessas emendas em comparação aos que não conseguiram renovar seus mandatos.

Nos pequenos municípios, os candidatos reeleitos foram beneficiados com uma média de R$ 896 per capita em emendas parlamentares. Em contrapartida, os prefeitos derrotados na busca por mais quatro anos no cargo receberam apenas R$ 672 por habitante. Essa tendência se mantém, embora em menor intensidade, nos municípios de médio porte, onde prefeitos reeleitos obtiveram R$ 323 per capita, enquanto os não reeleitos receberam R$ 258, resultando em uma diferença de 25%.

A análise da Prospectiva destaca que, atualmente, está em curso um movimento liderado pelo Centrão para diminuir a dependência em relação ao Poder Executivo, o que inclui um maior controle do orçamento público pelos parlamentares, especialmente através das emendas parlamentares. O relatório aponta, ainda, que a criação das emendas impositivas individuais e, posteriormente, das emendas de bancada, praticamente eliminou a principal ferramenta que os governos utilizavam para formar maiorias no parlamento.

“A eficácia das emendas foi desproporcional à dimensão das cidades: quanto menor o município, maior o volume de recursos recebidos e maior sua influência sobre o sucesso de reeleição”, afirma o relatório da consultoria, de acordo com a reportagem.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil