segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Tarcísio desiste de filiação ao PL e decide pela permanência no Republicanos

Em movimento estratégico, governador de São Paulo adia alinhamento com Bolsonaro e frustra expectativas de Valdemar Costa Neto

Tarcísio de Freitas (Foto: Patricia Cruz/Governo do Estado de SP)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, surpreendeu aliados e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao decidir manter-se no Republicanos, desistindo de sua possível filiação ao partido de Jair Bolsonaro (PL). Conforme divulgado por Igor Gadelha, do Metrópoles, Tarcísio, que vinha sendo cortejado pelo PL desde o início de seu mandato, comunicou sua decisão a interlocutores próximos nos bastidores, revelando que deverá permanecer no Republicanos até 2026, último ano de seu mandato.

Durante meses, especulações sobre a entrada de Tarcísio no PL marcaram o cenário político, com Valdemar Costa Neto confirmando publicamente que o governador estaria quase certo para se juntar ao partido após as eleições municipais de 2024. Inclusive, o Jair Bolsonaro (PL) havia comentado que a mudança estava “90% acertada”. No entanto, a decisão de Tarcísio, que evita romper com o Republicanos, partido pelo qual foi eleito, surge como uma reavaliação estratégica de seu posicionamento no cenário político nacional.

Nos bastidores, aliados de Tarcísio apontam que o governador busca estabilidade para seu governo e a manutenção de uma posição mais independente, algo que seria dificultado caso ingressasse no PL, partido intimamente associado às estratégias e demandas de Bolsonaro. Segundo essas fontes, a opção de se manter no Republicanos demonstra a disposição do governador de se distanciar de pressões externas e das expectativas bolsonaristas, reforçando sua identidade política própria.

Para Valdemar Costa Neto, que via a possível filiação de Tarcísio como um fortalecimento da aliança com Bolsonaro, a notícia representa um revés significativo. A permanência de Tarcísio no Republicanos é vista também como um sinal de que o governador paulista planeja conduzir seu mandato com maior autonomia, embora mantenha boas relações com figuras do espectro bolsonarista.

Esse movimento sugere que Tarcísio de Freitas está apostando em uma carreira política de longo prazo, na qual alianças estratégicas poderão ser moduladas conforme as demandas políticas do momento, sem um alinhamento total com a agenda do PL. Essa postura pode gerar um efeito de distanciamento em relação ao bolsonarismo mais radical, permitindo ao governador paulista explorar outras frentes no cenário político até o final de seu mandato, em 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

"Lula não precisava ganhar ou perder este ano para ser forte em 2026", diz diretor da Quaest

Felipe Nunes aponta que a maior preocupação neste momento deve ser a sucessão de Arthur Lira: "o Lula vai ter que se meter"

Felipe Nunes e Lula (Foto: Reprodução/Youtube | Ricardo Stuckert/PR)

Com a conclusão das eleições municipais, o cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes, oferece uma visão estratégica do cenário político para 2026. Em entrevista ao O Globo, Nunes afirma que, diferentemente do que muitos acreditam, o presidente Lula (PT) não precisava obter grandes vitórias para garantir sua posição nas próximas eleições presidenciais. "Lula não precisava ganhar ou perder este ano para ser forte em 2026", destacou, mencionando o histórico de que eleições municipais pouco refletem nas presidenciais. No entanto, ele alerta que, para a governabilidade do atual mandato, a sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara dos Deputados se mostra crucial. “O Lula vai ter que se meter se não quiser ficar sem governabilidade nos últimos dois anos".

A análise de Nunes também enfatiza a complexidade da eleição de 2026, na qual as emendas parlamentares e um fundo eleitoral substancial são determinantes para a baixa renovação no Congresso. De acordo com o diretor da Quaest, o poder das emendas aumentou exponencialmente nos últimos ciclos eleitorais, consolidando o peso dos prefeitos reeleitos como cabos eleitorais dos parlamentares federais. “Se o mecanismo das emendas se mantiver, teremos alto padrão de reeleição parlamentar e baixa renovação em 2026”, analisa.

● Cenário partidário e o fortalecimento do Centrão - Os resultados das eleições municipais mostram um fortalecimento dos partidos do Centrão, o que, segundo Nunes, levará a um aumento nas fusões e federações partidárias para sobreviver à cláusula de barreira em 2026. Esse cenário já era esperado como consequência da reforma eleitoral de 2017, que visava reduzir o número de legendas. No entanto, a aposta desses partidos em candidaturas majoritárias à presidência segue incerta devido ao peso ainda marcante da polarização entre PT e PL. “Existe a força do voto de opinião, e esse sim é muito mobilizado pela polarização ainda”, afirma Nunes, que considera o Congresso como o centro do poder político e econômico no país.

A sucessão de Arthur Lira na Câmara, prevista para fevereiro de 2025, é ponto de destaque para Nunes. O próximo presidente da Câmara será essencial para direcionar as emendas e decidir as pautas que dominarão o Congresso, exercendo influência direta sobre os últimos dois anos de Lula. A possibilidade de Lula evitar interferir nessa disputa não parece viável, na opinião de Nunes, que aponta que o presidente precisará agir para garantir governabilidade: “Lula sabe como foi difícil governar com Arthur Lira".

● Desafios para a esquerda e a busca por novas lideranças - Apesar de um leve crescimento em prefeituras, a esquerda não alcançou o desempenho esperado em 2024, o que traz desafios para o campo progressista. Nunes acredita que é necessário formar lideranças que dialoguem com a realidade atual da sociedade, em que temas como meritocracia, empreendedorismo e valores familiares possuem peso crescente. Além disso, ele sugere uma atenção especial ao eleitorado feminino, que tem desempenhado papel decisivo em disputas acirradas.

Entre as figuras com potencial de liderança, Nunes menciona o prefeito de Recife, João Campos (PSB), e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Ambos se destacaram por sua habilidade em conectar-se com diferentes vertentes políticas, revelando traços de carisma e empatia que, na visão do cientista político, são atributos essenciais para conquistar o eleitorado. “Campos e Paes serão lembrados pelo eleitor por sua personalidade, empatia e carisma mais do que por suas propostas,” observa Nunes, enfatizando a importância de personalidades marcantes na política brasileira.

● Bolsonaro, Boulos e a reconfiguração da direita - Por outro lado, a direita enfrenta um cenário de fragmentação. Nomes apoiados por Jair Bolsonaro sofreram derrotas significativas nas capitais, abrindo espaço para uma nova liderança emergente: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo Nunes, a força de Tarcísio o coloca como o principal representante do campo conservador, mas isso também indica uma divisão entre a direita tradicional e a direita bolsonarista. O PSD, liderado por Gilberto Kassab, também ganha destaque como moderador nesse campo, apoiando tanto candidaturas locais quanto o governo federal.

Guilherme Boulos (Psol), que teve um desempenho sólido em São Paulo, também reconfigura sua imagem, movendo-se em direção a um posicionamento mais moderado. Para Nunes, Boulos consolidou-se como uma figura carismática da esquerda, mas precisará de mais tempo para converter essa imagem em capital eleitoral.

● Pablo Marçal e a dinâmica interna da direita - Além de Tarcísio e do PSD, outro elemento novo para a direita é Pablo Marçal, que teve alta visibilidade em 2024 e mostrou apelo com a juventude e os setores mais precarizados. A ascensão de Marçal, segundo Nunes, representa um desafio que a direita moderada precisará enfrentar, pois ele possui potencial de "dinamitar" o bloco conservador, complicando o cenário para 2026.

Em resumo, Nunes aponta que tanto Lula quanto a oposição terão que trabalhar ativamente para consolidar suas bases e ampliar seu alcance. Enquanto Lula deve agir para assegurar uma base de apoio estável no Congresso, a direita precisa encontrar uma forma de manter sua unidade para não enfraquecer suas chances em 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Gleisi cobra de partidos da base apoio à reeleição de Lula

Presidente do PT sentiu o impacto de disputas com 'máquinas poderosas'

Gleisi Hoffmann (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), disse esperar que as vitórias dos partidos aliados que o governo federal tem contabilizado como suas sejam convertidas em apoio para o presidente Lula em 2026. A declaração de Gleisi embute a expectativa de que a vitória de partidos com assento no governo reforce a base governista, destaca reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

A presidente do PT lembrou que o PT só lançou candidatos em 13 capitais em prol de uma política de alianças.

"Espero que a vitória dos partidos que compõem a base, que está sendo computada como vitória do governo, possa se traduzir em apoio em 2026, para além do que já havia em 2022", disse Gleisi.

Gleisi destacou o crescimento do partido em comparação a quatro anos atrás e lembrou ainda que, em nome da governabilidade, o partido optou por apoiar candidaturas de aliados em 88 municípios com mais de 100 mil eleitores.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

'Nós derrubamos todos os arrogantes desse Estado', diz Evandro Leitão, eleito prefeito de Fortaleza

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará venceu com 50,38% dos votos válidos no 2º turno

Lula e Evandro Leitão (Foto: Ricardo Stuckert)

Eleito prefeito de Fortaleza com 50,38% (716.133) dos votos válidos, Evandro Leitão (PT) afirmou, neste domingo (27), que ele, seus apoiadores e o povo de Fortaleza derrubaram "todos os arrogantes desse Estado". A frase foi dita durante discurso do petista no comitê central, localizado na Av. Washington Soares, logo após o resultado do segundo turno, aponta reportagem do Diário do Nordeste.

"A arrogância precede a queda. Nós derrubamos todos os arrogantes desse Estado. Todos eles se juntaram, e Deus quis que todos caíssem pela sua arrogância, pela sua prepotência. Eu não vou citar nomes porque eu não sou uma pessoa que me alimento de ódio, pelo contrário. Fui muito atacado na minha honra, na minha dignidade, mas eu não abro mão. E não vai ser a política que vai me fazer mudar".

O prefeito eleito terminou o discurso afirmando que, "para essas pessoas, prepotentes, o povo deu a resposta nas urnas".

Fonte: Brasil 247 com reportagem do Diário do Nordeste

Bolsonaro é o grande derrotado do segundo turno das eleições nas capitais

Candidatos de Bolsonaro perderam em sete das nove capitais em que disputaram o voto

Jair Bolsonaro em ato na Avenida Paulista, São Paulo-SP, 7 de setembro de 2024 (Foto: Reuters)

O colunista do UOL Leonardo Sakamoto destaca as derrotas que Jair Bolsonaro sofreu no segundo turno das eleições municipais realizado neste domingo (27).

O ex-presidente perdeu as eleições em sete das 15 capitais que elegeram prefeitos no segundo turno deste domingo (27). Os candidatos do PL em Palmas (TO), Manaus (AM), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG) e Belém (PA) foram derrotados.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

MDB e PSD controlarão 38% do caixa das prefeituras brasileiras

Juntas, as duas legendas comandarão orçamentos municipais que somam R$ 489 bilhões

Moedas de real (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

O MDB e o PSD emergiram como os grandes vencedores das eleições municipais de 2024, consolidando uma significativa influência sobre os orçamentos das prefeituras no Brasil. Juntas, essas duas siglas irão gerir mais de um terço do total, correspondendo a 38% dos recursos, o que se traduz em R$ 489 bilhões .O cenário considera 5.433 cidades que enviaram dados de orçamento referentes a 2023, todos com resultado finalizado e validado pela Justiça Eleitoral.

Segundo um levantamento feito pela Folha de S. Paulo, elaborado com base nas receitas brutas de orçamento informadas pelos municípios nas Declarações de Contas Anuais (DCA) do Tesouro Nacional, vinculado ao Ministério da Fazenda, a diferença entre os dois partidos é de apenas R$ 20 bilhões, com o MDB comandando R$ 254 bilhões dos orçamentos municipais, ou 19,7% do total, enquanto o PSD ficará responsável por R$ 234 bilhões, representando 18,1%.

A reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo, onde derrotou Guilherme Boulos (Psol) no segundo turno, é um fator crucial para o controle substancial do orçamento do MDB. A capital paulista, com um orçamento de R$ 107 bilhões — o maior do país — representa 42% de tudo que estará sob gestão da sigla.

Além de São Paulo, o MDB também assumirá a responsabilidade pelas capitais Porto Alegre, Belém, Boa Vista e Macapá, que juntas somam R$ 22 bilhões. Por outro lado, o PSD, liderado por Gilberto Kassab, conquistou o maior número de prefeituras do Brasil e controla orçamentos robustos. Aproximadamente um terço do montante do partido provém de cinco capitais, destacando-se o Rio de Janeiro, com um orçamento de R$ 46 bilhões em 2023.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Bolsonaristas apontam fracasso de Nikolas Ferreira como cabo eleitoral

"Não ganhou na própria casa, mas quis se meter em São Paulo”, criticou um membro do PL

Dep. Nikolas Ferreira (PL - MG) (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Integrantes do Partido Liberal (PL) e bolsonaristas avaliam que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) saiu enfraquecido após as eleições municipais de 2024. Segundo informações apuradas pelo G1, a derrota de seu principal aliado político, Bruno Engler, na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte, levantou questionamentos sobre a eficácia de Nikolas como cabo eleitoral da direita. As informações são da jornalista Bela Megale, em sua coluna no O Globo.

Nikolas Ferreira teve participação ativa na campanha de Engler, liderando ataques contra o atual prefeito Fuad Noman (PSD), que conseguiu a reeleição. No entanto, o resultado adverso para Engler na capital mineira sinalizou, para seus correligionários, uma perda de influência política. “Não ganhou na própria casa, mas quis se meter em São Paulo”, criticou um membro do PL, fazendo referência à atuação do deputado em outras campanhas fora de Minas Gerais.

A situação foi agravada pelo apoio explícito de Nikolas a Pablo Marçal (PRTB) no primeiro turno das eleições em São Paulo. Marçal acabou fora da disputa, que se afunilou entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). A entrada do parlamentar mineiro na campanha paulista gerou desconforto na ala do PL e em bolsonaristas que apoiavam Nunes, acirrando as críticas ao seu papel como articulador político.

“Essas derrotas em capitais de grande repercussão têm o potencial de abalar o capital político de Nikolas”, avaliou um integrante do PL. A percepção é que o fracasso em apoiar candidatos vitoriosos pode comprometer sua imagem dentro da ala bolsonarista e do próprio partido, que confiou em seu prestígio para impulsionar candidaturas. Durante a campanha, Nikolas viajou pelo Brasil para apoiar candidatos do PL, mas sua estratégia de se alinhar aos setores mais radicais da direita e resistir a alianças mais amplas acabou gerando divisões internas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Vitória de Fuad Noman garante 'palanque forte' em BH para Lula em 2026, diz Alexandre Silveira

Ministro celebra vitória de Fuad e defende aliança entre PSD e PT em Minas para 2026: "centro e esquerda formam a maioria”

Alexandre Silveira e Fuad Noman (Foto: Divulgação)

A vitória de Fuad Noman (PSD) na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte, superando o bolsonarista Bruno Engler (PL), é um passo estratégico na construção de um palanque forte para o presidente Lula (PT) em Minas Gerais para as eleições de 2026, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Silveira foi uma das principais lideranças no processo de reeleição de Noman, alinhando interesses do PSD ao campo progressista em um dos maiores colégios eleitorais do país, relata Renata Agostini, do jornal O Globo.

Silveira, que preside o PSD em Minas, celebrou a aliança entre centro e esquerda que, segundo ele, representa a maioria no estado. “Centro e esquerda formam a maioria”, pontuou. Para ele, a campanha de Engler "exauriu o método do bolsonarismo de ataques e fake news", sem sucesso nas urnas. Em uma imagem icônica, o ministro posou ao lado de Fuad, ambos com bonés “Sou Lula”, após a confirmação da vitória do candidato do PSD, destacando a parceria entre ambos.

Na última eleição presidencial, Bolsonaro venceu em Belo Horizonte, mas o cenário agora se mostra mais favorável ao presidente Lula. Silveira, que almeja disputar o governo de Minas em 2026 com o apoio do presidente, também indicou que Rodrigo Pacheco, presidente do Senado e também do PSD, é outro nome forte do partido para o pleito. Com a força do PSD, que conquistou 142 prefeituras em Minas, contra apenas 35 do PT, a aliança entre os dois partidos pode ampliar a base de Lula no estado, fortalecendo as articulações do governo em um eventual segundo mandato.

Desafios à aliança com o Republicanos em São Paulo e ao combate às fake news - Apesar de o PSD estar aliado ao Republicanos, de Tarcísio de Freitas, em São Paulo, Silveira não vê obstáculos para a continuidade da parceria com o PT em Minas, como já demonstrado em outras eleições. O ministro destaca ainda que essa mesma aliança se reflete em outros estados, como Bahia e Rio de Janeiro, onde figuras influentes do PSD, como o senador Otto Alencar e o prefeito Eduardo Paes, apoiaram Lula.

Silveira também enfatizou a necessidade de combater as práticas de desinformação nas eleições e sugeriu que Noman entre com ações na Justiça Eleitoral contra Engler e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por acusações falsas e ataques pessoais que marcaram os últimos dias de campanha. Ele classificou como “delinquência” o comportamento de alguns adversários e defendeu uma postura mais firme na contenção de fake news. “Não podemos nos omitir. A disputa tem que ser na bola”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

Apenas duas mulheres foram eleitas para prefeituras de capitais

Emília Corrêa e Adriane Lopes venceram disputa neste domingo

Brasília (DF) - 27/10/2024 - Candidatas Emília Corrêa, eleita em Aracaju, e Adriane Lopes, eleita em Campo Grande. Foto: Pedro França/Agência Senado e Gilton Rosas/Divulgação
© Pedro França/Agência Senado e Gilton Rosas/Divulgação

As prefeitas eleitas Emília Corrêa (Aracaju-SE), do PL, e Adriane Lopes (Campo Grande-MS), do PP, são as únicas mulheres que estarão à frente das administrações municipais entre todas as capitais brasileiras a partir de 2025. Elas venceram as eleições em segundo turno, neste domingo (27).

Outras seis candidatas chegaram à disputa em segundo turno em capitais: Rose Modesto (em Campo Grande), do União, Natália Bonavides (em Natal), do PT, Janad Valcari (em Palmas), do PL, Maria do Rosário (em Porto Alegre), do PT, Cristina Graeml (em Curitiba), do PMB, e Mariana Carvalho (em Porto Velho), do União. O número representa queda com relação a 2020, quando as candidatas em segundo turno eram 20.

Aumento

No primeiro turno, entre todos os municípios, 724 mulheres foram eleitas, o que representa 13% das cidades que resolveram a disputa em 6 de outubro. Em 2020, foram 663 as cidades que elegeram mulheres (12%).

Segundo levantamento da Consultoria-Geral da Câmara dos Deputados, o número de mulheres eleitas (incluindo prefeitas e vereadoras) em 2024 aumentou dois pontos percentuais em relação às eleições de 2020. Elas representam 17,92% dos eleitos este ano. Nas últimas eleições, foram 15,83%. Há quatro anos, das 58 mil vagas de vereador, 9,3 mil (ou 16,13%) foram de mulheres. Em 2024, das 58,3 mil vagas, 10,6 mil (18,24%) foram ocupadas por elas.

2020

No ano de 2020, nenhuma mulher foi eleita nas capitais, enquanto nas cidades com mais de 200 mil habitantes, as elas venceram em oito: Suellen Silva (em Bauru-SP), do Patriota, Raquel Chini (em Praia Grande-SP), do PSDB, Raquel Lyra (em Caruaru-PE), do PSDB, Elisa Gonçalves (em Uberaba-MG), do Solidariedade, Elizabeth Silveira (em Ponta Grossa-PR), do PSD, Marília Campo (em Contagem-MG), do PT, Margarida Salomão (em Juiz de Fora - MG), do PT, e Paula Mascarenhas (em Pelotas - RS), do PSDB.

Fonte: Agência Brasil

TSE dará resposta rápida a notícia-crime de Boulos, diz Cármen Lúcia

Para ministra, incidente é isolado e não compromete eleições

Brasília (DF), 27/10/2024 - Presidente do TSE Carmem Lúcia faz pronunciamento no CDE 2024 - 2º turno das eleições 2024. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
© Alejandro Zambrana/Secom/TSE

A Justiça Eleitoral dará uma resposta rápida à notícia-crime do candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse nesta noite a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia. De acordo com ela, o incidente foi isolado e não compromete a credibilidade das eleições.

“Sobre um caso que acontece quando 33 milhões de eleitores estão nas urnas, com 102 candidatos e que já foi judicializado, a Justiça Eleitoral tem prazo curtíssimo e sim, será dada a resposta. Fosse um país onde ficam meses ou semanas para dar a notícia até seria razoável a ilação [de que a Justiça Eleitoral está demorando a agir]”, declarou a presidenta do TSE em entrevista coletiva para apresentar o balanço do segundo turno das eleições municipais em 2024.

Acho que um caso em 51 municípios [com disputas de segundo turno] com mais de 33 milhões de eleitores significa o êxito da Justiça Eleitoral, uma Justiça que funciona muito bem, declarou a ministra.

Sem poder opinar sobre o caso, a ministra explicou a tramitação de processos de fake news na Justiça Eleitoral. “O que temos hoje é um sistema de alerta, o assessoramento específico de enfrentamento à desinformação que faz o encaminhamento de todas as notícias que chegam. O tratamento dado pelas instituições competentes, porque se trata em parte de uma investigação, em parte de uma necessidade de o Ministério Público verificar se é caso de denúncia. Se for, há o processo que segue a tramitação regular do processo penal eleitoral”, disse.

Cármen Lúcia ressaltou que a Justiça Eleitoral está criando um procedimento para uniformizar tipos de fake news que já tiveram decisões no TSE. O objetivo é dar mais rapidez às sentenças e reduzir o volume de processos em instâncias superiores. “O repositório tem o objetivo de incluir matérias que já foram objeto de tratamento e, portanto, o juiz fazer isso automaticamente sem precisar chegar aqui [ao TSE] em outros tempos”, comentou.

Neste domingo, o governador paulista afirmou, ao lado do prefeito reeleito Ricardo Nunes (PMDB), sem apresentar provas, que integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) orientaram parentes e apoiadores a votarem em Boulos. A declaração de Tarcísio de que “teve o salve” do PCC pedindo voto em Boulos foi dada em entrevista coletiva no colégio Miguel Cervantes, na zona sul de São Paulo, onde vota o governador.

Boulos entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo por abuso de poder político e abuso no uso indevido dos meios de comunicação, contra Tarcísio. A campanha do candidato derrotado também entrou com notícia-crime no TSE contra o governador. Esse processo será relatado pelo ministro Nunes Marques, que também integra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em consulta da Radioagência Nacional (EBC), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou desconhecer suposta orientação do PCC de voto no candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (PSol). “Não chegou ao conhecimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo nenhum relatório de inteligência nem nenhuma informação oficial”, respondeu a assessoria de imprensa do TRE-SP .
Estatísticas

Durante a entrevista, a presidenta do TSE apresentou estatísticas sobre as denúncias de fake news na campanha de 2024. De 4 de junho até este domingo (27), o TSE registrou 5.234 alertas no Sistema de Alertas de Desinformação (Siade) e 3.463 ligações na linha telefônica SOS Voto. Por causa da possibilidade de denúncias repetidas nos dois canais, os números não podem ser somados.

Em relação às irregularidades eleitorais denunciadas ao aplicativo Pardal, o TSE informou ter recebido 339 queixas. A ocorrência com maior número de denúncias foi a de boca de urna, com 202 registros.

Cármen Lúcia considerou baixo o número de ocorrências e repetiu que as eleições transcorreram em clima de tranquilidade. “As pouquíssimas ocorrências aconteceram num universo de mais de 30 milhões de eleitores. Essa eleição dá a demonstração de que o clima de violência e de intolerância, as desinformações como foram tentando recriar, inventar, fraudar dados para compelir eleitores é algo fora da normalidade democrática”, destacou a ministra.

Elogiando a independência do Poder Judiciário, a ministra agradeceu aos servidores da Justiça Eleitoral por garantir uma votação que chamou de “monótona”. “Cheguei lá [em Belo Horizonte, para votar]. Não tinha fila, não tinha confusão, não tinha nada. Votei e fui para casa. Que monotonia! Queremos a monotonia democrática para depois todo mundo ir para casa, poder ter sua casa com seus entes queridos almoçando”, comentou Cármen Lúcia.

Fonte: Agência Brasil



Ministros do TSE veem como 'grave' fala de Tarcísio dizendo que PCC orientou voto em Boulos

Magistrados admitem que a declaração de Tarcísio pode ter impactado no resultado da eleição em São Paulo

(Foto: Marcello Casal Jr./Ag. Brasil)

Para dois ministros do TSE ouvidos de forma reservada pelo jornal O Globo, a declaração do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas pode ter impactado no resultado das urnas. Os magistrados acreditam ainda que a contenda pode acabar sendo analisada pela Corte.

Quando deu a declaração, Tarcísio estava ao lado de Ricardo Nunes, que disputa o segundo turno com Boulos e aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto.

Após a fala, Boulos disse que a declaração do governador 'é uma vergonha'. O Psol acionou a Justiça Eleitoral. A ação acusa Tarcísio, junto com o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e seu candidato a vice, Ricardo Mello de Araújo (PL), de “abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social”.

O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, disse que as autoridades não podem ignorar a fala do governador de São Paulo.

Em publicação no X, Messias afirma que a declaração "compromete os princípios republicanos que deveriam guiar o processo eleitoral".

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

domingo, 27 de outubro de 2024

VÍDEO – Boulos fala após derrota em SP: “Recuperamos dignidade da esquerda”


Guilherme Boulos, Marta e Alexandre Padilha discursam a apoiadores após resultado da disputada pela Prefeitura de SP neste domingo, 27 de outubro de 2024 – Foto: Reprodução

Guilherme Boulos (PSOL), após a confirmação de sua derrota na disputa pela Prefeitura de SP, declarou que, apesar do resultado, sua campanha recuperou a “dignidade da esquerda brasileira”.

Em discurso a apoiadores, o psolista afirmou que a eleição foi apenas uma batalha e que os princípios de sua campanha permanecem fortes. Ele obteve 40,65% dos votos, enquanto o candidato reeleito, Ricardo Nunes (MDB), conquistou 59,35%.

Boulos também agradeceu aos militantes e ressaltou que sua campanha foi construída em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), reafirmando o compromisso com as pautas sociais. “Uma eleição se ganha ou se perde, uma dignidade não se perde”, disse ele.

O candidato expressou gratidão à sua família, que esteve ao seu lado, mesmo diante das adversidades e ataques. Ele destacou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “maior liderança da história desse país,” e relatou conselhos que recebeu do presidente, incluindo “siga em frente e seja quem você é,” reforçando a relação estreita entre eles.

Ao lado de sua vice, Marta Suplicy, e do ministro Alexandre Padilha, Boulos também agradeceu aos candidatos Tabata Amaral (PSB) e José Luiz Datena (PSDB), que deram apoio durante a campanha. O candidato afirmou estar preocupado com a influência do “bolsonarismo e do crime organizado” na cidade de São Paulo e apelou para que os cidadãos estejam atentos a esse cenário.

Acusações de Tarcísio de Freitas

Em relação às acusações feitas pelo governador Tarcísio de Freitas, que associou Boulos ao PCC, o candidato respondeu de maneira firme, chamando as alegações de “uma vergonha.”

Ele acionou a Justiça, solicitando a cassação do governador e a inelegibilidade de Nunes, em resposta ao que classificou como jogo político de baixo nível.

Padilha também se pronunciou, afirmando que as acusações de Tarcísio são infundadas e constituem um abuso de poder.

Fonte: DCM

MDB e PSD têm os maiores números de prefeitos nas capitais brasileiras após o segundo turno das eleições municipais

As duas legendas têm cinco prefeituras cada

Gilberto Kassab (Foto: Reprodução/GloboNews)

O PSD e o MDB foram os partidos que mais elegeram prefeitos nas capitais brasileiras em 2024 (contando o primeiro e o segundo turno). As 2 legendas têm 5 prefeituras cada. A legenda emedebista comanda São Paulo (Ricardo Nunes), Boa Vista (Arthur Henrique), Belém (Igor Normando), Macapá (Dr. Furlan) e Porto Alegre (Sebastião Melo). Os pessedistas têm Belo Horizonte (Fuad Noman), Rio de Janeiro – Eduardo Paes (Rio de Janeiro), Florianópolis (Topázio Neto), Curitiba (Eduardo Pimentel) e São Luís (Eduardo Braide).

O União Brasil e o PL têm 4 prefeituras cada. O UB tem Goiânia (Sandro Mabel), Salvador (Bruno Reis), Teresina (Silvio Mendes) e Natal (Paulinho Freire). O Partido Liberal tem Aracaju (Emília Corrêa), Maceió (JHC), Rio Branco (Tião Bocalom) e Cuiabá (Abílio Brunini). As estatísticas foram publicadas na IstoÉ.

De acordo com os números, 3 partidos têm 2 prefeituras cada. É o caso do Podemos - Palmas (Eduardo Siqueira Campos), e Porto Velho (Leo Moraes). O PP comanda Campo Grande (Adriane Lopes) e João Pessoa (Cícero Lucena).

Pelos números 4 legendas têm 1 prefeito cada. O PSB tem Recife (João Campos). Em Manaus, o prefeito David Almeida (Avante) foi reeleito. O PT ganhou em Fortaleza (Evandro Leitão) e o Republicanos em Vitória (Lorenzo Pazolini).

Fonte: Brasil 247

Capitais brasileiras elegem 17 prefeitos milionários em 2024

O prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel, lidera com patrimônio de R$ 313 milhões, enquanto Abilio Brunini, de Cuiabá, tem a menor declaração entre eles

Sandro Mabel (Foto: Wilson Dias/ABr)

Dos 26 prefeitos eleitos nas capitais brasileiras em 2024, 17 declararam patrimônio milionário, com fortunas que vão de R$ 81 mil a impressionantes R$ 313 milhões. Sandro Mabel (União), eleito em Goiânia (GO), encabeça a lista como o prefeito mais rico do Brasil, com um patrimônio declarado de R$ 313,4 milhões, evidenciando uma discrepância econômica entre os novos líderes municipais das capitais.

De acordo com reportagem do G1, a soma dos patrimônios declarados de todos os eleitos ultrapassa R$ 364 milhões, conforme os dados fornecidos pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O outro extremo da lista é ocupado por Abilio Brunini (PL), eleito em Cuiabá (MT) com 53,80% dos votos válidos, que declarou um patrimônio de R$ 81.800. Com bens limitados a uma motocicleta avaliada em R$ 6.800 e um automóvel Jeep Renegade no valor de R$ 75.000, Brunini representa o menor patrimônio entre os prefeitos eleitos nas capitais, contrastando fortemente com os valores dos demais colegas.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Fuad Noman é reeleito para um segundo mandato em Belo Horizonte (vídeo)

Leia um pouco sobre o histórico do prefeito

Fuad Noman (Foto: Reprodução (Redes Sociais))

O prefeito de Belo Horizonte (MG), Fuad Noman (PSD), foi reeleito neste domingo(27), com 53% (577 mil) segundo turno contra Bruno Engler (PL), que teve 46% (553.223). Todas as urnas foram apuradas.

Fuad Noman tem 77 anos, é escritor, economista e foi servidor público de carreira do Banco Central. Ele assumiu a prefeitura de BH após a renúncia de Alexandre Kalil, que concorreu ao governo de Minas Gerais.

O atual chefe do Executivo mineiro fez parte do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como secretário-executivo da Casa Civil e do governo de Minas Gerais, onde foi secretário de Fazenda e de Transporte. Na prefeitura de BH chegou a comandar a Secretaria Municipal de Fazenda.

Fonte: Brasil 247

Evandro Leitão (PT) é eleito prefeito de Fortaleza nas Eleições 2024

Candidato petista foi eleito em segundo turno com 50,38% dos votos neste domingo (27)

Evandro Leitão, candidato a prefeito de Fortaleza (Foto: Facebook, Reprodução)
Evandro Leitão (PT), candidato a prefeito de Fortaleza (Foto: Facebook, Reprodução)

Evandro Leitão (PT) foi eleito prefeito de Fortaleza, capital do Ceará, nas Eleições 2024. Ele teve 50,38% dos votos válidos no segundo turno da disputa, ocorrido neste domingo (27), de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A médica Gabriella Aguiar (PSD) será a vice-prefeita.

Leitão disputou a eleição acirradamente com André Fernandes (PL), que recebeu 49,62% dos votos válidos no pleito. A diferença entre os candidatos foi de pouco mais de 10 mil votos.

Evandro Leitão tem 57 anos e possui formação em Ciências Econômicas pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e em Direito pela Faculdade Integrada do Ceará (FIC). É servidor público de carreira e auditor concursado da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará.

O novo prefeito eleito está no terceiro mandato como deputado estadual e atualmente presidente a Assembleia Legislativa do Ceará. Atuou como secretário estadual de Trabalho e Desenvolvimento Social na gestão do ex-governador Cid Gomes (então PDT) e foi líder do governo do petista Camilo Santana na Assembleia Legislativa. Também é conhecido por ter sido presidente do Ceará, clube atualmente na Série B do Campeonato Brasileiro.

Já Gabriella Aguiar (PSD), que será a vice-prefeita, é médica geriatra e também atua como deputada estadual, em primeiro mandato. É de família tradicional na política, com o pai Domingos Filho tendo sido vice-governador do Ceará. Também atua como professora de Geriatria e integra o corpo clínico de hospitais de Fortaleza.

Ele vai suceder o atual prefeito José Sarto (PDT), do grupo do ex-governador e ex-presidenciável Ciro Gomes. Sarto concorreu à reeleição, mas terminou apenas em terceiro lugar, ficando de fora do segundo turno. PT e PDT tiveram uma aliança de vários anos no Ceará, mas pela segunda vez estiveram separados nas eleições. Em 2022, os dois partidos já haviam lançado candidatos ao governo do Estado, com os petistas levando a melhor ao eleger Elmano de Freitas.

Fonte: NSCTotal


Com 50,9% dos votos, Luiz Caetano é eleito pela 4ª vez à Prefeitura de Camaçari

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O candidato do Partido dos Trabalhadores, Luiz Caetano foi eleito com 50,9% dos votos válidos na disputa do 2° turno em Camaçari. Em segundo lugar, o candidato Flávio Matos (União), atual presidente da Câmara Municipal, obteve 49,06% dos votos válidos. A diferença de votação entre os dois candidatos foi de pouco mais de 3 mil votos válidos. Com o resultado, a partir de 01 de janeiro de 2025, o ex-prefeito do município por três mandatos, é empossado para o seu 4° mandato no cargo mais alto do município.

A vitória consolida um histórico de bons resultados no PT em Camaçari. No primeiro turno, a sigla elegeu cinco vereadores no legislativo e Luiz Caetano recebeu o apoio de Oswaldinho (MDB), candidato independente que ficou em 3° lugar na disputa do dia 06 de outubro. Durante a campanha de segundo turno, a cidade recebeu a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em apoio a Caetano.

Ainda no segundo turno, ambas as lidernças protagonizaram acusações de violência e indícios de corrupção. No lado petista, Caetano chegou a se referir a Elinaldo, atual prefeito, e o candidato Flávio Matos como uma organização de "agiotagem". Por outro lado, foi acusado por opositores de se relacionar com facções criminosas na região.

Luiz Caetano é filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1998. Em sua carreira, já ocupou três vezes o cargo de Prefeito de Camaçari, Deputado estadual e federal.

Fonte: Bahia Notícias

Em disputa apertada, Marroni (PT) é eleito prefeito de Pelotas

Cerca de 1.200 votos garantiram a vitória ao candidato do PT na disputa contra Perondi, do PL

Fernando Marroni. Foto: Luiza Castro/Sul21

Em uma disputa apertada até o final, Fernando Marroni (PT) venceu as eleições municipais em Pelotas neste domingo (27). Ele obteve 50,36% dos votos válidos contra 49,64% de Marciano Perondi (PL). Desde 1996, em apenas uma eleição o PT não foi para o segundo turno na cidade do sul do Estado. Isso ocorreu em 2016, quando a candidata do partido foi Miriam Marroni.

Segundo o cientista político Renato Della Vechiao, a saúde foi o principal tema da eleição em Pelotas. A criação de novas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e a finalização de um novo hospital estiveram na pauta, assim como a melhoria da infraestrutura dos bairros periféricos e o transporte urbano. A enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em maio também se fez presente no debate eleitoral, com a discussão em torno das áreas de atuação da construção civil e o impacto disso no meio ambiente, mas apesar da seriedade do tema, ele não é central na disputa eleitoral.

A disputa em Pelotas também foi marcada pela decisão dos eleitores de nem mesmo levar ao segundo turno o candidato da atual prefeita, Paula Mascarenhas (PSDB). Fernando Estima terminou em terceiro lugar. Com o resultado do primeiro turno, a prefeita Paula Mascarenhas anunciou apoio ao candidato petista. O gesto foi seguido três dias depois pelo governador Eduardo Leite (PSDB), durante entrevista para o canal de televisão CNN. Adversários históricos do PT, ambos justificaram os apoios fazendo alusão ao caráter democrático de Marroni e sua capacidade de melhor governar a cidade.

Fernando Marroni foi eleito prefeito de Pelotas pela primeira vez em 2000, além de ter concorrido em 1996, 2004, 2008 e 2012. Ele terá como vice Dani Brizolara, do PSOL.

Fonte: Sul21

Mirella Almeida derrota PT e é eleita para a Prefeitura de Olinda

 

Mirella Almeida venceu com 51,38% dos votos


Mirella Almeida (PSD) foi eleita prefeita de Olinda em segundo turno, neste domingo (27). Com isso, ela, que tem 30 anos, se torna a pessoa mais jovem a ocupar o cargo. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por volta das 18h49, ela estava matematicamente eleita, com 51,27% dos votos válidos.

Junto com Mirella, foi eleito vice-prefeito Chiquinho (PSD), que é ex-jogador de futebol e tem 49 anos. Em segundo lugar, ficou Vinicius Castello (PT).

Mirella é administradora, casada e disputa sua primeira eleição em 2024. Ela chefiou diversas secretarias municipais nos dois mandatos do atual prefeito de Olinda, Professor Lupércio (PSD), que está no cargo desde 2017. Ela é esposa do vereador olindense Felipe Nascimento (PSD), sobrinho de Lupércio.

No primeiro turno das eleições deste ano, realizado no dia 6 de outubro, ela ficou em segundo lugar, com 62.289 votos, ou 30,02% dos votos válidos. Vinicius Castello teve 80.422 votos, ou 38,75% dos votos válidos.

Mirella é a terceira mulher a ser eleita prefeita de Olinda. A primeira foi Jacilda Urquiza (na época no PMDB), em 1996, e a segunda foi Luciana Santos (PCdoB), em 2000.

Durante a campanha, Mirella prometeu a construção de duas policlínicas da mulher e a reabertura da maternidade Brites de Albuquerque. Ela também propõe aumentar a cobertura do programa Saúde da Família para 85% do município.

A candidata promete ainda transformar o perfil da policlínica João de Barros Barreto em uma UPA-E, criar um programa de equidade de gênero e equidade racial em Olinda, construção de cinco creches, requalificação do 2º trecho da orla da cidade, que passaria a ter videomonitoramento em toda sua extensão. 

As informações são do g1.

PT retoma espaço e base de Lula sai vitoriosa das eleições municipais, avaliam governistas

Partido cresceu em relação a 2020, quando não governava nenhuma capital

Lula e bandeira do PT em Brasília (Foto: ABR | Divulgação)

O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, foi às redes sociais comemorar os resultados das eleições municipais. Ele afirmou que Jair Bolsonaro saiu derrotado do pleito, enquanto o presidente Lula saiu vitorioso, levando seu partido, o PT, a retomar seu espaço na política municipal. Nesse sentido, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que a base do presidente Lula, composta por partidos que vão de União Brasil a PCdoB, venceu as eleições municipais.

"Tudo indica que o PT no nível municipal retomou seu espaço. A curva de 2016 a 2024 é ascendente. Além disso, ganhamos uma Capital. Isso significa que ter @LulaOficial na Presidência da República fez diferença. Em contraponto, Bolsonaro é o maior perdedor", escreveu Lima na rede social X.

"Quem ganhou as eleições no Brasil foi a base do presidente @LulaOficial. Esqueçam @jairbolsonaro e @tarcisiogdf!", escreveu Teixeira na plataforma.

O PT conquistou Fortaleza neste domingo (27), além de outras cidades estratégicas como Pelotas (RS), Mauá (SP) e Camaçari (BA). Com os resultados, o partido ampliou seu desempenho em comparação ao pleito de 2020, quando não obteve vitórias em capitais.

Fonte: Brasil 247

Crime político de Tarcísio é a mancha no segundo turno da campanha de Boulos, diz Padilha

Em discurso, o ministro minimizou a derrota do psolista

Alexandre Padilha (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, comentou neste domingo (27) sobre as eleições municipais deste ano. Padilha, que esteve na Casa de Portugal, onde a equipe de campanha de Guilherme Boulos (PSOL) acompanhou a apuração dos votos, minimizou a derrota do psolista e associou os resultados eleitorais à disseminação de fake news.

“Estou contente com a atuação e campanha feita pelo Guilherme Boulos. Foi uma campanha que ele chegou mais perto das pessoas, [pois] em 2020 estávamos na pandemia. Mas se a mancha do primeiro turno foi o laudo falso, a mancha deste segundo turno é o crime político cometido pelo governador nesta manhã”, disse Padilha.

Neste domingo, sem apresentar provas, Tarcísio de Freitas (Republicanos) alegou falsamente que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria orientando votos a favor de Boulos.

“Nunca tinha visto mentira desse tamanho. Nunca vi um governador de Estado agindo dessa forma. Ele repetiu o laudo falso usado contra Boulos no primeiro turno. Fez isso usando o fato de ser chefe das polícias estaduais. Era tão mentira que ele não fez aquilo que deveria ser feito se fosse verdade. Ele deveria ter encaminhado de imediato ao Tribunal Regional Eleitoral e informar o Ministério da Justiça”, finalizou o ministro.

No segundo turno das eleições municipais em São Paulo, Ricardo Nunes obteve 59,35% dos votos, enquanto Boulos alcançou 40,65%.

Fonte: Brasil 247

Nunes conquista maioria das zonas eleitorais em SP, enquanto Boulos domina em três áreas específicas

Reeleito, Ricardo Nunes (MDB) venceu em 54 das 57 zonas eleitorais de São Paulo, enquanto Guilherme Boulos (PSOL) se destacou em três regiões da cidade

Ricardo Nunes e Guilherme Boulos (Foto: Edson Lopes JR./Prefeitura SP e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Ricardo Nunes (MDB) foi reeleito prefeito de São Paulo neste domingo (27), conquistando 59,35% dos votos válidos e vencendo em 54 das 57 zonas eleitorais da capital. O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, obteve 40,65% dos votos e saiu vitorioso em três zonas eleitorais: Bela Vista, Valo Velho e Piraporinha, locais onde tradicionalmente conta com apoio da população. Esse desempenho mantém o percentual que Boulos obteve no segundo turno de 2020, quando alcançou 40,62% dos votos contra Bruno Covas (PSDB).

A votação mostrou um avanço de Nunes em comparação a 2020, quando ele foi vice na chapa de Covas, que venceu em 51 zonas eleitorais. Este ano, o atual prefeito ampliou sua presença na cidade, garantindo a liderança em todas as zonas onde havia vencido no primeiro turno e ampliando a margem em outras.

No primeiro turno, Boulos liderou em 20 zonas eleitorais, principalmente em áreas onde a disputa era acirrada com Nunes e Pablo Marçal (PRTB), destaca o Uol. No entanto, a vantagem do PSOL em parte dessas regiões não se manteve no segundo turno. Boulos teve um desempenho mais concentrado nas zonas eleitorais da zona sul e centro da cidade, reduzindo sua força eleitoral em áreas onde havia liderado em 2020.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL