domingo, 20 de outubro de 2024

Cristina e Pimentel protagonizam mais um debate acalorado, com bate-boca e acusações

DebateRIC
Cristina Graeml (PMB) e Eduardo Pimentel (PSD) debatem na RICtv (Foto: Igor Corrêa/ Divulgação/ RIC)
Experiência versus inexperiência em gestão, apadrinhamento político e até questões familiares foram trazidas à baila na RICtv: "Olha o nível", chegaram a desabafar os dois candidatos

Cristina Graeml (PMB) e Eduardo Pimentel (PSD), candidatos a prefeito de Curitiba, protagonizaram na noite deste sábado (19 de outubro) mais um debate extremamente repleto de denúncias, críticas e muito bate-boca. Desta vez, o encontro foi na RICtv. E o clima foi tão quente quanto (senão até mais acalorado) do que aquele visto na Band, no começo da semana, no primeiro embate entre os candidatos que estão no segundo turno disputando a Prefeitura de Curitiba.

Denúncias, investigações e condenações contra aliados políticos; acusações de “desespero” dos dois lados; experiência versus inexperiência; e até mesmo questões familiares vieram à baila no encontro entre Cristina e Pimentel. No último bloco, inclusive, houve um momento inusitado, quando o bate-boca se tornou mais ríspido, em que os dois candidatos desabafaram usando as mesmas palavras: “Olha o nível”.

Pimentel apostou na apresentação de propostas mais detalhadas aos eleitores, mas ao mesmo tempo não deixou de “atacar” a adversária. Principalmente, recordou os problemas que rondam diversos de seus aliados, como o candidato a vice-prefeito Jairo Ferreira Filho (que responde a um processo de R$ 1 milhão por suposto golpe numa idosa e foi recentemente condenado em segunda instância num processo envolvendo quebra de contrato); o presidente do PMB no Paraná, Fabiano Santos (preso com um carro roubado dias após lançar a candidatura de Graeml); e o coordenador de campanha da candidata, Eduardo Pedrozo (processado por enriquecimento ilícito).

Cristina, naturalmente, não deixou barato. Fez críticas diversas à gestão de Rafael Greca (que tinha Pimentel como vice) na Prefeitura de Curitiba e tratou se exaltar seu próprio currículo frente ao de Pimentel (que a chamava insistentemente de inexperiente), tentando classificar o adversário como um candidato do sistema, um apadrinhado político. Também recordou a grande coligação política formada por seu adversário, dizendo que isso seria um indicativo de ‘loteamento’ do Poder Executivo. E entrou até em questões familiares, citando Nelson Slaviero, parente de Pimentel e que esteve há alguns anos na lista suja do trabalho escravo no Brasil.



Os dois grandes momentos do debate

O segundo e o terceiro bloco reservaram, talvez, dois dos principais momentos do debate entre os candidatos.

Esse primeiro momento veio já ao final do segundo bloco, quando Eduardo Pimentel começou a insistir para que sua adversária detalhasse suas propostas para a Educação de Curitiba. Cristina Graeml bem que tentou escapar de dar uma resposta mais detalhada, mas Pimentel lançou mão, então, de uma pergunta objetiva. Afinal, qual seria a porcentagem do orçamento do município que deveria ser investido na Educação?

Cristina não soube responder e tentou tergiversar, até seu tempo de fala se esgotar. Foi quando Pimentel respondeu, então, à pergunta que havia feito para a adversário, elencando na sequência suas próprias propostas para a Educação.

Já no terceiro bloco, um bate-boca mais acalorado acabou roubando a cena. Respondendo um ataque de Cristina, Pimentel disse que “podre” era a equipe que acompanhava a candidata do PMB.

“Seu vice é condenado por pirâmide financeira, investigado por estelionato. Presidente do teu partido, preso com carro roubado dois dias depois de lançar a senhora candidata. Quem está certo, quem está errado? Seu vice vai ser secretário de finanças? Se já enganou [uma idosa] com R$ 1 milhão, imagine o que vai fazer com R$ 15 bilhões [orçamento do município]?!”, acusou o candidato do PSD.

Cristina, então, passou a criticar o partido de Pimentel e nomes como Kassab e Rodrigo Pacheco, referências nacionais da legenda. Pimentei respondeu que o PMB de sua adversária apoiava Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo. E Cristina, então, apelou para questões familiares, perguntando porque seu adversário esconderia o sobrenome “Slaviero” e se isso se deveria ao seu parentesco com Nelson Slaviero, que já esteve na lista suja do trabalho escravo no Brasil.

“Parente a gente não escolhe. Vice a gente escolhe, coordenador de partido a gente escolhe, presidente do partido ao qual vamos nos filiar a gente escolhe”, rebateu Pimentel.

Foi na sequência, inclusive, que os dois candidatos começaram a desabafar, seguidamente, soltando um “Olha o nível”, com um acusando o outro de começar a usar ataques mais pessoais no debate.

Abaixo, você confere um resumo do que houve em cada bloco do debate na RICtv

Primeiro bloco: um raro momento de paz

O primeiro bloco começou com um raro momento mais pacífico no debate. Foi logo que os dois candidatos começaram o embate e, em vez de debaterem, se apresentaram aos eleitores/telespectadores. Depois disso, porém, já teve início a guerra verbal.

Pimentel, primeiro, perguntou sobre o novo Plano Diretor para a cidade. Cristina, então, disse que governaria ouvindo as pessoas, seus anseios. E seu adversário, então, a criticou dizendo que ela fala bem, mas não tem profundidade.

Na sequência, Cristina tentou associar Pimentel ao Partido dos Trabalhadores (PT), dizendo que nomes importantes da sigla do presidente Lula (como Gleisi Hoffmann e Zeca Dirceu) estariam apoiando sua candidatura. O candidato do PSD, por sua vez, respondeu acusando a informação de ser falsa, mas ressaltando que quer, efetivamente, o voto de todos os curitibanos, independente se no primeiro turno votaram em Luciano Ducci (PSB), Ney Leprevost (União), Maria Victoria (PP) ou Andrea Caldas (PSOL).

O “bang bang” continuou com Pimentel recordando que Cristina faltou a várias entrevistas ao longo da semana e questionando se ela estaria com medo de se explicar, de ter de responder sobre denúncias e investigações contra si ou seu vice-prefeito. Também citou as posições polêmicas da jornalista durante a pandemia, negando a vacina e defendendo o tratamento precoce. E ela rebateu citando as denúncias de assédio eleitoral no âmbito da Prefeitura de Curitiba e a possibilidade de seu adversário ter feito uma espécie de “loteamento” do município, em face da coligação formada pela campanha de Pimentel.

Segundo bloco: “Quanto o município deve investir em Educação?”

Se no primeiro bloco os candidatos debateram livremente, utilizando uma espécie de ‘banco de tempo’, no segundo tempo já tiveram (ou deveriam ter tido) de seguir com perguntas e respostas acerca de temas sorteados. E o primeiro tema seria “Guarda Municipal”.

Já de saída, Pimentel, em vez de comentar sobre o tema em si, tratou de recordar uma proposta de Graeml, de implementar uma tarifa de ônibus por quilômetro rodado em Curitiba – que, segundo ele, faria moradores de regiões periféricas pagarem uma passagem mais cara do que aqueles que vivem em bairros mais nobres ou centrais.

Cristina, por outro lado, assegurou que reforçaria a GM se eleita e disse que Greca não teria cumprido a promessa de contratar mais guardas, ao que Pimentel respondeu que mais de 500 agentes teriam sido contratados, além de prometer dobrar o número de botões do pânico na cidade, para mulheres em situação de violência. “Promete muito, mas faz pouco”, emendou a candidata do PMB.

Na sequência, o debate sobre a Guarda Municipal acabou seguindo para temas diversos, como a Linha Verde, o governador Ratinho Jr e até mesmo as gestões de Beto Richa, sempre com os dois candidatos trocando muitas farpas.

Isso até que o segundo tema foi sorteado: segurança no trânsito e radares. De um lado, ela criticava que a Prefeitura de Curitiba só se preocuparia em arrecadar. Do outro, ele rebatia que o município apenas seguia o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas prometia fazer algumas revisões, estudar algumas melhorias para a área em sua gestão.

E dentro desse debate que deveria ser sobre segurança no trânsito e radares, os candidatos acabaram entrando na área da Educação. Pimentel insistia para que sua adversária detalhasse as propostas que tinha para a área. Ela tentava tergiversar, sair do assunto. Até que Pimentel apresentou uma questão objetiva: afinal, qual a porcentagem do orçamento municipal que deve ser investigo na Educação? Cristina não soube responder. Pimentel, sim: “25%”, disse ele, elencando na sequência suas propostas para a área, após o tempo para manifestação da candidata se esgotar.

Terceiro bloco: mais trocar de farpas e ‘olha o nível’

No terceiro bloco, os candidatos voltaram a debater livremente. E Cristina começou perguntando o que seu adversário para reduzir o “preço abusivo” da passagem de ônibus em Curitiba, ao que Pimentel citou o novo contrato do transporte coletivo, com licitalão a ser feita no próximo ano. E também recordou a proposta da candidata de cobrar passagem conforme a distância a ser percorrida pelo usuário, o que poderia fazer quem mora mais longe pagar mais caro pelo serviço, segundo ele.

Cristina, no entanto, defgendeu que sua proposta, na realidade, reduziria a tarifa. “Não haverá aumentou da passagem de ônibus na gestão Cristina Graeml”, assegurou a candidata.

Ao ser questionada sobre como reduziria o valor da tarifa, no entanto, ela acabou recuando. “Eu não disse que reduziria, disse que vamos estudar”.

Na sequência, as coisas acabaram escalonando. Pimentel citou aqueles que estão no entorno de Cristina e as acusações ou mesmo condenações que pesam contra eles. Cristina, por sua vez, atacou quadros do PSD, partido do atual vice-prefeito, e questionou porque Pimentel “esconderia” o sobrenome Slaviero, perguntando ainda sobre Nelson Slaviero.

“Falou da prisão do presidente do meu partido, e a prisão do seu tio? É por isso que você esconde o Slaviero do seu nome?”, apontou a candidata. “Parente a gente não escolhe. Vice a gente escolhe, coordenador de partido a gente escolhe, presidente do partido ao qual vamos nos filiar a gente escolhe”, rebateu Pimentel.

Pouco depois, os dois candidatos desabafaram sobre os ataques mais pessoais. “Olha o nível”, disse primeiro Cristina. “Olha o nível”, repetiu em seguida Pimentel, com um ainda acusando o outro de ter começado com as ofensas personalíssimas.

Quarto bloco: a trégua que durou pouco

O quarto e último bloco do debate começou com uma breve trégua, com os candidatos debatendo mais propostas. Falaram mais sobre vagas em creches, sustentabilidade e mobilidade urbana.

Para pressionar a adversária, Pimentel insistiu para que ela detalhasse suas propostas. Por exemplo, que dissesse qual o percurso que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que ela própria propõe teria na cidade. Ela não soube responder. “Não dá pra trabalhar no improviso. Se ela for eleita, levará três anos pra aprender a administrar a cidade. Até lá o município já colapsou”, criticou Pimentel.

O tom do debate, então, voltou a subir. Cristina disse que não achacou servidor e não usou caixa público para fazer sua campanha. Pimentel, por sua vez, voltou a citar o candidato a vice e coordenador de campanha de Cristina e as acusações que pesam contra eles.

Fonte: Bem Paraná

Hulk decide com golaço e Atlético está na final da Copa do Brasil


Galo arranca empate para se classificar para decisão da competição

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© Pedro Souza/Atlético-MG/Direitos Reservados

O atacante Hulk mostrou mais uma vez que é o grande nome do Atlético-MG, pois marcou um golaço e garantiu a presença da equipe mineira na decisão da Copa do Brasil. A classificação veio porque o Galo encerrou o jogo de volta da semifinal, neste sábado (19) no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, com um empate de 1 a 1. Na partida de ida, em Belo Horizonte, os mineiros triunfaram por 2 a 1.


Apesar de jogar em casa, e de contar com apoio maciço de sua torcida, o Cruzmaltino em momento algum conseguiu mandar no jogo. Mas, mesmo correndo perigo em muitos momentos, o Vasco abriu o placar aos 37 minutos graças a gol em cobrança de pênalti do artilheiro argentino Vegetti. O detalhe é que a penalidade máxima foi confirmada pelo juiz após longa análise (de seis minutos) que contou com o auxílio do VAR (árbitro de vídeo).

Após o intervalo o confronto melhorou, com as duas equipes tendo oportunidades de marcar. Pelo Vasco Vegetti foi quem mais levou perigo, enquanto pelo Atlético Paulinho foi quem mais se aproximou do gol. Isso até os 36 minutos, quando Gustavo Scarpa encontrou na entrada da área Hulk, que ajeitou a bola antes de acertar um chute de curva que foi morrer no ângulo do gol defendido por Léo Jardim. A partir daí o Galo teve tranquilidade e categoria para trocar passes até o apito final.

Agora o Atlético-MG aguarda o confronto entre Corinthians e Flamengo, no próximo domingo (20) a partir das 16h (horário de Brasília), para conhecer o seu adversário na decisão da Copa do Brasil. Na partida de ida o Rubro-Negro triunfou por 1 a 0 no estádio do Maracanã.

Fonte: Agência Brasil

Corinthians garante pentacampeonato da Libertadores Feminina



Brabas do Timão derrotam Santa Fé por 2 a 0 na decisão

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© REUTERS/Cesar Olmedo/Direitos reservados

O Corinthians derrotou o Santa Fé (Colômbia) por 2 a 0, neste sábado (19) no Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção (Paraguai), para conquistar pela quinta vez na história o título da Copa Libertadores de futebol feminino (antes as Brabas já haviam garantido o título continental em 2017, 2019, 2021 e 2023).


Desta forma a equipe do Parque São Jorge também ajudou a ampliar a hegemonia do Brasil na Libertadores de futebol feminino. Considerando a conquista deste sábado, os times brasileiros somam 13 títulos em 16 Libertadores femininas disputadas. O Corinthians triunfou em cinco oportunidades, o São José em três, Santos e Ferroviária em duas cada e o Palmeiras em uma.
O jogo

O primeiro tempo da final deste sábado foi marcado pelas poucas oportunidades de lado a lado. O Corinthians até conseguia impor a sua maior qualidade técnica, mas oportunidade mesmo surgiu apenas aos 16 minutos, quando a bola foi levantada na área para Vic Albuquerque, que, com a perna direita, dominou já cortando uma adversária e com a perna esquerda chutou colocado para vencer a goleira Yessica Velásquez.
No início da etapa final o Santa Fé começou a se arriscar mais no ataque, e deu a impressão de que poderia chegar ao empate. Mas qualquer possibilidade de reação foi por terra aos 19 minutos, quando Yasmim aproveitou cobrança de falta para levantar a bola na área, onde Érika, com muita liberdade, finalizou de cabeça para dar números finais ao marcador.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 19 de outubro de 2024

Colombiano Borré garante vitória de 1 a 0 do Inter sobre Grêmio



Vitória bate o Bragantino no Barradão para deixar o Z4

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© Ricardo Duarte/Internacional/Direitos Reservados

O Internacional derrotou o Grêmio por 1 a 0, neste sábado no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e entrou de vez na briga por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro (que garante a classificação direta para a próxima edição da Copa Libertadores da América). O triunfo do Colorado foi garantido graças ao faro de gol do colombiano Borré.


Com este triunfo o Inter chegou aos 49 pontos, na 6ª posição, a apenas dois do Flamengo, 4º colocado e que foi derrotado por 2 a 0 pelo Fluminense nesta rodada. Já o Grêmio permanece com 35 pontos, agora na 12ª colocação.

O único gol da partida saiu aos 21 minutos do segundo tempo, quando o argentino Bernabéi chutou na direção da área e Borré desviou de cabeça para superar o goleiro Marchesín.
Saindo do Z4

Outra equipe a triunfar pelo placar mínimo neste sábado foi o Vitória. Jogando no Barradão, em Salvador, o Rubro-Negro bateu o Bragantino por 1 a 0 graças a um gol do atacante Everaldo.

Com o resultado o Vitória chegou aos 32 pontos, ganhando duas posições na classificação e alcançando a 16ª, fora do Z4 (zona do rebaixamento). Já o Massa Bruta permanece com 34 pontos, na 13ª colocação.

Fonte: Agência Brasil

Novorizontino perde do Mirassol e desperdiça chance de tirar o Santos da ponta da Série B



O Novorizontino perdeu a chance de tirar o Santos da liderança da Série B. Sob forte chuva, neste sábado, a equipe foi superada pelo Mirassol, por 1 a 0, no Campos Maia.

Na segunda posição, o time de Eduardo Batista está com 54 pontos, dois a menos do que o Peixe. Já os mandantes figuram em quarto lugar, com 53.

Agora, o Novorizontino volta a campo pela Série para pegar o Avaí, nessa terça-feira, às 21h30 (de Brasília), no Jorjão. Na mesma data, o Mirassol duela frente ao CRB, às 19h, no Estádio Rei Pelé.

Em outro jogo do mesmo horário, o Ceará ganhou do Ituano, por 2 a 1, no Novelli Júnior. Com 32 pontos, o Galo de Itu está em penúltimo lugar, enquanto o Vozão ocupa a quinta colocação, com 51.
O jogo

Logo no começo da partida, o Mirassol obrigou Jordi a fazer duas defesas importantes: a primeira em cabeçada à queima-roupa em cobrança de escanteio e depois em bomba de Zeca de fora da área.

Pouco depois, os mandantes abriram o placar com Dellatorre, mas o impedimento do atacante foi assinalado. Antes do intervalo foi a vez de Gabriel parar no goleiro do Novorizontino.

No segundo tempo, o Mirassol seguiu em cima e ficou perto de marcar, quando o cruzamento de Dellatorre foi em direção ao gol, porém, sem surpreender Jordi. Na sequência, Neto Pessoa pegou a sobra e emendou no travessão na primeira oportunidade clara dos visitantes.

Com a forte chuva, os times passaram a ter mais dificuldades para levar perigo. Isso, contudo, não impediu os donos da casa de abrirem o placar, aos 28 minutos. Após cobrança de escanteio, Alex Silva subiu, testou firme e contou com o desvio na trave para fazer 1 a o.

Em busca do empate, Rafael Donato cabecou, mas Muralha se esticou e impediu o tento. Com isso, o Mirassol garantiu o triunfo fundamental.

Fonte: Gazeta Esportiva

Coritiba vence o Vila Nova em jogo com expulsão, lances polêmicos e golaço

Vila Nova x Coritiba: time paranaense vence por 3 a 0, com gols de Junior Brumado, Natanael e Lucas Ronier

Vila Nova x Coritiba
Coritiba comemora gol sobre o Vila Nova (Crédito: Divulgação/Coritiba/JP Pacheco)

O Coritiba venceu por 3 a 0 o Vila Nova, nesse sábado (dia 19) à tarde, em Goiânia, no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, pela 32ª rodada da Série B. Com o resultado, a equipe paranaense ficou na 8ª posição, com 47 pontos – a seis pontos do G4. O time goiano é o 6º colocado, com 49 pontos.

Na próxima rodada, o Coxa vai a Belém (PA) enfrentar o Paysandu, nesta quarta-feira.

Mandante
O Vila Nova perdeu sua invencibilidade como mandante na Série B. Mesmo assim, segue como melhor mandante da Série B, com 11 vitórias, 4 empates e 1 derrota.

ARTILHEIROS DO CORITIBA EM 2024
● 1º Robson (ponta) 14 gols em 33 jogos
●  Matheus Frizzo (meia/extremo) 14 gols em 43 jogos
● 3º Lucas Ronier (extremo/meia) 6 gols em 38 jogos

Escalação do Coritiba
O técnico Jorginho decidiu repetir a escalação, mesmo contando com as voltas do zagueiro Maurício Antonio e do volante Zé Gabriel, recuperados. Ambos iniciaram no banco, junto com outro ex-titular: o ponta Robson.

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O 4-2-3-1 do Coritiba contra o Vila (Crédito: Reprodução/sharemytactics.com)
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O 3-2-5 do Coritiba para atacar o Vila (Crédito: Reprodução/sharemytactics.com)
Esquema tático
Jorginho manteve o esquema tático 4-2-3-1 como referênci para se defender e para as transições. Na linha de três, Josué era o armador centralizado, entre dois extremos (Lucas Ronier na direita e Matheus Frizzo na esquerda). Para atacar, o time usou o 3-2-5, com Sebá Gómez recuado, ao lado dos zagueiros. Josué e Vini Paulista eram os dois centralizados no meio-campo. Nesse formato, os dois laterais viravam pontas e os dois extremos (Ronier e Frizzo) se aproximavam no centroavante.

Escalação do Vila Nova
O goleiro Dênis Júnior (26 anos, ex-São Paulo) e o volante Cristiano (24 anos, ex-Bragantino) voltaram de suspensão, mas Dênis começou no banco. No ataque, Henrique Almeida (33 anos, ex-Coritiba) entrou na vaga de Júnior Todinho, suspenso. O ponta Emerson Urso (23 anos, ex-Botafogo-RJ) estava suspenso. O volante Arilson (ex-Coritiba) ficou entre os suplentes.

Primeiro tempo
Com postura ofensivo e bom toque de bola, o Coritiba empurrou o adversário para trás e mandou no jogo. Teve o domínio tático na maior parte do tempo, mas cometeu muitos erros individuais, desperdiçando bons ataques e permitindo dois contra-ataques perigosos do Vila Nova. Quando teve o mínimo de qualidade individual no setor ofensivo, o Coxa chegou aos gols. Aos 32, Júnior Brumado ganhou a dividida com o zagueiro e soltou uma bomba da meia-lua: 1 a 0. Aos 40, o centroavante perdeu chance clara, após cruzamento perfeito de Vini Paulista. Aos 42, Natanael tabelou com Sebá Gómez, recebeu na árae e chutou cruzado: 2 a 0.

Segundo tempo
No intervalo, o volante Arilson (ex-Coritiba) entrou no Vila Nova, na vaga de Ralf (40 anos, ex-Corinthians). O mandante perdeu gol feito já no 1º minuto, em cruzamento rasteiro de Elias e escorregão de Henrique Almeida (33 anos, ex-Coritiba) na cara do gol.

Lance polêmico e expulsão
Aos 12, Benevuto saiu jogando e foi derrubado por Igor. O árbitro não marcou falta. Igor avançou e foi derrubado por Vini Paulista, na risca da área. Pênalti apitado. Após 5 minutos de revisão no VAR, o árbitro anulou o pênalti, marcou falta fora da área e expulsou Vini Paulista.

Mudanças
Aos 20, Jorginho mudou, colocando o zagueiro Maurício Antonio e o volante Zé Gabriel nos lugares de Benevenuto e Josué. O Coxa recuou, se fechou atrás e anulou as principais jogadas do adversário. Aos 27, entraram os atacantes Figueiredo e Robson nos lugares de Brumado e Frizzo.

Pênalti em Robson e golaço no fim
Aos 33, Robson invadiu a área, driblou Dankler e foi derrubado pelo zagueiro. O VAR chamou, o árbitro verificou no monitor e anotou o pênalti. O próprio atacante cobrou e mandou para longe. Em seguida, aos 37, Jorginho colocou o meio-campista Matheus Bianqui no lugar de Sebá Gómez. Aos 41, o terceiro gol do Coxa: Bruno Melo lançou, o zagueiro furou, Ronier deu um chapéu no goleiro e completou o golaço.
Estatísticas

Nos 90 minutos, o Coritiba teve 40% de posse de bola, 13 finalizações (3 certas) e 12 faltas cometidas. O Vila terminou com 15 arremates (5 certos) e 12 faltas cometidas. Os dados são do Sofascore.

VILA NOVA 0x3 CORITIBA

● Vila Nova: Halls; Elias, Dankler, Jemmes e Rhuan; Ralf (Arilson) e Cristiano (Alex Silva); Gabriel Silva (Apodi), Igor Henrique e Alesson; Henrique Almeida (Luciano Naninho). Técnico: Luizinho Vieira

● Coritiba: Pedro Morisco; Natanael, Benevenuto (Maurício Antonio), Bruno Melo e Jamerson; Sebá Gómez (Matheus Bianqui) e Vini Paulista; Lucas Ronier, Josué (Zé Gabriel) e Matheus Frizzo (Figueiredo); Júnior Brumado (Robson). Técnico: Jorginho

Gols: Júnior Brumado (32-1º), Natanael (42-1º) e Lucas Ronier (41-2º)
● Expulsão: Vini Paulista (17-2º)
Cartões amarelos: Brumado, Benevenuto (C). Dankler (VN)
● Árbitro: Antonio Dib Moraes de Sousa (PI)
● Local: Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia (GO)

PRINCIPAIS LANCES

Primeiro tempo
• 16 – Josué tenta do bico da área. A bola vai sobre o gol.
• 23 – Cristiano tabela com Gabriel Silva, recebe na área e chuta. A zaga salva.
• 28 – Após boa troca de passes, Ronier chuta e a zaga bloqueia.
• 32 – Gol do Coritiba. Bruno Melo lança. Brumado ganha a dividida com o zagueiro, avança e chuta forte da meia-lua. A bola entra no canto.
• 40 – Vini Paulista rouba no ataque e cruza para Brumado. Livre na área, ele chuta sobre o gol.
• 42 – Gol do Coritiba. Natanael tabela com Sebá Gómez, recebe na área e chuta cruzado. O goleiro falta e aceita.

Segundo tempo
•1  – Elias passa por Jamerson e cruza rasteiro. A bola passa por Morisco. Com o gol vazio, Henrique Almeida escorrega e chuta sobre o gol.
• 2 – Ronier enfia de trivela para Frizzo, na cara do gol. Ele quase alcança.
• 7 – Falta de média distância. Frizzo cobra com um chute forte e rasteiro. A bola passa perto.
• 23 – Frizzo rouba na defesa, dispara, é puxado por Arilson, invade a área, cai e pede pênalti. O árbitro manda seguir.
• 25 – Cristiano rouba no ataque e aciona Alesson, que chuta cruzado. Morisco defende.
• 33 – Robson invade a área, dribla Dankler e é derrubado pelo zagueiro. O próprio atacante cobrou e mandou para longe.
• 41 – Gol do Coritiba. Bruno Melo lança da defesa. A zaga fura. Lucas Ronier dá um chapéu no goleiro e completa.

Fonte: Bem Paraná

Imposto para ricos, proposto por Haddad, deve arrecadar cerca de R$ 20 bilhões por ano

Especialistas alertam que arrecadação não cobre isenção do IR para salários até R$ 5 mil

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad 03/07/2024 (Foto: REUTERS/Andressa Anholete)

A criação de um imposto mínimo de 12% para milionários no Brasil, proposta pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem o potencial de aumentar a arrecadação do governo em cerca de R$ 40 bilhões por ano. No entanto, devido a estratégias de planejamento tributário, o montante efetivo deve ficar próximo a R$ 20 bilhões. As estimativas são do economista Ítalo Franca, do Santander Brasil, conforme informações obtidas pelo Broadcast e reportadas pelo Infomoney.

Analisando dados das declarações de Imposto de Renda de 2022 (ano-base 2021), Franca identificou mais de 250 mil contribuintes com rendimentos acima de R$ 1 milhão. "Apenas com a taxação dos milionários, a compensação é limitada, já que esses indivíduos podem alterar seus planos tributários para minimizar os efeitos do novo imposto", explicou o economista. "Se você taxa mais, provavelmente diminui a quantidade de dividendos. É necessário encontrar um equilíbrio."

A proposta enfrenta desafios ao tentar compensar a promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, o que resultaria em uma perda de pelo menos R$ 45 bilhões na arrecadação. O mercado financeiro demonstra preocupação com possíveis lacunas em uma reforma ampla da renda, o que poderia comprometer a neutralidade fiscal.

O ministro Haddad indicou que está considerando alternativas técnicas para apresentar ao presidente, sem prazo definido para envio ao Congresso, possivelmente adiando para 2025. Enquanto isso, a equipe econômica concentra esforços na implementação do novo sistema de tributos sobre consumo, deixando a reforma da renda em compasso de espera.

Outras simulações realizadas por Franca sugerem que, para compensar a perda fiscal com a isenção até R$ 5 mil, seria necessário um conjunto de medidas mais abrangentes. Por exemplo, criar uma faixa de cobrança de 30% a 35% para rendas acima de R$ 35 mil poderia gerar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, cobrindo apenas um terço da perda de R$ 45 bilhões. Limitações nas deduções de gastos com saúde também foram mencionadas como possíveis alternativas.

"Uma reforma da renda deveria ser discutida de forma ampla, com todos os pontos amarrados, para evitar ruídos e incertezas sobre a forma de compensar as receitas perdidas", afirmou Franca. "Em todas as estimativas, você olha muito para a foto. As pessoas vão fazer outros tipos de decisões. Tem que ser uma reforma mais ampla para ligar todos os pontos e ganhar eficiências."

Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, defende que o cenário mais justo seria aumentar o imposto da parcela mais rica sem mexer na renda menor, visando ajudar no ajuste fiscal. "Ainda não está claro como o governo quer proceder, mas, ao ser mais populista, acaba tendo mais chances de aprovação no Congresso. Infelizmente, não ajuda a acalmar os ânimos", observou.

Gabriel Barros, economista-chefe da ARX Investimentos e ex-diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), alerta que avançar na tributação da renda pode influenciar negativamente a reforma do consumo e limitar o ganho de receita que o governo almeja. "Sem centenas de bilhões de receita todo ano, a regra fiscal não fica de pé", afirmou.

Fonte: Brasil 247

Lula diz que poda de árvores era obrigação de Nunes e pede voto em Boulos

Presidente critica gestão de Ricardo Nunes e cobra soluções efetivas para os problemas de São Paulo

Presidente Lula em ato de campanha com o candidato a prefeito Guilherme Boulos e sua candidata a vice, Marta Suplicy, em São Paulo, SP, 05/10/2024 (Foto: REUTERS/Felipe Iruata)

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma live realizada neste sábado com Guilherme Boulos, candidato do Psol à prefeitura de São Paulo, fez duras críticas à atual gestão municipal, responsabilizando o prefeito Ricardo Nunes pela falta de ações preventivas que agravaram os impactos das chuvas recentes na cidade. A transmissão também serviu de palco para um contundente apoio à candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) à prefeitura paulistana, com Lula reforçando seu apelo para que a população vote no candidato no segundo turno.

O presidente foi enfático ao apontar a falta de planejamento e execução das podas de árvores como uma falha central da gestão municipal. "Era obrigação do prefeito ter podado, não podou", disse Lula, acrescentando que "todo vereador sabe que toda vez que chove, tem problema de árvore". Ele também ressaltou que a prefeitura deveria ter seguido o cronograma de podas entre os meses de maio e agosto, justamente para evitar incidentes como os que ocorreram nas últimas semanas.

Além das críticas à administração de Nunes, Lula elogiou Boulos, destacando que o candidato do PSOL oferece soluções concretas para os problemas enfrentados pela população paulistana. Durante o evento "Acredita", realizado na véspera, Boulos havia declarado que o debate não se limita a identificar responsáveis, mas também a quem pode apresentar soluções. Lula ecoou essa fala e garantiu que, caso eleito, o governo federal estaria pronto para apoiar São Paulo da mesma forma como ajudou o Rio Grande do Sul após as enchentes. "Nós vamos ajudar o povo de São Paulo da mesma forma que ajudamos o povo do Rio Grande do Sul", afirmou, mencionando a criação de programas de crédito para comerciantes e pequenos empresários que perderam bens devido à falta de energia.

Em um tom mais pessoal, Lula relembrou sua própria história de vida em São Paulo, afirmando que deve tudo à cidade que o acolheu quando ele tinha apenas sete anos. Ele falou sobre sua juventude na capital, onde trabalhou em metalúrgicas e iniciou sua trajetória como líder sindical. "São Paulo não tá na minha cabeça, São Paulo tá no meu coração", declarou emocionado. Ao final da live, Lula fez um apelo direto aos seus apoiadores: "Se vocês votaram no 13 em 2022, votem no 50 para eleger o Boulos prefeito de São Paulo", reforçando a importância de uma mudança no comando da maior cidade do país. "Me deem um presente no meu aniversário, elegendo Boulos prefeito de São Paulo", concluiu. Confira:

Fonte: Brasil 247


Em debate, Boulos acusa Nunes de ocultar contas

Candidato do PSOL levanta suspeitas sobre relações da gestão municipal com o crime

(Foto: Divulgação/TV Record)

No debate realizado pela TV Record na noite de sábado (19), o candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), desafiou o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), a abrir seu sigilo bancário. O embate entre os dois candidatos, que disputam o segundo turno das eleições, teve momentos acalorados, com acusações e perguntas diretas. Boulos afirmou que o prefeito estaria cercado por pessoas suspeitas, citando, entre elas, o cunhado de Marcola, líder da facção criminosa PCC, supostamente envolvido em obras da prefeitura, destaca o jornal Gazeta de S. Paulo.

Durante o debate, Boulos provocou Nunes dizendo: "Por que você não abre seu sigilo bancário? Quem não deve, não teme". A resposta do prefeito veio de forma contundente, negando o pedido e afirmando que Boulos não tinha o direito de exigir tal abertura. Nunes evitou entrar em detalhes sobre as acusações e manteve seu foco em defender a atual gestão, sem aceitar o desafio proposto pelo adversário.

Além das acusações financeiras, o debate também abordou temas como drogas e aborto, além de questões relacionadas à segurança pública, como o episódio recente de tiroteios na Grande São Paulo.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal Gazeta de S. Paulo

Esquerda avança em 135 cidades que apoiaram Bolsonaro em 2022

Mudança política reflete realinhamento após a eleição presidencial, com PSB, PDT e PT ganhando força em redutos bolsonaristas

Funcionária da Justiça Eleitoral com urnas eletrônicas (Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer)

As eleições municipais de 2024 trouxeram um cenário surpreendente, com a esquerda conquistando 135 prefeituras em cidades onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia vencido nas eleições gerais de 2022. Partidos como PSB, PDT e PT reverteram o domínio bolsonarista em diversos municípios, com destaque para a cidade de Coronel Pilar (RS), na Serra Gaúcha, onde Ivan Agatti (PT) conquistou 63,5% dos votos válidos, superando o candidato do PL, Lucas Antoniolli. Em 2022, Bolsonaro havia obtido 78% dos votos na cidade, evidenciando a mudança no fluxo eleitoral.

O levantamento do Metrópoles mostrou que, entre as cidades agora comandadas pela esquerda, o PSB e o PDT garantiram 52 prefeituras cada, enquanto o PT ficou com 31. O Rio Grande do Sul se destacou como o estado com mais cidades envolvidas nessa virada, somando 52 prefeituras conquistadas pela esquerda, seguido por Espírito Santo, com 16, e Minas Gerais, com 14. Segundo o professor de ciência política da UFPR, Rodrigo Horochovski, esse fenômeno reflete uma "reacomodação política" decorrente das mudanças no governo federal e no cenário nacional desde a eleição de 2022.

Horochovski aponta que a ascensão da esquerda em antigos redutos bolsonaristas é um retorno às tradições políticas brasileiras, após o crescimento de figuras "antissistema" em 2018. “O que nós vemos, no fundo, inclusive o fenômeno do centrão tem a ver com isso, é um retorno ao que mais ou menos era a política brasileira em sua tradição. Com a sua correlação de forças mais clássica, mais tradicional, embora, digamos assim”, destaca. “Então, há uma mudança no cenário da política nacional nos últimos dois anos, e eu diria que essa mudança é uma reacomodação. E dela, até o PT se beneficia”, exemplifica.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Nunes foge de pergunta sobre se com privatização, Sabesp vai ficar igual Enel

Ricardo Nunes (MDB) durante debate entre candidatos à Prefeitura de SP, realizado pela Record TV, neste sábado, 19 de outubro de 2024 – Foto: Reprodução

Neste sábado (19), às 21h, é realizado o penúltimo debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Guilherme Boulos (PSOL) e Ricardo Nunes (MDB) participaram do evento, organizado em parceria pela Record TV e o Estadão, com cobertura ao vivo do DCM.

Durante o debate, a jornalista Roseann Kennedy, do Estadão, perguntou a Ricardo Nunes se os problemas enfrentados pela Enel no fornecimento de energia poderão se repetir com a Sabesp, recém-privatizada pela gestão Tarcísio.

Nunes evitou responder diretamente à comparação com a Enel, focando em defender a regulamentação e a nova fase da Sabesp. Ele afirmou que o saneamento básico e o abastecimento de água serão aprimorados após a privatização, destacando os investimentos previstos.

“Serão 68 bilhões de reais de investimento, desse valor, 28 bilhões serão investidos aqui na cidade de São Paulo, para que possamos universalizar o serviço e garantir que 100% da rede de esgoto seja tratada até 2029”, argumentou Nunes.

O atual prefeito também mencionou a regulação estadual, afirmando que o contrato da privatização inclui cláusulas rigorosas para punir a empresa caso ela não cumpra suas obrigações. Ele insistiu que a agência reguladora do Estado continuará monitorando de perto as operações da Sabesp.

Para reforçar seu ponto, Nunes mencionou o contrato de privatização, citando um suposto trecho específico. “Você vê, por exemplo, no anexo 2 do contrato, estão listadas todas as localidades e as comodidades que precisam ser atendidas”, completou o prefeito, sem se aprofundar na pergunta sobre os problemas com a Enel.

Acompanhe o debate ao vivo no link abaixo:

Fonte: DCM

VÍDEO – Boulos chama Nunes de “cara de rato” e prefeito se revolta


Os candidatos à Prefeitura de SP, Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), durante debate na Record TV – Foto: Reprodução

No debate da Record com os candidatos à Prefeitura de São Paulo, neste sábado (19), o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) chamou seu adversário, o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), de “cara de rato”.

Ao insistir que Nunes abra seu sigilo bancário, o que tem sido ignorado por ele nos debates, Boulos afirmou: “Minha mãe sempre me disse que quem não deve, não teme. Quando tem focinho de rato, rabo de rato e cara de rato, não é ursinho carinhoso. É rato”.

O prefeito pareceu ter ficado ofendido com a declaração e pediu ao apresentador do debate, Eduardo Ribeiro, um direito de resposta, que foi negado.

“Um líder precisa mostrar [seu sigilo bancário]. Minha vida é um livro aberto, Ricardo. Por que você esconde a sua? Responda em vez de atacar”, continuou o psolista. Nunes menosprezou o pedido, como já se acostumou a fazer.

Antes do início do debate, nos estúdios, o emedebista foi questionado pelo jornalista do DCM Davi Nogueira sobre por que faltou aos últimos três debates — o prefeito foi apelidado de “fujão” após essas ausências.

Nunes respondeu afirmando que a razão foi uma reunião urgente com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com os presidentes da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da Enel, empresa responsável pela distribuição de eletricidade em São Paulo.

“Tivemos uma reunião para discutir as ocorrências da sexta-feira passada e também para avaliar as ações diante dos alertas emitidos para sexta e sábado”, explicou Nunes. “Um chamado desses, obviamente, é mais importante do que fazer campanha”, finalizou o prefeito.

Fonte: DCM

Bolsonaro choraminga indiciamento pela PF em golpe de Estado: “Nunca tomei medida concreta”

Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou em relação à notícia de que será indiciado no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022, após sua derrota nas eleições para Lula. Em uma declaração feita por telefone à coluna, ele negou qualquer intenção de decretar Estado de sítio e classificou as investigações da Polícia Federal (PF) como uma “criação” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“É mais uma da PF criativa do Alexandre [de Moraes]. Não existe decreto de Estado de sítio. O presidente que quiser decretar Estado de sítio deve enviar uma exposição de motivos pro Congresso, ouvir o Conselho da República e o Conselho da Defesa. Cadê a exposição de motivos? Não tem, porque nunca tomei nenhuma medida concreta sobre isso”, afirmou ele.

A investigação da PF se concentra na possível participação de Bolsonaro e de ex-integrantes de seu governo em um esquema que buscava desestabilizar o resultado das eleições de 2022. O indiciamento do ex-presidente e de outros ex-ministros, incluindo generais e altos funcionários militares, está previsto para acontecer em meados de novembro.

Recentemente, a PF encontrou uma minuta golpista associada a Bolsonaro, que incluía planos para contestar o resultado das eleições. O documento foi descoberto com seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, e previa a implementação de instrumentos jurídicos que poderiam permitir a anulação das eleições.

Fonte: DCM