sábado, 28 de setembro de 2024

Países preparam repatriação de cidadãos no Líbano. Brasil negocia rotas de fuga


Ataques de Israel levam os governos a organizarem a retirada de seus cidadãos do Líbano. Colômbia enviou avião neste sábado para resgatar 114 pessoas
Operação Voltando em Paz, com passageiros repatriados da Faixa de Gaza (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Os ataques de Israel ao sul do Líbano levaram diversos países a adotarem ações emergenciais para retirar seus cidadãos da região. De acordo com informações de Jamil Chade, do UOL, o governo brasileiro segue instruindo seus compatriotas a deixarem o território libanês. Embora a Força Aérea Brasileira (FAB) tenha anunciado estar pronta para uma eventual missão de evacuação, até o momento não houve mobilização concreta. "O governo brasileiro indicou que está realizando consultas com a comunidade em Beirute e negocia com países da região a autorização para criar eventuais rotas de fuga", diz a reportagem. Estima-se que cerca de 20 mil brasileiros vivam atualmente no Líbano.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi um dos primeiros líderes a anunciar medidas para retirar os colombianos do país do Oriente Médio. Segundo comunicado oficial, "começou a repatriação de nossos nacionais do Líbano", afirmou Petro. Um voo já partiu da Colômbia neste sábado (28) para resgatar 114 colombianos que completaram o processo de repatriação.

No Canadá, o governo de Justin Trudeau também iniciou esforços para retirar seus cidadãos. O ministro da Defesa, Bill Blair, anunciou que 150 soldados canadenses estão prontos para auxiliar no processo de evacuação, se necessário. Além disso, o governo canadense está reservando passagens em voos comerciais e negociando com companhias aéreas a possibilidade de fretar aviões para a retirada de seus cidadãos, que totalizam cerca de 45 mil no Líbano.

No Reino Unido, o governo tem se preparado para possíveis operações militares a partir de Chipre, que tem se tornado um ponto estratégico na região. O primeiro-ministro Keir Starmer, em pronunciamento recente, fez um apelo enfático aos britânicos que ainda permanecem no Líbano: "É muito importante que eles ouçam minha mensagem, que é sair e sair imediatamente". Para reforçar a operação, o Reino Unido deslocou 700 soldados para Chipre, além de posicionar navios da Marinha Real e aeronaves na região.


Os Estados Unidos, por sua vez, anunciaram o envio de tropas adicionais ao Oriente Médio, com o intuito de facilitar a retirada de aproximadamente 10 mil cidadãos americanos que se encontram no Líbano. Assim como outros países, os EUA também consideram utilizar Chipre como base para suas operações de evacuação.

A França, liderada por Emmanuel Macron, mantém um navio de guerra na região e já sinalizou a possibilidade de enviar mais embarcações para o Oriente Médio, caso a situação se agrave. Entre os dias 14 e 18 de setembro, marinhas da França, Itália, Grécia e Chipre realizaram um exercício militar conjunto, incluindo treinamentos específicos para evacuação de civis.
Chipre como base estratégica

A ilha de Chipre, localizada a menos de 300 quilômetros da costa libanesa, tem sido considerada por vários governos como uma alternativa estratégica para a repatriação de seus cidadãos. O presidente cipriota, Nikos Christodoulides, confirmou a disposição de seu país em colaborar com as operações de retirada: "Recebemos solicitações de vários países, não apenas da União Europeia, mas também de outros países terceiros. Estamos prontos para desempenhar esse papel em caso de necessidade", declarou o mandatário.

O aeroporto de Beirute segue operando, mas a suspensão dos voos da AirFrance reduziu significativamente as opções para a saída dos estrangeiros. Diante disso, muitos governos vêm buscando alternativas logísticas para garantir a segurança de seus cidadãos em meio à crescente tensão na região.

Enquanto isso, a comunidade internacional monitora de perto os desdobramentos no Líbano e as possíveis consequências para a estabilidade regional, que já enfrenta um cenário de incertezas e conflitos iminentes.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Juiz concede medida protetiva a marqueteiro de Nunes agredido por assessor de Marçal


Justiça de São Paulo proíbe Nahuel Medina de se aproximar de Duda Lima após agressão durante debate
Pablo Marçal, Nahuel Medina e Duda Lima (Foto: Reprodução (Redes Sociais))

A Justiça de São Paulo deferiu na sexta-feira (27) o pedido de medida protetiva feito por Duda Lima, marqueteiro da equipe de Ricardo Nunes (MDB), candidato à prefeitura de São Paulo, informa Robson Bonin, da Veja. A medida foi solicitada contra Nahuel Medina, assessor de Pablo Marçal (PRTB), que agrediu Lima durante um debate organizado pelo Grupo Flow, na segunda-feira (23).

De acordo com a decisão judicial, Medina está proibido de manter qualquer tipo de contato com Lima, seja direto ou indireto. Além disso, o agressor deverá manter uma distância mínima de 10 metros nos próximos debates eleitorais em que ambos os candidatos participarem. Fora desses eventos, a restrição imposta é de 300 metros, incluindo a obrigatoriedade de que os dois não frequentem o mesmo ambiente, mesmo que Medina chegue antes.

O advogado de Duda Lima, Daniel Bialski, não hesitou em classificar a atitude do assessor de Marçal como "covarde". Em suas palavras: "a decisão concessiva deixa claro àqueles que deturpam os fatos quem é o agressor e quem é a vítima. Foi um ato grave e covarde que a Justiça já deixa evidente que não ficará impune".

Na quinta-feira (26), o mesmo pedido de afastamento havia sido negado pela Justiça. No entanto, após a apresentação de exames médicos que comprovaram as lesões sofridas por Lima durante a agressão, a defesa do marqueteiro de Nunes optou por refazer o pedido, desta vez aceito pela Justiça.

Fonte: Brasil 247 com informações da revista Veja

Apoio de Lula traz mais votos que o de Bolsonaro no 2º turno em SP, diz pesquisa

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma pesquisa divulgada neste sábado (28) pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) aponta que 39% dos eleitores votariam no deputado federal e candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), devido ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

O psolista cresceu 3,7 pontos percentuais diante da menção do apoio de Lula.

Segundo a pesquisa, 43,1% dos entrevistados votariam no prefeito Ricardo Nunes (MDB) em um eventual segundo turno contra Boulos. No entanto, ao ser mencionado o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no emedebista, o número cai para 40,5%.
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Nunes e Boulos estão empatados tecnicamente na liderança pela intenção de votos em São Paulo. De acordo com o levantamento, o emdebista tem 26,2% das intenções de votos, enquanto o candido do PSOL registrou 24,1%. Já o influenciador Pablo Marçal (PRTB), aparece em terceiro lugar com 14,7%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de setembro, com 1.500 eleitores da capital paulista escolhidos aleatoriamente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-02679/2024

Fonte: DCM


Marçal é rejeitado por 58% dos eleitores, aponta pesquisa FESPSP

Influenciador e candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB). Foto: CNN Brasil

O influenciador e candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Pablo Marçal, é rejeitado por 58% dos eleitores, de acordo com a pesquisa FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) divulgada neste sábado (28).

Segundo o levantamento, apenas 16% dos entrevistados afirmam que “com certeza” votariam em Marçal, enquanto 18% responderam que poderiam votar no ex-coach.

O apresentador José Luiz Datena (PSDB) é o candidato mais rejeitado. Segundo a pesquisa, 64% dos eleitores não votariam no tucano.
Gráfico de rejeição dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Foto: FESPSP

Na sequência, estão Marina Helena (Novo), com 63%; Marçal; Tabata Amaral (PSB), com 51%, Guilherme Boulos (PSOL), com 49%; e Ricardo Nunes (MDB), com 40%.


A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de setembro, com 1.500 eleitores da capital paulista escolhidos aleatoriamente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-02679/2024.

Fonte: DCM

Nunes e Boulos empatam e se distanciam de Marçal, diz pesquisa FESPSP

Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB), candidatos à Prefeitura de São Paulo. Foto: Reprodução

A nova pesquisa da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), obtida com exclusividade pelo DCM, mostra Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) empatados tecnicamente na liderança pela intenção de votos em São Paulo, enquanto Pablo Marçal (PRTB) caiu para 14,7% e se descolou da dupla.

O atual prefeito da capital, atualmente com 28,3%, cresceu 6,7 pontos na comparação com o levantamento anterior, realizado em agosto. Boulos (26,8%) subiu 3,7 pontos percentuais no período e o ex-coach, que aparecia com 16,8% na última rodada, oscilou 2,1 pontos para baixo.

Na sequência, aparecem Tabata Amaral (PSB), com 9,1%; José Luiz Datena (PSDB), com 6,2%; e Marina Helena (Novo), com 1,9%. Brancos e nulos somam 7,1%, enquanto 5,2% dos entrevistados dizem que não sabem ou não responderam. 

Veja os números:

Ricardo Nunes: 28,3% (eram 21,6%)
Guilherme Boulos: 26,8% (eram 23,1%)
Pablo Marçal: 14,7% (eram 16,8%)
Tabata Amaral: 9,1% (eram 8,6%)
José Luiz Datena: 6,2% (eram 10,7%)
Marina Helena: 1,9% (eram 3,9%)
Altino Prazeres: 0,3% (eram 0,3%)
Ricardo Senese: 0,2% (eram 0,3%)
João Pimenta: 0,1% (era 0,1%)
Bebeto Haddad: 0,1% (eram 0,6%)
Branco/Nulo/Nenhum: 7,1% (eram 10,1%)
Não sabe/Não respondeu: 5,2% (eram 3,8%)
A evolução dos candidatos na corrida pela prefeitura de SP. Crédito: FESPSP

Segundo turno

Num eventual segundo turno entre Nunes e Boulos, o cenário mais provável, o prefeito venceria o deputado com uma vantagem de 7,8 pontos percentuais, segundo o levantamento. Brancos e nulos somam 13,8% e indecisos são 7,8%.

A distância entre eles era menor, de 5,7% (41,9% contra 36,2%, respectivamente) no levantamento anterior. Veja os números:
Intenção de votos para o segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo. Foto: Reprodução


Quando os eleitores são informados que eles são apoiados, respectivamente, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente Lula, o cenário se altera. Ao ser relacionado ao ex-mandatário, Nunes cai 2,6%. Boulos, por sua vez, ganha 3,7% quando o apoio do petista é citado.

Nesse cenário, Nunes tem 40,5% e Boulos, 39%, uma distância de 1,5 ponto. O número de indecisos também cai 1,3 ponto nessas condições, passando a 6,5%.
Ricardo Nunes cai com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e Guilherme Boulos sobe com apoio do presidente Lula. Foto: Reprodução


“O cenário aponta para um segundo turno mais acirrado do que imaginávamos em um primeiro momento”, afirma Tathiana Chicarino, cientista política da FESPSP. “Por liderarem as intenções de voto, a tendência é de que Nunes e Boulos se beneficiem de votos úteis de outros concorrentes em uma potencial disputa entre os dois no segundo turno”, prossegue.

A pesquisa foi feita entre os dias 23 e 25 de setembro com 1.500 eleitores da capital paulista escolhidos aleatoriamente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível e confiança é e 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-02679/2024.

Fonte: DCM

Record endurece regras para 9° debate em SP e instala detector de metais

Os candidatos que participarão do debate da Record neste sábado: Boulos, Nunes, Marçal, Datena, Tabata e Marina. Foto: reprodução

Neste sábado (28), os candidatos à Prefeitura de São Paulo voltam a se encontrar para o 9º debate das eleições municipais. O evento ocorre em meio a um cenário de tensão, após dois casos de agressões entre membros das equipes e candidatos rivais.

De acordo com a Record TV, emissora responsável pela organização, todos os convidados serão submetidos a revistas com detectores de metais, como medida preventiva após os confrontos, e o jornalista Carlos Tramontina, que mediou o evento no Flow News, denunciar a presença de seguranças armados.


O incidente mais recente aconteceu no último debate, realizado no dia 23 de setembro, quando Nahuel Medina, sócio cinegrafista da campanha de Pablo Marçal (PRTB), agrediu Duda Lima, marqueteiro da campanha do atual prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB). Antes disso, no dia 14 de setembro, José Luiz Datena (PSDB) também havia protagonizado uma cena de violência, desferindo uma cadeirada no ex-coach Pablo Marçal.

No encontro deste sábado, os seis candidatos com maior intenção de voto estarão presentes: Guilherme Boulos (PSOL), Datena, Marina Helena (Novo), Marçal, Nunes e Tabata Amaral (PSB). Medina, no entanto, não comparecerá. Em entrevista à colunista Raquel Landim, do UOL, ele afirmou que não participará dos próximos eventos.

Além disso, na sexta-feira (27), a Justiça concedeu uma medida protetiva a Duda Lima, determinando que o cinegrafista mantenha uma distância mínima de 10 metros do marqueteiro nos debates e de 300 metros em outras ocasiões.

As regras do encontro foram reforçadas pela emissora, e qualquer candidato que violar as normas será penalizado. Segundo o UOL, as campanhas foram informadas sobre o protocolo de segurança e sobre as consequências para quem descumprir as determinações.

De acordo com a Record, os candidatos que infringirem as regras serão advertidos, com perda de tempo nas considerações finais. Se houver quatro advertências, o candidato será expulso do debate. Embora, oficialmente, a emissora ainda não tenha divulgado os detalhes das regras ou do formato do evento.

A equipe de segurança foi ampliada, e cada candidato contará com um segurança desarmado. Além disso, cerca de 20 a 30 profissionais sem vínculos às campanhas estarão mobilizados durante o debate. Cada equipe poderá contar com três assessores dentro do estúdio e outros cinco em camarins reservados.

O debate está marcado para começar às 20h40, e os candidatos deverão chegar aos estúdios a partir das 18h30. A imprensa não terá acesso direto ao local e acompanhará o encontro de uma sala reservada para jornalistas. Essa medida também foi tomada para evitar possíveis tumultos e garantir que o foco se mantenha no conteúdo discutido pelos candidatos.

Fonte: DCM

Boulos diz temer “escalada de violência” e conta como tenta relaxar antes de debates


O candidato do PSOL diz que Nunes e Marçal disputam a extrema direita e que ele está crescendo na periferia
Coletiva de Guilherme Boulos com a mídia progressista. Créditos: Leandro Paiva/@leandropaivac
Coletiva de Guilherme Boulos com a mídia progressista. Créditos: Leandro Paiva/@leandropaivac

O candidato à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos, fez uma coletiva de imprensa com veículos de mídia progressistas nesta sexta (27). Ele falou sobre a escalada de atos violentos nos debates. O Diário do Centro do Mundo (DCM) esteve na entrevista.

O repórter Thiago Suman entrevistou o jornalista Carlos Tramontina, o mediador do debate no Flow News, no DCMTV. O apresentador afirmou que o candidato José Luiz Datena (PSDB) levou ao evento o Sargento Victor, PM da Rota, que estava armado.

Perguntamos a Boulos se ele sabia da presença do policial militar e o que ele achou da escalada da violência na eleição municipal, da cadeirada de Datena, passando pelo soco do assessor de Marçal e a presença de um homem armado.

“Não soube dessa informação. O que a gente vê nos debates é inédito. Não lembro de campanha eleitoral com passagem da palavra ao ato, com agressão física. Agressão verbal, bate boca, sempre existiu”, disse.

“Ir para a agressão física é algo que eu desconheço que tenha acontecido. Não sabia do homem armado no Flow e temo uma escalada de violência nos debates. É óbvio que isso é uma preocupação da campanha e para a preparação do próprio debate. Tem debate na Record. Eu estou escolado na baixaria dessa turma, depois de quase ter perdido a linha em um dos primeiros debates [quando Marçal o provocou com a carteira de trabalho]. Vou manter a tranquilidade e o pulso”.

“Quem quiser ir para a lama no debate, que vá para a lama sozinho”, completou Boulos, que diz que ouve pagode dos anos 1990 para entrar relaxado.

Falou da situação vulnerável dos motoristas de aplicativo, a possibilidade de a esquerda virar essa eleição no final e como os progressistas podem mudar o debate sobre segurança pública. Também recebeu no evento uma cartilha da Rede Progressista de Games para incorporar em seu plano de governo.
Boulos e Camila De Caso, sua coordenadora de programa de governo. Créditos: Leandro Paiva/@leandropaivac
Boulos e Camila De Caso, sua coordenadora de programa de governo. Créditos: Leandro Paiva/@leandropaivac

O candidato do PSOL acredita nas pesquisas, mas aposta numa mudança de quadro nos momentos finais das eleições, tanto em primeiro quanto em segundo turno. E quem Boulos acredita que vai crescer entre os eleitores, baseado no Datafolha, na Quaest e na Atlas Intel? A esquerda ou a extrema direita.

“Há uma diferença entre o que a pesquisa pega e o que sai na urna. Nas últimas eleições, inclusive com a ascensão de Bolsonaro em 2018, há um voto de chegada que é decidido na última semana. E ele costuma ser de esquerda ou de extrema direita”, explica.

“Vocês viram no que se transformaram os debates. Por causa do Pablo Marçal e não só por causa dele. O Ricardo Nunes se bolsonarizou. Eles mudam o conteúdo, mas o modo é o mesmo que fizeram para atacar o presidente Lula”.

“Vamos reforçar ainda mais as parcerias com o presidente Lula. Ele tem compromisso com o Poupatempo da Saúde e gravou uma peça de propaganda sobre isso. O presidente Lula já anunciou dois Institutos Federais em Cidade Tiradentes e Jardim Ângela. Já anunciou apoios para o metrô”, disse.

“Vou insistir em uma mudança na reta final. Faço um apelo para eleger vereadoras do PT, do PSOL e da nossa coligação. Isso vai ajudar a gente a ter um maior campo na Câmara. Maioria nunca tivemos, mas temos que brigar. Temos uma semana ainda. O máximo que tivemos foi 23. Temos 17. Queria 23, 24 vereadores”.

Boulos diz que fez o possível para haver uma candidatura progressista com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o PSB. “Sigo respeitando a Tabata Amaral, tenho respeito pela Tabata e vocês não viram nenhum ataque da minha parte. Ouvi coisas que não merecia. Mas a Tabata qualifica o debate”, completa.

“Os únicos candidatos que têm propostas somos eu, Tabata e o Datena, mesmo não concordando com as propostas do Datena. Ele tem uma visão. Os outros falam em ideologia de gênero, essas coisas da extrema direita”.

O candidato diz que construiu a maior frente das forças progressistas de São Paulo, com oito partidos, que encara a maior aliança da história da direita e da extrema direita, com muito tempo de televisão. Para vencer, ele aposta em agendas de ruas mais intensas com Lula.

“O segundo turno será uma guerra de duas semanas”, declarou.
Guilherme Boulos falou de violência e também da possibilidade de vencer a eleição. Créditos: Leandro Paiva/@leandropaivac
Guilherme Boulos: “Nunca o meu mestrado em psiquiatria foi tão útil”. Créditos: Leandro Paiva/@leandropaivac

A necessidade de crescer na periferia

Para Boulos e sua equipe, a campanha foi a que mais fez agendas na periferia comparada com seus adversários. O problema no crescimento é o tamanho da máquina eleitoral de Ricardo Nunes, o atual prefeito do MDB.

“Os nossos trackings, pesquisas internas, estão mostrando um crescimento contínuo na periferia. A periferia decidirá votar na última semana. Nossa reta final terá muitas carreatas e a caminhada da vitória terá a presença do próprio presidente Lula, dependendo da sua agenda”.

O candidato pretende aumentar o policiamento da Guarda Metropolitana e reclama que seu programa de segurança sai distorcido na imprensa corporativa, em portais como o Metrópoles.

“Roubo de celulares não acontece só na Paulista. Uma senhora no Capão foi roubada por um moço de moto e me perguntou: O que você tem a me dizer?. Nós temos que ter o que dizer a essa senhora”, contou.

“Se a gente mostrar na prática que dá para fazer um aumento de segurança sem incentivar os crimes contra a juventude negra periférica, pode ser um ponto de virada para toda a esquerda no debate da segurança pública. A gente tem oportunidade de sair na defensiva”.

Coordenador da campanha de Boulos, o deputado federal Rui Falcão diz que a relação entre o PT e o PSOL está muito boa na campanha, com nenhum atrito após a entrada de Marta Suplicy na vice-prefeitura. Falcão também diz que a segurança pública da candidatura foi debatida com especialistas da PUC e com jornalistas como Bruno Paes Manso. É a principal proposta do programa de governo além da saúde.
Preocupação com trabalhadores de aplicativo

Guilherme Boulos está pensando, após ouvir os próprios trabalhadores, em um projeto para ajudá-los diretamente para melhorar seu trabalho. “Temos projeto de centros de apoio aos trabalhadores de aplicativo. O objetivo deles: Ser espaço de descanso, alimentação, para carregar celular, ter apoio jurídico”.

Ele prossegue: “Tive muita conversa com motociclistas. Em 12 horas de trabalho não dá tempo nem de comer. Dizem que esse é um tema das empresas, mas eu discordo, isso é tema da cidade. Nós vamos fazer os centros? Sim ou sim. E vamos chamar essas empresas, como iFood, para eles ajudarem a custear. Vamos ganhar primeiro e tirar do papel”.

“As mortes no trânsito aumentaram. Precisamos de um programa de educação no trânsito com as escolas municipais. Pensamos nisso também no combate ao racismo, educação ambiental e outros temas. Temos também que fortalecer outros modais de transporte, como bicicletários e corredores de ônibus. Corredores de ônibus organizam o trânsito”.

Diante da demanda dos trabalhadores, dos periféricos e dos mais empobrecidos de São Paulo. o candidato quer retomar investimentos nas rádios comunitárias e nas mídias progressistas que existiram na gestão Fernando Haddad. “Muitas das denúncias do desgoverno de Nunes não encontra eco na imprensa tradicional e o trabalho de vocês é exemplar. Vamos manter a tradição de investimento na democratização da mídia”.

“Nossa campanha tem temor com Marçal, mas eu estou tranquilo com o que fiz até aqui. Por estar tranquilo, minha cabeça está tranquila. Representar o campo democrático contra dois bolsonaristas, Ricardo Nunes e Marçal, me traz um senso de responsabilidade”.

“O nível de violência pessoal, isso impacta na família. Mas cultivo uma equipe muito boa, muito parceira, e cuido da saúde mental. Nunca o meu mestrado em psiquiatria foi tão útil quanto nessa campanha”, finalizou.


Fonte: DCM

Ex-ministros de Bolsonaro têm campanhas fracassadas em três capitais; entenda

O ex-presidente Jair Bolsonaro abraçando Alexandre Ramagem, candidato no Rio de Janeiro. Foto: reprodução

Três candidatos que foram figuras-chave no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentam dificuldades na reta final das eleições municipais, com baixo desempenho nas pesquisas de opinião. Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin, Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, e Gilson Machado, ex-ministro do Turismo, todos do Partido Liberal, aparecem distantes de seus adversários e, segundo as últimas pesquisas, não devem chegar ao segundo turno em suas respectivas cidades.

No Rio de Janeiro, Ramagem aparece com 17% das intenções de voto, muito atrás do atual prefeito Eduardo Paes (PSD), que lidera com 59%, de acordo com o Datafolha. Em Recife, Gilson Machado, conhecido por suas participações musicais nas lives do ex-presidente, está com 9% das intenções de voto. Já em João Pessoa, Marcelo Queiroga tem apenas 11%, segundo pesquisa Quaest.

O enfraquecimento das candidaturas dos bolsonaristas reflete a perda de influência do ex-presidente, avalia o cientista político Leandro Consentino, do Insper. “Pesa a questão de que ele não está mais no poder. Quando você não exerce mais nenhum cargo, o fato de apoiar um candidato não tem mais tanto efeito”, explicou Consentino em entrevista ao Uol.

Marcelo Queiroga, candidato em João Pessoa, e Gilson Machado, bolsonarista de Recife. Foto: reprodução

A baixa competitividade dos apadrinhados de Bolsonaro contrasta com o desempenho de 2022, quando o ex-presidente conseguiu eleger ao menos 12 ex-integrantes de seu governo para cargos no Congresso Nacional e governos estaduais.

Nomes como Tarcísio de Freitas, que venceu Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo, Damares Alves, Marcos Pontes e Hamilton Mourão, que conquistaram vagas no Senado, e Ricardo Salles e Eduardo Pazuello, que foram eleitos deputados, estão entre os mais destacados.

Para Consentino, o contexto local é outro fator determinante nas eleições municipais. Eleitores tendem a focar em questões mais próximas de sua realidade cotidiana, como a zeladoria das cidades e a atuação de figuras políticas regionais.

“A população considera mais a dinâmica do próprio município, com preocupações mais locais. O Eduardo Paes, por exemplo, é uma liderança forte no Rio de Janeiro e conseguiu formar uma coligação ampla, superando a força de Bolsonaro”, pontuou.

O cientista político Pedro Fassoni Arruda, da PUC-SP, também observou que, com Bolsonaro fora da Presidência e inelegível até 2030 após a condenação no TSE, sua influência como cabo eleitoral diminuiu. “Vemos muito mais os candidatos a prefeito associando suas imagens aos governadores”, afirmou Fassoni.

Ele destaca o caso de Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo, que busca a reeleição com o apoio de Tarcísio de Freitas, mas com uma participação tímida de Bolsonaro, que apareceu apenas virtualmente em sua campanha.

Segundo uma pesquisa da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), o apoio explícito de Bolsonaro pode tirar votos de Nunes enquanto a referência do presidente Lula (PT) a Guilherme Boulos (PSOL), por exemplo, faz o deputado federal ganhar votos em um possível segundo turno.

Fonte: DCM

Boulos cresce com apoio de Lula e encosta em Nunes no 2º turno, diz pesquisa FESPSP

Guilherme Boulos, candidato do PSOL em SP, ao lado de Lula, presidente do Brasil. Foto: reprodução

Enquanto as pesquisas apontam uma vantagem de Ricardo Nunes (MDB), candidato à reeleição em São Paulo, sobre Guilherme Boulos (PSOL), a participação do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) podem equilibrar o pleito na capital paulista, segundo a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) em um estudo publicado na última sexta-feira (27), ao qual o DCM teve acesso.

No primeiro cenário, quando perguntados somente em quem votariam, 43,1% dos entrevistadores escolheram o atual prefeito, contra 35,3% de Boulos. Porém, após citarem o apoio de Bolsonaro, Nunes perde 2,6% das intenções de voto, ficando com 40,5%, enquanto o candidato do PSOL cresce 3,7% quando os eleitores descobrem que Lula o apoia, chegando a 39%.

Neste cenário, 14% ainda responderam que votariam em branco ou nulo, ou nenhum, e 6,5% não souberam responder.
Evolução de Boulos quando é citado o apoio de Lula. Gráfico: FESPSP


Segundo Tathiana Chicarino, cientista política da FESPSP, a entrada dessas lideranças pode reverter o quadro que aponta para uma vitória do atual prefeito. “O cenário aponta para um segundo turno mais acirrado do que imaginávamos em um primeiro momento”, explicou.

O estudo também mostra que 30,9% dos eleitores de São Paulo preferem votar em um candidato apoiado por Lula, enquanto 21,3% responderam que elegeriam um nome indicado por Bolsonaro. O apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador do estado, é influente para apenas 8,6% dos entrevistados, enquanto 34% afirmaram que essas referências não têm importância.
Importância dos apoios nos votos em São Paulo. Gráfico: FESPSP
A pesquisa também mostra a importância do eleitorado evangélico para Nunes. Segundo o estudo, 28% dos entrevistados que seguem essa religião afirmaram que votariam no candidato apoiado por Bolsonaro. Já entre os católicos, por exemplo, o nome indicado por Lula seria a escolha de 30% dos paulistanos contra 19% que votariam na referência do ex-presidente.

A diferença a favor de Boulos é ainda maior entre as pessoas que responderam seguir outras religiões. Enquanto 39% afirmaram que seguiriam a escolha do petista, apenas 17% seriam influenciados pelo político de extrema-direita.

Fonte: DCM

Líder supremo do Irã, Khamenei pede que muçulmanos enfrentem Israel após a morte de Nasrallah


Aiatolá convoca a mobilização islâmica após alegação de que Hassan Nasrallah, chefe do Hezbollah, foi morto em bombardeio israelense
Ali Khamenei Leader (Foto: Ali Khamenei Leader/Reuters)

Neste sábado, o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, fez um apelo contundente à comunidade muçulmana para apoiar o Hezbollah e o Líbano contra o que ele chamou de "regime perverso de Israel". A declaração foi feita após a notícia de que o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, teria sido morto em um ataque aéreo israelense nos subúrbios do sul de Beirute. A Reuters informou que a morte de Nasrallah, que liderou o grupo por 32 anos, ainda não foi confirmada oficialmente pelo Hezbollah, mas Israel afirmou que o ataque foi direcionado à base subterrânea do grupo.

"Devemos apoiar o povo do Líbano e o orgulhoso Hezbollah com todos os meios disponíveis e ajudá-los a enfrentar esse regime maligno," disse Khamenei em sua mensagem, publicada pela mídia estatal iraniana.

O bombardeio que teria resultado na morte de Nasrallah faz parte de uma escalada de violência entre Israel e o Hezbollah, com ataques intensificados nos últimos dias. Segundo relatos, os subúrbios do sul de Beirute, uma área fortemente controlada pelo Hezbollah, foram alvo de sucessivas explosões de grande intensidade, deixando uma cratera de pelo menos 20 metros de profundidade.

Impacto Regional

A morte de Nasrallah, se confirmada, será um golpe devastador para o Hezbollah e seus apoiadores no Irã. O líder foi uma figura chave na chamada "Eixo da Resistência", uma aliança de grupos militantes apoiados por Teerã em toda a região. Nasrallah, com seu discurso desafiador e forte liderança militar, transformou o Hezbollah de uma milícia local em uma força militar significativa no Oriente Médio, com influência além das fronteiras libanesas.

O conflito entre Israel e Hezbollah já dura décadas, mas a intensidade dos recentes confrontos gerou temores de uma escalada regional. Segundo a Reuters, as Forças Armadas de Israel estão em alerta máximo, preparando-se para um possível confronto mais amplo, que poderia envolver também o Irã e outras forças aliadas na região.

Resposta Internacional e Diplomática

França e Estados Unidos têm trabalhado nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas para intermediar um cessar-fogo temporário de 21 dias entre Hezbollah e Israel. A proposta visa abrir caminho para negociações mais amplas, mas a situação no terreno continua tensa. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu aos Estados Unidos que pressionem Israel a aceitar o cessar-fogo, enquanto o governo libanês também busca evitar uma escalada maior.

No cenário local, o governo do Líbano enfrenta uma crise adicional após um aviso de Israel à torre de controle do aeroporto de Beirute, na sexta-feira, afirmando que usaria "força" se um avião iraniano tentasse pousar no país. "A prioridade são as pessoas," disse uma fonte do Ministério dos Transportes libanês à Reuters, ao ser questionado sobre a situação.

Especulações Sobre o Futuro

A morte de Nasrallah, caso confirmada, deixará um vácuo de liderança no Hezbollah e poderá enfraquecer a aliança de resistência ao longo do Oriente Médio. No entanto, para seus seguidores e muitos na região, ele será lembrado como um líder que desafiou Israel e resistiu às pressões internacionais, enquanto para seus inimigos, sua morte será considerada um golpe significativo contra o terrorismo e a influência iraniana na região.

Conforme os ataques continuam e as tensões aumentam, a comunidade internacional observa com crescente preocupação o desenrolar desse conflito, que ameaça se transformar em uma guerra de maiores proporções.

Em meio a um cenário volátil, a declaração de Khamenei reforça a importância de Nasrallah e do Hezbollah para a estratégia iraniana na região. A escalada atual poderá moldar o futuro do Oriente Médio, com consequências tanto para a paz regional quanto para as alianças globais.

Fonte: Brasil 247

Milhares de libaneses dormem ao relento nas ruas de Beirute, após massacre israelense


Na sequência do genocídio em Gaza, Israel agora destrói prédios inteiros na capital libanesa
Libaneses ocupam ruas e praças de Beirute (Foto: AP Photo)

Milhares de residentes dos subúrbios ao sul de Beirute passaram a noite de sexta-feira, 28 de setembro, dormindo ao relento, em praças públicas e abrigos improvisados, após terem sido ordenados a evacuar suas casas antes que as forças israelenses atacassem uma área controlada pelo Hezbollah. Segundo informações da AFP, os ataques aéreos israelenses tiveram como alvo um quartel-general militar da organização, localizado sob edifícios residenciais no bairro de Dahiyeh, reduto do grupo.

De acordo com fontes militares israelenses, o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e outros membros da cúpula do grupo teriam sido mortos nos bombardeios, mas a organização ainda não confirmou oficialmente a informação.

Os ataques marcaram mais uma escalada no conflito, que tem suas raízes no apoio do Hezbollah ao Hamas, grupo que também mantém confrontos com Israel na Faixa de Gaza. Algumas horas após o início dos bombardeios, o exército israelense solicitou a evacuação de mais prédios na região, alegando que o Hezbollah possuía armazéns de mísseis avançados escondidos no local.

"Eu esperava que a guerra se intensificasse, mas pensei que seria limitada a alvos militares, não às casas de civis e crianças", disse Rihab Naseef, 56 anos, moradora do sul de Beirute, que passou a noite em um pátio de igreja. Como muitos outros, Naseef fugiu de sua casa às pressas, sem sequer levar roupas. "Nunca imaginei que deixaríamos tudo assim, tão de repente, e nos encontraríamos nas ruas", desabafou.

Fotógrafos da AFP testemunharam famílias inteiras passando a noite ao ar livre, uma cena inédita em Beirute desde a última guerra entre Israel e Hezbollah, em 2006. Milhares de outros moradores optaram por fugir da cidade.

O centro de Beirute, inclusive a Praça dos Mártires, principal espaço público da cidade, ficou lotado de famílias exaustas e preocupadas, acampadas à vista de todos. Hala Ezzedine, de 55 anos, contou que fugiu do bairro de Burj al-Barajneh, em Dahiyeh, onde os bombardeios ocorreram. "A bomba intensificou à noite, e nossa casa começou a tremer", relatou, visivelmente abalada. "O que o povo libanês fez para merecer isso?" Ezzedine lamentou que sua casa já havia sido destruída em 2006. "Eles [Hezbollah] querem a guerra, mas o que fizemos de errado?", questionou, em meio ao caos.

Os danos na cidade ainda não foram completamente avaliados, mas imagens transmitidas pela Al-Manar, televisão ligada ao Hezbollah, mostraram edifícios destruídos, ruas cobertas de escombros e colunas de fumaça pairando sobre Dahiyeh. "Estou ansiosa e com medo do que pode acontecer. Saí de casa sem saber para onde estou indo, o que acontecerá comigo, e se poderei voltar", afirmou Naseef.

Hezbollah e Israel têm trocado ataques desde outubro de 2024, após o massacre realizado pelo Hamas em território israelense, que deixou 1.200 mortos e 251 reféns. Para muitos libaneses, a perspectiva de mais uma guerra prolongada gera um clima de desespero, com muitos questionando se o país conseguirá suportar mais uma devastação tão profunda. Ao final de mais uma noite de terror, a incerteza ainda reina.

Fonte: Brasil 247

Hezbollah confirma assassinato de seu líder máximo por Israel



A Declaração foi emitida pelo Hezbollah neste sábado

Sayyed Hassan Nasrallah, líder do grupo Hezbollah (Foto: Hasan Shaaban / Reuters)


 O Hezbollah emitiu neste sábado, 28 de setembro uma Declaração, informando sobre oi assasinato de seu líder máximo, Sayed |Hassan Nasrallah. Leia abaixo a íntegra, conforme publicado em Quds Press.

“Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

“Portanto, que aqueles que trocam a vida deste mundo pela outra vida lutem pela causa de Deus. E quem luta pela causa de Deus e é morto ou vence, nós lhe daremos uma grande recompensa.

Deus Todo-Poderoso falou a verdade

Sua Eminência o Mestre, o Mestre da Resistência, o servo justo, passou para o lado de seu Senhor e Seu prazer como um grande mártir, um líder corajoso e heróico, um crente sábio, perspicaz e fiel, juntando-se à caravana imortal de mártires da luminosa Karbala no caminho divino de fé seguindo os passos dos profetas e dos imãs martirizados.

Sua Eminência Sayyed Hassan Nasrallah, Secretário Geral do Hezbollah, juntou-se aos seus grandes e imortais mártires, cuja jornada liderou durante quase trinta anos, durante os quais os conduziu de vitória em vitória, sucedendo ao mestre dos mártires da Resistência Islâmica em 1992 até a libertação do Líbano em 2000 e até à vitória divina e sustentadora em 2006 e todas as outras batalhas de honra e redenção, até à batalha de apoio e heroísmo em apoio à Palestina, a Gaza e ao povo palestiniano oprimido.

Oferecemos nossas condolências ao dono da época e do tempo (que Deus o abençoe e lhe conceda a paz), o Guardião dos Muçulmanos, Imam Sayyed Ali Khamenei, que sua sombra seja longa, as grandes autoridades, os Mujahideen, os crentes, a nação da resistência, o nosso paciente povo libanês Mujahid, toda a nação islâmica, todos os livres e oprimidos do mundo, e a sua honrada e paciente família, e felicitamos Sua Eminência o Secretário-Geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah Radwan May. Deus conceda-lhe as mais altas honras divinas, a Ordem do Imam Hussein, que a paz esteja com ele, cumprindo seus desejos mais preciosos e os mais altos níveis de fé e crença pura, como um mártir no caminho para Jerusalém e Palestina. companheiros mártires que se juntaram à sua procissão pura e sagrada após o traiçoeiro ataque sionista ao subúrbio ao sul.

A liderança do Hezbollah compromete-se com o mais elevado, mais santo e mais precioso mártir da nossa jornada, cheio de sacrifícios e mártires, a continuar a sua jihad no confronto com o inimigo, em apoio a Gaza e à Palestina, e em defesa do Líbano e da sua firme e honrada pessoa.

E aos honrados mujahideen e aos heróis vitoriosos e vitoriosos da resistência islâmica, e vocês são a confiança do amado mártir, e vocês são seus irmãos que foram seu escudo inexpugnável e a joia da coroa do heroísmo e da redenção Nosso líder, Sua Eminência. o Mestre, ainda está entre nós com seu pensamento, espírito, linha e abordagem sagrada, e você está em um pacto de lealdade e compromisso com a resistência e o sacrifício até a vitória.”

Fonte: Brasil 247

Massacre sangrento em Beirute "muda as regras do jogo", diz Irã


Bombardeios israelenses em Beirute causam centenas de vítimas, em meio a uma escalada de tensão no Líbano e advertências de retaliação do Irã e Hezbollah

Uma vista mostra danos no local do ataque israelense em Saksakiyeh, sul do Líbano, 27 de setembro de 2024 (Foto: REUTERS/Aziz Taher)

A Embaixada do Irã no Líbano classificou os recentes bombardeios de Israel nos arredores de Beirute, realizados na última sexta-feira, como uma grave escalada que “muda as regras do jogo”. Em um comunicado publicado em sua conta na plataforma X, a representação iraniana advertiu que o regime ocupante enfrentará retaliação por conta do “massacre sangrento” resultante dos ataques. A notícia foi inicialmente divulgada pela agência local de notícias, que destacou a intensidade dos bombardeios e o número expressivo de vítimas.

Os ataques aéreos israelenses atingiram mais de 30 alvos, incluindo prédios residenciais nas áreas de Burj al-Barajneh, Kafaat, Choueifat, Hadath, al-Laylaki e Mreijeh. A ação resultou na destruição de blocos inteiros de edifícios no distrito de Dahiyeh, em Beirute, sob a alegação de que o Hezbollah estaria armazenando mísseis na região. Segundo a imprensa local, o número de vítimas ultrapassa 300, tornando este um dos episódios mais violentos da recente escalada de conflitos.

Em sua declaração, a Embaixada iraniana condenou o que chamou de "massacre sangrento" e refutou as justificativas israelenses. "Mais uma vez, o regime israelense está cometendo um massacre sangrento, atingindo bairros densamente povoados e apresentando justificativas falsas para tentar encobrir o seu crime brutal", afirmaram os representantes iranianos. Eles também alertaram que “não há dúvidas de que este crime repreensível e comportamento imprudente representam uma escalada séria que muda as regras do jogo, e que seu perpetrador será devidamente punido e disciplinado”.

O Hezbollah, por sua vez, também emitiu uma declaração enfática, negando as alegações israelenses de que estaria armazenando armas nos edifícios civis alvo dos bombardeios. “O movimento de resistência nega as falsas alegações da ocupação israelense sobre a presença de armas ou depósitos de armas nos prédios civis que foram alvo nos subúrbios ao sul de Beirute”, afirmou o escritório de mídia da organização.

Os ataques mais recentes fazem parte de uma escalada contínua das ações israelenses contra o Líbano, que, nos últimos dias, se tornaram ainda mais mortíferas. Desde segunda-feira, mais de 700 pessoas perderam a vida em todo o país. Na semana anterior, Israel já havia realizado um ataque em um edifício residencial em um subúrbio ao sul de Beirute, matando 38 pessoas, entre elas três crianças, sete mulheres e Ibrahim Aqil, um dos principais comandantes do Hezbollah.

Além dos bombardeios, Israel também detonou milhares de aparelhos de pager e rádios walkie-talkie armados com explosivos por todo o Líbano, resultando em pelo menos 39 mortes e deixando 3.000 feridos. Frente a esses acontecimentos, o Hezbollah prometeu intensificar suas ações retaliatórias enquanto Israel continuar sua ofensiva em Gaza, que já causou a morte de mais de 41 mil palestinos, em sua maioria mulheres e crianças.

O cenário no Líbano se agrava à medida que os conflitos com Israel se intensificam, e a comunidade internacional teme que a violência possa se expandir ainda mais pela região. Enquanto o Hezbollah e o Irã prometem respostas firmes, as populações civis de ambos os lados continuam a pagar o preço mais alto dessa escalada, com centenas de vítimas e um clima de tensão crescente no Oriente Médio.

Fonte: Brasil 247