terça-feira, 4 de junho de 2024

Ministério da Saúde propõe universalização do Samu até 2026

 

Serviço chega a mais de 187 milhões de brasileiros em cerca de 3,9 mil municípios, o que significa dizer que 92% da população é atendida pelo Sam; defesa marca 20 anos do Samu

Ambulâncias do Samu.
Ambulâncias do Samu. (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

Agência Senado - Sob o compromisso do governo federal de ampliar investimentos e promover a universalização até 2026, o Congresso Nacional celebrou em sessão, nesta segunda-feira (3), os 20 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os participantes destacaram o atendimento como uma das maiores referências da saúde pública, reflexo de uma política de Estado já consolidada no Brasil.

Um dos requerentes da sessão, senador Humberto Costa (PT-PE), que era ministro da Saúde quando o serviço foi criado, disse que é “impossível” imaginar o atendimento de saúde sem a existência do Samu e que o serviço mudou, até mesmo, o comportamento da sociedade em relação aos primeiros socorros no Brasil. Para ele, o programa é uma típica política de Estado de sucesso porque foi legitimado pela população brasileira.

— O Samu é um conceito de atendimento de urgência extremamente importante, porque procura ser resolutivo, diferentemente do modelo de outros países, como o americano, que é eficiente, mas se baseia basicamente em fazer um mínimo de estabilização do paciente e levá-lo ao hospital. No Samu, às vezes, uma ambulância de atendimento avançado pode passar no local do atendimento duas, três horas estabilizando as pessoas, dando um primeiro atendimento resolutivo, para depois essas pessoas serem encaminhadas para o ambiente hospitalar.

Na avaliação da senadora Janaína Farias (PT-CE), signatária do requerimento para a realização da sessão, o Samu revolucionou a história da saúde pública no país. Para ela, o serviço se consolidou como exemplo de política pública bem sucedida, caracterizando-se como um verdadeiro patrimônio brasileiro. O surgimento desse tipo de atendimento, conforme Janaina, foi um divisor de água em relação a concepção de atendimento móvel de urgência. 

— O Samu vem se reiventando diante dos desafios que enfrentou em duas décadas de atuação. E segue em evolução. Em 20 anos o Samu se consolidou como ferramenta de agilidade na prestação de socorro. Hoje podemos dizer com tranquilidade que se trata de um equipamento eficiente e consolidado para os casos de urgência, sem perder de vista a necessidade de constantemente ser aprimorado. 

Universalização 

Atualmente o Samu chega a mais de 187 milhões de brasileiros em cerca de 3,9 mil municípios, o que significa dizer que 92% da população é atendida pelo serviço. De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o compromisso do governo federal é chegar em 100% do país até 2026, conforme prevê o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

A ministra disse que mesmo o Samu sendo uma política de Estado já consolidada no país, ainda houve nos últimos anos uma tentativa de enfraquecimento do serviço pela falta de renovação das frotas, equipamentos e através do baixo custeio aos municípios. Diante desse cenário ela informou que o Ministério da Saúde ainda está trabalhando intensamente com vistas a recuperação da saúde pública. 

— Essa reconstrução significa fazer valer essa política de estado que aparece, inclusive, em muitas pesquisas nacionais como aquela política em que a população mais confia. Muitas vezes aparece ao lado do Corpo de Bombeiros. Porque é exatamente essa a sensação, essa prática da evidência do salvar vidas e dá esse atendimento de qualidade a partir da inspiração do modelo francês, mas adequando esse modelo a realidade nacional. Um território de regiões de difícil acesso, fazendo chegar o Samu de Norte a Sul do Brasil, nos territórios indígenas, nos territórios quilombolas, fazendo valer o SUS dentro da linha de emergência. 

Nísia Trindade ainda informou que de 2017 a 2022 a expansão de cobertura do Samu havia parado em 82%, o que resultou em, aproximadamente, 28 milhões de brasileiros sem acesso ao serviço. 

— O nosso empenho será, e isso vai se concretizar, 100% de atendimento do Samu em 2026. É o que está no nosso Programa de Aceleração do Crescimento com 14 novas centrais de regulação, com 350 novos veículos, mas só neste ano de 2024, que representa a continuidade da modernização do Samu, nós vamos entregar 1.780 novos veículos. Então essa expansão ela é fundamental para fazer frente a política de urgência e emergência — acrescentou. 

Conformes dados do Ministério da Saúde, o atual governo aumentou em 30% no valor do custeio do programo e renovou a frota em diversos municípios. Na primeira fase do PAC, serão 1,8 mil novos veículos e 14 novas centrais, o que levará a mais de 90% de cobertura territorial. Atualmente o programa conta com orçamento de R$ 1,9 bilhão distribuídos para a manutenção de uma frota de 3.847 carros, 246 motos, 13 lanchas além de 21 equipes de resgates aeromédicos. 

Rede regulamentada

O custeio das operações do Samu é dividido entre município, Distrito Federal, estado e União. Uma operação cara, mas que posiciona o serviço como ponta de lança e excelência dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), como destacou o ex-ministro da Saúde e responsável pela estruturação do Samu, Arthur Chioro. Para ele, o serviço vai além de uma unidade de suporte básico, mas propiciou o estabelecimento de uma rede bem estruturada que tem uma peça central: a regulamentação médica de urgência. 

— Quando alguém liga para o número 192, quem atende está preparado para, com um conjunto pequeno de perguntas, fazer uma primeira seleção do que deve fazer. Em seguida, o médico regulador, como autoridade sanitária constituída, inclusive com o poder de decretar vaga zero, se necessário, tem a capacidade, em cima de uma grade pactuada de urgência e emergência, encaminhar o paciente para aquele serviço médico mais adequado para a sua necessidade. Não se trata de transportar com rapidez, mas transportar da maneira mais segura, uma vez feita a estabilização do paciente, para que ele possa ser transferido em situação segura. 

'Anjos Azuis'

Os participantes também homenagearam os cerca de 80 mil trabalhadores do Samu, reverenciando a capacidade técnica dos chamados “anjos azuis”. Esses profissionais, segundo os palestrantes, acumulam uma experiência e conhecimento que vai além de qualquer informação teórica, a exemplo da Força Nacional do SUS, que engloba profissionais de urgência e emergência que atuam em situações de grandes catástrofes, como as enchentes no Rio Grande do Sul. 

— Este é um reconhecimento simbólico muito importante, porque, efetivamente, o Samu faz a diferença. Não é por menos que os "samuzeiros" têm orgulho de serem "samuzeiros". Não é por menos que isso destaca para a gente a enorme responsabilidade não só do governo federal, da ministra Nísia Trindade, do secretário [de Atenção Especializada do Ministério da Saúde] Adriano Massuda, de toda a equipe do ministério, mas também de cada um dos secretários estaduais e secretários municipais, de protegerem as equipes do Samu — complementou, Chioro. 

Victor Leonardo Arimateia Queiroz, diretor do Samu do Distrito Federal, disse que apesar de muitos desafios, há no serviço uma vasta experiência de campo que possibilita novos avanços e modernizações com foco na melhoria do atendimento e nas condições de trabalho dos profissionais. 

— Um dos maiores patrimônios que nós temos hoje no Samu são de fato esses profissionais. Porque é na experiência desses profissionais é que nós construimos o serviço que nós temos hoje na rua. Seja aqui no DF seja em todo o Brasil. Então eu digo que se hoje o Samu fechar as portas, mantiver toda a estrutura, toda central de regulação, toda a tecnologia, todas as viaturas e eu colocar profissionais novos eu vou ter que, de fato, começar do zero. Porque eu estou construindo, como foi construída a política pública, tijolo a tijolo, eu construo também a experiência desse profissional. 

Orçamento

Para a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), que também é médica, celebrar o Samu é reconhecer a sua importância com a decisão política de colocar o serviço como prioridade no Orçamento da União. 

— Estado mínimo é menos Samu. Estado mínimo é menos Corpo de Bombeiros. Estado mínimo é menos professores, menos médicos. Então quando alguém vier defender estado mínimo dê uma olhadinha para o Samu e veja o que está acontecendo no Rio Grande do Sul. Quem está lá? O Estado brasileiro (…). Então nós aqui no Congresso temos a obrigação de defender o SUS no orçamento para fazermos justiça com o povo brasileiro em defesa da vida. 

Enquanto o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) pediu a ampliação do serviço, principalmente nas regiões mais remotas, como na cidade de Pacaraima (RR), que faz fronteira com a Venezuela. 

— Nós precisamos, pelo menos, de mais duas unidades do Samu ali na nossa fronteira. Porque são milhares de pessoas (…). Tem semanas que são mais de 30 emergências com urgências. 

Também participaram da sessão, a deputada Erika Kokay (PT-DF), além de secretários estaduais e municipais de saúde, a exemplo do representante do estado de Goiás, Rasivel dos Reis Santos Júnior; o secretário do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Jurandi Frutuoso; o secretário executivo do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Guimarães Junqueira, além de profissionais que atuam no Samu de vários estados e regiões. 

Histórico

O Samu foi criado no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do Decreto 5.055, de 27 de abril de 2004. Assinado por Lula e pelo então ministro da Saúde, Humberto Costa, o Samu é um dos componentes da Política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde e integra a Rede Assistencial Pré-Hospitalar Móvel de atendimento às urgências.

Segundo explica o Ministério da Saúde, o atendimento pré-hospitalar móvel em situações de urgência é caracterizado pela resposta rápida à vítima após um incidente que afete sua saúde, seja de natureza clínica, cirúrgica, traumática ou psiquiátrica. Este tipo de atendimento evita o agravamento da condição da vítima, minimizando o sofrimento, prevenindo sequelas ou mesmo evitando o óbito, por meio de atendimento e/ou transporte adequados.

192

O serviço é gratuito, acessado pelo número "192", funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, oferecendo orientações e enviando veículos tripulados por equipes capacitadas, acionadas por uma Central de Regulação das Urgências.

Fonte: Brasil 247 com Agência Senado

Fazenda envia ao Congresso segundo projeto de regulamentação da reforma tributária

 

Projeto de lei complementar trata da regulamentação da reforma tributária sobre o consumo e detalha o sistema de gestão e distribuição de receitas a Estados e municípios

Fernando Haddad e plenário da Câmara
Fernando Haddad e plenário da Câmara (Foto: Marcelo Camargo/ABr | Adriano Machado/Reuters)

Reuters - O governo enviou ao Congresso Nacional nesta terça-feira o segundo projeto de lei complementar para regulamentar a reforma tributária sobre o consumo, texto que detalha o sistema de gestão do novo tributo e a distribuição de receitas a Estados e municípios, informou o Ministério da Fazenda.

O projeto, segundo a pasta, regulamenta também o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD), um tributo estadual incidente sobre heranças e doações.

“Esta regulamentação, prevista na Constituição Federal, mas nunca implementada, tem como objetivo tornar mais clara a aplicação dos dispositivos constitucionais relativos a esse imposto”, disse.

Promulgada em dezembro de 2023, a reforma institui o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de alçada dos Estados e municípios, e a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), a ser gerida pela União. Também é criado o Imposto Seletivo, tributo que visa desestimular o consumo de produtos e serviços nocivos à saúde e ao meio ambiente.

O projeto enviado nesta terça-feira traz as regras de funcionamento do Comitê Gestor do IBS, que definirá diretrizes e coordenará a atuação das administrações tributárias dos Estados e municípios.

O Conselho Superior, instância máxima de deliberação do comitê, será formado por 27 membros representando cada Estado e o Distrito Federal, e outros 27 membros representantes do conjunto dos municípios.

O projeto estabelece que a União custeará, por meio de financiamento, as despesas necessárias à instalação do Comitê Gestor do IBS de 2025 a 2028, no montante de até 3,8 bilhões de reais.

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Inscrições para concurso da Justiça Eleitoral começam nesta terça


Provas serão aplicadas em 22 de setembro

 As inscrições para o concurso unificado da Justiça Eleitoral começam nesta terça-feira (4), às 17h, e poderão ser feitas até 18 de julho, às 18h, no horário oficial de Brasília.

Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e 26 tribunais regionais eleitorais (TREs) oferecerão 389 vagas, sendo 116 para cargos de analista judiciário e 273 para cargos de técnico judiciário, além da formação de cadastro reserva. A remuneração mensal varia de R$ 8.529,65 a R$ 13.994,78, conforme o cargo de admissão. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais.

A previsão do TSE é de que as provas objetivas e a prova discursivas sejam aplicadas de forma simultânea em 22 de setembro de 2024, nas cidades sedes dos tribunais eleitorais.

Inscrição

A inscrição para o processo seletivo da justiça eleitoral de 2024 deve ser feita pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), a empresa que organizará o concurso.

A solicitação de inscrição com isenção de taxa também pode ser feita a partir de 17 horas desta terça-feira-feira, no mesmo endereço eletrônico. O edital prevê duas situações para o pedido de isenção. O candidato deve ser membro de família de baixa renda, inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), e ser doador de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde, conforme a Lei nº 13.656/2018.

Para concorrer a uma das vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD), o candidato deverá enviar, via upload, a imagem legível do laudo assinado por médico da área da deficiência do candidato, com a data de emissão de, no máximo, 36 meses anteriores ao último dia de inscrição neste concurso público.

A taxa de inscrição custa R$ 130, para quem quer concorrer aos cargos de analista judiciário, e R$ 85, para os cargos de técnico judiciário.

Para pagamento da taxa de inscrição, o candidato deverá usar a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança), gerada na conclusão do preenchimento da ficha de inscrição online, no site do Cebraspe. O documento pode ser pago em qualquer banco, em casas lotéricas e agências bancárias. Se o candidato optar pelo pagamento via Pix, deve usar o QR code apresentado na GRU Cobrança.

Distribuição dos cargos

edital do certame foi publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira (29).

De acordo com o documento oficial, os cargos para várias especialidades serão distribuídos entre os tribunais regionais eleitorais (TRE) participantes de 26 unidades da federação. Apenas a corte eleitoral de Tocantins não participará do concurso unificado, porque ainda há concurso válido na unidade.

As vagas para o cargo de analista judiciário, são para diversas especialidades, como administrativa, contabilidade, arquitetura, arquivologia, biblioteconomia, enfermagem, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia mecânica, estatística, medicina (clínica médica), medicina (psiquiatria), medicina do trabalho, odontologia, psicologia, serviço social, tecnologia da informação. Há ainda vagas para área judiciária.

Já para os cargos de técnico judiciário, são três especialidades: administrativa, agente da polícia judicial e programação de sistemas

As vagas a serem preenchidas com a seleção de 2024 serão distribuídas aos seguintes tribunais:

·         Tribunal Superior Eleitoral;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Acre;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Amapá;

·         Tribunal Regional Eleitoral da Bahia;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Ceará;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Goiás;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Pará;

·         Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Paraná;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Piauí;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte;

·         Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Roraima;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina;

·         Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe;

·         Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

Economia do país cresce 2,5% no primeiro trimestre, aponta IBGE

 

Comparação é com o mesmo período de 2023


A economia brasileira cresceu 2,5% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) apresentou alta de 0,8%.

No acumulado de 12 meses, o crescimento da economia do país soma 2,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chega a R$ 2,7 trilhões de reais.

Em um recorte setorial, a indústria e os serviços cresceram 2,8% e 3% respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a agropecuária foi o único setor que registrou queda, de 3%.

"Pelas questões climáticas, especialmente o El Niño [aquecimento das águas do oceano Pacífico], já se sabia que não seria um ano bom para a agropecuária", explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Ela ressalta que a pecuária está crescendo este ano, mas o comportamento da agricultura pesa mais no PIB.

O crescimento da indústria foi influenciado pelas indústrias extrativas (5,9%), que registraram o melhor resultado influenciadas pela alta tanto da extração de petróleo e gás como de minério de ferro. Houve destaque também na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (4,6%), especialmente para o consumo residencial.

A queda da agropecuária se explica por alguns produtos agrícolas que têm safras significativas no primeiro trimestre, mas apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como soja (- 2,4%), milho (- 11,7%), fumo (- 9,6%), e mandioca (- 2,2%).

O consumo das famílias (4,4%) e as despesa do governo (2,6%) tiveram alta na comparação com o primeiro trimestre de 2023.

A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mostra o nível de investimento da economia, avançou 2,7%. As exportações cresceram 6,5%; enquanto as importações, 10,2%.

“Em 2022 e 2023, o setor externo havia contribuído positivamente, com as exportações crescendo mais do que as importações. Nesse primeiro trimestre essa contribuição virou negativa. Estamos importando muitas máquinas e equipamentos e bens intermediários e o Real se valorizou”, contextualiza Rebeca Palis.

No primeiro trimestre de 2024, a taxa de investimento foi de 16,9% do PIB, abaixo dos 17,1% registrados no primeiro trimestre de 2023.

Comparação trimestral

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, ou seja, os três últimos meses de 2023, a alta de 0,8% representa uma retomada, após o recuo de 0,1% no fim do ano passado. Esse resultado de 0,8% é o maior desde o segundo trimestre de 2023, quando a economia cresceu 0,9%.

O setor de serviços puxou a variação positiva, com alta de 1,4% e destaque para “o comércio varejista e os serviços pessoais, ligados ao crescimento do consumo das famílias, a atividade de internet e desenvolvimento de sistemas, devido ao aumento dos investimentos e os serviços profissionais, que transpassam à economia como um todo”, explica a coordenadora do IBGE.

“Nesse trimestre tivemos um crescimento da economia totalmente baseado na demanda interna”, completa.

Ela aponta que o crescimento do consumo das famílias foi motivado pela melhoria do mercado de trabalho e pelas taxas de juros e de inflação mais baixas, além da continuidade dos programas governamentais de auxílio às famílias.

Com mais consumo das famílias, a taxa de poupança foi de 16,2%, ante 17,5% no mesmo trimestre de 2023.

Acumulado

O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados em março de 2024, comparado ao mesmo período de 2023, cresceu 2,5%. Nessa comparação, houve altas na agropecuária (6,4%), na indústria (1,9%) e nos serviços (2,3%).

Rio Grande do Sul

Os dados divulgados nesta terça-feira ainda não têm influência do efeito da tragédia climática causada pelas chuvas de abril e maio no Rio Grande do Sul.

“Isso só vai aparecer quando tivermos as próprias pesquisas mensais referentes a esse período”, diz Rebeca. Segundo ela, o estado gaúcho representa cerca de 6,5% do PIB nacional, e os municípios afetados respondem por aproximadamente metade desse valor.

“A gente vai ter que analisar melhor quando tivermos os dados, mas sabemos que a pecuária foi afetada, estradas, comércio...”.

Fonte: Agência Brasil

“Boa notícia”: os motivos para o crescimento do PIB, segundo Miriam Leitão

 

Moedas de 1 real. Foto: reprodução

Nesta terça-feira (4), a colunista Míriam Leitão, do Globo, destacou como “boa notícia” o crescimento do PIB de 0,8% no primeiro trimestre de 2024. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Confira alguns trechos:

O primeiro trimestre do ano foi bom, o PIB cresceu 0,8%, frente ao trimestre anterior, mais do que o inicialmente previsto pelo mercado. Além disso, houve queda do desemprego e queda da inflação, dois dados que não costumam cair juntos.

Isso é ainda mais notável quando há um aumento da renda, como houve. Entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou US$ 78,3 bi, 3,2% mais do que no ano passado. Tanto a exportação, quanto o saldo de US$ 19 bi, foram recordes.  (…)

A desinflação tem sido rápida. Para se ter uma ideia, a inflação que terminou o ano passado em 4,62%, chegou em março meio ponto mais baixa, em 3,9%. Em abril, o acumulado em doze meses foi de 3,69%, quase um ponto percentual menor em apenas quatro meses. O ano será muito diferente de 2023.

Exportação - ChinaContainers em um dos portos da China. Foto: reprodução

— O destaque é o oposto do que foi no ano anterior. Em 2023, o crescimento foi basicamente o agro. Desta vez, o destaque são os serviços, mas há três impulsos, o primeiro é o mercado de trabalho muito forte. É impressionante, a taxa de desemprego não para de cair, tanto no IBGE, quanto no Caged. O segundo impulso tem a ver com o crédito. E o terceiro impulso, que explica a história dos serviços, é o gasto público. A expansão fiscal pode trazer preocupação no médio prazo, mas no curto prazo ajuda o crescimento — diz o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani. (…)

Independentemente do número, o que os economistas têm repetido é que a qualidade desse crescimento será maior do que o do ano passado, que foi muito concentrado num único setor, o agronegócio. Nos dados divulgados hoje pelo IBGE, o crescimento estará mais espalhado pela economia, como um todo.

Apesar das notícias boas do trimestre, a tragédia do Rio Grande do Sul impedirá que se reveja para cima as previsões para o ano. O PIB gaúcho deve ter uma queda de 20% a 30% no segundo semestre, o que é muito forte, mas ao mesmo tempo deve ter uma recuperação rápida, na estatística, como efeito dos estímulos da reconstrução. Ainda que o estado precise de tempo para se recuperar de toda a violência da crise climática, os indicadores do ano econômico devem mostrar um mergulho no segundo trimestre e dados positivos nos últimos trimestres.

Fonte: DCM



Flávio Bolsonaro irá fazer ajustes em trechos da PEC das Praias; saiba quais


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: reprodução

 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com o domínio da União sobre terrenos de marinha, anunciou que fará duas mudanças no texto do projeto. A proposta tem sido alvo de críticas devido a possíveis brechas que poderiam levar à privatização de praias no Brasil.

As alterações têm como objetivo mitigar as críticas, removendo a obrigatoriedade de transferência desses terrenos para particulares. A partir dessas mudanças, a transferência de propriedade passará a ser opcional, mas ainda permitida.

Na semana passada, após uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal para discutir o tema, a proposta ficou conhecida como a “PEC da privatização das praias”. O assunto foi amplamente debatido nas redes sociais e provocou a mobilização das bancadas de esquerda no Congresso contra o projeto.

Após a audiência no Senado, Flávio Bolsonaro decidiu alterar o trecho que obrigava os ocupantes desses terrenos a comprá-los caso quisessem permanecer no local, ou seja, uma parcela considerável dos moradores teria que pagar pela titularidade de propriedades que já estão em sua posse há anos. Na nova versão do texto, a transferência de propriedade será opcional.

Privatizar praias é uma narrativa da esquerda, diz Flávio nas redes sociais sobre PEC no Senado | INFOSAJO senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: reprodução

“Teremos que olhar melhor como é que fica a situação das pessoas que não quiserem comprar. Como seria? As terras iriam a leilão, ou continuariam com a União? É preciso ter uma transição e essa opção deve ser facultativa. Quem quiser comprar, vai comprar, e quem não quiser vai continuar pagando o aluguel [foro ou laudêmio] à União”, disse o senador à coluna de Malu Gaspar, do Globo.

O filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também planeja modificar o texto na parte que trata da transferência de propriedade de portos, aeródromos e pistas de pouso operados em regime de autorização ao longo da costa brasileira.

Segundo o senador, cerca de 100 portos de pequeno porte no país operam por meio de autorização e seriam obrigados a adquirir compulsoriamente o domínio sobre as terras. Essa foi outra questão levantada durante a audiência da CCJ.

Flávio não pretende alterar os demais dispositivos da PEC, incluindo os artigos que fundamentam a proposta de extinguir o domínio da União sobre os terrenos de marinha. “Acredito que a PEC terá um apoio quase unânime no Senado. Foram mais de 400 votos a favor na Câmara do jeito que está. Com as alterações que eu estou fazendo não tem por que votar contra”, garante.

Fonte: DCM

Helena Chagas diz que resultado do PIB é "muito bom" e que governo "deve impor sua narrativa" contra "beicinho do mercado"

 

"São esses números da vida real que interessam à maioria dos brasileiros. A vida está melhorando", destaca a jornalista

Helena Chagas e Lula
Helena Chagas e Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A jornalista Helena Chagas avaliou como "muito bom" o resultado de crescimento de 0,8% do PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2024. Diante deste fato, segundo ela, o governo Lula (PT) "deve impor sua narrativa" de que "a vida está melhorando", combatendo o "beicinho do mercado e da mídia".

"PIB cresceu 0,8% no primeiro tri de 2024. Um resultado muito bom, junto com a queda de desemprego e a inflação sob controle. Setores do mercado e da mídia fazem beicinho por causa do fiscal e tentam criar um clima negativo. Mas são esses números da vida real que interessam à maioria dos brasileiros e impactam em suas vidas. A partir deles, o governo deve impor sua narrativa e mostrar que, ao fim e ao cabo, a vida está melhorando. E ponto final", publicou no X, antigo Twitter, nesta terça-feira (4).

Fonte: Brasil 247

 

Lula celebra PIB do 1º trimestre e diz que Brasil se tornará a 8ª economia do mundo em 2024

 Segundo presidente, o avanço do PIB no começo do ano e as projeções de crescimento feitas por organismos internacionais são "mais uma prova de que estamos no rumo certo"

Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para comemorar o crescimento da economia no primeiro trimestre deste ano e para afirmar que o Brasil chegará à 8ª posição no ranking global das maiores economias do mundo ainda em 2024. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (4), o Produto Interno (PIB) Bruto brasileiro cresceu 0,8% nos primeiros três meses do ano e acumula uma alta de 2,5% sobre o mesmo período de 2023. 

“O PIB avançou no primeiro trimestre desse ano puxado por maior consumo das famílias e serviços. E outra boa notícia é que, segundo a previsão do FMI, o Brasil subirá mais uma posição chegando a 8º PIB mundial. Mais uma prova de que estamos no rumo certo”, escreveu Lula no X, antigo Twitter. 

Segundo o IBGE, o PIB totalizou R$ 2,7 trilhões no primeiro trimestre de 2024, sendo R$ 2,4 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 361,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No mesmo período, a taxa de investimento foi de 16,9% do PIB, abaixo dos 17,1% registrados no primeiro trimestre de 2023. Já a taxa de poupança foi de 16,2%, ante 17,5% no mesmo trimestre de 2023.

Em relação ao 1º trimestre de 2023, o PIB avançou 2,5%. A Indústria (2,8%) e os Serviços (3,0%) avançaram no período, enquanto a Agropecuária (-3,0%) recuou.


 

Fonte: Brasil 247

 

Guido Mantega é convidado pelo governo Lula e diz que poderá assumir cadeira no conselho da Braskem

 "Se acaso os acionistas e a Assembleia decidirem isso, então irei para o conselho da Braskem", adiantou o ex-ministro da Fazenda

Guido Mantega
Guido Mantega (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega revelou ter sido convidado pelo governo Lula (PT) para integrar o conselho da petroquímica Braskem. Mantega afirmou que aceitará o convite caso seu nome seja aprovado pelos acionistas da empresa. “Fui sondado pela Casa Civil e me coloquei à disposição. Se acaso os acionistas e a Assembleia decidirem isso, então irei para o conselho da Braskem”, disse Mantega em entrevista à Bloomberg nesta segunda-feira (3).

No início deste ano, o presidente Lula havia sugerido Mantega para a presidência da Vale. No entanto, após críticas, a proposta foi retirada. Mantega, que é filiado ao PT, ocupou o cargo de ministro da Fazenda durante os governos de Lula e Dilma Rousseff, lembra a CartaCapital.

A Braskem, controlada pela Petrobras e pela Novonor (antiga Odebrecht), tem atualmente 11 membros em seu conselho. Desses, seis são indicados pela Novonor, quatro pela Petrobras, e um é membro independente. Para que Mantega possa assumir uma vaga, um dos atuais conselheiros precisaria renunciar. O atual colegiado foi eleito em 29 de abril deste ano.

A Petrobras detém 36% do capital da Braskem. A ideia é que Mantega ocupe uma das quatro vagas destinadas à estatal no conselho. 

Fonte: Brasil 247 com informações da Carta Capital


Avião cai e mata dois no norte de Santa Catarina

 

A identidade das vítimas e a dinâmica do acidente ainda não foram detalhadas

Avião da FAB faz buscas pela aeronave desaparecida
Avião da FAB faz buscas pela aeronave desaparecida (Foto: Reprodução / Flight Radar)

Duas pessoas morreram após um avião de pequeno porte cair numa região de mata no Norte de Santa Catarina, informou o Corpo de Bombeiros Militar nesta terça-feira (4). A aeronave partiu de Governador Valadares, em Minas Gerais, com destino a Florianópolis, e tentou pousar em Joinville, próximo do local onde caiu. A identidade das vítimas e a dinâmica do acidente ainda não foram detalhadas.

Em nota, o aeroporto de Joinville informou que o piloto da aeronave fez contato com a equipe de controle aéreo por volta das 18h da última segunda-feira (3). O local onde os destroços foram encontrados fica em uma região de difícil acesso, sem conexão com internet e em uma área de ribanceira.

A Força Aérea Brasileira (FAB) foi notificada e enviou uma aeronave com equipamentos de busca para ajudar na operação. Após a localização dos destroços, a Polícia Científica foi acionada para fazer uma perícia no local e recolher os corpos.

Fonte: Brasil 247