domingo, 14 de janeiro de 2024

“Tinham que fazer uma estátua para Marta em São Paulo”, diz o ex-deputado Adriano Diogo

 Marta selou sua entrada de vice na chapa de Boulos em um almoço

Marta Suplicy e Guilherme Boulos. Foto: José Luís da Conceição/Instagram da Marta

Ex-secretário do Meio Ambiente da prefeitura de Marta Suplicy e ex-deputado estadual pelo PT em São Paulo, Adriano Diogo está otimista com a eleição para prefeito. 

Diogo recorda das obras de Marta com os CEUs, o Bilhete Único e faz comparações inevitáveis entre ela e a ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL). O ex-secretário também lembra das parcerias que Marta Suplicy conseguiu, inclusive internacionais, para construir o planetário do Parque do Carmo.

A ex-prefeita Marta recebeu para almoço neste sábado (13) o pré-candidato Guilherme Boulos. Ela entrou em uma articulação para que ela deixasse a gestão Ricardo Nunes (MDB) e voltasse ao PT depois de nove anos para ser vice do psolista.

Após duas horas e meia do primeiro encontro público entre eles, Marta e Boulos apareceram na sacada, acenaram e deram as mãos. Boulos falou em minimizar divergências e fala em não olhar para o passado para reeditar parceria inspirada em Lula-Alckmin

Confira os principais trechos da entrevista de Adriano Diogo para Gilberto Maringoni no DCMTV.

“Marta fez um governo gigantesco”

Lula, Marta e Alckmin em 2004, quando ela era prefeita. Foto: Wikimedia Commons

Eu fui secretário do Meio Ambiente da Marta Suplicy nos 450 anos da cidade de São Paulo. A Erundina foi uma grande prefeita, primeiro porque ela rompeu o ciclo da ditadura e implantou um novo tipo de governo, de democracia popular.

Mas a Marta foi um governo maravilhoso. Espetacular. A Marta Suplicy tem marcas na periferia, como o Bilhete Único, os CEUs. A Marta fez um governo gigantesco. Ela não foi reeleita e, depois que passaram quatro anos, ela fez uma disputa de prévia sangrenta com Fernando Haddad.

Naquela ocasião, Marta foi humilhada e maltratada. Mesmo assim, se reciclou e recebeu a Dilma aqui em São Paulo. E viabilizou a candidatura da Dilma.

Foi uma das molas propulsoras da eleição da Dilma Rousseff. Depois, lá no governo, houve um desentendimento em que ela errou. Teve um simbolismo de levar flores para Janaina Paschoal perto daquela senadora do Rio Grande do Sul [Ana Amélia Lemos].

Ela errou. Mas a gente precisa ver na política os antecedentes. É uma maravilhosa notícia que a Marta volte ao PT. Eu era secretário do Meio Ambiente e a Marta transformou o parque do Ibirapuera na coisa mais espetacular.

A gestão construiu aquele auditório de música e a Marta conseguiu todo o financiamento. Ela refez todo o planetário. Deixou novinho novinho.

Ela transformou aquele prédio abandonado que era a sede da administração da prefeitura antes de vir para o Parque Dom Pedro. Transformou-o no museu Afro Brasil.

Marta Suplicy colocou os negros dentro do parque do Ibirapuera. Ela fez um planetário no Parque do Carmo. Do ponto de vista ambiental ela foi um gigante. Imagina você estabelecer um Bilhete Único na cidade de São Paulo integrada com todo o sistema de Céus que tinham salas de música, de concerto, na periferia? 

Ela fez as coisas mais espetaculares. Ela transformou o padrão educacional da cidade de São Paulo. Marta não é uma traidora. Ela foi a mola propulsora da eleição do Lula em 2002. Marta Suplicy articulou todo o financiamento de campanha dele.

E o Lula sabe disso. O presidente não é besta, entendeu? O Ricardo Nunes fez opção pelo bolsonarismo e ela foi lá. Entregou o cargo e jogou na cara dele, provavelmente, uma derrota espetacular da direita em São Paulo.


Erundina fez história com Paulo Freire. E Marta?

Marta Suplicy já foi vilipendiada e é corajosa. Ela era casada com o santo do Eduardo Suplicy e mesmo assim foi enxovalhada do ponto de vista ético, moral, feminino. Tinham que fazer uma estátua para ela na cidade de São Paulo.

Valiam estátuas para essas duas gigantescas mulheres. Embora ela não tenha uma história de nordestina paraibana como a Erundina. que derrotou aquela ditadura em 1988 no primeiro turno, a Marta deu um padrão para cidade de São Paulo.

Não dá para comparar o jeito com que a Marta se relacionava com a periferia ao do príncipe Fernando Haddad. Não tem comparação. Marta fez três CEUs em São Mateus, aquelas coisas espetaculares. Marta Suplicy brigou para que os uniforme escolar fosse de algodão, ela estabeleceu a fila nas creches, estabeleceu o critério único de matrícula na secretaria de Educação.

Erundina teve Paulo Freire como secretário, né? Mas a Marta transformou o CEU num novo padrão educacional da cidade. À noite ela pegou e transformou os CEUs em escola de alfabetização de adultos.

E ainda fez cursos como se fossem universidades populares dentro do CEU Universidade lá em Perus. Me lembro como se fosse ontem.

O planetário que a Marta Suplicy fez com apoio empresarial

Marta virou pra mim e disse: “Adriano, vem imediatamente aqui. Tem uma alemãzinha pequeninha aqui e eu não estou entendendo nada do que ela fala”.

Cheguei e falei “boa tarde”. Perguntei: quem é a senhora? Ela falou que era dona da fábrica Zeiss, de lentes para telescópios planetários. A senhora lembrou que São Paulo estava completando 450 anos e ela disse que ia doar um novo planetário pra cidade.

Ela queria doar um planetário mais espetacular que o de Nova York. Disse que nós não tínhamos dinheiro. A Marta Suplicy fez uma articulação para conseguir implantá-lo.

Procurou uma grande construtora e ela falou em colocar arquitetos que ela conhecia. Marta falou que um arquiteto que vendeu anos atrás para o prefeito Maluf um planetário espetacular caríssimo que nunca foi instalado. Achou as peças num depósito na Mooca.

Fomos lá. Eram caixas e caixas de lentes. Tudo bichada. Tudo com fungo. A moça disse que iria polir tudo na Alemanha, para devolver em duas semanas.

Onde é que eu vou pôr o planetário? Se perguntou a Marta. Tem que arrumar um prédio. Perguntei se ela não conhecia gente que poderia ajudar.

Marta Suplicy disse que o único cara que conhecia era o arquiteto doutor Mindlin. Ele achou a ideia maravilhosa. Eu fui com a alemã para lá.

A Telefônica construiu um prédio para a obra em 90 dias lá para criar o planetário do Carmo. A Marta era muito boa nessa rede de contatos.

Veja a live na íntegra.

Fonte: DCM

PT repudia ataques de Michelle Bolsonaro contra mulheres: “Métodos sujos e covardes”

 

Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Andre Borges/EFE

O PT repudiou no sábado (13) os ataques desencadeados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra as militantes petistas Elenira Vilela e Karina Santos. Em nota, o partido disse que a rede bolsonarista utilizou “os métodos sujos e covardes de sempre” e fraudou o vídeo de uma entrevista de Elenira.

Gleisi Hoffmann, presidenta do partido de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que “a rede de ódio precisa ser parada e as redes sociais reguladas para que o ódio não seja fonte de lucro”. Confira:

O Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras denuncia e repudia a onda de ataques desencadeada por Michele Bolsonaro contra as militantes petistas Elenira Vilela, de Florianópolis, e Karina Santos, do Recife.

Utilizando os métodos sujos e covardes de sempre, a rede bolsonarista fraudou o vídeo de uma entrevista da companheira Elenira, para torná-la alvo de agressões até de ameaças de morte.

A fraude foi chancelada oficialmente pelo PL Mulher, que tem se caracterizado por exatamente por atacar mulheres que se opõem ao bolsonarismo.

No caso da companheira Karina, Michele atiçou pessoalmente os ataques à militante, divulgando sua foto e páginas digitais, com ofensas pessoais.

As postagens e comentários da rede bolsonarista dirigem falsas acusações também ao PT, à nossa aguerrida militância e ao nosso ex-presidente José Genoíno.

A rede de ódio precisa ser parada e as redes sociais reguladas para que o ódio não seja fonte de lucro, enquanto as redes são palcos de crimes.

Toda solidariedade às companheiras.

Gleisi Hoffmann, presidenta do Partido dos Trabalhadores

Fonte: DCM

Gleisi defende ministra da Saúde e alerta para “tapetão” na pasta

 

Presidente do PT defendeu a ministra da Saúde, Nísia Trindade, de críticas à sua gestão. Foto: Reprodução

No sábado (13), a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, defendeu a ministra Nísia Trindade, titular da Saúde, diante das críticas provenientes tanto da base governamental quanto da oposição, principalmente relacionadas à liberação de verbas da pasta.

Hoffmann acusou “grupos políticos ávidos por abocanhar o ministério” de orquestrar intrigas contra a ministra, elogiando sua agilidade na transferência de recursos para estados e municípios, totalizando quase R$ 5 bilhões no final do ano passado.

A contenda entre Nísia e o Congresso teve um novo episódio com a publicação de uma portaria em dezembro, que, na visão de parlamentares, estabeleceu obstáculos para a destinação de recursos extras do antigo orçamento secreto a estados e municípios.

O deputado federal Lindbergh Farias, do PT, também repudiou os ataques à ministra, destacando sua defesa incisiva do Sistema Único de Saúde (SUS) e considerando “ilação absurda” as acusações sobre a nomeação de seu filho.

Além deles, a governadora reeleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e o ex-ministro José Dirceu, entre outros, também saíram em defesa da ministra da Saúde.

Apesar do aumento no peso das emendas no Orçamento da Saúde nos últimos anos, a pressão sobre a ministra persiste. Dados do Planejamento mostram um aumento significativo a partir de 2020, durante o governo Bolsonaro, enquanto o montante destinado a investimentos na Saúde permaneceu praticamente estável. Além disso, Nísia Trindade enfrenta críticas na gestão dos hospitais federais no Rio, com acusações de demora na reabertura de leitos e sucateamento das unidades.

No cenário da esquerda, o deputado federal Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT, classifica a gestão de Nísia como “inoperante e frágil”, destacando a falta de diálogo com o setor público e defendendo sua saída do cargo diante da relevância do governo Lula.

Fonte: DCM

VÍDEO: Alane desmaia após ser pressionada por Nizam no BBB 24


Alane Dias desmaia nos braços de Nizam Hayek durante conversa com o brother. Foto: Reprodução

Minutos antes da festa no BBB 24, Alane Dias desmaiou na noite de sábado (13) nos braços de Nizam Hayek após ser pressionada durante uma conversa com o colega de confinamento, com quem tem um “affair”. No momento do desmaio, o executivo de contas pediu que a sister não contasse a Vanessa Lopes sobre um comentário feito por ele.

Segundo Tadeu Schimidt, Alane desmaiou por conta do nervosismo. “Alane estava conversando com Nizam contando da treta do Nizam com a Vanessa Lopes, e ela ficou muito nervosa e demasiou”, disse o apresentador do reality show ao vivo.

A bailarina foi levada ao confessionário e atendida pela equipe médica do programa. “Está tudo bem com ela, foi só um nervosismo, mas pressão está ótima, coração tá ótimo”, afirmou. “A menina está maravilhosa, vai para a festa vai se divertir, está tudo bem”.

Durante a festa, Nizam procurou Alane e internautas apontaram o comportamento abusivo do brother, que voltou a pressionar a sister e tentou se vitimizar na situação.

Veja o vídeo:

Fonte: DCM

Marta pode virar ministra de Lula caso perca eleição com Boulos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Marta Suplicy. (Foto: Reprodução)

 Marta, demitida da Prefeitura de São Paulo ao aceitar ser vice na chapa de Guilherme Boulos (PSol), pode ter um novo destino político em caso de derrota nas eleições municipais de outubro.

Nos bastidores, segundo informações do Metrópoles, membros do Palácio do Planalto especulam que, em caso de derrota de Marta e Boulos, a ex-senadora poderia ser recompensada com um ministério ou outro cargo relevante no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com uma história de atuação ministerial em gestões petistas, Marta liderou o Ministério do Turismo de 2007 a 2008 durante o segundo governo Lula e foi ministra da Cultura de 2012 a 2014 no governo Dilma Rousseff. A possibilidade de integrar o governo Lula é vista como uma maneira de reconhecer e recompensar sua colaboração na campanha.

Encontro entre Marta e Boulos

Marta e Guilherme Boulos se encontraram no sábado (13). Boulos chegou por volta das 14h à casa da ex-prefeita de São Paulo na Alameda Franca, nos Jardins, bairro nobre da capital paulista.

Marta Suplicy e Guilherme Boulos. (Foto: Reprodução)

A futura vice é considerada um ativo eleitoral importante para Boulos na Zona Sul de São Paulo, uma região estratégica, e sua influência pode ter um impacto significativo nas eleições.

A ex-prefeita vinha negociando seu retorno ao PT desde o ano passado, após ter deixado o partido em 2015, e agora, seu papel na campanha e potencial papel no governo Lula indicam uma virada política em sua trajetória.

Na última segunda-feira (8), o deputado federal Rui Falcão (PT-SP), que também participou do almoço neste sábado, disse que o “caminho está posto” para que a ex-secretária da atual gestão de Ricardo Nunes (MDB) retorne ao partido.

Depois de duas horas e meia do primeiro encontro ele entres, Marta e Boulos apareceram na varanda, acenaram e deram as mãos. Após o almoço, o parlamentar disse que o desafio “é enfrentar e derrotar o bolsonarismo na cidade”.

“Foi um excelente encontro. Conversamos sobre São Paulo e os desafios da cidade. Particularmente o desafio que temos neste ano é enfrentar e derrotar o bolsonarismo na cidade, uma candidatura bolsonarista, e reeditar uma frente democrática e discutir o futuro”, afirmou o deputado aos jornalistas.

Fonte: DCM

Acidente aéreo dos Andes: vítima que precisou comer carne de mortos chegou a pesar 25 kg


Cena do filme: A sociedade da neve. (Foto: Reprodução)

 O filme “Sociedade da Neve”, que retrata o acidente aéreo nos Andes em 1972, destaca um personagem surpreendente: Numa Turcatti, interpretado pelo ator uruguaio Enzo Vogrincic. Embora Numa não fosse um dos 16 sobreviventes que resistiram 72 dias de isolamento e fome, seu papel é baseado em conversas com sobreviventes e familiares.

O diretor Juan Antonio Bayona optou por dar voz àqueles que não retornaram da montanha, desviando o foco dos resgatados. Numa Turcatti, um estudante de Direito de 24 anos, foi a última pessoa a falecer, tornando-se o protagonista da narrativa.

Apesar de inicialmente não fazer parte do time de rugby a bordo, Numa se juntou à viagem por diversão. Após o acidente, ele liderou uma equipe para ajudar os feridos e participou de expedições além do vale de neve onde estavam presos. Numa, inicialmente resistente ao canibalismo praticado por seus colegas para sobreviver, eventualmente cedeu para se manter vivo.

Turcatti, no entanto, feriu a perna e, debilitado, não resistiu à infecção generalizada. Com 25 quilos, ele morreu enquanto dormia, 11 dias antes do resgate. Sua morte motivou a última expedição em busca de ajuda, resultando no resgate dos sobreviventes. O legado de Turcatti é lembrado por Gustavo Zerbino, um dos resgatados, que relata um papel em suas mãos com a mensagem “não há amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos”.

Fonte: DCM

VÍDEO – Rodriguinho faz piada com compulsão alimentar de Yasmin Brunet no BBB 24: “Vai sair rolando”

Rodriguinho no BBB 24. Foto: Reprodução

 Yasmin Brunet contou na manhã deste domingo (14) que voltou a ter compulsão alimentar. No quarto do Líder, Rodriguinho fez piada com a situação e disse que a modelo “vai sair rolando” do BBB 24.

“Cuidado, estamos no sexto dia. Com essa compulsão aí você vai sair rolando aqui da casa”, disparou. “Cuidado com essa compulsão aí. Foi amiga de todo mundo, toda chique. Na hora de ser minha amiga vai sair rolando”, acrescentou.

O cantor disse ainda que, se a modelo ganhar o reality show, “vai atropelar” Tadeu Schmidt, apresentador do programa. Constrangida, Yasmin colocou as mãos no rosto e balançou a cabeça.

Na madrugada de sábado (13), Rodriguinho fez comentários machistas sobre o corpo da modelo. O cantor disse que Yasmin “largou mão” e que já foi mais bonita, mas que hoje está “velha”.

Veja o vídeo:


Fonte: DCM

VÍDEO – Bolsonaro vagabundeia em Angra espalhando mentira livremente contra o PT

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro durante encontro com moradores de Mambucaba, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)

Em um encontro com moradores de Mambucaba, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) repetiu o que mais gosta: vagabundear espalhando fake news sem nenhuma preocupação.

A da vez é originada pela jornalista Mônica Waldvogel, da GloboNews, que erroneamente associava o PT ao grupo Hamas.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Bolsonaro disse que “O Hamas é aliado ao PT, assim como as Farc da Colômbia”, espalhando informações falsas.

“A política externa nossa está péssima. Ele [Lula] não reconhece o Hamas como um grupo terrorista… Na verdade o Hamas é aliado ao PT, assim como as Farc da Colômbia”, disse.

O ex-presidente também criou um clima de terror ao mencionar o Movimento Sem Terra (MST) e criticar a política de desarmamento, enquanto fazia afirmações falsas sobre os números da violência.

Bolsonaro afirmou que a violência diminuiu em seu governo devido à política de armas para cidadãos de bem, atribuindo o aumento da violência ao fim dessa política.

Além disso, o ex-chefe de Estado fez uma analogia confusa entre economia e casamento, sem esclarecer completamente seu raciocínio.

“O mundo não perdoa. A Economia não perdoa. É igual desculpa aqui o termo. Num casamento, o cara tá namorando um fala para o outro: moro até debaixo da ponte contigo. É verdade, né? Mas, quando a realidade chega, não é assim… Tal, tudo…”, afirmou.

Vale ressaltar que a acusação feita por Bolsonaro em relação ao suposto apoio do PT ao Hamas é desprovida de fundamentos, sendo originada de uma fake news já desmentida pela jornalista Mônica Waldvogel.

Em outubro passado, a jornalista associou o PT ao Hamas, sugerindo que isso teria influenciado o governo brasileiro a não repudiar diretamente os ataques do grupo em Gaza: “Um dos pontos que chamaram a atenção foi o fato de que o governo brasileiro procurou não mencionar o nome do grupo Hamas. Há relações de parte do Partido dos Trabalhadores, de encarar como resistência, por causa do fato de que não há negociações para oferecer o melhor status para a Palestina”.

No entanto, a própria jornalista posteriormente se retratou, reconhecendo a imprecisão de sua afirmação após diálogo com um assessor da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Este assessor comprovou que não existem ligações entre o partido e o grupo Hamas.

“Eu disse que o tema era sensível porque parte do PT tem ligação com essa organização palestina. Mas, mais preciso teria sido dizer que parte do PT apoia ou tem simpatia pelo Hamas, como já explicitou em algumas oportunidades”, afirmou.

Fonte: DCM

Valdemar Costa Neto recebe apoio de parlamentares do PL depois de falas elogiosas a Lula e à indicação de Lewandowski ao STF

 Opiniões divergem sobre expectativas em torno da política de segurança pública do novo ministro, mas são unânimes ao defender presidente do partido

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, recebeu apoio de deputados e senadores do Partido Liberal depois de o dirigente partidário ser alvo de críticas nas redes sociais por ter elogiado os governos anteriores do presidente Lula (PT) e a indicação de Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça.


Os parlamentares divergem sobre as expectativas em torno da condução da política de segurança pública de Lewandowski; são unânimes, porém, em defender Valdemar, que, na opinião deles, é um líder político prestigiado e que não abandonou o bolsonarismo.


– O Valdemar Costa Neto é um dos dirigentes partidários com maior credibilidade e postura partidária que eu conheço. Meu desagravo a ele – disse o senador Eduardo Gomes (PL-TO), que foi líder do Congresso no governo Bolsonaro (PL).


– Você precisa entender que não é bom radicalizar nestes momentos. O Brasil vive uma disputa polarizada e, por isso, a composição do governo tem várias configurações. Em determinado momento, até os partidos de oposição dão apoio ao governo. No caso do Valdemar nem isso tem.


Gomes disse ainda que Lewandowski tem uma “carreira consagrada”, mas preferiu não manifestar apoio ou contrariedade à escolha de Lula para a sucessão de Flávio Dino.


– A escolha de ministro de Estado é prerrogativa do presidente da República, e a nomeação dele é a Presidência sendo respeitada – concluiu.


O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-SP), 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados, disse que Valdemar já se explicou sobre os elogios ao governo petista diante “desses ataques”. “Eu retuitei e compartilhei o esclarecimento dele”, afirmou.


O parlamentar ainda disse que a escolha de Lewandowski é uma decisão de Lula. “Nós, da oposição, temos que aguardar a posse e fiscalizar o trabalho. Nada mais”.


Apesar da posição contrária à de Valdemar, parlamentares defenderam que o dirigente partidário é “amplamente reconhecido como um grande líder, admirado e respeitado por muitos”.


Atual presidente da frente da segurança pública, o deputado Alberto Fraga (PL-DF) disse que o fato de Lewandowski ter sido o responsável pela criação da audiência de custódia revela que o trabalho do ministro na Justiça será “um desastre”, contrariando a fala de Valmemar, mas expressado apoio ao dirigente partidário.


As críticas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se intensificaram na sexta (12) após ele ter elogiado a decisão de Lula de nomear Ricardo Lewandowski para comandar o Ministério da Justiça.


“Lewandowski tinha tudo para ir pro Ministério da Justiça. Ele é preparado, homem de bem, homem que sempre teve comportamento firme. [Lula] Acertou, como não? Como no caso do [Cristiano] Zanin, não foi boa indicação?”, disse Valdemar Costa Neto.


Além da declaração elogiosa, Valdemar viu surgirem nas redes sociais recortes de uma entrevista concedida em dezembro ao jornal O Diário. Na gravação, o dirigente diz que Lula é “camarada do povo” e disse que o petista é “completamente diferente de Bolsonaro”.


“O Lula tem muito prestígio, [mas] não tem o carisma que o Bolsonaro tem, a popularidade. O Bolsonaro é um fenômeno. (…) Hoje ele chegou em Curitiba, aeroporto lotado, depois da eleição. (…). Ninguém consegue isso no planeta, é um fenômeno”.


Outro momento do vídeo explorado nas redes sociais é quando Valdemar elogia a atuação de Lula em governos anteriores. “O Lula tem prestígio, popularidade. Ele é conhecido por todos os brasileiros. O Bolsonaro não. O Bolsonaro teve um mandato só.”


Em meio à repercussão dos casos, o presidente do PL publicou um texto neste sábado (13) para se explicar sobre as declarações.


“Estão me atacando usando uma fala minha sobre o Lula que está fora de contexto. A esses, deixo um recado: quem não tem lealdade e fidelidade, tem vida curta na política. Sou leal ao Bolsonaro e fiel aos meus princípios. Quem me conhece sabe que minha palavra não faz curva”, afirmou.


Fonte: Agenda do Poder com informações da Folha de S. Paulo.

Vice de Ricardo Nunes indicado por Bolsonaro para se contrapor à dupla Boulos e Marta é coronel da PM aposentado e bolsonarista raiz

 Mello Araújo é ex-comandante da Rota e ex-presidente da Ceagesp no governo anterior, quando nomeou 22 PMs para 26 cargos comissionados disponíveis

Bolsonaro já escolheu o vice que vai indicar para Ricardo Nunes na disputa pela Prefeitura de São Paulo para se contrapor à dobradinha formada por Guilherme Boulos (Psol) e Marta Suplicy, que terá seu reingresso no PT sacramentado na próxima terça feira.


Conforme a coluna do jornalista Lauro Jardim, do Globo, trata-se de um velho aliado, com um perfil bolsonarista até a medula: o coronel aposentado da PM Mello Araújo, ex-comandante da Rota (a tropa de elite da PM paulista) e ex-presidente da Ceagesp no governo Bolsonaro.


Na Ceagesp, além de ter nomeado 22 PMs para os 26 cargos comissionados possíveis, abriu as portas de parte da sede para a instalação de um clube de tiro.


Fonte: Agenda do Poder