domingo, 16 de julho de 2023

PF determina que Anderson Torres devolva salários recebidos na prisão

 A corporação citou uma nota técnica do Ministério do Planejamento

Anderson Torres e 4º Batalhão de Polícia Militar, no Guará (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Valter Campanato/Agência Brasil)

A Polícia Federal cobrou do ex-ministro da Justiça Anderson Torres a devolução dos salários que recebeu enquanto estava preso preventivamente. A corporação citou uma nota técnica de 2013 do Ministério do Planejamento que prevê a suspensão da remuneração de servidores públicos federais em caso de prisão preventiva. A informação foi publicada pela coluna de Igor Gadelha.

Torres é delegado de carreira da PF desde 2003. Pelo cargo, ele recebe salário mensal de cerca de R$ 30 mil, remuneração que continuou recebendo mesmo após ser preso.

O ex-ministro foi preso em 14 de janeiro de 2023 durante uma investigação que apura suposta omissão dele nas manifestações terroristas do 8 de Janeiro, quando era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Naquele dia, bolsonaristas invadiram o Congresso, o Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Brasil 247 com informação da coluna de Igor Gadelha

"Não é esse o caminho", diz Moro, que abriu as portas para a ascensão do fascismo no Brasil

 Ex-juiz suspeito, hoje senador, Moro condenou a agressão ao ministro Alexandre de Moraes

Sergio Moro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado )

O ex-juiz suspeito Sergio Moro, hoje senador, que abriu as portas para a ascensão do fascismo no Brasil, com as perseguições judiciais da Lava Jato e a criminalização da política, prestou solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes, que foi agredido por bolsonaristas no Aeroporto de Roma. "Nada justifica ataques ou abordagens pessoais agressivas contra ministros do STF ou seus familiares. Minha solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes. Não é esse o caminho", disse Moro.

Quando conduziu a Lava Jato, Moro prendeu ilegalmente o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que um governo de extrema-direita, liderado por Jair Bolsonaro, chegasse ao poder. Moro se tornou ministro da Justiça de Bolsonaro, mas foi rapidamente descartado por não ser considerado totalmente leal ao grupo extremista. Confira o tweet do ex-juiz suspeito e saiba mais sobre o caso:

O ministro Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrentou uma situação hostil em Roma, na Itália, quando foi atacado por um grupo de brasileiros no aeroporto internacional. Os agressores proferiram xingamentos e um deles chegou a agredir fisicamente o filho do ministro. Os termos utilizados pelos agressores, como "bandido", "comunista" e "comprado", são frequentemente usados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro contra membros da Suprema Corte. A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso e identificar outros possíveis envolvidos.

Após a agressão, o empresário Roberto Mantovani Filho, apontado como um dos agressores, preferiu não comentar o incidente antes de prestar depoimento à PF. Ele alegou não considerar o ocorrido algo extraordinário e afirmou que aguardará as autoridades o acusarem dos possíveis crimes cometidos. Mantovani e outro homem, Alex Zanatta Bignotto, ambos empresários de São Paulo, juntaram-se à mulher que inicialmente proferiu os xingamentos.

A segurança pessoal de Alexandre de Moraes é geralmente garantida por policiais do STF, tanto no Brasil quanto no exterior. No entanto, ainda não foi informado se o ministro estava sob escolta no momento da confusão em Roma. A investigação da PF, que já identificou os agressores, poderá abranger outras pessoas envolvidas no incidente, segundo o ministro da Justiça, Flávio Dino.

O episódio gerou repercussões e manifestações de solidariedade a Moraes. O ministro Flávio Dino entrou em contato com Moraes para expressar solidariedade diante da violência sofrida. Nas redes sociais, políticos como Alexandre Padilha, Jacques Wagner e até mesmo aliados do ex-presidente Bolsonaro emitiram mensagens de apoio ao ministro e repudiaram a agressão. O presidente do TCU, Bruno Dantas, enfatizou a necessidade de punição mais rigorosa para aqueles que cometem crimes dessa natureza, enquanto Sergio Moro destacou que ataques pessoais agressivos contra ministros do STF ou seus familiares não são justificáveis. O STF, por sua vez, optou por não se manifestar sobre o caso.

Fonte: Brasil 247

Internautas repudiam agressões contra Moraes e cobram punição

 No Twitter, o nome do empresário Roberto Mantovani Filho chegou ao trending topic (tópico em tendência)

Empresário Roberto Mantovani Filho (Foto: Reprodução (G1))

Internautas repudiaram as agressões verbais contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em Roma, na Itália. No Twitter, o nome do empresário Roberto Mantovani Filho chegou ao trending topic (tópico em tendência), um dos assuntos mais comentados na rede social.

Um perfil escreveu: "o marginal é empresário de Santa Bárbara d´Oeste, pai de três filhos. Vive na cidade e é proprietário de empresa de bombas helicoidais e acessórios para usinas industriais. Em seu perfil no LinkedIn, se apresenta como diretor-geral da Helifab Bombas e Acessórios. Nas redes sociais, como todo vagabundo e bandido bolsonarista, espalhou fake news sobre urnas e os códigos-fontes".

Outro internauta cobrou a prisão do empresário. "Vai responder processo e será enjaulado!! PF eu autorizo!!".

Fonte: Brasil 247

Após ser agredido por bolsonaristas, Moraes atrai solidariedade de diversas forças políticas

 O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, considerou “inaceitável” a agressão sofrida pelo magistrado e sua família

Alexandre de Moraes (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Agência Brasil – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, usaram as redes sociais neste sábado (15) para condenar a agressão sofrida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em um aeroporto, em Roma. Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa, o magistrado foi hostilizado na capital italiana e seu filho chegou a ser agredido com um soco no rosto.

“Até quando essa gente extremista vai agredir agentes públicos, em locais públicos, mesmo quando acompanhados de suas famílias? Comportamento criminoso de quem acha que pode fazer qualquer coisa por ter dinheiro no bolso. Querem ser ‘elite’ mas não tem a educação mais elementar”, criticou Dino em sua conta no Twitter.

Pacheco usou a mesma plataforma para condenar o ato. Ele considerou “inaceitável” a agressão sofrida pelo magistrado e sua família e afirmou que tal comportamento distancia do país do progresso.

“Mais do que criminoso e aviltante às pessoas, às instituições e à democracia, esse tipo de comportamento mina o caminho que se visa construir de um país de progresso, civilizado e pacífico”, disse Pacheco.

“Todos os lados precisam colaborar para que o antagonismo fique no campo das ideias e das ações legítimas. Se a Nação, ainda dividida, não é capaz de substituir o ódio pelo amor, que o faça ao menos pelo respeito”, acrescentou o senador.

Vários outros parlamentares se manifestaram. As deputadas Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) estão entre eles. “O ato é fruto do ódio e da ignorância desses que sempre alimentaram um projeto autoritário, antidemocrático e violento para o nosso país”, disse Jandira.

“Os agressores já foram identificados e inquérito instaurado pela Polícia Federal. Que paguem no rigor da Lei. Nossa solidariedade ao ministro e família”, acrescentou.

Já o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que atribui ao STF a competência para julgar ações antidemocráticas, afirmou que tentará votar o texto em agosto.

“A agressão de ogros contra Alexandre de Moraes mostra que é hora de punir os crimes de ódio, alguns já tipificados. Vamos enquadrar a intolerância política, como propus no ‘pacote da Democracia’. Vou procurar o relator Veneziano do Rego e o Presidente para votarmos em agosto”.

Fonte: Agência Brasil

"Ataque a Alexandre de Moraes é resultado do ódio disseminado por lideranças bolsonaristas", diz Gleisi

 "Isso tem de acabar. Todo rigor da lei aos agressores e toda solidariedade ao ministro Alexandre e sua família", afirmou a presidente do PT

Gleisi Hoffmann e Alexandre de Moraes (Foto: Reuters | STF )

A deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, se manifestou neste sábado (15) em solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi vítima, junto com sua família, de agressão de bolsonaristas no aeroporto de Roma, na Itália

Pelas redes sociais, Gleisi cobrou "todo rigor da lei" contra os agressores. "Ataque a Alexandre de Moraes e sua família é deplorável, resultado do ódio disseminado por lideranças bolsonaristas, que só sabem estimular a violência alimentada por mentiras. Isso tem de acabar. Todo rigor da lei aos agressores e toda solidariedade ao ministro @alexandre e sua família", afirmou a presidente do PT. 

Alexandre de Moraes se preparava para embarcar de volta ao país depois de uma palestra na Universidade de Siena, no Fórum Internacional de Direito. Uma mulher, de nome Andréia, chamou o ministro de “bandido, comunista e comprado”.

Na sequência, um homem identificado pela Polícia Federal (PF) como Roberto Mantovani Filho reforçou os xingamentos e chegou a agredir fisicamente o filho do ministro. Um outro homem identificado como Alex Zanatta se juntou aos dois agressores disparando palavras de baixo calão. 

A Polícia Federal já identificou todos os agressores, que desembarcaram na manhã deste sábado no aeroporto internacional de Guarulhos. Eles responderão em liberdade a um inquérito por crimes contra honra e ameaça.

Fonte: Brasil 247

Empresário que agrediu filho de Moraes espalhou fake news sobre urnas eletrônicas

 Mantovani Filho se identifica em seu perfil no LinkedIn como diretor-geral da Helifab Bombas e Acessórios, com sede em Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo

Roberto Mantovani Filho (Foto: Reprodução)

O empresário bolsonarista Roberto Mantovani Filho, que agrediu o filho do ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), no aeroporto de Roma, espalhou informações falsas sobre a segurança das urnas eletrônicas e os códigos-fontes dos equipamentos. 

Mantovani Filho se identifica em seu perfil no LinkedIn como diretor-geral da Helifab Bombas e Acessórios, com sede em Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo. 

Alexandre de Moraes se preparava para embarcar de volta ao país depois de uma palestra na Universidade de Siena, no Fórum Internacional de Direito. Uma mulher, de nome Andréia, chamou o ministro de “bandido, comunista e comprado”.

Na sequência, Roberto Mantovani Filho reforçou os xingamentos e chegou a agredir fisicamente o filho do ministro. Um outro homem identificado como Alex Zanatta se juntou aos dois agressores disparando palavras de baixo calão.

Os três brasileiros se tornaram alvos de um inquérito da PF, que foi acionada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, mas ainda não chegaram a ser presos.

Fonte: Brasil 247

Empresário apontado como agressor do filho de Moraes foi candidato a prefeito pelo PL

 A candidatura do empresário bolsonarista foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral. Confira

Roberto Mantovani (Foto: Reprodução)

Apontado pela Polícia Federal como um dos agressores do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o empresário Roberto Mantovani Filho, do município de Santa Bárbara d'Oeste (SP), é apontado pela Polícia Federal como um dos três brasileiros responsáveis pelas agressões ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 2004, Mantovani foi candidato a prefeito pelo PL, partido de Jair Bolsonaro, mas perdeu as eleições. O empresário é do PSD atualmente. Além dele, a PF identificou outros dois agressores: uma mulher, identificada como Andreia Mantovani, e Alex Zanatta.

A família do ministro foi hostilizada na sexta-feira (14), no Aeroporto Internacional de Roma, na Itália. As agressões aconteceram após Andreia Mantovani chamar Moraes e "bandido, comunista e comprado".

Internautas cobraram punição ao repudiar as agressões contra o ministro, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Fonte: Brasil 247

"Vou aguardar um comunicado da PF para saber do que eu estou sendo acusado", diz empresário suspeito de agredir filho de Moraes

 Roberto Mantovani Filho já desembarcou no Brasil e afirmou que aguarda a acusação formal

Roberto Mantovani Filho (Foto: Reprodução)

O empresário acusado de hostilizar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no aeroporto de Roma, aguarda uma acusação formal para prestar esclarecimentos à Polícia Federal (PF). Roberto Mantovani Filho, de 71 anos, foi abordado pela PF e disse que aguardará um comunicado oficial para detalhar sua versão dos fatos, assim como a de seus familiares envolvidos. Durante o ocorrido, Mantovani estava acompanhado de sua esposa, sua filha, seu genro e suas duas netas, de 4 e 2 anos. Por esse motivo, optou por não conversar com uma delegada da PF naquela madrugada, preferindo comparecer à corporação em outro momento. "Vou aguardar um comunicado da PF para saber do que eu estou sendo acusado", disse ele à Folha de S. Paulo.

O empresário afirmou ter avistado o ministro Moraes no aeroporto, mas garantiu não ter lhe dirigido nenhuma palavra. Mantovani e sua família estão sendo investigados pela PF para esclarecer as circunstâncias da abordagem a Moraes e seus familiares, além de uma possível agressão a um dos filhos do ministro. Quando questionado sobre essa suspeita, o empresário preferiu não comentar, afirmando que aguardará para saber exatamente do que está sendo acusado e se sua família também está envolvida.

Após desembarcarem no Brasil, os Mantovani foram ouvidos por agentes federais, que solicitaram um breve relato dos acontecimentos ocorridos em Roma. O empresário revelou ter feito o relato solicitado. Durante o depoimento, os policiais ofereceram a possibilidade de conversar com a delegada da PF naquele momento ou em outra ocasião, a ser agendada. No entanto, considerando a presença de suas netas pequenas, sua filha, seu filho, seu genro e sua esposa, Mantovani decidiu ir embora e aguardar um comunicado oficial da PF para saber das acusações que recaem sobre ele.

De acordo com a investigação da PF, os envolvidos teriam proferido expressões como "bandido", "comunista" e "comprado" em direção a Moraes durante o incidente em Roma. O Supremo Tribunal Federal não se pronunciou sobre o assunto. Moraes estava na Itália participando de um fórum internacional de direito na Universidade de Siena, onde discutiu questões de Justiça Constitucional e Democracia ao lado do ministro André Ramos Tavares, que também é membro do Tribunal Superior Eleitoral. Moraes tem sido uma figura central nas disputas judiciais entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o Judiciário, liderando inquéritos que envolvem o ex-presidente no STF. O ministro também presidiu o TSE nas eleições de 2022 e esteve presente no julgamento recente que decidiu pela inelegibilidade de Bolsonaro até 2030. Bolsonaro já proferiu xingamentos contra Moraes, referindo-se a ele como "vagabundo" e "canalha" nos últimos dois anos.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

sábado, 15 de julho de 2023

Empresário que agrediu Alexandre de Moraes e o filho ganhou fama como dirigente esportivo

 

Roberto Mantovani Filho, que agrediu Alexandre de Moraes e o filho

Um dos homens identificados pela PF como agressor de Alexandre de Moraes é Roberto Mantovani Filho. Mantovani teria dado um tapa no filho do magistrado quando ele interveio na discussão para defender o pai.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi atacado por um grupo de três brasileiros no Aeroporto Internacional de Roma.

Durante o incidente, uma mulher identificada como Andreia xingou Moraes, chamando-o de “bandido, comunista e comprado”. Moraes retornava de uma palestra na Universidade de Siena, uma das mais tradicionais do país, onde participou da 9ª Edição do “Summer School: Democracia e Desenvolvimento”.

Um terceiro sujeito, Alex Zanatta, continuou proferindo xingamentos ao lado de Roberto e Andreia.

No momento da abordagem, o ministro não estava acompanhado de escolta. O incidente ocorreu entre 18h45 e 19h, horário local. Moraes e os agressores pegaram voos diferentes – o trio seguiu para Guarulhos, enquanto o presidente do TSE seguiu para outro destino na Europa.

Os bolsonaristas serão investigados em liberdade por crimes contra a honra e ameaça.

Empresário de Santa Bárbara d´Oeste, pai de três filhos, Mantovani é natural de Socorro, interior do estado de SP.

Foi presidente do União Barbarense e ganhou fama como dirigente esportivo, quando ganhou o título da principal divisão de acesso do estadual em 1999.

Vive na cidade e é proprietário de empresa de bombas helicoidais e acessórios para usinas industriais. Em seu perfil no LinkedIn, se apresenta como diretor-geral da Helifab Bombas e Acessórios. Nas redes sociais, espalhou fake news sobre urnas e os códigos-fontes.

Em 2019, participou de um programa picareta de entrevistas do SBT. O vídeo está no pé deste artigo.

Após o episódio, o ministro da Justiça, Flávio Dino, entrou em contato com Moraes para oferecer o apoio da Polícia Federal na investigação. Mesmo ocorrendo no exterior, os agressores podem ser responsabilizados no Brasil.

“Os agressores foram identificados, aguardados no desembarque no Brasil, abordados, gravados e serão objeto de inquérito policial. Isso será aplicado a todos os agressores, mesmo que no exterior”, afirmou uma fonte à equipe da coluna de Bela Megale, do Globo.

 Fonte: DCM

Depoimento relata socos em prostituta que assessor de deputado do PL levou para o motel

 Mulher de 25 anos denunciou o caso à polícia e exame confirmou violência, que assessor de Daniel Donizet nega; a garota de programa diz que o parlamentar estava no motel

Câmara Legislativa do Distrito Federal (Foto: Leonardo Araújo)

Uma garota de programa, de 25 anos, denunciou à Polícia Civil ter sido vítima de agressões físicas e sexuais por parte de Marco Aurélio Oliveira Barboza, assessor do deputado distrital Daniel Donizet (PL), informa o Metrópoles. De acordo com a garota de programa, o parlamentar estava presente no mesmo motel, no Núcleo Bandeirante, em março deste ano, e teria ouvido e percebido os crimes. O deputado nega que estivesse no local.

Donizet está em seu segundo mandato na Câmara Distrital e se apresenta como defensor dos animais. O gabinete do deputado divulgou nota sobre o ocorrido: “Trata-se de uma denúncia infundada. O deputado Daniel Donizet não estava presente no local e não participou do evento. O inquérito policial corre em sigilo e, por essa razão, não pode passar outras informações sob pena de atrapalhar as investigações. Marco Aurélio segue lotado no gabinete.”

Para a polícia, a acompanhante de luxo disse que, além de ter recebido tapas e socos, o suspeito teria retirado o preservativo e forçado sexo com ela contra a sua vontade. A prática é denominada de “stealthing” e pode caracterizar crime de violação sexual mediante fraude. Dentro do quarto de motel, estariam outras duas garotas de programa e o deputado distrital.

A vítima registrou boletim de ocorrência dias após os supostos crimes, que foram investigados pela 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante). O Metrópoles apurou que as conclusões do laudo do Instituto Médico Legal (IML) e outros arquivos resultaram “reunidos elementos de informação que evidenciam a procedência parcial das informações contidas” e “controvertida a existência do crime, em tese, de lesão corporal simples”.

Em depoimento, outra acompanhante contou que um homem a convidou para ir ao motel. A mulher não se recorda das características do referido carro, mas que nele estavam dois homens, sentados na frente, e três mulheres. Em determinado momento, diz ter ouvido a pronúncia dos nomes “Daniel Donizet” e “Marco Aurélio” , sendo ditos pelos indivíduos.

O grupo ocupou um único quarto, dividido em três andares. Segundo a acompanhante, a vítima e um homem ficaram no primeiro andar, de onde ouviu que eles mantinham relações sexuais, tratando-se de gemidos altos, e não de gritos como os de alguém que estaria sendo violentada física ou sexualmente.

Após cerca de uma hora, a suposta vítima e o homem se juntaram ao resto do grupo. A testemunha detalha que, em momento algum, a mulher disse ou demonstrou ter sofrido as agressões relatadas posteriormente. No entanto, a garota de programa que denunciou os crimes alegou que estava cansada e não se sentia bem, indo embora do local.

Logo depois, a testemunha recebeu a ligação de uma gerente do motel onde estavam, pois a outra acompanhante de luxo havia afirmado que foi agredida. Ela contou desconhecer as ocorrências.

Segundo a acompanhante de luxo apontou, momentos antes de deixar o quarto do motel, a vítima ligou para que um conhecido a buscasse. Por fim, a testemunha recebeu o pagamento da colega e o repassou, via Pix, para um amigo desse conhecido.

De acordo com a funcionária do motel, a vítima frequentou poucas vezes o ambiente e, após o ocorrido, trocou mensagens com a mulher. Na situação, a acompanhante disse apenas que “algo havia acontecido com ela”, sem especificar o que seria. A funcionária também indicou não saber quem são Aurélio ou Donizet.

Durante as investigações, informações iniciais apontaram que o homem que acompanhou Marco Aurélio, junto às prostitutas no motel, não era Daniel Donizet, mas, na verdade, um corretor de imóveis que trabalhou na campanha eleitoral. Ele, inclusive, seria o dono do carro que levou o grupo. O homem acredita que a vítima pode ter se confundido por ouvir o nome de Donizet durante conversas.

O corretor de imóveis informou ter feito sexo com duas garotas de programa, mas que em nenhuma das ocasiões praticou alguma violência sexual, física ou psicológica contra as mulheres. Além disso, nega ter visto, ouvido e percebido qualquer crime.

Marco Aurélio não se recorda do nome de Donizet ter sido objeto de conversas mantidas pelo mencionado grupo na noite dos fatos investigados. O assessor informou que não fez nenhum ajuste do encontro com as prostitutas, e que outro colega teve relações sexuais com a suposta vítima; das quais ouviu apenas gemidos normais.

Momentos depois, a vítima pediu para fazer sexo com o assessor e ele aceitou. Marco Aurélio afirma que não houve agressões físicas ou gritos, mantendo apenas uma relação sexual normal. Segundo ele, a prostituta não apresentava marcas de agressões após o ato.

Fonte: Brasil 247 com informação do Metrópoles

'É preciso punir exemplarmente os agressores de Alexandre de Moraes e sua família', cobra Helena Chagas

 Jornalista do Brasil 247 afirmou que a agressão ao ministro do STF e seus familiares no aeroporto de Roma mostra até onde vai o legado de ódio deixado pela era Bolsonaro

Helena Chagas e Alexandre de Moraes (Foto: Felipe Gonçalves/Brasil 247 | Nelson Jr./SCO/STF)

A jornalista Helena Chagas, colunista do Brasil 247 e comentarista da TV 247, cobrou neste sábado (15) punição exemplar contra os agressores do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua família por brasileiros no aeroporto de Roma, na Itália. 

Para a jornalista, a agressão ao ministro do STF mostra até onde vai o legado de ódio deixado pela era Bolsonaro. "Vai longe, até porque esses doentes fazem parte da elite que tem dinheiro para ir a Roma — e tem boca para vocalizar sua loucura. Espantoso é o número de imbecis que não chegaram a Roma e ficam aqui, no Twitter, aplaudindo os agressores e reproduzindo seu ódio. A maioria da população brasileira quer paz— e é por isso que, para preservá-la, é preciso punir exemplarmente os agressores, físicos e morais. @FlavioDino e @STF_oficial devem agir com rigor", disse Helena Chagas pelo Twitter.

O ministro Alexandre de Moraes se preparava para embarcar de volta ao país depois de uma palestra na Universidade de Siena, no Fórum Internacional de Direito. Uma mulher, de nome Andréia, chamou o ministro de “bandido, comunista e comprado”. 

Na sequência, um homem identificado pela Polícia Federal (PF) como Roberto Mantovani Filho reforçou os xingamentos e chegou a agredir fisicamente o filho do ministro. Um outro homem identificado como Alex Zanatta se juntou aos dois agressores disparando palavras de baixo calão.

Os três brasileiros se tornaram alvos de um inquérito da PF, que foi acionada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, mas não chegaram a ser presos. 

Quem são os agressores de Alexandre de Moraes e família no aeroporto de Roma

 Dois homens e uma mulher hostilizaram o ministro do STF e um deles agrediu o filho de Alexandre de Moraes

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, durante cerimônia de posse do diretor-geral da PF, na sede da corporação, em Brasília. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A PF já identificou os três brasileiros que atacaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no aeroporto internacional de Roma, na Itália. 

O ministro se preparava para embarcar de volta ao país depois de uma palestra na Universidade de Siena, no Fórum Internacional de Direito. 

Uma mulher, de nome Andréia, chamou o ministro de “bandido, comunista e comprado”. Na sequência, um homem identificado pela Polícia Federal (PF) como Roberto Mantovani Filho reforçou os xingamentos e chegou a agredir fisicamente o filho do ministro. Um outro homem identificado como Alex Zanatta se juntou aos dois agressores disparando palavras de baixo calão.

Os três brasileiros se tornaram alvos de um inquérito da PF, que foi acionada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, mas não chegaram a ser presos. Os três foram identificados quando chegaram ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na manhã deste sábado.

O ministro Flávio Dino ligou para Moraes e se solidarizou com a violência sofrida pelo magistrado, informou o Estadão.

Alexandre de Moraes poderá acionar os agressores na justiça cível, para reparação do dano moral sofrido.

Fonte: Brasil 247

Flávio Dino acionou PF para investigar agressão a Alexandre de Moraes e família

 "Até quando essa gente extremista vai agredir agentes públicos, em locais públicos, mesmo quando acompanhados de suas famílias?", afirmou ministro da Justiça

(Foto: ABR)

O ministro da Justiça, Flávio Dino, conversou com Alexandre de Moraes depois da agressão que o ministro do STF sofreu no aeroporto de Roma, onde estava com sua família. Embora o crime tenha ocorrido no exterior, os agressores, que são brasileiros, poderão ser punidos no Brasil.A PF já identificou os agressores. Uma mulher chamada Andreia chamou Alexandre de Moraes de "bandido, comunista e comprado".

Um homem identificado pela PF como Roberto Mantovani Filho teria agredido fisicamente o filho do ministro. Flávio Dino foi ao Twitter para expressar usa indignação.

"Até quando essa gente extremista vai agredir agentes públicos, em locais públicos, mesmo quando acompanhados de suas famílias? Comportamento criminoso de quem acha que pode fazer qualquer coisa por ter dinheiro no bolso. Querem ser 'elite' mas não têm a educação mais elementar", escreveu Dino na rede social. 

Alexandre de Moraes pode ainda mover ação por danos morais contra os agressores.

Moraes estava com a sua família no aeroporto, quando voltava de uma palestra que ministrou na Universidade de Siena.

Os agressores foram identificados ao desembarcarem na manhã deste sábado no aeroporto internacional de Guarulhos. 

O STF ainda não se manifestou sobre as agressões.

Fonte: Brasil 247

Alexandre de Moraes e família são agredidos em aeroporto de Roma e PF já sabe quem são os criminosos

 Ministro do STF foi chamado de "bandido, comunista e comprado" e seu filho teria sido agredido fisicamente

Ministro do STF Alexandre de Moraes (Foto: STF)

A Polícia Federal já identificou todos os agressores do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes no aeroporto internacional de Roma, informa Malu Gaspar, de O Globo.

O ministro foi chamado de "bandido, comunista e comprado" por uma mulher identificada como Andreia. Os outros dois brasileiros que estavam com ela também já tiveram sua identidade apurada e também responderão por crimes contra a honra e ameaça.

Alexandre de Moraes pode ainda mover ação por danos morais contra os agressores.

Moraes estava com a sua família no aeroporto, quando voltava de uma palestra que ministrou na Universidade de Siena.

Um homem identificado pela PF como Roberto Mantovani Filho teria agredido fisicamente o filho do ministro.

Os agressores foram identificados ao desembarcarem na manhã deste sábado no aeroporto internacional de Guarulhos. 

O STF ainda não se manifestou sobre as agressões. 

Fonte: Brasil 247 com informações da jornalista Malu Gaspar do jornal O Globo

FGV: preço de mais da metade dos alimentos no supermercado caiu ou se manteve estável em junho

 Cenário também favorece o corte da taxa de juros, definida pelo Copom, ligado ao Banco Central, presidido por Roberto Campos Neto

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)

Pesquisador responsável pelo levantamento do Ibre/FGV, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Matheus Peçanha afirmou que, pela primeira vez desde outubro de 2019, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Alimentação) "ficou abaixo de 50% (48,03%), ou seja, mais da metade dos alimentos no supermercado nesse último mês caíram de preço ou ficaram com preço estável".

"Agora em junho foi também a primeira vez na série histórica que a difusão do IPA-Alimentos (itens alimentícios comercializados no atacado) ficou abaixo dos 30%: 28,21%", acrescentou Peçanha, de acordo com relatos publicados no jornal O Estado de S.Paulo.

O Brasil registrou deflação em junho, segundo números divulgados na última terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Analistas afirmaram que os dados refletem um cenário favorável à diminuição da Selic, taxa básica de juros, atualmente em 13,75%.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal OEstado de S. Paulo