sexta-feira, 23 de junho de 2023

Moraes vota para tornar réu homem que destruiu relógio em 8 de janeiro

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta sexta-feira (23), para tornar réus 45 pessoas denunciadas pela Procuradoria-Geral da República

O bolsonarista Antônio Cláudio Alves Ferreira ao destruir o patrimônio público brasileiro (Foto: Divulgação/Presidência da República)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta sexta-feira (23), para tornar réus 45 pessoas denunciadas pela Procuradoria-Geral da República pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. 

De acordo com Metrópoles, entre os denunciados estão Willian da Silva Lima, que roubou a toga de um dos ministros; Marcelo Fernandes, que levou réplica da Constituição Federal de 1988 da sede da Corte; e Antônio Cláudio Alves Ferreira, investigado sob suspeita de ter quebrado um relógio histórico no Palácio do Planalto.

Até o momento, o STF colocou no banco dos réus 1.245 pessoas. Com mais este o oitavo bloco de acusações, serão 1.290 análises concluídas. O caso foi dividido em partes devido ao grande número de denunciados. Como, no total, são 1.390 em dois inquéritos e em petições, faltam 100 pessoas a terem as denúncias analisadas.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Ministros dos TSE querem agilizar pauta para julgar mais dois processos contra Bolsonaro até novembro

 Pressa está ligada à saída, em novembro, do corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves. Cargo será assumido pelo ministro Raul Araújo, tido como um aliado de Bolsonaro

Fachada do TSE e Jair Bolsonaro (Foto: Roque de Sá/Agência Senado | REUTERS/Adriano Machado)

Após o término do julgamento iniciado esta semana e que poderá tornar Jair Bolsonaro (PL) inelegível, membros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretendem agilizar a tramitação de mais dois processos contra o ex-mandatário, visando incluí-los na pauta do plenário até novembro. O motivo para a pressa está ligado à saída, em novembro, do corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, que terá completado seu mandato de dois anos. O cargo será assumido pelo ministro Raul Araújo, visto como um aliado de Bolsonaro na Corte.

Segundo a coluna da jornalista Carolina Brígido, do UOL, os dois processos que deverão ter uma tramitação acelerada até novembro dizem respeito às investigações sobre a disseminação de notícias falsas e sobre o pacote de medidas anunciado por Bolsonaro às vésperas das eleições do ano passado.

Na ação das fake news, além de Bolsonaro, outras 47 pessoas estão sendo investigadas, incluindo seus três filhos: Carlos, Flávio e Eduardo. Também estão entre os alvos da ação as deputadas Carla Zambelli (SP) e Bia Kicis (DF) do PL, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, o empresário Otavio Fakhoury, o ex-secretário especial de Cultura no governo Bolsonaro Andre Porciuncula, o deputado Mario Frias (PL-RJ), que ocupou o mesmo cargo, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. Já no processo referente ao pacote de medidas, Bolsonaro e o candidato a vice-presidente em sua chapa, Walter Braga Netto, estão sendo investigados.

Ainda segundo a reportagem, a previsão é que Gonçalves começará a ouvir depoimentos em agosto. Algumas testemunhas serão ouvidas em um único dia, abordando mais de uma investigação, a fim de agilizar o andamento dos processos. O ex-ministro da Casa Civil, senador Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo, foi indicado por Bolsonaro como testemunha em diversas ações.

As acusações elencadas nos 15 processos são diversas. Entre elas está o suposto uso indevido da Polícia Rodoviária Federal para prejudicar as eleições do ano passado, além do uso do cargo para promover a candidatura em eventos financiados pelo erário público."

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna da jornalista Carolina Brígido do UOL

"Modelo de Moro e Dallagnol dá nojo", diz Gilmar Mendes ao defender juiz de garantias

 "O que se está se oferecendo ao Brasil é a chance de uma fuga para frente”, definiu o ministro do STF

(Foto: ABr | Senado)

Ao comentar a discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o sistema de juiz de garantias, o ministro da Corte Gilmar Mendes voltou a fazer críticas contundentes à Lava Jato e a dois de seus principais nomes: o ex-juiz parcial e hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e o ex-procurador e deputado federal cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

"Acho que houve uma paixão por um segmento aí da magistratura em relação a esse tema, paixão que tem até a ver com uma certa memória. Veja que quem ficou contra o juiz de garantias foi o Moro, uma certa homenagem à Lava Jato. Mas fazer homenagem à Lava Jato agora está meio esquisito, meio estranho. Alguém ainda se filia a essa corrente depois de tudo que se revelou na Vaza Jato? Alguém ainda é capaz? O que se está se oferecendo ao Brasil é a chance de uma fuga para frente, de não repetir mais esse modelo. Esse modelo de Moro, Dallagnol, força-tarefa e Bretas dá asco, dá nojo. Alguém é capaz de subscrever isso? Alguém quer dizer ‘eu compartilho disso, esse é um bom modelo’?”, questionou o ministro durante entrevista nesta sexta-feira (23) aos jornalistas Carla Araújo e Tales Faria, do UOL.

Perguntado sobre a possibilidade de cassação do mandato de senador de Moro, Gilmar Mendes preferiu o silêncio: "vamos aguardar. O futuro a Deus pertence”

Na sequência, o ministro ironizou o episódio em que Dallagnol contou ter recebido diversas transferências bancárias de 'agentes de Deus'. “O Brasil produziu esses combatentes da corrupção que gostam imensamente de dinheiro. Esse é um dado curioso. Veja que o Dallagnol inclusive viaja para o exterior e diz que viajando no avião começou a receber pix. É um novo fenômeno da espiritualidade com o dinheiro”.

Fonte: Brasil 247

Lula faz o discurso mais aplaudido da cúpula de Paris

 Presidente participou da Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global e recebeu aplausos de chefes de governo, líderes de Estado e representantes de organizações internacionais

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Joly/Pool via Reuters)

Durante a Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global em Paris, na França, nesta sexta-feira (23), o presidente Lula (PT) proferiu o discurso mais aplaudido do evento, relata o Valor Econômico. Em uma reação entusiasmada, a fala do mandatário brasileiro se destacou entre as dos demais chefes de governo, líderes de Estado e representantes de organizações internacionais. Lula abordou as exigências da União Europeia (UE) para o acordo com o Mercosul, classificando-as como uma "ameaça" em sua declaração, que durou mais de 20 minutos.

Sentado ao lado do anfitrião, o presidente francês Emmanuel Macron, no Palácio Brongniart, Lula expôs sua preocupação com as condições europeias, que, segundo ele, representam uma barreira para o acordo. Ele ressaltou a importância de repensar a arquitetura do sistema financeiro global e buscar soluções para o financiamento climático. "Estou ansioso para firmar um acordo com a UE, mas a carta adicional proposta por eles impede que isso aconteça", declarou Lula, enfatizando a necessidade de discutir o assunto com mais empenho. Ele questionou a viabilidade de uma parceria estratégica com ameaças presentes em uma carta adicional. Lula salientou: "como resolveremos essa questão?".

A fala de Lula, no entanto, foi muito além. Conforme relata a jornalista Denise Assis em artigo publicado no Brasil 247, o presidente "falou com a autoridade dos que conhecem a fome, das desigualdades e do abismo entre as atividades de países ricos e pobres. (...) Lula mostrou ao mundo a urgência da montagem de um modelo que sirva aos tempos atuais, em que a ONU volte a ser um organismo capaz de colaborar com o ordenamento da paz no mundo, com real autoridade para fazê-lo. Conclamou os chefes de Estado presentes a repensar as suas atitudes e objetivos. Alertou para a nocividade da pobreza para o planeta e o seu futuro. Abriu os olhos do mundo sobre o quanto atraso e clima são temas que caminham juntos para a degradação da humanidade. Tocou com segurança numa necessária mudança da visão econômica do ganha, ganha, apontando que no final todos perderão.  Mostrou a todos que os cinco milhões de quilômetros quadrados de Amazônia são do Brasil, mas servem ao mundo, que deve pagar por isto, ajudando a preservá-la. Citou números do seu país, dos demais continentes e conclamou os seus homólogos a lutar pela paz. Não da maneira demagógica que se costuma falar do tema, mas falando ao que eles todos entendem de sobra: suas caixas registradoras".

Fonte: Brasil 247

'Inelegibilidade é o mínimo': deputados pedem responsabilização de Bolsonaro na Justiça

 

Com início de julgamento no TSE, esquerda aguarda resultado enquanto pensa próximos passos da luta pró-democracia

Futuro político de Bolsonaro está nas mãos do TSE - Marcos Corrêa/Presidência da República

O início do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode tornar Jair Bolsonaro (PL) inelegível ampliou as expectativas de lideranças do campo da esquerda em torno da responsabilização do ex-presidente. Acusado de cometer abuso de poder político por conta da reunião em que tentou descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro diante de embaixadores em julho do ano passado, com transmissão por canais oficiais, Bolsonaro recebeu parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) favorável à sua inelegibilidade.

A sessão do TSE foi suspensa logo depois do posicionamento do MPE para ser retomada na próxima (27), com a leitura do voto do relator do caso na Corte, o ministro Benedito Gonçalves, mas a largada do julgamento foi suficiente para atiçar as críticas por parte de parlamentares que cobram penalidades para o ex-presidente. O pedido apresentado à Justiça Eleitoral partiu do PDT, autor da ação que está em discussão na Corte. Em entrevista à GloboNews nesta quinta (22), o líder do partido na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), disse esperar que o tribunal "nos livre do risco à democracia que ele sempre representa".  

"Cabe aos ministros do TSE trabalharem na perspectiva de que aquele ato veio dentro de um contexto de ataque violento à democracia, inclusive com o 8 de janeiro, que, evidentemente, não vai ser analisado porque ele já não era mais presidente da República. Mas todos esses atos foram uma sequência de ações que infelizmente levaram o nosso Brasil a passar anos muito difíceis e com grave risco à democracia", disse.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) se manifestou via Twitter. "Que Bolsonaro seja condenado por seus crimes e tornado inelegível, virando essa página triste de nossa história. Bolsonaro inelegível já", cobrou o parlamentar, que também comentou as características do posicionamento do relator. "O voto estritamente técnico do ministro Benedito Gonçalves desmonta completamente qualquer argumento de Bolsonaro quanto à perseguição judicial. Ele narra exaustivamente o passo a passo da investigação e a plena lisura do processo. Não há como se vitimizar."

A presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), também se pronunciou pelo Twitter. "Não está fácil a vida do genocida depois do que a gente viu no primeiro dia de julgamento no TSE. Sabendo disso, [a oposição] já começa a narrativa de vitimização, falando em depressão de Bolsonaro. É isso que vão fazer, colocar ele como coitado pra manipular o povo. Mas não vai colar. Todo mundo sabe bem o mal que esse homem fez. [Em] depressão ficou o país na presidência dele”, criticou.


O líder do PSOL na Câmara, Guilherme Boulos (SP), disse ao Brasil de Fato que vê o julgamento como o início de um amplo processo de responsabilização para o ex-presidente. "Torná-lo inelegível é apenas o começo de um grande acerto de contas que o país precisa ter com sua história. Ele e seus cúmplices precisam ser responsabilizados por todos os crimes que cometeram, como a tragédia deliberada do negacionismo durante a pandemia e a tentativa de golpe do 8 de janeiro. Não se trata de 'revanchismo', pelo contrário: trata-se, isto sim, de justiça e direito à memória. O Brasil precisa lidar com os erros do passado para que eles jamais voltem a se repetir no futuro".

Na mesma sintonia, a psolista Fernanda Melchiona (RS) disse à reportagem que espera justiça e rapidez no julgamento. "Foram públicos e notórios o abuso de poder público e o uso de canais estatais durante aquela reunião escandalosa que Bolsonaro fez com os embaixadores de julho de 2022. A inelegibilidade de Bolsonaro é o mínimo. Que seja o passo inicial da luta por responsabilização pelos crimes cometidos por ele."

A parlamentar cita diferentes condutas do ex-presidente que marcaram a sua gestão à frente do Palácio do Planalto nos últimos quatro anos. "São muitos processos criminais, como os crimes contra a humanidade no caso da covid, no caso dos Yanomami, e depois, claro, toda essa narrativa golpista que culminou no ato de 8 de janeiro e que, sem sombra de dúvida, tem a participação dele como mentor no discurso e na própria narrativa", disse Melchiona.

Para Glauber Braga, a penalização do ex-capitão pelo TSE seria um sinal importante para a preservação do sistema democrático no país. "A perda dos direitos políticos é uma resposta para demonstrar que Bolsonaro não tem a possibilidade de tocar um fechamento de regime como ele esperava que fosse fazer", disse ao Brasil de Fato.

Caminhos

Para Braga, é preciso não só batalhar pela responsabilização judicial do ex-presidente, mas também pensar os caminhos a serem seguidos para as forças democráticas e progressistas no atual momento da história. Com o bolsonarismo ainda vivo no meio social e presente nos diferentes setores da luta institucional, especialmente no Congresso Nacional, o deputado vê a necessidade de se travar o que chama de "luta direta com as estruturas que deram sustentação ao governo Bolsonaro ou àquilo que se chama de bolsonarismo".

"Os fundamentalismos diversos é uma delas, a agenda de aplicação do Estado penal e policial punitivo também, que tem uma relação direta com milícias, os generais que compuseram o primeiro escalão do governo Bolsonaro, a relação que [isso] teve em determinado momento com o lavajatismo e inclusive com o objetivo de extrema direita. Ou seja, é continuar trabalhando com um processo de responsabilização em relação a esses setores", explanou.

Para o deputado, a jornada deve incluir ainda o enfrentamento à agenda de aplicação do ultraliberalismo no país, que viveu seu auge com os governos Temer (2016-2018) e Bolsonaro (2018-2022). "Existe uma enorme expectativa em relação ao governo Lula para a superação do que foi a agenda de exclusão que deixou mais de 100 milhões de pessoas passando por algum tipo de insegurança alimentar no governo Bolsonaro. Então, para que a gente consiga superar essa situação, tem que superar também a aplicação dessa agenda de natureza liberal para [trocar] por uma agenda que seja de fato garantidora dos direitos da maioria do povo."

Por fim, o parlamentar defende que o campo progressista enfrente o legado do bolsonarismo com mobilização e organização popular para além dos espaços institucionais. "Se acharmos que vamos conseguir derrotar essas estruturas só dependendo da articulação com Lira e companhia, estamos fritos. A gente só consegue avançar e derrotar de maneira definitiva essas forças com muita mobilização e organização nas ruas, nos movimentos e comunidades para além do espaço institucional parlamentar."

Edição: Thalita Pires

Fonte: Brasil de Fato


Arroz do MST tem agrotóxico? Arruda diz que sim; Requião Filho desmente

 

Foto: MST

O arroz produzido pelo Movimento Sem terra (MST) tem agrotóxico? Para o deputado estadual Ricardo Arruda (PP) tem. Foi o que ele afirmou na última terça-feira (20) durante fala na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Mas, para o deputado Requião Filho (PT), a notícia não passa de fake news.

De acordo com Arruda, o arroz cultivado pelo MST não é nada orgânico e “tem mais agrotóxico do qualquer arroz produzido pelo agronegócio”. E acrescentou: “além de produzir numa escala mínima, que não alimenta ninguém, ainda usa agrotóxico e mente que é arroz orgânico”.

Em seguida, o deputado Requião Filho informou que tem um desmentido feito pelo UOL Confere em que corrente falsa do WhatsApp diz que arroz produzido pelo MST tem agrotóxico. “Essa notícia é falsa e já foi desmentida na Internet”, disse Requião. Ele adiantou que, “em nota, a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), além de ter afirmado eficiência, qualidade e segurança reconhecidas pelo Inmetro, garantiu que as amostras de arroz analisadas não contém resíduos detectáveis de agrotóxicos”.

Ricardo Arruda disse, então, que a informação é de um vereador e prometeu apresentar um documento sobre isso. Já na sessão de quarta-feira (21), Arruda afirmou que entrou em contato com o vereador Ramiro Rosário, que é de Porto Alegre, que informou que a UFSM recuou e foi contra o próprio laudo, que amostras foram enviadas para dois novos laboratórios de São Paulo e que os laudos devem ficar prontos nos próximos dias. 

Fonte: Contraponto



 

Redes bolsonaristas editam vídeos de viagem do ex-presidente ao Rio Grande do Sul e usam até imagens antigas para ampliar tietagem

 


Numa clara tentativa de compensar o impacto negativo da sessão inicial do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderá tornar Jair Bolsonaro inelegível até 2030, as redes bolsonaristas procuraram distrair a militância com vídeos e fotos da tietagem da militância na viagem do ex-presidente a um evento em Porto Alegre.

Com as imagens de Porto Alegre, os bolsonaristas tentam ainda mitigar a falta de mobilização nacional pela absolvição do ex-presidente – algo que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP) insistiram nos últimos meses que ocorreria, caso Bolsonaro fosse mesmo julgado.

“Temos uma Justiça que não representa seu povo. No dia que tentam tornar Bolsonaro inelegível, o povo o idolatra”, dizia um dos vídeos compartilhados dezenas de vezes nos grupos que a equipe da coluna monitora no Telegram. “Impressionante! Não tem lógica ele ter perdido as eleições”, escreveu uma apoiadora em resposta a outra gravação, em tom conspiracionista.

Vários chats reproduziram ao longo do dia um vídeo que mostraria uma multidão de bolsonaristas protestando na porta do Superior Tribunal Militar (STM), como se fosse de hoje, demandando uma “ação” contra o presidente do TSE, Alexandre de Moraes. Porém, a manifestação ocorreu em dezembro do ano passado e questionava a vitória de Lula.

A recepção em Porto Alegra era esperada. Nos últimos dias, o evento foi alardeado pela militância e pelos políticos gaúchos do PL, além da própria direção nacional do partido. Além disso, apesar de ter perdido para Lula na cidade, Bolsonaro venceu com larga margem no Rio Grande do Sul, incluindo vários dos municípios mais populosos da Região Metropolitana.

Registros de Bolsonaro sendo paparicado por apoiadores a bordo de um avião comercial também inundaram os grupos depois de serem divulgados pela própria assessoria de imprensa do PL. A hora da chegada do ex-presidente a Porto Alegre foi divulgada em vários grupos em tom de convocação.

Na disputa com os fatos do processo que trata sobre a disseminação de fake news para desacreditar o sistema de votação e a Justiça Eleitoral, sobrou espaço para mais desinformação.

Apesar do discurso para as redes, o PL já contabilizou a perda dos direitos políticos de Bolsonaro e pretende faturar com o discurso da perseguição judicial, de olho nas eleições municipais de 2024.

Até mesmo o ex-presidente admitiu na última quarta-feira que dificilmente escapará da condenação.

Fonte: Agenda do Poder com informações de Malu Gaspar, de O Globo.

Deputado confronta na CPI preso por terrorismo golpista: “Você ainda acha que bandido bom é bandido morto?” (vídeo)




 Depois de passar mais de uma hora se recusando a responder as perguntas dos parlamentares, o empresário George Washington de Oliveira Sousa, condenado pela tentativa de atentado a bomba no Aeroporto de Brasília, acabou falando à CPI dos atos terroristas de janeiro.

Ele foi duramente confrontado pelo deputado Duarte Jr (PSB-MA), que o chamou de covarde por se recusar a falar sobre o envolvimento num plano de explodir um caminhão de combustíveis ao lado do aeroporto.

– Agora que está preso na Papuda, como terrorista, o senhor continua concordando com o seu líder, que sempre disse que bandido bom é bandido morto? – perguntou o deputado.

Quando decidiu falar, Washington disse se considerar um “patriota”, que “armas não matam” e repetiu a tese bolsonarista de que havia infiltrados entre os grupos que questionavam o resultado das eleições. Ele, no entanto, evitou citar nomes dos supostos infiltrados e dar maiores detalhes sobre isso.

Em maio, o juiz Osvaldo Tovani, da 8ª Vara Criminal de Brasília, condenou Oliveira a uma pena de nove anos e quatro meses. A base do governo quer usar a sessão de hoje para emparedar mais uma vez o ex-presidente Jair Bolsonaro. Oliveira chegou a dizer, em texto no seu celular, que o ex-presidente o inspira.

Ao iniciar o depoimento, o presidente da CPI fez uma série de críticas a George Washington. O deputado comparou ele a “vermes que se escondem no esgoto” e disse que a atitude em relação a bomba é “vil, covarde, vergonhosa e canhestra”. 

Assista à manifestação do deputado Duarte Jr diante do empresário preso por terrorismo:

Fonte: Agenda do Poder

Relembre cinco vezes em que Daniela Lima desagradou os bolsonaristas

Daniela Lima é a mais nova contratada da GloboNews – Divulgação

Daniela Lima, que trocou a CNN Brasil pela GloboNews nesta quinta-feira (22), irritou apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diversas vezes nos quase quatro anos em que esteve no canal de notícias. A ex-apresentadora do CNN 360 chegou a figurar entre os assuntos mais comentados das redes sociais com o eleitorado do político do Partido Liberal pedindo sua demissão e deu uma bronca em um bolsonarista ao vivo.

Confira cinco vezes em que Daniela Lima incomodou o eleitorado de Bolsonaro:

1 – “Notícia boa”

Em maio de 2021, Daniela Lima foi atacada por apoiadores de Jair Bolsonaro por conta de uma frase dita no CNN 360: “Infelizmente, agora vamos falar de notícia boa, mas com valores não tão expressivos”, iniciou a jornalista para anunciar o saldo positivo do mercado formal de empregos, com a criação de 120 mil vagas com carteira assinada.

Mesmo com o “infelizmente” referindo-se ao número baixo, considerando que o desemprego atualmente é um dos maiores problemas do país, os bolsonaristas viram nisso uma espécie de boicote da emissora e da jornalista.

2 – “Quadrúpede”

Em junho do mesmo ano, a comunicadora foi chamada de “quadrúpede” pelo então presidente e virou alvo de seu eleitorado também. Em publicação que falava do “Dia da Imprensa”, um bolsonarista afirmou que achava que “o dia de finados fosse 2 de novembro”.

Em resposta, a jornalista questionou se aquilo seria “ameaça de morte ou de ditadura” e lembrou que “ambos são crimes”. “Não passará”, disse ela.

3 – “Chefe enterrado”

Já em julho de 2021, Daniela Lima cometeu uma gafe durante a cobertura da transferência de Bolsonaro de Brasília para São Paulo e informou que o político seria “enterrado” em vez de “internado”.

Após a repercussão, Tercio Arnaud Tomaz, assessor especial do parlamentar, atacou a loira: “Mais um ‘ATO FALHO’ da ‘Jornalista’ @DanielaLima”. “Tenha respeito, rapaz. Se não por mim, pq vcs não têm mesmo, pelo seu chefe, presidente da República. Presidente do Brasil. Respeito que todos nós estamos tendo. Tenha vergonha. Ele internado, a gente acompanhando, com correção. Vergonha. E respeito”, respondeu ela.

4 – “Pedido de demissão”

Em dezembro do ano passado, a CNN Brasil promoveu uma demissão em massa e bolsonaristas pediram para que a emissora demitisse Daniela Lima.

Com os ataques proferidos à apresentadora, o nome dela se tornou um dos mais comentados no Twitter e foi parar nos trending topics da plataforma. Ela foi sendo chamada de “Inimiga do Brasil”.

5 – “Bronca”

No dia 8 de janeiro de 2023, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, questionou a veracidade das urnas e foi interrompido pela jornalista.

“Deputado, não, eu peço desculpas. Eu vou interromper. Sabe por quê? (…). A confiança na urna é imposta pelos fatos, deputado (…). Jornalistas deputado, perdão, somos eu e meus colegas que estão na rua, muitos deles apanhando dos homens de bem, pessoas de família que você veio defender”, iniciou.

Daniela Lima concluiu a bronca: “No dia de hoje, diante desse cenário de terra arrasada, do Supremo Tribunal Federal depredado, do Congresso Nacional depredado, do Palácio do Planalto depredado, de um governador que não conseguiu lidar [com a situação], reverberar esse tipo de discurso, que levou essas pessoas à loucura deputado, é questionável”.

No TSE, Moraes consegue acordo com ministros para impedir adiamento de julgamento

 O TSE julga Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Condenação e inelegibilidade são o cenário mais provável

Alexandre de Moraes (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes negociou internamente para evitar pedidos de vista e o consequente adiamento do julgamento que poderá tornar Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos.

Segundo Malu Gaspar, do jornal O Globo, Moraes conversou pessoalmente com os dois ministros mais alinhados a Bolsonarona Corte Eleitoral: Kassio Nunes Marques e Raul Araújo. "Nessas conversas, Moraes argumentou que seria ruim para o país e para o TSE que o processo se arrastasse por muito tempo, e insistiu que o tribunal precisa encerrar essa fase da discussão sobre as eleições de 2022", relata a jornalista.

A estratégia de Moraes teria dado certo, segundo Malu Gaspar: tanto Nunes Marques quanto Raul Araújo prometeram proferir seus votos de imediato, sem pedido de vista. "O acordo vem sendo mantido no mais absoluto segredo para evitar o acirramento da pressão que os bolsonaristas têm feito, em público e nos bastidores, para que Nunes Marques ou Araújo peçam vista do processo", complementa.

De acordo com Lauro Jardim, do jornal O Globo, Bolsonaro e seus aliados depositam suas últimas esperanças em Nunes Marques e em um adiamento: "apostamos em adiar por três meses na esperança que, neste período, algum fato novo surja que possa mudar o resultado final”, resume um interlocutor de Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

TRF-4 despeja juiz Appio de sua sala na Justiça Eleitoral, removendo até mesmo retratos de família

 Afastamento de Appio foi apenas preventivo, e o juiz recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) buscando retornar ao seu cargo

Eduardo Fernando Appio (Foto: Divulgação)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) tomou a decisão de despejar o juiz Eduardo Appio de sua sala na Justiça Federal. Em um despacho emitido pelo corregedor regional, Cândido Leal Júnior, foi determinado que todos os pertences pessoais do magistrado fossem retirados de seu gabinete localizado na 13ª Vara Federal de Curitiba, conhecida por sua participação na célebre Operação Lava Jato, segundo informa a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha.

Essa medida acabou por causar constrangimento entre os servidores do gabinete, visto que o afastamento de Appio foi apenas preventivo, e o juiz recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) buscando retornar ao seu cargo. No despacho emitido, o corregedor Leal autorizou o diretor da 13ª Vara Federal, com o apoio da diretora administrativa da seção, a recolher todos os objetos pertencentes a Appio e devolvê-los ao juiz. Essa determinação incluía até mesmo a retirada de retratos de família e desenhos de sua filha presentes no local.

"A diligência deverá ser realizada com discrição", enfatizou Leal em sua determinação. Desde que assumiu a 13ª Vara Federal de Curitiba, Appio tem analisado minuciosamente decisões judiciais e administrativas relacionadas à Operação Lava Jato, revertendo várias delas. Tal postura tem levado a críticas de ex-integrantes da operação, como Sergio Moro e Deltan Dallagnol, entre outros.

Fonte: Brasil 247 com informações da jornalista Mônica Bergamo na sua coluna na Folha

Na CPMI, deputado bate duro no bolsonarista George Washington, condenado por terrorismo (vídeo)

 "Você é incompetente até para a prática de um crime", afirmou o parlamentar Duarte Júnior

Duarte Jr. (Foto: Divulgação)

O deputado federal Duarte Jr (PSB-MA) criticou o bolsonarista George Washington, que foi depor nesta quinta-feira (22) na Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas. "Você é incompetente até para a prática de um crime...o presidente que vc defende afirmava aos quatro cantos deste país que bandido bom é bandido morto. E agora que vc está olhando o sol nascer quadrado, lá da Papuda, continua concordando com o seu mito?", questionou o parlamentar. 

Em 11 de maio, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) condenou o bolsonarista George Washington a 9 anos e 4 meses de prisão pela tentativa de atentado a bomba perto do Aeroporto de Brasília (DF) em dezembro de 2022. O outro condenado foi Alan Diego dos Santos Rodrigues (5 anos e 4 meses de reclusão). Além das penas, o TJ determinou que Washington pagasse uma multa de R$ 11.312, e Rodrigues, de R$ 6.464, com os valores revertidos para o Fundo Penitenciário Nacional.

A partir desta sexta-feira (23), o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará mais 45 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento nos atos golpistas do 8 de janeiro, quando apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF). O STF tornou 1.245 réus das 1.390 pessoas denunciadas pela PGR.  


Fonte: Brasil 247