domingo, 3 de abril de 2022

Horta: com Alckmin, Lula propõe às elites a volta das regras do jogo, sem vingança

 Historiador diz que Lula não pretende se vingar dos seus algozes, em seu terceiro mandato

(Foto: Reprodução | ABr | Stuckert)


247 – O historiador Fernando Horta avaliou, em entrevista ao jornalista Gustavo Conde, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está propondo às elites brasileiras, ao se aliar com o ex-governador paulista Geraldo Alckmin, uma "volta às regras do jogo, anteriores ao golpe de 2016, sem vingança e sem perseguição aos seus algozes". Seria uma espécie de reconciliação nacional.

Horta também diz que o golpe de 2016 ofereceu às elites brasileiras e ao capital internacional um país inteiro para ser saqueado, mas diz que aquele processo está se esgotando. "Mesmo o capital necessita de certa estabilidade e de que a população tenha um mínimo de renda para consumir", afirma. Na sua visão, só Lula tem a capacidade de reconstruir um Brasil devastado pelo bolsonarismo. 

Assista: 




Juliane Furno: “nada justifica que a Petrobrás tenha margem de lucro de 27% às custas do povo brasileiro”

 "É urgente que a empresa mude seu comportamento e aja como uma estatal", defende a economista. Assista na TV 247


(Foto: Reprodução | Reuters/Sergio Moraes)


247 - A economista Juliane Furno, em entrevista à TV 247, criticou a margem de lucro “extraordinária” praticada pela Petrobrás, que, com o pré-sal, produz petróleo a um custo muito abaixo do valor final da venda. Ela afirmou ser “urgente” uma mudança no comportamento da empresa, que precisa passar a “agir como uma estatal”, ao invés de priorizar os lucros de acionistas.

Em 2021, a Petrobrás registou enormes lucros líquidos, de R$ 106,6 bilhões. O desempenho foi no mínimo duas vezes superior à média das maiores petroleiras internacionais. Naquele ano, o Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) médio das petroleiras foi de 12%, ao passo que o da Petrobrás foi de 27,5%.

Para a economista-chefe do IREE (Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa), a estatal poderia garantir um preço significativamente menor nas bombas, mesmo considerando diversos custos extras. 

“Veja o paradoxo. Estamos aumentando o custo da venda dos derivados de petróleo ao mesmo tempo que em que está caindo o custo de extração do barril interno. Então, não é que a Petrobrás está lucrando mais porque ela está vendendo mais caro. Ela está lucrando mais porque ela vende mais caro e produz ainda mais barato. Nos balanços desse ano para o ano anterior, caiu em torno de 6 por cento o custo de produção. Hoje, conseguimos extrair o barril de petróleo do pré-sal por em torno de 6 dólares, tirando todas as participações governamentais. Se colocar royalties, participação especial e impostos, dá em torno de 29 dólares. O preço do barril hoje está em torno de 100. Ou seja, conseguimos produzir um barril por 29 dólares e está utilizando o preço de referência do mercado internacional. Isso é uma margem de lucro extraordinária. Nem as atividades mais ilegais do mundo teriam uma margem de lucro tão extraordinária como essa”, disse. 

“Então, utilizando esse custo de produção, somado ao custo de refino, que já está quase todo amortizado porque as refinarias foram construídas há bastante tempo, mais uma margem de lucro substancial para remunerar os acionistas e garantir investimentos no futuro, ainda assim a Petrobrás poderia garantir um preço muito menor, mesmo assumindo todo custo de importar 20% de derivados de petróleo”, completou. 

Ninguém quer Moro, admite Merval Pereira

 Ex-juiz suspeito foi devorado pelo sistema político

Sérgio Moro e o jornalista Merval Pereira (Foto: ABr | Reprodução)


247 – O ex-juiz suspeito Sergio Moro, que destruiu 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese, e corrompeu o sistema judicial, segundo a suprema corte brasileira, não tem espaço na política, admitiu um de seus principais apoiadores, o colunista Merval Pereira, do Globo. "O fato é que nenhum partido quer o ex-juiz Sérgio Moro como candidato. Mesmo no Podemos, já estava sendo pressionado para se candidatar a deputado federal", escreve, em sua coluna.

"Vamos assistir daqui para frente a uma disputa encarniçada no PSDB e no União Brasil para a indicação de um candidato à presidência da República, o que só facilitará a polarização entre Lula e Bolsonaro", escreve. "A recuperação de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais é outro fato relevante. O fato de os partidos do Centrão terem sido os que mais cresceram na janela partidária mostra que os políticos estão sentindo um cheirinho de vitória no ar, embora o vento continue soprando para Lula. Ao contrário do Centro Democrático, que sente cheiro de queimado", finaliza.


Miriam Leitão defende combustíveis caros, mas diz que Lula é melhor que Bolsonaro

 Jornalista defendeu o golpe de estado que teve como objetivo mudar a política de preços da Petrobrás


Lula e Miriam Leitão (Foto: Ricardo Stuckert | Reprodução)


247 – A jornalista Miriam Leitão, que lutou pelo golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, que teve como objetivo central mudar a política de preços da Petrobrás, de modo a transferir renda da sociedade brasileira para os acionistas privados (sobretudo internacionais) da Petrobrás, defendeu na sua coluna publicada neste domingo a continuidade das regras que impõem aos brasileiros a gasolina, o diesel e o gás de cozinha com preços exorbitantes, mas afirmou que "a única via possível é a democracia".

"Não há dois extremistas na disputa, mas apenas um, Jair Bolsonaro. Semana passada, novamente, Bolsonaro provou que ele é um perigo para a democracia. Atacou ministros do STF com palavrões, defendeu a ditadura, colocou em dúvida as urnas eletrônicas, elogiou um parlamentar delinquente", diz ela.

Miriam defende supostamente a democracia, mas não sai da contradição criada pelos golpistas de 2016: um golpe que possibilitou o assalto dos acionistas da Petrobrás à sociedade brasileira para se apropriar da renda do petróleo. "Sobre a Petrobras, os dois têm propostas populistas e que envolvem gasto público para reduzir os preços de combustíveis fósseis. É uma insanidade tirar dinheiro do cofre público para ajudar o dono do carro — ou do carrão — a encher o tanque", escreve Miriam, resumindo a questão dos combustíveis, que são preços básicos de toda economia, aos carrões dos ricos e milionários. Na entrevista abaixo, a ex-presidente Dilma Rousseff explica de forma didática como o golpe de 2016 foi dado para que a Petrobrás fosse depenada:




Janio de Freitas alerta para o risco de novo golpe e diz que pode não haver eleição

 Colunista critica o ímpeto golpista de Jair Bolsonaro e dos militares que o cercam

(Foto: Divulgação)


247 – O colunista Janio de Freitas alerta, em sua coluna na Folha de S. Paulo, para o risco de um novo golpe de estado no Brasil. "Os indícios atuais de golpe já ameaçam o episódio eleitoral", escreve. "Passaram por aí o 31 de março e o 1º de abril, com seu jeito ressabiado de quem sabe, e tenta uma cara limpa, ter praticado indignidade inapagável. Os golpes passeiam assim pelo calendário, 3 de outubro, 9 e 11 de novembro, 24 de agosto, outro agosto no dia 25, 13 de dezembro, 15 de novembro —e muitos dias a mais de traição a juramentos oficiais, de deslealdades pessoais, uso criminoso de armamentos do Estado, destruição de várias constituições e, com cada uma, das instituições menos distantes da democracia", complementa.

"Possível vice de Bolsonaro, para uma chapa mais coerente que a feita com o vice Mourão, o ministro da Defesa e seus antecessores não saíram da alegação de 'anseios da sociedade' como origem do golpe de 1964 e de 21 anos de ditadura. Braga Netto e os outros não precisariam de mais do que quatro letras para escapar à inverdade: anseios da alta sociedade. Perfeito. A essa sociedade eles serviram sempre, em tudo, excetuado o momento heroico que os derrotou em defesa da Constituição, pela posse do vice em 1961", diz ainda Janio.

O colunista também mencionou o recente alerta feito pelo ministro Edson Fachin sobre as ameaças à democracia. O golpe pós-eleitoral excita reações que, antes de vitórias e derrotas, não costumam expandir-se. Os indícios atuais, que movem Edson Fachin e outros ministros-magistrados, ameaçam já o episódio eleitoral", diz ele.


Eleitor de Ciro pode abandoná-lo em favor de Lula, diz Helena Chagas

 Para a jornalista, dificilmente o ex-governador vai passar dos 10%, o que acarreta na antecipação do segundo turno já no primeiro. Assista

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)


247 - A jornalista Helena Chagas, em entrevista à TV 247, analisou o quadro eleitoral com a saída do ex-juiz parcial Sergio Moro da corrida presidencial. Para ela, o fato abre espaço para candidaturas da terceira via, mas nada significativo. 

Quanto a Ciro Gomes, dificilmente o ex-governador vai passar dos 10%, avalia ela. Neste cenário, é provável uma antecipação do segundo turno já no primeiro. 

"Sem Moro e sem um candidato da terceira via robusto, sobra Lula, Bolsonaro e Ciro. Quanto ao Ciro, ele pode crescer? Pode. Mas dificilmente ele vai passar dos 10%. Se o Ciro continuar nessa toada, vamos ter talvez uma antecipação do segundo turno no primeiro. Quando for a véspera da eleição, o eleitor do Ciro vai pensar: 'pô, estão os dois muito na frente do meu candidato. Então, vamos despejar logo para acabar com essa conversa no primeiro turno'. A maioria dos eleitores do Ciro vai para o Lula. Então, a saída do Moro é boa para todo mundo, para os naniquinhos da terceira via, porque vai sobrar alguma coisa para eles, como o próprio Doria". 


sábado, 2 de abril de 2022

Fluminense empata com o Flamengo e volta a ser campeão carioca após dez anos

 

                          (Foto: Reprodução/FluTV)


Após um jejum de dez anos, o Fluminense é campeão carioca. O time do técnico Abel Braga empatou, neste sábado, no Maracanã, com o Flamengo, por 1 a 1, e ficou com o título por ter vencido o primeiro duelo por 2 a 0. Já a equipe rubro-negra falhou em sua tentativa de somar o primeiro tetracampeonato em sua história.

O clube das Laranjeiras soma o 32º título estadual, enquanto o rival da Gávea permanece com 37. O Vasco acumula 24 taças e o Botafogo, 21.

Com a necessidade de fazer gols por causa da derrota na primeira partida, o Flamengo buscou o ataque desde o começo, mas sofreu com a velocidade e o bom toque de bola do Fluminense. Logo aos oito minutos, Cristiano e David Braz levaram perigo à meta de Hugo.

Apesar da vantagem obtida no primeiro duelo, o Fluminense entrou em campo com o objetivo de marcar o Flamengo forte em sua saída de bola. Com isso, o time rubro-negro ficou sem opções e passou a dar chutão em direção à área tricolor.

E foi desta forma que o Flamengo abriu o placar. Hugo mandou para o campo de ataque, Bruno Henrique ganhou de Nino e a bola sobrou para Arrascaeta. O uruguaio escapou pela esquerda e cruzou para Gabriel Barbosa abrir o placar.

O torcedor que esperava uma pressão ainda maior do Flamengo se surpreendeu com a atitude do Fluminense, que passou a tomar a iniciativa do jogo. Com boa distribuição de Paulo Henrique Ganso, o time das Laranjeiras obteve o empate, aos 43 minutos, com Cano.

O segundo tempo foi muito nervoso, com a maioria dos jogadores pressionando a arbitragem em qualquer lance. Foram poucos os momentos de perigo. Aos 14, Cano foi lançado dentro da área. O argentino dominou e tentou passar por Filipe Luis, que tocou na bola com a mão. O árbitro foi até o VAR e confirmou a penalidade. Cano bateu no meio do gol e Hugo defendeu.

Daí para frente o que se viu no gramado do Maracanã foi um Flamengo bastante nervoso, enquanto o Fluminense esbanjou raça e vontade, principalmente com o trio de zagueiros formado por Manoel, Nino e David Braz.

Nos minutos finais, Abel colocou o experiente Fred em campo. Já Paulo Sousa trocou Gustavo Henrique por Willian Arão. Fred, que entrou com a intenção de arrumar confusão, conseguiu o que queria e acabou expulso com Bruno Henrique.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 1 X 1 FLAMENGO

FLUMINENSE - Fábio; Manoel, Nino e David Braz; Calegari (David Duarte), André, Yago Felipe (Nonato), Ganso (Martinelli) e Cristiano; Arias (Luiz Henrique) e Cano (Fred). Técnico: Abel Braga.

FLAMENGO - Hugo Souza; Gustavo Henrique (Willian Arão), David Luiz e Filipe Luís; Rodinei (Matheuzinho), Gomes, Andreas Pereira (Everton Ribeiro), Arrascaeta e Lázaro (Pedro); Bruno Henrique e Gabriel. Técnico: Paulo Sousa.

GOLS - Gabriel Barbosa aos 28 e Cano aos 43 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Bruno Arleu de Araújo.

CARTÕES AMARELOS - Gabriel Barbosa, David Braz, David Luiz, Cristiano, Gomes e André.

CARTÕES VERMELHOS - Fred e Bruno Henrique.

RENDA - 64.709 pagantes (67.754 presentes).

Fonte: Bem Paraná com Estadão Conteúdo 

Atlético vence o Cruzeiro por 3 a 1 e conquista seu 47º título mineiro

 

(Foto: Reprodução/TV Galo)


O Atlético venceu o Cruzeiro por 3 a 1, neste sábado, dia 02, no Mineirão, e conquistou seu 47° título do Campeonato Mineiro. Foram 12 vitórias, um empate e apenas uma derrota. Esta é a segunda taça conquistada pelo alvinegro em 2022, que também já venceu a Supercopa, sobre o Flamengo.

O time comandado pelo técnico Antonio Mohamed encerrou a competição com o melhor ataque, com 31 gols marcados e a melhor defesa, com apenas seis sofridos.

A partida começou com as duas equipes buscando o ataque. Logo aos 3 minutos, Cabral saiu errado, Hulk recebeu no meio e bateu forte para Rafael espalmar. Na sobra, Keno tentou mandar para as redes, mas o goleiro conseguiu fazer a defesa.

Na marca dos 8 minutos, em cobrança de escanteio, Edu cabeceou rente a trave de Everson.

Aos 23 minutos, após bate e rebate na área cruzeirense, Arana pegou de primeira, mas a bola desviou na zaga antes de sair pela linha de fundo.

Em grande jogada pela esquerda, Keno venceu a disputa com Rômulo e tocou para Hulk. O camisa 7 chutou forte em cima do arqueiro adversário.

Aos 30 minutos, o Galo abriu o placar. Hulk recebeu na intermediária, girou sobre o marcador e bateu rasteiro, no canto direito para vencer Rafael Cabral. Atlético 1 a 0.

Aos 44 minutos, Canesin avançou pela direita e rolou para Pedro Castro, que concluiu de letra para grande defesa de Everson.

As equipes voltaram para a segunda etapa sem alterações. Aos 8 minutos, após bola alçada na área, Edu cabeceou por cima do gol.

Aos 17 minutos, Waguininho soltou a bomba da intermediária e o goleiro Everson conseguiu espalmar.

Em contra-ataque rápido, aos 19 minutos, Hulk encontrou Nacho livre na esquerda. O argentino cortou Rômulo e mandou chute indefensável para ampliar o marcador.

Aos 33 minutos, o Galo recuperou a bola no meio e Hulk avançou pela faixa central. O atacante entrou na área e driblou o goleiro Cabral, que acabou cometendo o pênalti.

O camisa 7 foi para a cobrança e mandou rasteiro no canto esquerdo para estufar as redes. Galo 3 a 0.

Já no fim da partida, o Cruzeiro descontou com gol de cabeça de Edu, após cobrança de escanteio.

Fim de jogo, e o Atlético ficou com o tricampeonato (venceu também em 2021 e 2020)

O Galo volta a campo na quarta-feira, dia 6, contra o Tolima-COL, às 16h30, pela 1ª rodada da Taça Libertadores da América 2022.

Fonte: Bem Paraná com Agência Galo

Grêmio bate Ypiranga por 2 a 1 e é pentacampeão gaúcho

 

                       (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)


O Grêmio vence o Ypiranga na Arena e se consagra como pentacampeão gaúcho, único penta estadual, por quatro vezes no Brasil.

A partida iniciou com um pouco mais de pressão do Ypiranga já no campo gremista, enquanto o Tricolor ia estudando as jogadas do time adversário. Com quase 44 mil torcedores lotando a Arena e ajundando a empurrar o time, Grêmio foi fechando as saídas pelas laterais e partida foi ficando mais disputada.

O zagueiro Bruno Alves abriu o placar aos 45" e marcou o seu primeiro gol no Campeonato Gaúcho. Depois do atacante Elias receber fora da área e girar por cima de Bruno Bispo, acaba sendo derrubado e cavando uma falta para o Grêmio. Na cobrança de Bitello, o volante manda a bola no travessão. No rebote, Rodrigues toca de cabeça para dentro da área e Bruno Alves estufa a rede abrindo o marcador.

O árbitro Leandro Vuaden fez ainda checagem no VAR e em seguida confirmou o gol do Grêmio.

Já o segundo tempo começa de forma mais eletrizante, e o segundo gol do Tricolor vem após checagem do VAR: Na cobrança da falta de Campaz, Villsanti finaliza e Edson defende. No rebote, Rodrigues marca. Mas o assistente define como impedimento. Na sequência, VAR confirma posição legal do zagueiro.

Aos 34", sai o gol do Ypiranga: Gedeílson recebe na direita, cruza por baixo na área do Grêmio e Erick chega de carrinho e marca.

O árbitro Leandro Vuaden apita o fim de jogo que foi até os 52 minutos no segundo tempo. Grêmio vence o Ypiranga por 2 a 1 e conquista o quinto título gaúcho consecutivo.

Grêmio foi a campo com Brenno, Rodrigues, Pedro Geromel, Bruno Alves, Diogo Barbosa, Villasanti, Lucas Silva, Bitello, Campaz, Ferreira e Elias.

Fonte: Agência Grêmio 

Conselheiros de Moro não sabem o que fazer com 'programa de governo'

 Documento econômico, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, já estava pronto para ser divulgado

Sergio Moro e Affonso Celso Pastore (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil | Marcos Oliveira/Agência Senado)


247 - Grupos de profissionais montados para elaborar o programa de governo do ex-juiz Sérgio Moro não sabem bem o que fazer com o trabalho já realizado. Segundo a Folha de S. Paulo, o documento econômico, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, já estava pronto para ser divulgado. "O sobre reforma judicial, sob a batuta de Joaquim Falcão, carecia apenas de ajustes", diz o jornal. 

Na quinta-feira (31), Moro anunciou que estava deixando o partido Podemos e ingressando no União Brasil. Sua mudança de legenda implicaria, ainda que momentaneamente, na desistência de sua candidatura à Presidência da República. Em princípio, ele deve concorrer a deputado federal.


União Brasil confirma que Moro está fora da disputa presidencial

 Documento econômico, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, já estava pronto para ser divulgado

Sergio Moro e Affonso Celso Pastore (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil | Marcos Oliveira/Agência Senado)

247 - A cúpula do União Brasil divulgou na tarde deste sábado (2) uma nota em que afirma que o ex-juiz Sérgio Moro está fora da disputa pela presidência nas eleições de 2022. "Sua filiação ao União Brasil tem como objetivo a construção de um projeto político-partidário no estado de São Paulo e facilitar a construção do centro democrático, bem como o fortalecimento do propósito de continuarmos crescendo em todo país”, diz a nota assinada pelo presidente nacional, Luciano Bivar, o secretário-geral, ACM Neto, e o vice-presidente Antonio Rueda.

Moro, que vem negando que tenha desistido de disputar o Palácio do Planalto, se reuniu neste sábado como ex-governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB). A conversa, segundo Moro, foi pautada pela necessidade de “união do centro”. Sob o mesmo mote, ele também se reuniu com a senadora Simone Tebet (MS), pré-candidata do MDB ao Palácio do Planalto.

Leia a nota do União Brasil:

O União Brasil tem na sua essência a defesa da democracia. Nascemos pautados pelo respeito ao espírito colegiado, e seguiremos assim na tomada de todas as decisões internas.

O ex-ministro Sergio Moro é um homem íntegro, capaz de enriquecer, junto às demais lideranças partidárias, a discussão sobre o futuro que almejamos para o país.

Sua filiação ao União Brasil tem como objetivo a construção de um projeto político-partidário no estado de São Paulo e facilitar a construção do centro democrático, bem como o fortalecimento do propósito de continuarmos crescendo em todo país.

Luciano Bivar

Presidente União Brasil Nacional

ACM Neto

Secretário Geral União Brasil Nacional

Antônio Eduardo de Rueda

Primeiro Vice-Presidente do União Brasil Nacional Presidente do União Brasil de São Paulo”


Caetano Veloso irá processar Bolsonaro por uso indevido de sua voz

 Bolsonaro utilizou uma série de músicas de artistas que ele e aliados perseguem para promover ações de seu governo

Caetano: Bolsonaro diz coisas que reprovo e elogia coisas que abomino


Metrópoles - Caetano Veloso irá processar Jair Bolsonaro por uso indevido de sua voz numa publicação neste sábado (2/4), para promover investimentos de seu governo em defesa civil. O presidente publicou um story no Instagram promovendo ações do governo com a música “Andar com fé”, de Gilberto Gil, na versão gravada por Gil e Caetano no disco “Dois amigos”.

Além da canção de Gil com Caetano, Bolsonaro usou, em outros stories, também para promover feitos do governo, canções de artistas que são declaradamente contra seu governo. Entre eles estão Preta Gil, Gloria Groove e Daniela Mercury.

Continue lendo no Metrópoles.

Moro pode ser candidato a deputado estadual, jamais à Presidência, diz União Brasil

 Ex-juiz, considerado parcial e suspeito pelo STF, levou um "chega para lá" de seu novo partido

Sergio Moro ao lado de Júnior Bozella se filia ao União Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)


247 - O União Brasil combinou com ex-juiz Sergio Moro, julgado parcial e suspeito pelo STF, poderá ser candidato até a deputado estadual em São Paulo, mas jamais a presidente.

A notícia foi publicada na conta do UOL no Twitter, depois de um encontro do ex-juiz com a senadora Simone Tebet, cotada para ser candidata a presidente pelo MDB.

"A terceira via começa o mês de abril sem um nome definido para a eleição presidencial”, escreve o site, no início da sequência.

"Há uma luta interna dos tucanos pela liderança. Vencedor das prévias do PSDB para a candidatura ao Palácio do Planalto, Doria, agora ex-governador de São Paulo, convive com a sombra do ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite”, acrescenta.

"Sergio Moro mal assinou a ficha de filiação e já travou uma briga pública com representantes importantes da legenda do seu novo partido, o União Brasil. Moro foi a público dizer que não desistiu de ser pré-candidato à presidência e que não será deputado federal”, diz ainda.

O União Brasil afirma ter combinado com Moro um projeto estadual para São Paulo, sendo permitida uma candidatura a deputado estadual, federal e, 'eventualmente', ao Senado. Não à presidência”, complementa.

Sergio Moro é apontado por lideranças do Podemos como traidor. Depois de ser recebido como pré-candidato a presidente e ter usado verba pública para se promover, Moro assinou na quinta-feira, 31/03, ficha de filiação ao Podemos.

Um dia depois, afirmou que não tinha desistido da candidatura à presidência.


Multidão grita nome de Lula em apresentação de Emicida (vídeo)


"Olê, olê, olê, olá. Lula, Lula", gritou a plateia durante show do rapper no Rio de Janeiro

(Foto: Reprodução)


247 - Uma multidão manifestou, nessa sexta-feira (1), apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o show do rapper Emicida no Circo Voador, Rio de Janeiro. 

"Olê, olê, olê, olá. Lula, Lula", gritou a plateia.

O cantor já havia mandado Jair Bolsonaro "tomar no c*", durante um show no Lollapalooza, no dia 26 deste mês.

O ex-presidente lidera todas as pesquisas eleitorais. De acordo com o levantamento PoderData, divulgado na quarta-feira (30), Lula tem 41% dos votos, contra 32% de Jair Bolsonaro (PL).

Na terceira posição ficou o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 7%. 


Bolsonaro tentou nomear ex-capitão do Bope como chefe da comunicação da Petrobrás

 Nomeação teria sido barrada pelo general Silva e Luna, ainda à frente da Petrobrás e à espera do substituto

(Foto: Reuters | Reprodução)


247 - Jair Bolsonaro quis nomear um ex-capitão do Bope para chefiar a comunicação da Petrobrás, mas a indicação teria sido barrada pelo general Joaquim Silva e Luna, ainda presidente da empresa e à espera do substituto. O veto teria sido um dos motivos do desgaste de general com Bolsonaro. O vazamento da informação, pela coluna de Lauro Jardim em O Globo na manhã deste sábado (2), indica que há uma guerra de bastidores entre o general e Bolsonaro.

Segundo Lauro Jardim, Bolsonaro vinha reclamando que a Petrobrás "se comunica mal" e pretendia emplacar um diretor de Comunicação na estatal, o ex-capital do Bope e ex-comentarista de segurança pública da Globo Rodrigo Pimentel. 

“Pimentel, aliás, anda colado a Eduardo Pazuello nos últimos tempos”, informou Jardim.


Gleisi manda recado a Bolsonaro: 'não cabe mais golpe no Brasil e as eleições vão acontecer sob vigilância das instituições'

 A presidente nacional do PT criticou declarações de Jair Bolsonaro, que voltou a fazer ameaças de golpe no Brasil

Gleisi Hoffmann (Foto: Reprodução)

247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), criticou nesta sábado (1) declarações de Jair Bolsonaro (PL), que segue fazendo ameaças de golpe no Brasil. 

"Bolsonaro disse ontem que há decisões que 'fogem do campo político pro militar'. Não venha com essa, não cabe mais golpe no Brasil. As eleições vão acontecer sob vigilância das instituições, não vão ser ameaças que vão impedir o povo de tirar você de onde nunca deveria ter estado", escreveu a parlamentar no Twitter. 

Jair Bolsonaro (PL) falou nesta sexta-feira (1º) para uma plateia de comandantes e militares. "Vivemos um momento onde há decisões e em última análise fogem em campo político e vem pro campo militar", afirmou.

Na quinta-feira (31), data que marcou os 58 anos do golpe no Brasil, Bolsonaro exaltou a Ditadura Militar (1964-1985).

Em nota assinada com outros militares Braga Netto evitou usar a palavra "golpe" e disse que "o Movimento de 31 de março de 1964 é um marco histórico da evolução política brasileira".





Pesquisas apontam que cenário eleitoral mudaria pouco sem Moro

 Uma eventual saída de Sérgio Moro (União Brasil) da lista de pré-candidatos à Presidência pode ajudar a reconfigurar composições políticas no campo da terceira via, mas, segundo pesquisas de intenção de voto divulgadas nos últimos meses, a distribuição de seu potencial eleitorado não consegue romper o cenário polarizado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Análise da XP Política com base nas duas últimas pesquisas do Ipespe aponta que, na prática, a desistência do ex-juiz distribuiria poucos pontos porcentuais. Nas pesquisas de intenção de votos, o ex-juiz aparecia com, no máximo, 9% das intenções de votos.

Dos pré-candidatos, quem mais herdaria as intenções de votos de Moro seria Ciro Gomes (PDT), com 17%. Depois, Jair Bolsonaro, de quem Moro foi ministro, com 15%. O pré-candidato do PSDB, João Doria, ficaria com 12%. O resultado seria tímido, se comparado com o eleitorado total. Ciro, por exemplo, subiria apenas 1,4 ponto porcentual sem Moro na disputa. Bolsonaro ganharia 1,3, e Doria, 1. Isso acontece porque, segundo a XP Política, 40% deste eleitorado migraria para o não voto quando o ex-juiz é retirado da simulação, sobrando um contingente enxuto de eleitores para os concorrentes.

BOLSONARO

O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda afirmou que o grande beneficiado pela saída de Moro é Bolsonaro. Para ele, o resultado da distribuição de votos consolida Ciro Gomes na terceira posição, mas a quantidade de eleitores que apoiariam outros nomes é muito pequena comparada ao ganho indireto do presidente. "Saiu um competidor do eleitorado centro-direita, que é original do Bolsonaro, e sobretudo saiu alguém que ia empunhar a bandeira da Lava Jato contra ele na campanha eleitoral", disse. O especialista também aponta que, agora, Bolsonaro tem campo livre para ele mesmo empunhar a bandeira lavajatista contra Lula.

O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira corrobora que os ganhos serão pouco significativos e entende que o menor beneficiado com a distribuição deve ser Lula. "O eleitor de Moro tende a ser antilulista. Quem não ganha é o Lula, mas pode ser que Bolsonaro pegue a maior parte e outra se distribua entre os demais candidatos", disse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Troca de partidos: mais de 130 deputados fazem mudança na janela partidária

 Foram 30 dias para os políticos anunciarem as trocas de legenda

(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)


247 - A janela partidária se encerra nesta sexta-feira (1) e, até o momento, 132 deputados anunciaram troca de partidos para a disputa das eleições. Foram 30 dias para os políticos anunciarem as trocas de legenda. 

O PL, partido de Jair Bolsonaro, foi o que mais ganhou novos parlamentares. Ao todo, 31 políticos migraram para a legenda, que tem agora 74 deputados. É o partido com a maior bancada, de acordo com informações publicadas pelo portal IG.

Depois vem o PT, que nesta janela perdeu 1 e recebeu 3 novos políticos, contando agora com 55 deputados. 

O PP, partido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, recebeu 20 novos congressistas na janela e perdeu 3. A sigla tem 59 deputados. 

O Republicanos ganhou 19 novos políticos e perdeu 46, totalizando agora 43 deputados.

O União Brasil foi o que mais perdeu parlamentares: 45.


Dez ministros e seis governadores deixam os postos para concorrer nas eleições

 Membros do primeiro escalão do governo federal, chefes de executivos estaduais e municipais deixaram seus cargos para concorrer a governos ou a uma vaga no Congresso

(Foto: Isac Nóbrega/PR)

247 - Um total de dez ministros deixou seus cargos até essa quinta-feira (31) para concorrer nas eleições de outubro. O general Walter Braga Netto deixou a Defesa, pois é cotado para ser vice de Jair Bolsonaro (PL). Damares Alves saiu do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, mas ainda não sabe qual cargo disputará. As informações foram publicadas pelo portal G1.

Gilson Machado saiu do Turismo. Ele é pré-candidato a senador do PL em Pernambuco. Flávia Arruda deixou a Secretaria de Governo. Ela é pré-candidata a senadora pelo PL no Distrito Federal. 

João Roma saiu do Ministério da Cidadania. O agora ex-ministro é pré-candidato a governador da Bahia pelo PL. Marcos Pontos deixou a Ciência, Tecnologia e Inovações por ser pré-candidato a deputado federal pelo PL em São Paulo.

Rogério Marinho saiu da pasta do Desenvolvimento Regional. Ele é pré-candidato a senador pelo PL no Rio Grande do Norte. Tarcísio Gomes de Freitas deixou a Infraestrutura para disputar o governo de São Paulo pelo PL.

Tereza Cristina era ministra da Agricultura. Ela disputará uma vaga no Senado pelo PP do Mato Grosso do Sul. Onyx Lorenzoni deixou Trabalho e Previdência, pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul pelo PL.

Governadores

Seis chefes de executivos estaduais disputarão outros cargos. João Doria (PSDB-SP) é pré-candidato a presidente da República. Flávio Dino (PSB-MA) é pré-candidato a senador, assim como Wellington Dias (PT-PI), Camilo Santana (PT-CE) e Renan Filho (MDB-AL). 

Eduardo Leite (PSDB-RS) não anunciou qual cargo disputará.

Prefeitos

Três prefeitos de capitais deixaram as funções de olho nas eleições de outubro.

Alexandre Kalil (PSD) deixou a Prefeitura de Belo Horizonte. Ele deve concorrer ao governo mineiro. 

Gean Loureiro (União Brasil) saiu da Prefeitura de Florianópolis para disputar o governo de Santa Catarina.

Marquinhos Trad (PSD) tinha previsão de renunciar à Prefeitura de Campo Grande neste sábado (2). Ele concorrerá ao governo do Mato Grosso do Sul.


Cada dia mais isolado, Moro tem apoio de menos de 5% da bancada federal do União Brasil, que pode barrar sua entrada

 “Conversei com vários deputados, só dois defendem Moro", afirmou o líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento

Deputado Elmar Nascimento e Sérgio Moro (Foto: Divulgação)


247 - O líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento, fez um levantamento informal e apontou que apenas dois dos 53 deputados federais da bancada defendem a candidatura do ex-juiz parcial Sérgio Moro a presidente da República pelo partido.

“Conversei com vários deputados, só dois defendem Moro. Tem mais gente apoiando Bolsonaro e até mesmo Lula dentro do partido do que Moro. Só tem um nome que agrega a bancada que é o do presidente do partido, Luciano Bivar, afirmou Nascimento à CNN Brasil

Segundo ele, o argumento principal contra Moro no partido é que falta identidade do partido com o ex-juiz. "O argumento principal é que ele não tem identidade conosco. E ainda entra para tentar se impor candidato. Ninguém se viabiliza candidato assim. Confiança se conquista", disse.

Em nota, o partido disse que a filiação do ex-juiz parcial à sigla aconteceu para que ele dispute uma vaga no Congresso ou como deputado estadual, e não como candidato a presidente da República, o que enterrou de vez as pretensões de Moro rumo ao Planalto. 

O ex-magistrado deixou o Podemos esta semana e, de acordo com as primeiras informações após a saída do partido, ele teria desistido da candidatura presidencial. Depois voltou a dizer que não desistiu, o que motivou a elaboração de uma nota pela nova sigla dele, o União Brasil. 


Entreguista, Bolsonaro acelera venda de ações da Eletrobrás

 A Eletrobras está em processo de desestatização por meio do aumento de seu capital social

Eletrobrás (Foto: Reuters)


Agência Brasil – Um decreto publicado nesta sexta-feira (1º), em edição extra do Diário Oficial da União, regulamentou a venda de ações das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) que estão em posse do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de suas subsidiárias, em especial aquelas em posse da BNDES Participação S.A. – BNDESPAR.

A Eletrobras está em processo de desestatização por meio do aumento de seu capital social e, segundo a lei que autorizou esse processo, isso pode ser acompanhado da oferta secundária de ações de propriedade da União ou de empresa por ela controlada direta ou indiretamente.

A União detém diretamente 51,82% das ações ordinárias da Eletrobrás, de acordo com informações referentes com ao terceiro trimestre do ano passado. Com a desestatização, haverá aumento de capital social, com a oferta primária de ações, que consiste na venda de novas ações no mercado. A intenção é que o volume de ações adquiridos por entes privados seja suficiente para diluir a participação da União, de modo que esta não seja mais controladora da companhia.

Se a oferta inicial de ações não seja suficiente para alcançar essa finalidade, a lei permite que haja uma oferta secundária de ações que estão de posse da Administração Pública federal, para que a União perca a maioria do capital votante da Eletrobras. Esse é o objetivo deste decreto, que venderá cerca de 16,78% do total de ações ordinárias da Eletrobras que estavam em posse do BNDES e de suas subsidiárias.