terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Gleisi: comemorar a prisão de Lula é o resumo de como Lava Jato agiu acima da lei

 

“Moro e Dallagnol brincaram de justiceiros, colocando em risco seriedade da justiça”, criticou a presidente nacional do PT, deputada Federal Gleisi Hoffmann

Ex-presidente Lula, Gleisi Hoffmann e Sérgio Moro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil - Stuckert - Divulgação)


247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, usou suas redes sociais nesta terça-feira (9) para fazer uma dura crítica aos diálogos arbitrários envolvendo membros da Lava Jato e o uso pessoal da força-tarefa para perseguir seus adversários políticos. 

"Comemorar prisão de @LulaOficial é resumo de como Lava Jato agiu acima da lei. Moro e Dallagnol brincaram de justiceiros, colocando em risco seriedade da justiça.“Presente da CIA” é uma frase de Dallagnol que deve ser explicada à sociedade. Fim da farsa tem q ser passada a limpo", disse Gleisi. 

Saiba mais 

Os procuradores da Lava Jato comemoraram a ordem de prisão contra o ex-presidente Lula (PT) em abril de 2018, segundo petição protocolada nesta segunda-feira (8) no Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa do ex-presidente Lula

O documento apresenta novas provas de que o ex-juiz Sergio Moro entrou em conluio com autoridades estrangeiras na condução do processo que levou à prisão do líder petista. 

Segundo reportagem do UOL, os integrantes da força-tarefa da Curitiba afirmaram que a sede da Polícia Federal de Curitiba iria se tornar um “local de peregrinação". O coordenador Deltan Dallagnol comemorou: "Meooo caneco. Não da nem pra acreditar. Melhor esperar acontecer".

 


Intercept mostra a relação íntima entre Dallagnol e a Globo

 

Mensagens demonstram que Deltan Dallagnol e demais procuradores de Curitiba privilegiavam a Globo com vazamentos sobre as ações da operação Lava Jato

Procurador Deltan Dallagnol 10/03/2020 (Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer)

247 - O The Intercept Brasil divulgou nesta terça-feira (9) trecho do livro sobre a Vaza Jato que mostra as ligações íntimas do procurador Deltan Dallagnol, então coordenador da operação Lava Jato, com jornalistas e com a cúpula da Globo, na atuação conjunta para incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

As conversas dos procuradores no Telegram revelam que a obsessão de Dallagnol pela Globo convivia com outra: o projeto das dez medidas de combate à corrupção. 

Em publicação em agosto de 2015, no grupo Parceiros/MPF–10 Medidas, o colega de Ministério Público Federal chamado Daniel Azeredo comentou sobre um encontro com um dos chefões da Globo.

“Deltan, jantei na semana passada com o José Roberto Marinho (com quem tenho um ótimo contato desde a Rio +20) da Globo e conversei sobre a campanha e novas formas de aprofundarmos a divulgação. Falamos por alto em uma série no jornal nacional comparando os modelos de combate a corrupção de outros países e mostrando como as 10 medidas aproximaria o Brasil dos sistemas mais eficientes do mundo, mas há abertura para outras ideias. O diretor executivo de jornalismo da Globo está em contato conosco para conversar sobre o assunto. Vou fazer uma conversa inicial e colocá-lo em contato com você tudo bem?”, escreveu o procurador.

Segundo a reportagem do The Intercept, Dallagnol e equipe privilegiavam a Globo sempre que possível. Em 3 de julho de 2015, por exemplo, enquanto o grupo comemorava mais um avanço nas investigações, o procurador pediu para os colegas segurarem a informação. “Não passem pra frente, vamos dar pro JN de amanhã em princípio…”, disse no grupo FT–MPF 2, se referindo ao principal programa jornalístico da emissora, o Jornal Nacional. Dallagnol queria repassar à Globo a descoberta, até ali restrita à força-tarefa, de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa recebeu depósitos em contas na Suíça em datas próximas a telefonemas trocados entre Bernardo Freiburghaus, apontado como operador da Odebrecht, e Rogério Araújo, um executivo da empreiteira.

Leia na íntegra a reportagem do The Intercept Brasil.

Inscreva-se na TV 247, seja membro, e compartilhe:



Vladimir Netto, filho de Miriam Leitão, orientou Dallagnol sobre condução coercitiva de Lula

 

Mais de um ano e meio depois da primeira reportagem da Vaza Jato, site The Intercept expõe relações criminosas entre a família Marinho e jornalistas da Globo com Deltan Dallagnol e procuradores da Lava Jato

(Foto: Reprodução/Twitter)

Revista Fórum - Mais de um ano e meio depois de iniciar a série Vaza Jato, o site The Intercept Brasil divulgou nesta terça-feira (9) diálogos que mostram a relação espúria e criminosa do procurador Deltan Dallagnol e membros da Lava Jato com a família Marinho e jornalistas das organizações Globo.

Em uma das diversas conversas divulgadas pelo site, o jornalista Vladimir Netto, filho de Miriam Leitão que fez a cobertura jornalística da Lava Jato pela Globo, orienta Dallagnol a como proceder durante a condução coercitiva do ex-presidente Lula, ocorrido no dia 4 de março de 2016.

Na troca de mensagens, Dallagnol pergunta a Netto se deveria emitir nota sobre a operação e é aconselhado a não se pronunciar.

4 de Março de 2016

Deltan Dallagnol– 16:20:49 – Vc acha que temos que fazer nota sobre a condução coercitiva?

Vladimir Netto – 16:23:36 – Não

Netto – 16:24:02 – Pra q? Não vejo o q vcs poderiam ganhar com isso

Netto – 16:24:18 – Rsrs entendi o recado Rsrs

Netto – 16:25:02 – O CF foi muito bem na coletiva ao abordar esse ponto.

CF é o ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que se aposentou do Ministério Público Federal (MPF) e atualmente trabalha com consultoria de “compliance” em empresas privadas.

Continue lendo na Fórum.

 

Lewandowski e Nunes Marques votam a favor do compartilhamento de conversas de Moro e Dallagnol com Lula

 

No julgamento da 2ª Turma, o placar está em 2 a 0 pela legalidade do compartilhamento das mensagens da operação Spoofing à defesa do ex-presidente Lula. Faltam os votos de Gilmar Mendes, presidente da Turma, Cármen Lúcia e Luiz Edson Fachin


247 - O ministro Ricardo Lewandowski votou nesta terça-feira (9) a favor do compartilhamento das conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradors da Lava Jato, apreendidas pela operação Spoofing, que comprovam o conluio entre juiz e Ministério Público para incriminar Lula. 

Em seu voto no julgamento feito pela 2ª Turma do STF, Lewandowski rebateu o argumento dos procuradores, que entraram com a ação, de que há, com o compartilhamento de mensagens, a invasão de conversas pessoais sem relação com a Lava Jato. "Nenhuma alusão a terceiras pessoas veio à tona. Mas eu concordo com a senhora procuradora que o que veio à tona é extremamente grave", disse o ministro. 

"Não são decisões do relator voluntariosas. O material foi aberto, exposto de forma extremamente criteriosa e resguardado os interesses de terceiros", acrescentou o ministro Lewandowski em seu voto. 

O ministro Nunes Marques concordou com Lewandowski. Alegando motivos técnicos, ele esclareceu que os procuradores da Lava-Jato não teriam legitimidade para recorrer da liminar. Segundo Nunes Marques, o recurso deveria ter sido ajuizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele acrescentou que o questionamento sobre se as provas são ou não ilícitas deve ser feito em uma ação específica.

Ainda faltam os votos de Gilmar Mendes, presidente da Turma, Cármen Lúcia e Luiz Edson Fachin. Trata-se de agravos regimentais na Reclamação (RCL) 43.007, nos quais a Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a decisão do ministro Ricardo Lewandowski de conceder ao ex-presidente acesso aos arquivos apreendidos na Operação Spoofing. Os magistrados votam se mantêm ou derrubam a retirada do sigilo das mensagens.

As mensagens, que foram anexadas pela defesa de Lula em recurso ao STF, confirmam o papel de Moro como chefe da Operação e a intimidade do então juiz com procuradores, orientando, criticando e combinando datas dos processos junto à força-tarefa. As conversas confirmam o conluio para processar, prender e tirar Lula das eleições presidenciais.

Assista ao julgamento:

 


Segunda Turma do STF julga compartilhamento de mensagens da Lava Jato (ao vivo)

 

Sessão desta terça-feira (9) vota pela manutenção ou derrubada da decisão do ministro Ricardo Lewandowski de tirar o sigilo das mensagens hackeadas de autoridades da Lava Jato para acesso da defesa do ex-presidente Lula


247 - Os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgam nesta terça-feira (9) o acesso da defesa do ex-presidente Lula às mensagens hackeadas de autoridades da Operação Lava Jato, como o ex-juiz Sergio Moro e procuradores do Ministério Público Federal. A sessão, iniciada às 14h, está sendo realizada por videoconferência (assista ao vivo abaixo).

Trata-se de agravos regimentais na Reclamação (RCL) 43.007, nos quais a Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a decisão do ministro Ricardo Lewandowski de conceder ao ex-presidente acesso aos arquivos apreendidos na Operação Spoofing. Os magistrados votam se mantêm ou derrubam a retirada do sigilo das mensagens.

As mensagens, que foram anexadas pela defesa de Lula em recurso ao STF, confirmam o papel de Moro como chefe da Operação e a intimidade do então juiz com procuradores, orientando, criticando e combinando datas dos processos junto à força-tarefa. As conversas confirmam o conluio para processar, prender e tirar Lula das eleições presidenciais.

Assista à sessão ao vivo pela TV Justiça:


Gilmar diz que parcialidade de Moro será julgada logo depois do Carnaval: “é uma avalanche”

 

Ministro do STF considera que as revelações da Lava Jato que estão vindo à luz no últimos dias “são informações desorientadoras. É uma avalanche”. Para ele, a operação tornou-se “um setor que cria sua própria constituição”. Ele diz que o julgamento de Moro acontecerá logo após o Carnaval

Gilmar Mendes e Sergio Moro (Foto: STF | Senado)

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse nesta terça-feira (9), que a ação sobre a parcialidade do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro pode ser julgada na semana depois do carnaval. A declaração foi dada em entrevista ao portal Jota. “Estou pensando em julgar isso depois do carnaval”, afirmou.

Segundo Gilmar, são muitos graves as acusações. "Isso tudo indica uma fase do Brasil. A esta altura, quero entender como permitimos isso acontecer. Quanto mais a gente aprofunda, há dois dias parei de ler as coisas e me senti perturbado. São informações desorientadoras. É uma avalanche. Quero saber o que fizemos de errado para que institucionalmente produzíssemos isso, um setor que cria sua própria constituição e opera seguindo seus sentimentos de justiça”, disse. 

A ação, que pode anular o processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado no processo do triplex, foi interrompida em 2018 por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Na época, votaram contra a suspeição de Moro os ministros Carmen Lucia e Edson Fachin. Faltam votar, além de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Nunes Marques.

 

Moro é confrontado sobre Vaza Jato e passa vexame em evento universitário

 

Em um webinar acadêmico promovido pela Universidade Mackenzie, um dos participantes levantou um cartaz com a frase “Moro, explica as mensagens da #VazaJato”

(Foto: Reprodução)

247 - O ex-juiz Sergio Moro passou vexame em um evento universitário online nesta terça-feira (9), ao ser confrontado a explicar as mensagens da Vaza Jato.

O “protesto” aconteceu em um webinar acadêmico promovido pela Universidade Mackenzie através do aplicativo Zoom e não foi transmitido pela internet. 

Em um momento da conversa, um dos participantes levantou um cartaz com a seguinte frase escrita a mão: “Moro, explica as mensagens da #VazaJato”.

O evento havia sido divulgado pelo próprio ex-juiz nas redes sociais. Agora, um print da tela mostrando o cartaz e a expressão de Moro tentando ler a frase é amplamente divulgada na internet.



Covid-19: Secretário de Saúde do Paraná está sem falta de ar e sem febre


(Foto: Dalie Gelberg/Alep)

O secretário de Estado de Saúde, Beto Preto, permanece internado na enfermaria do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, com Covid-19. Segundo boletim médico, divulgado nesta terça (9), o secretário já aceita alimentação oral e caminha pelo quarto. Ele está sem falta de ar e sem febre.

Beto Preto permanece internado sem previsão de alta. O  boletim foi assinado pelo médico Bruno A. Gabardo.

Fonte: Bem Paraná

Apucarana confirma mais 28 casos de Covid-19 nesta terça-feira


A Autarquia Municipal de Saúde (AMS) confirmou mais 28 casos de Covid-19 nesta terça-feira (9) em Apucarana. O município soma agora 5.693 resultados positivos para o novo coronavírus e segue com 137 mortes provocadas pela doença.

Os novos casos foram confirmados pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen). São 12 homens (11, 22, 22, 22, 28, 32, 41, 42, 44, 46, 62 e 75 anos) e 16 mulheres (19, 20, 20, 21, 29, 30, 39, 39, 40, 42, 42, 44, 53, 53, 60 e 64 anos). Todos estão em isolamento domiciliar.

Ainda segundo o boletim da AMS, Apucarana tem mais 138 suspeitas em investigação. O número de recuperados chega a 5.371.

O Pronto Atendimento do Coronavírus soma 22.069 pessoas atendidas presencialmente desde o início da pandemia. O número de monitorados atualmente é de 505.

Já foram testadas 25.210 pessoas, sendo 12.420 em testes rápidos, 10.516 pelo Lacen (RT-PCR) e 2.274 por laboratórios particulares (RT-PCR).

São 17 pacientes de Apucarana internados, 7 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 10 em leitos de enfermaria.

O município tem 185 casos ativos da doença.

  

Idosos a partir de 95 anos são vacinados em casa em Apucarana

 

A previsão é imunizar os 624 apucaranenses dessa faixa etária até 6ª feira


Maria Honória da Gloria, 101 anos, e João Laurentino da Silva, 100 anos, estão entre os primeiros idosos de 95 anos ou mais vacinados contra a Covid-19 em Apucarana. Logo no início da manhã desta terça-feira (9), equipes de vacinadores da Autarquia Municipal de Saúde começaram a imunização indo nas casas dos apucaranenses desta faixa etária.

Estou muito alegre por ser vacinado. Estava ansioso para chegar logo a minha vez porque não quero morrer”, disse João Laurentino, morador da região do Jardim Ponta Grossa, com uma vitalidade invejável para quem comemorou 100 anos de vida em janeiro.


João vive com a filha Josefa, de 77 anos. Ela conta que desde março não recebem visita e sua ida ao mercado e outras necessidades básicas é cercada de todas os cuidados preventivos contra o novo coronavírus. “Meu pai não saiu mais de casa e graças a Deus agora está sendo vacinado. É um grande alívio, mas vamos continuar nos cuidando”, afirma.

Maria Honória também não sai de casa desde março e agradece pelo fato poder receber a vacina em casa. “É mais uma segurança para a gente. Essa vacina é mandada por Deus e minha alegria é muito grande. Quem sabe daqui um tempo posso ir na casa de meu filho em São Paulo, sem correr risco”, planeja Maria que vai completar 102 anos em maio.

Apucarana iniciou hoje (9) a vacinação contra a Covid-19 para idosos a partir de 95 anos. A imunização deste primeiro grupo de idosos está sendo domiciliar. “A Autarquia de Saúde tem o nome e endereço dessas pessoas e quatro equipes de vacinadores irão às suas casas para aplicar a vacina”, informa o diretor presidente da Autarquia Municipal de Saúde, Roberto Kaneta.

A estimativa é de que todos os 624 idosos de Apucarana com 95 anos ou mais estejam vacinados até sexta-feira, já que o atendimento vai acontecer mesmo na quinta-feira (feriado da padroeira) e na sexta-feira que é ponto facultativo na administração municipal. O prefeito Junior da Femac pede que as famílias e responsáveis por esses idosos fiquem atentos neste período para receber os vacinadores.

Se ocorrer de algum idoso de 95 anos ou mais não receber a vacina até 6ª feira, a orientação é para que entre em contato com o Pronto Atendimento do Coronavírus, através dos telefones 3162-3049, 99967-0845 e 999670563. As equipes da saúde farão o agendamento para imunizar essa pessoa a partir de segunda-feira (15).

No momento da vacinação os idosos devem apresentar o CPF ou Cartão do SUS e ainda um documento de identificação com foto. Roberto Kaneta detalha ainda que os vacinadores estarão identificados com jalecos e crachás da AMS e conduzindo um veículo com o adesivo da AMS.

 

Parque Industrial Sul ganha iluminação LED

 

Com a substituição de 52 luminárias, Prefeitura deu início à terceira etapa do programa de modernização da iluminação pública



A Prefeitura de Apucarana deu início à terceira etapa do programa de modernização da iluminação pública. A nova fase começou pelo Parque Industrial Zona Sul, que recebeu 52 luminárias LED de 190 watts. O serviço terá continuidade nos próximos dias nesta região da cidade, com susbtituição de lâmpadas antigas e implantação de novo sistema em trechos situados entre o Jardim Curitiba e o Distrito de Vila Reis.

O prefeito Junior da Femac lembra que nos últimos anos Apucarana desenvolveu duas grandes etapas, modernizando a iluminação pública em mais de 40 locais, entre bairros, avenidas e parques. “Agora, chegamos à terceira etapa que iniciamos pela região Sul, onde faremos a substituição de luminárias e a ampliação do sistema em trechos que somam mais de dois quilômetros de extensão”, informa Junior da Femac.

Nesta terceira etapa, além de continuar as melhorias nos bairros e avenidas principais, Apucarana investirá em eixos que integrarão a cidade e os distritos. “O nosso planejamento está focado no crescimento de novos eixos, integrando a cidade com distritos e garantindo mais mobilidade”, reitera Junior, citando o projeto que prevê a iluminação de 27 quilômetros em trechos de rodovia e que receberão também ciclovias, calçadas, arborização, paisagismo, pontos de apoio para ciclistas e pontos de ônibus.

De acordo com o engenheiro eletricista Lafayete Luz, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarna (Idepplan), os serviços no primeiro trecho na região Sul já foram concluídos. “Fizemos, através da empresa contratada, a substituição de 35 luminárias no trecho entre a unidade da Cocamar e a trincheira localizada nas imediações do Exército”, informa Lafayete, informando que também foram substituídas luminárias em pontos do outro lado da rodovia. “Fizemos a troca de 10 luminárias na via marginal em frente ao 30o BIMec e de outras sete em frente à Paranatex”, completa Lafayete.

A iluminação pública também será implantada em dois novos trechos nesta região da cidade. “Para isso, foi necessário fazer o lançamento de cabos de baixa tensão, além da implantação de 16 postes para diminuir o vão do posteamento em trechos situados entre o quartel e o Jardim Curitiba e deste bairro até o Distrito de Vila Reis. Nestes locais serão colocadas no próximos dias mais 53 luminárias LED de 190 watts”, informa o engenheiro eletricista, lembrando que nestes trechos a Prefeitura abriu uma via alternativa para acessar a rodovia. “O local ganhou calçada, agora será a vez da iluminação e posteriormente o asfalto”, pontua Lafayete.

 

Transporte Coletivo: Prefeitura autoriza reajuste de R$0,20 na tarifa

 

Aumento concedido é equivalente ao INPC de janeiro a dezembro de 2020

(Foto/PMA/Arquivo)


A partir desta quarta-feira, dia 10 de fevereiro, a tarifa do transporte coletivo urbano em Apucarana passa de R$ 3,40 para R$ 3,60. O percentual de reajuste será de 5,45%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de janeiro a dezembro de 2020. O último reajuste concedido pelo município ocorreu em 1º de dezembro de 2019.

O diretor superintendente do Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan), Carlos Mendes, explica que, conforme concessão em vigor firmada pelo município com a Viação Apucarana Ltda (VAL), a empresa tem direito a um reajuste anual, visando o reequilíbrio econômico do contrato.

“Também pesa nesta decisão de autorizar o reajuste, as últimas altas no preço do óleo diesel e de todos os demais insumos e custos de manutenção de veículos que impactam na atividade da concessionária Viação Apucarana Ltda”, argumenta Mendes. Ele acrescenta ainda que a pandemia do Coronavírus provocou uma acentuada redução no número de passageiros, resultando num custo operacional maior para a empresa.

O valor do reajuste foi confirmado nesta segunda-feira pela prefeitura, após algumas semanas de negociação com a direção da Viação Apucarana Ltda. (VAL), concessionária dos serviços de transporte coletivo urbano em Apucarana. O decreto 089/2021, autorizando o reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano, está sendo publicado na edição desta terça-feira (09/02/21) do diário oficial do Município

O diretor superintendente do Idepplan, Carlos Mendes, avalia que mesmo com um aumento de R$0,20 no valor, Apucarana continua praticando a menor tarifa de transporte coletivo urbano, entre as cidades de médio e grande porte no Paraná. “A tarifa de R$ 3,60, que passa a ser praticada em Apucarana, tem valor inferior às tarifas em vigor nas cidades de Toledo, Umuarama, Londrina, Maringá, Cascavel, Curitiba e Ponta Grossa (ver quadro), que vão de R$ 4,05 a R$ 4,50, sendo que várias delas ainda irão sofrer reajustes nas próximas semanas”, pondera Mendes.

Conforme revela o diretor do Idepplan, a empresa exigia uma tarifa com valor superior, sustentando que os preços praticados em cidades paranaenses de porte médio e outras de maior porte, já atingem uma faixa superior a R$ 4,00. “O reajuste também contribui para preservar o transporte coletivo urbano de Apucarana”, frisa o diretor do Idepplan.

Para reivindicar o reajuste da tarifa, a direção da VAL apresentou uma nova planilha de custos, incluindo aumentos de custo no diesel, e de insumos, tais como pneus, peças automotivas, e serviços de manutenção, além de reajuste salarial dos trabalhadores que irá impactar ainda mais no custo da atividade. A planilha foi avaliada pelo Instituto de desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan) e a Procuradoria Jurídica.

Tarifas de transporte público no PR

Apucarana   R$3,60

Cascavel       R$4,40

Curitiba         R$4,50

Londrina       R$4,25

Maringá        R$4,30

Ponta Grossa          R$4,30

Toledo           R$4,05

Umuarama  R$4,50

 

Coletivo que cobra transparência no MP reivindica anulação da Lava Jato e restituição dos direitos políticos de Lula

 

O coletivo “Transforma MP” entidade associativa formada por membros do Ministério Público engajados na luta pela cidadania, repudia os métodos utilizados pelos integrantes da chamada operação “lava-jato” e chama a sociedade brasileira a iniciar uma massiva campanha nacional de discussão e debates a fim de cobrar do STF que anule as condenações e restitua os direitos políticos das vítimas dessas práticas nefastas

Lula e Sérgio Moro (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters)

247 - O coletivo “Transforma MP” entidade associativa formada por membros do Ministério Público engajados na luta pela cidadania, repudia em nota os métodos utilizados pelos integrantes da chamada operação “lava-jato” e chama a sociedade brasileira a iniciar uma massiva campanha nacional de discussão e debates a fim de cobrar do STF que anule as condenações e restitua os direitos políticos das vítimas dessas práticas nefastas.

Leia a íntegra

Quando do segundo interrogatório do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, presidido pelo ex-“juiz” Sérgio Moro, aquele perguntou a este: se meu neto perguntar se estou sendo julgado por um juiz imparcial, posso dizer que sim? O ex-“juiz” respondeu: não lhe cabe fazer essa pergunta, mas “sim”, pode.

As últimas revelações de conversas – periciadas e com autenticidade confirmada pela Polícia Federal – tidas, à época, pelo juiz e procuradores da república, mostram exatamente o contrário. Ao que parece, não se tratou somente de parcialidade; tratou-se, entre outras coisas, de um juiz que participou da construção e da elaboração dos fatos constitutivos da denúncia posteriormente elaborada pelo Ministério Público. E mais, as conversas mostram que, desde o começo, o magistrado dava ordens e cobrava ações dos procuradores – desmoralizando-os completamente.

Ao que consta, utilizaram eles do aparato estatal para perseguir e prender pessoas específicas, visando a atingir fins diversos daqueles previstos na lei. Os instrumentos legais foram utilizados para subverter o ordenamento jurídico e influenciar de maneira definitiva (e profundamente negativa) os rumos políticos do país.

De acordo com as revelações, rasgaram-se os princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, do juiz natural, da equidistância do juiz e muitos outros. O juramento que se faz quando se assume um cargo público foi completamente esquecido, deixado de lado, olvidado. Não há mais, como já não havia desde a série da “VazaJato”, como sustentar a normalidade das conversas e das práticas levadas a cabo no âmbito da “operação lava-jato”.

Agora, é obrigação do Poder Judiciário – notadamente do Supremo Tribunal Federal – anular os processos nos quais esses profissionais atuaram. É uma obrigação de todo aquele que se diz a favor da “democracia” a cobrança da corte suprema para que aja assim, imediatamente. O que já deveria ter sido feito há muito tempo não pode mais esperar. Sem a anulação completa da operação lava-jato não há que se falar em “defesa da democracia”, por maiores os esforços retóricos que se façam.

Como consequência, revela-se urgente anular as condenações de todos aqueles que foram vítimas dos processos fraudulentos da tal “operação”. O interesse pessoal de acusadores e juiz na condenação e prisão de alvos previamente escolhidos faz com que os processos judiciais sejam eivados de nulidade total, insanável, insuperável.

Revela-se urgente, por conseguinte, restituir os direitos políticos do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, pessoa importante para a vida política do país, ocupante da cadeira presidencial da República por dois mandatos. Não se trata de apoiá-lo ou de concordar com suas ideias e práticas, mas não se pode admitir que, por meio de fraudes e manobras jurídicas, se impeça que cidadãos (sejam eles quem forem) participem dos debates e disputas políticas e eleitorais.

O Poder Judiciário e o Ministério Público jamais podem se prestar a esse papel. Se o fazem, traem sua missão constitucional – exatamente o que aconteceu no presente caso.

Desta forma, o Coletivo por um Ministério Público Transformador, entidade associativa sem fins lucrativos e corporativos formada por membros do Ministério Público brasileiro engajados na luta pela cidadania, pela democracia e pelos direitos democráticos do povo, repudia publicamente (mais uma vez) os métodos utilizados pelos integrantes da chamada operação “lava-jato” e chama a sociedade brasileira a iniciar uma massiva campanha nacional de discussão e debates a fim de cobrar do Supremo Tribunal Federal que anule as condenações e restitua os direitos políticos das vítimas dessas práticas nefastas, notadamente do ex-presidente Lula da Silva.

Essa campanha revela-se como uma necessidade para resgatar a integridade do sistema judicial brasileiro, orientado pelos princípios democráticos consignados na CF/88.