quinta-feira, 23 de maio de 2019

“Se cortes forem mantidos, UFPR fecha no 2º semestre”, diz reitor


Reprodução
Reitor da UFPR Ricardo Fonseca, afirma que a universidade vai fechar no segundo semestre se o corte de 30% da verba feito pelo governo Jair Bolsonaro no setor de educação for mantido; "O corte de 30% é de quase R$ 50 milhões. Nessa altura do ano, o corte vai inviabilizar as atividades já a partir do início do segundo semestre. Essa é uma situação de todas as universidades federais", diz
Brasil de Fato - O reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Fonseca, foi claro: a universidade vai fechar no segundo semestre se o corte de verba aplicado pelo Governo Federal ao repasse feito às instituições federais de ensino continuar nos próximos meses. No começo deste mês, o Ministério da Educação reduziu 30% do recurso enviado às 63 universidades e aos 38 institutos federais do País, o que equivale a R$1,7 bilhão a menos nos orçamentos anuais. Aqui no estado, o total dos cortes chega a 120 milhões.
"O corte de 30% é de quase R$ 50 milhões. Nessa altura do ano, o corte vai inviabilizar as atividades já a partir do início do segundo semestre. Essa é uma situação de todas as universidades federais", comenta o reitor.
Além da UFPR, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana e o Instituto Federal do Paraná, que atendem mais de 100 mil alunos, também tiveram seus créditos orçamentários diminuídos. O governo federal usa o termo "contingenciamento" quando se refere ao corte, mas para o reitor, isso não passa de uma "fake News" usada para segurar o impacto negativo da medida perante a população.
"Colocar os cortes no bolo para transformar em um índice pequeno é uma coisa que maquia a realidade. O que importa é que aquelas verbas que nós temos disponíveis para fazer a universidade funcionar, o custeio, foi feito o corte", explica.
O debate sobre o corte de verbas da educação federal foi proposto pelos deputados Professor Lemos (PT) e o primeiro-secretário Luiz Claudio Romanelli (PSB). Depois da explicação sobre as dificuldades que as instituições federais de ensino enfrentam, o parlamentar Professor Lemos confirmou que um requerimento, já assinado por 27 deputados e aprovado no fim da sessão plenária, e que pede a suspensão do corte, vai ser enviado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ao MEC.
"Preparamos um requerimento solicitando ao presidente da República e ao ministro da Educação que suspendam esse corte previstos das nossas universidades", solicita Lemos.


“Deixem Bolsonaro governar”, pede colunista d'O Globo


O colunista d'O Globo Ascânio Seleme afirma que "é muito oportuna a manifestação convocada em favor do governo Bolsonaro. A palavra de ordem é ainda mais premente. Deixem o presidente governar. É evidente que há pessoas fazendo o que podem para impedir Bolsonaro de governar. E quem são essas pessoas? Em primeiro lugar, os três filhos do presidente"
247 - O colunista d'O Globo Ascânio Seleme afirma que "é muito oportuna a manifestação convocada em favor do governo Bolsonaro. A palavra de ordem é ainda mais premente. Deixem o presidente governar. É evidente que há pessoas fazendo o que podem para impedir Bolsonaro de governar. E quem são essas pessoas? Em primeiro lugar, os três filhos do presidente."
O jornalista, em sua coluna no jornal O Globo, destaca: "Flávio se viu envolvido em escândalo antes mesmo da posse. Por ser o mais diplomático dos três, era nele que estavam depositadas as poucas esperanças de entendimento do pai com o Congresso. A partir do episódio de desvio de dinheiro de funcionários de seu gabinete na Assembleia Legislativa e depois de conhecidas suas extraordinárias negociações imobiliárias, Flávio virou um problema, sumiu do plenário, e sua capacidade de interlocução desapareceu."
E avança: "Carlos, o encrenqueiro da família, já no começo do governo implicou com um ministro e o demitiu. Era Gustavo Bebianno, o ministro de melhor trânsito com deputados e senadores, aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Não poderia ter atrapalhado mais. Bolsonaro, que já tinha perdido a interlocução do filho Flávio, sem Bebianno ficou a pé no Congresso. E Carlos continua implicando com gente do governo. Basta fazer alguma sombra sobre o pai para atrair sua ira explícita."


Lula é contra o Fora Bolsonaro neste momento


Consultado pela direção do Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que neste momento é contra a palavra de ordem Fora Bolsonaro. Sugeriu que o partido apresente projetos alternativos e jogue o peso da legenda na aliança com movimentos sociais e mobilização popular, como método de fazer oposição ao governo
247 - Consultado pela direção do Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que neste momento é contra a palavra de ordem Fora Bolsonaro. Sugeriu que o partido apresente projetos alternativos e jogue o peso da legenda na aliança com movimentos sociais e mobilização popular, como método de fazer oposição ao governo. 
Depois de uma videoconferência na última terça-feira (21) em que ouviu a opinião de Lula, a direção petista marcou reunião de sua Executiva Nacional para a próxima terça-feira (28), quando oficializará a nova orientação.
Soluções para a crise como impeachment de Bolsonaro e Parlamentarismo estão sendo descartadas. O PT não quer se associar ao clamor pela ascensão do vice-presidente Hamilton Mourão.
A informação é da coluna Painel da Folha de S.Paulo, que apurou também que Lula aconselhou os dirigentes petistas a abraçarem as proposições do programa de governo de Fernando Haddad para se contrapor a Bolsonaro no campo das ideias.
Enquanto isso, os dirigentes e deputados petistas vão se empenhar para ampliar as manifestações de estudantes e professores marcadas para o dia 30. "A sigla vê esses atos como forma de mostrar que há, sim, resistência popular a Bolsonaro", escreve a coluna.


Após saída de cubanos, crescem desistências no Mais Médicos


Olival Santos
Fontes do próprio Ministério da Saúde informam que 1.325 profissionais formados com registro profissional válido se desligaram do programa Mais Médicos até o mês de maio
247 - Fontes do próprio Ministério da Saúde informam que 1.325 profissionais formados com registro profissional válido se desligaram do programa Mais Médicos até o mês de maio.
Reportagem de Patrícia Figueiredo, no G1, aponta que cerca de 19% dos médicos brasileiros que entraram no Mais Médicos desistiram de participar do programa até o mês de maio. No total, foram 1.325 os profissionais com registro profissional brasileiro que se desligaram do Mais Médicos até agora, segundo o Ministério da Saúde
O número de desistências cresceu 25% em relação ao balanço anterior, informa a reportagem.
"Diversos municípios brasileiros convivem com a ausência de médicos nos serviços de saúde desde a saída dos profissionais cubanos. Na Grande São Paulo, por exemplo, 19 cidades somam 106 vagas ociosas por conta da saída dos cubanos".


Tribunal de Contas libera aumento de 8,37% na tarifa de água da Sanepar

Sanepar: companhia havia pedido aumento maior, de 12,06%
Sanepar: companhia havia pedido aumento maior, de 12,06% (Foto: Ike Stahlke divulgação)


O Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) decidiu ontem homologar parcialmente liminar que havia suspendido o aumento de 12,13% na tarifa de água da Sanepar, liberando um reajuste menor, de 8,37%. A decisão dividiu os conselheiros do tribunal. Inicialmente, a votação acabou empatada, com três votos a favor da liminar concedida pelo relator do caso, conselheiro Fernando Guimarães que suspendeu o reajuste, e outros três votos contrários.
Além do relator, votaram inicialmente pela manutenção da suspensão do aumento os conselheiros Artagão de Mattos Leão e Durval Amaral, e pela concessão do reajuste Ivan Bonilha, Ivens Linhares e Fábio Camargo. No final, prevaleceu uma terceira proposta de Camargo, para a homologação parcial da liminar e a autorização do reajuste menor.
Guimarães determinou, no último dia 13, a suspensão do reajuste previsto para entrar em vigor no dia 17, acolhendo argumentos da Segunda Inspetoria de Controle Externo do tribunal responsável pela fiscalização da Sanepar, que apontou falta de transparência sobre a metodologia adotada pela empresa para justificar o aumento; o fato de os últimos reajustes terem superado a inflação do período; e a boa saúde financeira da companhia. Ele também acatou pedido da inspetoria para que fosse criada uma comissão de auditoria para analisar a metodologia e os cálculos que fundamentaram tanto o reajuste.
De acordo com a avaliação dos técnicos do tribunal, desde que se promoveu a revisão tarifária em 2017, o aumento acumulado da tarifa da Sanepar foi de 27,92%, contra uma inflação de 12,06% no mesmo período, segundo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). Os técnicos do TCE apontaram ainda que, enquanto em 2014 foram distribuídos aos sócios lucros de aproximadamente R$ 200 milhões, em 2018 os valores ultrapassaram os R$ 423 milhões, segundo informam os próprios relatórios da Sanepar.
Metodologia - Na visão da inspetoria que embasou inicialmente a suspensão do reajuste, essa situação tem como base a própria metodologia de reajuste proposta pela companhia, que contém “inconsistências”. No relatório, o órgão afirmou que o reajuste seria uma "aberração travestida de uma teia de números, que visam distribuir lucros aos acionistas". Mesmo assim, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) teria se limitado a acatar o cálculo apresentado pela empresa, afirmaram os técnicos.
Em relação ao reajuste anual programado para 2019, a inspetoria disse ter detectado, na documentação encaminhada pela Sanepar, uma série de imprecisões, bem como a “ausência da necessária motivação para a medida”. Para os técnicos do tribunal, os custos referentes ao Fundo Municipal de Saneamento Básico e Abastecimento (FMSBA) não poderiam ter sido repassados integralmente ao consumidor. Somente a correção desse problema reduziria o aumento previsto de 12,1% para 8,4%, apontaram os técnicos. Além disso, eles apontaram que a empresa não detalhou suficientemente a metodologia adotada para a revisão da tarifa, nem os valores considerados nos cálculos.
A Sanepar alegou que a suspensão do reajuste poderia prejudicar os investimentos da empresa na ampliação da rede de água e esgoto. O relator contestou. “Não vejo risco de comprometimento dos planos de investimentos sociais”, avaliou Guimarães. Bonilha, que votou pela autorização do aumento de 12,13%, acatou os argumentos da companhia. “A não concessão do reajuste traria insegurança jurídica aos envolvidos”, alegou.
O conselheiro Artagão de Mattos Leão destacou que a Agepar usou a metodologia da própria Sanepar para homologar o aumento. “A Agepar não fez absolutamente nada. Ela homologou o que recebeu da Sanepar”, criticou. O TCE determinou que a agência reveja, em 90 dias, a metodologia para o cálculo do reajuste.
Fonte: Bem Paraná

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Prefeitura concede avanço funcional a mais de mil servidores


Medida do prefeito Júnior da Femac contempla funcionários com o direito adquirido e está dento da política municipal de valorização e respeito ao servido
(Foto: Profeta)
O prefeito Júnior da Femac assinou nesta quarta-feira (22/05), em ato no gabinete municipal, portarias concedendo avanço funcional a 1.150 servidores municipais, sendo 326 da administração direta (prefeitura), 315 da Autarquia Municipal de Educação (AME) e 509 da Autarquia Municipal de Saúde (AMS). A medida contempla funcionários com o direito adquirido e está dento da política municipal de valorização do servidor. “Esta ação faz parte da essência da gestão Beto Preto, que é uma administração que respeita com rigor todos os direitos do trabalhador”, disse Júnior.
Cada cargo municipal tem um salário-base fixado em tabela de vencimentos e o avanço funcional é a passagem do servidor para nível de vencimento imediatamente superior, por força do tempo de serviço, considerado o interstício de 24 meses para cada nível. “Minha mãe, Maria Toschi Martins, foi servidora pública estadual e meu avô Antônio Pereira Martins, já falecido, trabalhou por mais de 20 anos na prefeitura, então sei muito bem a luta diária que é atuar em uma instituição pública e a importância da gestão demonstrar reconhecimento a este trabalho. Estamos fazendo o nosso dever de casa”, pontuou o prefeito Júnior da Femac.
Ele lembrou que antes do prefeito Beto Preto chegar à prefeitura em 2013, o servidor precisava entrar na justiça para ter acesso a este e outros direitos. “Apesar de ser um direto previsto em lei, nenhum servidor em Apucarana recebeu o avanço funcional entre 2001 e 2012, o que gerou muitos precatórios trabalhistas, onerando os cofres municipais”, recorda Júnior da Femac.
Além da concessão do direito aos avanços funcionais adquiridos, o prefeito salientou que a gestão Beto Preto mantém integralmente em dia todos os demais direitos trabalhistas do servidor municipal. “O tempo de entrar na justiça para ter acesso a direitos acabou. Mesmo com a crise econômica que vive o Brasil, atuamos com um planejamento de pés no chão, garantindo salário em dia, além de conceder licenças-prêmio, avanços funcionais, quinquênios, todos os direitos ao nosso servidor”, reforçou o prefeito Júnior da Femac.
Júnior lembrou que a gestão Beto Preto já saldou 73 folhas de pagamento, incluindo os 13º salários. “Além de manter em dia todos os direitos do servidor, também recolhemos todos os encargos de forma correta, ao contrário do que foi feito por prefeitos que antecederam ao Beto Preto, que ao não recolherem os encargos, deixaram grande dívida à administração pública e tantos outros problemas aos servidores”, assinalou o prefeito Júnior da Femac.
Os avanços funcionais concedidos, em portarias assinadas nesta quarta-feira, garantem um “plus” salarial aos 1.150 servidores já na folha deste mês de maio.


Prefeito Junior da Femac entrega VAN para o Canil Municipal


Novo veículo atende a demanda crescente para o resgate e recolhimento de animais feridos e vítimas de maus tratos 
(Foto: Profeta)

O Canil Municipal de Apucarana, que é referência no Paraná, acaba de receber um novo veículo destinado ao recolhimento e resgate de animais, bem como para o transporte de cães e gatos castrados. O prefeito Junior da Femac fez hoje (22) a entrega oficial de uma VAN, que já pertencia à frota municipal e foi adaptada para o atendimento prestado no canil.
A partir de agora o trabalho da equipe do canil passa a contar com duas VANs para atender a demanda crescente visando o resgate e recolhimento de animais feridos, na maioria dos casos atropelados e vítimas de maus tratos. Um terceiro veículo, um Volkswagen Gol, é utilizado para averiguações de denúncias e serviços administrativos.
Para dar uma dimensão da importância do novo veículo para suprir as demandas do canil, basta informar que, diariamente, é recolhida uma média de 6 animais atropelados, um número que chega a dobrar em dias chuvosos. “A baixa visibilidade dos motoristas devido à chuva e o fato dos animais saírem correndo pela rua com medo de trovão provoca um aumento nos atropelamentos de cães e gatos”, explica o coordenador do canil municipal, Luan Rafael da Silva Santos.
Transportados para o canil pelas duas VANs, os animais são socorridos e os casos mais graves encaminhados para clínicas veterinárias da cidade com o atendimento custeado pela Sociedade Protetora dos Animais de Apucarana (Soprap).
O prefeito Junior da Femac agradeceu e destacou o trabalho da equipe de servidores que atua no canil municipal, bem como a parceria com a Soprap. “O trabalho realizado aqui vai além do cuidado com os animais. Eles recebem carinho, pois são atendidos por pessoas que têm vocação e gostam do que fazem”, disse Junior da Femac.
Referência estadual, o Canil Municipal de Apucarana foi visitado recentemente por representantes de mais de 20 municípios em busca de conhecimento para levar essa experiência de sucesso para suas cidades. O prefeito lembrou que, além das instalações físicas que passaram por melhorias na gestão Beto Preto, e de contar já há 3 anos com centro cirúrgico destinado a castrações, o Canil Municipal oferece alimentação de qualidade e toda medicação necessária aos animais. “Ainda realiza o serviço de socorro aos cães e gatos feridos nas ruas da cidade e recebe denúncias de maus tratos pelo WhatsApp ”, complementou Junior da Femac.
O resgate de animais pode ser solicitado pelo telefone 3901-1051, e a denúncia de maus tratos pelo WhatsApp 99626-3680. O canil municipal atualmente abriga 160 cães e 90 gatos.


Debate celebra Dia de Luta Antimanicomial em Apucarana


Evento reuniu profissionais da rede municipal de atenção em saúde, educação, assistência social e da secretaria da Mulher
(Foto: Profeta)

A Autarquia Municipal de Saúde (AMS), através do Departamento de Saúde Mental, reuniu hoje (22) profissionais da rede municipal de atenção em saúde, educação, assistência social e da secretaria da Mulher para um debate em comemoração ao Dia de Luta Antimanicomial, que é celebrado no dia 18 de maio.
“Diante do aumento da demanda dos casos de transtornos mentais, percebemos a necessidade de debater o assunto e conscientizar a população de que na rede pública de saúde oferece atendimento para minimizar esse amenizar esse sofrimento, promovendo a qualidade de vida e bem estar dos pacientes”, afirma a superintendente de Saúde da AMS, Karinne Mareze Carleto, que organizou o evento ao lado da diretora do departamento de saúde mental, Karla Cristina Balan.
Realizado no Colégio Estadual Antônio dos Três Reis de Oliveira, a programação do evento teve início com apresentação do filme “Holocausto Brasileiro”, seguido de um debate, esclarecimentos, com destaque a importância do CAPS AD e CAPS I no acolhimento e tratamento nesta área saúde.
Com um quadro de pacientes formado por crianças, adolescentes e adultos, a rede pública de saúde mental de Apucarana oferece cuidado integral ao usuário através do Centro de Atendimento Psicossocial Infanto Juvenil de Apucarana (CAPS IJ), Centro de Atendimento Psicossocial de Apucarana Álcool e Drogas (CAPS AD), CAPS do Vale do Ivaí “Nova Mente”, em Cambira, onde são atendidos casos de apucaranenses com transtorno mental grave e persistente; e ainda através do ambulatório do Departamento de Saúde Mental da AMS.


MP e Município pedem retirada de lâmpadas em 30 dias


A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Apucarana solicitou ontem o prosseguimento da ação, com a intimação dos requeridos para que seja cumprida a decisão liminar
(Foto: Profeta)

A destinação correta de 115 mil lâmpadas fluorescentes, uma situação que se arrasta há quase dez anos, pode estar perto de uma solução. Nesta semana, duas medidas simultâneas aumentaram a pressão para que as fabricantes executem a logística reversa. O Ministério Público e o Município pedem o cumprimento da liminar concedida pela Justiça em 2014 e que concedeu prazo de 30 dias para a retirada do material estocado na Cocap de Apucarana.
A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Apucarana solicitou ontem o prosseguimento da ação, com a intimação dos requeridos para que seja cumprida a decisão liminar. A solicitação foi feita pelo Ministério Público, pois os dois recursos mantidos pela Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi) e pela Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) foram negados pela Justiça.
Para evitar o cumprimento da liminar, a Abilumi e Abilux ingressaram com uma série de recursos. “Os mais recentes foram um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) e um agravo em recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Como ambos foram negados, o Ministério Público está solicitando o cumprimento da decisão liminar, com o recolhimento das lâmpadas irregularmente recolhidas e armazenadas no barracão da Cocap”, explica Terence Penharbel, assessor jurídico da Prefeitura de Apucarana.
O prefeito de Apucarana, Junior da Femac, lamenta os diversos recursos impetrados pelas associações. “Desde setembro de 2014, quando o Município passou a ser, junto como Ministério Público, parte interessada desta ação, estamos lutando para que a determinação judicial seja cumprida. Agora, esperamos que tenham fim os recursos e que finalmente Apucarana possa ficar livre deste passivo ambiental”, frisa Junior da Femac.
O prefeito acrescenta que a disputa judicial iniciou em 2014, mas o material está estocado na Cocap há cerca de 10 anos. O prefeito lembra que em 2018 foi solicitada uma perícia que contabilizou 114.936 lâmpadas fluorescentes estocadas irregularmente no barracão da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Apucarana (Cocap). “Foi um trabalho minucioso e exaustivo realizado pela perícia, identificando marcas e modelos dos produtos. Desde então, o material está devidamente separado e já amarrado em feixes para o transporte”, observa.
NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL – Antes mesmo da representação do Ministério Público, a Procuradoria Jurídica do Município já havia, na semana passada, notificado extrajudicialmente a Abilumi e Abilux. “Solicitamos o recolhimento de todas as lâmpadas fluorescentes pós-consumo coletadas pelo Poder Público, dentro do prazo de 30 dias contados a partir da notificação, em conformidade com a Política Nacional do Meio Ambiente e com os critérios da logística reversa”, afirma Paulo Sérgio Vital, procurador jurídico do Município.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Sérgio Bobig, a estratégia das notificações extrajudiciais foi definida no final de abril, durante reunião do “R-20”, que reúne representantes de municípios e consórcios intermunicipais para a gestão associada da política nacional de resíduos sólidos.
Até 15 de junho, os municípios paranaenses deverão enviar notificações extrajudiciais para a Abilumi e Abilux, solicitando que façam a logística reversa das lâmpadas fluorescentes estocadas pelas administrações municipais de todo o Estado. “É uma iniciativa que conta com o apoio do governo do Estado, visando pressionar os fabricantes a cumprirem a logística reversa”, frisa Bobig, informando que mais de 120 municípios já notificaram as associações.


Apucarana vai repovoar rios e lagos com 400 mil alevinos


A cada mês, em local definido pela Secretaria de Meio Ambiente, será feita a soltura de exemplares das espécies nativas de lambari, jundiá, piauçu e pacu.
(Foto: Profeta)
Em uma iniciativa inédita, a Prefeitura de Apucarana vai promover o repovoamento com espécies nativas de rios e lagos. Nos próximos 12 meses, será feita a soltura de 400 mil alevinos das espécies lambari, jundiá, piauçu e pacu. Exemplares destes peixes serão soltos nos lagos Jaboti, Raposa, Schimidt, Redenção e Tarumã/Ouro Fino, além dos rios Pirapó, Caviúna, do Cerne, Ubatuba e Dourados.
“Se os produtores conseguirem entregar os alevinos, pretendemos fazer a primeira soltura na Semana do Meio Ambiente que acontece no início de junho”, afirma o  prefeito Junior da Femac, que nesta quarta-feira (22/05) assinou o contrato com os fornecedores, no valor de R$ 121 mil. Também estiveram presentes durante a assinatura os secretários municipais de Meio Ambiente, Sérgio Bobig, e de Gestão Pública, Nicolai Cernescu Junior.
De acordo com o prefeito, o repovoamento com espécies nativas é uma iniciativa inédita em Apucarana. “Tivemos a soltura de peixes há cerca de 30 anos em lagos de Apucarana, mas foi de espécies exóticas”, lembra Junior da Femac.
A intenção, conforme o prefeito, é realizar uma soltura por mês. “A atividade será acompanhada por estudantes e também por integrantes dos Grupos Conviver, visando conscientizar sobre a necessidade de manter o equilíbrio ecológico”, frisa Junior da Femac.
O prefeito afirma que o meio ambiente é uma área ampla e que os cuidados devem ser permanentes. “Da mesma forma que é necessário zelar pelas matas, fazer a correta destinação do lixo ou solucionar o problema dos equinos que estão soltos no perímetro urbano, também devemos cuidar dos nossos cursos de água”, assinala.
Além da educação ambiental, a intenção é manter vivo o sentimento de proteção e cuidado com rios e lagos. “Apucarana possui diversas nascentes, lagos e cursos de água. Estamos agindo em favor da natureza, fazendo o repovoamento e contribuindo com o equilíbrio ecológico”, reforça Junior da Femac.
O secretário de Meio Ambiente afirma que, ao longo dos anos, a pesca predatória reduziu grandemente o número de espécies nativas. “Elas são fundamentais para que não haja um desequilíbrio. O mosquito borrachudo desova em água corrente e o peixe lambari se alimenta das larvas”, exemplifica Sérgio Bobig.


Centrais sindicais se mobilizam para greve geral no dia 14 de junho


"Estamos discutindo em cada Estado, não só em torno da unidade dos sindicatos, mas também para ganhar a sociedade para essa discussão", afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves Juruna; próximo dia 14 terá greve contra a proposta de reforma da Previdência; sindicalistas também criticam o desemprego
247 - "Estamos discutindo em cada Estado, não só em torno da unidade dos sindicatos, mas também para ganhar a sociedade para essa discussão", afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves Juruna, sobre as estratégias das centrais sindicais para a greve geral prevista para o dia 14 de junho contra a proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro. Os sindicalistas também criticam o desemprego e reforçam a bandeira pela Educação pública.
De acordo com a Jovem Pan, até o dia da greve, a agenda dos sindicalistas inclui plenárias estaduais para mobilização e também o apoio à segunda manifestação da União Nacional dos Estudantes (UNE), prevista para o dia 30, em resposta aos cortes de verba na Educação.
O índice de desemprego está em 12,7% (13,4 milhões de desempregados), de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 


Com medo de novos protestos, Bolsonaro vai liberar recursos para educação


PR | Mídia Ninja
Apenas uma semana após os protestos registrados em mais de 150 cidades de todo o país e que reuniram mais de 2 milhões de pessoas contra os cortes de 30% nas verbas do Ministério da Educação (MEC), o Governo Jair Bolsonaro, temendo novas manifestações, decidiu usar R$ 3,81 bilhões da reserva orçamentária para recompor os orçamentos do MEC e do Ministério do Meio Ambiente
247 - Apenas uma semana após os protestos registrados em mais de 150 cidades de todo o país e que reuniram mais de 2 milhões de pessoas contra os cortes de 30% nas verbas do Ministério da Educação (MEC), o Governo Jair Bolsonaro, temendo novas manifestações, decidiu usar R$ 3,81 bilhões para recompor os orçamentos do MEC e do Ministério do Meio Ambiente.
De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, do total a ser utilizado da reserva orçamentária - que no primeiro bimestre era de R$ 5,37 bilhões -, R$ 1,587 bilhão irá para a educação e outros 56 milhões para o Ministério do Meio Ambiente.
No final de março, o governo Jair Bolsonaro determinou um corte de R$ 29,582 bilhões no orçamento deste ano, sendo que R$ 5,83 bilhões voltados para a área de educação. Diante dos protestos, Bolsonaro chamou os manifestantes de "imbecis" e de "idiotas úteis", que seriam utilizados como massa de manobra contra o seu governo.


Treze capitais já confirmaram atos pela educação no dia 30


Jornalistas Livres | Mídia Ninja
Após o sucesso do Dia Nacional em Defesa da Educação, ocorrido em quinze de maio, treze capitais já confirmaram que irão realizar manifestações no próximo dia 30, para dizer não aos cortes de 30% da verba destinada às universidades federais anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e também para defender a educação pública, gratuita e de qualidade
Brasil de Fato - Após o sucesso do Dia Nacional Em Defesa da Educação, ocorrido em quinze de maio, estudantes e professores convocam os brasileiros para mais um dia de luta e reforço da defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, e também contra os cortes de 30% da verba destinada às universidades federais anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. O Segundo Dia Nacional Em Defesa da Educação acontece no dia 30 de maio com atos em todas as regiões do país.
De acordo com a Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), mais de um milhão de pessoas participaram das manifestações do dia 15 de maio em 200 municípios de todos os estados brasileiros. A mobilização do dia 30 promete ser ainda maior, segundo os organizadores. O novo ato também é um "esquenta" para a Greve Geral contra a reforma da Previdência que ocorre no dia 14 de junho.
Até o momento, treze capitais brasileiras divulgaram horário e local das mobilizações no dia 30. Confira:
São Paulo (SP)
Local: Largo da Batata
Horário: 16h
Rio de Janeiro (RJ)
Horário: 15h
Porto Alegre (RS)
Local: Esquina Democrática - Borges de Medeiros X Rua dos Andradas
Horário: 18h
Belo Horizonte (MG)
Local: Praça da Estação - Avenida dos Andradas
Horário: 09h
Brasília (DF)
Horário: 10h
Salvador (BA)
Local: Praça do Campo Grande
Horário: 10h
Curitiba (PR)
Local: Praça Santos Andrade
Horário: 18h
Fortaleza (CE)
Horário: 10h
Belém (PA)
Horário: 13h
Recife (PE)
Local: Rua da Aurora
Horário: 15h
Manaus (AM)
Local: Praça da Saudade
Horário: 15h
Natal (RN)
Horário: 10h
São Luis (MA)
Local: Praça Deodoro
Horário: 15h


Facebook apaga fake news e contas de extrema-direita


A rede social tem sido invadida por publicações de desinformação e redes de contas falsas que pretendem tornar virais as chamadas fake news

Facebook apaga fake news e contas de extrema-direita
REUTERS / Eric Gaillard (Foto de arquivo) 

Estudo da organização não governamental (ONG) Avaaz identificou mais de 500 contas do Facebook usadas para disseminar notícias falsas. A rede de contas de extrema-direita publicava discursos de ódio e pretendia “espalhar mensagens de supremacia branca”, segundo a edição online do jornal britânico The Guardian.
Apesar dos esforços constantes do Facebook, a rede social tem sido invadida por publicações de desinformação e redes de contas falsas que pretendem tornar virais as chamadas fake news. Nos últimos três meses, a ONG descobriu páginas suspeitas na rede social na França, Alemanha, Itália, no Reino Unido, na Polónia e Espanha. A rede social eliminou contas que tinham cerca de 6 milhões de seguidores e em que proliferavam notícias falsas e discursos de ódio.
A maioria foi descoberta por publicar e partilhar, por meio de perfis falsos, conteúdo desinformativo e de incitamento ao ódio. A Avaaz está investigando ainda, no entanto, centenas de outras contas, com mais de 26 milhões de seguidores, que podem ser expostos a conteúdos suspeitos.
Essas redes eram muito mais populares do que as páginas oficiais dos grupos populistas de extrema-direita e anti-União Europeia (UE) naqueles países, de acordo com o The Guardian. “As páginas têm altos níveis de interação. Não importa quantos seguidores tem, se não houver interações”, disse Christoph Schott, diretor de campanha do grupo Avaaz. "Eles têm mais de 500 milhões de visualizações apenas nas páginas apagadas, o que é mais do que o número de eleitores na UE", acrescentou.
Armas de destruição em massa
A Avaaz encontrou, até agora, mais de 550 páginas e grupos, assim como 328 perfis que partilhavam notícias falsas. Embora o Facebook as tenha apagado, a maioria dessas páginas foi visualizada cerca de 533 milhões de vezes, em apenas três meses.
Fonte: Notícias ao Minuto com informações da Agência Brasil


Bolsonaro não serve, diz Miriam Leitão, um dia após visita da Globo ao Planalto


"O fato é simples: o presidente Bolsonaro não sabe governar. É essa a razão da sua performance tão errática nestes quase cinco meses", diz a jornalista Miriam Leitão, em artigo publicado nesta quarta-feira, um dia após o polêmico encontro entre o executivo Paulo Tonet, representante da Globo em Brasília, e representantes do governo federal; segundo ela, Bolsonaro mal entende o que se passa ao seu redor
247 – O encontro entre o executivo Paulo Tonet, da Globo, e representantes do governo federal, ontem em Brasília, ainda não selou uma aliança entre a empresa de comunicação e a desgovernada administração de Jair Bolsonaro. Em artigo publicado nesta quarta-feira, a jornalista Miriam Leitão, uma das principais vozes do Globo, explicitou o óbvio: Jair Bolsonaro não sabe governar, não entende o que se passa ao seu redor e é um grande problema para o Brasil.
"Durante os anos em que foi parlamentar, Jair Bolsonaro não presidiu comissão, não relatou qualquer projeto, nunca liderou grupo algum. Ele não se interessava pelas matérias que passavam por lá, concentrando-se em questões do seu nicho. Sua preocupação era apenas a defesa dos interesses da corporação dos militares e policiais. Afora isso, ofendia colegas que considerasse de esquerda e dava declarações espetaculosas para ocupar espaço no noticiário. Com esse currículo ele chegou à Presidência. Hoje, não entende nem os projetos que envia ao Congresso, como se vê diariamente nas declarações que faz", diz ela.
"Diariamente, Bolsonaro diz algo que contraria o espírito dos projetos que seu governo defende ou contradiz o que disse. De manhã, afirma que a 'classe política' é o grande problema do país, de tarde, a adula. Navega por qualquer tema com a mesma superficialidade que demonstrava no exercício dos seus mandatos de deputado. Nenhuma surpresa nisso. Por que mesmo ele seria presidente diferente do parlamentar que foi?", questiona ainda a jornalista.
Miriam explica o caos atual. "O fato é simples: o presidente Bolsonaro não sabe governar. É essa a razão da sua performance tão errática nestes quase cinco meses. Sua relação tumultuada com o Congresso não deriva de uma tentativa de mudar a prática da política, mas da sua falta de aptidão para qualquer tipo de diálogo. Não sabe ouvir, não entende os projetos, não tem interesse em estudá-los", afirma.