Líder venezuelano critica ofensiva comercial imposta por Trump e afirma que humanidade responderá à guerra tarifária dos EUA
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reagiu com dureza às novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sob o governo do presidente Donald Trump, reeleito e empossado para seu segundo mandato em 2025. As declarações de Maduro foram transmitidas pela TV estatal venezuelana e divulgadas originalmente pela Sputnik Brasil neste sábado (5).
Em discurso realizado durante um evento em Caracas, o líder venezuelano ironizou o argumento da "libertação nacional" utilizado por Trump para justificar o aumento das tarifas contra uma ampla gama de países. “Trump disse que hoje é o dia da libertação porque ele tomou medidas tarifárias contra todos os países do mundo. Eu me pergunto: os EUA têm que se libertar do mundo ou é o mundo que deve se libertar dos EUA? Qual é a verdade? Quem se liberta de quem?”, questionou Maduro diante de uma plateia de apoiadores.
Maduro classificou a medida como uma "guerra comercial" global desencadeada pelos Estados Unidos e alertou que a resposta virá em escala planetária. “É uma guerra que desatou, cada país está respondendo, e toda a humanidade vai responder”, afirmou. Ele também declarou que a Venezuela está pronta para enfrentar qualquer cenário: “Temos planos para qualquer ação, porque somos livres, soberanos e independentes”.
A nova política tarifária anunciada por Trump foi formalizada por meio de um decreto que institui taxas "recíprocas" sobre produtos importados. O piso tarifário será de 10%, podendo aumentar de acordo com o país de origem das mercadorias. O Departamento de Comércio dos EUA explicou que os percentuais serão definidos com base no déficit comercial bilateral – quanto maior o desequilíbrio em desfavor dos norte-americanos, maior a tarifa aplicada.
A medida já provoca reações em outras partes do mundo. Segundo outra reportagem da Sputnik Brasil, a Bolívia também se manifestou contra o chamado “tarifaço”, alertando que ele pode causar uma grave contração no comércio internacional, afetando especialmente os países em desenvolvimento.
Ao se posicionar contra a ofensiva comercial dos Estados Unidos, Nicolás Maduro se soma a um coro de críticas que começa a crescer no cenário internacional. Para ele, as medidas protecionistas de Trump podem, paradoxalmente, acelerar um movimento global de resistência à hegemonia norte-americana.
Fonte: Brasil 247 com Sputnik Brasil
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