
Um caminhoneiro provocou uma grave colisão na manhã desta quarta-feira (26) ao invadir deliberadamente um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Recanto das Emas, na BR-060, no Distrito Federal. De acordo com a PRF, o motorista confessou que agiu em protesto contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).
O condutor, que retornava para São Paulo após fazer entregas em Brasília, dirigia em alta velocidade quando derrubou barreiras de contenção e avançou pelo acostamento. Sem controle do veículo, o caminhão passou sobre um quebra-molas e colidiu com viaturas estacionadas na área externa da unidade policial, colocando em risco a vida dos agentes.
“Eu queria derrubar a barraca toda, mas não deu certo”, disse o motorista ao ser abordado, admitindo ter agido por motivações políticas.
O bolsonarista também afirmou que queria praticar um ato terrorista como protesto: “Terrorista (…) Revoltado que os caras querem prender o Bolsonaro”. Ele também garantiu que agiu sozinho.
O teste do etilômetro acusou 0,95 mg/L de álcool no sangue, quase três vezes acima do limite legal de 0,34 mg/L. Ele ainda tentou subornar os policiais, oferecendo dinheiro para ser liberado.
O caminhoneiro foi preso em flagrante pelos crimes de embriaguez ao volante, corrupção ativa e tentativa de homicídio. O caso foi encaminhado à Polícia Federal, enquanto a área permanece isolada para perícia.
Bolsonaro é réu
A Primeira Turma do STF aceitou, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e sete aliados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pelo recebimento da denúncia.
A PGR aponta oito nomes como integrantes do “núcleo crucial” da tentativa de golpe:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
- Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil
Fonte: DCM
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