Modelo de negócios do banqueiro envolve ativos de risco, emissões bilionárias de CDBs e influência na mídia
A tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) colocou o nome de Daniel Vorcaro, controlador do Master, no epicentro de uma das maiores polêmicas recentes do sistema financeiro nacional. Envolvendo uma operação bilionária e ativos de alto risco, o negócio despertou reações no mercado, pressões políticas e também trouxe à tona as conexões estratégicas que Vorcaro vem costurando — não apenas no setor bancário, mas também no campo da comunicação.
Conhecido por adotar uma estratégia agressiva de investimentos, Daniel Vorcaro está construindo silenciosamente um poderoso conglomerado de mídia. Ele exerce influência, por meio de aliados, no braço digital da revista IstoÉ, no tradicional jornal Correio Braziliense, e no canal de jornalismo e entrevistas Platô BR. A ampliação de sua presença na imprensa levanta questionamentos sobre o uso desses veículos como instrumentos de influência em meio a transações polêmicas que envolvem interesses públicos e privados.
FGC, ativos de risco e pressão sobre o BC
No centro da controvérsia está o modelo de negócios do Banco Master, baseado na emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rendimentos acima da média, garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo estimativas, o banco acumula R$ 50 bilhões em CDBs emitidos — o equivalente a quase metade da capacidade total do FGC, que é de R$ 107 bilhões.
A operação de aquisição ainda precisa ser analisada pelo Banco Central, que terá até 360 dias para se pronunciar, embora especialistas do mercado prevejam uma decisão antecipada, diante das pressões políticas e institucionais. O BC avaliará, entre outros pontos, se o BRB — um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal — tem viabilidade para absorver o Master sem comprometer sua liquidez e estabilidade.
Fonte: Brasil 247
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