O ex-presidente disse que atuou pela transição do governo após as eleições de 2022
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou pela primeira vez após a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o tornar réu por tentativa de golpe de Estado em 2022. Segundo Bolsonaro, ele não compareceu ao julgamento porque “sabia o que ia acontecer” e disse que “há algo pessoal” contra ele. As informações são do g1.
"Ontem [terça], eu fui ao Supremo. A decisão foi na última hora, vocês se surpreenderam. Hoje [quarta], resolvi não ir. Motivo: obviamente, eu sabia o que ia acontecer. Eu espero hoje botar um ponto final nisso aí. Parece que tem algo pessoal contra mim. A acusação é muito grave, e são infundadas. E não é da boca para fora", disse.
O ex-presidente voltou negar sua participação na trama golpista e mentiu, afirmando que pediu a desmobilização de movimentos que pediam intervenção militar no país. Segundo Bolsonaro, ele atuou por uma transição de governo pacífica. "Golpe tem povo, tem tropa, tem armas e tem liderança. Não descobriram, até agora, quem porventura seria esse líder", afirmou.
"Ato contínuo, começamos a transição. Alguns dias depois desse pronunciamento, os caminhoneiros começaram a obstruir vias pelo Brasil. Eu fiz um vídeo pedindo que eles desmobilizassem. Não tinha intenção nenhuma em parar o Brasil, criar um caos ou estava pensando em outra coisa", explicou.
Ainda sobre a transição de governo, Bolsonaro disse esteve com o ministra da Defesa indicado por Lula (PT), José Múcio Monteiro. "Ele [Múcio] foi pedir um apoio para mim, para que tivesse mais acesso aos respectivos ministérios. No dia seguinte, foi atendido em tudo. Voltou, depois, a entrar em contato conosco e pediu que eu nomeasse os comandantes militares indicados pelo presidente eleito, Lula da Silva. Foi o que eu fiz. Em dezembro, nomeamos dois comandantes. O outro saiu mais no final. Atendi ao presidente Lula. Se tivesse qualquer ideia de força, não deixaria os comandantes do Lula assumirem".
Bolsonaro também voltou a fazer ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo ele, o ministro poderia ter mostrado imagens dele pedindo a desmobilização de manifestações violentas em lives nas redes sociais, mas escolheu não adcionar esses registros no processo. "Ele bota o que ele quer lá, por isso que os inquéritos dele são secretos", declarou.
A decisão da Primeira Turma do STF que tornou Bolsonaro e outros sete integrantes do “Núcleo 1” da trama golpista réus foi unânime. Os cinco votos foram dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado.
Fonte: Brasil 247 com informações do G1
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