terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

VÍDEO – Bolsonaro trava ao ser perguntado sobre qual seria a “doença do Brasil” em 2022

 

Bolsonaro sendo entrevistado pela CBN Recife. Foto: reprodução

Em entrevista à CBN Recife na última segunda-feira (24), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) evitou responder diretamente a perguntas sobre a tentativa de golpe de Estado, crime do qual foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Questionado sobre o que teria motivado o golpe, Bolsonaro não soube explicar, limitando-se a dizer que as ações discutidas estavam “dentro da Constituição”.

A denúncia da PGR aponta que, desde 2021, Bolsonaro alimentou a tese de que as urnas eletrônicas são fraudáveis e encomendou um estudo para determinar um “estado de sítio”, o que aumentaria seus poderes e poderia evitar a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencedor das eleições de 2022.

“É um remédio constitucional, algo que está na Constituição. Foi discutido hipóteses do que estava dentro da Constituição”, afirmou Bolsonaro, sem detalhar quais seriam essas hipóteses.

Quando pressionado pelos jornalistas, o ex-presidente não conseguiu explicar qual “doença” no país justificaria o uso de um “remédio constitucional”, como ele mesmo descreveu. “O que é então que estava dentro da Constituição?”, insistiu o entrevistador, deixando Bolsonaro sem resposta.


A entrevista ocorreu após a denúncia da PGR, que acusa Bolsonaro de cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado, abolição do estado democrático de direito e liderança de organização criminosa.

O ex-presidente rebateu as acusações, classificando qualquer possibilidade de prisão como uma “arbitrariedade”. “Se eu sou tão criminoso assim, por quê não seguiu o devido processo legal? O meu foro não é Brasília, como o do Lula não foi. Se fosse em Brasília, seria pelo plenário do Supremo e não por uma turma do Supremo”, argumentou.

Bolsonaro também rejeitou especulações sobre uma possível fuga do país, mencionando sua estadia de três meses nos Estados Unidos após deixar a Presidência. “Se quisesse, teria ficado por lá. Tive até oferta de trabalho”, afirmou. Ele disse ter retornado ao Brasil para “enfrentar” os desafios e manter sua influência no cenário político.

“Esperar prisão de jeito nenhum. Alguns dizem até que eu estou pensando em fugir. Eu estive nos Estados Unidos por três meses, poderia ter ficado lá, tive oferta para trabalhar lá, vim para cá para enfrentar isso aqui e buscar realmente o meu espaço político para 2026”, declarou.

Sobre as eleições de 2026, Bolsonaro afirmou que sua ausência na disputa representaria uma “negação da democracia”. Apesar de estar inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, o ex-presidente sinalizou que pretende ter um papel ativo no processo eleitoral.

“Eleição em 2026 sem meu nome é a negação da democracia”, disse. Ele ainda brincou: “Só morto vocês saberão quem será o outro candidato”, sugerindo que pode apoiar um nome de sua confiança.

Bolsonaro também criticou a decisão do TSE que o tornou inelegível, afirmando que o processo foi injusto. “Onde Lula foi julgado, não foi Curitiba? Está na Constituição o foro de ex-presidente? Não está. Assim como essas pessoas que estão condenadas a 17 anos de cadeia, o foro é primeira instância. Tão forçando a barra. O que é que eles querem? Me tirar de combate”, afirmou.

Veja a entrevista na íntegra:


Fonte:  DCM

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