Para ministros do STF, a denúncia mostra um "belo fio condutor" da formulação de um plano para um golpe de Estado por Bolsonaro e seus aliados.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pelo jornal O Globo avaliam como "consistente" a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas por envolvimento em uma trama golpista para impedir a alternância de poder após as eleições de 2022.
Três ministros da Corte ouvidos sob reserva afirmam que o material entregue pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, é robusto. Um deles, de acordo com a reportagem, classificou a denúncia como um "belo fio condutor" dos eventos que levaram à formulação de um plano para um golpe de Estado por Bolsonaro e seus aliados.
Agora, cabe ao STF analisar a denúncia e decidir se a aceita. Caso o material seja acolhido, Bolsonaro e os demais acusados passarão a ser réus no processo. O julgamento do mérito da acusação ocorrerá posteriormente. Como o relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, a denúncia será analisada pela Primeira Turma do Supremo, composta por Moraes, Cristiano Zanin (presidente), Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
A PGR dividiu a denúncia em cinco peças distintas, em uma estratégia que visa facilitar a tramitação do caso no STF. O procurador-geral Paulo Gonet optou pelo "fatiamento" das acusações, agrupando os denunciados em diferentes núcleos de participação na suposta tentativa de golpe.
De acordo com uma das peças acusatórias, Bolsonaro e seu então candidato a vice-presidente, general Braga Netto, eram os líderes da organização golpista e compunham o chamado "núcleo duro". O ex-mandatário é acusado de cinco crimes: liderar organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União; além de deterioração de patrimônio tombado.
A expectativa no STF é que o julgamento da Primeira Turma sobre o caso de Bolsonaro seja concluído até o fim deste ano, evitando que a questão se estenda para 2026, ano eleitoral.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
Nenhum comentário:
Postar um comentário