Fontes internas do STF, que preferiram não se identificar, destacam a importância de concluir os julgamentos em 2025
Alexandre de Moraes, invasores em Brasília em 8 de janeiro e Bolsonaro (Foto: Carlos Moura/SCO/STF | ABr | REUTERS/Marco Bello)
O Supremo Tribunal Federal (STF) pretende julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados no primeiro semestre de 2025, buscando evitar que os processos interfiram nas eleições presidenciais de 2026. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.
Fontes internas do STF, que preferiram não se identificar, destacam a importância de concluir os julgamentos em 2025 para impedir que as discussões se estendam até o período eleitoral seguinte. A intenção é fornecer uma resposta definitiva antes do pleito de 2026 e garantir que eventuais penas sejam aplicadas antes do início do processo eleitoral.
A Polícia Federal encerrou recentemente as investigações sobre os planos golpistas supostamente elaborados por Bolsonaro e seus aliados para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. O relatório final foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Caberá agora ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidir, dentro de um prazo de 15 dias, se apresentará denúncia formal contra os envolvidos.
Caso a denúncia seja aceita, o julgamento deverá ocorrer na Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros. Analistas apontam que, com exceção de Luiz Fux, cuja posição é considerada incerta, os demais integrantes do colegiado tendem a votar pela condenação de Bolsonaro. A defesa do ex-presidente, por sua vez, deve solicitar que o caso seja levado ao plenário completo da Corte, mas essa decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
A conclusão célere desse processo é vista como essencial para evitar que as discussões sobre as investigações se prolonguem e interfiram no cenário político e eleitoral do país. Além disso, busca-se assegurar que qualquer sanção aplicada seja efetivada antes do início das campanhas eleitorais de 2026, garantindo a lisura e a estabilidade do processo democrático brasileiro.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo
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