terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Rafael Fonteles defende fortalecimento de Haddad para recuperar popularidade de Lula

O governador do Piauí defendeu o avanço da agenda econômica de Haddad como forma de reduzir a inflação e a taxa de juros

Rafael Fonteles (Foto: Governo do Piauí)

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que a queda na aprovação do presidente Lula (PT) é fruto da comunicação do governo e da inflação mais alta. Para superar esse cenário, Fonteles defende o fortalecimento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), focando na agenda econômica.

"Tenho convicção de que precisamos cada vez mais dar credibilidade ao arcabouço fiscal e tentar subir o último degrau que falta para o grau de investimento. Ainda que isso tenha algum custo político no curto prazo, tem um ganho de médio e longo prazo muito importante, inclusive em temas que afetam diretamente as questões atuais de inflação e juros", disse o governador.

O governador disse ver Haddad como um sucessor natural de Lula. "O governo sendo bem-sucedido e, para isso ocorrer, tem que ser bem-sucedido na área econômica, naturalmente ele [Haddad] é o nome que se consolidará mais ainda nacionalmente".

No entanto, ele defendeu a candidatura de Lula à reeleição em 2026. "Quem tem a melhor alternativa não tem que estar, neste momento, pensando em outras alternativas. Essa renovação naturalmente vai acontecer, mas agora, para 2026, nosso candidato é o presidente Lula. É o melhor candidato, o mais experiente, o que tem mais condições, inclusive, de fazer essa transição para um novo momento histórico", declarou.

Segundo Fonteles, é normal que o governo federal passe por ajustes na segunda metade do mandato e defendeu uma aproximação com o Congresso. "Talvez seja o passo mais importante. Se cada projeto de lei virar um desafio enorme, você termina realmente retardando algumas soluções", explicou.

O governador elogiou a retomada de viagens por Lula e defendeu uma comunicação mais regionalizada. "Cada vez mais temos que utilizar o veículo Lula para comunicar as entregas do governo, as pautas importantes, o rebate às fake news e a informações que não são relevantes e que estão ganhando algum protagonismo", afirmou.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

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