"Parece que estão com tudo pronto. Querem me empurrar 28 anos [de prisão]”, disse Jair Bolsonaro a aliados
Reportagem do Metrópoles revela que Jair Bolsonaro (PL) se surpreendeu com a possibilidade de receber uma pena severa no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo suposto envolvimento na tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente teria sido informado por interlocutores sobre uma possível “punição exemplar” a ser aplicada por ministros da Corte. Em conversa reservada, Bolsonaro reclamou: “parece que estão com tudo pronto. Querem me empurrar 28 anos [de prisão]”.
A possível condenação pesada estaria baseada no relatório da Polícia Federal, que apresenta 884 páginas detalhando os supostos crimes atribuídos ao ex-presidente e seus aliados. Bolsonaro será julgado pela Primeira Turma do Supremo, composta por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. Diante desse cenário, ele avalia que dificilmente escapará da condenação.
Na segunda-feira (24), sua defesa apresentou um pedido para que os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin sejam impedidos de atuar no caso, alegando que ambos foram indicados ao STF pelo presidente Lula (PT). No ano passado, Bolsonaro já havia tentado, sem sucesso, afastar Alexandre de Moraes do julgamento.
O ex-presidente acredita que, caso seu processo fosse julgado pela Segunda Turma — composta por André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli, Edson Fachin e Gilmar Mendes —, teria maior chance de absolvição. Mendonça e Marques foram indicados pelo próprio Bolsonaro ao Supremo. No entanto, não há qualquer previsão para que o caso seja transferido para essa composição.
Outro pleito do ex-presidente é que o julgamento ocorra no plenário do STF, com a participação dos 11 ministros. Essa possibilidade, porém, é considerada remota. Segundo ministros do Supremo ouvidos sob reserva, não há precedente para uma revisão como essa, pois abriria brecha para que outros condenados pela Primeira Turma questionassem suas sentenças e solicitassem nova análise pelo plenário, criando um “efeito cascata” na Corte.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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