
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) usou suas redes sociais para comentar a denúncia que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, esse é um passo importante na defesa da democracia e do estado de direito.
“A denúncia da PGR contra Jair Bolsonaro, seu candidato a vice general Braga Netto, além de outros militares desonrados, seu ex-ministro da Justiça e outros cúmplices, é um passo fundamental na defesa da democracia e do estado de direito”, iniciou.
No X/Twitter, a parlamentar completou: “O procurador-geral baseou-se nas contundentes provas colhidas pela Polícia Federal sobre a conspiração para um golpe de estado, a tentativa de abolição violenta do estado de direito e a formação de organização criminosa. É a verdade falando alto, para que todos paguem por seus crimes”.
“E que nunca mais tentem fraudar eleições, depor governos legítimos, tramar assassinatos. Golpe e ditadura, nunca mais. Sem anistia”, pediu Gleisi Hoffmann.
Nesta terça-feira (18), a PGR apresentou uma denúncia contra Bolsonaro e militares, acusando-os de tentativa de golpe de Estado em 2022. O ex-presidente responde por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito por meio da força, golpe de Estado e dano qualificado.
A acusação, inédita, tem como base uma investigação que examinou o envolvimento do ex-presidente e seus principais aliados, incluindo os generais da reserva Braga Netto e Augusto Heleno, ex-ministros do governo. A PGR alega que o político liderou a organização criminosa com o objetivo de permanecer no poder, mesmo após ser derrotado nas eleições de 2022.
O Ministério Público afirma que Jair Bolsonaro estava ciente e concordou com o plano golpista. A denúncia apresenta como provas um vídeo de uma reunião ministerial em que o ex-mandatário incentiva seus ministros a tomarem medidas antes das eleições, além de trocas de mensagens entre Mauro Cid, seu ajudante de ordens, e outros auxiliares.
Também foram incluídos registros de reuniões em que o ex-presidente teria discutido a chamada minuta golpista com autoridades.
Fonte: DCM
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