Dados do Ministério da Saúde mostram que apenas BCG, reforço da poliomielite e tríplice viral alcançaram cobertura ideal; desinformação ainda é um desafio
A cobertura vacinal infantil no Brasil segue abaixo do esperado, com apenas três das 19 vacinas do calendário infantil atingindo a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Os imunizantes que alcançaram o objetivo foram a BCG, o reforço da poliomielite e a tríplice viral, destaca o jornal O Globo. Especialistas alertam para os riscos da baixa cobertura vacinal, sobretudo diante do aumento de doenças como meningite pneumocócica e meningite meningocócica.
Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirma que a hesitação vacinal, impulsionada pela desinformação, tem sido um desafio. Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), destaca que, apesar das dificuldades, o Brasil apresenta tendência de crescimento nos índices de imunização.
Uma pesquisa do Conselho Nacional do Ministério Público, Universidade de Santo Amaro e Instituto de Pesquisas Sociais apontou uma recuperação da confiança nas vacinas, com 90% dos entrevistados considerando a imunização "muito importante". No entanto, 27% ainda afirmam ter medo de se vacinar e 46% se dizem pouco informados sobre o calendário vacinal. Esse desconhecimento contribui para a baixa adesão e favorece a reintrodução de doenças.
Para ampliar a cobertura vacinal, o Ministério da Saúde lançou o Programa Saúde na Escola, que destina R$ 150 milhões para estados e municípios promoverem vacinação no ambiente escolar. A estratégia visa principalmente adolescentes, que costumam ter menor adesão às campanhas de imunização. O Brasil perdeu, em 2018, o status de "país livre de sarampo", e especialistas alertam que a baixa adesão à vacinação pode facilitar o retorno da doença.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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