Aliados do ex-mandatário avaliam que ele deverá ser preso em dezembro. Estratégia do entorno bolsonarista é reforçar narrativa de perseguição
Aliados de Jair Bolsonaro já trabalham com uma data para que ele seja condenado no âmbito do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado para a tentativa de golpe de Estado visando sua permanência no poder após a derrota para Luís Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2022. Com a tramitação do julgamento prevista para se estender até o fim de novembro, a expectativa do entorno bolsonarista é de que a prisão ocorra em meados de dezembro, às vésperas do Natal, destaca o jornalista Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo.
Diante desse cenário, a estratégia dos aliados será insistir na tese de que Bolsonaro é vítima de uma "perseguição" do Supremo Tribunal Federal (STF) e de que não autorizou a tentativa de ruptura institucional. O objetivo é manter a base mobilizada e ampliar a adesão ao ato convocado para 16 de março, que deverá servir como demonstração de força política e reforço ao discurso de que o ex-presidente estaria sendo alvo de um julgamento político.
Com o avanço das investigações e os depoimentos que indicam o envolvimento direto de Bolsonaro nos planos golpistas, o cerco judicial se fecha contra ele. A defesa do ex-mandatário, por sua vez, busca protelar a tramitação do processo com recursos e tentativas de questionamento jurídico das provas apresentadas.
Em paralelo, aliados tentam sustentar a narrativa de que Bolsonaro ainda teria influência suficiente para reagir a uma eventual prisão, mobilizando sua base contra o Judiciário e o governo Lula. O resultado prático dessa estratégia, no entanto, ainda é incerto, especialmente após os resultados das eleições municipais, que demonstraram um desgaste da direita radical e um enfraquecimento da capacidade de mobilização do bolsonarismo.
Nos bastidores, há também uma avaliação de que a prisão de Bolsonaro pode desencadear novas disputas dentro da extrema direita, com nomes como Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ganhando protagonismo na sucessão do ex-mandatário.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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