terça-feira, 21 de janeiro de 2025

PF desarticula esquema de fraude no SUS com fins eleitorais em Brasília e Rio de Janeiro

Operação Saúde Eleitoral investiga manipulação de agendamentos médicos para angariar votos nas eleições

Fachada do Prédio da Polícia Federal em Brasília (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Na manhã desta terça-feira (21), a Polícia Federal deflagrou a Operação Saúde Eleitoral, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa acusada de manipular o sistema de agendamentos médicos do SUS (Sistema Único de Saúde) para fins eleitorais. A ação ocorreu simultaneamente em Brasília e Queimados, município da Baixada Fluminense, onde nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores incompatíveis com a renda dos investigados e o afastamento de servidores públicos supostamente envolvidos no esquema.

De acordo com informações divulgadas pela PF e reforçadas pela Câmara Municipal de Queimados, que apresentou a denúncia inicial, o grupo criminoso utilizava o SISREG (Sistema Nacional de Regulação) para capturar vagas de consultas médicas destinadas à população. Posteriormente, essas vagas eram reservadas para beneficiar eleitores e apoiadores políticos em troca de votos nas eleições municipais de 2024.

☉ Como o esquema funcionava - O SISREG, ferramenta essencial do SUS, é responsável por organizar o acesso a consultas, exames e procedimentos médicos com base na ordem da fila e na disponibilidade de vagas, garantindo os princípios de universalidade e igualdade de acesso. Entretanto, segundo as investigações, o sistema foi usado como moeda de troca para beneficiar candidatos e fortalecer bases eleitorais. A PF identificou que centenas de vagas foram desviadas, comprometendo o atendimento de pacientes prioritários e causando prejuízos diretos à população.

☉ Impactos e penalidades - Os investigados podem responder por organização criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção eleitoral, crimes que, somados, têm penas de até 24 anos de prisão. Além disso, o sequestro de bens visa ressarcir os danos causados aos cofres públicos e à saúde pública.

Fonte: Brasil 247

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