terça-feira, 30 de julho de 2024
A apoiadores, Maduro desafia Edmundo Gonzalez e diz que não sairá do Palácio Miraflores
Parlamento da Venezuela aprova acordo que reconhece vitória de Maduro
Acordo aprovado também inclui uma rejeição explícita a qualquer ato de violência
Maduro compara contenção de manifestantes com filme "O Exorcista" e chama oposição de "diabo"
Para o presidente da Venezuela, os manifestantes são "os últimos representantes do demônio"
Chavistas vão às ruas defender eleição de Maduro; oposição também convoca ato e mantém narrativa de fraude (vídeo)
Desde a noite de segunda-feira (29), manifestantes fazem vigília diante do Palácio Miraflores, sede do governo
Brasil de Fato - Dois dias após as eleições, com protestos violentos da direita mobilizados pela acusação de fraude da líder opositora María Corina Machado e seu candidato Edmundo Urrutía, o movimento chavista organizou duas marchas em direção ao Palácio de Miraflores, sede do governo, para defender a reeleição de Nicolás Maduro.
"Os chavistas começaram a se organizar para fazer marchas em defesa da Revolução. Hoje temos duas marchas, que vão se dirigir para o Palácio Miraflores, onde desde a noite de segunda-feira (29), os chavistas fazem uma vigília para defender o governo Maduro", relata o enviado especial do Brasil de Fato à Caracas, José Eduardo Bernardes, que acompanha a movimentação na capital venezuelana.
"Aqueles que gritam fraude devem demonstrá-lo. Não à violência, queremos paz. Viva a Venezuela e o presidente Nicolás Maduro. O povo chavista se mantém na rua, defendendo nossa vitória e a legalidade", defendeu Alejandro Tortosa, do movimento Somos Venezuela
"A ideia de sair às ruas é voltar a ter a paz que tínhamos", diz a manifestante Biriguinea Rido.
Oposição
A oposição mantém a narrativa de que as eleições foram fraudadas pelo governo e também convocou um novo ato para esta terça-feira, em frente ao escritório das Nações Unidas em Caracas. Na manifestação ocorrida no dia anterior, episódios de violência deixaram um saldo de 749 detidos, segundo o procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab.
Os confrontos teriam deixado dezenas de manifestantes e militares feridos. O governo dos EUA - país que impôs unilarteralmente sanções contra a Venezuela - diz considerar 'inaceitável' a repressão de manifestantes e opositores.
Sobe para 11 o número de mortos em protestos contra reeleição de Maduro, diz ONG
Outras 44 pessoas ficaram feridas, segundo os relatos
Lula diz a Biden que desistência das eleições nos EUA foi decisão “magnânima”
Vice de Joe Biden, Kamala Harris aumentou as chances de o Partido Democrata vencer mais uma eleição presidencial nos EUA, mostraram pesquisas recentes
Kamala mantém vantagem de 1 ponto sobre Trump em nova pesquisa Reuters/Ipsos
A vice-presidente Kamala Harris tem apoio de 43% dos eleitores registrados. O ex-presidente Trump apareceu com 42%
Sabotagem eleitoral da PRF em 2022 causou 'discrepante abstenção' no Nordeste, conclui PF
Investigadores encontraram um relatório do TRE de um estado da região cujos dados apontaram impacto no comparecimento aos locais de votação no 2º turno
Lula conversa meia hora com Biden sobre impasse eleitoral da Venezuela, mas teor da conversa ainda não foi divulgado
Presidente norte-americano queria ouvir de Lula a posição do governo brasileiro sobre a crise política venezuelana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone por cerca de meia hora nesta terça-feira (30) com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre o impasse eleitoral na Venezuela. A conversa foi marcada a pedido do governo norte-americano, pois Biden queria ouvir de Lula a posição do governo brasileiro sobre a crise política venezuelana.
O Palácio do Planalto e a Casa Branca ainda não se manifestaram oficialmente sobre o teor da conversa entre os dois presidentes. A eleição presidencial na Venezuela foi realizada neste domingo (28) e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, órgão eleitoral ligado ao governo, apontou a vitória do atual presidente, Nicolás Maduro, com 51,2% dos votos. O oposicionista Edmundo Gonzalez teria ficado em segundo lugar.
A oposição, no entanto, alega que a eleição foi fraudada e que Edmundo foi o verdadeiro vencedor. Maduro está no poder desde 2013 e já ganhou duas eleições, ambas acusadas pela oposição e por organismos internacionais de não respeitarem regras de transparência e princípios democráticos. A falta de divulgação das atas eleitorais, boletins que registram os votos em cada urna, tem sido um dos principais pontos de desconfiança em relação ao resultado das eleições.
O Brasil já pediu à Venezuela que apresente as atas. Esse impasse afeta o Brasil não só porque a Venezuela faz fronteira com o país ao norte, mas também porque Lula, no início do seu mandato, tentou reintegrar Maduro à política do continente e buscou influenciar o presidente venezuelano a realizar eleições democráticas na Venezuela.
Nas últimas semanas, Maduro radicalizou o discurso, e o próprio Lula se disse “assustado”. Agora, o governo brasileiro tem que decidir que ações tomará. Por enquanto, de forma cautelosa, o Brasil está cobrando pela divulgação das atas. Outros vizinhos e parceiros, como o Uruguai, o Chile e a Argentina, já contestaram o resultado eleitoral na Venezuela.
Fonte: Agenda do Poder com informações do g1.
“Estou convencido que é um processo normal, tranquilo”, diz Lula sobre eleições na Venezuela
“Eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial, mas não tem nada de anormal”, disse o presidente

O presidente Lula afirmou estar convencido de que as eleições na Venezuela, que vêm despertando críticas na comunidade internacional, ocorreu normalmente. No entanto, cobrou que as autoridades do país vizinho apresentem as atas de votação para “resolver a briga”;
A oposição a Nicolás Maduro, alega que o pleito foi fraudado. Manifestações eclodiram pelo país desde domingo (28) e mais de 700 pessoas foram presos e pelo menos quatro morreram.
Lula deu essas declarações à TV Centro América, afiliada da TV Globo no Mato Grosso.
“É normal que tenha uma briga. Como resolve essa briga? Apresenta a ata. Se a ata tiver dúvida entre a oposição e a situação, a oposição entra com um recurso e vai esperar na Justiça o processo. E vai ter uma decisão, que a gente tem que acatar “, disse o presidente.
Maduro foi anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela vencedor do pleito e apto a exercer seu terceiro mandato, no período de 2025 a 2030. Ele foi proclamado vitorioso, segundo o CNE, com 51,21% dos votos contra 44% de Edmundo González, o segundo colocado. Mas a oposição alega que teve 70% dos votos e cobra a divulgação das atas de votação.
O Brasil e outros países ainda não reconheceram o resultado. Lula chamou as eleições no país de “processo normal”:
“Eu estou convencido que é um processo normal, tranquilo, o que precisa é que as pessoas que não concordam tenham o direito de provar que não concordam e o governo tem o direito de provar que está certo”.
“O Tribunal Eleitoral reconheceu o Maduro como vitorioso, e a oposição ainda não. Então, tem um processo. Eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial, mas não tem nada de anormal” disse Lula. “Não tem nada de grave, não tem nada de assustador. Tem uma eleição, tem uma pessoa que disse que teve 41%, teve outra pessoa que disse que teve 50%, entra na Justiça e a Justiça faz.”
Lula disse que é “obrigação” reconhecer o resultado das eleições após a divulgação das atas.
“Na hora que forem apresentadas as atas e for consagrado que as atas são verdadeiras, todos nós temos a obrigação de reconhecer o resultado eleitoral na Venezuela. Maduro sabe perfeitamente bem que quanto mais transparência houver, mais chance de tranquilidade para governar a Venezuela ele terá”, disse.
Fonte: Agenda do Poder com informações de O Globo
Aviso importante para beneficiários do INSS
Novas diretrizes do INSS: atenção necessária dos beneficiários
Lula convoca ministro das Relações Exteriores para reunião no Planalto antes de conversa com Biden
O objetivo do encontro é atualizar o presidente do Brasil sobre a situação na Venezuela
Venezuela prende centenas de manifestantes após distúrbios. ONU fala em crianças detidas
Autoridades venezuelanas denunciaram ações violentas por parte de encapuzados que não aceitam a vitória de Maduro
Brasil gera 1,3 milhão de vagas com carteira assinada de janeiro a junho
Dados do Novo Caged foram divulgados nesta terça-feira
Estou torcendo para que a democracia seja respeitada, diz ministro da Educação sobre resultado da eleição na Venezuela
"Quanto mais transparência melhor”, afirmou
Moraes manda PF abrir inquérito contra blogueiro bolsonarista Allan dos Santos por forjar mensagens contra jornalista