Psolista citou a ‘responsabilidade de cuidar do futuro da meninada’ na peça veiculada no dia do professor
O candidato à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) mostrou sua carteira de trabalho e citou seu trabalho como professor durante o horário eleitoral desta terça-feira, por coincidência Dia do Professor. O ato ocorre após ataques do atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) e de Pablo Marçal (PRTB) durante a campanha.
Veiculada no Dia do Professor, o psolista mostra uma visita à primeira escola em que trabalhou e cita a “responsabilidade de cuidar do futuro da meninada”.
— Vindo para cá hoje, encontrei uns documentos. Os holerites do meu trabalho como professor do Estado de filosofia. E já que se falou tanto disso nessa eleição, eu também trouxe aqui a minha carteira de trabalho — disse o aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante debate no primeiro turno da eleição paulista, Marçal discutiu com Boulos após mostrar uma carteira de trabalho e dizer que iria usá-la para exorcizar o oponente.
— Professor é uma profissão muito importante para a sociedade e para o futuro — finalizou Boulos na peça de campanha.
Guilherme Boulos, reconheceu nesta terça-feira que sua campanha “muitas vezes” falha na comunicação com moradores das periferias. Em entrevista ao SP2, da TV Globo, o candidato fez promessas para trabalhadores autônomos e afastou a pecha de “radical” atribuída a ele pelo seu adversário no segundo turno, o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Disse que “se preparou” para o cargo e que não há motivos para a “insegurança” dos eleitores.
— Nós não falamos de uma maneira mais direta com os trabalhadores das periferias das cidades, que às vezes não são os mais pobres, aqueles que estão com fome, aqueles que estão nas ruas. Acho que essas pessoas sabem do nosso compromisso com elas. Mas tem pessoas que construíram sua vida e seguiram seu caminho para prosperar do seu jeito, trabalhando por conta própria. E muitas vezes nós deixamos de falar para essas pessoas — declarou.
Boulos pediu o voto dos eleitores que no primeiro turno não apoiaram seu adversário, dirigindo-se diretamente ao eleitorado de Pablo Marçal (PRTB), Tabata Amaral (PSB) e José Luiz Datena (PSDB). Prometeu fazer um governo de “diálogo”, se eleito:
— Sei que muitos de vocês querem a mudança e votaram no primeiro turno pela mudança. Mesmo votando na Tabata, que me apoiou. No Datena, que me apoiou. Ou no Pablo Marçal. Votaram pela mudança. O que eu quero dialogar com vocês é que não fiquem inseguros. Eu sei que muitos falam ‘poxa, será que o Boulos vai dar conta?’. E ouvem do meu adversário essa coisa de ‘radical’ de ‘extremista’, e as pessoas ficam inseguras. Não precisa ter insegurança. Eu me preparei. O que está dando certo nós vamos manter. O que precisa mudar, nós vamos mudar.
O candidato do PSOL voltou a criticar o atual prefeito por conta do apagão iniciado na sexta-feira e que ainda afeta milhares de moradores da capital paulista. Afastou também a responsabilidade do governo federal, comandado pelo seu aliado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o cancelamento da concessão da Enel em São Paulo cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
— A Enel é uma empresa horrorosa. Quem é responsável por revogar o contrato não é o presidente, é a Aneel. E o presidente da Aneel é indicado pelo Jair Bolsonaro, aliado do Ricardo Nunes. Essa história de que o presidente Lula seria responsável não é verdade. O apagão tem um pai e uma mãe: mãe é a Enel, o pai se chama Ricardo Nunes. O meu adversário gosta de fugir das responsabilidades. Ele não poda árvore e vai dizer que a culpa é do Lula? — questionou.
Ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Boulos disse que em seu eventual governo os integrantes de movimentos sociais e pessoas que hoje vivem em ocupações não terão prioridade frente às pessoas em situação de rua. Afirmou que vai “resolver o problema da população de rua”, que disse ser “uma missão, mais que um compromisso de campanha”.
O SP2 entrevistará Ricardo Nunes nesta quarta-feira. A entrevista terá duração de 15 minutos.
Fonte: Agenda do Poder com informações de O Globo
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