Viagem do general Mauro Cesar Lourena Cid e Michael Rinelli, diretor da Apex, ao QG do Exército custou R$ 9,3 mil aos cofres da agência
No
desempenho de suas funções como chefe do escritório da Agência Brasileira de
Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em Miami, nos Estados Unidos, o
general Mauro Cesar Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Jair
Bolsonaro, é apontado por utilizar a estrutura da Apex para apoiar movimentos
golpistas. O general foi flagrado conduzindo Michael Rinelli, diretor de
Investimentos da Apex, até o acampamento golpista no quartel-general do
Exército em Brasília, em 3 de dezembro de 2022.
As imagens, divulgadas pelo colunista Aguirre Talento, do portal UOL, mostram
Lourena Cid e Rinelli circulando pelo acampamento bolsonarista. Os vídeos
revelam momentos em que o general gesticula e dialoga com o funcionário,
indicando sua presença ativa na ocasião.
A viagem de Lourena Cid e Rinelli gerou um custo
de aproximadamente R$ 9,3 mil aos cofres da Apex, conforme reportado pelo UOL.
Ambos partiram de Miami para Brasília entre 26 de novembro e 11 de dezembro de
2022. A justificativa oficial para a viagem foi uma confraternização da
agência, mas o propósito de visitar o acampamento bolsonarista não foi
informado previamente aos funcionários da Apex.
Embora não esteja diretamente envolvido no caso
da suposta tentativa de golpe de Estado, o general Lourena Cid está sob
investigação da PF. Ele é alvo do inquérito sobre o "caso das joias”, que
investiga a venda irregular de presentes sauditas entregues ao ex-presidente
Bolsonaro durante visitas oficiais e posteriormente comercializadas nos EUA.
Uma imagem identificada pela PF mostra o rosto de Lourena Cid refletido em uma
foto utilizada para negociar esculturas recebidas como presentes oficiais.
Fonte: Brasil 247 com informações do colunista Aguirre Talento, do UOL
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