Governador de São Paulo, denunciado à ONU por assassinatos da PM, visitará o premiê israelense acusado de genocídio em Gaza
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), irá viajar no dia 18 de para uma visita oficial a Israel, aceitando o convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, outros governadores ligados à direita, como Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Claudio Castro (PL-RJ), também foram convidados a integrar a comitiva.
O convite de Netanyahu também se estendeu a Jair Bolsonaro (PL), mas a situação do ex-mandatário é considerada incerta, já que teve o passaporte apreendido por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e precisa de autorização judicial para deixar o Brasil.
A viagem ocorre em meio a tensão diplomática entre Brasil e Israel decorrente das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que comparou o massacre de civis palestinos ao Holocausto. O contexto da visita também é marcado pela escalada da guerra em Gaza, que já deixou mais de 30 mil palestinos mortos.
Em janeiro, a Conib (Confederação Israelita do Brasil) e a Stand With Us financiaram a viagem de magistrados brasileiros a Israel, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Internacionalmente, as críticas a Israel têm aumentado, com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmando que Netanyahu está "prejudicando mais do que ajudando" com suas ações em Gaza. Biden enfatizou a necessidade de atenção às vidas inocentes perdidas como resultado das operações militares.
Fonte: Brasil 247 com informações da jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S. Paulo
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