Com Bolsonaro cada vez mais perto de ser julgado pela tentativa de golpe, o PL corre para reabrir diálogo com ministros do Supremo, amplamente atacados pelo seu governo
O avanço das
investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado por parte de Jair
Bolsonaro (PL) e aliados tem desencadeado uma reação em cadeia na política, no
Judiciário e no PL, segundo Daniela Lima, do g1. No âmbito do Judiciário, mesmo os mais
céticos não negam a fragilidade da situação jurídica de Bolsonaro. A gravidade
dos fatos é amplamente reconhecida e uma denúncia por parte da
Procuradoria-Geral da República (PGR) é dada como certa. A incerteza que paira
agora é sobre o momento oportuno para tal denúncia.
Essa convicção de que a situação não passará impune
legalmente resultou em um aumento dos contatos entre membros da cúpula do PL e
figuras proeminentes do Supremo Tribunal Federal (STF). Esses contatos visam
reconstruir as pontes que foram destruídas por Bolsonaro durante seu mandato.
Valdemar da Costa Neto, por exemplo, teve uma audiência com um ministro da
Corte. Durante o encontro, ele aproveitou para comentar sobre a investigação em
andamento e expressar sua preocupação com a proibição de comunicação com
Bolsonaro, já que ambos estão sob investigação no caso. "O impacto prático
da conversa é zero", diz a reportagem, que ouviu de um ministro: "não
há o que fazer".
A proibição de comunicação com Bolsonaro
preocupa Valdemar da Costa Neto, especialmente em um ano eleitoral, onde ele
busca usar o ex-presidente como uma ferramenta para angariar apoio a candidatos
em todo o Brasil.
Fonte: Brasil 247 com informações do g1
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