sábado, 22 de janeiro de 2022

Tacla Duran estima que Moro ganhou mais de R$ 10 milhões como recompensa por ter quebrado empresas brasileiras

 Revelação foi feita pelo jornalista Luís Nassif

Sérgio Moro e Tacla Duran (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Lula Marques)


247 – O advogado Rodrigo Tacla Duran, que denunciou a tentativa de extorsão por parte do advogado Carlos Zucolotto, amigo do casal Sergio e Rosangela Moro, para ser blindado na Lava Jato, estima que o ex-juiz suspeito recebeu mais de R$ 10 milhões da Alvarez & Marsal, consultoria que recebeu R$ 42 milhões de empresas brasileiras quebradas na Lava Jato. A revelação foi feita pelo jornalista Luís Nassif, que falou em ganhos de oito dígitos, ou seja, mais de R$ 10 milhões. Confira e leia reportagem do GGN:

É destaque na revista Veja deste final de semana: a consultora americana Alvarez & Marsal faturou mais de R$ 42 milhões apenas trabalhando na recuperação judicial de empresas que foram pilhadas pela operação Lava Jato sob a batuta de Sergio Moro.

A Alvarez & Marsal se recusou a informar quanto repassou a Sergio Moro a título de “consultoria” ao longo de 2020 e 2021.

Investigada pelo Tribunal de Contas da União, a empresa informou que o valor faturado sobre as empreiteiras destruídas pela Lava Jato corresponde a 75% de todos os honorários que recebeu no Brasil nos últimos anos.

De acordo com Veja, foram R$ 1 milhão, por mês, da Odebrecht e da Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial); R$ 150 mil da Galvão Engenharia; R$ 115 mil do Estaleiro Enseada (que tem como sócias Odebrecht, OAS e UTC); e R$ 97 mil da OAS.

Após dois anos de matérias contra mim, Globo dedicou 18 segundos para noticiar minha inocência, diz ex-ministra Erenice Guerra

 Inocentada das acusações infundadas da mídia corporativa, ex-ministra do governo Dilma explicou a sequência de fatos que levou a seu pedido de demissão em 2010

(Foto: ABr | Reprodução)

247 - A ex-ministra Erenice Guerra, que atuou no governo Dilma Rousseff, explicou a sequência de fatos que levou a seu pedido de demissão do governo em 2010. Ela foi inocentada das acusações infundadas perpetradas pela imprensa corporativa à época.

Em setembro daquele ano, com base em depoimento de Fábio Baracat, empresário do setor de transportes, a Veja acusou Israel Guerra, filho de Erenice, de participar de tráfico de influência em que ele teria cobrado propina para facilitar negócios com o governo. O próprio Baracat, entretanto, publicou nota de esclarecimento desmentindo as acusações da revista que depois apoiou o golpe contra Dilma e as perseguições contra o ex-presidente Lula, fato comprovado pelo STF e a Vaza Jato. 

Enquanto isso, a Globo dizia que a permanência de Erenice Guerra no governo era insustentável

As acusações envolveram toda a família dela, que foi investigada e “nunca encontraram 10 reais que não houvesse justificativa jurídica. Nunca”, conforme o relato da ex-ministra.

Na disputa eleitoral de 2008, conta Erenice, “pela nossa proximidade, que já vinha desde 2002, isso se transformou num instrumento, numa forma de destruir a Dilma. Era evidente que ela ia ganhar aquela eleição”. 

“A forma de atingir Dilma encontrada naquele momento foi, na minha opinião, atingindo a mim. Eu seria o elo fraco de uma corrente, e o objetivo era fazer ela perder a eleição. Tanto que teve segundo turno, que não era para ter, mas acabou tendo, dado o escândalo, e a exploração da mídia em cima de denúncias absolutamente vazias, sem prova nenhuma. Depois, quando o denunciante foi depor na polícia ele ainda voltou atrás e disse que não foi bem isso, não era bem assim que eu disse. Mas foi o que disse pra Veja”, relatou.

“A imprensa explorou isso durante anos. Até hoje a imprensa solta notinha se referindo à ‘aquela’ Erenice Guerra que fazia algum malfeito, o que nunca foi comprovado”, prosseguiu. “Não tem prova, mas tem convicção. Sabe? Igual foi feito com o Lula”.

A procuradora no MPDF que recebeu o processo afirmou: “ela despachou para o juiz dizendo que não tem como pedir indiciamento em absolutamente nada, porque não existe nenhuma consistência em tudo que foi apresentado e levantado, e pediu o arquivamento do inquérito, que foi arquivado”. 

“E aí a Globo, que tinha passado dois anos falando todos os dias que eu era uma pessoa que praticava malfeito no governo, se deu o trabalho de, em 18 segundos, dizer que o inquérito que apurava eventuais irregularidades contra a ministra Erenice Guerra foi arquivado conforme  solicitação do MP e determinação do juiz. 18 segundos. Niguém nunca disse sorry”, completou.

Ministério da Saúde admite que criança de SP não teve reação à vacina

 Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, visitou a família acompanhado da ministra Damares Alves, que não mencionou conclusão dos especialistas

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Metrópoles - Em nota, o Ministério da Saúde reafirmou, nesta sexta-feira (21/1), que não há qualquer relação entre a aplicação da vacina e o caso da menina de 10 anos, moradora de Lençóis Paulista (SP), que sofreu uma parada cardíaca 12 horas depois de receber o imunizante pediátrico da Pfizer.

“O parecer conclusivo, já divulgado pelo estado, foi que não existe relação causal entre a vacinação e o quadro clínico apresentado, portanto, o evento adverso pós-vacinação foi descartado”, ressalta o Ministério da Saúde, em nota. “A pasta destaca que a vacinação é segura e foi autorizada pela Anvisa.”

O episódio mobilizou duas autoridades do governo Bolsonaro: Marcelo Queiroga, titular da Saúde, e Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos (MDH), visitaram a família da criança na quinta-feira (20/1). Em relato feito no Twitter, porém, Damares omitiu a informação de que o governo do estado de São Paulo descartou qualquer relação entre o evento adverso e a doença.

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Lula exalta legado de Leonel Brizola no seu centenário: "suas ideias estão nas nossas mentes e corações"

 Ex-presidente Lula exaltou o papel do engenheiro Leonel Brizola, que foi um dos políticos mais combatidos pela imprensa corporativa na história do Brasil


247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou o centenário do engenheiro Leonel de Moura Brizola, que completaria 100 anos neste sábado. Lula lembrou o papel de Brizola na campanha da legalidade, em 1961, que garantiu a posse de João Goulart e sua luta por um Brasil mais justo e soberano. O ex-presidente também afirmou que pessoas como Brizola não morrem e que "suas ideias estão nas nossas mentes e nos nossos corações". Lula também lembrou que Brizola transferiu 100% dos seus votos a ele no segundo turno da campanha presidencial de 1989 e o apoiou em momentos cruciais da história brasileira. Na realidade, o trabalhismo, que encontrou em Brizola seu maior representante, nunca faltou à esquerda, nas horas decisivas. Assista, abaixo, o vídeo de Lula:

Rosa Weber cobra explicações da PF sobre sobre inquérito que investiga suposta prevaricação de Bolsonaro no caso Covaxin

 Prazo de 45 dias para que a PF devolvesse os autos da investigação à Corte expirou no dia 7 de janeiro

Rosa Weber, Bolsonaro e Covaxin (Foto: STF | Reuters)

247 - A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber solicitou que a Polícia Federal forneça informações sobre o andamento do inquérito que apura se Jair Bolsonaro incorreu no crime de prevaricação por, supostamente, não ter comunicado aos órgãos de investigação as denúncias de corrupção nas negociações para a aquisição da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde. 

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o prazo de 45 dias para que a PF devolvesse os autos da investigação à Corte expirou no dia 7 de janeiro. Ainda conforme a reportagem, a a ministra Rosa atendeu aos pedidos de prorrogação da PF,  após avaliar que as diligências eram ‘pertinentes ao objeto da investigação, proporcionais sob o ângulo da adequação, razoáveis sob a perspectiva dos bens jurídicos envolvidos e úteis quanto à possível descoberta de novos elementos que permitam o avanço das apurações’.

O inquérito tem como base uma notícia-crime oferecida pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO) a partir das suspeitas tornadas públicas na CPI da Covid a partir das denúncias do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e do irmão do parlamentar, Luís Ricardo Fernandes Miranda. 

Ciro ataca Lula, Bolsonaro e Moro, promete acabar com o teto e reeleição

 

(Foto: Agência Brasil)

Em quase uma hora de discurso, o pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, disparou ataques a adversários, colocou Lula, Bolsonaro e Moro no mesmo "balaio", prometeu acabar com o teto de gastos públicos, revisar a reforma trabalhista, taxar grandes fortunas, tributar lucros e dividendos e ainda propôs o fim da reeleição no País.

Isolado e sem alianças partidárias encaminhadas até o momento, o PDT lançou a pré-candidatura de Ciro em Brasília, nesta sexta-feira, 21, antecipando a quarta disputa do ex-ministro e ex-governador do Ceará em uma campanha presidencial. O partido evocou o legado de Leonel Brizola e usou o centenário do político, comemorado neste sábado, 22, para apresentar o pré-candidato como um "rebelde" - o lema da campanha é "a rebeldia da esperança".

No discurso, o pré-candidato do PDT vinculou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-aliado político, ao presidente Jair Bolsonaro, a quem acusou de praticar genocídio na pandemia de covid-19. O foco das críticas foi a economia, tema que se tornou o centro da polarização na campanha dos principais pré-candidatos este ano. "Seria exagero dizer que os presidentes, apesar de diferentes em muitas coisas, foram iguaizinhos em economia, e que o modelo econômico que copiaram uns dos outros nos trouxe a este beco sem saída?", afirmou Ciro.

Em coletiva de imprensa, ele afastou a possibilidade de apoiar Lula em um eventual segundo turno contra Bolsonaro. "Eu ajudei o Lula em todas as eleições. Será que existiria o Bolsonaro se não fosse a contradição econômica, social e moral do Lula? Eu não posso ficar de novo sustentando as irresponsabilidades do Lula."

Ciro prometeu acabar com o teto de gastos públicos, medida implementada durante o governo do ex-presidente Michel Temer em 2016 e que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior. Ele criticou a regra por excluir as despesas com o pagamento de juros da dívida pública e reduzir os investimentos. "Prometo, portanto, acabar com essa ficção fraudulenta chamada teto de gastos e colocar em seu lugar um modelo que vai tocar o Brasil adiante sem inflação e com equilíbrio fiscal verdadeiro."

Ao direcionar ataques ao pré-candidato do Podemos, Sérgio Moro, Ciro Gomes prometeu encaminhar uma proposta de reforma do combate à corrupção a ser debatida a partir de março deste ano, antes da campanha. "Não haverá espaço para estrelismos e efeitos especiais nem espetáculo para conquista de plateias ou, pior, de eleitores", disse o pré-candidato, classificando o adversário do Podemos como um caso "de glória efêmera como juiz e agora candidato a se derreter em contradições, mentiras e despreparo".

O que Ciro propõe implantar no governo, se eleito, é o que chama de Plano Nacional de Desenvolvimento. Para isso, diz estar disposto a fazer alianças com quem concordar em mudar o atual modelo econômico do País. Em uma tentativa de atrair a líder da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, para a vice na chapa, Ciro Gomes afirmou que a ex-ministra tem "todos os dotes para ser uma presidente do Brasil" e que é cedo para falar em vice.

O pré-candidato disse ainda estar disposto a propor um conjunto de reformas para aprovação no Congresso e plebiscito, incluindo o fim da reeleição. Na economia, defendeu uma política para acabar com o déficit fiscal, ou seja, garantir que o governo arrecade mais do que gasta, mas abandonado o chamado tripé macroeconômico (meta de inflação, meta fiscal e câmbio flutuante). Nesse sentido, prometeu cobrar impostos sobre os lucros e dividendos, taxar grandes fortunas e acabar com o que chamou de "festival de desonerações sem controle e sem retorno".

Fonte: Bem Paraná com informações do Estadão Conteúdo

Prefeito anuncia reajuste de 16% aos servidores públicos de Arapongas

 



Os servidores públicos de Arapongas vão receber um reajuste de 16% já sobre a folha de janeiro. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (21) pelo prefeito Sérgio Onofre, durante entrevista coletiva. “Convocamos a entrevista para que o assunto fique bem esclarecido. São 6.94% que deveriam ter sido dados na data-base de 2021, mais 8.76% que estamos autorizando sobre o período que vai de abril a dezembro de 2021. Isso dá um total de 15.7%, que nós conseguimos arredondar para 16%”, afirma o prefeito. Onofre criticou alguns adversários que saíram defendendo um aumento superior, salientando que isso é coisa de quem desconhece a realidade da máquina pública. “Temos o limite prudencial, estabelecido pelo Tribunal de Contas, de que a folha de pagamento não pode passar de 54% da Receita Corrente Líquida do município. “Com esses 16%, nosso limite sobe para 52%, o que é uma margem que demanda cuidado permanente por parte da nossa equipe”, acrescenta o prefeito.

No ano passado, o ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou decisões do TCE-PR que permitiram a revisão anual da remuneração dos servidores públicos durante o estado de calamidade pública decorrente da pandemia de Covid-19, até 31 de dezembro passado. “Mesmo discordando da decisão do ministro, nós acatamos e os servidores ficaram no prejuízo. Felizmente agora estamos conseguindo melhorar essa situação”, ressaltou o prefeito. Os 16% foram concedidos depois de reuniões com a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Arapongas e Sabáudia (Sispamas), vereadores da base aliada e os secretários municipais de Finanças, Luiz Oquendo Garcia, da Administração, Roberto Dias Siena, e de Governo, Lúcia Helena Gomes Golon.
Oquendo explica que, com a decisão de antecipar o aumento já para a folha deste mês, a data-base dos servidores públicos, a partir do próximo ano, passa a ser janeiro e não mais abril. “Isso permite trabalhar melhor com os índices e seguir as datas adotadas para o funcionalismo estadual e federal”, ressalta o secretário de Finanças. Entre ativos, aposentados e pensionistas, a Prefeitura de Arapongas tem cerca de quatro mil servidores. Também estiveram presentes na coletiva os vereadores Marcelo Junio de Souza, Rodrigo de Deus, Márcio Nickenig, José Maria da Silva, Toninho da Ambulância e Levi Xavier. Alguns vereadores da base não estiveram presentes porque nos últimos dias positivaram para Covid.