terça-feira, 22 de setembro de 2020

Não pode haver fome em um país que produz 247 milhões de toneladas de grãos, diz Mercadante

Presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante diz que o plano de reconstrução do Pais apresentado pelo PT prevê segurança alimentar com preservação do meio ambiente. “Tem como preservar os biomas estratégicos, tem como viabilizar a agricultura familiar”, afirmou



Eduardo Maretti, RBA - Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (21), o economista e ex-ministro Aloizio Mercadante e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta do partido, comentaram o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil, lançado hoje. Ao responder uma questão sobre a devastação ambiental no país, que compromete seriamente os biomas da Amazônia e do Pantanal, Mercadante comentou a relação entre o tema e a agricultura. “A alternativa é recuperar os espaços degradados para ter fronteira agrícola. Gerar investimento e pesquisa, e a Embrapa tem importância muito grande nisso. Também agregar e dar valor aos produtos da floresta, investir nas cadeias agroalimentares que ajudam na preservação da floresta”, disse.

Ele afirmou ainda ser necessário mobilizar o agronegócio e fazer “um grande pacto” pela preservação. Nesse contexto, defendeu também o Estado como tendo papel determinante também na fiscalização. “No limite, tem que ter punição e suspender as linhas de crédito das empresas que patrocinam desmatamento. Nada justifica a atitude predatória em relação ao Pantanal e Amazônia.”

Como pode haver fome?

Na opinião do petista, o ganho de produtividade verificado na agricultura do país tem que ser sustentável ambientalmente, já que o modelo predatório está “se esgotando”. O país tem hoje uma “supersafra” de grãos de 247 milhões de toneladas. O Brasil é hoje o terceiro maior produtor de alimentos, atrás da China e dos Estados Unidos.

“Como um  país como esse passar fome?”, questionou Mercadante. Ele citou o aumento de preço de alimentos da cesta básica, como cebola (72%), leite “longa vida” (33%), arroz (27%) e feijão (17%). Com a chamada “supersafra”, não se justifica um aumento de 18% no óleo de soja, destacou.

“O Brasil precisa gerar mais investimento na indústria, (dar) apoio à agricultura familiar, recuperar o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), retomar o (programa) Mais Alimentos, que permitia comprar tratores para agricultura familiar e  camponesa. “Tem como ser compatível com a preservação e preservar os biomas estratégicos, tem como viabilizar a agricultura familiar”, defendeu.

Horizonte de Bolsonaro

Para o ex-ministro, os ganhos de popularidade do presidente Jair Bolsonaro devem recuar no decorrer de seu mandato. Após passar por uma “tempestade perfeita”, com enorme na durante a pandemia, durante a qual perdeu apoio da classe média e de “um pedaço grande do lavajatismo”, frágil no Parlamento e pressionado por denúncias de rachadinha, inquérito sobre fake news no Supremo Tribunal Federal e de dezenas de pedidos de impeachment, a partir da prisão de Fabrício Queiroz Bolsonaro conseguiu uma “guinada tática importante”.

Ele recompôs a base parlamentar, principalmente com o Centrão, e conseguiu uma estabilização e apoio de setores populares com o auxílio emergencial. Mas, citando o Prêmio Nobel de Economia de 2017, Richard Thaler, Mercadante afirmou acreditar que a tendência é a popularidade de Bolsonaro ser esvair.  A tese de Thaler já foi citada por economistas conservadores como Affonso Celso Pastore. De acordo com ela, as pessoas “são muito mais afetadas por perdas inesperadas do que por ganhos inesperados”.

Segundo Mercadante, se o governo investiu R$ 250 bilhões diretamente no consumo das famílias mais pobres com o auxílio emergencial, que beneficiou 100 milhões de pessoas, as perspectivas não são promissoras, tendo em vista que as últimas parcelas do auxílio vão destinar apenas mais R$ 67 bilhões às famílias.

Papel do Estado

“No total, (são) cerca de R$ 320 bilhões, mas o ganho politico dele foi relativamente pequeno diante da perda inesperada já em andamento. Ele liberava R$ 50 bilhões por mês, e agora são R$ 67 bilhões para quatro meses,  cerca de R$ 15 bilhões por mês. Uma perda de dois terços em relação à situação anterior. Multidões saíram do o programa, e quem ficou terá a metade.” O governo Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes (Economia) concordaram com a prorrogação do benefício até o fim do ano pela metade do valor (R$ 300) de sua versão inicial.

Para Gleisi Hoffmann, o debate em curso do país reintroduz a questão do Estado no desenvolvimento da economia. “Olhando para o papel que os Estados nacionais tiveram no enfrentamento da pandemia e no pós pandemia, no Brasil estamos na contramão. E isso pela orientação do Guedes.”

Segundo ela, a introdução da renda básica se relaciona com esse quadro e lembra o debate sobre o Bolsa Família, inclusive no Congresso Nacional, quando o programa foi criado na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na opinião da deputada, a disputa tem de ser feita no Congresso, inclusive em torno do projeto Mais Bolsa Família. O programa lançado pelo PT recentemente, no fundo, “é a discussão sobre renda básica” e o papel do Estado no combate à crise e à pandemia. 

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro quer nomear para o Supremo um amigo que 'tome cerveja' com ele

Jair Bolsonaro, ao descrever o perfil de seu candidato à vaga de Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), disse que deve ser alguém de sua confiança que tome cerveja com ele



247 - Jair Bolsonaro deixou claro às pessoas que vão ao seu gabinete para indicar o perfil de candidatos para a vaga de Celso de Mello no STF, que vai nomear alguém de sua estrita confiança. 

Entre essas pessoas que fazem romaria em seu gabinete para influenciar na escolha do futuro integrante da corte estão juízes, parlamentares, religiosos e autoridades.

Bolsonaro disse que seria “bem sincero”, segundo relatos: ouviria os argumentos, mas indicaria alguém que “toma cerveja comigo no fim de semana”, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.

Na maioria das vezes, o presidente chamou o secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira, para apresentar aos interlocutores e acompanhar as reuniões. Oliveira é amigo de longa data de Bolsonaro e considerado, hoje, um dos principais candidatos à vaga ao STF.

Nas últimas semanas Bolsonaro recebeu evangélicos como Silas Malafaia e entidades como a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e associações de magistrados de Goiás, Pará, Distrito Federal e Ceará para falar da futura escolha.

 

Mídia tenta colocar PT na clandestinidade e esconde o Plano de Reconstrução do Brasil

 Os principais jornais da imprensa comercial demonstraram mais uma vez que não têm compromisso com o Brasil e não publicaram uma linha sequer do plano apresentado nesta segunda-feira pelo PT, partido que governou o País por 13 anos, reduziu drasticamente o desemprego e tirou milhões de brasileiros da pobreza

Gleisi Hoffmann, Lula e Aloizio Mercadante (Foto: Reprodução)


247 - A mídia comercial conservadora brasileira ignorou por completo e não publicou uma linha sequer do Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil apresentado nesta segunda-feira (21) pelo PT. O  partido governou o País por 13 anos, reduziu drasticamente o desemprego e tirou milhões de brasileiros da pobreza

Este foi o tema principal do programa Bom Dia 247 desta terça. Assista ao programa, abaixo e a segui um resumo e a íntegra do projeto:


O Plano de Reconstrução do Brasil visa, segundo o PT, "assegurar um novo caminho para o país, baseado na ampliação de oportunidades, na igualdade e ampla liberdade de expressão e comunicação, além da defesa da soberania nacional, ameaçados pelo governo de Jair Bolsonaro". 

A legenda informou que "as propostas foram concebidas com base em contribuições de centenas de pessoas – trabalhadores, mulheres, negros, indígenas, representantes do setor público, LGBTQI+, artistas e intelectuais – comprometidas com o país".

Leia um resumo do Plano e, a seguir, sua íntegra:

O Plano de Reconstrução parte de um diagnóstico sobre a profundidade da crise brasileira, aprofundada pela pandemia do coronavírus e pela condução irresponsável do governo Bolsonaro na resposta ao Covid-19, que estão comprometendo o futuro do país e dificultando uma saída rápida da crise. As propostas na economia colocam a alta do desemprego e o aumento da desigualdade como um dos principais focos e preveem um papel para o Estado no desenvolvimento econômico com Justiça Social. O programa prevê medidas emergenciais e de longo prazo e tratam também de apresentar políticas públicas protetivas e inclusivas, de combate ao racismo estrutural, e de opressão e violência contra a mulher, além de tratar de homofobia, e violência contra os indígenas e os quilombolas.

Novo acordo verde

No meio ambiente, o plano enfrenta a devastação ambiental promovida pelo governo Bolsonaro, abordando um novo “pacto verde” – uma espécie de ‘New Green Deal’, que permita assegurar uma transição ecológica para a economia de baixo carbono. Isso permitirá a geração de empregos de qualidade e atividades sustentáveis com base em tecnologias limpas.

Outros pontos também tratam de desenhos institucionais para a adoção de políticas que conciliem a preservação ambiental com a produção agrícola, a retomada de uma reforma agrária e a reconstrução de uma política de Estado em apoio à agricultura familiar. Essas são as bases para um plano voltado à agricultura do século 21, assim como a conquista e manutenção dos mercados externos para os produtos brasileiros.

Outro ponto essencial é a efetivação de uma Reforma Tributária Justa, Solidária e Sustentável, marcadamente progressiva, com taxação de grandes fortunas e dos rendimentos financeiros, de lucros e dividendos, de forma a aliviar a carga tributária sobre os mais pobres e as pequenas empresas, reduzindo consideravelmente os tributos sobre o consumo e os serviços. A proposta está em tramitação no Congresso Nacional e precisa ser amplamente debatida com a sociedade brasileira.

Lei de proteção do Estado Democrático

Na política, o plano propõe uma Lei de Proteção do Estado Democrático de Direito, além de reformas políticas, eleitorais, do aparelho de Estado e dos órgãos de controle, que assegurem a transparência da máquina administrativa, o combate à corrupção sem desvios políticos e ideológicos e a abertura dos processos decisórios aos interesses populares. O PT também quer tratar de instrumentos que assegurem a democratização da produção e da disseminação das informações, além de combater as chamadas fake news e os discursos de ódio.

Em relação à defesa da soberania nacional, o plano se propõe a retomar uma política externa altiva, que assegure o respeito aos interesses brasileiros, abandonados pelo bolsonarismo, que submeteram o país aos interesses da extrema-direita dos Estados Unidos. O Brasil hoje é um Brasil pária na comunidade internacional, isolado dos centros de decisão e sem papel nos foruns e organismos multilaterais. A ideia é que redesenhar a nova política externa, orientada para o estímulo ao desenvolvimento nacional e para a construção de um mundo mais simétrico, assentado no multilateralismo e na multipolaridade.

Na cultura, as propostas do PT tratam de colocar no centro das políticas estratégicas a identidade nacional e o desenvolvimento econômico e social do Brasil. As medidas sugeridas buscam assegurar à população o acesso aos bens culturais e eliminar a guerra contra a cultura desencadeada pelo Palácio do Planalto sob Jair Bolsonaro, garantindo espaço e defendendo a produção de artistas e intelectuais, ameaçados pelo governo, que oficializou o discurso de ódio e tenta impor censura e obstruir a livre expressão. A ideia é assegurar o apoio do Estado à produção cultural.



Paraná conta com apenas 5 mil registros de candidatura para eleições municipais


Na última semana para o registro de candidaturas para as eleições municipais deste ano, o Paraná conta com aproximadamente cinco mil registros feitos pelos partidos.

Segundo o TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), a expectativa para as eleições deste ano era um aumento de quase 100% nos 30 mil registros de candidatura realizados em 2016.

Por isso, o órgão solicita aos partidos que realizem o processo antes do prazo se encerrar neste sábado (26).

“Baseado nas eleições de 2016, o Paraná teve em torno de 30 mil candidatos, entre prefeitos e vereadores. Mas nessa eleição de 2020, em razão do fim das coligações para as eleições proporcionais, pode ser que tenhamos um número superior ao de 30 mil”, explicou o presidente do TRE-PR, desembargador Tito Campos de Paula.

Ainda segundo o presidente do TRE-PR, essa será a primeira eleição sob o sistema PJE (Processo Judicial Eletrônico), que concentrará todos os registros de candidatura do Brasil na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília.

“O Paraná sempre foi um estado exemplo e modelo e por isso estamos pedindo de forma encarecida aos partidos políticos de todo o estado que procurem registrar os candidatos o quanto antes para evitar qualquer problema”, finalizou Campos de Paula.

Após o final do período de registro de candidaturas neste sábado, já será liberado o início da propaganda eleitoral em todo Brasil, com exceção das inserções gratuitas em rádio e TV, que só serão liberadas a partir do dia 9 de outubro.

Fonte: Paraná Portal

Arapongas registra 20 novos casos de Covid-19 e três óbitos


Prefeitura de Arapongas, através da Secretaria Municipal de Saúde, informou nesta segunda, (21/09) o registro de 20 novos casos e 03 óbitos por coronavírus (Covid-19) na cidade. Agora o município chega a 4.109     casos dos quais 3.438 já estão curados (83,7%), 574 ainda estão com a doença e 97 infelizmente vieram a óbito. Ao todo, já foram realizados 22.040 testes. Sobre estes novos casos a Secretaria de Saúde informa que:

95º óbito ocorrido em 16/09: paciente do sexo feminino, 76 anos, com comorbidades, internada em leito de UTI no dia 01/09, realizado coleta do exame no dia 03/09 com resultado negativo divulgado em 08/09, realizado uma segunda coleta de exame no dia 15/09, paciente veio a óbito no dia 16/09 e o resultado positivo da segunda coleta divulgado em 17/09.
96º óbito ocorrido em 19/09: paciente do sexo masculino, 78 anos, com comorbidades, internado em hospital de referência da rede privada em Londrina no dia 06/09, não havendo informações a respeito das respectivas datas de realização do exame bem como do resultado, vindo a óbito no dia 19/09.
97º óbito ocorrido em 20/09: paciente do sexo masculino, 81 anos, com comorbidades, internado no dia 09/09, realizado coleta do exame no dia 09/09 com resultado positivo divulgado em 09/09 em leito de enfermaria, tendo recebido alta no dia 12/09, internado novamente em leito de enfermaria em 14/09, transferido para leito de UTI após piora do quadro, vindo a óbito em 20/09.
A Secretaria de Saúde se solidariza com os familiares.
A Secretaria de Saúde esclarece que os casos divulgados no dia de hoje são resultados de exames realizados em dias anteriores.
Entre os 20 casos confirmados, estão 07 do sexo feminino com a respectivas idades: 04, 18, 21, 44, 56, 59 e 87 anos.
Do sexo masculino, foram diagnosticados 13 pacientes com as respectivas idades: 05, 21, 27, 29, 45, 48, 56, 57, 59, 62, 62, 63 e 78 (óbito) anos.
Referente aos pacientes de Arapongas com COVID-19, 06 permanecem na UTI e 08 na enfermaria;
Referente aos leitos SUS hospitalares ocupados em Arapongas, existem 50% dos 30 leitos de UTI e 35% dos 40 leitos de enfermaria ocupados;
A Secretaria de Saúde de Arapongas reforça a importância de que a população siga as orientações dos especialistas, mantendo os cuidados de higiene, usando máscaras e evitando aglomerações, inclusive em festas e confraternizações familiares.

Apucarana confirma mais uma morte por Covid-19 nesta segunda-feira





Apucarana confirmou o 37º óbito por Covid-19 nesta segunda-feira (21). A vítima é um homem de 58 anos. Segundo boletim da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), o município não registrou nenhum novo caso positivo para Covid-19.

O homem de 58 anos sofria de doença hepática. Ele estava internado desde o último dia 15 e morreu na última sexta-feira (18).

Das 37 mortes confirmadas por Covid-19 em Apucarana até agora, 24 são de homens e 13 de mulheres.

Segundo boletim da Autarquia de Saúde, o município tem 143 suspeitas em investigação. O número de recuperados aumentou para 1.131.

O Pronto Atendimento do Coronavírus chegou a 9.452 pessoas atendidas presencialmente desde o início da pandemia. O número de pacientes monitorados atualmente é de 351.

Já foram testadas 11.732 pessoas, sendo 7.021 em testes rápidos, 3.717 pelo Lacen (RT-PCR) e 994 por laboratórios particulares (RT-PCR).

São 14 pacientes de Apucarana internados, sendo três na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 11 em leitos de enfermaria.