segunda-feira, 13 de abril de 2020

MP denuncia deputado do Paraná por manifestação durante pandemia

Filipe Barros (PSL): deputado paranaense é acusado de descumprir medidas sanitárias preventivas ao promover manifestação durante pandemia
Filipe Barros (PSL): deputado paranaense é acusado de descumprir medidas sanitárias preventivas ao promover manifestação durante pandemia (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)


O deputado federal paranaense Filipe Barros (PSL) chamou a promotora de Justiça, Suzana Lacerda de 'desequilibrada' após o Ministério Público encaminhar investigações contra o parlamentar ao procurador-geral da República, Augusto Aras. Aliado do presidente, Barros foi denunciado por descumprir medidas sanitárias preventivas ao coronavírus quando liderou, no último dia 15 de março, manifestações a favor do governo em Londrina (região Norte).
Em nota, a Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) repudiou as afirmações do deputado, afirmando que as declarações causam 'perplexidade' e evidenciam "pleno desconhecimento das atribuições constitucionais e legais do Ministério Público". Nas redes sociais, o deputado disse que a entidade quer promover a "censura".
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Semana começa com 18 novos casos e mais dois óbitos por coronavírus no Paraná. Veja onde

(Foto: Daniel Castellano/SMCS/Arquivo)


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou 18 novos casos e dois óbitos por coronavírus nos municípios de Maringá e Arapongas. O boletim foi divulgado nesta segunda-feira (13).
Um homem de 52 anos, residente em Maringá, estava internado desde o dia 06/04 e teve a confirmação para a Covid-19 na última sexta-feira (10). Ele veio a óbito neste domingo (12) em um hospital da região.
Um senhor de 79 anos, residente em Arapongas, faleceu nesta segunda-feira (13). Ele estava internado desde o dia 07/04, tendo a confirmação para a doença neste sábado (11).
Os 18 novos casos foram registrados nos municípios de: Bandeirantes (1), Quitandinha (1), Fazenda Rio Grande (1), União da Vitória (1), Jataizinho (1), Londrina (4), Assis Chateaubriand (1), Apucarana (5), Foz do Iguaçu (3) e Paranavaí (1).
Três casos confirmados em Curitiba foram transferidos. Dois para o município de São José dos Pinhais e um para o município de Colombo. Um caso confirmado de Londrina foi transferido para o município de Marumbi e um caso confirmado em Paiçandu foi transferido para o município de Maringá. De acordo com as investigações, foi confirmado que os pacientes residiam em municípios diferentes de onde foram notificados inicialmente.
DADOS – O Paraná soma 768 casos confirmados – 12 não residem no Estado –, 33 óbitos – um não residia no Estado –, 6.390 descartados e 411 em investigação.
126 pacientes estão internados, 75 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) e 51 em leitos clínicos.
No Paraná, 130 pacientes já foram liberados do tratamento. Esse dado não inclui ainda o número do município de Curitiba.
Fonte: Bem Paraná com SESA

Pesquisa confirma que Paraná não possui leitos nem respiradores suficientes para crise de Covid-19

(Foto: Bem Paraná Arquivo)


Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) fizeram uma análise baseada em projeções matemáticas realizadas pela Imperial College London em várias regiões do Estado que indica que o número de leitos disponíveis no Paraná será inferior à demanda durante a pandemia do Covid-19. O estudo serve como um alerta e chama a atenção para a importância da restrição de circulação de pessoas, já que mesmo no melhor cenário simulado a estrutura de saúde do Paraná não seria suficiente para atender toda a demanda se essa quantia de pessoas adoecesse em um curto espaço de tempo. Além disso, os leitos e respiradores em questão não são destinados apenas a pacientes internados pela Covid-19, outros quadros de saúde complicados também requerem tratamento intensivo, o que diminui ainda mais a soma total. Do Bem Paraná com assessoria da UFPR

Prefeito define estratégia de fiscalização na reabertura do comércio


Nos três primeiros dias, o trabalho terá caráter orientativo e, a partir de quinta-feira, iniciarão as multas e autuações.
(Foto: PMA)

O prefeito de Apucarana, Junior da Femac, reuniu na manhã desta segunda-feira (13/04) a equipe de fiscalização para discutir detalhadamente o decreto 150/2020, que estabeleceu a reabertura do comércio. Nos três primeiros dias, o trabalho de fiscalização terá caráter orientativo. Já a partir de quinta-feira, iniciarão as multas e autuações aos estabelecimentos que descumprirem as medidas previstas.
O prefeito lembra que o decreto publicado no sábado definiu a transição do Distanciamento Social Ampliado (DSA) para o Distanciamento Social Seletivo. “O decreto foi publicado após amplo diálogo com representantes de entidades ligadas aos trabalhadores e aos patrões, além de seguir as diretrizes do Boletim Epidemiológico no 7, do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, do Ministério da Saúde”, frisa Junior da Femac.
Até então, somente serviços considerados essenciais, como farmácias e supermercados, estavam funcionando. A partir desta segunda-feira, o segmento não essencial do comércio está autorizado a reabrir suas portas, no horário compreendido entre as 10 horas e 16 horas. “A nossa equipe estará atenta para o cumprimento desta jornada reduzida, que foi definida com o objetivo de evitar o acúmulo de trabalhadores nos veículos do transporte coletivo urbano”, esclarece. Já aos sábados,  o horário estabelecido é das 9 às 13 horas.
Além da questão da saúde das pessoas, a flexibilização no funcionamento do comércio busca garantir o emprego dos apucaranenses. “O fio condutor deste novo momento de enfrentamento do coronavírus é a manutenção dos empregos, após esse amplo diálogo que foi realizado. Porém, a prioridade continua sendo a saúde da população e por isso pode ser que lá na frente, dependendo da análise diária de risco que fazemos, seja necessário fechar o comércio novamente ”, observa.
O prefeito afirma que a fiscalização será reforçada, com o objetivo de manter o enfrentamento ao coronavírus. “Não queremos que Apucarana perca o que conseguiu até agora. Conversamos com a equipe de fiscalização e ficou definido que hoje, terça e quarta o trabalho será orientativo. Já a partir de quinta-feira, passado o período de esclarecimento sobre as medidas que constam no decreto, entraremos na fase da multa e da autuação”, alerta Junior da Femac.
O prefeito observa que uma série de regras definidas no decreto serão fiscalizadas, como por exemplo a manutenção do isolamento social dos grupos de risco. “Devem ficar em casa pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, os portadores de comorbidades, gestantes e lactantes”, reitera.
Os fiscais também estarão atentos para o artigo que estabelece a obrigatoriedade do uso de máscaras para embarque no transporte coletivo e acesso ao terminal, em táxis, para o desempenho das atividades em repartições públicas e para o acesso e permanência nos estabelecimentos comerciais. “Todos os estabelecimentos do comércio e aqueles que geram atendimento ao público deverão também disponibilizar álcool em gel logo  na entrada, em ponto visível e de fácil acesso”, salienta.
Além disso, os estabelecimentos deverão manter na entrada do estabelecimento um pano umedecido com água sanitária para higienização das solas dos calçados, fazer o atendimento limitado para evitar aglomeração e, em caso de formação de filas, providenciar a demarcação de lugares no piso com distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas.
Junior da Femac lembra que a Prefeitura faz diariamente a análise de risco que norteará futuras medidas. “As variáveis que estaremos analisando a todo momento são o número de casos de covid-19 em Apucarana, eventuais óbitos por causa da doença em Apucarana, uma possível extrapolação da capacidade de atendimento de leitos e UTIs, a não observância das regras do decreto e a não observância da manutenção dos empregos”, ressalta.


Pesquisa aponta que 37% da população considera Lula o melhor ex-presidente


Estudo elaborado pelo Instituto Paraná Pesquisa aponta que a gestão do ex-presidente Lula é considerada boa ou ótima por 37% dos brasileiros, seguida pela de Fernando Henrique Cardoso, com 30%. O governo Dilma Rousseff ficou em terceiro lugar, com 22%
Lula
Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - Estudo elaborado pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgado pela revista Veja neste domingo (12), aponta que a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  é considerada boa ou ótima por 37% dos brasileiros.  Ainda segundo a pesquisa, que avalia a percepção sobre as gestões dos ex-presidentes, logo em seguida aparece o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com 30%. Já Fernando Collor de Mello obteve a pior avaliação, com apenas 9,4% de votos favoráveis.
Ainda de acordo com o levantamento, que ouviu 2 mil pessoas, Dilma Rousseff obteve 22% de avaliações positivas, ficando em terceiro lugar, seguido por José Sarney (14,9%). Logo atrás, com 10,3%, está o ex-presidente Michel Temer. 
A corrução, porém, é um problema associado pelos entrevistados às gestões passadas. De acordo a pesquisa, apesar do avanço social no governo Lula ser lembrado por 24,1% entrevistados, o índice dos que associam sua gestão a casos de corrupção chega a quase 40%. No governo Dilma Rousseff, a corrupção foi citada por 30% dos participantes do estudo, contra 25,6% da gestão Temer e 16,3% de Collor.
O estudo aponta ainda que a impopularidade dos ex-presidentes varia em quase 50%. Sarney é o que possui o maior índice de desconhecimento sobre sua gestão (82,4%), Lula registra 35,3% no mesmo quesito. Já Michel Temer registra 48,6% no mesmo indicador. 

Bolsonaro reage com irritação à entrevista de Mandetta ao Fantástico: "eu não assisto à Globo"


Jair Bolsonaro voltou a cutucar a Globo depois de ser questionado sobre a entrevista do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta
Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta (Foto: Reuters | Anderson Riedel/PR)

247 - Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (13) que "não assiste à Globo" depois de ser questionado sobre a entrevista do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao programa "Fantástico". O Brasil tem pelo menos 22,3 mil casos e 1.241 mortes provocadas pela doença.
Mandetta voltou a defender o isolamento social. "O presidente também olha pelo lado da economia", disse ele, referindo-se à argumentação de Bolsonaro de que o isolamento piora o desemprego.
"O Ministério da Saúde entende a economia, entende a cultura, mas chama pro lado do equilíbrio e proteção à vida. Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentamento dessa situação possa ser comum e possa ter uma fala unificada".
Bolsonaro já classificou o coronavírus como uma "gripezinha" e violou diversas vezes as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que pede o isolamento social para diminuir a propagação da doença.