quinta-feira, 9 de abril de 2020

Gabinete do ódio e da mentira propaga nova fake news: a do “primo curado por cloroquina”


Esquema de mentiras que alimenta o gado bolsonarista nas redes sociais espalha uma nova fake news que coloca em risco a saúde da população brasileira. Perfis falsos no Twitter, dos chamados robôs, dispararam uma mesma mensagem: a de que teriam um primo curado por cloroquina, remédio de eficácia não comprovada, pelo qual Jair Bolsonaro tem feito lobby
(Foto: Reuters | Mírian Barradas/UFRGS | Reprodução)

247 - O esquema bolsonarista de fake news foi colocado em ação nesta quinta-feira para espalhar uma nova mentira. Vários perfis falsos no Twitter, dos chamados robôs, dispararam uma mesma mensagem: a de que teriam um primo curado por cloroquina, remédio de eficácia não comprovada, pelo qual Jair Bolsonaro tem feito lobby. 
Com a mentira, o chamado “gabinete do ódio” bolsonarista, que dissemina fake news e insultos pela internet, coloca em risco a saúde da população brasileira, ao espalhar a falsa percepção de que as pessoas podem quebrar a quarentena, porque já existiria uma cura para o coronavírus.


Ratinho Jr diz que Paraná pode ter 'quarentena pesada' se população não colaborar

Ratinho Júnior
Ratinho Júnior (Foto: Franklin de Freitas)


O governador Ratinho Júnior (PSD), afirmou que o Paraná pode passar a ter que adotar uma política de "quarentena pesada", se a população não colaborar mantendo o isolamento social contra a disseminação do coronavírus. Ratinho voltou a defender que os paranaenses evitem sair de casa e mantenham cuidados recomendados pelas autoridades de saúde, para que não seja preciso tomar novas medidas para evitar aglomerações. Ele afirmou, por exemplo, que as pessoas devem evitar usar o transporte coletivo em momentos de pico.
"A aglomeração tem que ser evitada. Transporte público, nós não podemos ter ônibus lotados. Isso é uma maneira que acaba propagando essa infestação do vírus de forma muito rápida. Então se tiver ônibus muito cheio, não entre, espere outro ou mude seu cronograma de sair de casa", afirmou. "Essas são as recomendações básicas que nós temos que tomar, se não o Estado, em algum momento vai ter que fazer daí sim uma quarentena pesada que é o que nós queremos evitar se a população colaborar", alertou o governador. 
“Não é uma corrida de 100 metros. É uma maratona que requer meses ainda de planejamento. Quero agradecer à população paranaense que tem compreendido a importância de ficar em casa. Temos 550 casos confirmados em 30 dias, mas isso não quer dizer que vencemos a guerra. O isolamento social continua. Temos que proteger a todos, principalmente nossos idosos”, afirmou o governador, em transmissão via redes sociais feita do Hospital do Rocio, em Campo Largo, na região Metropolitana de Curitiba. O local recebeu novos leitos exclusivos para o tratamento da Covid-19.
Ratinho Júnior declarou que não há prazo para a retomada de todas as atividades na economia. Ele destacou que não há uma proibição por parte do Governo do Estado, mas apenas uma orientação sobre o que deve ou não funcionar. “Não tem data definida para a retomada porque não sabemos quando isso tudo vai acabar. Sabemos que, por experiências mundiais, quatro meses tem sido o prazo para o retorno da normalidade, mas não sabemos. Aqui não fizemos um decreto proibindo nichos do mercado de atuarem. Fizemos sim uma orientação sobre os setores essenciais e o que deveria fechar. O comércio em Curitiba, por exemplo, fechou as portas por orientação da Associação Comercial, porque muitos funcionários e clientes não queriam mais sair de casa. O mais importante é manter a orientação de que todos que possam fiquem em casa”, afirmou o governador.
Ratinho Júnior também fez um apelo para evitar a superlotação no serviço de saúde. “Não é fácil ficar em casa, mas neste momento todos têm que entender que só isso vai nos dar a oportunidade de controle. Não é o presidente, o governador e os prefeitos que vão fazer com que isso fique sob controle. É o bom senso que vai nos fazer vencer esta guerra. Se isso não acontecer, aí o estado terá que intervir para recolher todo mundo para que o sistema hospitalar não entre em colapso”, comentou. “O gatilho para tomar uma decisão drástica de recolher todos é o aumento diário de casos no paraná. Se isso sair muito fora da curva, teremos que tomar uma decisão drástica. Por enquanto, a população está colaborando”, explicou.
MAIS LEITOS

O secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, participou a mesma transmissão pelas redes sociais e informou que a capacidade de leitos de UTI vai praticamente dobrar no estado. “Já ampliamos em 418 o número de leitos de UTI e estamos preparando outros 500 para entrar em operação em até 45 dias. Vamos fechar com quase 1000 novos leitos, quase dobrando a capacidade no estado”, declarou.

Fonte: Bem Paraná

Paraná confirma 71 novos casos de Covid-19 e número de óbitos sobe para 24

(Foto: Sesa-PR)


O boletim do coronavírus divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta quinta-feira (9) registra 71 novos casos e sete óbitos. O Paraná soma atualmente 621 pacientes confirmados, destes, 24 óbitos.
Uma mulher de 83 anos estava internada desde o dia 1º no Hospital Regional do Litoral (HRL) em Paranaguá, onde foi confirmada com a Covid-19 no dia 05/04. Após investigação, a paciente foi transferida para Natal, fora do Estado, no Rio Grande do Norte, nordeste do País, onde residia efetivamente; ainda em Paranaguá, um homem de 48 anos também estava internado no HRL. Ambos possuíam comorbidades e vieram morreram nesta quarta-feira (8). Ainda nesta data, três pacientes do sexo masculino de 55, 88 e 42 anos, dois de Maringá e um de Campina da Lagoa, respectivamente, estavam internados e faleceram.
Um paciente de 72 anos de Curitiba estava internado desde o dia 21/03, tendo a confirmação da doença no dia 27/03; um homem de 56 anos residente também na capital paranaense estava internado desde o dia 02/04, tendo a confirmação da doença no dia 05/04. Os dois vieram a óbito nesta terça-feira (7).
NOVAS CONFIRMAÇÕES – 71 novos casos distribuídos em: Almirante Tamandaré (1), Curitiba (32), Pinhais (3), Colombo (2), Cascavel (11), Maringá (2), Araucária (1), Campo Largo (1), Campina da Lagoa (1), Guaraniaçu (1), Foz do Iguaçu (1), São João do Ivaí (2), Manoel Ribas (1), Campo Mourão (1), Fazenda Rio Grande (2), São José dos Pinhais (2), Paranavaí (1), Lapa (1), Piraquara (1), Londrina (2) e Assis Chateaubriand (2).
DADOS GERAIS – O Paraná registra atualmente 24 óbitos dos 621 casos confirmados – 12 pacientes não residem no Estado –, 5.504 descartados e 346 em investigação.
117 pacientes estão internados, 68 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 49 em leitos clínicos.
Dentre os 399 municípios do Estado, 74 já confirmaram casos e/ou óbitos.
Até agora, 114 pacientes já foram liberados do tratamento, no Paraná. Esse dado não inclui ainda o número do município de Curitiba.
Fonte: SESA

Apucarana projeta orçamento de R$413 milhões


Anúncio foi feito nesta quinta-feira pela Secretaria Municipal da Fazenda durante audiência pública eletrônica sobre o projeto de lei que trata das diretrizes orçamentárias para 2021
Foram mantidos integralmente os serviços da Guarda Municipal, dos agentes de fiscalização, dos agentes de trânsito e dos serviços funerários

Em 2021, os cofres municipais devem arrecadar R$413.249.515. A meta orçamentária foi anunciada nesta quinta-feira (09/04) pela secretária Municipal da Fazenda, Sueli Pereira, durante audiência pública eletrônica de apresentação do Projeto de Lei nº 030/2020, que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo exercício. A projeção é 4,11% maior do que a arrecadação prevista para este ano. Para os dois próximos exercícios, a estimativa é de que o orçamento tenha um incremento na ordem de 3,5% ao ano, atingindo R$427.713.248 em 2022 e, em 2023, R$442.683.212.
Em função das medidas preventivas ao novo coronavírus (Covid-19), a audiência foi transmitida pelo canal oficial da Prefeitura de Apucarana na internet, com acesso liberado a toda população. Além da apresentação em vídeo, um link para participação e questionamento em tempo real foi disponibilizado. “Uma forma legal encontrada pela administração municipal para manter a população informada sobre o projeto, cumprindo com a Lei de Responsabilidade Fiscal e de Transparência Pública, marcas da gestão Beto Preto e Júnior da Femac”, assinalou Sueli Pereira, secretária Municipal da Fazenda.
Uma lei de iniciativa do Poder Executivo, além de compreender as metas anuais e riscos fiscais para o exercício, “a LDO orienta a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e proporciona sintonia do orçamento com o Plano Plurianual (PPA 2018-2021)”, pontuou a secretária.
Estruturalmente, o projeto de lei da LDO – que passará pela apreciação dos vereadores – aborda as prioridades e das metas da Administração Pública Municipal, organização e a estrutura dos orçamentos, diretrizes específicas para o Poder Legislativo, disposições relativas à Dívida Pública Municipal, às Despesas com Pessoal e Encargos Sociais, sobre a Legislação Tributária do Município, entre outras.
PLOA – Durante a audiência pública eletrônica, a secretária Sueli Pereira relatou ainda sobre os trâmites de mais um projeto de lei, o que trata da Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será encaminhado ao Legislativo até 30 de setembro de 2020. “O PLOA 2021 conterá Reserva de Contingência e diretrizes para elaboração do orçamento, que deverá destinar recursos para pagamento do serviço da Dívida Pública. “Bem como prever aplicação no mínimo 25% em Educação (da receita de impostos e transferências) e no mínimo 15% em Saúde”, disse a secretária, ressaltando que na legislação em elaboração, as obras já iniciadas terão prioridade na alocação dos recursos para a sua continuidade.
O conteúdo da audiência está disponível no canal oficial da Prefeitura de Apucarana no “Youtube”, no endereço: https://www.youtube.com/user/apucaranapref.


Tribunal derruba decisão que bloqueava fundos partidário e eleitoral


A decisão foi do desembargador Carlos Moreira Alves, derrubando sentença do juiz titular da 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, Itagiba Catta Preta

Tribunal derruba decisão que bloqueava fundos partidário e eleitoral
Reprodução / Twitter

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O TRF-1 (Tribunal Federal Regional da 1ª Região) aceitou na noite desta quarta-feira (8) recurso da Mesa Diretora do Senado e suspendeu a decisão de um juiz de primeira instância que bloqueava os recursos dos fundos eleitoral e partidário para destiná-los ao combate ao novo coronavírus.
A decisão foi do desembargador Carlos Moreira Alves, derrubando sentença do juiz titular da 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, Itagiba Catta Preta.
"Se medidas para o combate à pandemia necessitam de ser adotadas, devem ser levadas a efeito, repita-se, mediante ações coordenadas de todos os órgãos do poder público federal, estadual, municipal e distrital, dentro de suas respectivas esferas de atribuições constitucionais, com intervenção apenas excepcional do Poder Judiciário", escreveu o desembargador em sua decisão.
A liminar (decisão provisória) de Catta Preta havia sido concedida nesta terça-feira (7), após um pedido feito em uma ação popular apresentada pelo advogado Felipe Torello. Na decisão, o juiz afirmou que destinar verba para partidos políticos em meio à crise da Covid-19 vai contra a moralidade pública.Ainda cabe recurso contra a decisão de segunda instância.
Os fundos reservam para este ano cerca de R$ 3 bilhões do Orçamento federal para o financiamento das legendas. No dia 27 de março, a juíza Andrea Peixoto, da 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro, havia tomado decisão parecida. O escopo da sentença, no entanto, era restrito ao fundo eleitoral.Quatro dias depois, no entanto, o desembargador Reis Friede, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), anulou a decisão da magistrada de primeira instância.
O uso dos fundos eleitorais e partidários tem sido defendido pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Fonte: Notícias ao Minuto


STF proíbe Bolsonaro de flexibilizar quarentena em qualquer estado do País e o aponta como "irresponsável"


Decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes impede Jair Bolsonaro de adotar qualquer medida unilateral para flexibilizar a política de isolamento e aponta o mandatário como "irresponsável" por atuar contra os protocolos internacionais de saúde
STF proíbe Bolsonaro de flexibilizar quarentena em qualquer estado do País e o aponta como "irresponsável"
STF proíbe Bolsonaro de flexibilizar quarentena em qualquer estado do País e o aponta como "irresponsável" (Foto: Pr | STF)

247 – "O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes proferiu nesta 4ª feira (8.abr.2020) decisão liminar (provisória) que proíbe o presidente da República de adotar medidas para suspender ações de Estados e municípios para o isolamento social no combate ao coronavírus. Eis a íntegra da decisão (176 KB)", aponta reportagem do site Poder 360.
O ministro atendeu parcialmente a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), segundo o qual o presidente Jair Bolsonaro tem atuado como “agente agravador da crise“. A Ordem alega que o governo “nem sempre tem feito uso adequado das prerrogativas que detém para enfrentar a emergência de saúde pública, atuando constantemente de forma insuficiente e precária” e pratica “ações irresponsáveis e contrárias aos protocolos de saúde aprovados pela comunidade científica e aplicados pelos Chefes de Estado em todo mundo“.


Igreja Católica critica Bolsonaro, que desinforma e provoca cisões


Líder católico brasileiro, Dom Walmor Oliveira, presidente da CNBB, afirma que falas de Jair Bolsonaro e notícias falsas desinformam e abrem caminho para a morte
Dom Walmor Oliveira, presidente da CNBB
Dom Walmor Oliveira, presidente da CNBB (Foto: Divulgação CNBB)

247 - O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Walmor Oliveira de Azevedo, critica o comportamento de Jair Bolsonaro durante a pandemia de coronavírus. Para o líder católico, a instabilidade política prejudica a resposta do país à pandemia.
A CNBB assina a carta lançada em conjunto com outras entidades, após Bolsonaro chamar a Covid-19 de “resfriadinho” na TV. O documento afirma que o ocupante do Palácio do Planalto ameaça a saúde pública com “campanha de desinformação”.
Reportagem do jornalista Felipe Bächtold na Folha de S.Paulo lembra que a manifestação foi subscrita também pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), entre outras entidades. 
O presidente da CNBB defende o direito da população de advertir e orientar o governo, e isso não deve ser visto como posicionamento político-partidário.
Ele também critica decreto de Bolsonaro determinando a abertura de igrejas com argumento de que fazem parte de “atividades essenciais”.