sábado, 29 de fevereiro de 2020

99 políticos, jornalistas e empresários podem ser convocados para CPI das fake news


Prazo para CPI, até 13 de abril, pode ser estendido por dois meses. Além dos 99, 153 pessoas já tiveram convites ou convocações aprovados

247 - CPI das Fake News prepara-se para analisar 99 pedidos de convocação ou convite para depoimento que incluem o ex-funcionário da Yacows Hans River do Rio Nascimento, as jornalistas da Patrícia Campos Mello e Mônica Bergamo, Carlos Bolsonaro. Podem  Entre os alvos dos requerimentos de convite estão um dos proprietários do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho, e o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).
Além desses requerimentos, 153 pessoas tiveram convites ou convocações já aprovados pela. Dessas, 57 pessoas tiveram convocação aprovada —nove já foram ouvidas, entre elas, o sócio da Yacows, Lindolfo Alves Neto, e seu ex-funcionário Hans River. 
O presidente da CPI, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), já avisou aos colegas que não há condição técnica para votar todos os pedidos até 13 de abril, prazo final -mas deve ser aprovado requerimento de extensão dos trabalhos por mais dois meses, informa o jornalista Renato Onofre, da Folha de S.Paulo.


Facebook se nega a fornecer informações à CPMI das fake news, que busca origem dos insultos e mentiras no governo Bolsonaro


Empresa de Mark Zuckerberg diz que só atenderia ordem de juiz nos Estados Unidos; decisão protege o ´gabinete do ódio´ instalado no Palácio do Planalto, na presidência de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018, reconhecida pelo próprio Facebook pela imensa incidência de fakenews.
Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018, reconhecida pelo próprio Facebook pela imensa incidência de fakenews.

247 - Uma decisão tomada pelo Facebook, rede social comandada por Mark Zuckerberg, pode acabar protegendo Jair Bolsonaro e a máquina de fake news instalada no Palácio do Planalto. "​Acionado pela CPMI das Fake News, conduzida no Congresso, o Facebook respondeu que só poderá repassar diversos dados solicitados sobre contas de redes sociais, incluindo as supostamente usadas pelo grupo bolsonarista apelidado de gabinete do ódio, após decisão de um juiz dos Estados Unidos", aponta reportagem do jornalista Rubens Valente, publicada na Folha de S. Paulo.  A empresa diz que segue acordo bilateral Brasil-EUA regulado por decreto de 2001.

Bolsonaro afunda a economia, mas culpa PT “e seus aliados e adversários” e a "realidade econômica mundial"


Em dois tweets na manhã deste sábado, Bolsonaro voltou pela enésima vez a culpar o PT por seu fracasso na economia. Ampliou o rol de culpados: “PT e seus aliados ou adversários coniventes” e agora a “realidade econômica mundial”
Bolsonaro e Paulo Guedes
Bolsonaro e Paulo Guedes (Foto: Foto: Alan Santos/PR)

247 - Jair Bolsonaro vai ampliando o rol daqueles que aponta como culpados pelo fracasso de seu governo na economia. Em dois tweets na manhã deste sábado, voltou a dizer que o PT é culpado, apesar de o partido estar fora do poder há mais de três anos. Com a economia estagnada, Bolsonaro agora culpa também as “décadas de destruição de PT e seus aliados ou adversários coniventes”. Ele não nomeia aliados do PT e seus “adversários coniventes”, mas aparentemente aponta o dedo para todo o espectro político brasileiro, exceto a extrema-direita, incluindo até o PSDB, DEM, PTB, MDB e outros, ao falar em “décadas”.