Em
entrevista à TV 247, Fernando Haddad avalia que “tem um antipetismo que vai
durar enquanto durar essa desigualdade e intolerância e tem o antipetismo que
deve arrefecer em função das evidências do que de fato aconteceu no Brasil no
último período”. Assista
247 - Ex-prefeito de São Paulo e ex-presidenciável pelo
PT, Fernando Haddad comentou na TV 247 nesta quinta-feira (10) o arrefecimento
do antipetismo no país. Para ele, é necessário distinguir o antipetismo em duas
frentes: a fomentada por aqueles que lutam pela manutenção da desigualdade
social no Brasil e a das pessoas que embarcaram em uma narrativa fantasiosa da
Lava Jato e da grande mídia contra o partido.
A primeira frente,
o antipetismo motivado pela vontade de garantir a continuação da desigualdade
brasileira, só sumirá, segundo Haddad, “quando desaparecer o racismo, quando
desaparecer a misoginia, quando desaparecer a extrema pobreza, aí o antipetismo
vai desaparecer porque o PT vai desaparecer. A razão de ser do PT é brigar
contra essas estruturas tectônicas do país que custam a se mexer na direção da
modernidade”.
Já o
antipetismo “artificial”, para o ex-candidato à presidência, deve diminuir cada
vez mais, até mesmo porque a cada dia que se passa a parcialidade do ex-juiz da
Lava Jato Sergio Moro fica mais escancarada e porque a grande mídia já não dá o
mesmo espaço de antes para as ações da força-tarefa. “Aquele antipetismo mais
artificial, que foi criado com base em uma narrativa fictícia, esse está
voltando para o eixo com a desmoralização de Moro. Quando a Lava Jato
transbordou para os outros partidos, ela desapareceu do noticiário e da agenda
política do país. Outro dia perguntaram para o Fernando Henrique [Cardoso] o
que fazer com o Aécio e com o Serra, e ele teve que dizer: ‘esqueleto a gente enterra’.
Ou seja, o próprio jornalista tem pudores em abordar um tucano. E aí nós não
estamos falando em indícios, suposições. Estamos falando de conta no exterior,
cartão de crédito internacional pago por empreiteiro, coisa palpável, não
estamos falando de ilações”.
“Tem um
antipetismo que vai durar enquanto durar essa loucura que é o Brasil em termos
de desigualdade e intolerância e tem o antipetismo que eu acho que vai
arrefecer em função das evidências do que de fato aconteceu no Brasil no último
período”, completou.
*A
entrevista completa será publicada no fim de semana
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