Marcelo
Crivella e outros presos na operação da polícia que foram ouvidos na audiência
serão levados para o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio. Na decisão que
determinou a prisão preventiva, a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita
também determinou o afastamento de Crivella do cargo
247 - A desembargadora Rosa Helena Penna Macedo
Guita, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), manteve na tarde desta
terça-feira (22) a prisão preventiva do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Decisão ocorreu após a
audiência de custódia.
Crivella e outros
presos na operação da polícia que foram ouvidos na audiência serão levados para
o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio. Na decisão que determinou a prisão
preventiva, a desembargadora também determinou o afastamento de Crivella do
cargo.
Conforme
o despacho da magistrada, o esquema de corrupção apontado na Operação Hades,
que teve desdobramento com a prisão dos denunciados, intensificou-se na
campanha de Crivella à prefeitura em 2016. Na ocasião, diz a magistrada, um dos
empresários denunciados pediu que o doleiro providenciasse contas bancárias
pelas quais pudesse receber quantias em espécie a serem utilizadas na campanha.
De acordo com Rosa
Helena, depois de Marcelo Crivella ser eleito, o empresário passou a ocupar uma
sala na sede da Riotur, empresa municipal de turismo, mesmo sem exercer
qualquer cargo público. O doleiro Sergio Mizrahy disse que esteve no local
diversas vezes para entregar ao empresário dinheiro em espécie, oriundo de
operações de troca de cheques resultantes da cobrança de taxa de serviço.
Na
denúncia, o Ministério Público ressalta que, embora Crivella não tenha sido
reeleito, o que resulta na “perda de foro especial por prerrogativa de função e
cessação da competência deste primeiro grupo de câmaras criminais para o
julgamento da causa, as medidas cautelares requeridas, dada a sua natureza de
urgência, devem ser imediatamente analisadas, sob pena de se verem frustrados a
sua eficácia e os fins por elas colimados”.
De acordo com o MPRJ, as investigações começaram com a
instauração do inquérito policial em decorrência do acordo de colaboração
firmado com Sérgio Mizrahy, preso preventivamente no âmbito da Operação Câmbio,
Desligo. Tal operação foi deflagrada pela força-tarefa da Lava Jato no Rio no
dia 3 de maio de 2018, como desdobramento das operações Calicute e Eficiência,
em que foram apuradas denúncias de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro,
cartel e fraudes em licitações pela organização criminosa liderada pelo
ex-governador Sérgio Cabral.
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