Após a
Lava jato quebrar as empreiteiras brasileiras para que o mercado nacional fosse
entregue às multinacionais, o governo Jair Bolsonaro assinou um protocolo com
os EUA que praticamente entrega o segmento de infraestrutura às empresas norte-americanas;
iniciativa do governo dos EUA é exatamente a mesma que o ex-presidente Lula fez
para as empresas brasileiras no exterior - e por isso foi perseguido e
condenado pela Lava Jato
247 - Após a Lava jato
quebrar as empreiteiras brasileiras para que o mercado nacional fosse entregue
às multinacionais, o governo Jair Bolsonaro assinou um protocolo com os Estados Unidos que praticamente
entrega o segmento de infraestrutura às empresas norte-americanas. A iniciativa
do governo dos EUA no Brasil é exatamente a mesma que o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva fez para as empresas brasileiras no exterior - e por isso
foi perseguido e condenado pela Lava Jato
O memorando de entendimento assinado nesta
quinta-feira (1)entre o governo Jair Bolsonaro e o secretário de Comércio dos
Estados Unidos, Wilbur Ross, tem uma estratégia semelhante a adotada em países
como o Iraque e também com que que os EUA pretendem implantar na Venezuela,
caso consigam tirar o presidente Nicolás Maduro do poder.
O objetivo é afastar as empresas nacionais
e permitir que as empresas norte-americanas se encarreguem da reconstrução ou
da implantação de grandes obras estruturadoras, sendo que o dinheiro pago pelos
contribuintes nacionais não fique no país, mas seja remetido para as sedes das
empreiteiras nos EUA. No caso braesileiro, o apoio dos EUA à Lava Jato foi
fundamental para tirar acapacidade das empreiteiras brasileiras de oontinuarem
atuando no segmento de grandes obras de infraestrutura.
No caso específico do Iraque, por exemplo,
a maior beneficiada com o “processo de reconstrução” do país após a guerra
causada pelos EUA, foi a construtora Halliburton, que tinha entre os seus
sócios o vice-presidente Dick Cheney, um dos homens fortes do governo do
governo George W. Bush.
“Os Estados Unidos querem ser o parceiro
preferencial para projetos na América Latina porque nossas empresas oferecem a
expertise, a inovação, integridade e valor demandado para a infraestrutura
crucial e oportunidades destacadas aqui”, justificou Ross sobre a intenção dos
EUA de atuarem em projetos de infraestrutura no Brasil. (Leia no Brasil 247)
A intenção, porém, vem na esteira da
quebra das grandes empreiteiras nacionais em função das investigações da Lava
Jato, que contou com o apoio do governo dos EUA. Alvos da Lava Jato, empresas
como Odebrecht, UTC, OAS, Queiroz Galvão e Schain, com expertise internacional,
viram seus negócios encolherem e muitas de suas subsidiárias foram obrigadas a
entrar com pedidos de recuperação judicial, o que acabou por resultar no acordo
celebrado entre o governo Jair Bolsonaro e os EUA nesta quinta-feira (1).
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