sábado, 29 de dezembro de 2018

Esquerda e centro-esquerda não vão à posse; será uma festa da direita e extrema-direita


Os partidos de esquerda não irão à posse de Jair Bolsonaro; os parlamentares do PT, PSOL e PC do B estarão ausentes da cerimônia de 1º de janeiro às 15h no Congresso Nacional; os partidos de centro-esquerda, PDT e PSB, liberaram suas bancadas para que cada parlamentar decidia-se; o presidente do PSB, Carlos Siqueira, já anunciou que não irá, mesma posição do líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo; com a confirmação da presença de Benjamin Netanyahu, Viktor Orbán, Sebastián Piñera (Chile), Iván Duque (Colômbia) e Mario Abdo (Paraguai), a posse de Bolsonaro adquire feição de um encontro da direita e extrema-direita global
247 - Os partidos de esquerda não irão à posse de Jair Bolsonaro. Os parlamentares do PT, PSOL e PC do B estarão ausentes da cerimônia de 1º de janeiro às 15h no Congresso Nacional. Os partidos de centro-esquerda, PDT e PSB, liberaram suas bancadas para que cada parlamentar decidia-se. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, já anunciou que não irá, mesma posição do líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo.
Com a confirmação da presença do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e mais o premiê ultranacionalista da Hungria Viktor Orbán e os presidente de direita sul-americanos, Sebastián Piñera (Chile), Iván Duque (Colômbia) e Mario Abdo (Paraguai), a posse de Bolsonaro adquire feição de um encontro da direita e extrema-direita global
A decisão do PT de boicotar a posse de Bolsonaro foi antecipada pelo Brasil 247 em 20 de dezembro (aqui). Nesta sexta (28) o partido oficializou sua posição com uma nota assinada pelos líderes do partido na Câmara e Senado, deputado Paulo Pimenta e senador Lindbergh Farias, e pela presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (aqui). Na nota, o partido informa: !"Não compactuamos com discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. E não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política. Por tudo isso, as bancadas do PT não estarão presentes à cerimônia de posse do novo presidente no Congresso Nacional".
Da mesma maneira, o PSOL oficializou sua posição nesta sexta, com uma nota de sua Executiva Nacional na qual o partido diz que seus parlamentares estarão ausentes da posse e afirma: "Estaremos nas ruas, desde o primeiro dia de governo, defendendo a democracia, os direitos do povo brasileiro e a soberania nacional contra aqueles que querem fazer o Brasil retroceder a 1964. Seremos resistência, desde o primeiro dia do governo Bolsonaro, nas ruas e no parlamento, em defesa do povo brasileiro" (aqui).
O PC do B não divulgou nota sobre o assunto. Segundo a presidente da legenda, deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), "Não tomamos nenhuma resolução, mas é natural que não estejamos presentes. Não temos nenhuma identificação com o presidente eleito. Não fomos convidados e não iríamos se o convite tivesse chegado" (aqui). A deputada comunista Jandira Feghali confirmou que a bancada não participará da posse, mas evitou usar a palavra "boicote". "Não é um boicote, até porque respeitamos o resultado das urnas. É a decisão política de não ir", disse (aqui). 
O presidente do PSB, Carlos Siqueira afirmou que a questão não foi fechado pelo partido e que decisão será de cada parlamentar e líder da agremiação: "Quem desejar participar está livre para fazê-lo. Eu, pessoalmente, não estarei lá". O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), disse que não vai e que "não existe nenhuma deliberação para algum deputado da bancada ir". 
Com a confirmação da presença do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e mais o premiê ultranacionalista da Hungria Viktor Orbán e os presidente de direita sul-americanos, Sebastián Piñera (Chile), Iván Duque (Colômbia) e Mario Abdo (Paraguai), a posse de Bolsonaro adquire feição de um encontro da direita e extrema-direita global


Bolsonaro não revela a conta médica da “facada”


Embora tenha ficado 23 dias internado no Hospital Albert Einstein, um dos mais caros do País, o presidente eleito Jair Bolsonaro ainda não apresentou à Câmara dos Deputados um pedido de reembolso pelos gastos realizados durante o tratamento da 'facada' de Juiz de Fora, que teria sido decisiva para sua vitória, ao criar as condições para que ele não participasse dos debates; o hospital também não comenta o caso
247 – A 'facada' sofrida por Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, decisiva para sua vitória eleitoral, ao criar as condições para que ele não participasse dos debates, permanece um mistério. É o que revela reportagem do jornalista Ranier Bragon, da Folha de S. Paulo, publicada neste sábado. 
"Mais de cem dias após sofrer um atentado a faca em Juiz de Fora (MG), o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ainda não apresentou à Câmara dos Deputados um pedido de ressarcimento de gastos médicos e hospitalares com seu atendimento", informa o jornalista. "A própria equipe de Bolsonaro havia dito em setembro, dias após a tentativa de assassinato, que estava conversando com a Câmara e que iria recorrer ao reembolso a que os congressistas têm direito por eventual uso da rede privada de saúde. Pelas regras da Câmara, para receber reembolso Bolsonaro terá que apresentar uma série de documentos comprobatórios dos gastos, incluindo declaração de que os custos foram quitados por ele."
A Albert Einstein, como todos sabem, é um dos hospitais privados mais caros do Brasil, onde Bolsonaro ficou internado por quase um mês.  "A assessoria do hospital —onde o então candidato ficou internado por 23 dias— afirmou que não comenta valores ou se pronuncia sobre quem pagou os custos, por questão de sigilo dos dados do paciente", diz a reportagem.

Ratinho Junior acha que situação financeira do governo não é confortável



Embora a governadora Cida Borghetti tenha afirmado que deixará R$ 5 bilhões em caixa para o próximo governo e que a transição foi harmoniosa, o governador eleito, Ratinho Junior, em entrevista à sua equipe de trabalho disse que está preocupado com as contas e com o caixa e que terá que promover cortes e ajustes para cumprir os compromissos assumidos com a sociedade. Todos os contratos de fornecedores serão revistos. Bem, isso é praxe em todo início de governo.
Sobre a transição:
A transição começou tarde, por decisão do atual governo, algo que lamentamos, pois gostaríamos que começasse em seguida às eleições para que pudéssemos ter mais tranquilidade para levantar os contratos, licitações e projetos em andamento. O que nos preocupa muito é a questão financeira do estado, porque muitas das informações nós não temos ainda consolidadas. Existe um problema inclusive com a secretaria da Fazenda, com o software, mas nós estamos fazendo um levantamento. Existe uma previsão de que o governo não tenha uma sobra de caixa, confortável para começar o ano. Diante deste cenário, vamos ter que fazer muitos cortes, muitos ajustes, para que a gente consiga cumprir os compromissos neste início de ano, em especial nos primeiros 90 dias. Eu determinei que todos os contratos dos últimos 30, 40 dias, sejam revistos, aquelas licitações que não são prioridade para atender a população a gente pretende cancelar, o que juridicamente for possível.
Vamos priorizar aquilo que é necessário, em especial a questão da saúde, a questão da educação, já que as aulas começam em fevereiro. Janeiro é um mês difícil por conta de epidemias como a da dengue, estamos que estar preparados para o combate, precisamos ter dinheiro em caixa para isso e, obviamente, honrar os compromissos.
Redução da máquina
Vamos fazer um pente-fino. Começamos diminuindo as secretarias, de 28 para 15. É o estado que mais cortou secretarias até agora, pelo que levantamos. A ideia é enxugar a máquina pública, fazer um pente-fino em todos esses contratos. Tivemos o caso da dragagem do Porto de Paranaguá, que vai custar 400 milhões de reais, cujo contrato foi assinado a poucos dias para terminar o ano. Esse é o tipo de coisa que deveria ter sido discutida com mais profundidade, jogada para o ano que vem para que a gente pudesse avaliar o contrato, que envolve milhões. A intenção é rever tudo isso. E vou determinar logo no início do mês de janeiro, uma auditoria na folha de pagamento e também na previdência.  Nós queremos realmente ver se as pessoas estão trabalhando de maneira correta, que não tenha gente recebendo em duplicidade, para que o dinheiro público possa ser bem aplicado.
O senhor reduziu de 28 para 15 secretarias. Qual foi o critério para chegar nesse modelo e como foi a composição dos indicados para assumir as pastas?
Foi a primeira vez na história do Paraná que foi contratada uma consultoria, uma das maiores empresas especializadas em Gestão Pública, que é a Fundação Dom Cabral, para fazer uma modernização do organograma do estado, repensar o número de secretarias.
Era um compromisso que eu tinha com os paranaenses, de reduzir aquelas secretarias que foram criadas ao longo dos anos para acomodar amigos, parentes de políticos. Nós resolvemos acabar com todas elas e deixar só as que realmente são importantes para tocar o estado. Então nós reduzimos de 28 para 15 secretarias, elas foram todas analisadas e reorganizadas pela fundação Dom Cabral e todos os secretários e secretárias foram indicados por um critério extremamente técnico. Se pegar o currículo de todos eles, você vai ver que são pessoas preparadas, formadas, pós-graduadas, alguns doutores,  a nossa preocupação foi a de montar um time de excelência que possa prestar um bom serviço ao estado.
Qual foi a orientação que o senhor deu aos secretários?
Primeiro muita lealdade ao povo do Paraná. Temos essa obrigação e o compromisso de sermos eficientes, aplicar da maneira possível o dinheiro público e acima de tudo trabalhar muito. Eu não gosto de ter na minha equipe pessoas que não gostam de trabalhar. Escolhi pessoas que tem capacidade técnica e disposição para trabalhar.
O que o povo do Paraná pode esperar do governo Ratinho Junior, a partir de 2019?
Pode esperar muita vontade de trabalho, muito planejamento, nós vamos fazer do Paraná o melhor estado do Brasil, eu tenho convicção disso. Vamos fazer do Paraná o estado mais moderno do Brasil. Queremos colocar a educação entre as três melhores do país, fazer com que a segurança pública ser respeitada e até servir de modelo para outros estados, utilizando para isso a tecnologia. Acima de tudo, queremos fazer do Paraná um estado que possa gerar oportunidades, a nossa preocupação, a nossa missão vai ser criar empregos. Para isso vamos trabalhar para atrair empresas do Brasil e também de fora, para investir no Paraná e gerar emprego pra nossa gente, este é o nosso compromisso.


Governadora libera R$ 11,8 milhões para construção da maternidade do Providência


Autorização foi consolidada nesta sexta-feira, após novos contatos mantidos pelo prefeito Beto Preto com Cida Borghetti e sua assessoria
(Foto: Edson Denobi/Arquivo)
A governadora do Paraná, Cida Borghetti, liberou nesta sexta-feira (28/12), em Curitiba, o empenho de R$11,8 milhões para a construção da sede própria Hospital da Providência Materno Infantil de Apucarana. Os recursos, que já haviam sido assegurados pelo prefeito Beto Preto (PSD) na gestão do governador Beto Richa, desde abril estavam com empenho suspenso pela Secretaria de Estado da Saúde.
Com a verba pública, a instituição irá edificar um terceiro pavimento no prédio do Hospital da Providência, criando um espaço inicial de 2.151,80 metros quadrados que abrigará a maternidade e o setor de pediatria do hospital, com quartos, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (com 17 leitos), enfermaria, centros obstétricos, pediátrico e cirúrgico e ainda uma UTI para adultos (10 leitos) destinada às mães que passam por alguma complicação no parto.
Conforme revela a direção do Providência, os recursos também irão custear a reforma de uma área de 2.720,06 metros quadrados, incluindo o acesso ao novo pavimento; uma nova entrada ambulatorial do Hospital da Providência Materno Infantil, no térreo, localizada na Rua Nagib Daher; e a reforma e estruturação dos postos de enfermagem.
O prefeito Beto Preto (PSD), que durante os últimos nove meses realizou uma série de viagens a Curitiba para cobrar o empenho dos recursos conquistados oficialmente em março, comemorou a liberação do empenho por parte da governadora.
Beto Preto lembrou que a construção da sede própria do Hospital Materno Infantil do Providência vem sendo uma prioridade na instituição e também para o poder público municipal. “Desde o início de 2016 a diretoria tem se mobilizado para angariar recursos e avançar nas diversas etapas da obra. Exemplo disso foi a promoção de um jantar filantrópico destinado a custear os projetos da maternidade, que tiveram um custo de cerca de R$ 200 mil”, lembra Beto Preto.
CONQUISTA – O empenho dos recursos necessários para a obra ainda no exercício de 2018 também foram comemorados pela diretora-geral do Hospital da Providência, irmã Geovana Ramos. Ela anuncia que serão retomados de imediato os procedimentos para a licitação das obras e também explica alguns detalhes do que está previsto no projeto de execução. “Apesar de ser um novo pavimento, a ala da futura maternidade será totalmente isolada da atual estrutura, com acesso privativo, pela Rua Nagib Daher, contando com dois elevadores exclusivos e rampas de acesso”, relata.
Segundo a diretora-geral, serão dois hospitais num mesmo prédio, mas com áreas e acessos distintos. “Atualmente, o Hospital da Providência Materno Infantil funciona em prédio alugado, nas antigas instalações do Hospital Santa Helena”, lembra a irmã Geovana.
O Hospital da Providência Materno Infantil é referência regional nos partos de gestação de alto risco e atua com 100% de taxa de ocupação na UTI Neonatal. Já o Hospital da Providência atende Apucarana e outros 17 municípios da região Centro Norte do Estado, via Rede de Urgência e Emergência e também pacientes de outras regionais de saúde. Cerca de 80% de todos os atendimentos da instituição são realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS).


Beto Preto autoriza licitação para a reforma e ampliação do Centro Infantil


Obra, no valor de R$ 424.366,77, será custeada com verba de emenda parlamentar e recursos próprios do município
(Foto: Edson Denobi)
Mais uma estrutura da rede municipal de saúde de Apucarana vai passar por melhorias. O prefeito Beto Preto autorizou nesta semana a abertura de licitação para a reforma e ampliação do Centro Infantil Sonho de Criança.
O prédio de 301,11 m², localizado na Rua Miguel Simeão, no mesmo quarteirão da Autarquia Municipal de Saúde e da Farmácia Municipal Central, será reformado e vai ganhar 180,15 m² de ampliação.
A sala de espera (com implantação da sala verde) vai ganhar mais espaço físico. Também serão ampliados os sanitários para pacientes e acompanhantes, com acessibilidade. Outros setores que irão ganhar mais espaço são o fraldário, sala de triagem, arquivo, copa e depósito de material de limpeza.
Com a reforma e adequação dos ambientes, o Centro Infantil passará a contar com seis consultórios, sanitário exclusivo para funcionários, ampla sala de inalação coletiva e área de esterilização de materiais. A reforma também trará melhorias para o consultório odontológico que funciona no local e para sala de vacinas.
O investimento na reforma é de R$ 155.588,01 e na ampliação de R$ 268.778,76, totalizando R$ 424.366,77. A obra será custeada com recursos de emenda parlamentar da senadora Gleisi Hoffman, no valor R$ 300 mil. O restante, de pouco mais de R$ 124 mil, será complementado com recursos próprios do município.
O prefeito Beto Preto detalhou que a obra no centro infantil vai triplicar o número de consultórios. “Hoje temos dois e serão seis. Ainda prevemos ampliar o horário de atendimento até as 23 horas, sendo que atualmente o fechamento acontece às 17 horas”, anunciou o prefeito.
“É uma alegria terminar os trabalhos de 2018 com tantos resultados positivos. São 4 UBSs em construção; abertura de licitação para reforma e ampliação de outras 10 UBSs, entre tantas conquistas na saúde como em outras áreas da administração municipal”, completou Beto Preto. A média de atendimento do Centro Infantil é de 80 a 100 crianças ao dia.