sábado, 4 de março de 2017

NASSIF DEFENDE FRENTE DE ESQUERDA COM LULA E CIRO


"Se Lula se candidata, Ciro terá posição central no novo governo. Se, pelo contrário, a frente do golpe conseguir inabilitar a candidatura de Lula, a vaga é de Ciro. Há ainda a hipótese, nada remota, de Lula poder ser candidato, mas abdicar em favor de Ciro. E a hipótese concreta de que, lançando antecipadamente Ciro, ele se torne rapidamente alvo de todas as pós-verdades da mídia", diz o jornalista Luis Nassif, que prega a união entre os dois presidenciáveis
Com o fracasso do petismo, com sua estratégia de conciliação, as esquerdas retornaram aos tempos heroicos, aquele do “em cada cabeça uma tendência”. Não chegam às baixarias da direita, de envolver famílias, apelar para insinuações sexuais, mas são muito mais dispersivas.
Em geral, dedicam mais energias a combater os grupos do mesmo campo de luta do que os adversários; têm uma dificuldade imensa em identificar os pontos centrais de uma estratégia política, perdendo-se em quizílias e detalhes irrelevantes, e, também, uma virtude/vício enorme, de questionamento permanente das estruturas vigentes na própria esquerda.
Do PT nasceu o PSTU, revolucionários, depois, o PSOL, todos brandindo, em geral, um antipetismo maior ainda do que o anti-neoliberalismo. E se somam a esse universo sindicatos, grupos sociais com agenda própria, como o MST (Movimentos dos Sem Terra) e MSTU (Movimentos dos Sem Teto Urbanos), outros menores, espalhados pelos quatro cantos, mais objetivos do que os agrupamentos políticos, mas sem condições de oferecer o projeto unificador das demandas.
O amálgama geral deveria ser o projeto de país, os princípios de uma política econômica desenvolvimentista e social – e há inúmeros diagnósticos espalhados entre as universidades (Unicamp, UFRJ, UFMG, EE-FGV), mas sem liga com as bases – e um candidato competitivo em 2018.
O caminho óbvio é a constituição de uma frente de esquerdas, não mais o predomínio de um partido. Mas há uma gama enorme de desafios pela frente.
Primeiro, os desafios concretos:
1.     A incapacidade do partido maior, o PT, liderar a frente, e mesmo de se alinhar com os novos tempos, devido à  estratificação ocorrida em sua estrutura de comando. No PT, a mudança virá de fora para dentro.
2.     O surgimento de novos grupos sociais criados a partir das redes sociais, que abominam qualquer forma de verticalização de comando, mas que tem a vitalidade do novo, como tinham os movimentos sociais dos anos 80. E que até hoje não encontraram espaço adequado na frente de esquerdas. A maneira como o PT jogou ao mar o MPL (Movimento Passe Livre) é um clássico do pensamento autofágico da esquerda, com o velho devorando o novo. A maneira como Luciana Genro, do PSOL, despeja sua ira exclusivamente sobre o PT, outro clássico de como o novo não se liberta da ira freudiana de destruir o pai.
3.     A dificuldade em consolidar um projeto de país que expurgue da social-democracia as concessões absurdas feitas ao mercado - em nível global, saliente-se -, mas que, ao mesmo tempo, não embarque na visão de um socialismo utópico.
4.     O fracasso das políticas de conciliação e a dificuldade em definir as novas bandeiras, que ampliem o campo de alianças e não limitem as esquerdas a uma militância de guetos.
Os dois discursos que melhor sintetizam os novos tempos são os de Lula e Ciro Gomes, ambos com alguma diferença de nuance.
O de Lula sensibiliza uma base maior, pelo simbolismo do seu nome, pelas lembranças da fase áurea do país e por sua posição nas pesquisas eleitorais para 2018. O de Ciro sensibiliza os que julgam impossível um pacto de convivência com os setores que deram o golpe, tendo em vista o fracasso da política de conciliação de Lula e Dilma.
A política é mais sujeita aos movimentos dos ventos do que supõem os mais radicais. Ambos não sairão candidatos ao mesmo tempo. O arco da esquerda ou estará com Lula ou com Ciro, e o outro apoiará. Nem a definição se dará agora.
Hoje em dia, o direito de preferência é de Lula. Amanhã, poderá ser de Ciro.
Lula terá que  passar pelas armadilhas da Lava Jato e da sua própria exaustão com a política, normal em que perdeu seu grande ponto de apoio emocional e jamais teve um minuto de folga a vida inteira.
Se Lula se candidata, Ciro terá posição central no novo governo. Se, pelo contrário, a frente do golpe conseguir inabilitar a candidatura de Lula, a vaga é de Ciro. Há ainda a hipótese, nada remota, de Lula poder ser candidato, mas abdicar em favor de Ciro. E a hipótese concreta de que, lançando antecipadamente Ciro, ele se torne rapidamente alvo de todas as pós-verdades da mídia.
Todas essas hipóteses dependem de um conjunto de circunstâncias que ainda estão indefinidas:
1.     Qual a tendência que se imporá nas forças golpistas com o aprofundamento da crise: implosão, novo arco de alianças para enfrentar o fenômeno Bolsonaro ou adesão a uma ultradireita feroz?
2.     Tentativa de reforçar o Estado de exceção defendido, entre outros, pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do STF,  ou a busca de um novo consenso?
3.     Como se comportarão as Forças Armadas?
Por tudo isso, a estratégia das esquerdas, no presente, não definirá antecipadamente o candidato em 2018.
O foco das esquerdas, no momento, é sair da defensiva, se aglutinar em torno de algumas teses centrais, estimular as discussões em torno de um programa de governo. E a única pessoa capaz de promover essa articulação é Lula. Poderiam ser os governadores de esquerda, reunidos em torno de um Conselho, mas aí se trata de um desenho inédito que ainda não conta com uma liderança aglutinadora.
Lula paira acima das idiossincrasias das esquerdas e do próprio PT. Em que pese ter sofrido o maior bombardeio jornalístico da história, continua vivo e as lembranças dos anos de ouro do lulismo são o instrumento mais forte para aglutinação de grupos sociais, políticos e até empresariais.
Sua candidatura tem inúmeras vulnerabilidades, a maior das quais é o profundo sentimento anti-Lula que a mídia conseguiu incrustar em largas faixas da população. Mas são restrições para serem avaliadas mais perto das eleições.
Por ora, a única maneira de consolidar um arco de esquerdas – fundamental para alicerçar qualquer veleidade política não só de Lula, como de Ciro – é unir-se em torno de Lula.
Daí a importância do teste do Manifesto.
JORNAL GGN


TREM E CAMINHÃO SE CHOCAM EM ARAPONGAS



Mais uma violenta colisão envolvendo um trem da América Latina Logística (ALL) e um caminhão foi registrada no cruzamento entre as ruas Guaratinga e Pavão, no Parque Industrial de Arapongas. O acidente chamou a atenção de motoristas e pedestres que trafegavam pela região.
Por volta das 17 horas , equipes da Sistema de Atendimento Móvel de Urgência e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência, no entanto ninguém ficou ferido e os danos foram apenas materiais.
De acordo com relato de testemunhas, o condutor do caminhão teria invadido a linha férrea sem perceber a aproximação da locomotiva.
Reincidência
No dia 23 de dezembro do ano passado, um acidente bastante parecido foi registrado no mesmo local.
Na ocasião o caminhão que estava carregado de móveis ficou completamente destruído e parte da carga acabou saqueada. Com informações das redes sociais e do portal dia a dia. Fotos do facebook


MERCADO LUCRATIVO

Maioria das cervejas mais consumidas no país é feita com milho transgênico

Indústria se aproveita da legislação falha, que não exige rotulagem especial, nem especificação dos "cereais não maltados", omitindo do consumidor o símbolo relacionado a medo, doenças e incertezas



A lei determina que alimentos ou bebidas com mais de 1% de ingredientes transgênicos devem ser rotulados; O T indicativo da presença de plantas geneticamente modificadas não aparece em nenhuma cerveja.


Bebida alcoólica mais consumida pelos brasileiros, a cerveja pode conter em sua formulação muito mais do que água, cevada e lúpulo. As letras miúdas no rótulo das garrafas ou impressas na própria lata, em cores metálicas, que dificultam a leitura, dão algumas pistas: "cereais não maltados" ou "malteados". O consumidor comum fica sem saber que ingredientes exatamente são afinal. Especialistas em nutrição, entretanto, não têm dúvidas. Em geral é o milho, o mais barato dos grãos, o escolhido pelos fabricantes para compor, com os demais ingredientes, uma bebida que pode ser vendida mais em conta para que não tenham de abrir mão da elevada margem de lucro.
"Como a legislação não exige a especificação de cada ingrediente que constitui a cerveja, as empresas utilizam o termo genérico 'cereais não maltados'. Ao não colocar a denominação específica, deixam dúvidas quanto à composição. Portanto, é possível partir do princípio de que o milho está sendo utilizado sem que haja indicação da sua presença", diz a nutricionista Rayza Dal Molin Cortese, pós-graduanda em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Um estudo do Laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da Universidade de São Paulo, divulgado em 2013, respalda a suposição de Rayza. Ao analisar 77 marcas, das quais 49 produzidas no Brasil e 28 importadas de países da Europa, América do Sul e do Norte e da China, os pesquisadores do Cena/USP concluíram que apenas 21 delas podem exibir o selo "puro malte" por utilizar somente grãos de cevada.
Puro malte?

Entre as nacionais, foi detectado milho na composição de 16 marcas, em quantidades equivalentes a 50% do mix de cereais adicionados à cevada. Essa proporção, aliás, contraria a legislação brasileira, que limita a quantidade de milho, arroz, trigo, centeio, aveia e sorgo a 45% do total da cevada utilizada. E justificaria a troca de nome dessas bebidas prevista em lei: cerveja de milho, cerveja de arroz etc., acrescentando-se o nome do cereal com maior presença na formulação.
Mas seria essa opção adotada por um mercado gigante como o cervejeiro brasileiro, que movimenta todo ano algo em torno de R$ 74 bilhões, cerca de 1,6% do PIB, conforme pesquisa divulgada em março de 2016 pela Fundação Getúlio Vargas?
Dar nome aos cereais – especialmente se for milho – pode não ser considerado "bom negócio" para o milionário grupo de produtores da bebida alcoólica mais vendida no Brasil – cerca de 14 bilhões de litros por ano. Mas faz toda a diferença para os brasileiros que consomem, per capita, todo ano, o correspondente a 62 litros de cerveja.
Primeiro porque mais de 80% do milho cultivado no Brasil, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, está em lavouras transgênicas, semeadas com grãos modificados geneticamente. Com o argumento de aumentar a produtividade, a indústria das sementes alterou o DNA de plantas como o milho para supostamente aumentar a produtividade.
Na realidade, essa biotecnologia as transformou para duas coisas: resistir a quantidades cada vez maiores de agrotóxicos utilizados para matar plantas e indesejáveis à monocultura, que poderiam vir a comprometer essa propalada produtividade; ou para que passem a ter dentro delas proteínas inseticidas, capazes de exalar venenos contra um ataque de insetos.
Incertezas
O problema é que, como essas plantas úteis para o equilíbrio ambiental e indesejáveis para a produção de larga escala vão adquirindo resistência contra alguns princípios ativos de agrotóxicos pulverizados, passam a ser aplicados outros venenos, mais potentes e em quantidades maiores.
As consequências à saúde humana, animal e ambiental devido a tamanha alteração genética em grãos que serão usados direta ou indiretamente na produção de alimentos ainda não foram dimensionadas o suficiente pela ciência. Dos poucos estudos, os resultados são preocupantes, para não dizer alarmantes.
O biólogo, pesquisador aposentado da Embrapa e ex-membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) José Maria Gusman Ferraz, destaca uma pesquisa divulgada em 2012 por pesquisadores franceses que abalou a opinião pública e o mercado de transgênicos em todo o mundo. Chefiados por Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen Normadie, na França, os cientistas constataram danos ao fígado e rins e distúrbios hormonais em ratos alimentados com o milho transgênico NK603, da Monsanto. Além desses efeitos graves, foi detectado o desenvolvimento de inúmeros tipos de tumores.
O impacto da grande repercussão fez a pesquisa ser questionada e retirada da revista que a publicou originalmente (Food and Chemical Toxicology). Não só: a publicação teve seu corpo editorial reformulado, com a entrada de um nome forte indicado pela Monsanto. Os mesmos resultados, porém, foram publicados em detalhes depois na Environmental Sciences Europe, mostrando todos os danos causados.
Na época, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e outras entidades ambientalistas, de saúde e em defesa da agricultura orgânica, entre outras, pediram a suspensão da liberação comercial dessa variedade do milho.
"Mesmo com este estudo indicando claramente o risco, a CTNBio aprovou sua liberação comercial no país, em um claro desrespeito ao princípio da precaução, que preconiza que se existir possibilidade de risco, a empresa proponente tem de provar que o risco não existe", afirma Gusman. "Um grupo minoritário dentro da comissão solicitou que, se existiam dúvidas, o estudo deveria ser refeito antes da sua liberação para comercialização. Mas como sempre, foi voto vencido pela maioria – ligada ao agronegócio –, que desprezou esta e outras evidências de que havia sim risco à saúde na liberação comercial."
Além de professor convidado da Unicamp, onde conduz pesquisas em agroecologia, Gusman se dedica à campanha contra o mosquito transgênico, desenvolvido em laboratório para combater o Aedes aegypti, já solto no interior de São Paulo – outro caso envolto em irregularidades no processo de liberação, com problemas e dúvidas nas pesquisas, o que torna as populações lcoais cobaias de interesses de transnacionais.  
Outro estudo, segundo ele, também acende o alerta contra os transgênicos. Conduzido na Faculdade de Medicina de Tanta, no Egito, constatou que outra variedade de milho da Monsanto, o MON810, alterou profundamente as estruturas que compõem o intestino das cobaias. Surgiram lesões proliferativas e hemorrágicas nas mucosas intestinais, responsáveis pela absorção de nutrientes necessários para o funcionamento do organismo. O milho correspondia a apenas 30% da dieta dos ratos. 
Mais venenos
Como lavouras transgênicas são sinônimo do uso de altas doses de agrotóxicos, os especialistas alertam para os perigos dos agroquímicos à saúde e à vida dos agricultores e de quem vive perto das áreas pulverizadas, para aqueles que trabalham nas indústrias de venenos, e para quem ingere alimentos e água carregados de resíduos desses agroquímicos.
Por isso essas substâncias são problema de saúde pública, embora as autoridades de saúde pouco ou nada façam para reduzir, ainda que gradativamente, o uso de produtos tão nocivos. Esses venenos já foram relacionados a diversas doenças, entre elas câncer de vários tipos; alterações endocrinológicas e reprodutivas, como quadros de menstruação, menopausa e andropausa precoce, além de alterações no sistema reprodutor; e até neurológicas, facilitando o desenvolvimento do Mal de Parkinson, por exemplo, conforme pesquisas recentes.
Também podem provocar alterações na gestação que levam ao nascimento de bebês com malformações; distúrbios emocionais incapacitantes, como a depressão; quadros de intoxicação agudas, que conforme o veneno pode matar por asfixia, ou mesmo crônicas, devido a exposições frequentes ou ao acúmulo de resíduos no organismo. Tudo isso num quadro em que algumas dessas doenças podem conviver sem que suas causas sejam associadas aos venenos agroquímicos. O Ministério da Saúde estima que para cada caso notificado, com nexo-causal, há 50 outros totalmente ignorados.
Consumidor desinformado
Para especialistas e ativistas contra os transgênicos e seus perigos, todos os alimentos – bebidas inclusive – com quaisquer vestígios de transgênicos, deveriam receber o selo com a letra T em preto dentro de um triângulo amarelo, símbolo internacional da presença de organismos geneticamente modificados.
Mas a legislação, que no Brasil é criada por setores alinhados com o agronegócio que controlam o Congresso Nacional e setores do governo federal, não vai nessa direção. A nutricionista Rayza Cortese, que pesquisa organismos geneticamente modificados e a rotulagem de alimentos comercializados no Brasil, afirma que a legislação para o tema, estabelecida pelo decreto 4.680/2003, estabelece que "todos os alimentos (e as bebidas alcoólicas são consideradas alimentos) e ingredientes alimentares que contenham ou sejam produzidos a partir de OGMs, com presença acima de 1% do produto, devem ser rotulados". No entanto, o símbolo não aparece em nenhuma embalagem de cervejas que contenham milho.
E isso apesar de o Idec ter obtido, no Supremo Tribunal Federal (STF), a garantia de rotulagem com o triângulo amarelo em alimentos com ingredientes geneticamente modificados, independentemente da quantidade. Em maio do ano passado, o STF voltou a garantir a indicação no rótulo de alimentos que utilizam ingredientes geneticamente modificados, independentemente da quantidade presente.
A exigência estava suspensa desde 2012, por uma decisão provisória do ministro Ricardo Lewandovski, que atendeu ao pedido da União e da Associação Brasileira de Indústria de Alimentos (Abia).
"A decisão é importante porque enfraquece o projeto de lei que tramita no Congresso para derrubar a obrigatoriedade da informação no rótulo. Sem essa rotulagem, o consumidor tem negado seu direito à informação para decidir na hora da compra, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor", diz a pesquisadora em alimentos do Idec, Ana Paula Bortoletto.
A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), que representa a Ambev, a Brasil Kirin, o Grupo Petrópolis e a Heineken – os quatro maiores fabricantes – afirma, em nota à reportagem da RBA, reproduzida em sua íntegra a seguir que "a indústria brasileira da cerveja é reconhecida pela alta qualidade de seus produtos e receitas que conquistaram o gosto do consumidor brasileiro – o que faz o país ser um dos maiores mercados de cerveja do mundo. O respeito ao consumidor é um dos principais valores do setor cervejeiro. É por isso, que aprimoramos sempre os processos, usamos os melhores ingredientes, adotamos as técnicas mais avançadas e inovamos sempre.
"As receitas, obviamente, variam de acordo com a marca e o tipo da cerveja. Os detalhes dessas formulações não são abertos ao consumidor, já que são informações confidenciais e que precisam ser protegidas para preservar o ambiente concorrencial do setor. Cada ingrediente é usado para trazer características ao produto. A utilização de cereais não-malteados na fabricação de cervejas não é uma exclusividade do Brasil. Isso acontece em diversos países. Um dos principais objetivos é conferir características como leveza e refrescância. 
"Vale lembrar que as legislações brasileira e do Mercosul permitem que sejam usados cereais não-malteados na produção de cervejas, como milho, aveia, sorgo, arroz etc. Contudo, esse uso não é indiscriminado. A legislação estabelece a participação máxima de 45% destes insumos no chamado extrato primitivo (a parte sólida da cerveja). O setor cervejeiro no Brasil cumpre rigorosamente essa norma. Os padrões de qualidade e segurança da cerveja brasileira são regulados e fiscalizados pelo Ministério da Agricultura, Anvisa, entre outros órgãos.
"As discussões em torno dos organismos geneticamente modificados fazem parte deste grande esforço. Por isso, as cervejarias acompanham de perto a questão e seguem todas as normais legais sobre o uso e rotulagem desses insumos. As cervejarias associadas à Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil)- da qual participam Ambev, Brasil Kirin, Grupo Petrópolis e Heineken - realizaram testes de detecção de DNA transgênico que comprovam a ausência de organismos geneticamente modificados em seus produtos. Além disso, nossos produtos atendem às recomendações nacionais e internacionais mais rígidas de segurança, do início ao fim dos processos produtivos, não representando, portanto, qualquer risco à saúde do consumidor."

 FONTE: RBA

GLOBO ATACA ATLÉTICO-PR POR FICAR SEM GOLS DO CLÁSSICO: “QUEM PERDE É VOCÊ”

O clássico entre Atlético-PR e Coritiba foi assunto nos principais programas da Globo no Paraná. Mas, quem quis ver os gols da partida, não pôde. Segundo a emissora, a culpa foi do Atlético.
Coxa e rubro negro não assinaram contrato de transmissão com a
emissora carioca. Jogo foi transmitido pela internet e emissoras de
TV foram impedidas de fazer gravações
Desde as primeiras horas do dia, no Bom Dia Paraná, a emissora já informava dos problemas passados para exibir o vídeo do jogo transmitido pela internet. Quase 7 horas depois do duelo, a emissora não havia recebido imagens do clássico.
“Infelizmente, não temos os gols do Atletiba para mostrar porque Atlético e Coritiba não permitiram que emissoras de TV gravassem a partida. E o Atlético se comprometeu a enviar os gols depois do jogo, mas até agora, esse horário pouco depois das 7 da manhã, não mandou ainda. Uma pena porque quem perde é você que acordou para ver os gols da rodada e infelizmente não viu”, disse o canal no programa.
O problema é que não foram apenas as sete horas que impediram a Globo de exibir os gols. Mesmo depois de mandar as imagens para as emissoras, o Atlético-PR decidiu omitir os tentos feitos por seus jogadores no clássico.
Procurado pela reportagem, o Atlético informou ''que enviou a todas as emissoras o correspondente a 3% da partida, conforme determina a Lei Pelé. O clube entende que os highlights são uma propriedade premium, extremamente valorizada em todo o mundo, e que os interessados devem pagar por este produto se quiserem exibi-lo''.
Na hora do almoço, o Globo Esporte da rede falou sobre o assunto na voz da apresentadora Cris Dias, que só informou o resultado do jogo.
“Globo Esporte não está exibindo gols do clássico Atletiba porque os clubes que têm os direitos do jogo, não liberaram as imagens”, afirmou.
Em horário simultâneo, o assunto também entrava em pauta no Globo Esporte Paraná. Na RPC, filiada da Globo, algumas imagens foram mostradas, exceto as dos gols.
“Não temos as imagens dos gols porque Atlético e Coritiba não permitiram a gravação. Já que nenhuma emissora de TV tem direitos de transmissão desse jogo, ela foi feita ontem pela internet. Nesse caso, como clubes são os que têm direito de transmissão. Eles que enviam e autorizam a imagem do clássico. Recebemos três minutos de gravação, dentro dessa gravação, lances como os que a gente viu, mas não os gols. Por isso, como não foi autorizado, não temos gols para mostrar”, completou.
Como a Lei Pelé obriga que cerca de três minutos dos lances sejam distribuídos pelo detentor dos direitos do jogo para as emissoras.
O Coritiba disse respeitar a posição do Atlético-PR, como mandante da partida, em não mandar os gols.
O jogo aconteceu na quarta-feita (1) na Arena da Baixada com vitória do furacão por 2 x 0. Gols de Crysan e Luiz Henrique.


LITERATURA

FAFIMAN PREMIA ESCRITORES DO CONCURSO NACIONAL
DE CONTOS E POESIAS


Como acontece há 38 anos, o Departamento de Letras da FAFIMAN realizou mais uma premiação do Concurso Nacional de Contos e Poesias.
A solenidade aconteceu no dia 24 de fevereiro, na sala da Direção da faculdade, oportunidade na qual os escritores receberam certificados e o valor em dinheiro relativo a cada categoria, previamente depositado nas contas bancárias individuais.

Representando o curso de Letras, o professor Antonio Carlos Xavier, parabenizou todos os participantes e os vencedores, agradeceu o apoio recebido da Direção da FAFIMAN, professores José Natal de Oliveira e Wedson José Pierobom, vice-diretor, aos professores do Departamento, ao pessoal da Tesouraria, Secretaria, do apoio, que mais uma vez deu a costumeira contribuição para o sucesso do concurso.

O diretor professor José Natal falou da importância da arte na vida das pessoas, parabenizou os vencedores e comentou a respeito de seu incentivo à manutenção do concurso realizado há 38 anos, sendo um dos mais tradicionais do Paraná. Poucos na área têm essa longevidade.

Os vencedores de cada categoria do concurso receberam certificados e premiação em dinheiro: R$ 600,00 para o primeiro colocado; R$ 300,00 para o segundo colocado e R$ 150,00 para o terceiro.

Na categoria contos, o resultado foi: 1º lugar, Lucas Monteiro Campigotto, de Mandaguari, com "A história que irei lhes contar"; 2º lugar: Bruno Oliveira Freitas, de Mandaguari, com "O espetáculo no céu"; 3º lugar: Roberto Ignácio de Souza, de Mandaguari, com "O menino que comia paredes".

Na categoria poesias, o resultado foi: 1º lugar: Luiz Henrique Moreira Soares, de Jacarezinho, com: "Aquele sangue era meu"; 2º lugar, Amanda Maria Damásio Teixeira, de Ibiporã, com "Sapato apertado"; 3º lugar, Rogério de Moura Souza, Mandaguari, poema "Soneto".

A Direção da FAFIMAN e o Departamento de Letras parabenizam os vencedores. Anunciam que já estão em fase de conclusão os preparativos para a realização do XXXIX Concurso Nacional de Poesias, ao mesmo tempo convidam os amantes da literatura, matriculados nos ensinos médio e superior, a participarem do evento.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA DA FAFIMAN


PRESERVAÇÃO E TURISMO

GOVERNO DO ESTADO PROMOVE CAMPEONATO DE PESCA ESPORTIVA

Competição reúne melhores pescadores esportivos do Paraná


Vem aí o Campeonato Regional de Pesca Esportiva 2017, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Esporte e do Turismo. O campeonato será realizado em 12 etapas, sendo a primeira no município de Rio Bonito do Iguaçu (centro-sul), no Lago Santiago, dia 25 de março de 2017, com pesca da traíra. A competição tem por objetivo difundir, entre os amantes da modalidade, a pesca esportiva com iscas artificiais, preservar o meio ambiente, incentivando a soltura dos peixes capturados e, ao mesmo tempo, divulgar o potencial turístico dos municípios que integram a 10ª Regional da Secretaria do Esporte e do Turismo. O evento é organizado pelo escritório regional de Guarapuava, com apoio de Cascavel.
As etapas de pesca ao dourado acontece em União da Vitória,
Pinhão, Bituruna, Quedas do Iguaçu e Reserva do Iguaçu

“A pesca é um esporte com muitos adeptos em toda a região e um evento como esse é importante para reunir famílias, amigos, incentivar o turismo e a convivência saudável”, diz o secretário do Esporte e do Turismo, Douglas Fabrício. 


ETAPAS – As demais etapas serão realizas em Foz do Jordão (pesca da traíra), dia 15 de abril; Virmond (traíra), dia 06 de maio; Três Barras (pesca da jacundá), dia 20 de maio; União da Vitória (dourado), dia 19 de agosto; Porto Barreiro (traíra), dia 26 de agosto; Pinhão (dourado), dia 16 de setembro; São Mateus do Sul (traíra), dia 23 de setembro; Bituruna (dourado), dia 30 de setembro; Quedas do Iguaçu (dourado), em 14 de outubro; Candói (tilápia), dia 21 de outubro; Reserva do Iguaçu (dourado), em 28 de outubro. 


INSCRIÇÕES- As equipes serão compostas por dois integrantes por embarcação. Para efeito de inscrição podem ser inscritos até três integrantes por equipe para, se necessário revezar, as duplas durante as dez etapas do Campeonato. “ Será, sem dúvida, um grande evento, que irá reunir muitos amantes da pesca esportiva”, comentou o chefe da 10ª Regional da Secretaria do Esporte e do Turismo,Edson de Andrade.


As inscrições para a primeira etapa da competição já estão abertas em Rio Bonito do Iguaçu. Os interessados devem entrar em contato com a prefeitura, departamento de Esportes, telefones (42) 99906-0635 ou (42) 3629-6094.


FONTE: AEN/PR